Bel Borba assina ecobags da ong Anjos do Mar

O artista plástico Bel Borba assina as ilustrações das ecobags (ou sacolas retornáveis para compras) produzidas e vendidas pela ONG Anjos do Mar. Trata-se de uma forma de captar recursos para os projetos de qualificação profissional de adultos e educação de jovens e crianças mantidos pela entidade. Além das ecobags, a Anjos do Mar também produz e vende panos de prato confeccionados pelas alunas e instrutoras dos cursos de artesanato, customizados com a marca da ONG; e temperos e condimentos especiais, produzidos pela diretora e gourmet Vera Bittencourt.  A Anjos do Mar nasceu voltada para a educação ambiental, de olho na preservação da Baía de Todos os Santos, a maior do país, com cerca de mil quilômetros quadrados, e na atração do turismo consciente.

Cursos gratuitos – Para as crianças e adolescentes com idades entre 10 e 16 anos, a ONG oferece o Projeto Corpo e Mente, com aulas gratuitas de inglês e esportes – natação, remo, karatê e futebol. Cerca de 100 crianças são atendidas pelo projeto, atualmente. Para os adultos, a Anjos do Mar oferece cursos de qualificação de turismo e hotelaria, inglês, massoterapia e depilação. Há também o atendimento psicológico para as mulheres do projeto “Não Provoque”, que passaram por uma separação recente e precisam reconstruir suas vidas do ponto de vista emocional e, muitas vezes, financeiro; e para as crianças do projeto “Corpo e Mente”.

Serviço:

Ong Anjos do Mar

Endereço: Rua Polydoro Bittencourt, 02, transversal da Avenida Luiz Tarquínio, Boa Viagem (no prédio da antiga fábrica da Souza Cruz).

Telefones: (71) 3019-3963 / 3019-3885 / 9618-2919

Email: diretoria@anjosdomar.net

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SOS Carnaval: dicas para arrasar no look e na atitude

O Carnaval em Salvador começa, extra-oficialmente, na próxima quinta-feira, embora a cidade já viva “dias de Momo” desde o começo do Verão. Para ajudar quem está atrás de uma inspiração para compor o look da folia, listei algumas dicas de maquiagem e figurino enviadas ao blog por marcas e make up artists que trabalham propostas diferentes, do nude ao clássico, passando pela funny make (assim dá para atender todos os gostos). Além disso, no final do post, enumero algumas recomendações do Instituto Kaplan para a prevenção da AIDS e das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) durante a semana de “Carnevale“. Tá bem grandinho, mas como é um SOS, para facilitar, dividi por temas:

Divirtam-se, aproveitem as dicas e curtam o espírito de liberação da festa com sabedoria!

Vá de Lady Gaga

MUITO GLITTER COM DAILUS COLOR
A maquiagem é um item indispensável para dar um up  no rosto e deixar todo mundo mais colorido na avenida ou em bailes carnavalescos. Muito glitter, sombra neon e gloss são as opções da marca de cosméticos Dailus Color. A linha Glitter, por exemplo, com brilho intenso e textura fina, pode ser aplicado no rosto e no corpo. São oito cores diferentes que ajudam no momento de compor o visual mais irreverente. Para ressaltar o olhar dentro do espírito da festa, a pedida são as sombras flúor, que garantem um look contemporâneo. É importante ainda usar um fixador de sombra. O glitter também dá maior aderência e fixa de maneira uniforme, evitando que a sombra saia com o passar das horas. Complete a maquiagem com o Gloss Labial Shine, com perolas refletoras de luz. A maquiadora oficial da Dailus Color, Mirian Costa, dá uma dica importante para o dia seguinte: “A maquiagem no Carnaval é essencial para a diversão, mas nada de dormir com a maquiagem, é fundamental limpar bem a pele antes de dormir para não entupir os poros e deixar a pele com aspecto cansado e envelhecido” . Mais informações através do site www.dailus.com.br.

BELEZA NATURAL INDICA FLORES NOS CACHOS
Adriana Lobão, coordenadora técnica das cabeleireiras do Instituto Beleza Natural, sugere que as foliãs apostem em sombras em tons fortes como pink, amarelo, laranja, azul, turquesa e limão. A maquiagem neon, porém, deve ser usada com cuidado para não carregar o look.  Ela segue a tendência do equilibrio entre os contrastes, por exemplo, se você preferir destacar mais os olhos, indica evitar batons de cores vibrantes. “A melhor opção neste caso é o batom nude”, destaca Adriana. Nos cabelos, a tendência é usar flores ou headband para alegrar o visual. Outra opção são as tranças ou coques que também podem ser incrementados com as flores de tecido. Caso opte pelas tranças, use gel nos fios secos para fixar o penteado. Quem tem cabelo crespo ou ondulado e deseja deixá-lo solto na avenida, deve reforçar o uso de creme de pentear para definir os cachos, ensina.

PASSO A PASSO DE CARNAVAL COM NATÁLIA ANTUNES
A make up artist oficial da LUMI Cosméticos indica um passo a passo simples e com efeito sofisticado para os dias de folia, usando produtos da marca. Vai na mesma linha do BN, de olho tudo e boca nada, mas o olho não é colorido para constratar. A dica da make é para festa glamourosa:
1- Prepare a pele com base cremosa, corretivo e pó.
2- O blush  usado nessa make é o Verão Bronze.
3- Nos olhos, com a cor Marrom Siena, do Duo de Sombras, marque toda a pálpebra superior fazendo uma diagonal para dar o efeito mais puxado.
4- Com a Sombra Sol, do Duo, ilumine o canto interno dos olhos e sobre a Sombra Sol aplique a Sombra Brilho Dourada.
5- Use a sombra Bronze do Duo para iluminar embaixo das sobrancelhas.
6- Esfume o canto externo dos olhos com a cor Preta também do Duo de sombras.
7- Aplique o Delineador Preto em todo contorno dos olhos e capriche nas camadas de Máscara para Cílios Alongadora e à Prova d`água.
8- Nos lábios aplique o Brilho Labial Rosa Bailarina.
9- Faça uma trança nos cabeços a arrase no Carnaval!

Para saber detalhes dos produtos, acesse o site www.lumicosmeticos.com.br ou ligue no SAC da marca: (11) 3246 4664

LOOKS DA LIMITS PARA A FOLIA MASCULINA

A bermuda é a peça preferida dos homens para compor o visual e se diferenciar no mar de camisetas de camarotes e abadás de blocos no Carnaval. Em promoção nas lojas da Limits, as bermudas ganham novas propostas e releituras em tecidos leves e formas que priorizam o conforto, não aquecem e dão maior liberdade aos movimentos. Nas lojas da marca carioca no Shopping Iguatemi e Salvador Shopping, as bermudas ganham descontos progressivos: 10% na compra de uma peça; 20% em duas peças, 30% em três peças e 40% em quatro peças. Na linha surf, os preços reais vão de R$139,00 a R$159,00; nos modelos cargo os valores vão de R$179,00 a R$269,00; e as de surf sarja R$209.00.  Na linha surf, as bermudas ganham listras e estampas geométricas em tecidos acqualight que respiram e secam rápido. Já na linha Cargo, as bermudas são criadas com puro algodão, ganham bolsos utilitários e cores modernas. Para combinar com as bermudas, a Limits apresenta na sua coleção camisetas e regatas confortáveis e com estampas exclusivas, além de batas e camisas em tecidos leves e fluidos. Fechando as dicas, tênis, que também estão em promoção nas lojas da marca, com peças em diversas cores e modelos.

ROUPAS LEVES SÃO AS SUGESTÕES DA BRIX

A marca catarinense Brix traz diversas opções para quem quer curtir os dias de Carnaval, na avenida ou numa viagem de descanso durante o feriadão, sem perder o estilo. O clima quente e o agito da comemoração pedem roupas leves e super coloridas. A coleção de Verão 2011 da Brix oferece peças estampadas, lisas, com detalhes… É forte a presença do jeans e das cores alegres e vibrantes para homens e mulheres. Para os homens, as bermudas cargo em sarja de algodão, com bolsos laterais, nos tons preto, cinza, marrom ou estampa em xadrez são excelentes para aproveitar o dia-a-dia e o período de folia. Pólos listradas, camisetas com corte em V ou arredondado em tons de rosa, salmão, azul, cinza, branco e preto são as apostas da Brix. O portfólio feminino é composto por diversos modelos de shorts e saias. Seguindo as tendências, o jeans vem nas versões rasgadinho, com barra dobrada, boyfriend, cintura alta e algumas peças em sarja. Em cores fortes e vibrantes, como pink, azul e verde, há regatas e batinhas estilosas e versáteis. Vestidos curtos, tomara que caia, com mangas, lisos ou estampados completam as alternativas para festas privadas.
E para saber onde encontrar as peças, ligue no SAC BRIX: (11) 3073-1066

BERMUDA E SANDÁLIA, COMBINAÇÃO PERFEITA DA TIMBERLAND

A sugestão da Timberland é muito conforto para agüentar o pique dos dias de folia. A marca separou opções de sandálias outdoor e bermudas para serem usadas tanto de dia quanto à noite, na praia, campo ou atrás do trio. As bermudas de corte reto ou cargo, de sarja nas lavagens estonada, estão descoladas e ganham destaque na cores branca, areia, caqui escuro, azul marinho e cinza escuro. Já as famosas sandálias outdoor da marca, chegam nos modelos Nekkol e Trailray, que possuem diversas tecnologias que ajudam em atividades ao ar livre e também para o dia a dia, como palmilha anatômica em EVA para conforto dos pés, três pontos de ajuste em velcro e forração interna de neoprene. Apenas para os homens, o modelo River Dog, se diferencia pelo cabedal confeccionado em couro sintético, que não retém água. Todos as sandálias têm solado em borracha com tecnologia BSFP, o que aumenta a segurança e performance em terrenos acidentados ou molhados. Para detalhes e saber pontos de vendas visite o site www.timberland.com.br.

FANTASIAS PARA OS PETITS VIA CHICLETARIA

As opções de fantasias infantis da Chicletaria Moda Infantil para os petits que vestem até o numero oito incluem princesa, pirata, palhaço e até uma joaninha. As fantasias também possuem sapatos e acessórios, que são vendidos a parte. Os preços variam R$ 85 a R$ 170. E para saber detalhes e ver outros modelos, acessem o site www.chicletaria.com.br.

MAKE ALEGRE E DIVERTIDA É A APOSTA DE O BOTICÁRIO

O make up artist Sadi Consati, consultor da linha Intense, de O Boticário, dá dicas de cores intensas para brincar na rua e nos salões. Azul, roxo, vermelho e pink são os destaques da produção. “A maquiagem para o Carnaval pede uma intensidade de cores maior que o habitual. Minhas apostas são os olhos coloridos com azul e roxo dividindo a atenção com a boca vermelha ou pink. Você pode brincar com as cores da make sem ficar ‘over’. Tipo tudo ao mesmo tempo agora.”, define. Abaixo, um passo a passo do look criado por Sadi:

Para iniciar, faça uma preparação suave da pele com base, corretivo e pó.

Passo 1 (olhos fechados)

Aplique a sombra Cor 27 (roxa) em toda a pálpebra móvel, esfumando de dentro para fora e de baixo para cima até o côncavo. Deixe mais suave no côncavo do que na base dos cílios.

Passo 2 (olhos fechados)

Esfume com pincel de cerdas a sombra Cor 35 (azul) nos cantos externos dos olhos fazendo um ‘<’ ‘>’ de fora para dentro. Aplique a Máscara Para Cílios à Prova d’Água Preta na parte superior dos olhos e depois coloque cílios postiços. Faça um risco bem fino com Lápis Preto Cor 1 na base dos cílios.

Passo 3 (olhos abertos)

Na parte inferior, por fora (abaixo dos cílios, na pele) esfume com pincel de cerdas umedecido na água, a sombra Cor 35 (azul) de fora para dentro e a Cor 27 (roxo) de dentro para fora. Finalize com a Máscara Para Cílios à Prova d’Água Preta.

Passo 4 (rosto)

Nas maçãs do rosto esfume o blush Cor 1 (rosado) subindo com movimentos circulares em direção às têmporas. Faça uma aplicação suave, apenas para dar um ar de saúde. Para finalizar essa make super colorida aplique o batom Cor 27, um vermelho com fundo rosa/pink.

No site de O Boticário www.boticario.com.br, há o vídeo do passo a passo do look de Carnaval, bem como os nomes dos produtos usados, preços e tal. Mais informações podem ainda ser obtidas pelo telefone do Centro de Relacionamento com o Cliente O Boticário – 0800-413011 (chamada gratuita).

ALERTA SOBRE A RESPONSABILIDADE SEXUAL:

E depois da seleção de truques e beleza e dicas de adereços e adornos para o corpo durante o Carnaval, publico também as orientações do Instituto Kaplan, que lança um alerta aos jovens para que se previnam e tenham responsabilidade na hora da relação sexual. O Instituto, fundado desde 1991, oferece serviços de orientação e capacitação para adolescentes, jovens, educadores e profissionais que lidam com educação sexual. Além do uso da camisinha, que é o método mais eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e de uma gravidez indesejável, a diretora do Instituto Kaplan, Maria Helena Vilela, dá alertas sobre cuidados que não devem ser esquecidos durante a festa:

– “Nunca delegue o cuidado com o seu corpo. O corpo só tem um dono, e este é você. Quando você delega, o outro pode não priorizar os seus interesses;
– Só se previne quem tem convicção dessa necessidade. Busque informações sobre razões para se prevenir, sexualidade, prevenção, DST/Aids e métodos contraceptivos;
– Não faça qualquer negócio sexual no Carnaval. A auto-estima da mulher está condicionada a sua capacidade de despertar o interesse nos homens, principalmente, em festas como o Carnaval. Se achar que está invisível para os homens, mesmo assim, não faça nenhum acordo que possa te colocar em risco;
– Antes de cair na folia escreva uma lista com os nomes das pessoas que você considera importantes e que te amam. Isto ajudará você a não esquecer que é amada;
– Sei que é difícil, mas se for transar não beba. A bebida atrapalha o prazer e faz você esquecer seus limites;
– Nunca negocie o uso da camisinha na hora da transa. O tesão embriaga e lhe deixa entregue a sorte, ou azar!
– Conheçam a camisinha feminina. Ela é uma opção e já existem modelos mais simples que facilitam a colocação;
– Na falta da camisinha, você não precisa abrir mão do prazer sexual. O casal pode realizar práticas sexuais que não sejam de risco, como a masturbação simultânea entre os parceiros;
– Existem camisinhas de vários tipos e qualidades. Portanto, sempre haverá uma que se adeque a você;
– Sexo é uma brincadeira de verdade. Quando a gente se machuca, a cicatriz fica para sempre”.

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Artigo: Namoro virtual? É real?

Uma data como  a deste sábado, Dia dos Namorados, sensibiliza para a reflexão. Para ajudar que quer pensar no tema “os relacionamentos na contemporaneidade”, publico aqui no blog – com a devida autorização – o excelente artigo de Cristina Romualdo, psicóloga e integrante da equipe do Instituto Kaplan, entidade que atua em prol da capacitação de professores para tratar o tema sexualidade e também no atendimento aos jovens. De forma muito lúcida e didática, a autora analisa o comportamento sexual humano ao longo dos últimos 60 anos e traça paralelos entre os avanços tecnológicos e as mudanças nas formas de interação entre as pessoas. Texto mais que recomendado!

Namoro virtual? É real?

*Cristina Romualdo

Com a chegada do dia dos namorados é natural que temas envolvendo os relacionamentos afetivos venham à tona, seja entre as pessoas, comemorando tal data ou lamentando-se não ter motivo para comemorações; seja pela maior movimentação comercial que gera ou por sua ampla divulgação na mídia. Diante deste quadro, a proposta da equipe de profissionais do Instituto Kaplan é escrever uma série de artigos sobre a evolução dos relacionamentos nos últimos 30 anos.

Para tanto cabe uma breve contextualização histórica. A pós-modernidade marca uma fase de muitas mudanças ocorridas na sociedade a partir da década de 50, notadamente os avanços científicos e tecnológicos, produzindo-se cada vez mais e mais rápido, com o objetivo de facilitar a vida das pessoas.

Na era da informática, codifica-se e manipula-se o conhecimento e a informação, que invadem o cotidiano com uma infinidade de serviços a serem consumidos, descartando a necessidade do experimento físico. O que nos leva a lidar mais com dígitos e signos do que com coisas concretas.  Já parou para pensar que o dinheiro que você tem no banco não passa de números em seu extrato bancário?

Nasce, assim, a realidade virtual, nossa atual realidade social. Se nosso dia a dia muda, obviamente que nossa sexualidade também sofre mudanças. A medicina permitiu o sexo sem procriação e a procriação sem sexo, possibilitando à mulher o domínio sobre seu corpo, conferindo-lhe o direito ao prazer sem o ônus de uma gravidez não planejada e colocando-a em igualdade com o homem, ao torná-la livre para projetar seu próprio futuro.

Beleza Roubada, delicado filme sobre o primeiro amor

Na década de 80, o advento da AIDS nos leva a um novo olhar sobre a sexualidade. Incrementam-se pesquisas e estudos sobre o comportamento sexual, novos conceitos ganham popularidade: sexo seguro, vulnerabilidade, parceria de risco. A camisinha vira a grande protagonista das campanhas publicitárias. Revela-se a realidade do sexo com múltiplos parceiros e da estabilidade dos relacionamentos homossexuais.

Interessante observar que neste pequeno intervalo de 30 anos, da década de 60 para o final dos anos 80, se por um lado a mulher ganhou uma maior liberdade sexual com a contracepção, ao homem coube, em grande parte, a responsabilidade da prevenção, pois, até o momento, é o uso do preservativo masculino, a forma mais eficaz e acessível de se evitar a transmissão das DST (doenças sexualmente transmissíveis).

Neste contexto, a chegada dos anos 90 traz ao centro das atenções o papel sexual masculino. E mais uma vez se faz presente a tecnociência na manipulação da sexualidade humana. Pois agora o fantasma da impotência pode ser rapidamente afugentado com o uso da “pílula do prazer”. Se antes o homem deveria ser infalível, jamais admitir qualquer tipo de dificuldade, principalmente na esfera sexual, agora ele poderia falar de seus problemas e também buscar tratamento para os mesmos.

Nessa mesma década, em 1992, foi criado o SOSex – Serviço de Orientação Sexual,  uma das áreas de atuação do Instituto Kaplan, com o objetivo de atender pessoas que buscam esclarecimentos de questões sexuais, por meio de atendimento sigiloso e personalizado. Desde 2008 a orientação dada ao público tem sido feita através da internet, seja respondendo e-mails ou esclarecendo dúvidas através do MSN.

Em 2009 respondemos 943 e-mails e, pelo MSN, atendemos 1956 usuários, sendo que aproximadamente metade (46%) destes tinha idade inferior a 21 anos. Esse jovem público é, em sua maioria, formado por garotas (75%), e suas principais dúvidas estão relacionadas à gravidez e aos métodos contraceptivos, principalmente a pílula anticoncepcional.

Muitas vezes, nossos usuários, também pedem conselhos ou dicas para suas relações afetivas e/ou sexuais. Neste artigo, através da análise da fala de três usuários, sem qualquer identificação dos mesmos, pois garantimos o sigilo de quem nos consulta, vamos levantar alguns pontos que podem apontar para mudanças nos relacionamentos atuais ou, ao contrário, revelar que algumas atitudes persistem com o passar dos anos.

Denise está chamando, de 1995, é um filme que aborda relacionamentos virtuais. Numa época anterior à popularização da internet, do msn e das redes sociais, um grupo de amigos acompanha as vidas uns dos outros, sofrendo, alegrando-se e até começando e terminando namoros apenas pelo telefone, sem nunca interagir pessoalmente

“Estou namorando há algum tempo… e eu ainda não tive relações sexuais, e estou pensando em ter. Mas tenho um pouco de medo, em
relação à dor, queria saber se dói? algumas pessoas que falam que depois da primeira relação sexual, o corpo da mulher muda, (…)! queria saber se isso é realmente verdade”

Os sentimentos frente ao novo, a curiosidade e o medo fazem-se presente. Isso não mudou e talvez nunca mude na existência humana. A virgindade não é mais uma condição necessária, muitas meninas questionam quando e não se devem iniciar a vida sexual. Mas o que nos chama a atenção é que, apesar de todas as informações às quais os jovens têm acesso hoje em dia, há ainda dúvidas sobre temas básicos, como por exemplo, o que acontece com o próprio corpo. O que nos leva a pensar que falar sobre sexualidade é ainda algo muito difícil para as pessoas, principalmente entre pais e filhos.

“Olá, tenho 15 anos, bom não é bem uma pergunta, e sim um conselho…Tô numa situação estranha, a menina que eu gosto está namorando um rapaz só que isso pela internet (os dois nunca se viram), ela diz que gosta dele mais não sabe, ela ta meio confusa…Minha dúvida é: como posso fazer para tentar conquistá-la ?Devo chegar nela e me declarar pessoalmente ou por msn, ou sair com ela e arriscar um beijo ?”

O clássico romântico de 1980, A Lagoa Azul, conta a história de um jovem casal que descobre o amor e o sexo numa ilha deserta

Que belo exemplo de nossa realidade virtual! Nosso usuário gosta de uma garota concreta, que existe fisicamente. Mas, a mesma diz gostar de um rapaz virtual, cuja existência se dá via computador. E qual é a sua dúvida, ele permanece físico ou se torna virtual para conquistá-la! Namoro virtual? É real?

“Serviu em muito, para esclarecer minhas dúvidas, os artigos aqui do site. No entanto, ainda tem sido difícil para mim e meu namorado decidir o momento certo para ter a primeira transa. Conversamos muito sobre o assunto, (…) mas não sabemos exatamente o que estamos esperando. Talvez seja o medo, pela idade jovem demais para isso. Para mim, os principais obstáculos são meu corpo e o local para se ter a relação. Em nossas casas seria quase impossível… tudo isso é tão chato! Sinto-me mal porque temo, também, estar sendo levada pelos hormônios à flor da pele e desejar tanto ter esse momento com ele. Bom, termino mais com um pedido de conselho do que com uma pergunta. Como poderia resolver isso?”

Acho essa fala a mais emblemática dos tempos atuais, ela traz todos os conflitos que os jovens vivem no início de seu relacionamento sexual. O desejo é reconhecido e aceito naturalmente, o casal conversa sobre o mesmo, mas é o momento? E onde concretizá-lo? Ela sabe que não pode ser na casa dos pais, pois como na fala de tantas outras jovens atendidas em nosso serviço, ainda não há aceitação por parte destes. Ao contrário, muitas que já iniciaram vida sexual temem que suas mães descubram, sendo esse um dos motivos para não ir ao ginecologista, pois entendem que esta é uma forma de se exporem. Infelizmente, é aí que muitas não recebem uma orientação correta sobre os métodos contraceptivos, sobre seu corpo, sobre a primeira vez…

E aqui podemos entender o papel que a internet, ou a orientação sexual vem exercendo na atualidade. Se antes a jovem se calava em sua dúvida e esperava chegar o momento para ver o que acontecia, ou perguntava para uma amiga mais próxima, ou delegava ao parceiro a responsabilidade de lhe dar respostas, atualmente, busca a orientação de especialistas. E, sem dúvida, esperamos contribuir para que esses jovens tenham uma vida sexual mais segura, responsável, satisfatória e muito prazerosa!

*Cristina Romualdo é psicóloga, terapeuta e orientadora sexual do Instituto Kaplan: www.kaplan.org.br

**Texto encaminhado ao blog pela Vera Moreira Comunicação

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Uma conversa sobre Aids, Carnaval e juventude

Durante estes dias de cobertura carnavalesca pela mídia, ouve-se muito falar em Aids e fala-se muito da importância da camisinha, principalmente porque o Carnaval é uma festa que tem fama de mais permissiva. Toda a ênfase no beijar na boca, na “ficação”, no curtir o momento, todo o mito da máscara e do não saber como e com quem, é excitante, sem dúvida. Existe um fetiche na “festa da carne”, isso é inegável e a intenção aqui não é ser moralista. Sexo é bom sim, mas quando feito com consciência, ainda fica melhor. Quando digo consciência, quero enfatizar o conhecimento do próprio corpo, das próprias necessidades e também das necessidades da pessoa com quem compartilhamos esse momento, seja parceiro (a) fixo ou não.

Embora se divulgue mais a escalada da epidemia de Aids entre os brasileiros em datas especiais, perto do Carnaval ou no Dia Mundial dedicado a conscientização sobre a doença, por exemplo, os números não são fantasia e nem estratégia de marketing para comover. Eles refletem a condição de milhares de pessoas reais. Liberar a informação perto ou durante o Carnaval, acredito, tem intenção de aproveitar sim que as pessoas estão focadas no sexo, mas ainda assim, os fatos existem, a epidemia existe, continua a crescer silenciosamente e atinge uma faixa etária cada vez menor.

Segundo o último boletim que recebemos (via email) do Ministério da Saúde, na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres.  Dos 20 aos 24 anos, a divisão por gênero é semelhante e atinge tanto eles quanto elas (independente da orientação sexual) em percentagens iguais. Já entre os homens jovens, ainda segundo o MS, há maior incidência de infecção nas relações homossexuais. Vê-se com isto que a Aids nunca foi uma doença restrita a um gênero ou opção sexual, mas é alarmante o fato de tanta gente jovem adquirir o vírus. É falta de campanha? Acredito que não é só isso. Ainda assim, este ano, o foco da campanha pró-camisinha do MS durante a folia de Momo tem como alvo os jovens.

Acredito que, além da necessidade de se divulgar com mais frequência os números e as estratégias de prevenção, existe também uma falta de consciência corporal, um excesso de fé no outro (principalmente daqueles que tem parceiro (a) fixo), uma grande subserviência das mulheres (que ainda não aprenderam a agir de igual para igual com seus parceiros na relação) e, diante de tantos jovens ainda em tenra idade contaminados, um desejo até meio mórbido de desafiar a morte e dizer: “comigo não acontece”. Só que pode acontecer. E, até o momento, ainda não inventaram método mais simples de prevenção do que a camisinha.

Outro dia, respondi um comentário de alguém que dizia não gostar de sexo com camisinha. Ela revelava que não conseguia sentir prazer com a camisinha, mas acredito que sentir ou não prazer em uma relação está além da camisinha, porque está além da penetração. Cada casal deve buscar nas suas preferências e práticas, fazer o joguinho de sedução, caprichar nas preliminares, descobrir outras zonas de excitação no corpo do parceiro (a), para não limitar o sexo só ao ato da penetração. Ser criativo na vida é fundamental e o sexo faz parte disso. Então, para mim, esse aumento do número de casos de Aids entre gente jovem demais, ou de HPV, ou de outras doenças sexualmente transmissíveis (e aqui vale lembrar que a Aids se transmite por outros meios que não apenas o sexo), tem um pouco também de relação com falta de maturidade para gerenciar uma vida sexualmente ativa.

Os jovens se iniciam no sexo mais cedo, mas não estão preparados para administrar a situação, negociar o uso do preservativo, ainda não possuem aquela consciência corporal que já falei acima, as meninas mais novas são ainda mais vulneráveis à vontade do parceiro, sobretudo nas relações heterossexuais, que é onde a carga machista da sociedade traz toda aquela ideia de que a iniciativa é deles e só deles e que elas devem se submeter, espera-se até que se submetam. Creio que tudo isto ocorre porque a adolescência (e são pessoas de 13 a 19 anos se contaminando), é uma idade de tantas incertezas em tantas áreas da vida, porque não seria neste fator, o sexo?

Os pais, a escola, a sociedade, todos precisam atentar para o fato de que existe um alerta (e não é dos números do Ministério da Saúde) quando tantos jovens se contaminam em tão grande proporção com o vírus da Aids. Existe um alerta que perpassa a educação recebida em casa, a educação recebida na escola, a falta de diálogo, a erotização precoce de crianças que sequer foram alfabetizadas ainda mas estão expostas a letras de música e programas na tv acima da sua capacidade de compreensão. É uma cruzada social impedir que tantas vidas precoces se comprometam com algo tão complexo quanto ser portador de HIV. Todos, de alguma forma, temos de contribuir!

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Confira a íntegra do Boletim do Ministério da Saúde divulgado em fevereiro:

*Epidemia de Aids atinge jovens entre 13 e 19 anos

Mariângela Simão, do Ministério da Saúde. Crédito da imagem: Agência Brasil

Os números mais recentes da Aids no Brasil mostram que a epidemia, na década de 2000, comporta-se de forma diferente entre os jovens. Na população geral, a maior parte dos casos está entre os homens e, entre eles, a principal forma de transmissão é a heterossexual.

Considerando somente a faixa etária dos 13 aos 24 anos, a realidade é outra. Na faixa etária de 13 a 19 anos, a maior parte dos registros da doença está entre as mulheres. Entre os jovens de 20 a 24 anos, os casos se dividem de forma equilibrada entre os dois gêneros. Para os homens dos 13 aos 24 anos, a principal forma de transmissão é a homossexual.

Diversos fatores explicam a maior vulnerabilidade dos jovens para a infecção pelo HIV. Entre as meninas, as relações desiguais de gênero e o não reconhecimento de seus direitos, incluindo a legitimidade do exercício da sexualidade, são algumas dessas razões.

No caso dos jovens gays, falar sobre a sexualidade é ainda mais difícil do que entre os heterossexuais. “Eles sofrem preconceito na escola e, muitas vezes, na família. Isso faz com que baixem a guarda na hora de se prevenir, o que os deixa mais vulneráveis ao HIV”, explica Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Feminização – O aumento de casos de Aids entre as mulheres se deu em todas as faixas etárias. Em 1986, a razão era de 15 casos em homens para cada um caso em mulheres. A partir de 2002, a razão de sexo estabilizou-se em 15 casos em homens para cada 10 em mulheres. Na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres jovens. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 casos em meninas.

Entre 2000 e junho de 2009, foram registrados no Brasil 3.713 casos de Aids em meninas de 13 a 19 anos (60% do total), contra 2.448 em meninos. Na faixa etária seguinte (20 a 24 anos), há 13.083 (50%) de casos entre elas e 13.252 entre eles. No grupo com 25 anos e mais, há uma clara inversão – 174.070 (60%) do total  de 280.557 de casos são entre os homens.

A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira, lançada pelo Ministério da Saúde em 2009, também ajuda a explicar a vulnerabilidade das jovens à infecção pelo HIV. De acordo com o estudo, 64,8% das entrevistadas entre 15 e 24 anos eram sexualmente ativas (haviam tido relações sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa). Dessas, apenas 33,6% usaram preservativos em todas as relações casuais, que são as que apresentam maior risco de infecção.

Nos homens, 69,7% dos entrevistados eram sexualmente ativos. Entre eles, porém, o uso da camisinha é maior: 57,4% afirmaram ter usado em todas as relações com parceiros ou parceiras casuais.

Homossexuais – Na faixa etária de 13 a 19 anos, entre os meninos, houve mais casos de Aids por transmissão homossexual (39,2%) do que heterossexual (22,2%), no ano de 2007. Essa tendência é diferente do que ocorre quando se observa todos os casos de Aids adquiridos por transmissão entre homens – 27,4% homossexual e 45,1% heterossexual.

Nas escolas – O carro-chefe das ações de prevenção à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis é o programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação. Criado em 2003, o SPE tem como objetivo central desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens. As ações se dão de forma articulada entre escolas e unidades básicas de saúde. Hoje, 50.214 escolas de todo o país participam do programa.

A iniciativa trabalha a inclusão, na educação de jovens das escolas públicas, dos temas saúde reprodutiva e sexual. O SPE reúne ações que envolvem a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais dos alunos, e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. É no âmbito deste programa que se disponibiliza preservativos nas escolas.

*Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde – Brasília

Saiba mais:

Para ver material da campanha do MS durante o Carnaval, que este ano está focada nos adolescentes, visite: www.aids.gov.br.

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Traça de Biblioteca: dicas de leituras infanto-juvenis

Um dos temas mais tratados neste blog com certeza é literatura. Primeiro porque as blogueiras são verdadeiras  “traças de biblioteca” e segundo porque recebemos muito material bom das editoras. Nesta sexta, iniciamos uma série semanal justamente com esse nome: “Traça de Biblioteca”. Toda sexta, reuniremos as melhores dicas literárias recebidas na semana, para vocês se atualizarem.  O foco da série hoje são os leitores dos oito aos 18. Confiram o que já está nas livrarias ou o que vêm por aí no mercado editorial brasileiro infanto-juvenil:

image001O PORTÃO DE PTOLOMEU
Trilogia Bartimaeus – Livro 3
Jonathan Stroud

Editora Record (www.record.com.br)
504 páginas
Preço: R$ 55

Depois do sucesso de O Amuleto de Samarkand — volume inicial da Trilogia Bartimaeus, que já vendeu mais de um milhão de exemplares em todo o mundo — e de O Olho do Golem, o segundo volume, Jonathan Stroud lança O portão de Ptolomeu, terceiro livro da série. Dois mil anos se passaram desde que Bartimaeus estava no auge de seus poderes: invencível na batalha e protegido pelo grande mágico Ptolomeu. Agora, aprisionado na Terra e tratado com desdém pelo seu amo, Nathaniel, suas energias estão desvanecendo rapidamente. Entretanto, em Londres, a fugitiva Kitty Jones foi furtivamente completar sua investigação sobre magia e demônios. Ela espera que se possa romper o ciclo interminável de conflito entre djins e humanos. A Trilogia Bartimaeus já foi publicada em 37 países e vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares em todo o mundo, sendo aclamada como a principal herdeira da saga de Harry Potter. O primeiro livro da série, O Amuleto de Samarkand foi vencedor dos prêmios Boston Globe / Horn Book Honor 2004 (EUA) e Lancashire Children’s Book Award 2005 (Reino Unido). Jonathan Stroud, nascido em 1970, é um ex-editor que já publicou uma série de livros infantis na Inglaterra, onde mora com a mulher e os filhos Isabelle e Arthur. Escritor amador desde a infância, lançou seu primeiro romance aos 28 anos.

NOVA SÉRIE DE MEG CABOT

O arcano nove (vol. 2) e Reunião (vol. 3) continuam as aventuras de Suzannah, na série A Mediadora, da escritora Megie Cabot, autora de Diário da Princesa e febre entre as adolescentes. Suzannah seria uma adolescente nova-iorquina comum se não fosse por um pequeno detalhe: ela é uma mediadora, vê e se comunica com os mortos e às vezes precisa ajudá-los. Mas nunca imaginou que poderia se apaixonar por um fantasma. Jesse é o belo e charmoso espectro que “assombra” o quarto de Suze. E, por mais que ela tente se manter afastada dele, a atração entre os dois é inevitável

image002O ARCANO NOVE
(Ninth key)
Meg Cabot
Tradução de Alves Calado
Editora Record
272 páginas
Preço: R$ 37,90
Suzannah está adorando sua vida nova na ensolarada Califórnia. Uma festa atrás da outra, amigos e até um potencial namorado – nada menos que Tad Beaumont, o garoto mais bonito e rico da cidade. Mas, como toda adolescente, Suzannah enfrenta muitos problemas. Um em especial é só seu: os fantasmas não a deixam em paz. E ela tem até uma queda por um deles…

image003REUNIÃO
(Reunion)
Meg Cabot
Tradução de Alves Calado
Editora  Record
272 páginas
Preço: R$ 37,90
É primavera e tudo o que Suzannah deseja é aproveitar o tempo com a melhor amiga, Gina, que veio de Nova York para visitá-la. Mas a vida de uma mediadora não pode ser tranquila assim, Suzannah tem o dom de ver e falar com os mortos e o dever de ajudá-los a resolver suas pendências neste mundo para que descansem em paz…

Visite o site de Meg Cabot: www.megcabot.com.br

crianca pensaCRIANÇA PENSA
Lya Luft & Eduardo Luft
Ilustrações Susana Luft
Grupo Editorial Record/Galerinha record
64 páginas
Preço: R$ 29,90
Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos anos, a romancista, poeta, cronista e ensaísta Lya Luft conquistou milhares de pequenos fãs ao explorar o fantástico mundo do imaginário infantil de Histórias de bruxa boa e A volta da bruxa boa. Agora ela mostra, em parceria com seu filho, o filósofo Eduardo Luft, que pensar e transgredir não são atributos apenas de adultos. Em Criança Pensa, com ilustrações de Susana Luft, a autora reúne questionamentos filosóficos, juntando poesia, conversas ao pé do ouvido e muita aventura para elaborar a idéia de mundo das crianças. Através da história de três primos — Diogo e as gêmeas Isa e Dora — e da avó Lilibeth, Lya e Eduardo mostram a importância de crescer questionando o mundo, fazendo as perguntas essenciais, mesmo que nem sempre com respostas.

musicariumMUSICARIUM
Autora: Telma Guimarães
Ilustrações: Sami e Bill
Editora: Larousse do Brasil
Preço: R$ 24,90
Pág: 24
Foi por causa das histórias que contava aos três filhos ainda pequenos que Telma Guimarães resolveu escrever. Histórias de animais, crianças irrequietas, avós saltitantes, mágicas, bruxas atrapalhadas, um sem-número e sem-fim de personagens povoam o universo da autora. Em Musicarium Telma narra as maluquices das notas musicais durante uma festa. Apresenta as travessuras do Dó por conta de um sorvete de chocolate; da Clave de Sol que quase virou uma onça; do Ré que não teclou nem duas vezes e saiu tocando-voando para a cozinha e Fá que não dava a mínima nem a semínima para sorvete, mas amava uma boa confusão. Telma nasceu em Marília, São Paulo, mas reside em Campinas. É licenciada em “Letras Vernáculas e Inglês” pela UNESP e Professora Efetiva de Inglês. Publicou seus primeiros livros infantis em agosto de 1988 (“Cara de Pai”, Loyola, “O sopão da Bruxaluca” e “A Tarta-luga”, Vozes). Em 1989, recebeu da APCA o título de “Melhor Autora em Literatura Infantil” com seu livro “Mago Bitu Fadolento”. Telma já publicou mais de 100 títulos entre infantis, juvenis, em Português e Inglês. É também co-autora de livros juvenis com Celso Antunes e Teresa Noronha. Conheça sua obra completa no site oficial aqui.

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