Mira Artes aposta nas boinas francesas

Que somos fãs do trabalho da Mira Artes não é novidade. Novidade mesmo é a coleção de outono que a Mira preparou. Agora, além das boinas convencionais, os apaixonados pelo acessório já podem contar com uma linha toda especial de boinas francesas, cheias de glamour e sofisticação. E o preço, sempre muito convidativo, R$ 30 cada. Vejam como são lindas as peças:

E para os interessados, seguem os contatos da Mira:

http://boinasmirartes.elo7.com.br
http://boinasmirartes.blogspot.com/

http://www.flickr.com/photos/38167741@N06/

E-mail: [email protected]
Tel. 71 8835-9570 ou 3362-1755

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Crianças e fashionismo: Um papo sobre a noção de limites

*Texto e reflexões de Andreia Santana

Já era para ter escrito esse post, mas o tempo nem sempre favorece a vida de blogagem. O tema porém, é daqueles que sempre vale a pena meter a colherzinha e, recentemente, dois bons “ganchos”, como se diz no jargão jornalístico, me fizeram pensar bastante sobre a relação das crianças com o universo da moda e a noção de limites que os adultos precisam estabelecer para evitar distorções na educação da meninada, principalmente das meninas.

Duas amigas acabaram favorecendo minha “filosofagem” sobre o assunto. Uma delas me enviou link do site do Estadão, com reportagem sobre as “mini socialites fashionistas” e uma outra, com a frase “para você, que milita na causa” (referindo-se ao meu interesse por educação infantil, embora eu não seja educadora, apenas mãe), me trouxe um exemplar da Folha de São Paulo do último dia 07 de abril, com reportagem sobre marcas de lingerie que estão fabricando sutiãs com enchimento para meninas de seis anos!

Na primeira reportagem, do Estadão, sobre as fashion kids, o leitor é apresentado a um grupo de meninas na faixa dos cinco aos dez anos, junto com suas respectivas mães. O texto mostra como essas meninas, devidamente estimuladas pelas mães, frequentam semanas de moda e consomem – ou ao menos desejam avidamente – marcas top de linha como Prada e Dior. Uma das mães chega a dizer, em tom casual, que não imagina a filha vestindo uma roupinha das lojas de fast fashion (ela cita a Renner) nem para dormir! Outra, empolgada com a matéria, diz que se considera uma pessoa bem humilde, pois dirige um Vectra, embora more em um apartamento de dois milhões de reais. Mais adiante, uma terceira mãe, questionada sobre de que forma o consumo de alto padrão é tratado na escola das crianças, responde, igualmente de forma casual, que este é um problema muito sério, que na escola discute-se “o que fazer com as crianças que não tem condições de viajar à Disney todo ano”!! Preciso dar mais exemplos?

Cena de concurso de beleza infantil no belo filme Pequena Miss Sunshine. A pequena Oliver (Abigail Breslin), é discriminada pelos organizadores do concurso por ser "fora do padrão"

O objetivo aqui não é criticar os ricos ou bancar uma Robin Hood de saias, porque seria hipocrisia e leviandade. Não tenho absolutamente nada com a vida alheia, não me considero palmatória do mundo e tampouco quero ensinar a quem tem dinheiro como gastá-lo. Só digo que esta não é a minha realidade e nem a de milhares de pessoas. Mas, se alguém tem cacife para pagar luxos, pequenos ou grandes, que os pague. Não sou contrária ao consumo dos itens do universo de beleza também, seria uma contradição, já que mantenho um blog feminino que fala entre outras coisas, de consumo e produtos de beleza, que eu uso, bastante. Também não sinto inveja das socialites que podem vestir as grifes internacionais. Pessoalmente, gostaria até de ter algumas peças que me falaram ao senso estético, mas como meu bolso não permite, sou bastante feliz garimpando peças nas fast fashions e demais lojas ou marcas que se adequam à minha realidade financeira, inclusive nos magazines e sacoleiras da vida. Isso não significa que não admire o trabalho dos deuses da moda. Mas para mim, por enquanto ao menos, é como admirar uma bela obra de arte em um museu: posso ver, desejar, mas não dá para levar para casa. Simples assim.

O que me leva a refletir aqui no blog sobre essa reportagem das mini fashionistas e a outra sobre os sutiãs com enchimento para meninas que sequer tem peitos ainda não é a questão de ter ou não roupa de grife, mas a noção de limite, da formação cidadã das crianças, do tipo de mundo que está sendo mostrado para elas e que só se sustenta dentro de uma bolha, do microuniverso onde elas gravitam, mas que, fatalmente, vai resultar em choque com a realidade aqui de fora. Até porque, em algum momento, as crianças crescem e saem da bolha. O choque é tanto para elas quanto para quem sofrerá o preconceito. Até porque, nem todo mundo vai circular na mesma rodinha. “O que fazer com as crianças que não podem ir à Disney todo ano”, lembram?

Foto tirada de reportagem sobre vaidade infantil no site da Abril

Exclusão, dificuldade em aceitar a diversidade do mundo, incapacidade de interferir em uma realidade desigual e divergente daquela da “bolha”. Isso é o que me assusta.

Me preocupa muito, por exemplo, que uma sociedade combata a pedofilia com tantas campanhas e ao mesmo incentive a sexualização precoce das meninas, vestindo-as como miniadultas, fazendo-as comportar-se como mulheres e consumir produtos que seriam mais adequados depois que elas tivessem maturidade suficiente para administrar as consequências. Não sou a favor que meninas de dois, cinco, sete anos de idade pintem as unhas, façam progressiva no cabelo, usem maquiagem. Me dá sempre a sensação de que estão roubando uma fase importante da vida dessas meninas, que estão abreviando suas infâncias e levando-as a parecer maduras, quando na verdade são apenas o simulacro de um adulto que, por amadurecer praticamente à força e antes da hora, acabará infantilizado.

A indústria da beleza quer vender e não importa para quem. E quanto mais cedo o consumo começar, melhor. Essa é a lógica do capitalismo, que é antropofágico, se alimenta de si mesmo. E isso aqui não é discurso político e nem fui eu quem inventou a roda. Séculos antes de eu meter minha colherzinha enxerida nesse angu, filósofos e teóricos da economia já haviam decifrado a lógica que rege a nossa sociedade. Principalmente no ocidente.

A pequena Sure Cruise se tornou celebridade badalada não apenas por ser filha do casal de astros de Hollywood Tom Cruise e Katie Holmes, mas por "ditar" moda para menininhas e até interferir no guarda-roupas da mãe

Portanto, lógico que donos de marcas de cosméticos e lingeries vão dizer que não tem nada demais vender seus produtos para meninas recém-saídas dos cueiros. E, ironia, vão jogar com os arquétipos da psicologia para empurrar cada vez mais produtos, para criar cada vez mais “necessidades” urgentes de ter algo que seria perfeitamente dispensável se a coisa fosse pensada de modo racional. Mas o consumo, e nós mulheres adultas que vez por outra caímos em tentação e compramos mais do que nossos cartões aguentam, bem sabemos, não é racional, mas emotivo. É a busca por prazer que nos leva a adquirir coisas que, racionalmente, não temos necessidade de possuir. É uma massagem no ego, um alento, um refinamento de gostos, ou de alma (cada um busca suas desculpas), cobiçar o belo, estar bela. É questão de autoestima – eu acredito nisso –  e de projeção: o que queremos mostrar aos outros? Nosso melhor lado, claro! Ninguém quer parecer mal na fita, nunca.

As crianças, tanto quanto nós, também querem a sensação de prazer. Se são ensinadas a tirá-la apenas do consumo, vão consumir como formigas saúvas na plantação, vorazmente. A diferença é que enquanto nós – na maioria das vezes – sabemos quando parar, nem que seja porque o limite do cartão acabou, elas não sabem. A menos que a gente ensine.

Freud e cia. explicam melhor que eu, inclusive, essa relação/necessidade que temos do prazer e da busca pela felicidade para dar sentido à vida, que a bem da verdade, ninguém descobriu ainda o que é.

Quando digo sexualização precoce, não estou falando nas teorias da psicologia que já demonstraram que as crianças possuem sexualidade latente, que o ato de mamar, por exemplo, é prazeroso e é preciso que seja assim, para que o bebê empregue a força necessária na sucção e com isso sobreviva, cresça, e a espécie garanta sua perpetuação. Se mamar fosse repugnante, os bebês fatalmente não vingariam. Se fosse um tormento indizível para as mães, o lado primitivo do ser humano, que foge da dor, iria impedi-las de alimentar suas crias. Então, tem componentes biológicos envolvidos aí, óbvio, e tem também toda uma construção de identidade, que é subjetiva e gradativa. Mas existe um ritmo próprio tanto para a natureza ancestral quanto para que a identidade atuem e se consolidem. Minha angústia é que esse ritmo natural vem sendo atropelado pelo consumo sem qualquer reflexão e consciência.

A personagem Mabi, da novela Ti Ti Ti. Aos 11/12 anos, era uma blogueirinha de moda super influente e um ícone de fashionismo. Mas revelava visão crítica tanto da moda quanto das posturas nada éticas que algumas pessoas adotam nesse meio

Quando éramos meninas, muitas vezes imitávamos nossas mães. As crianças aprendem por imitação – outra teoria científica já bem batida – e seus primeiros jogos e brincadeiras reproduzem o que veem no universo adulto. Brincam de escritório, brincam de mamãe, de papai, de guerra, de policia, de desfile, de salão de beleza e por aí vai… As meninas vestem as roupas das mães desde sempre. Vesti muito as da minha, suas camisolas de seda e renda eram as minhas preferidas, nas minhas brincadeiras elas viravam sempre vestido de princesa, lençóis viravam cabelos de sereia.

Mas há uma diferença – e essa é a noção de limite do título do post – entre uma criança espontaneamente reproduzir e interpretar o mundo adulto em jogos lúdicos e esse mundo ser empurrado para cima dela por meio de sutiãs, cintas ligas, estojos de make, concursos de beleza quase selvagens e que servem mais para satisfazer egos frustrados das mães do que de fato beneficiar as filhas. Há uma diferença gritante que está na inocência da criança que, aos cinco anos, olha maravilhada para o corpo da mãe e o dela própria, captando as mudanças de forma sutil; ou que veste um sutiã achando aquela peça engraçada; ou até o coloca na cabeça porque não sabe direito para que serve; e a malícia da indústria, que se apropria dos jogos infantis e os adapta a essa lógica muitas vezes perversa, que faz a roda do consumo girar e, fatalmente, excluir, segregar.

E quem pode dar um basta nisso? Provavelmente ninguém. A ideia não é estabelecer censura ou patrulha ideológica, abolir a indústria que gera empregos ou pregar o politicamente correto; mas apenas advertir que crianças que crescem depressa demais fatalmente vão se tornar adultos com problemas de autoestima. Não é uma regra, lógico, mas dados sobre anorexia nervosa ou dismorfia corporal em garotas de 14 anos, gravidez precoce por uma entrada na vida sexual antes da hora e sem preparo, índices de doenças sexualmente transmissiveis e Aids aumentando entre o público jovem, transtornos compulvisos, aumento no consumo de drogas pesadas (na maioria das vezes como muleta para aguentar a crueza do mundo), crises depressivas e uma infinidade dos chamados “males da civilização moderna” estão aí para provar que alguma coisa de grave está sendo feita com a formação das nossas crianças.

O sutiã infantil com enchimento está no centro da polêmica. Para especialistas em psicologia, o sutiã em si, que já foi símbolo de dominação machista, reconfigura-se em fetiche e erotização, símbolos esses que ainda não se adequam ao repertório das crianças de seis anos, mesmo num mundo de informação ultraveloz e ao alcance como o nosso

Não é preciso ter lido todos os psicanalistas para saber que quando se cria uma criança numa bolha, fazendo-a acreditar que o mundo se curvará ao seu desejo, não se está preparando essa criança para as frustrações da vida adulta, que de uma forma ou de outra sempre virão. A menina rica poderá comprar Dior e Prada a vida inteira, botar botox, morar em coberturas de milhões de dólares, ter todos os assessórios e cosméticos que seu dinheiro puder comprar, fazer lipo, botar silicone, mas nada disso irá livrá-la de uma possível rejeição, ou decepção amorosa, ou da solidão e da velhice. A tecnologia, até agora, só conseguiu retardar, mas parar o tempo ainda não é possível.

Me pergunto: as crianças erotizadas precocemente (porque tem diferença entre a sexualidade infantil latente e o erotismo adulto imposto às crianças), acostumadas a julgar as pessoas pelo ter e não pelo ser, criadas para cobiçar sempre as super marcas e desprezar os coleguinhas que não podem vestir Dior ou passar férias na Disney, essas crianças estarão preparadas para a vida e seu eterno jogo de ganha aqui, perde ali? Saberão lidar com a frustração? Conhecerão o que é respeito, solidariedade? Estarão livres dos preconceitos que vêm agregados à  essa ideia – excludente em si – de perfeição?

Me pergunto sempre no que essa fúria consumista que não poupa nem o curso natural da infância irá nos levar. Por que os pais perderam a capacidade de dizer não aos filhos, criando pequenos ditadores que se acham acima de tudo e de todos?

Não tenho as respostas e nem quero culpar a indústria da beleza pelas mazelas da sociedade, mas quando leio reportagens em que menininhas competem entre si para saber qual delas é a mais it girl dentre as its, com suas mães deslumbradas incentivando a voracidade infantil, confesso que tenho um certo medo do que está por baixo da ponta desse iceberg!

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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Como lavar, guardar e tirar manchas de roupas

Recebi um e-mail bacana da Posthaus, com uma série de dicas de como lavar e guardar roupas, a depender do tecido, e de como tirar alguns tipos de manchas. Vou reproduzir as informações aqui para vocês. Se alguém tiver outra sugestão ou já experimentou as dicas abaixo, deixa um comentário.

JEANS
* Lave sempre do lado avesso, para conservar a peça;
* Para não marcar a peça, evite guardá-la dobrada;
* Use pouco amaciante para que o jeans não fique “encebado”.


* Lave sempre com sabão neutro para não endurecer o tecido;
* Seque à sombra para evitar que a peça desbote;
* Guarde as peças em saquinhos de algodão, para mantê-las conservadas.

COURO
* Guarde as peças em capas de TNT, de preferência da cor preta, para não sofrerem prejuíos com a claridade;
* Na época de uso, pendure as peças em cabides grandes, para não deformá-las;
* Hidrate o couro com um produto específico a cada 6 meses.

VELUDO
* Essas peças devem ser lavadas separadamente;
* O tecido pode ir à máquina de lavar, embora não possa ser centrifugado nem torcido;
* Para guardar, utilize uma capa de TNT e pendure em cabides grandes.

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Como tirar manchas
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CAFÉ
* Lave a peça com água morna e glicerina.

BATOM
* Coloque detergente sobre a mancha e deixe agir por alguns minutos, depois lave normalmente.

CARVÃO
* Esfreque a mancha com um miolo de pão branco.

GORDURA
* Coloque farinha de trigo ou talco sobre a mancha, em seguida coloque uma folha de papel toalha e passe a ferro. A gordura é absorvida pela folha de papel.

VINHO
* Coloque a peça submersa em uma bacia de leite gelado, deixe agir por 10 minutos e lave normalmente.

CANETA
* Coloque vinagre no local da mancha, em seguida enxague sem esfregar.

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Para colorir os dias com frescura

Este texto foi especialmente escrito pela jornalista Marcia Gomes para o Conversa de Menina. De uma forma divertida, ela conta sua experiência com a mais nova aquisição ao guarda-roupa, que vocês verão a seguir. Divirtam-se e aproveitem a dica!

Para colorir os dias com frescura

Marcia Gomes*

Dizer que toda mulher tem algum tipo de maluquice não é nada original. Todos sabemos disso. Algumas adoram comer brigadeiro, outras gastam fortunas em salões de cabeleireiro, outras têm mania de comprar relógio. Eu gosto de sapatos, gente. Sapatos e bolsas, é claro. Por que “é claro”? Ora, não sei. Só sei que a minha inconsciente alma feminina julga absolutamente normal e coerente a ideia de adorar (idolatrar) comprar bolsas e sapatos.

Foto: Márcia Gomes

Ficou chateada? Brigou com o namorado? Foi demitida? Passa no shopping, baby, e compra uma bolsa. A vida está sem graça? Ganhou uns quilinhos a mais? Foi traída pelo marido? Compra um parzinho de sapatos, boba, e tudo ficará mais colorido.

Ok, pode parecer loucura. Afinal, o que de fato o sapato e a bolsa têm a ver com algo que está nos faltando? Eu não sei e, confesso, não estou muito preocupada em elucubrar “por onde” é que a bolsa e o sapato pegam e afagam as minhas faltas… só sei que é bom.

Feito isto… fofas e fofos… olhem as fotos dos meus pés… calçados com um tradicional scarpin preto e, delicadamente, ornados com uma delicada rede de renda, também conhecida como “pezinho”.

Foto: Márcia Gomes

Uma colega do trabalho viu as fotos e disse: “Nossa! Que coisa mais veado!” E é! Eu tenho uma alma meio perua, meio veada, meio Paty, meio trekker. No momento, o lado que está gritando é o perua-veada-paty.

A redinha é uma frescura, que empresta um tantinho mais de frescura a um sapato que já deve ser bem fresquinho. Pode ser um scarpin, um sandalião, uma sapatilha, sei lá, invente seu jeito próprio perua de ser. Pra que tanta frescura? As mulheres queimaram os sutiãs, dirigem caminhão, lutam nas guerras, mas ainda gostam de algum tipo de conexão com babados e fru-frus.

É isso, caríssimas e caríssimos. Eis a minha dica de um jeito cor-de-rosa de ser para adoçar nossos dias que nem sempre são coloridos.

* Marcia Gomes é perua, Paty, fresca, trekker, mística e, às vezes, jornalista.

| SERVIÇO | 
As meias das fotos são da Avon, da Revista Moda & Casa, e foram adquiridas por R$ 5,99, cada.

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Estética blogueira toma conta da programação do GNT

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Já faz mais de dez anos que eu acompanho muito pouco a programação da TV aberta brasileira, isto por que tenho TV por assinatura em casa e, devo confessar, prefiro mil vezes assistir meus seriados, documentários, filmes, programas de debate, noticiário – muito noticiário (sou daquelas que ligam a TV no canal jornalístico e fico fazendo várias coisas enquanto ouço uma ou outra notícia) – além, é claro, dos programetes de beleza. Por isso, tive uma curiosidade muito grande quando o canal GNT divulgou a mudança de programação com acréscimo de novidades e programação visual diferenciada.

As alterações começaram na noite de anteontem e a primeira coisa que me chamou a atenção foi a estética blogueira que a programação do canal passa a assumir. Muitíssimo interessante mesmo. Se eles pretendiam cativar esse tipo de público, acredito que deram um tiro no alvo certeiro. Primeiro pela divisão dos programas por dias temáticos, como se fossem abas ou páginas de um blog. Segunda-feira é dia de Estilo; terça é dia de Estar Bem; quarta-feira, comportamento; quinta-feira, Casa e Cozinha; Sexta-feira, Sexta-livre e Domingo, Atualidades. Não entendi o que aconteceu com o sábado, que não está especificado na grade, mas enfim…

Blog Petiscos
Blogueira Julia Petit bate-papo com a leitora como se estivesse em frente à penteadeira de casa

Achei muito interessante terem chamado a blogueira Julia Petit para apresentar um programa que tem tudo a ver com ela. O Base Aliada é um mix de maquiagem, dicas de moda, e cultura em geral. Mas o mais legal nem é isso, é que a atração tem um formato diferenciado, que ainda não tinha visto, que é basicamente um bate-papo curtinho, de 15 minutos, com a leitora, ou melhor espectadora. Me senti como se estivesse lendo um post do blog dela que, por sinal, é muito legal.

Como já acompanho Julia Petit há alguns anos, desde que ela apareceu nas TVs e revistas, sempre com aquele visual diferenciado, causando algum estranhamento, parei na frente da tela para conferir o que a TV havia feito dela. Mas me surpreendi quando percebi que foi ela que fez alguma coisa com a televisão. Explico. Não sei se vai ser sempre assim, mas o programa começou com ela se apresentando e passando a dica de uma maquiagem que ela viu no último desfile da Chanel. Confira aqui.

Surpresa! Ela começou a se maquiar aos poucos na frente da câmera, ao mesmo tempo em que ia conversando com a gente e passando outras dicas de moda, como se nós duas – sim, eu e ela – estivéssemos sentadas num café mega charmoso da Oscar Freire e trocando ideias sobre feminices. A-mei! Virei fã dela na TV também. O programa foi rolando, ela passando sombra, depois rímel e tal, retocando o visual com o cabelo preso na hora por um rabo de cavalo enrolado meio displicentemente em um coque arrematado por um broche, dica que ela também pescou de um desfile internacional. Um luxo! Sem falar no cenário que parecia um quarto bem mocinha com penteadeira de espelhos ovalados… Sonho de consumo!

GNT/Divulgação
"Vamos Combinar" que levar para a TV a informalidade e a praticidade blogueiras é uma sacada muito interessante

Outra estreia da noite que me chamou a atenção foi o programa Vamos Combinar, apresentado pela ex-modelo e ex-repórter do GNT Fashion, Mariana Weickert. A proposta aqui foi diferente, mas também no mesmo esquema bate-papo com dicas de moda para homens e mulheres. Celso Kamura, atual cabelereiro e maquiador da presidente Dilma Rousseff estava lá. Ele contou um pouco das mudanças de estilo que anda tentando implementar no cotidiano da presidente e deu dicas para mulheres que têm cabelos cheios. Para ele, desbastar as laterais e o fundo, apostando no volume no topo da cabeça, é o ideal para alongar a silhueta e dar mais personalidade ao visual.

Enfim, eu adoro televisão! De uma forma ou de outra, na pré-história das babás eletrônicas, eu passei minha infância assistindo TV e imaginando coisas com minha cuca ou com minhas bonecas, já que minha mãe não permitia que eu saísse pra brincar com a gurizada na rua. Então, a telinha é parte da minha existência e quando há novidade ali dentro daquela caixinha, já me assanho toda e viro fã. É isso aí, existe vida interessante não muito longe das novelas globais ou mesmo das genéricas…

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Stella McCartney lança coleção para a C&A

Tem novidade na C&A a partir do dia 23 de março. A estilista inglesa Stella McCartney montou uma coleção especial para a marca, que está à venda em 38 lojas da rede.

Aqui em Salvador, as peças estarão disponíveis nas unidades do Shopping Iguatemi, Salvador Shopping e Shopping Barra. Os modelos também estarão à venda no site oficial, que faz entregas em todo o País.

A linha é toda produzida com tecidos naturais, a partir dos modelos clássicos desenvolvidos pela estilista e adaptados para a silhueta das brasileiras, é o que promete o material de divulgação.

Vale dar uma olhadinha nos produtos. E nos preços também, claro, porque algumas lojas de departamento estão cobrando “o olho da cara” por peças que nem valem tanto a pena ter no armário.

Vamos à garimpagem, meninas!!

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Para as meninas que adoram um saltão e um bolsão

O artigo selecionado para dar seguimento ao conteúdo da Semana da Mulher, neste sábado, foi elaborado pelo ortopedista Fabio Ravaglia e trata da vaidade feminina. O médico, dando mostras de entender bastante de fashionismo, pesquisou as tendências do Inverno 2011 e dá conselhos sobre uso correto de saltos altos e bolsões. O bacana é que ele analisa cada tipo de salto e mostra seus efeitos no corpo (coluna e pernas) e de que forma podemos ficar lindas, mas mantendo a saúde. Lendo o texto aprendi bastante e acredito que vocês também vão aproveitar as orientações do especialista. Confiram!

Sapatos e bolsas para conciliar moda e saúde

*Dr. Fabio Ravaglia

É um fato inegável que as mulheres adoram estar na moda e sei que quando o médico recomenda, por exemplo, “não use salto alto”, nem sempre é ouvido. Moda não é a minha especialidade, mas tenho o hábito reunir informações que possam facilitar minhas orientações às pacientes. Sites e revistas femininas, por exemplo, já indicam que o salto-tijolão e o bolsão serão destaque nas coleções de inverno 2011. O sapato da próxima estação, apresentado nos desfiles do último São Paulo Fashion Week, é aquele usado por Carmem Miranda – plataforma, meia pata ou anabela. E as bolsas têm que ser grandes para comportar tudo: maquiagem, agenda, celular… Já que moda é moda e não se discute, gostaria de fazer considerações sobre como seguir as tendências sem deixar que a saúde fique comprometida.

Salto agulha, sou frouxa, tenho coragem não! Essa imagem é do encontrodasjoaninhas.blogspot.com

Salto ideal – O salto-tijolão é o que dá mais conforto entre os saltos altos. Com plataforma conjugada o salto faz a mulher ganhar em altura e não prejudica tanto a saúde, por reduzir a inclinação entre o calcanhar e os dedos e distribuir mais uniformemente o peso do corpo por toda a sola do pé. Tem boa estabilidade ao pisar, porém, não deixa o pé com toda a flexibilidade para praticar o movimento de andar. É preciso ter cuidado para não virar o tornozelo. O meia pata, uma variação do plataforma, elevado na frente e com salto mais grosso independente, também tem boa estabilidade. O modelo anabela, inteiriço com plataforma e salto, é o que dá maior estabilidade e é um dos melhores para quem precisa ficar muitas horas em pé.

Salto anabela, adoro! Esse da foto é do blog sabrinasiqueiraa.blogspot.com

O salto agulha ou stiletto, considerado o mais elegante e sexy, e que pode chegar a dez centímetros de altura, dá a menor estabilidade. Muito fino, sua base de contato com o chão é mínima, sem contar que a ponteira muitas vezes provoca escorregões em piso liso ou entra em vãos e buracos de pisos irregulares, resultando em torções de tornozelos. Oferece risco à saúde de mulheres que ficam muito tempo em pé ou estão com sobrepeso, por forçar a coluna e os joelhos e obrigar o corpo a buscar um outro ponto de equilíbrio que não o natural. Associados ao bico fino, podem incentivar um joanete ou calosidades. O elegante salto Luís 15 ou carretel é mais confortável por causa da base mais larga. O salto quadrado é ainda mais confortável, por oferecer uma base de apoio maior para o calcanhar, diminuindo a pressão aos dois primeiros dedos dos pés e permitindo maior facilidade para os movimentos. Com ele, o ganho de altura pode ser grande, conferindo elegância à mulher. O salto cubano é uma opção, mais grosso no calcanhar e com a ponta fina. No geral, ele se apresenta como alternativa para o sapato social, delicado e com altura de cerca de três centímetros, o que não cansa tanto no dia a dia e dá a impressão de elegância. O salto vírgula também está presente em algumas coleções. Por ter uma curva, pode não apresentar uma boa estabilidade para o pé.

O meia pata eu já encaro. Essa equilibradinha na frente é fundamental para mim, que sou descordenada total! Esse maravilhoso da foto é do culturamix.com

Sei que há o consenso de que a pessoa usando salto alto parece mais magra e alta; emocionalmente, a mulher se sente mais atraente e “sexy”, melhorando a autoestima, mas não convém exagerar no tamanho do salto nem abusar do tempo de uso. Alterne o sapato e a altura do salto para não forçar apenas alguns músculos e não movimentar outros. Com salto alto, a mulher pisa na ponta dos pés, forçando os dois dedos maiores e a parte da frente da musculatura da canela. Lembre-se de fazer um alongamento, principalmente para movimentar a musculatura posterior. Outra dica interessante é levar um sapato mais confortável para andar na rua ou no shopping ou mesmo para dirigir, assim, o tempo de uso do salto alto fica reduzido apenas ao necessário.

Salto Plataforma também é bom para equilibrar o andar. Esse da foto é do blog sosmodaeestilo.zip.net

Sapato adequado – Pessoas que trabalham muito tempo em pé ou que caminham muito para chegar ao trabalho sabem que uma escolha errada de um sapato pode provocar dores nas costas, problemas nos joelhos e até chulé. Nem sempre o sapato mais caro ou o mais bonito é o adequado. O modelo ideal precisa ser confortável, o que significa permitir que os movimentos de pés e pernas sejam executados livremente, Também não deve ocasionar problemas ou dores. O andar deve ser realizado com naturalidade e sem impacto sobre as articulações. Precisa deixar que a pele respire. Recomendo que se faça um test drive na loja, isto é, antes de comprar um sapato, ande e fique um pouco com ele antes, dentro da loja. Verifique a estabilidade. Os reforços do calçado ajudam a firmar o pé, o que pode evitar entorses. O número precisa ser o seu, pois o sapato não deve ficar largo nem folgado. O certo é deixar um centímetro sobrando na ponta para os dedos se mexerem. Considere também o formato de seu pé, porque não adianta querer colocar um sapato bico fino em um pé largo ou bem alto. Neste caso, a opção seria o falso bico fino, largo o suficiente para caber o pé e só com uma ponta fina, que fica vazia. Os calçados de bico redondo ou quadrado são mais confortáveis. Conhecer a maneira como se pisa também é bom. Sabendo a maneira da pisada, você pode procurar por sapatos que deem apoio ao arco do pé ou que tenham reforço na lateral interna ou externa ou no calcanhar. Observe se o revestimento da sola e do salto é antiderrapante. Não custa lembrar também que, para atividades físicas, o tênis é sempre o ideal. É o calçado que menos faz sofrer com bolhas ou calos.

Os bolsões não precisam ser descartados, mas têm de conter menos quinquilharias se quisermos manter a saúde da coluna. Essa linda aí da foto é do brechonadella.blogspot.com

Bolsões – A bolsa grande não representa nenhum problema para a saúde. O problema é o peso que se carrega nela. A bolsa muito pesada pode provocar dores nos ombros, inflamação nas costas e – o pior – problemas na coluna. Um adulto pode carregar, no máximo, o equivalente a 10% do peso de seu corpo. As mulheres não largam suas bolsas e ficam horas seguidas carregando. Não estou falando de apenas cinco minutos entre o ponto do ônibus e o escritório, mas de um período de uma ou duas horas, quando as mulheres fazem compras em supermercados ou shoppings, por exemplo. E por mais que seja bonita, a “maxibolsa” sobrecarrega a coluna, sim! Entre os vários riscos destaco os problemas de postura e um possível processo inflamatório. O excesso de peso é responsável por doenças na coluna como escoliose (desvio da coluna vertebral, que pode ser cervical, toráxica ou lombar), lordose (aumento da curvatura lombar) e a sifose, conhecida popularmente como corcunda – quando a pessoa joga os ombros para frente. A degeneração da coluna é resultado de vários fatores como genética, hábitos de vida, atividade física, obesidade e sobrecarga, entre outros. A sobrecarrega na coluna lombar pode acelerar o processo degenerativo. Sabemos que alguns problemas podem ser evitados ao mudarmos nossos hábitos.

Mochila é indicada porque equilibra nos ombros, distribuindo o peso nas costas. Essa da foto é da Overend

A mochila é mais indicada para carregar peso, já que as alças ficam equilibradas nos dois ombros – evitando incliná-los para um dos lados – e o peso permanece nas costas, a parte do corpo mais forte e mais apropriada para carregar peso. É importante lembrar que os problemas na coluna são a quinta causa responsável pelo afastamento de pessoas do trabalho, segundo o Ministério da Saúde. Para evitar esse transtorno é preciso manter a postura corporal correta e evitar o esforço desnecessário. Mas, o que fazer? As mulheres devem abrir mão da praticidade e beleza oferecidas pela “maxibolsa”? De forma alguma… até porque conheço as mulheres e sei que jamais vão abrir mão de um item que esteja na moda! Vencido por essa constatação, acredito que seja melhor oferecer algumas alternativas em prol da saúde ao invés de apenas alertar para os problemas.

Ilustrações que simulam Escoliose, Cifose e lordose. A imagem é do colunacomsaude.blogspot.com

Anote dez dicas básicas:

1. Deixe a bolsa mais leve! Tire da bolsa os livros, cadernos e papéis; opte por transportá-los em pastas.
2. Tire a nécessaire e carregue a maquiagem, absorventes e escovas em uma valise – que pode ficar, inclusive, no carro ou no escritório.
3. Deixe na bolsa somente o que é realmente necessário.
4. Leve uma sacola à parte com o lanche.
5. Faça uma “faxina” regularmente na bolsa para retirar o que não precisa mais.
6. Leve somente o que vai usar naquele dia!
7. Mude frequentemente a bolsa de ombro. Também pode segurá-la pela mão durante algum tempo.
8. Para deixar a coluna em ordem e fortalecida para carregar as maxibolsas, recomendo a prática de exercícios físicos, no mínimo três vezes por semana. Nunca esqueça de se alongar antes e depois da atividade. O aquecimento no início prepara o corpo para as tarefas e, no final, relaxa.
9. Atenção para quem está acima do peso. A obesidade – ou sobrepeso – são em si prejudiciais à coluna.
10. Não carregue peso desnecessário, além da bolsa.

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*Fabio Ravaglia é médico ortopedista graduado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp), com especialização em coluna vertebral pelo Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho (Santa Casa de Misericórdia de São Paulo) e mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Atuou como cirurgião ortopédico em hospitais ligados à Universidade de Bristol, na Inglaterra e na Alemanha e é membro emérito da Academia de Medicina de São Paulo e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT. Desde 2005, preside o Instituto Ortopedia & Saúde, Ong que tem a missão de difundir informações sobre saúde e prevenção a doenças e que organiza o Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança.

>>Aqui no blog, vocês acessam outros artigos do especialista neste link.

**O artigo de Fabio Ravaglia foi enviado ao blog pela Printec Comunicação e publicado mediante a citação da autoria e respeito ao conteúdo. Como todo trabalho intelectual, está protegido por direitos autorais e pedimos que, caso tenha interesse no tema e queira usar dados desse artigo, entre em contato com o autor ou sua assessoria para pedir autorização.

P.S.: Como o Dia Internacional da Mulher este ano aconteceu em pleno Carnaval, quando tinhamos outros conteúdos para compartilhar com vocês, os textos, artigos e pesquisas recebidos referentes à data serão publicados ao longo dos próximos dias.

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Leia também no Especial Semana da Mulher 2011:

>>Mulheres ditam novos padrões de consumo on line

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Making off: saiba como se monta um editorial de moda

Tem um tempo que estou para publicar esse material muito bacana que a jornalista Jane Fernandes preparou para vocês, com todo o carinho, mostrando os bastidores de um editorial de moda. Corre daqui, corre dali, às vésperas de encarar a maratona de plantões carnavalescos, tiro da gaveta, para deleite das fashionistas e pesquisadoras deste vasto mundo da beleza feminina. Os bastidores de uma produção de moda sempre rendem uma curiosidade enorme. Nesse caso, o texto e as fotos tratam da realização de um ensaio da revista europeia ModaCycle, que movimentou as ruas do Centro Histórico de Salvador, em meados de fevereiro. A produção de maquiagem contou com a experiência de Valeria Meier, make up artist baiana radicada na Suiça, que também em fevereiro, deu curso de automaquiagem e foi convidada especial do encontrinho do blog (relembrem aqui).

Em tom de crônica, de quem observa a cena, Jane une jornalismo e subjetividade. As fotos, também de sua autoria, só ajudam a compor o cenário montado na nossa imaginação a partir da sua narrativa. Deu vontade de estar lá, mas como não estávamos, saibam o que está por trás do glamour que vemos nas revistas e divirtam-se! Eu me diverti…

Por trás da cena fashion

*Jane Fernandes

Quando vemos fotos maravilhosas que nos fazem desejar a roupa da modelo, o sapato que ela usa ou a maquiagem perfeita que exibe, mal podemos imaginar a trabalheira por trás de um editorial de moda. No último dia 14 estive nos bastidores de um editorial produzido em Salvador para a revista europeia ModaCycle e aproveito o espaço para dividir essa experiência com vocês.

Tudo começou com um imprevisto, a van alugada para servir de camarim, armário, transporte e o que mais fosse preciso teve um problema mecânico. Assim que a locadora enviou uma van substituta, a maquiadora Valéria Meier partiu para buscar a modelo Bruna Cabral e seguirem para a sede da D’Malicuia. O relógio marcava 10h quando Valéria e a prima Andressa começaram a arrumar o cabelo de Bruna. O calor era escaldante e a modelo a cada instante ganhava mais volume no cabelo, formando um moicano pra lá de estilizado.

O clima era de colaboração, o fotógrafo Fábio Abu-chacra definia com a modelo que a linha era natural, enquanto seus assistentes ajudavam a segurar o material de maquiagem, as meninas da D’Malicuia (Diane Lima e Mari França) ajudavam a definir os detalhes da make up e Andressa bancava a manicure. Eu, me limitava a observar, fotografar e, às vezes, perguntar. Como fiz quando Valéria colou um fita crepe na testa da modelo após preparar a pele da menina com base, corretivo e todos os produtinhos mágicos que usa para esse fim. Me assustei por não saber detalhes da proposta, mas a fita era para delimitar bem a área dos olhos a ser pintada, assim como se faz com as paredes, hehehe.

A tarde já tinha começado quando saímos em direção ao Santo Antônio Além do Carmo. Primeira parada: Antoniu’s Bar. Hora de descarregar todo o equipamento, medir a luz e fazer todos os ajustes para as primeiras fotos. A modelo vai entrando no clima de não fazer pose e logo está “esbarrando” no balcão deste bar com ares de armazém das antigas. Lembrei de Seu Elias, do Sítio do Pica-pau Amarelo, claro que foi viagem minha, mas fazer o quê se eu lembrei?

Sequência concluída e hora de trocar de roupa, sapato e acessórios, enquanto Fábio e equipe preparam tudo para o cenário de rua, que inclui uma parede que mescla grafite e pichação. As trocas de roupa são feitas na van, tarefa facilitada por um figurino composto de vestidos, saias e blusas. Ao longo do ensaio a modelo usou seis looks diferentes e era para carregar todas essas peças que a van fazia as vezes de armário.

Nessa locação,  a ideia é colocar a modelo em movimento, então ela caminha em direção aos rebatedores, enquanto o fotógrafo a enquadra em diferentes ângulos. Bruna vem direto, vem e gira, vem e pula, vem, vem e vem inúmeras vezes, e o cabelo começa a exigir os primeiros retoques: um grampinho (ou vários) no lugar certo e muito laquê para segurar o topete. Para compensar, na próxima parada, uma pousada cheia de charme, a modelo fica o tempo todo sentada numa rede. Aí, o trabalho maior foi de Fábio e seus assistentes às voltas com todos os ajustes necessários para conseguir um perfeito jogo de luz e sombra.

Ao escurecer, fizemos um pequeno lanche em frente à igreja do Boqueirão. O dia começou com sanduíches, coxinhas e refrigerantes ainda na D’Malicuia, passou por pastéis bem recheados e neste momento estava no sanduíche de padaria. Nada de parada para almoço ou qualquer refeição mais substancial. Para matar a sede, além de refrigerante tinhamos bastante água na caixa térmica, mas com a temperatura nada amena de Salvador, no final do dia a água estava longe de ser gelada.

Mas ninguém sofria, claro que depois das fotos na escadaria e na ladeira do Passo (últimas locações) estávamos todos exaustos, mas o saldo era super positivo, pois o dia também teve muita diversão e todos estavam super instigados.  Não acompanhei a seleção das fotos, então só verei o resultado quando a ModaCycle publicar o material, mas a mistura daqueles looks, com o cenário do Santo Antônio e a competência da equipe só pode resultar num editorial sensacional.

*Jane Fernandes é jornalista e proprietária da Quarta Via

**O texto foi cedido pela autora para o blog Conversa de Menina e publicado mediante citação da autoria e respeito à integridade do conteúdo. Todos os direitos são reservados à Jane Fernandes/Quarta Via.

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Passo a Passo: Restaura Jeans ensina a customizar camiseta

Recebi o material abaixo, via email, da Restaura Jeans, uma empresa que oferece serviços de tingimento, costura, customização e limpeza de roupas; além de renovação e cuidados com peças de couro, calçados e bolsas. Segundo a assessoria, são cerca de 200 franqueados no país.  O material é um passo a passo ensinando a customizar camisetas – minha irmã costuma fazer umas artes bem legais com as dela, já eu sou menos prendada -, por isso achei  bem útil, daí trago para cá, para incentivar a veia artística de vocês. Divirtam-se!

A foto é do blog Aileda Aki

Faça você mesma uma regata ou camiseta customizada
Basta usar a criatividade e materiais acessíveis para você ter uma camiseta exclusiva

Você pode ter peças exclusivas em seu guarda-roupa se souber usar a criatividade e materiais acessíveis disponíveis em armarinhos.

Escolha elementos criativos e coloridos, como apliques e fitas, que vão deixar sua produção original e com a sua cara. Você poderá fazer esta receita utilizando dois processos: costura ou colagem.

Materiais:
>>1 camiseta ou regata;
>>Fitas, apliques, gliter para tecido, flores de tecido, fuxicos, retalhos de tecido… Tudo é permitido;
>>Cola de tecido, cola-glitter, pincel, linhas, agulhas e alfinetes, dependendo se você vai colar ou costurar os enfeites. Giz de costura e lápis para desenhar também são necessários.

Passo a passo:
1 – Comece com a disposição dos apliques. Escolha os materiais que você poderá utilizar: retalhos, fitas, adesivos variados. Assim ficará mais fácil.
2 – Cole um a um todos os apliques escolhidos.
3 – Para criar desenhos, utilize a cola-glitter em cima de desenhos que você fez com o lápis (basta contornar o desenho utilizando a cola).

Sugestões:
– Para fazer a colagem, coloque um papelão por dentro da peça. Isso evita que um lado da camiseta grude no outro;
– Após a aplicação da cola, espere 48 horas para lavar o tecido;
– Costure as extremidades para dar maior sustentação aos apliques;
– Se preferir, utilize termo-adesivos. Eles não necessitam de cola para fixação;
– Se souber costurar, substitua a colagem pela máquina ou agulha;

Para saber mais sobre a Restaura Jeans, visite o site: www.restaurajeans.com

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Curtinhas do Mundo Fashion: notinhas de weekend

Ainda sem conseguir fazer das Curtinhas uma coluna diária 🙁 Vocês não imaginam a quantidade de emails que o blog recebe, para fazer triagem e separar coisas bacanas para mostrar por aqui, sem contar nos outros assuntos desse vasto “universo feminino”… Mas, nada de “muro das lamentações”, afinal é sábado! Para este fim de semana, separei algumas coisinhas variadas, para agradar todo tipo de leitor (a). Ainda tem notícias do Verão, mas o Inverno se insinua. Divirtam-se com a geleia geral do weekend:

RENNER ABRE 45 VAGAS PARA LOJAS DO NORDESTE

Começo com uma notinha de Utilidade Pública que até anunciei no Twitter essa semana. A rede de lojas Renner abriu processo de seleção de colaboradores para unidades em Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Natal, Recife e Salvador. Os interessados devem entregar o currículo em qualquer uma das lojas da rede nestas cidades entre os dias 07 (nesta segunda-feira) e 18 de fevereiro.  São cerca de 45 vagas para assistente de vendas, fiscal de loja e caixa. Os candidatos à assistente de vendas e caixa devem ter o ensino médio completo. Para fiscal de loja é necessário o ensino fundamental completo.  Os candidatos devem ter, no mínimo, 18 anos. A seleção é inclusiva e deficientes físicos também podem se candidatar para concorrer às vagas.

LINHA AVON CARE: PRODUTOS BASICS E NOVOS ITENS

Essa também adiantei no Twitter durante a semana, mostrando a foto dos itens que recebi para testar, da linha Avon Care, enviados para mim pela Santa Clara, assessoria da marca em Salvador. Alguns produtos da nova linha Care, na verdade, eu já usava desde os tempos da linha Basics, ou seja, de cuidados básicos e diários. De alguns até já falei por aqui, como a máscara de pepino, que resiste incólume ao tempo, desde os meus tempos de criança, quando minha mãe já usava. Outro dia li no Chick Fashion Trends, de Kelly Pinheiro, sobre o creme 3 em 1, que numa emergência ela usou como demaquilante. Essa nova linha Care, portanto, é a Basics repaginada e ampliada com outros itens como um creme hidratante e um sabonete em gel facial de pepino (indicados para peles oleosas – meu caso). Tem também outras modalidades de creme facial, como um nutritivo e um clareador, diversos tipos de hidrante corporal, creme para mãos (o bom e velho luvas de silicone – também dos tempos de mamãe) e um novo de glicerina e cálcio, que promete fortalecer as unhas (estou bem precisada), bastão de hidratação labial e outras coisinhas. Os resultados dos testes vou divulgando por aqui aos poucos. A vantagem inicial da linha Care é que ela mantém os precinhos camaradas da época do Avon Basics. Para comprar, apelem para aquela sua vizinha, amiga ou conhecida que vende Avon, ou veja aqui o folheto da loja virtual.

COLEÇÃO MECHAS BALAYAGE RIVIERA DE L´ORÉAL

E aqui uma notinha de interesse das loiras. A L’Oréal Professionnal lançou a linha Balayage Riviera, desenvolvida para atender a demanda das mulheres brasileiras que buscam clareamento natural, reproduzindo o efeito de dourado do sol nos fios. Para desenvolver os looks da campanha, feita 100% no Brasil, foram convidados quatro renomados hair stylists (Charles Veiyga, Rodrigo Antony, Hans e  Célio Faria) que criaram quatro visuais exclusivos para a linha: mechas tridimensionais, que misturam a sobreposição de tons ao tom natural dos cabelos; mechas degradée, que realça a luminosidade, mantendo o degradée natural dos fios; mechas Califórnia Blush, que reproduz a luminosidade natural do Verão no comprimento dos fios e, mechas versátile, técnica especifica para cabelos crespos. As fotos do ensaio são de Marcos Serra Lima.

VERÃO COM ELEGÂNCIA XARMONIX

A Xarmonix está com nova coleção de objetos de decoração inspirados no universo marítimo e na cor azul. Trata-se de uma linha de acessórios para ambientes praieiros, piscina e barco; ou mesmo para dar um toque inusitado aos ambientes urbanos, numa cidade litorânea como Salvador até que combina. A marca possui loja virtual: www.xarmonix.com.br, com entrega em todo Brasil. E abaixo, os endereços em Salvador:
– Salvador Norte Shopping, L2, São Cristóvão. Tel.: 71.3365-6728.
– Salvador Shopping, L2. Tel.: 71 3878-2979
– Shopping Barra, L3: Tel.: 71 3267-2334.
– Shopping Iguatemi, L3. Tel.: 71 3450-5925

INVERNO 2011 BY SCALA

Vou falar de uma coisinha que eu adoro, underwear. A coleção Inverno 2011 da Scala, uma marca que também aprecio bastante no quesito lingerie, está cheia de peças lindas para a baixa estação. Há também uma coleção inteirinha de peças outerwear, com opções para todos os corpos e estilos. Na linha Underwear Básica, a marca desenvolveu uma ampla coleção de calcinhas e soutiens feitos com tecidos e acabamentos de última geração. Já a linha Underwear Fashion apresenta uma coleção inspirada nos temas Ilusion, Antique e Rustic, com estampas exclusivas, ampla cartela de cores e modelagens variadas. Há ainda a Underwear Luxury, calcinhas e soutiens com acabamentos especiais, em rendas e cristais.  Para as adolescentes, a linha Teen underwear traz modelos básicos para serem usados no dia-a-dia. E a Underwear Masculina, oferece cuecas de tecido leve e secagem rápida. Na linha Básica Outerwear, as peças são desenvolvidas em fios como o bouclê, molinê ou microfibra e não têm costuras laterais, proporcionando conforto e ajuste perfeito ao corpo. Também são três coleções: Ilusion, Antique e Rustic. E para saber detalhes, visite o site: www.scalasemcostura.com.br.

PINCEL DIGITAL DUO FIBER DW1 DA KLASS VOUGH

E para fechar a série do dia, outra nota útil para maquiadores profissionais e para as moças que querem arrasar no quesito “faça você mesma”. Não esqueçam que o estilo ladylike, uma das tendências da próxima estação, pede pele impecável. A Klass Vough, renomada marca de pincéis profissionais e acessórios para beleza, trouxe para o Brasil o Pincel Digital Profissional Duo Fiber DW1, uma combinação de fibras naturais e sintéticas que prometem um acabamento mais uniforme e suave na pele. As cerdas de fibras ópticas da composição são indicadas para trabalhos em televisão, pois promovem melhor resultado no acabamento final da make, ainda mais que as câmeras são de altíssima resolução e qualquer imperfeição torna-se logo visível em rede nacional. Com cabo longo, pode ser utilizado tanto em aplicação de pós ou cremes, como também para bases líquidas, fazendo a aplicação e dando o polimento ao mesmo tempo. O preço sugerido é de R$ 49,90 cada. Para conferir fotos dos pinceis, saber onde tem pontos de venda e que tais, o SAC Klass Vough é através do telefone (11) 3276-2566 e o site da marca é o www.klassvough.com.

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