Traça de Biblioteca: livros em formato “pocket”

A série Traça de Biblioteca está de volta e agora terá dia fixo, toda terça-feira será reservada para indicar obras dos mais variados gêneros e comentar os lançamentos mais interessantes do mercado editorial, relembrar os clássicos e discutir um pouco de literatura, um dos meus assuntos favoritos. Hoje, trago para vocês informações da BestBolso e da Editora Nobel, ambas com lançamentos no formato “pocket” de obras atuais e de grandes clássicos da literatura nacional e portuguesa (como O Alienista, de Machado de Assis e A Cidade e as Serras, de Eça de Queiroz). O bacana é que livro de bolso geralmente custa bem menos e quando a edição é bem feita, com critérios como a revisão ortográfica cuidadosa e respeitando o texto integral, não fica devendo em nada aos lançamentos convencionais. Confiram a lista e boa leitura!

Títulos da BestBolso

MEU NOME NÃO É JOHNNY
Guilherme Fiuza
308 páginas
R$17,90
Não-Ficção
Sinopse: João Guilherme Estrella era um típico jovem da classe média, que viveu intensamente sua juventude. Inteligente e carismático, adorado pelos pais e popular entre os amigos, João tinha tudo, menos limites. Com espírito aventureiro e boêmio, mergulhou em todas as loucuras permitidas. E também nas não permitidas. No início dos anos 1990, se tornou o rei do tráfico de drogas da zona sul do Rio de Janeiro. Investigado pela Polícia Federal, foi preso e seu nome chegou às páginas dos jornais. Em vez de festas, passou a frequentar o banco dos réus e as celas dominadas por facções criminosas. Ficou dois anos num manicômio judiciário, cercado por detentos de alta periculosidade. Sua história é contada neste livro pelo jornalista Guilherme Fiuza, que revela o mundo alucinante das drogas num ritmo vertiginoso. O resultado é um irresistível thriller sem ficção, que ganhou versão cinematográfica em 2008, com Selton Mello no papel de João…

O VINGADOR
Frederick Forsyth
Tradução de Sylvio Gonçalves
364 páginas
R$17,90
Suspense
Sinopse: O jovem americano Ricky Colenso, voluntário de uma ONG na guerra da Bósnia, é brutalmente assassinado. Seu avô, o milionário canadense Steve Edmond, herói da Segunda Guerra, não se conforma com o trabalho das autoridades em relação à morte do rapaz e acredita que só a vingança levará paz ao seu coração. Steve contrata os serviços do mercenário Cal Dexter, o Vingador, um veterano do Vietnã que vai atrás de Zoran Zilic, gângster que escapou da Sérvia com uma grande fortuna. Mas Zilic está bem protegido em uma fortaleza na selva sul-americana pelos melhores pistoleiros e por um homem-chave do FBI. As investigações levam a descobertas inesperadas, e até mesmo a conexões com terroristas que tramam contra a paz mundial…

UM FAROL NO PAMPA
Leticia Wierzchowski
476 páginas
R$19,90
Literatura Moderna
Sinopse: Um farol no pampa é um desdobramento do romance A casa das sete mulheres, que inspirou a minissérie da TV Globo. Nesse segundo livro não há a clausura de uma estância sitiada pela guerra, mas o destino do jovem Matias, filho de Mariana. Há também o medo dele diante dos caminhos que pareciam traçados, mas que se desfazem a cada passo na esteira dos assombrosos acontecimentos que levam o Império do Brasil à Guerra do Paraguai. A história de Matias se mescla com a vida dos personagens de A casa das sete mulheres. Mais uma vez, Manuela, a eterna noiva de Giuseppe Garibaldi, dá a sua voz para nos contar o que ocorreu no Rio Grande depois que a Revolução Farroupilha teve seu malfadado final…

O HOMEM DO TERNO MARROM
Agatha Christie
Tradução de A. B. Pinheiro de Lemos
280 páginas
R$14,90
Suspense Policial
Sinopse: Após a morte do pai, a jovem Anne Beddingfeld vai para Londres em busca de emoções. Mas ela não podia imaginar que se envolveria em uma aventura empolgante e perigosa ao assistir a queda fatal de um homem nos trilhos do metrô. No mesmo dia uma mulher é estrangulada em condições misteriosas. Anne percebe que as mortes podem estar conectadas e acaba se envolvendo com uma quadrilha de criminosos dirigida pelo poderoso “Coronel”…

MONSIEUR BERGERET EM PARIS
Anatole France
Tradução de João Guilherme Linke
182 páginas
R$12,90
Clássico
Sinopse: Premiado com o Nobel de Literatura em 1921, Anatole France foi um líder intelectual da França no início do século XX, um escritor que se opunha a todas as formas de opressão e defendia os direitos do homem, o livre exercício da crítica, a liberdade de ser e do ser. Este volume integra a série História Contemporânea, formada por quatro livros voltados para uma temática em que o compromisso do escritor com o leitor não é apenas distraí-lo, mas, antes, alertá-lo para o debate e a análise das realidades sociais, instigando a consciência do público para perceber como funcionam as engrenagens do mundo. Nas obras À sombra do olmo, O manequim de vime, O anel de ametista e Monsieur Bergeret em Paris, o autor recompõe a vida de um grande centro da província francesa e arredores…

OS CAÇADORES DE MAMUTES
Jean M. Auel
Tradução de Maria Célia Castro
840 páginas
R$19,90
Literatura Moderna
Sinopse: Depois de adotada por uma tribo de Neandertais, Ayla parte sozinha pelo mundo e encontra seres semelhantes a ela. Acompanhada de Jondalar, viaja para a terra dos Mamutoi, caçadores dos gigantescos paquidermes peludos. Ao encontrar essa nova tribo, Ayla começa a demonstrar extraordinárias habilidades de caçadora e curandeira. Entre os novos conhecidos está Ranec, escultor que cria belas figuras em marfim. Ayla e Ranec se aproximam e despertam os ciúmes de Jondalar. A heroína fica dividida entre permancer na tribo com Ranec ou seguir Jondalar em aventuras de futuro incerto. Este é o terceiro volume da série pré-histórica Os filhos da Terra, composta por: Ayla, a filha das cavernas, O vale dos cavalos, Os caçadores de mamutes, Planície de passagem e O abrigo de pedra.  Resultado de extensas pesquisas de Jean M. Auel, a saga obteve grande sucesso de público e consagrou a autora no meio literário. Agradou também a comunidade arqueológica internacional por seu fiel retrato da história da humanidade…

CRIANÇA 44
Tom Rob Smith
Tradução de Beatriz Horta
448 páginas
Preço: R$19,90
Suspense
Sinopse: União Soviética, 1953. A mão de ferro de Stalin nunca esteve tão impiedosa. Em seu governo, o líder opressor faz o povo acreditar que o país está livre dos crimes. Mas quando o corpo de um menino é encontrado nos trilhos de uma ferrovia, o agente Liev Demidov se surpreende ao saber que a família da criança está convencida de que houve um assassinato. Demidov recebe ordens para ignorar o caso, mas se vê determinado a ir atrás do criminoso, mesmo sabendo que poderá se tornar um inimigo do Estado…

ANTOLOGIA DE CONTOS EXTRAORDINÁRIOS
Edgar Allan Poe
294 páginas
Preço: R$17,90
Clássico
Sinopse: Coletânea organizada originalmente por Brenno Silveira para a Civilização Brasileira, reúne 13 contos de suspense de Edgar Allan Poe. Um dos pioneiros dos contos de mistério, Poe aplicou em seus textos a técnica da “unidade de efeitos”, mantendo a atenção do leitor desde o início da história. O ambiente fúnebre e aterrorizante é marcante na obra do autor do século XIX.

AS MELHORES HISTÓRIAS DE FERNANDO SABINO
Fernando Sabino
182 páginas
Preço: R$14,90
Literatura Moderna
Sinopse: Seleção primorosa feita pelo autor mineiro com 50 histórias publicadas em jornais e revistas. São relatos curtos de fatos colhidos da vida real, com tratamento de ficção. Episódios, incidentes, reflexões, encontros e desencontros vividos por Fernando Sabino apresentados com rica inventiva. Sob a aparente singeleza transparecem a sensibilidade, o humor, a ironia e, às vezes, o espírito satírico, mas sobretudo a simpatia do autor pela natureza humana. Em cada história, uma pequena maravilha da sua experiência pessoal…

O ALCORÃO: Livro sagrado do Islã
Tradução de Mansour Challita
490 páginas
Preço: R$19,90
Clássico
Sinopse: O Alcorão é a obra sagrada do Islã e considerado um dos grandes livros da humanidade. A simplicidade e também a eloquência das 114 suras, com seu conteúdo fiel e rigorosamente respeitado mostram uma comunhão pacífica e criadora e expõe aos interessados as bases religiosas e filosóficas do Islamismo. O Alcorão é o livro sagrado que contém o código religioso, moral e político dos muçulmanos. O texto original em árabe clássico é considerado pelos fiéis a palavra textual de Deus, revelada ao profeta Maomé por intermédio do arcanjo Gabriel. O Alcorão traduzido do árabe por Mansour Challita é a edição mais recomendada pelos estudiosos brasileiros…

O CORTIÇO
Aluísio Azevedo
280 páginas
Preço: R$14,90
Clássico
Sinopse: O cortiço foi publicado em 1890. É um romance que descreve a sociedade brasileira da época e é considerado um dos marcos do Naturalismo. O proletário e a desigualdade social são presenças marcantes na obra. O ganancioso e avarento comerciante português João Romão, a trabalhadeira Bertoleza, o vizinho rico Miranda, o malandro preguiçoso Jerônimo, a mulata Rita Baiana, todos são tratados como uma extensão do cortiço, personagem principal cujo cotidiano é descrito ao longo da narrativa…

A CIDADE E AS SERRAS
Eça de Queirós
238 páginas
Preço: R$14,90
Clássico
Sinopse: Marcado por intensa ironia, A cidade e as serras conta a história de Jacinto, herdeiro afortunado da antiga aristocracia rural portuguesa, cuja vida confortável e abastada em Paris é obrigado a deixar para tratar de assuntos familiares na ficcional Tormes, pequeno lugarejo serrano em Portugal.  Entediado e infeliz na cidade grande, Jacinto  entra em contato com uma paisagem rústica e natural até então desconhecida, descobrindo um novo modo de vida que decide experimentar. Último livro de Eça de Queirós, publicado um ano após sua morte, A cidade e as serras é um dos marcos da fase final da produção do autor, na qual este parece reavaliar o conceito de “civilização” tão em moda no século XIX…

Título da Editora Nobel

O ALIENISTA
Machado de Assis
96  páginas
R$19,90
Sinopse: O alienista apresenta-se como o conto mais extenso de Machado de Assis. Publicado no mesmo período do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, significa a virada do autor em prol da estética realista e de seus princípios básicos. Embora o questionamento dos limites da razão e da loucura esteja exposto em primeiro plano, outros temas emergem da leitura, como a crítica à importação indiscriminada de teorias deterministas e positivistas em nosso país e à retórica banal que, mesmo produzindo expressões esvaziadas de significado, influencia o comportamento das pessoas, inspirando-lhes atitudes impensadas…

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Um olhar sobre Meu Pé de Laranja Lima

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Meu Pé de Laranja Lima (José Mauro de Vasconcelos)
Editora Melhoramentos
192 páginas
Preço médio: R$ 20,00
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Emocionar-me lendo um livro não é algo comum. Digo a emoção que faz desaguar lágrimas dos olhos. Esta realmente não é habitual, por mais sensível que seja a leitura. Não me recordo quantos livros me fez chorar (se é que algum já o fez antes), mas lembro-me perfeitamente do último que conseguiu fazer meus olhos gotejarem. Meu Pé de Laranja Lima, publicação de 1968 de José Mauro de Vasconcelos, é uma leitura incrivelmente bela e sensibilizante. Embora integre a literatura infanto-juvenil, o texto mostra-se uma fonte interessante e sedutora ao adulto. Uma leitura um pouco dolorosa, até, que mexe com o nosso modo de lidar com o universo infantil, de compreender o sofrimento muitas vezes indecifrável de uma criança.

Cena do filme Meu Pé de Laranja Lima, produção de 1970 baseada no livro (assista a um trecho do filme no final deste post)

Envolvente de todas as formas, a leitura. Cada trecho é reiventado fotograficamente por nossa imaginação, que não resiste a remontar as histórias, como se estivéssemos verdadeiramente inseridos naquele contexto. Um filme escrito, me atrevo a dizer. A leitura é muito rápida. A narração é feita por uma criança. E é admirável a forma como o autor consegue nos colocar na posição de adultos ouvindo uma criança falar. A todo momento vamos alimentando a certeza de que, sim, é uma criança que está a falar. Em diversas passagens, inclusive, tive a pungente sensação de que não conseguimos compreender as crianças, suas artemanhas, a forma que utilizam para se expressar. No meio do livro, estava triste. Triste porque aquela história era tão real e tão penosamente comovente, que passava as páginas na esperança de que, nos trechos seguintes, a vida daquele menino havia de melhorar. Mas não melhorava.

O enredo de que falo foi publicado em 19 países e foi traduido para 32 línguas. O narrador é o menino Zezé, uma criança de cinco anos, membro de uma família pobre, que vive sérias dificuldades. O pai estava desempregado, a mãe se enfurnava todo o dia em uma fábrica para ganhar o pouco que sustentava a família. E os irmãos mais velhos assumiam a função de cuidar dos mais novos. Zezé sofre um sofrimento infantil. E por isso dói tanto. Ele é um menino esperto, inteligente, que cuida com muito zelo do caçula Luis, mas é nitidamente carente de atenção, de ternura, de amor. A maioria dos adultos não o compreendem. Menino astuto, cheio de truques, adora dar sustos nos mais desavisados, aprontar variadas arteirices. Danado mesmo. E tudo o que acontece na vizinhança é sempre imputado a ele – e normalmente é de fato culpa dele.

Cenas do filme Meu Pé de Laranja Lima (Direção: Aurélio Teixeira)

Mas Zezé é uma criança. E não há como querer exigir de uma crinaça a maturidade de um adulto. Não há como. O livro é um tapa na cara sutil, uma sacudida no nosso acomodado modo de enxergar o mundo. A linguagem é simples e impressionantemente profunda. Vasconcelos consegue recriar um desabafo infantil com um vocabulário preciso e cuidadosa atenção aos detalhes. E nos faz perceber que as pequenas coisas são o que realmente importa. São elas que constroem sólidas relações, que nos passam as mensagens mais relevantes. Andamos tão entretidos com os grandes acontecimento que muitas vezes deixamos passar despercebidas as minúcias. Como a amizade entre Zezé e o pé de laranja lima de sua casa nova. É com ele que o menino desabafa, conta os mais profundos segredos. Uma linda relação de “amizade”. Naquela “troca” de confidências, é fascinante perceber a esperança e os sonhos por trás da dor e do sofrimento.

O livro em si não se traduz em uma lição de moral. Suas páginas contam apenas uma história, só que esta história incomoda. A despretensão, a leveza e a profundidade me conquistaram. Ao ler a última página, alguma coisa acaba mudando em nossa forma de entender o universo infantil. Acho que, no final das contas, nos sentimos um pouco responsáveis pelo que é retratado ali. Assumimos nossa parcela de culpa não naquela situação específica, mas nas tantas outras em que encarnamos o papel de protagonistas da vida real. É uma narrativa comovente, sofrida, mas belíssima.

Assista à primeira parte do filme baseado na obra

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Traça de Biblioteca: “De volta com dicas para os petits”

Outra série que retomamos no blog após um intervalo é  a  Traça de Biblioteca, com dicas de livros, resenhas e lançamentos do mercado editorial. A ideia surgiu devido ao interesse em comum por literatura. Gio, por exemplo, foi repórter de cultura por muito tempo. De minha parte, sempre fui leitora voraz, desde criança. Também faço parte da Skoob, rede social de leitores que tem crescido em progressão geométrica na internet e a qual nossa terceira “menina”, Alane,  aderiu há pouco tempo. Recentemente, pesquisa da CBL (Câmara Brasileira do Livro) mostrou que o índice de leitura entre os brasileiros está aumentando. Para estimular o gosto pelo mundo das palavras, eis algumas dicas de novidades de literatura infanto-juvenil. Escolham o seu, corram até a livraria ou biblioteca mais próxima e divirtam-se:

FLAVIA DE LUCE E O MISTÉRIO DA TORTA
Este é o primeiro volume da série da detetive mirim Flavia De Luce,  que já foi publicada em 27 países.  A personagem principal é uma garota de 11 anos que vive numa man­são em estilo vitoriano na Inglaterra da década de 1950. Especialista em venenos, Flavia é uma versão pré-adolescente do Sherlock Holmes de Sir Arthur Conan Doyle. Ela se torna detetive a partir de um crime que acontece dentro de sua casa. Os leitores podem conhecer um pouco da personagem pelo mundo, através dos vídeos no hotsite criado especialmente para o livro www.editorasaraiva.com.br/flaviadeluce, além de trocar comentários entre os leitores.

Autor: Alan Bradley

Tradução: Ricardo Gouveia

Editora: ARX

352 páginas

R$ 39,90

Coleção Crianças Famosas: a infância de 14 gênios da música

Alemanha, Áustria, Brasil, França e Rússia. Esses países são os pólos de onde os maiores músicos da história vieram. Esses artistas, que marcaram época e são ouvidos até hoje com admiração, estão retratados de forma lúdica, educativa e divertida nas páginas da Coleção Crianças Famosas, da Callis Editora.

Os livros mostram como foi a infância de Mozart, Cartola, Beethoven, Bach, Brahms, Carlos Gomes, Chiquinha Gonzaga, Chopin, Handel, Haydn, Schubert, Schumann, Tchaikovsky e Villa-Lobos. Os textos  são das autoras Ann Rachlin, Nareide S. Santa Rosa e Edinha Diniz, acompanhados por ilustrações de Ângelo Bonito e Susan Hellard. A Coleção é destinada a crianças a partir de 7 anos.

Serviço:
Coleção Artistas Famosos
Callis Editora
Autores: Ann Rachlin, Nareide S. Santa Rosa e Edinha Diniz
Ilustração: Angelo Bonito e Susan Hellard
24 páginas cada volume
Preço sugerido: R$ 19,90 cada volune

Conheça alguns volumes da série:

CARLOS GOMES
Compositor de valsas, quadrilhas e polcas com apenas 15 anos. Com 23, já apresentava concertos. O único brasileiro a ter seu trabalho apresentado no Teatro Alla Escala, em Milão, na Itália. Este é Carlos Gomes, um dos maiores ícones da ópera brasileira. O título traz detalhes sobre a infância do artista, que nasceu em uma pequena vila, em Campinas.

BACH
O talento de Johann Sebastian Bach é mundialmente conhecido. O que poucos sabem foi como o menino foi criado por seu irmão, Christophe, que o ensinou a tocar cravo. Essas e outras curiosidades compõem o livro da Coleção Crianças Famosas.

MOZART
Quando Wolfgang Amadeus Mozart pediu a seu pai, Leopold, para tocar o cravo, foi reprimido em razão da sua idade. Foi só quando o pai ouviu Mozart tocando sozinho, aos cinco anos, que percebeu o gênio musical que ele era. A história da criança que entrou para a história é contada nas páginas do livro Mozart, da coleção da Callis.

BEETHOVEN
Francês, latim, italiano, matemática… Ludwig van Beethoven não era um dos melhores alunos da escola. No entanto, quando tocava, ninguém mais se lembrava das notas baixas: era só admiração. As trapalhadas e evoluções do músico são assunto do livro Beethoven. Particularmente, esse é o meu compositor preferido. Mais que recomendado!

Coleção de literatura infantil “Eu amo”

Como os escritores inventam os personagens? Os autores escrevem à mão ou no computador? Será que eles lêem muito? No momento da leitura, essas perguntas geralmente instigam a criançada. Para o escritor e desenhista Ziraldo, de tanto ler, sua cabeça virou um ninho de ideias. Já a autora Ruth Rocha diz que as suas histórias são baseadas nas próprias lembranças. Essas são algumas curiosidades da coleção “Eu amo”, da escritora e psicóloga Iris Borges, editado pela Callis, lançada no México, em espanhol, e no Brasil. Os volumes trazem de forma simples, lúdica e divertida histórias sobre o fascinante mundo da leitura, desde a hora que o escritor inventa a história até o livro sair prontinho da editora. Obras de artistas como Di Cavalcanti e Caravaggio, e caricaturas engraçadas de escritores como Cecília Meireles e Monteiro Lobato, deixam a coleção ainda mais divertida.

Serviço:

Coleção Eu amo

Callis Editora

Autora: Iris Borges

Sugestão de preço: R$ 29,90 cada volume

Conheça algumas obras da série:

EU AMO ESCRITORES
“Na imaginação dos escritores, tudo é possível. E, quando se visita a casa deles — o livro —, é como se a nossa imaginação conversasse com a
imaginação deles. Que tal fazer uma visitinha a esse mundo incrível?”

EU AMO ILUSTRADORES
“Há dois jeitos de mergulhar na leitura. O texto, cheio de palavras e poesia. E as ilustrações, com as imagens e… mais poesia! Os ilustradores são como mágicos, que criam uma história, cheia de cores e formas novas. E tudo isso só pra gente se encantar”.

EU AMO BIBLIOTECAS
“Tem de tudo na biblioteca. Pirata, fada, bicho que fala, gente que voa, romance e aventura. Tem mundos inventados e fatos que
aconteceram de verdade. Mas, o mais importante: tem a vontade da gente de conhecer, se encantar e viajar na fantasia.”

EU AMO EDITORAS
“Uma ideia vira uma história na cabeça, que vira um monte de papéis, que vira um livro lindo, cheio de ilustrações e de aventuras. E, fazendo isso tudo acontecer, estão as editoras e o carinho das pessoas que trabalham com os livros.”

A PEQUENA DITADORA

O jornalista Luciano Trigo dedica este livro aos pais e professores que andam desesperados para dar limites aos pequenos. Numa linguagem simples e divertida e com ilustrações de Alê Abreu, o livro conta a história de uma menina que quer mandar em tudo e em todos. O lançamento é da Galerinha Record (www.galerinharecord.com.br).

Autor: Luciano Trigo

Ilustrações de Alê Abreu

Editora: Galerinha Record/Grupo Record

16 páginas

R$ 32,90

CURIOSIDADES DA NATUREZA DE A a Z

Esta dica tem relação com o meu filho, que sempre foi uma criatura perguntadeira: Quem é o ser vivo mais forte da Terra? Qual o maior deserto do planeta? E a planta mais fétida? Todo mundo que tem espírito curioso tromba com questões como essas em algum momento da vida. Não há limites etários – para baixo e para cima – para quem sempre quer saber mais. E esse é o combustível que inspirou Curiosidades da Natureza de A a Z. Ilustrada por fotos belíssimas, a obra é resultado de uma pesquisa criteriosa realizada pelo jornalista Hélio Gomes, que trabalhou em conceituadas revistas do país, como a Galileu. Para chegar à seleção apresentada em Curiosidades da Natureza de A a Z, Hélio usou como nota de corte a fuga do óbvio. Por isso, o livro não traz informações sobre o tubarão-branco ou a respeito das rosas (dois tópicos interessantíssimos, diga-se de passagem), mas sim sobre o primo bizarro do jacaré, chamado gavial, e a Nephentes rajah, a maior planta carnívora do mundo. Entre muitos outros exemplos, o leitor também conhecerá o ligre, mistura bizarra do leão com o tigre, e a incrível Grande Barreira de Corais, da Austrália, numa incrível sequencia de páginas que flerta o tempo todo com o belo e o bizarro. Isso sem falar no peixe-vela, o peixe mais rápido do mundo; na Salto Angel, a maior queda d’água do planeta; no panda-vermelho, no morcego-nariz-de-porco, em Galápagos, no sapo-parteiro…

Autor: Hélio Gomes

Editora: Europa (www.livrariaeuropa.com.br)

228 páginas

Preço: R$ 49,90

Títulos de Daniel Munduruku lançados pela Callis
O Brasil conta hoje com uma população indígena de aproximadamente 750 mil pessoas. Do total, 350 mil vivem em aldeias e cerca de 400 mil são urbanizados. Em homenagem a essa etnia, a Callis Editora apresenta obras infantis educativas, desenvolvidas pelo especialista Daniel Mundukuru. O autor, filho da tribo Mundukuru, já viajou por vários países para mostrar a importância do índio brasileiro. Entre os títulos do autor produzidos pela Callis está a obra “Coisas de Índio” vencedora dos prêmios Jabuti e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). O livro, que possui versão para crianças e para adultos, relata detalhes sobre a língua, os jogos, a medicina, a economia e os direitos indígenas. Já nos livros “Histórias que eu ouvi e gosto de contar” e “Histórias que eu vivi e gosto de contar”, Mundukuru conta de forma lúdica e divertida curiosidades da cultura popular brasileira, como a do Boto Tucuxi e do Curupira. Para quem gosta de biografias, a dica é a obra “Márcio de Souza, Ajuricaba”, o líder guerreiro dos manaús que se tornou símbolo e herói das tribos do norte do país ao lutar bravamente contra a dominação dos colonizadores portugueses.

Confira alguns títulos da série:

Livro Histórias que eu ouvi e gosto de contar

Autor: Daniel Mundukuru

Ilustração: Rosinha Campos

48 páginas

Preço sugerido: R$ 23,90

Livro Coisas de Índio

Autor: Daniel Mundukuru

Ilustração: Rosinha Campos

96 páginas

Preço sugerido: R$ 29,90

Livro Ajuricaba

Autor: Márcio Souza

Ilustração: Camila Mesquita

80 páginas

Preço sugerido: R$ 21,90

NO TEMPO DE WARHOL

O livro aborda o Expressionismo Abstrato, a Pop Art e outros movimentos inovadores da segunda metade do século XX. Os trabalhos do menino que era excluído na escola e se tornou conhecido ao dar outro olhar às fotos de Marilyn Monroe, Liz Taylor, Elvis Presley e Che Guevara ilustram as páginas da obra. O livro faz parte da Coleção “Arte ao redor do mundo”, que apresenta ao leitor os principais períodos da arte e os artistas que contribuíram para seu desenvolvimento. Entre os títulos estão representados Michelangelo, Picasso e Renoir.

Autor: Antony Mason

Callis Editora

48 páginas

Preço sugerido: R$ 29,90

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Artigo: Leitura é peça fundamental no desenvolvimento infantil

E como o meu tema de reflexão neste fim de semana é a literatura, aproveito para publicar por aqui um artigo assinado pela Raquel Caruso, fonoaudióloga e psicopedagoga, que reflete sobre a importância da leitura ainda na primeira infância. Vale a pena conferir!

*Incentivo à leitura é importante desde os três anos de idade

**Raquel Caruso

Desde a primeira infância é fundamental que os pais leiam histórias, contos de fadas, livros e gibis para seus filhos. Este hábito pode e deve ser incentivado: dê a eles livros de presente.

Normalmente as crianças de aproximadamente três anos já solicitam a leitura para seus pais. Nestes momentos, muitas vezes, os pais não lêem, e sim contam o que está escrito, na tentativa de facilitar a linguagem, tornando esta menos formal e a compreensão mais fácil. Esses momentos podem existir, mas também deverá haver ocasiões em que os responsáveis leiam a história tal qual está escrita, pois desta forma estarão introduzindo a criança à escrita formal.

Muitas dúvidas passam na cabeça dos pais em relação a qual gibi ou livro ler. Por exemplo: devo ler para crianças menores, gibis do Cebolinha e Chico Bento? Pelo fato da fala destes personagens não ser adequada, muitos pais se preocupam em incentivar uma prática errada, e optam por ler corretamente para que seus filhos não sejam expostos a tais trocas. Normalmente a melhor orientação, caso os pais não se sintam a vontade com a fala dos personagens, é que escolham outro gibi. Pois desta forma irão descaracterizar o personagem.

Se o seu filho ainda não fala adequadamente, o melhor é estimular outras leituras, como os contos de fada. Depois da aquisição total de todos os sons da fala, a exposição pode ser total. É importante que as crianças entrem em contato com todo tipo de material, desde os mais simples aos mais refinados, não se esquecendo de adequar à idade e interesses da criança.

Quando as crianças crescem, devemos continuar o incentivo a leitura, levando-as a livrarias, que hoje disponibilizam de espaços lúdicos adaptados, sempre estimulando que elas mesmas escolham seus livros. Devemos tomar cuidado para não cair na tentação de comprar três ou quatro livros de uma vez: apenas um livro é suficiente, pois assim quando terminarem poderão comprar outro.

Há também outras formas de estimular a leitura nas crianças, como empréstimos de livros em bibliotecas, compras em sebos (podemos encontrar livros em bom estado com preços convidativos), trocas entre amigos, assinatura de gibis e revista para crianças, que pode representar um estímulo a mais, pois elas recebem em casa algo com seu nome impresso.

Como as crianças têm em seus pais modelos a serem seguidos, é importante que elas os vejam lendo, sejam jornais, revistas ou livros. O texto lido deve ser de referência pessoal, familiar, escolar e sócio-cultural. É importante que os livros estejam na altura adequada para que a criança possa manusear e pegar o livro no momento em que sentir vontade, não somente em locais que necessitem o auxílio de adultos.

A leitura estimula a imaginação, criatividade, seqüência lógico temporal, entre outros aspectos, o que irá ajudar na produção da escrita. Uma opção para os adolescentes é formarem grupos de leitura, onde irão escolher um título e discutir em grupo.

……..

*O artigo foi encaminhado ao blog pela CGC Comunicação em Educação

**Raquel Caruso é fonoaudióloga, psicopedagoga e psicomotricista, coordenadora da Clínica EDAC e professora da Associação Brasileira de Dislexia.

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Coluna infantil no blog da Cia das Letras

O blog da Companhia das Letras, através do selo Companhia das Letrinhas (dedicado à literatura infanto-juvenil) estreia uma coluna assinada por Júlia Moritz Schwarcz, com dicas de leitura para os petits. Quinzenalmente, ela vai escrever sobre diversos temas do univero ficcional infantil, sempre dando dicas de livros e fazendo análises.

Na coluna de estreia, o assunto é a nova disposição social, marcada por agrupamentos familiares bastante inusitados até pouco tempo atrás. Olívia tem dois papais, livro de Márcia Leite, é citado como obra que aborda o tema de maneira sensível e responsável.

Conversa de Menina indica: www.blogdacompanhia.com.br

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Escritoras baianas na Bienal do Livro em Minas

As escritoras baianas Miriam de Sales e Ivone Alves Sol participam da Bienal do Livro de Minas 2010, nestes sábado e domingo. As duas integram a programação da Arena Jovem.  Neste  sábado, Miriam de Sales fará  a leitura de seus contos e falará sobre seu processo criativo e inspirações.  Aos 67 anos, Miriam é uma ativista em defesa do livro e da literatura baiana. É autora dos livros Contos e Causos, Maktub e Bahia de Outrora, além de centenas de crônicas publicadas na internet, em três blogs que mantém com atualizações diárias.  Internauta ávida, a escritora possui ainda perfil no Orkut, Facebook e Twitter, onde dialoga com leitores de vários países.

Confira os links para os blogs de Miriam:

www.contosecausos24x7.blogspot.com

www.mirokcaconversafiada.blogspot.com

www.wwwfiatluxblogspotcom.blogspot.com

Já Ivone Alves Sol declamará poesias de sua autoria, além de debater sobre a linguagem poética, no domingo. A autora apresentará ainda a coletânea Alma BRASILEIRA – Especial Dia das Mães, que reúne oito poesias próprias, além de versos de poetas baianos. O projeto é coordenado por Sandra Stabile. Ivone Alves Sol já integrou outras duas coletâneas literárias e é assesssora do PABRAA (Projeto Alma Brasileira). SOLvendo Sentidos é o título do primeiro livro individual da poeta, com previsão de lançamento em agosto deste ano.

Para ler alguns dos mais de 800 textos de Ivone Alves Sol, clique aqui.

Parceria – A participação baiana no evento literário mineiro é fruto de uma parceria entre a Câmara Bahiana do Livro (CBaL) e o Governo do Estado, através das secretarias de Cultura (Secult) e da Indústria, Comércio e Mineração (SICM). O stand próprio da Bahia possui mais de três mil livros, entre cordéis, poesia, quadrinhos, contos, romances, livros de arte, patrimônio, religião, entre outros temas. São obras de autores consagrados e de nomes contemporâneos. Além de Miriam de Sales, Ivone Alves Sol e Ruy Espinheira, a literatura da Bahia está representada na Bienal pelos escritores Clara Maciel, Hugo Homem e Nilson Schommer.

*Com informações da Assessoria da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

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Mania de Alice

Tim Burton pega emprestados os personagens e o mundo idealizado por Lewis Carrol para contar uma versão toda sua da história: o que aconteceria se Alice tivesse voltado ao País das Maravilhas depois de adulta? É ver no cinema.

Com a versão de Tim Burton para o clássico de Lewis Carrol, Alice no País das Maravilhas, uma verdadeira alicemania, ou mania de alice
(como queiram) toma conta do mundo nos últimos tempos. Em se tratando de uma história com cerca de 150 anos, que não perde o ineditismo e nem a capacidade de suscitar debate, nada mais natural que Alice agora sirva de inspiração para todo tipo de ação, iniciativa e forma de expressão neste nosso mundo contemporâneo, já apelidado por quem teoriza a respeito de “canibalismo cultural”. Não gosto deste termo, porque um canibal, a meu ver, devora a presa, digere e pronto, transforma em excremento. Prefiro um termo menos radical como por exemplo, “reciclagem cultural”, porque nem tudo o que é resultado da transformação de um clássico pode ser enquadrado como excremento. Pensar assim é coisa de purista e preconceituoso, tento não ser nem uma coisa e nem outra. Adoro as referências, a mitologia moderna que bebe na fonte da antiga, com respeito, lógico, à propriedade intelectual e às devidas citações. Fora isso, nada mais é inédito no mundo (“tudo já foi inventado”), porque para criar, é preciso referências, a cultura se alimenta de si mesma, mas sempre, claro, com o devido respeito e créditos a quem de direito, senão, aí sim, vira canibalismo. Mas, não é bem disso que quero falar. O negócio e não deixa mesmo de ser um negócio, é que Alice está na moda, é up, na crista da onda e isso é muito bom (independente dos puristas se torcerem todos, coitados), pois as transformações modernas são também uma forma de conhecimento humano e claro, ao atualizar um clássico, desperta-se a curiosidade dos jovens leitores para a fonte “original” das ideias. Pois sim, deixando a filosofia de lado, que hoje eu estou impossível, confiram abaixo algumas reatualizações de Alice:

Alice no País das Maravilhas inspira Izabelle Nossa

Um exemplo na moda: Izabelle Nossa, proprietária de uma marca de bolsas super requisitada, recebe clientes na loja do Shopping Paseo Itaigara, nesta quinta, entre às 15h e às 21h, para apresentar uma nova coleção todinha inspirada no longa de Tim Burton. Durante o encontro, haverá ainda sorteio de camisetas customizadas e também inspiradas na Alice do diretor americano. É passar lá e conferir!

Alice no País da Poesia

Pois não é que depois de perambular pelo País das Maravilhas, atravessar o espelho, dar um giro pelo país da gramática de Monteiro Lobato, a menina Alice, inquieta como ela só, resolveu dar um passadinha no País da Poesia? Neste livro de Elias José, a personagem Alice é “flagrada” no momento em que descobre o mundo das palavras, enquanto vivia no “país das maravilhas”. Esse é o ponto de partida do autor na obra “Alice no país da poesia”, lançamento da Editora Peirópolis, já nas livrarias. São 33 poemas repletos de lirismo e encantamento, em imagens que remetem a grandes textos da literatura universal. O leitor segue em companhia de Sherazade, Peter Pan e Dom Quixote, além de um séquito de fadas e feiticeiras, duendes e sereias, reis e rainhas, príncipes e princesas, pássaros e cavalos mágicos. Um excelente exemplo do que eu estava falando lá no topo do post – a mitologia moderna que bebe na fonte da mitologia clássica.

Ficha Técnica
Alice no país da poesia

Autor:  Elias José

Ilustrações: Taisa Borges

Editora: Peirópolis

56 páginas

Preço: R$ 34,00

O mundo aliciano em debate

Ainda dentro da minha pequena seleção de “manias de alice”, uma dica de um encontro que deve acontecer em maio, aqui em Salvador, promovido pelo Clube do Livro Saraiva, em parceria com a Galeria do Livro, que fica no Espaço Unibanco/Glauber Rocha. Trata-se de uma reunião de amantes da literatura, para discutir alguns textos propostos: a edição pocket de Alice no País das Maravilhas; o livro Eu sou Alice, de Melanie Benjamim e o livro 1 da série Lost Girls, de Allan Moore e Melinda Gebbie (estes dois últimos, ainda não li e por isso não posso opinar). Sobre Alice, recomendo tanto a edição pocket da L&PM, quanto a comentada (maravilhosa!) da Jorge Zahar.

Alicemania também em audiolivro

Quem assistiu o filme O Leitor, com Ralf Fiennes e Kate Winslet, sabe que em determinado momento da história, o personagem de Fiennes começa a gravar sua leitura em voz alta de diversos clássicos da literatura mundial e enviar de presente para a personagem de Winslet, que cumpre pena numa penitenciária. Pois bem, a ideia do audiolivro é mais ou menos esta. Um livro gravado, para ouvir no carro, enquanto se dirige, para ouvir enquanto se faz alguma tarefa em casa, para ouvir no leito do hospital, ou antes de dormir, e mais ainda, para fazer com que pessoas cegas tenham uma opção de contato com a leitura além dos caracteres em braille, muito mais caros de imprimir do que o alfabeto de não cegos. Pois o site www.audiolivro.net.br está oferecendo a versão acústica de Alice no País das Maravilhas, por R$ 24,90.  Além do texto, toda a sonoplastia foi cuidadosamente elaborada para transportar o leitor até o mundo criado por Lewis Carrol. Em breve, a editora Audiolivro, responsável pelo site, também vai colocar a obra no mercado em versão CD.

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Mais Alice no blog:

Artigo: Mil faces de Alice no país da diversidade (publicado em agosto de 2009)

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Biografia de Salvador para a meninada

Aproveitando que nesta segunda-feira comemora-se os 461 anos de fundação de Salvador, primeira capital brasileira, divulgo o lançamento de uma obra que desvenda a origem da capital baiana para o público infanto-juvenil. Os sons de Salvador, de Luís Bras (Callis Editora) conta a história de Carol e Cris, duas  irmãs soteropolitanas que têm o sono interrompido por barulhos vindos da casa da vizinha. É assim que a dupla descobre e conhece o músico Caê, um pesquisador da sonoridade baiana. Enquanto o grupo se diverte explorando os sons dos instrumentos, e aqui não ficam de fora os tambores, uma marca da cultura da cidade, Caê conta para as meninas a história de Salvador, mostrando curiosidades e personagens. Repleto de diálogos, o livro tenta transmitir sua mensagem de forma leve e divertida, por meio de uma linguagem simples e dinâmica.

Ficha técnica:

Os sons de Salvador
Autor: Luís Bras
Ilustração: Camila Mesquita
Callis Editora
32 páginas
Preço sugerido: R$ 21,90

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Nos links abaixo, a história da Fundação de Salvador

>>Aniversário de Salvador: 460 anos (post publicado em 27/03/2009)

>>Aniversário de Salvador: Thomé de Souza (post publicado em 28/03/2009)

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Traça de biblioteca: livros ensinam as crianças…

… A MULTIPLICAR
Paisagem de pássaros
Callis Editora
Autora: Eun Sun Han
Ilustração: Há Jin Jung
40 páginas
Preço sugerido: R$ 27,90

Livro alia diversão e aprendizado ao contar a história de um carpinteiro que constrói casas de pássaros para pendurá-las nas florestas e servir de moradia às aves. Por meio do conto, o autor ensina a operação matemática. Publicação integra a coleção “Tan Tan”, cujo objetivo é justamente ensinar noções de matemática aos pequenos.

… SOBRE O CORPO HUMANO
O incrível livro do corpo humano segundo o Dr. Frankenstein
Publifolha
Autor: Dorling Kindersley
Ilustrador:
96 páginas
Preço sugerido: R$ 55,00

Os leitores farão uma viagem surpreendente, em que mistérios e curiosidades sobre o funcionamento do nosso corpo serão revelados. O livro, ilustrado e cheio de detalhes, é narrado pelo Dr. Frankenstein, que quer construir um ser humano em seu laboratório e faz do leitor o seu assitente. Também tem um glossário cheio de termos da anatomia.

… A LIDAR COM O DINHEIRO
O dinheiro
Callis Editora
Autora: Cristina Von
Ilustração: Ana Luiza de Paula
32 páginas
Preço sugerido: R$ 19,00

Publicação explica o que é o dinheiro e como surgiu, trazendo vários desenhos de cédulas, moedas, cheques e cartões de créditos, para a criançada recortar e brincar. Obra também introduz na vivência infantil, por meio da brincadeira e da diversão, uma série de conceitos financeiros, como “orçamento”, “salário” e “imposto”.

… A ENFRENTAR O MEDO
Diogo e o monstro
Callis Editora
Autora: Cristina Von
Ilustração: Eliza Freire
24 páginas
Preço sugerido: R$ 19,90

Ao acompanhar as notícias das tragédias que estampam os jornais diariamente, e os crimes que são divulgados pela televisão, o menino Diogo começa a ficar assustado. Apesar das grades nas janelas e das portas sempre fechadas, o pavor do menino não diminui, até que ele aprende a lidar com a situação de uma forma diferente.

… A CUIDAR DO MEIO AMBIENTE
Cuide do Planeta!
Autor: Dorling Kindersley
Publifolha
32 páginas
Preço sugerido: R$ 29,90

Obra busca despertar a consciência ambiental dos pequenos, por meio de dicas e sugestões sobre como preservar o meio ambiente. O livro fala de reciclagem de lixo, dos cuidados com o jardim, da necessidade de fechar a torneira enquanto escovam os dentes, de apagar a luz para economizar energia, da reutilização de brinquedos e do respeito com os animais.

… SOBRE MÚSICA
Música
Callis Editora
Autor: Caroline Grimshaw
32 páginas
Preço sugerido: R$ 18,90

O universo dos sons é o tema desta obra, que reúne diversas curiosidades sobre os instrumentos musicais e sobre as canções. Em formato de perguntas e respostas, a autora traz um monte de informações novas às crianças, a exemplo de qual é o instrumento mais antigo, ou o que é uma orquestra e ainda como são escritas as canções. De forma lúdica e divertida, a criança se familiariza com o tema.

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Mulheres e Compras: Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens?

O penúltimo artigo da série Mulheres e Compras, nesta sexta-feira, é de autoria de Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial. No texto, a autora traz dados recentes sobre o consumo de cultura praticado por homens e mulheres, no Brasil e no exterior. Escolhi este artigo para fechar a sequência iniciada na última terça-feira, porque dia desses, batendo papinho no intervalo do trabalho com Alane, ela disse uma coisa que rende reflexão: “somos intelectuais, mulheres, temos de manter a beleza por dentro, das ideias, mas também precisamos nos cuidar por fora”. Ou seja, beleza é consumo, cultura é consumo e o equilíbrio entre corpo, mente e espírito continua sendo a máxima que rege a vida de todas nós, independente de quanto tenhamos disponíveis para gastar.  Como sempre, foi um imenso prazer dividir tanto material rico com vocês, queridas (os) leitoras (res). Aos assessores e articulistas que nos permitem divulgar suas ideias no blog, nossos agradecimentos eternos. E não esqueçam que neste sábado temos o último capítulo da série Especial Semana da Mulher!

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Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens?

*Lourdes Magalhães

“Mulher, você vai gostar, tô levando uns amigos pra conversar…” No centenário do Dia Internacional da Mulher, provavelmente a personagem de Chico Buarque, na divertida “Feijoada completa”, nem estaria em casa para recepcionar a trupe de amigos do marido. Ela estaria ocupada, desenvolvendo mil projetos no trabalho ou consumindo cultura. Brincadeiras à parte, dados estatísticos mostram os avanços e a inclusão feminina nos ambientes culturais e corporativos. As mulheres leem mais no Brasil, como demonstra a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. Os dados revelam que 55% dos leitores brasileiros são mulheres – elas consomem, em média, 5,3 livros por ano contra os 4,7 livros anuais lidos pelos homens. Um outro estudo, conduzido pelo Instituto QualiBest, revelou que as mulheres internautas também leem mais: 55% leem pelo menos um livro por mês contra 42% dos homens. Nessa pesquisa, 65% afirmaram que leem por prazer, sendo ficção e romance os gêneros preferidos.

Mas, como não posso pecar pelo ufanismo, adianto que esse não é um fenômeno brasileiro. Pesquisas internacionais comprovam que as mulheres consomem mais cultura, ou seja, leem mais literatura de qualidade; assistem mais peças teatrais e filmes; visitam museus e exposições; e são maioria nas plateias de espetáculos de dança. Como se não bastasse, elas ocupam a maioria das cadeiras nos cursos de humanidades. Na Europa e Estados Unidos, por exemplo, superam os homens na leitura de ficção.

Em viagem recente a Paris para participar de encontros com autores, tive acesso – pela leitura de jornais e conversas informais com escritores franceses – a relatórios do governo francês que analisam dados de pesquisas realizadas entre 1973 e 2003 sobre a relação feminina com a cultura. Em 1973, por exemplo, 72% dos homens franceses leram um livro em 12 meses; em 2003 esse índice caiu para 63%. Entre as mulheres, o índice subiu de 68% (1973) para 74% (2003). Essa constância no crescimento do consumo cultural feminino ultrapassou o status de tendência para consolidar a permanência.

Um dado interessante que consta nesse compêndio de pesquisas sob o título “A fábrica sexual do gosto cultural” é que a participação feminina no consumo de cultura é mais significativo na faixa dos 40 anos – idade, na Europa, de jovens mães – que dão ênfase à educação cultural das meninas. Não à toa, uma pesquisa com três mil famílias mostrou que meninas entre seis anos e 14 anos leem mais que os meninos da mesma idade; sendo que 38% têm no cotidiano atividades culturais e artísticas como cursos de balé, teatro e pintura, contra 20% dos garotos.

No Brasil, a queda no analfabetismo indica que temos um longo caminho pela frente, mas que avançamos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que entre 1991 e 2001 a taxa de analfabetismo caiu de 20,1% para 13,6% da população. No tocante à escolaridade assistimos à ascensão feminina contínua, um processo de inclusão educacional muito relevante porque tem reflexos na participação feminina nos melhores postos de trabalho do País. Em 2007, entre os brasileiros com mais de 12 anos de estudo – inseridos, portanto, no nível superior de ensino – 57% são mulheres. A projeção do IBGE é que a cada 100 pessoas com 12 anos ou mais de estudo, 56,7% são mulheres e 43,3% homens. Em 2009, de acordo com a empresa internacional Great Place to Work, 43% dos postos de trabalho das 100 “Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil” são ocupados por mulheres; elas estão em 36% dos postos de liderança, inclusive na presidência de empresas.

Voltando ao título que motiva este artigo – “Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens? – antes que alguém evoque a maior sensibilidade feminina para as artes, o hipotético “tempo de sobra” ou argumentos similares, recorro novamente ao estudo francês. Quando questionados no estudo sobre o que estão fazendo nos momentos de lazer, homens e os meninos revelam: dedicam mais tempo à televisão – especialmente programas de esportes –, acessam a internet e convidam os amigos para jogar videogame.

*Lourdes Magalhães é presidente da Primavera Editorial. Executiva graduada em matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com mestrado em Administração (MBA) pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School (Universidade da Pennsylvania, EUA)

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Leia os outros posts da série:

>>Mulheres e Compras: O segredo dos quatro “Ps” do consumo feminino

>>Mulheres e Compras: O que as marcas e a propaganda precisam saber sobre a mulher contemporânea?

>>Mulheres e Compras:”Mulheres ou homens: quem gasta mais?”

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