Foco sobre a saúde feminina: tratamento alternativo para os sintomas da menopausa

O texto que publicamos abaixo apresenta uma pesquisa recente com um suplemento alimentar desenvolvido para auxiliar no tratamento dos desconfortos da menopausa. O blog não está dizendo que o produto é realmente eficiente ou condenando a terapia de reposição hormonal, que é o tratamento mais comum dos sintomas desse fenômeno pelo qual todas as mulheres vão passar com a chegada da maturidade. Achamos interessante divulgar porque o material traz outras explicações importantes sobre o climatério e porque existe seriedade na abordagem do assunto e na apresentação desta terapia alternativa, inclusive com a citação de dois centros de pesquisa de universidades importantes do país. Vale porém, o lembrete de sempre: quem prescreve tratamento é o médico e só ele saberá dizer qual é a terapia que mais convém para cada tipo de paciente. Confiram e cuidem-se!

Tratamento alternativo auxilia a nova fase da vida da mulher

Estudos da USP e Unicamp comprovam eficácia de alimento à base de soja

No próximo dia 18 é comemorado o Dia Mundial da Menopausa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que até 2030 mais de 1 bilhão de mulheres estarão nesse período, um número três vezes maior do que em 1990.

Somente no Brasil são mais de 13,5 milhões que passam pelo período do climatério, e é por isso que há muito tempo a menopausa deixou de ser vista como uma doença, mesmo porque o número de mulheres que chegam e superam bem esse período aumentou consideravelmente comparado às últimas gerações.

No século XVII apenas 28% das mulheres chegavam no período de climatério, sendo que 5% atingiam a faixa dos 75 anos. Atualmente 95% delas chegam a menopausa e 50% atingem os 75 anos. Isso significa que com o aumento da longevidade a perspectiva é de que as mulheres passem pelo menos um terço de sua vida na menopausa.

Não existe idade predeterminada para a mulher que entra nesse ciclo. Geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, mas é muito comum também em mulheres a partir dos 40 anos sem que isso seja um problema.

Ondas de calor, suores noturnos, insônia, perda da libido, ressecamento vaginal, diminuição da atenção e memória são alguns dos principais sintomas sofridos pelas mulheres neste período. Apesar de a menopausa ser considerada um fenômeno natural, esses efeitos podem interferir muito na maneira de viver. Por isso o tratamento para minimizar esses sintomas aliado ao acompanhamento de um profissional qualificado é ideal. É sempre o ginecologista de confiança que deve decidir, em conjunto com a paciente, o melhor tratamento.

Princípios ativos da soja auxiliam no tratamento dos sintomas da menopausa, diz pesquisa

A terapia de reposição hormonal é o mais comum, porém a busca por opções alternativas tem sido cada vez mais procurada pelas mulheres que já realizaram reposição ou que possuem alguma contra-indicação, principalmente porque apesar de ser o mais indicado, o tratamento que inclui diferentes combinações de hormônios geralmente é interrompido pelas usuárias após um ano, a maior parte por conta de sangramentos irregulares, medo de câncer ou doença tromboembólica e ganho de peso.

Um estudo recente publicado na revista Climateric (2008) com 230 participantes mostrou que 70% das mulheres que optaram por tratamentos alternativos no climatério ao invés da TH (Tratamento Hormonal), o fizeram por medo do desenvolvimento do câncer. O ideal é enfrentar essa condição de forma saudável.

Entre os tratamentos alternativos disponíveis, um se destaca por ter sua eficácia comprovada em dois estudos conduzidos com mulheres na menopausa. Trata-se do alimento Previna®, desenvolvido por uma equipe de especialistas em nutrição e tecnologia de alimentos do Centro de Pesquisa Sanavita, que reúne em uma única porção os benefícios das proteínas e isoflavonas de soja, além do cálcio, nutriente importante para a manutenção da massa óssea.

O alimento foi avaliado inicialmente em um estudo no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP com 78 mulheres na menopausa e mostrou-se eficiente no tratamento dos sintomas, especialmente ondas de calor, na mesma magnitude que o hormônio sintético utilizado para comparação.

Posteriormente, a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, por intermédio do médico Lucio Carmignani, com orientação da ginecologista Adriana Orcesi Pedro, concluiu um rigoroso estudo com 60 mulheres que comparou os efeitos da ingestão diária do Previna ® com o uso da terapia hormonal de baixa dosagem e placebo.

Os resultados mostraram que a ingestão do produto foi eficaz em aliviar em 65,4% sintomas como ondas de calor e 40% dos problemas musculares e de articulações. Além disso, o grupo que fez o uso do alimento apresentou melhora considerável na secura vaginal e não apresentou nenhuma reação adversa.

Ao final do estudo, os médicos concluíram que o alimento composto à base de soja é uma excelente opção para muitas mulheres que não podem utilizar a famosa TH para o controle dos sintomas relacionados ao climatério. Os profissionais da saúde tem indicado nesses casos o uso combinado do Previna® com uma dieta equilibrada, associada a um estilo de vida saudável que envolve a prática de atividades físicas regulares.

Mais informações sobre o estudo no site: www.estudosojamenopausa.com.br

*Material elaborado pela Máxima Assessoria de Imprensa.

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Confira a apresentação da série:

>>Foco sobre a saúde feminina no mês de outubro

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Saúde & Fitness: Algumas questões sobre artrite reumatóide

A série Saúde & Fitness foca mais no tema saúde neste domingo, para abordar uma doença que afeta bastante a qualidade vida das mulheres: a artrite reumatóide. O texto abaixo é da jornalista Márcia Wirth, da MW Consultoria de Comunicação, e traz dados de pesquisas recentes, bem como esclarecimentos prestados pelo reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo). Confiram e se conhecerem alguém afetado pela doença, ajudem a disseminar as informações abaixo:

*Três quartos das mulheres que têm artrite reumatóide sofrem dores diárias

Familiares dos pacientes são afetados emocionalmente pelo diagnóstico da doença

Quase três quartos (72%) das mulheres diagnosticadas com artrite reumatóide sofrem com dores diárias, apesar do fato de 75% delas receberem medicamentos para alívio da dor. Os números são de um estudo apresentado por Paul Emery, professor de Reumatologia da Universidade de Leeds, no Reino Unido, durante o Congresso Anual da Liga Européia Contra o Reumatismo. Os dados coletados por Emery abrangem mulheres de sete países: Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, E.U.A. e Canadá.

Segundo a pesquisa, 27.459 mulheres com idades entre 25-65 (média 46 anos) foram recrutadas para o estudo através de um painel de pesquisas on-line, dos quais 1.958 foram elegíveis para análise do preenchimento do questionário, entre 30 de julho e 31 de agosto de 2009. 75% tinham sido diagnosticadas com artrite reumatóide por mais de um ano.

A pesquisa destacou também o impacto emocional, social e físico da artrite reumatóide na vida destas mulheres. As participantes do estudo relataram que sofrem muito com a doença, além das dores físicas, foram relatados sentimentos de distanciamento e isolamento. A doença afeta também as relações íntimas:

– 40% das mulheres solteiras afirmaram que é mais difícil encontrar um parceiro;

– 22% das entrevistadas divorciadas ou separadas afirmaram que de alguma forma, a artrite reumatóide teve um papel na sua decisão de se separar de seu parceiro;

– 68% das mulheres com artrite reumatóide relatou esconder sua dor dos mais próximos;

– 67% disseram que estão constantemente a procurar de novas “ideias” ou “alternativas” para amenizar ou acabar com a dor que sentem.

“Os dados confirmam que a dor física é a questão primordial para as mulheres com artrite reumatóide, mas a doença as atinge mais profundamente, afetando o seu bem-estar físico, social e emocional. O trabalho destaca a complexidade do tratamento destas pacientes. É um processo que vai além do controle dos sintomas ou do alívio da dor”, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Inflamação nas mãos. Doença tem causa ainda desconhecida, mas afeta preferencialmente as mulheres

A adoção de estratégias de tratamento para reduzir a dor, restabelecer a produtividade no trabalho e de gestão do impacto social da artrite reumatóide é de grande importância no manejo clínico desses pacientes. “O estudo aprofundado do impacto negativo da doença e da dor sobre a produtividade laboral das entrevistadas revelou que 71% das entrevistadas se consideravam menos produtivas por causa da artrite reumatóide”, destaca Lanzotti.

O estudo revelou impactos, a longo prazo, da artrite reumatóide sobre a vida profissional:

– 23% das entrevistadas pararam de trabalhar;

– 17%  informaram  uma redução na jornada de trabalho.

Família e amigos sofrem também – Outro estudo apresentado, durante o Eular 2010, destacou o sofrimento psíquico de familiares e amigos de pacientes com artrite reumatóide. A autora da pesquisa é Julie Taylor da Universidade de West England, em Bristol, Reino Unido.

Taylor e sua equipe de pesquisadores entrevistaram familiares de pacientes com artrite reumatóide, visando avaliar seus sentimentos no momento em que seus familiares foram diagnosticados com a doença e a forma como eles conviveram com o diagnóstico, com o passar do tempo. Após a análise dos dados, os pesquisadores relataram que os familiares de pacientes com artrite reumatóide relataram os seguintes problemas:

• Emocionais: de uma maneira geral, os familiares expressaram uma tristeza imensa e uma perda de significado “no conceito de futuro”, tanto em relação a si mesmos, quanto em relação ao familiar doente;

• De adaptação: vários entrevistados disseram esperar uma cura para a doença. Mas, após um tempo maior de diagnóstico da doença, os familiares reconhecem que a pessoa afetada e eles mesmos continuarão a conviver com a artrite, durante toda a vida do paciente;

• De enfrentamento: os familiares relataram sentimentos de rejeição, desamparo e ocultação, tanto da condição de saúde do familiar doente, quanto dos impactos que a doença provocou ao relacionamento familiar;

• De falta de apoio e informação: a maioria dos entrevistados revelou-se relutante em participar de um grupo de apoio específico sobre a doença, apesar de reconhecerem sua importância.

“Os resultados desta outra pesquisa servem de alerta para os profissionais de saúde. Apenas uma equipe multidisciplinar de atendimento é capaz de suprir todas as necessidades do paciente com artrite reumatóide e sua família”, defende o diretor o Iredo.

O diagnóstico das doenças reumáticas pode ter um impacto muito negativo na vida familiar. Muitas associações que lidam com o tema, como a inglesa Arthritis Care e a portuguesa ANDAR realizam estudos com os familiares onde são relatados comumente sentimentos de desesperança e de descrédito no futuro.

A prática regular de atividade física previne o surgimento de artrites e reumatismos, bem como da dor crônica, mas um paciente acometido de uma doença como a artrite reumatóide, que é degenerativa, só pode se exercitar de acordo com orientação médica e a depender do grau da doença

Geralmente, após o diagnóstico da doença, a  família não só têm de aprender novas habilidades para prestar cuidados físicos ao paciente, mas também se vê obrigada a ajustar atitudes, emoções, estilo de vida e  rotina.

“Essas associações e grupos de apoios têm papel relevante no tratamento da artrite reumatóide, pois oferecer apoio e suporte à família do doente crônico é tão importante quanto tratar este paciente. É uma das vertentes do tratamento. Um ambiente familiar mais harmonioso favorece muito o tratamento e o controle da doença crônica”, defende o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti.

Para saber mais:

Visite o site www.iredo.com.br

Leia o blog vivendosemdor.wordpress.com

Ou siga no twitter: @sergiolanzotti

Para esclarecer dúvidas: [email protected]

*Texto enviado para o email do blog por MW Consultoria de Comunicação e publicado mediante autorização, desde que citada a fonte e respeitada a integridade do material.

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Saúde & Fitness: Hipertensão e AVC

Meu pai é hipertenso e para complicar as coisas, está muito acima do peso e é totalmente sedentário. Por sorte, não herdei a hipertensão (ainda bem!), embora esteja precisando de uma dietazinha. Pensando nele, que está beirando os 60 anos e é muito teimoso, publico a reportagem abaixo, na série Saúde & Fitness da semana, que esclarece sobre a hipertensão e sua associação aos casos de AVC (o popular derrame) no Brasil.

*Hipertensão é responsável por 80% dos casos de AVC no Brasil

Pesquisa mostra que poucos adultos são capazes de reconhecer os sintomas de um derrame

A hipertensão, doença que atinge 30% da população adulta brasileira, chegando a mais de 50% na terceira idade, está presente em 80% dos casos de acidentes vascular cerebral (AVC). Segundo estimativas do Ministério da Saúde, o AVC é a principal causa de morte em todas as regiões do país e, dos pacientes que sobrevivem, 50% ficam com algum grau de comprometimento ou sequela. “Por isso é tão importante a adesão ao tratamento e a medição constante da pressão arterial”, reforça o cardiologista Fernando Nobre, presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Apesar da significativa redução no número de mortos por derrame desde 1960, a doença permanecia, em 2004, como a terceira causa mais freqüente de morte nos Estados Unidos, atrás apenas de doenças cardíacas e câncer. Aproximadamente 54% dos derrames nos Estados Unidos, em 2004, ocorreram fora de hospitais. A administração de medicação específica pode beneficiar pacientes com derrame isquêmico agudo; entretanto, o tratamento deve começar em até três horas desde o início dos sintomas. Para o derrame hemorrágico, é crucial a cirurgia imediata, que previne a possibilidade de um novo sangramento, o que resultaria em sérios danos ou morte em 40% a 60% dos casos. Um novo objetivo para 2010 é aumentar para 83% a porcentagem de pessoas capazes de reconhecer os cincos sintomas e ligar para a emergência imediatamente se alguém aparenta ter um derrame.

Hipertensão x tratamento

A adesão ao tratamento quando descoberta a doença é um dos grandes desafios da medicina. Pesquisa realizada pelo médico Décio Mion, conselheiro da sociedade Brasileira de Hipertensão e chefe da Unidade de Hipertensão do HC-FMUSP, demonstra que o problema vem desde a consulta médica até a mudança no estilo de vida do paciente. Dos entrevistados, 76% afirmaram estar insatisfeitos com o atendimento dos médicos e procuram outro especialista, 30% afirmaram ter toda atenção do especialista e 37% estão satisfeitos com o atendimento. “A relação entre médico e paciente ainda é deficiente e grande parte dos hipertensos se sentem isolados por essa distancia neste relacionamento e acabam desistindo do tratamento”, afirma o Dr. Décio.

Já para a adesão ao tratamento, os pacientes que participaram do levantamento realizado pelo especialista, 79% disseram que gostariam de ter mais relação com o médico, 84% mais informações da doença e 91% gostariam que o médico entrasse em contato pós consulta. Esse quadro negativo ainda não para por aqui. O estudo revela que 89% dos pacientes consideram os medicamentos utilizados no tratamento caros e 54% não se sentem bem com os remédios prescritos pelos médicos pelos eventuais efeitos colaterais.

“O conhecimento para controlar a hipertensão arterial existe, mas os pacientes não seguem a orientação médica”, lamenta o nefrologista. Nos Estados Unidos, o percentual de doentes com pressão arterial abaixo de 140 mmHg por 90 mmHg, ou seja, em níveis controlados, é de 31% sobre o total  de doentes. No Brasil, calcula-se que esse percentual seja inferior a 10%.

A pressão alta é de fácil diagnóstico e pode ser tratada, com o paciente tendo a chance de seguir com a vida tranquilamente, incluindo novos hábitos em seu cotidiano. No entanto, por ser silenciosa e não apresentar sintomas imediatamente, ela é um dos principais fatores de risco de doenças que atingem o coração, rins e cérebro. Segundo o Ministério da Saúde, das 900 mil fatalidades registradas no Brasil, anualmente, quase 30% decorrem de alterações no sistema cardiovascular provocadas pela elevação crônica da pressão arterial.

Mais de 80% dos brasileiros adultos medem a pressão arterial regularmente, como comprova uma pesquisa de 2006, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. “O problema é a negligência nas demais etapas do processo, do diagnóstico, orientação do tratamento e uso efetivo dos medicamentos. E ela ocorre porque a doença não causa dor”, observa o nefrologista.

Novo estilo de vida

Há dois tipos de tratamento para hipertensão: com e sem medicamentos. O uso ou não de remédios vai depender do estágio da doença e do risco cardiovascular do paciente. Uma pessoa que acabou de ser diagnosticada pode conseguir reverter à alta da pressão adotando um estilo de vida saudável, que inclua redução do sal na alimentação, maior consumo de vegetais e pouco ou nada de álcool.

Esses novos hábitos devem ser aliados à prática regular de exercícios físicos e a perda de peso. “Essas mudanças de hábitos servem tanto para a prevenção da doença como para o seu tratamento”, ressalta o nefrologista. Reduzir o consumo de sal significa consumir, no máximo, 6 gramas diárias, o que equivale a quatro colheres rasas das de café. O brasileiro consome, em média, 12 a 14 gramas de sal por dia.

O controle do peso e a realização de atividades físicas regulares durante pelo menos 30 minutos, três vezes por semana, contribuem não só para o controle da hipertensão, mas também para a queda da insulinemia (excesso de insulina no sangue), além de reduzir a sensibilidade ao sódio e diminuir as atividades do sistema nervoso simpático.

O fumo é o único fator de risco totalmente evitável de doença e morte cardiovasculares. Evitar esse hábito, que em 90% dos casos ocorre na adolescência, é um dos maiores desafios em razão da dependência química causada pela nicotina. No entanto, programas agressivos de controle ao tabagismo resultam em redução do consumo individual e se associam à diminuição de mortes cardiovasculares em curto prazo.

*Reportagem encaminhada ao blog pela jornalista Nathalia Brogiatto, da Advice Comunicação Corporativa

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*Profissões em que as mulheres ganham mais que os homens

Pesquisa recente da Catho Online – maior classificados de currículos e empregos via internet da América Latina – revela quais são atualmente, as profissões em que as mulheres ganham mais do que os homens. Com certeza meninas, vocês se interessam pelo tema. O estudo da Catho aponta, por exemplo, que professoras com doutorado, modelistas e gerentes de hotéis estão entre as profissões em que as mulheres se destacam. No entanto, o material traz dados que mostram que 70% dos profissionais do sexo masculino ainda ganham mais que as mulheres. É uma luta árdua moças! E eis um setor em que não basta convivência harmônica e compreensão das diferenças entre os sexos, é preciso sim, que mulheres e homens, que produzem de maneira igual, sejam pagos sem distinção.

A  31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios investigou posições em que a remuneração feminina alcança valor maior que a de seus pares masculinos. O resultado deste levantamento identificou áreas em que as mulheres recebem salários de 3% (Arquiteto Pleno) a 25% (Professor – Doutor) maiores, quando comparadas com os dos homens. Ainda segundo a pesquisa, mulheres com doutorado podem ganhar 25% a mais do que homens. Taí um bom incentivo para continuar os estudos.

Os dados – A pesquisa foi realizada no período de 1º a 27 de fevereiro deste ano, com 175 mil profissionais, de mais de 21 mil empresas, em 3.550 cidades de todo o Brasil. Os dados são atualizados a cada quatro meses e referem-se a mais de 1.800 cargos, de 215 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 22 regiões geográficas do país, além de 7 faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

Os profissionais participantes responderam um formulário eletrônico contendo questões relacionadas ao seu cargo, sua remuneração, benefícios, região onde trabalha, faturamento da empresa, sexo, idade, escolaridade, idiomas, entre outros dados.

Confira no site ao lado mais detalhes deste estudo: www.catho.com.br/salario

*Elaborada com informações da assessoria de comunicação da Catho Online

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*Pesquisa: 74% dos cidadãos globais não acreditam que “lugar de mulher é em casa”

Típica dona-de-casa clássica, dos anos 50, perde espaço no imaginário coletivo global

Uma notícia boa para comemorarmos nesta Semana da Mulher. Uma pesquisa recente da Reuters, conduzida pela Ipsos, mostra que em 23 países, que juntos representam 75% do PIB mundial, 74% dos adultos (entre homens e mulheres) não concordam com a velha máxima machista de que “lugar de mulher é em casa”. Infelizmente, ainda existem 26% de pessoas, em um total de 24 mil entrevistados, que acreditam que as mulheres não devem ocupar tanto espaço na sociedade!

Entre os países onde o machismo ainda impera estão Índia, Turquia, Japão, China, Rússia, Hungria e Coreia do Sul. Historicamente tem explicação, embora não se justifique mais nos dias de hoje, mas estes países possuem culturas mais fechadas, muito antigas, calcadas no patriarcalismo e um forte apego a tradições milenares que colocam a mulher em posições sociais inferiores em relação aos homens e portanto, subordinadas a eles. No entanto é bacana perceber que os chineses estão mais avançados nesse quesito do que os japoneses (comparando as duas culturas milenares). Conforme os dados da Reuters/Ipsos, enquanto 66% dos chineses já discordam desse tipo de postura, os japoneses somam apenas 52% contra a máxima machista, com 48% a favor.

Já entre os países onde acredita-se que essa herança patriarcal já devia ter sido superada há muito tempo estão Argentina, França, México, Suécia e Brasil. No entanto, nota-se uma inclinação maior no discurso do que em atitudes práticas no dia a dia. No Brasil, por exemplo, 10% dos entrevistados ainda acham que as mulheres merecem da vida apenas panelas e fraldas. Felizmente, outros 90% não concordam.

Confiram a lista dos países onde boa parte da população acredita que: “lugar de mulher é em casa”

Índia                     54% concordam /46% discordam

Turquia                52% concordam /48% discordam

Japão                   48% concordam /52% discordam

China                 34% concordam /66% discordam

Rússia                 34% concordam /66% discordam

Hungria               34% concordam /66% discordam

Coreia do Sul     33% concordam /67% discordam

Agora vejam a lista dos que discordam da pérola do machismo

Rep.Tcheca        28% concordam /72% discordam

Austrália             25% concordam /75% discordam

EUA                     25% concordam /75% discordam

Grã-Bretanha     22% concordam /78% discordam

Holanda              20% concordam /80% discordam

Canadá               20% concordam /80% discordam

Itália                     19% concordam /81% discordam

Polônia                18% concordam /82% discordam

Bélgica                16% concordam /84% discordam

Alemanha          14% concordam /86% discordam

Espanha             12% concordam /88% discordam

Brasil                  10% concordam /90% discordam

Suécia                 10% concordam /90% discordam

México                 9% concordam /91% discordam

França                 9% concordam /91% discordam

Argentina            9% concordam /91% discordam

>>Clique aqui e confira a integra da pesquisa da Reuters/Ipsos (em inglês)

*Os dados da pesquisa foram encaminhados ao blog pela assessoria da Ipsos, referência mundial em pesquisa de mercado e interpretação de dados. Criada em 1975 na França, presente no Brasil desde 1997, consolidou-se como uma das maiores empresas de pesquisa do mundo.

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Seleção para bolsistas interessados em estudar gênero

Uma nota que pode interessar aos leitores, de ambos os sexos, interessados em estudos na área de gênero e sexualidade. O  Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade da Univeridade do Estado da Bahia (UNEB) está selecionando bolsistas voluntários para novo projeto de pesquisa. O material foi produzido pela assessoria de comunicação da UNEB:

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O Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade (Nugsex Diadorim) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) está selecionando cinco estudantes da universidade e de outras instituições de ensino superior (IES) para atuar como bolsistas voluntários do projeto de pesquisa Mulher, Gênero e Discursos.

Conforme edital do processo seletivo, os graduandos devem estar cursando entre o segundo e o penúltimo semestre. A seleção também é aberta para discentes matriculados no segundo ano do ensino médio.

As inscrições, que são gratuitas, podem ser realizadas de 9 a 20 de novembro. Os interessados devem entregar ficha de inscrição e documentos na Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da universidade – na Avenida Jorge Amado, no bairro do Imbuí, em Salvador -, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

O projeto tem o objetivo de incentivar a produção científica que aborde a relação mulher e mídia, através das teorias feministas e da análise crítica do discurso.

Mais informações no site www.uneb.br.

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Artigo: Livro mais barato ajuda a formar leitores

O artigo que publicamos abaixo foi enviado ao blog pela assessoria de comunicação da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e escrito por Rosely Boschini, presidente da instituição. No seu texto, Rosely fala da queda nos preços dos livros e de como isso reflete no aumento do número de brasileiros leitores. No entanto, ela alerta que o país ainda está aquém da quantidade de livros ideal para cada habitante e essa “resistência” do brasileiro à leitura tem mais relação com a falta de boas políticas de incentivo do que pensar na questão sob a fórmula reducionista de que “brasileiro não gosta de ler”. Confiram a íntegra do artigo:

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Livro mais barato ajuda a formar leitores
 
Rosely Boschini*

Cena do filme O Leitor, com Kate Winslet
Cena do filme O Leitor, com Kate Winslet

O preço dos livros caiu! A boa notícia está presente na Pesquisa “Produção e Vendas do Mercado Editorial 2008”, que a Fundação Instituto de Pesquisas Econômica (Fipe) elaborou a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

A pesquisa revela que, apesar da produção ter caído 3,17% em relação a 2007, e da tiragem média também ter sofrido uma retração de 25,6%, o mercado editorial brasileiro honrou o compromisso assumido em 2004, quando foi desonerado do recolhimento de PIS/Cofins: efetivamente, o benefício foi repassado ao preço.

Assim, se em 2004 o livro didático tinha o preço médio corrente de 14,54 reais, hoje esse valor é de 13,61. No geral, somando todos os gêneros de publicações, a Pesquisa demonstra que o preço médio constante do livro (todos os gêneros), por unidade vendida, variou de R$ 8,58 em 2004 para R$ 8 em 2008. Se levarmos em consideração que a inflação acumulada no período foi de 14%, segundo o IPCA, ou de 21%, pelos cálculos do IGP-M, a queda do preço do produto editorial fica ainda mais evidente.

Outra boa notícia que acompanha a queda nos preços dos livros é a constatação de que os brasileiros efetivamente estão lendo mais. As Obras Gerais, que são todas as publicações que não se enquadram nas categorias de didáticos, religiosos ou técnico-científicos, foram justamente aquelas que apresentaram o maior crescimento em volume de exemplares vendidos, saltando para 77,3 milhões de exemplares contra 64,6 milhões em 2007 – um incremento de 19,76%, portanto.

Este dado não deve, porém, nos desviar da busca de soluções para um problema histórico: o brasileiro ainda lê pouco e não tem o hábito arraigado de adquirir livros. A média nacional de compra permanece em menos de  2 exemplares/ano por habitante. Ou seja, é de suma importância criar ações de incentivo à leitura, além de dar prosseguimento às já existentes, aprimorando-as cada vez mais.

Em O Leitor, Kate Winslet vive uma mulher culta que inicia um jovem no mundo da literatura
Em O Leitor, Kate Winslet vive uma mulher culta que inicia um jovem no mundo da literatura

O fato de o público brasileiro estar mais disposto a adquirir obras literárias indica muitas coisas. É possível deduzir, por exemplo, que os programas de fomento à leitura, que hoje estão na ordem do dia para o governo federal, governos estaduais e prefeituras, têm desempenhado um papel importante na conquista de novos leitores. Mas há mais elementos a se considerar, e um deles, que certamente é crucial, é o preço baixo. O brasileiro só pode incluir o livro no seu orçamento, no seu dia-a-dia, na medida em que este se torna mais acessível.

Para os empresários do setor do livro, que vêm apostando na profissionalização do setor e no aumento de sua eficiência produtiva, a desoneração teve importância inegável. Qual seria o impacto do PIS/Cofins para quem está lidando, desde 2007, com uma crise de proporções mundiais responsável por elevadíssimos índices de inadimplência? Há muito de idealismo no negócio de fazer e vender livros, mas a ausência do lucro condena qualquer empresa à morte. Assim, se a cadeia produtiva do livro vem resistindo, ainda que a duras penas, a uma série de percalços enfrentados no último ano, ela deve parte do seu fôlego a uma carga tributária mais leve.

Tudo isso deve ser considerado para a definição dos próximos passos no delineamento das políticas públicas para o livro e a leitura. O que nos alegra é saber que, para o brasileiro, o livro é, sim, objeto de desejo. E que, quanto mais este puder ficar ao alcance de todos, mais próximos nós estaremos do ideal mais caro a todos aqueles que trabalham com e para os livros: fazer do Brasil um país de leitores!

*Rosely Boschini é presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

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Cibercondríacos?! O que é isso?

internet-medicoA demanda por informações de saúde é muito grande na internet e também preocupante. Recentemente, na edição de julho da Revista Nova, li uma reportagem sobre as pessoas que buscam consultas virtuais e que ficam obcecadas por informações médicas, a ponto de não prestarem atenção na confiabilidade do site em que estão pesquisando e de se automedicarem, o que é um risco enorme para a saúde. Trata-se dos cibercondríacos, uma junção entre os termos ciberespaço (usado pelos especialistas em comunicação para definir a internet e a realidade virtual) e hipocondríaco, que segundo o dicionário Aurélio é um adjetivo que define as pessoas que tem “preocupação doentia com a própria saúde”. Usando o bom e velho português do cotidiano, é aquele sujeito que tem mania de doença.

As pesquisas por termos de saúde, ainda segundo a reportagem sobre os cibercondríacos, representam quase 80% das buscas na internet feitas no Brasil (dados fornecidos pela empresa Google à reportagem de Nova). Nos Estados Unidos, em 2006, os cibercondríacos representavam 160 milhões de pessoas navegando na rede. Mas calma lá! Para ser diagnósticada como cibercondríaca, é preciso que a pessoa tenha verdadeira obsessão por sites sobre saúde, acredite piamente que sente cada sintoma do que lê e também faça consultas virtuais e até tome remédios indicados por outros internautas, sem prescrição ou acompanhamento médico.

Se você é do tipo que apenas usa a internet para ficar sabendo mais sobre uma determinada doença, tem na rede um apoio ao dignóstico feito por especialista em consulta ao vivo e não se automedica, parabéns, você está apenas se informando. Não há mal nenhum em entrar na internet e pesquisar mais sobre uma doença que o seu médico diagnosticou em você após um exame clínico e laboratorial. Existem bons sites que ao invés de prescrever remédios e tratamentos, apenas dá dicas de bem-estar e orientações gerais sobre higiene e cuidados básicos. O importante é ficar de olho na confiabilidade da informação divulgada pelos sites e blogues. Cheque sempre se o post tem fontes e links para instituições confiáveis. Em se tratando de saúde, confiável quer mesmo dizer oficial: Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Organização Mundial de Saúde, Fundação Osvaldo Cruz, Instituto Butantã, as sociedades e entidades médicas reconhecidas como a Sociedade Brasileira de Oftalmologia ou Cardiologia, entre outras, artigos assinados por médicos registrados e com know how sobre a área tratada no texto. Não adianta, por exemplo, um ortopedista escrever sobre doenças do coração, porque a especialidade dele é outra.

google medicsEis uma situação séria. A internet é como o mundo: enorme, cheia de coisas fascinantes e maravilhosas, mas igualmente perigosa. Em  blogs ou sites não especializados, e muito menos fora deles, quem não é médico não pode prescrever medicamentos e nem fazer diagnóstico. Pelo simples fato de que prescrever remédios, tratamentos, fazer diagnóstico e interferir na saúde de alguém sem ser especialista formado e com registro para tal, configura-se em exercício ilegal da medicina. É crime. Sem contar que é irresponsável e leviano. Remédio errado, como já foi dito em outros posts aqui no Conversa, pois estamos sempre batendo nesta teclinha, pode provocar desde uma simples alergia até levar a morte.

Pessoalmente, costumo navegar na internet em busca de informações confiáveis cada vez que meu médico me diz que tenho algum problema. Como sou asmática e alérgica a vários tipos de medicamentos, também costumo ler a bula de cada remédio prescrito para mim. Se precisar ir para uma emergência, sei dizer na ponta da língua as substâncias que não posso tomar. No entanto, por não ser médica, tudo o que eu pesquiso, levo para dentro do consultório, para discutir com o profissional de saúde que me atende. É uma forma de não ficar perdida na fala do especialista e de me informar, mas daí a querer passar por médica e decidir sobre meu próprio tratamento, vai uma diferença enorme.

O importante seja na internet ou fora dela, é usar o conhecimento adquirido em prol do nosso bem-estar e também do bem-estar coletivo, social. Não devemos transformar tudo o que lemos em sites, revistas, livros, e muito menos tudo o que ouvimos por aí, em leis máximas ou verdades absolutas. Muito menos, podemos sair por aí replicando coisas sobre as quais não temos conhecimento aprofundado. Visão crítica é importante em tudo na vida, deste os atos e exercícios diários como cidadãos (votar, fiscalizar partidos e candidatos, exigir nossos direitos e etc) até saber selecionar com critério que tipo de informação entra nas nossas vidas e o que vamos fazer dessas informações para garantir nossa segurança e das pessoas ao nosso redor.

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Releitura da Abolição

Da série, Mulheres que fazem a diferença

A historiadora baiana Wlamyra Albuquerque, professora da Universidade Federal da Bahia, lançou na última terça, dia 12, o livro O Jogo da Dissimulação – Abolição e Cidadania Negra no Brasil, em que propõe uma ressignificação do 13 de Maio. Ao invés do que dizem os livros didáticos, que a abolição da escravatura foi uma concessão da princesa Isabel e até um gesto de bondade da regente, a pesquisadora propõe uma análise mais crítica do episódio histórico, demonstrando com base em documentos e registros, que a abolição ocorreu devido a pressões sociais e, principalmente, porque os próprios negros sempre lutaram pelo reconhecimento de sua condição enquanto cidadãos livres.

Isabel de Bragança em foto tirada no exílio, na França
Isabel de Bragança em foto tirada no exílio, na França, onde viveu após a proclamação da república, até sua mort, em 14 de novembro de 1921

Ao longo dos 300 anos de escravidão no Brasil, diversas fugas, rebeliões de escravos, escamaruças em quilombos e campanhas exerceram tal pressão sobre o governo imperial que a assinatura da Lei Áurea era inevitável. O Brasil também recebeu muita pressão externa para eliminar o trabalho servil. Wlamyra vai mais longe na sua pesquisa e revela que quando a lei foi assinada, mais de 80% da população negra já era liberta e essa liberdade foi conquistada mais por meios próprios do que por benevolência dos senhores. Os escravos, aqui na Bahia, por exemplo, uniam-se em irmandes responsáveis por juntar caixas de pecúlio e usar esse dinheiro para comprar a alforria uns dos outros. Negros de ganho, escravos que trabalhavam nas ruas como carregadores e vendedores, também juntavam o quinhão para a compra da liberdade.

Em 2000, fiz uma entrevista com Wlamyra, na época, ela lançava um livro sobre o 2 de Julho – Independência da Bahia – partindo também de estudos que resignificavam a festa maior dos baianos. Na pesquisa, a historiadora ressaltava o caráter popular da guerra da Independência. A Bahia foi o último reduto do comando português no Brasil e foi o estado onde a Independência do Brasil se consolidou, pois um levante popular permitiu que os últimos soldados portugueses fossem expulsos do país.

Quem é quem:

Wlamyra Albuquerque* – Graduada em História pela Universidade Católica do Salvador (1991), mestra em História pela Universidade Federal da Bahia (1997) e doutora em História Social da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas (2004). É professora da Universidade Federal da Bahia. Desenvolve pesquisa e orienta trabalhos que versam sobre abolição, racialização, culturas e identidades sócio-raciais no Brasil.

*Informações retiradas do currículo lates da pesquisadora, disponível aqui.

Princesa Isabel – A filha do imperador Pedro II foi a primeira senadora brasileira, cargo a que tinha direito como herdeira do trono, segundo a Constituição do Império, promulgada pelo avô Pedro I, em 1824. Nasceu no Rio de Janeiro, em julho de 1846 e morreu em 1921, na França. Foi regente do império três vezes. A abolição foi assinada no seu último período de regência. Pelo ato, a princesa recebeu o título de “Redentora”. Essa visão é que a historiografia moderna tenta mudar, mostrando que a princesa agiu por pressões políticas e sociais e não por caridade. Com a Proclamação da República, teve de deixar o Brasil com o resto da família real.

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