Para mim, o mais importante é escolher uma atividade física que realmente você goste. Não adianta forçar a barra, se sua intenção é fazer a prática do exercício uma rotina. Porque se você não gosta do que está fazendo, sempre que tiver uma desculpa vai usá-la para não ir e com o tempo vai acabar deixando-a de lado. Eu sempre achei musculação um saco. Pela rotina, pela repetição. Apesar disso, eu preferi me convencer de que era importante para o fortalecimento muscular. Eu aprendi a gostar, internalizei a importância do tipo de atividade para os meus objetivos.
Eu gosto de variedade. Hoje em dia sempre procuro fazer mais de uma atividade, para não correr o risco de cansar da rotina e porque eu gosto mesmo.A atividade física me deixa com mais energia, mais disposta. Como muitos já sabem, a prática de atividade física libera no cérebro a endorfina, substância responsável pela sensação de bem estar e prazer. Mas é importante fazer uma ressalva com relação a isso, porque não há liberação de endorfna se a pessoa estiver sofrendo com a prática do exercício. E por isso é tão importante a escolha de uma modalidade que seja agradável e da intensidade da prática, que não pode ser excessiva.
==================================
Remo – Como falei no post anterior, já fiz remo, uma das atividades mais bacanas que pratiquei na vida. Eu treinava na escolinha do Vitória no Dique do Tororó. O que curtia no esporte era a possibilidade de estar fora de uma sala, em um ambiente diferente, em contato com a natureza. Além disso, precisava fazer exercícios para o fortalecimento muscular na academia da sede da escolhinha, o que me liberava de ter de fazer a musculação em um outro lugar. Então, sempre antes de ir para a água, a gente fazia o treino muscular. Alguns meses depois de começar, no entanto, comecei a ter aulas pela manhã e tive de abandonar a atividade.
Vôlei – Mais nova, com uns 11 anos, me matriculei nas aulas de vôlei do Sesc do Aquidabã. Eu adoraaaaaava, e quando me lembro, me arrependo de ter parado. Embora seja baixinha (mas na média da população feminina brasileira, claro.. hahaha), eu achava que tinha jeito para a coisa. Eu sempre ia com uma amiga que também era vizinha. Até que um dia ele implicou com o professor e decidiu parar. Como eu estava acostumada a irmos e voltarmos juntas, acabei começando a faltar, até que abandonei também. Lembro que o aquecimento, além de correr subindo e descendo as escadas da arquibancada, era uma partida de futebol de salão.
Artes marciais – Meu sonho era praticar uma arte marcial ou alguma modalidade de defesa pessoal. Passei meses em busca de uma escola para treinar Krav Magá ou Kong Fu, mas infelizmente não achei nenhum horário compatível com o meu. Foi na época em que, ainda na academia que falei no post anterior, lá perto do meu trabalho, fui fazer abdominal na sala de ginástica e o professor do boxe me convidou para fazer a aula. Eu fiquei encantada pelo boxe, pela descarga de energia, pela adrenalina. Adotei o boxe e, hoje, já treino em uma academia especializada apenas na modalidade.
Boxe – Acho muito bacana a forma como o boxe trabalha todo o corpo. Senti muita diferença na região abdominal, por exemplo. Lá, o instrutor faz séries de abdominais nos finais das aulas, e eu senti muita diferença mesmo. Outra coisa que adoro no boxe (além de bater em Bob, claro.. hahaha), é a parte de alongamento que inicia a aula. Acho uma atividade super completa, em que todo o corpo acaba trabalhando durante a aula inteira. Eu virei fã da práqtica e minha vontade é nunca mais largar. Sempre me sinto mais disposta depois dos treinos.
==================================
Além do boxe, hoje eu corro e faço treinamento de condicionamento físico na praia (este último, apenas aos sábados). A corrida, que era só na esteira da academia e esporadicamente nas ruas, vai começar a ser uma atividade mais especializada, com orientação de um instrutor. É que agora em agosto estou entrando em um clube de corrida para treinar de forma direcionada e, assim, poder avaliar os resultados e os meus avanços. Aqui em Salvador, já participei de duas provas de 5km na rua e foi bom ver que melhorei meu tempo na segunda prova. E vocês, já estão envolvidos em alguma atividade física?


A vida sedentária que levamos atualmente é responsável por uma série de problemas de saúde. E eu não falo apenas do aumento das taxas de colesterol e glicemia, epidemia global de obesidade e cada vez mais gente, mais jovem, morrendo de ataque cardíaco ou tendo AVC (acidente vascular cerebral). Na nossa rotina diária, de profissionais que passam horas ao volante ou mais horas ainda em frente ao terminal de um computador, a dor parece ser a companhia de todos os momentos. Dor crônica, tal qual a obesidade, também é considerada epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E quando se trata especificamente de dor nas costas, o órgão afirma categórico que todo ser humano sentirá dor lombar ou na região da cervical (pescoço e nuca) ao menos uma vez na vida. As dores na coluna, ainda citando a OMS, são responsáveis por 35% das ocorrências de dores de cabeça no mundo.
Me interesso por Pilates, pois sou uma dessas pessoas que não gostam de exercícios de alto impacto. Levantar barras de ferro na academia também não é a minha praia. Acho o pilates um exercício mais harmônico, mais lúdico, que além de fazer bem para o corpo de uma forma progressiva, é bom para a cabeça. As bolas, elásticos, e outros instrumentos que ajudam nos exercícios tornam a prática muito mais prazerosa. O pilates também é recomendado para todas as idades e até gestantes podem fazer. O importante é procurar um médico e fazer uma avaliação clínica, porque ninguém deve começar atividade física, por mais leve que seja, antes de um bom check up, principalmente quem já passou dos 30, quando o risco cardiovascular aumenta.
Antes de iniciar a prática de pilates, também é importante buscar um centro habilitado, com profissionais que realmente entendam o método e saibam como utilizar os instrumentos e aplicar os exercícios. Do contrário, se o método for usado por gente sem treino, ao invés de ajudar, pode piorar o problema e até causar uma lesão grave na coluna.
Deitado, posicione a theraband (uma faixa elástica ou que pode ser feita com uma toalha dobrada no sentido do comprimento) no pé direito e a utilize para alongar toda a musculatura posterior da perna direita. Procure manter a perna de base bem estendida no colchonete ou chão, a cabeça bem apoiada e os ombros relaxados. Mantenha a posição por aproximadamente 1 minuto e troque de perna. Respiração livremente.
2. The Hundred
Sentado com a coluna bem ereta, passe a theraband na sola dos pés e una bem os membros inferiores. Segure na theraband próximo aos tornozelos. Expire e comece a deitar lentamente, executando este movimento segmentando todas as vértebras da coluna. Expire novamente e volte à posição sentada cuidadosamente, também segmentando a coluna. Volte a sentar com a coluna ereta e repita o movimento de 4 a 5 vezes.
Mantenha-se em pé, em cima da theraband, com os pés um pouco afastados e a segure nas pontas. Ao mesmo tempo, desça o quadril em direção ao chão – inclinando um pouco o tronco à frente – e eleve os braços até a altura dos ombros, aumentando a tensão na theraband. Execute este movimento expirando e retorne à posição inicial inspirando. Procure manter os abdominais acionados e a coluna ereta. Repita de 5 a 8 vezes.







Comentário Recentes