Saúde & Fitness: Por que é tão difícil mudar o estilo de vida dos pacientes hipertensos?

Essa semana, um colega de trabalho, na casa dos vinte e poucos anos, teve uma crise hipertensiva e precisou voltar mais cedo para casa. Quando ele me contou que sofria de “pressão alta”, e nem tem 25 anos ainda, não acreditei! A verdade é que a doença ataca cada vez mais cedo e requer cuidados. Pensando nesse conhecido, que tão jovem já precisará adotar um novo estilo de vida, selecionei para a coluna Saúde & Fitness deste domingo, uma reportagem sobre a hipertensão. Confiram:

*Por que é tão difícil mudar o estilo de vida dos pacientes hipertensos?

“Mas eu nunca tive pressão alta…”,  afirmam muitos pacientes, como se nascessemos hipertensos… E não o contrário, como se não nos tornássemos hipertensos, ao longo de nossas vidas.

“Saber-se hipertenso pode trazer consigo uma sensação de fragilidade e desamparo diante de uma condição incurável, onde teremos que tomar medicamentos para o resto de nossas vidas”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional, em São Paulo.

É compreensível que o ser humano se sinta extremante inconformado com as limitações impostas pelas doenças crônicas. Isso ocorre com o diabetes, com a obesidade e também com a hipertensão arterial.

“Há um estágio inicial, após o diagnóstico, em que as pessoas até tentam seguir as orientações médicas. Mas, com o passar do tempo, o ânimo inicial cede lugar para o cansaço, a dieta restrita em sal, tão importante para o tratamento eficaz, já não é seguida à risca, o uso comedido do álcool sucumbe ao abuso. A prática de atividade física e a suspensão do tabagismo parecem muito difíceis de serem implementadas. “Há uma rebeldia ou uma total negligência aos detalhes já bem reconhecidos como protetores ou facilitadores do tratamento”, diz a endocrinologista.

“Nesse momento, é muito importante que esse paciente possa contar com um médico que possa ser acolhedor o bastante e esclarecedor o suficiente para dar a esse paciente a chance de optar pelo tratamento de maneira bem amadurecida”, alerta Ellen Paiva.

Mudanças que não assustam – Realmente, devemos ser realistas. A vida não poderá mais ser como antes… Mas ela pode ser muito melhor do que antes, se formos maduros e estivermos engajados no nosso próprio tratamento. “Além disso, quando um paciente, na faixa dos  45 – 55 anos fica hipertenso, já não seria em boa hora para ele começar a cuidar melhor do seu peso e da sua ingestão de sal? Já não está na hora de parar de fumar, beber menos, se exercitar mais e finalmente adotar um estilo de vida mais adequado à sua idade?”, questiona a médica.

Os medicamentos para o tratamento da hipertensão arterial estão numa fase de avanço tecnológico que dificilmente não conseguimos normalizar a pressão de um paciente. “Entretanto, mesmo com uma pressão arterial normal, com o uso de vários medicamentos hipotensores, um paciente obeso, sem atividade física, que beba muita bebida alcoólica e/ou fume, poderá não se livrar das complicações crônicas da hipertensão, como o infarto e o derrame. Assim, essas mudanças de hábitos do paciente hipertenso são tão importantes para o tratamento da doença como os medicamentos hipotensores disponíveis no mercado”, destaca a diretora do Citen.

Hoje, para enfrentar qualquer doença crônica que exija mudanças de hábitos, ninguém vai encontrar facilidades. “Mas, o que esses pacientes, muitas vezes, não sabem é que o tratamento eficaz das condições clínicas associadas a estas doenças crônicas é o que garante a normalidade da vida, a coexistência pacífica com a doença”, destaca a endocrinologista.

Saiba mais:

No site – www.citen.com.br

Via Twitter – @Citensp

Por email – [email protected]

*Texto de Márcia Wirth, enviado ao blog pela MW- Consultoria de Comunicação

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Saúde & Fitness: Algumas questões sobre artrite reumatóide

A série Saúde & Fitness foca mais no tema saúde neste domingo, para abordar uma doença que afeta bastante a qualidade vida das mulheres: a artrite reumatóide. O texto abaixo é da jornalista Márcia Wirth, da MW Consultoria de Comunicação, e traz dados de pesquisas recentes, bem como esclarecimentos prestados pelo reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo). Confiram e se conhecerem alguém afetado pela doença, ajudem a disseminar as informações abaixo:

*Três quartos das mulheres que têm artrite reumatóide sofrem dores diárias

Familiares dos pacientes são afetados emocionalmente pelo diagnóstico da doença

Quase três quartos (72%) das mulheres diagnosticadas com artrite reumatóide sofrem com dores diárias, apesar do fato de 75% delas receberem medicamentos para alívio da dor. Os números são de um estudo apresentado por Paul Emery, professor de Reumatologia da Universidade de Leeds, no Reino Unido, durante o Congresso Anual da Liga Européia Contra o Reumatismo. Os dados coletados por Emery abrangem mulheres de sete países: Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, E.U.A. e Canadá.

Segundo a pesquisa, 27.459 mulheres com idades entre 25-65 (média 46 anos) foram recrutadas para o estudo através de um painel de pesquisas on-line, dos quais 1.958 foram elegíveis para análise do preenchimento do questionário, entre 30 de julho e 31 de agosto de 2009. 75% tinham sido diagnosticadas com artrite reumatóide por mais de um ano.

A pesquisa destacou também o impacto emocional, social e físico da artrite reumatóide na vida destas mulheres. As participantes do estudo relataram que sofrem muito com a doença, além das dores físicas, foram relatados sentimentos de distanciamento e isolamento. A doença afeta também as relações íntimas:

– 40% das mulheres solteiras afirmaram que é mais difícil encontrar um parceiro;

– 22% das entrevistadas divorciadas ou separadas afirmaram que de alguma forma, a artrite reumatóide teve um papel na sua decisão de se separar de seu parceiro;

– 68% das mulheres com artrite reumatóide relatou esconder sua dor dos mais próximos;

– 67% disseram que estão constantemente a procurar de novas “ideias” ou “alternativas” para amenizar ou acabar com a dor que sentem.

“Os dados confirmam que a dor física é a questão primordial para as mulheres com artrite reumatóide, mas a doença as atinge mais profundamente, afetando o seu bem-estar físico, social e emocional. O trabalho destaca a complexidade do tratamento destas pacientes. É um processo que vai além do controle dos sintomas ou do alívio da dor”, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Inflamação nas mãos. Doença tem causa ainda desconhecida, mas afeta preferencialmente as mulheres

A adoção de estratégias de tratamento para reduzir a dor, restabelecer a produtividade no trabalho e de gestão do impacto social da artrite reumatóide é de grande importância no manejo clínico desses pacientes. “O estudo aprofundado do impacto negativo da doença e da dor sobre a produtividade laboral das entrevistadas revelou que 71% das entrevistadas se consideravam menos produtivas por causa da artrite reumatóide”, destaca Lanzotti.

O estudo revelou impactos, a longo prazo, da artrite reumatóide sobre a vida profissional:

– 23% das entrevistadas pararam de trabalhar;

– 17%  informaram  uma redução na jornada de trabalho.

Família e amigos sofrem também – Outro estudo apresentado, durante o Eular 2010, destacou o sofrimento psíquico de familiares e amigos de pacientes com artrite reumatóide. A autora da pesquisa é Julie Taylor da Universidade de West England, em Bristol, Reino Unido.

Taylor e sua equipe de pesquisadores entrevistaram familiares de pacientes com artrite reumatóide, visando avaliar seus sentimentos no momento em que seus familiares foram diagnosticados com a doença e a forma como eles conviveram com o diagnóstico, com o passar do tempo. Após a análise dos dados, os pesquisadores relataram que os familiares de pacientes com artrite reumatóide relataram os seguintes problemas:

• Emocionais: de uma maneira geral, os familiares expressaram uma tristeza imensa e uma perda de significado “no conceito de futuro”, tanto em relação a si mesmos, quanto em relação ao familiar doente;

• De adaptação: vários entrevistados disseram esperar uma cura para a doença. Mas, após um tempo maior de diagnóstico da doença, os familiares reconhecem que a pessoa afetada e eles mesmos continuarão a conviver com a artrite, durante toda a vida do paciente;

• De enfrentamento: os familiares relataram sentimentos de rejeição, desamparo e ocultação, tanto da condição de saúde do familiar doente, quanto dos impactos que a doença provocou ao relacionamento familiar;

• De falta de apoio e informação: a maioria dos entrevistados revelou-se relutante em participar de um grupo de apoio específico sobre a doença, apesar de reconhecerem sua importância.

“Os resultados desta outra pesquisa servem de alerta para os profissionais de saúde. Apenas uma equipe multidisciplinar de atendimento é capaz de suprir todas as necessidades do paciente com artrite reumatóide e sua família”, defende o diretor o Iredo.

O diagnóstico das doenças reumáticas pode ter um impacto muito negativo na vida familiar. Muitas associações que lidam com o tema, como a inglesa Arthritis Care e a portuguesa ANDAR realizam estudos com os familiares onde são relatados comumente sentimentos de desesperança e de descrédito no futuro.

A prática regular de atividade física previne o surgimento de artrites e reumatismos, bem como da dor crônica, mas um paciente acometido de uma doença como a artrite reumatóide, que é degenerativa, só pode se exercitar de acordo com orientação médica e a depender do grau da doença

Geralmente, após o diagnóstico da doença, a  família não só têm de aprender novas habilidades para prestar cuidados físicos ao paciente, mas também se vê obrigada a ajustar atitudes, emoções, estilo de vida e  rotina.

“Essas associações e grupos de apoios têm papel relevante no tratamento da artrite reumatóide, pois oferecer apoio e suporte à família do doente crônico é tão importante quanto tratar este paciente. É uma das vertentes do tratamento. Um ambiente familiar mais harmonioso favorece muito o tratamento e o controle da doença crônica”, defende o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti.

Para saber mais:

Visite o site www.iredo.com.br

Leia o blog vivendosemdor.wordpress.com

Ou siga no twitter: @sergiolanzotti

Para esclarecer dúvidas: [email protected]

*Texto enviado para o email do blog por MW Consultoria de Comunicação e publicado mediante autorização, desde que citada a fonte e respeitada a integridade do material.

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Receita caseira para uma esfoliação corporal

Nada como uma receitinha cosmética caseira para dar um descanso ao bolso nos momentos de aperto no orçamento. Recebemos um e-mail bem bacana com uma receita para fabricar em casa um esfoliante corporal. Já sabemos da importância da esfoliação para a renovação celular. O procedimento deixa a pele mais uniforme, macia e ajuda na hidratação.

“A esfoliação tem a função de acelerar o turn over da pele, ou seja, a renovação das suas células e também de afinar a camada córnea (primeira camada da epiderme), o que favorece a penetração de cosméticos e uma melhor hidratação”, explica a médica pós-graduada em dermatologia, Dra. Mariana Panzardi, que acrescenta: “O ideal é esfoliar o corpo todo 1 vez por semana, pois áreas como cotovelos, joelhos e pés se forem esfoliados com muita frequência podem estimular o engrossamento da pele”.

O e-mail nos foi enviado pela assessoria de comunicação Flöter&Schauff e traz mais algumas dicas da Dra. Mariana Panzardi para uma esfoliação eficiente e segura. Vamos aos esclarecimentos trazidos pelo e-mail:

“O primeiro passo para fazer uma boa esfoliação é conhecer o seu tipo de pele e também escolher o produto conforme a área que será esfoliada, pois existentes produtos bastante abrasivos e outros mais suaves. Após a esfoliação, é importante hidratar bem a pele para repor a água perdida e a gordura que fazem parte da película protetora da pele.

A pele do rosto pede um cuidado especial, ou seja, o esfoliante usado não deve ser muito abrasivo para não ferir a pele. Já a pele acnéica pede um cuidado mais intenso. Para peles com acne é bom evitar os esfoliantes mecânicos, como buchas e sabonetes abrasivos, e utilizar mais os esfoliantes químicos – alguns tipos de ácidos conferem conforto e segurança para não piorar o quadro acnéico e a inflamação na pele causada pela acne”.

E agora, meninas, a receitinha caseira de que falei no início:

Esfoliante Corporal

Ingredientes:
-3 colheres de sopa de iogurte
-1 colher de sobremesa de sais para banho
-2 colheres de sopa de mel
-2 colheres de sopa de aveia em flocos

Modo de preparo:

Misture bem os ingredientes em um recipiente até conseguir uma consistência cremosa.

Aplicação:
Aplique com movimentos vigorosos e circulares nos pés, mãos, cotovelos e joelhos, no máximo uma vez por semana.
Sem retirar a mistura, envolva em plástico filme e deixe por aproximadamente 15 minutos.
Retirar com água e finalizar com creme à base de uréia 20%, que pode ser encontrado em perfumarias e drogarias.

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Saúde & Fitness: Foco no sorriso

Quem é que não quer ter o sorriso de comercial de pasta de dentes da atriz Scarlett Johnson?

A série Saúde & Fitness deste domingo foca no sorriso. Que rir é um santo remédio, sabemos muito bem, mas há certos cuidados com a saúde da boca que também ajudam bastante a prevenir tanto problemas médicos quanto estéticos. De nada adiante ser lindas de morrer, super maquiadas e cheirosas, se os dentes estão em estado de lástima. Essa semana vi na tv uma reportagem dizendo que o índice de dentes cariados entre as crianças brasileiras caiu de dez para um, na faixa etária dos oito anos de idade. Ou seja, as campanhas de prevenção estão dando certo com a turminha. Adulto, porém, é sempre mais difícil de convencer e é por isso que escolhi para hoje algumas dicas do dentista Flávio Luposeli que desmistificam alguns hábitos e receitinhas caseiras. Confiram:

*Verdade x Mentira: 15 fatos de cair o queixo
Quem nunca cometeu o pecado de fazer certas “receitinhas” para ficar com o sorriso bonito? Elas podem até funcionar na hora, mas será que não prejudicam a saúde? Flávio Luposeli, cirurgião dentista, esclarece mitos e verdades:

MENTIRA – Creme dental clareador funciona
Ele faz apenas uma limpeza da superfície, o que dá a falsa impressão de dentes mais claros. No entanto, é preciso ter cuidado com esse tipo de pasta: ela pode ser utilizada como um complemento às técnicas de clareamento para manter o resultado conquistado por seu dentista. Mas podem trazer prejuízos a estrutura do esmalte dos dentes, devido a sua abrasividade.

VERDADE – Palitar os dentes machuca a gengiva
Normalmente, quem tem esse costume não sabe manejar direito o palito e acaba ferindo a gengiva. O acessório só deve ser usado em situações de emergência para remover (sem tocar na gengiva) os resíduos de alimento entre os dentes. Mas as pessoas sempre acabam cutucando muito, inserem a ponta de madeira cada vez mais nos vãos e se machucam. A melhor maneira para a higienização ainda é por meio do fio dental.

MENTIRA – Maçã substitui a escovação
Definitivamente, não! Por ser um alimento fibroso, ela promove certa limpeza, mas não elimina a velha e boa escova de dentes. Além disso, a fruta contém açúcar e é bastante ácida, após seu consumo deve-se promover a higienização normal dos dentes com o uso de fio dental e escova dental.

VERDADE – Dente-de-leite em adulto é problema
Por ser pequeno, ele pode não estar em perfeita articulação com os demais e isto pode ocasionar problemas sérios na mastigação. A solução? Arrancar o mesmo e colocar uma prótese no local.

MENTIRA – Mascar chiclete acaba com o mau hálito
Quem já tentou essa artimanha sabe que o sucesso é temporário. Na hora você pode até sentir um alívio pelo aroma que a goma de mascar oferece, mas quando a real causa não é devidamente tratada, o odor desagradável volta logo depois.

VERDADE – Usar enxaguante bucal diariamente é essencial
Os produtos que têm um teor alcoólico alto podem ser prejudiciais à mucosa da boca, pois acabam desidratando e deixando-a seca. Além disso, podem afetar as papilas gustativas e alterar o paladar. Existem alternativas melhores como enxaguantes sem álcool, mas o correto é consultar um dentista para que seja prescrito o produto certo com a freqüência correta para cada caso.

MENTIRA – Siso não serve para nada
Se o popular “dente do juízo’ nascer em perfeita ordem, não representa nenhum risco para a saúde bucal e funciona como qualquer outro de seus companheiros. Hoje em dia é muito comum os jovens fazerem tratamento ortodôntico para arrumar a arcada dentária para que o nascimento do siso não atrapalhe a harmonia do sorriso. Em alguns casos, recomenda-se extraí-lo, mas não é regra.

VERDADE – Chupar limão desgasta o dente
A acidez do limão pode corroer o esmalte. Quem tem esse costume – e  coloca em prática em média de três a quatro vezes ao dia – pode vir a apresentar desgaste com o passar do tempo. Se você é fã somente da limonada, pode ficar tranquila. Ainda que tome o suco diariamente, dificilmente irá estragar o esmalte. Lembrando que após o consumo, a boca deverá ser higienizada.

MENTIRA – Escova dura limpa melhor
Você já deve até estar com o discurso pronto: quando higieniza os dentes com outro tipo de escova não sente limpar. Além de machucar a gengiva por causa do atrito, as cerdas nada macias – junto à força empregada – representam riscos ao esmalte e aumentam a sensibilidade dos dentes.

VERDADE – Morder caroço faz mal
O risco maior é o de uma fratura do dente.

MENTIRA – Antibiótico deixa o sorriso amarelado
Quando os dentes já estão formados, não há como a ingestão deste medicamento provocar manchas. A origem deste mito tem fundamento: antigamente, era comum os médicos receitarem tetraciclina para crianças com as amídalas inflamadas, o que alterava a coloração dos dentinhos em formação.

VERDADE – Mastigar a ponta da caneta prejudica a mordida
Além de desgastar o esmalte dos dentes, o ato repetitivo pode alterar a posição dos mesmos, causando modificações na mordida. Além disso, esse hábito pode trazer sérias complicações aos músculos da mastigação.

MENTIRA – Bicarbonato deixa tudo branquinho
Você pode até ter a sensação de que seus dentes estão mais claros. Mas na verdade, esse produto só faz uma limpeza superficial. Como retira a sujeita de cima, a pessoa tem a falsa impressão de que o sorriso está mais branco, porém não houve clareamento real, somente um clareamento superficial.

VERDADE – Tomar refrigerante escurece a dentição
Qualquer alimento que tem corante pode manchar os dentes. Algumas dessas bebidas são ácidas e isso pode fazer com que os dentes fiquem porosos, além disso, a maioria desses líquidos tem muito açúcar na composição, o que acaba gerando cáries.

Serviço: Para saber mais visite o blogdosorrisoperfeito.blogspot.com

*Flávio Luposeli é cirurgião dentista, especialista em Estética do Sorriso, pós graduado em Ortodontia pela SPO, pós graduado em Disfunções Têmporomandibulares e Dor Orofacial pela UNIFESP, Escola Paulista de Medicina e mestre em Disfunções Têmporomandibulares e Dor Orofacial pela UNIFESP, Escola Paulista de Medicina, entre outros títulos.

**Material encaminhado ao blog pela assessoria de comunicação de Flávio Luposeli

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Saúde & Fitness: Caminhada no combate às dores

Domingo é dia dos artigos e reportagens da série Saúde & Fitness aqui do blog e para hoje, reservei uma contribuição do ortopedista Fabio Ravaglia sobre os benefícios da caminhada na prevenção e tratamento às dores musculares. Hoje amanheceu um sol frio, céu azul e ventinho fresco aqui em Salvador, clima gostoso para uma boa caminhada. Me inspirei no dia para selecionar o material da série. Que sirva de inspiração a vocês também!

**A caminhada no combate às dores em músculos e ossos

*Dr. Fabio Ravaglia

A atividade física ajuda a combater dores nos músculos e nos ossos? É possível, com exercícios, reduzir dores nas costas, no joelho, na cabeça, nas pernas e outras tantas que nos incomodam no dia a dia?  Para começar, é certo que as atividades físicas são fundamentais para que o corpo não enferruje. Costumo dizer isto para pessoas  de qualquer idade, porque já é passado o tempo em que somente idosos ficavam parados. Hoje, é comum ouvir de jovens e mesmo crianças queixas de dores por causa de má postura ou por movimentos repetitivos, por exemplo. Um segundo ponto importante está em manter bons hábitos durante toda a vida para garantir um sistema musculoesquelético saudável e forte para sustentar o organismo. Se a dor se apresenta porém, e há que enfrentá-la, certamente os exercícios físicos têm sido utilizados com sucesso na reabilitação ou como um componente de controle. Em muitos casos, recomendo a caminhada como exercício físico para meus pacientes. É uma maneira natural de movimentar o corpo, praticando uma atividade física de baixo impacto, que pode ser adotada pela grande maioria das pessoas.

São mais de 300 doenças reconhecidas pela ciência, que afetam ossos e músculos. Dores nas costas, nos joelho, no pescoço, na cabeça, nos braços ou nas pernas; fibromialgia, osteoporose, lombalgia, osteoartrite e outras questões de saúde têm a intensidade da dor reduzida quando o tratamento envolve a prática de exercícios físicos. A diminuição da dor induzida pela atividade física pode ocorrer já nas primeiras sessões, quando os movimentos são criteriosamente receitados por médicos e acompanhados por fisioterapeutas ou por profissionais de educação competentes. A melhora já pode ser percebida apenas por não deixar músculos e ossos parados, mesmo que por pouco tempo. Os exercícios aeróbicos, como é o caso da caminhada, podem ser realizados com intensidade moderada no início da prática, para não causarem impacto no paciente com dor.

A praia, a beira-mar, onde a areia é mais compacta, é espaço ideal para uma boa caminhada em dupla

Ainda não são conhecidos o tempo e a duração ideal de exercícios físicos para a maior parte das condições de dor musculoesquelética. Então, é a prática com cautela e a tolerância do paciente que vão determinar a duração e a intensidade de cada sessão. Uma coisa é certa: há pessoas que se adaptam rapidamente a exercícios e melhoram significativamente após uma curta sessão. Noto isto com os frequentadores do Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança, evento organizado pelo Instituto Ortopedia & Saúde, ONG que presido e é responsável pela promoção de uma caminhada monitorada por médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física. Uma vez por mês, acompanho a caminhada de cerca de 30 minutos e o que ouço dos participantes é que chegam ao Parque Trianon com dor e saem sem dor. A ideia de organizar um evento que promovesse a atividade física surgiu em 2005, justamente ao perceber que as dores osteomusculares, às vezes, são negligenciadas pelos pacientes e mesmo por alguns profissionais, por sua complexidade de entendimento e entraves na investigação. A pessoa pode ter hérnia de disco e a dor mais forte estar nas pernas, o que a leva a pensar que o problema não está na coluna. Então, vai ao cardiovascular e não entende porque ele pede para ir ao ortopedista. E a demora no tratamento tende a agravar o quadro. Problemas de simples correção podem se tornar dores crônicas.

Mas, por que fazer atividade física ajuda a combater a dor musculoesquelética? Movimentos  aumentam os níveis plasmáticos de endorfinas, com isso a percepção da dor diminue. Além disso, alongamento e relaxamento da musculatura aliviam a tensão no local e a dor desaparece. Por outro lado, mexer-se ajuda a fortalecer os músculos para que trabalhem melhor na sustentação dos ossos; os movimentos, por sua vez, costumam melhorar o funcionamento das articulações e chegam a aumentar a lubrificação nas cartilagens, aliviando dores nos ossos.

O aprazível parque Trianon, em São Paulo, serve de cenário para caminhadas promovidas pela Ong presidida por Fabio Ravaglia

Quando alguém diz: “Doutor, mas dói quando eu me mexo”, o médico precisa avaliar, compreender e agir, recomenda a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (Sbed), que durante este ano está se dedicando à divulgação das dores musculoesqueléticas. A iniciativa está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que definiu os anos 2000 a 2010 como a Década dos Ossos e das Articulações, com quatro importantes pilares a serem tratados (doenças crônicas das articulações, osteoporose, dor na coluna vertebral e traumas). Em caso de dor, o médico pode recomendar um programa de exercícios supervisionados,  como uma terapia para eliminar o sofrimento. Melhor ainda que praticar atividade física como uma terapia é praticar para ser saudável e manter as funcionalidades do corpo humano e do aparelho locomotor. Infelizmente, não me surpreende a informação de que 13,5% dos brasileiros se queixam de dores na coluna, divulgada recentemente no Suplemento de Saúde da Pnad 2008 (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios). O mesmo levantamento traz um dado assustador: apenas 10% da população pratica atividade física de lazer, que é a recomendada pela OMS. A própria OMS recomenda que a atividade física deva ser regular, pelo menos trinta minutos, cinco vezes por semana. A pessoa que se exercita fica menos propensa a desenvolver diabetes, hipertensão e doenças tireoidianas, além de todos os problemas musculoesqueléticos.

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*Fabio Ravaglia é médico ortopedista graduado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp), especialização em coluna vertebral pelo Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho (Santa Casa de Misericórdia de São Paulo) e mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Atuou como cirurgião ortopédico em hospitais ligados à Universidade de Bristol, na Inglaterra e na Alemanha, fez especialização em avançadas técnicas para cirurgias de coluna minimamente invasivas. É também membro do corpo clínico externo dos hospitais Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Santa Catarina; diretor-presidente da Arthros Clínica Ortopédica; membro emérito da Academia de Medicina de São Paulo e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT. Desde 2005, preside o Instituto Ortopedia & Saúde, Ong que tem a missão de difundir informações sobre saúde e prevenção a doenças e que organiza o Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança.

**Artigo encaminhado ao blog pela assessoria do Instituto Ortopedia & Saúde e publicado mediante autorização, desde que devidamente citada autoria e fonte de informações.

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Serviço: Programa “Saúde da Mulher” realiza exames gratuitos em Camaçari e Dias D´ávila

O programa Saúde da Mulher, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, vai beneficiar  os distritos baianos de Alto da Bela Vista, Açu da Capivara e Água Fria/Cordoaria, na região de Camaçari e Dias D´ávila (Região Metropolitana de Salvador). Promovida pela empresa Monsanto Nordeste, a iniciativa também realiza exames para prevenir os cânceres de mama e de colo do útero através da orientação e diagnóstico das mulheres de comunidades carentes. Grande parte das localidades atendidas está situada numa área quilombola (ou seja, remanescente de antigos quilombos), habitada por famílias descendentes de escravos.

Até o dia 13 de agosto será realizada a triagem das pacientes. A partir do dia 16 até o dia 18, as comunidades terão reuniões acompanhadas de palestras e peças de teatro sobre a saúde feminina. O programa Saúde da Mulher também vai realizar exames preventivos (para quem nunca fez ou realizou o procedimento há mais de um ano) e mamografias (para mulheres acima de 40 anos ou que têm antecedentes), entre os dias 25 e 27 de agosto. Durante os três dias, cerca de 200 usuárias farão os dois exames, em uma clínica especializada, no município de Camaçari.

Implantado em 2006, o Saúde da Mulher integra três grandes ações: capacitação de multiplicadores, atendimento clínico e relatório de avaliação. Mais de mil mulheres já foram atendidas. Só em 2009 foram realizados 200 exames preventivos e 200 mamografias. Desse total, 5% dos diagnósticos apresentaram alterações e foram imediatamente indicados para o acompanhamento junto à Secretaria de Saúde.

A Monsanto Nordeste conta com o apoio das Secretarias de Saúde, de Educação e da Mulher, em Camaçari, para realizar a ação. Além disso, apoiam a iniciativa o PSF (Programa Saúde da Família), agentes de Saúde do município, a Prefeitura Municipal de Camaçari, lideranças comunitárias locais e a Rede Educare.

PALESTRAS E ATENDIMENTOS – 2010


COMUNIDADE
PALESTRASEXAMES CLÍNICOS
Agua Fria/ Cordoaria16 de agosto25 de agosto
Açu da Capivara17 de agosto27 de agosto
Alto da Bela Vista18 de agosto26 de agosto

Serviço:

Para obter mais informações sobre a iniciativa, acesse:

www.monsanto.com.br
www.twitter.com/monsantobrasil
www.youtube.com/monsantobrasil

*Com informações da Assessoria da Monsanto Nordeste

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Saúde & Fitness: Contra as dores de inverno, mexa-se!

Depois de um longo período de pausa, a série Saúde & Fitness do nosso blog está de volta com um material bem interessante sobre as dores sentidas durante os dias mais frios do inverno e as formas de prevenir esse desconforto através da prática de exercícios simples: caminhada e alongamento. Quem nos orienta é o ortopedista Fabio Ravaglia, especialista em coluna vertebral e presidente do Instituto Ortopedia & Saúde.

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**Contra as dores de inverno, mexa-se!

*Fabio Ravaglia

O frio, para muita gente, pode trazer problemas como dor nos ossos, nas articulações, na musculatura; sintomas de artrose e de bursite se acentuam; dor de ouvido, dor de cabeça; sem falar nas gripes e resfriados e suas respectivas dores no corpo. O que fazer? Primeiro nem sonhe em ficar parado. Para combater os males do frio sobre o corpo humano, a regra é: mexa-se! Veja a seguir dúvidas muito comuns das pessoas relacionadas ao inverno e como movimentar-se pode evitar diversos problemas, impedindo que o corpo enferruje nesta estação do ano.

1. Pessoas mais magras sentem mais frio?

As pessoas mais magras tendem a sofrer mais com a queda de temperatura, porque a gordura corporal dá uma proteção ao frio. Portanto, sentem mais frio em relação aos mais gordinhos. O corpo humano tem temperatura estável, por volta de 36 graus, dependendo de cada um. Quando faz calor precisa perder temperatura e quando esfria muito é o contrário, há necessidade de ganhar temperatura.

2. As pessoas ficam pálidas no inverno?

Ocorre que, com o frio, os vasos se escondem e o coração passa a bater mais forte para manter a temperatura corporal. Este esforço resulta na palidez do rosto.

3. Os ossos dóem mais no inverno?

Esta é uma pergunta que sempre ouço. A resposta é sim! E há explicação para isto.  É fato que, nos dias frios, aumenta a possibilidade de constrição vascular (diminuição do fluxo de sangue nos vasos do corpo) e a pessoa se encolhe ao sentir o frio, tensionando músculos e nervos. A tendência é de os músculos ficarem mais tensos ou terem contratura, o que ajuda a tornar algumas partes do corpo doloridas. Ficar encolhido pode afetar a postura e provocar dores na coluna. Além disso, nas articulações, o líquido sinovial — que fica mais espesso com o esfriamento do corpo —, pode gerar incômodos também.

Apesar dos poucos estudos sobre o impacto da baixa temperatura no organismo das pessoas, é fato que queixas de desconforto nos ossos, articulações e músculos são muito comuns nos consultórios médicos durante o inverno. O clima frio é um problema mais sério para quem sofre de algumas doenças crônicas. Na área de ortopedia há muitas reclamações de dores nas articulações. Os sintomas da artrose ou da bursite ficam acentuados. Não se sabe ao certo se a responsável por provocar as dores é a temperatura baixa ou a umidade do ar. Sem contar a sensação térmica, que é a temperatura percebida pelo corpo humano diante da conjunção do frio com o vento, que resulta em mais frio do que a temperatura marcada pelos termômetros. O fato é que as pessoas admitem que ficam sem disposição para a atividade física quando faz frio, o que é um erro para a saúde.

4. No inverno, é melhor tratar os problemas no corpo com bolsa de água fria ou quente?

Na verdade, tanto faz. Há uma controvérsia em fisioterapia sobre qual é a melhor opção para tratamento: o uso de calor ou frio? Digo que cada um tem uma função apropriada para cada problema e pode-se usar até alternadamente gelo ou bolsa de água quente ou o calor de lâmpadas. O tratamento com frio é mais completo porque é analgésico, a aplicação diminui a sensibilidade local e reduz a inflamação, quando ela existe. Em todo caso, havendo intolerância ao gelado porque a temperatura ambiente está muito baixa, o paciente pode fazer compressa quente. O calor faz com que aumente a circulação nos vasos associados, melhora a circulação na região e intensifica a atividade. A alternância entre o frio e o calor serve para tirar o inchaço do local.

5. Frio demais dá dor-de-cabeça?

A constrição sanguínea ou a contração muscular podem provocar dores na cabeça. Por isso, convém se agasalhar, usando toca ou chapéu, para manter esta parte do corpo mais relaxada. Dentro deste tema, algumas pessoas sentem dor-de-cabeça quando tomam sorvete, mesmo no verão. A explicação é a mesma: o frio do sorvete afeta a temperatura do sangue e dos músculos e desencadeia os mesmos sintomas de quando a temperatura ambiente não está alta.

6. O choque térmico provoca mesmo doenças?

Aqui a informação é importante, principalmente para quem sofre de doenças reumáticas: a troca de calor para frio ou vice-versa não causa a dor. A friagem sentida ao abrir a geladeira logo após tomar um banho quente, o chamado golpe de ar, já foi acusada de provocar paralisia facial. Hoje, não há discordâncias quanto a isto: a paralisia é provocada por um AVC, um derrame cerebral.

7. E gripes e resfriados?

As mudanças de temperatura podem ajudar a desencadear um quadro de resfriado. As gripes porém são transmitidas por microorganismos e independem de mudanças de temperaturas. Gripes e resfriados são doenças muito mais incidentes no inverno do que no verão. Por isso, recomenda-se a vacinação anual, inclusive dos tipos mais graves, como a causada pelo vírus H1N1, e evitar as mudanças bruscas de temperatura, protegendo sempre o corpo com agasalhos. No frio, o nariz e a garganta parecem mais sensíveis quando a pessoa apresenta um quadro de gripe e resfriado. Convém manter a higiene e ficar atento a novos sintomas, que poderão exigir outros medicamentos, sempre indicados pelo médico. Aliás, não se deve automedicar mesmo no caso de um simples resfriado.

8. Como ficar bem disposto nos dias frios?

Os músculos e articulações frequentemente parados ajudam a aumentar sintomas de muitos problemas de saúde, pela perda de flexibilidade. Com o passar do tempo, o sedentarismo tem sido o grande vilão da saúde. Como ninguém quer perder a autonomia quando ficar mais velho, a dica é mexer o corpo agora. Recomendo duas coisas muito simples: fazer alongamento e caminhada, fortes aliados no combate às dores de inverno. Estas atividades físicas são complementares e recomendadas quase que para todas as pessoas, em qualquer idade.

9. Como o alongamento ajuda?

Antes de fazer qualquer exercício físico, o alongamento é essencial e no frio, sua importância é crucial para destravar ossos, músculos e nervos para que o sistema locomotor funcione plenamente e com toda a facilidade. Os exercícios de alongamento são simples e podem ser praticados a qualquer momento. Ao levantar, espreguice e no trabalho ou na escola, estique pernas e braços, evitando ficar muito tempo em uma só posição. A maneira correta de se alongar é observar a postura ereta, posicionando a coluna reta, alinhada com a cabeça (para isto, utilize o queixo como guia: ele deve ficar paralelo ao chão). A partir daí, movimente braços, pernas e pescoço, esticando a musculatura e relaxando. Fique atento ao trabalho de músculos e articulações, que devem ser dobradas e desdobradas. O ideal é fazer alongamento pelo menos uma vez ao dia, todos os dias. Cada movimento, convém ser repetido três ou quatro vezes. No caso do alongamento ser praticado antes e depois da prática esportiva, é recomendável que a sessão dure cerca de dez minutos.

10. Como o hábito de realizar caminhadas pode ajudar?

O hábito de caminhar deve ser mantido em todas as estações do ano. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados para que a caminhada continue a ser uma prática saudável, mesmo no inverno. É importante saber que a respiração se altera na caminhada no inverno, porque o ar gelado entra pelo nariz e se choca com a temperatura interna do corpo – cerca de 36 graus centígrados. Além disso, ficamos mais vulneráveis a lesões musculares, gripes e resfriados.

E quais os cuidados para caminhar no inverno? Atenção redobrada ao alongamento! O alongamento deve ser feito, no mínimo, por 15 minutos. Mãos, pés e cabeça precisam de estimulação extra. Faça movimentos contínuos para que fiquem aquecidos. Além disso, não esqueça o agasalho, inclusive para as extremidades do corpo. Aconselho a caminhada pela manhã. Em outro horário é preciso proteger a pele porque mesmo no inverno os raios solares são nocivos e, quem mora em cidade grande, pode evitar as horas do meio do dia por causa da poluição do ar.

O exercício mexe com a musculatura e contribui para o bombeamento do sangue para as extremidades. Faça também um alongamento em todo o corpo, como se estivesse espreguiçando. Para esquentar os pés e as pernas, fique em pé, deixe os pés paralelos e role a planta do pé, ficando apoiado nas pontas e depois nos calcanhares, repetidas vezes, e para as mãos, coloque a palma para cima e massageie com o polegar a região do punho, alternando a direita e a esquerda. Caminhar ajuda a aumentar a resistência, o que ajuda a evitar resfriado e gripe. A receita do esquimó é correta: não deixe de movimentar o corpo, mesmo que haja muita neve lá fora.

*Fabio Ravaglia é médico ortopedista graduado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp), especialista em coluna vertebral pelo Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho (Santa Casa de Misericórdia de São Paulo) e mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Ele também preside o Instituto Ortopedia & Saúde, organização não-governamental que tem a missão de difundir informações sobre saúde e prevenção a doenças.

**Material encaminhado ao blog pela Printec Comunicação

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Prevenção à cegueira x tabagismo

Dividi o post de ontem, sobre mulheres e cigarros, em duas partes, porque senão ficaria em tamanho enciclopédico. Hoje, completo o assunto com outra reportagem, dessa vez falando sobre tabagismo e cegueira, com foco principal na terceira idade. Se ainda tem alguém nesse mundo de meu Deus que precisa ser convencido a parar de fumar, não é por falta de informação que a teimosa criatura persiste no erro, porque Ministério da Saúde, OMS e centros médicos dentro e fora do país não param de alertar, cigarro mata, e quando não mata, provoca diversos estragos no organismo, incluindo roubar-nos a luz dos olhos.

Parar de fumar é apelo para campanhas antitabagistas e de prevenção da cegueira

Deixar o cigarro é fator decisivo no curso da DMRI (Degeneração Macular Relacionada com a Idade)

Se a existência de tantas doenças ligadas ao tabagismo ainda não foi capaz de fazer alguém largar o vício, uma pesquisa inglesa relacionada ao uso do tabaco e aumento do risco de perder a visão traz novos elementos para reforçar a tese do “deixe o cigarro imediatamente”. Uma meta-análise de estudos sobre o efeito do cigarro sobre a saúde humana, reunindo dados de 12 mil participantes, fez uma ligação direta entre uma incidência aumentada de Degeneração Macular Relacionada com a Idade – DMRI -, e uma pior evolução desta doença em idosos fumantes.

Segundo os dados extraídos da pesquisa, as lesões provocadas pela DMRI poderiam ser revertidas, se o tabagismo não estivesse presente no estilo de vida destes pacientes  e uma  pior evolução dos casos poderia também ser evitada, após o diagnóstico da doença, se o paciente abandonasse o cigarro.

Um dado positivo e interessante apresentado pelos pesquisadores ingleses recomenda a inclusão “do ato de parar fumar” nas campanhas de prevenção de cegueira e antitabagistas. Eles relacionam como muito bem sucedida, neste sentido, uma iniciativa na Nova Zelândia, onde além da prevenção de problemas cardíacos e respiratórios, as autoridades de saúde visavam também a prevenção dos problemas de visão ao promoverem campanhas antitabagistas junto à população idosa.

Mapa mostra como a DMRI age no organismo

Uma doença que “pesa na terceira idade” – A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) se constitui, hoje, na principal causa de cegueira no mundo ocidental em faixas etárias superiores a 50 anos. Na medida em que aumenta a expectativa de vida das pessoas, aumenta também a incidência da DMRI no contexto da população geral.

Um importante estudo epidemiológico – Framinghan Eye Study – mostrou que 5,7% dos pacientes examinados, com idade superior a 52 anos, apresentavam diagnóstico de DMRI e que a manifestação dessa doença aumentava significativamente com o avançar da idade, observando uma prevalência de 28% em indivíduos com mais de 75 anos.

“Diversos fatores podem ser associados ou creditados como favorecedores ao aparecimento da degeneração macular. Assim, pessoas de pele clara e com olhos azuis ou verdes, exposição excessiva à luz solar, tabagismo, dieta rica em gorduras são fatores comprovadamente relacionados à maior incidência de degeneração macular relacionada à idade”, diz o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO.

A DMRI consiste, de um modo geral, no envelhecimento do fundus ocular, onde a retina perde gradualmente a capacidade de metabolizar e eliminar suas excretas, deixando que elas se acumulem sob a retina na forma de corpúsculos amarelados, chamados drusas. Em 90% dos pacientes acometidos é observada a forma denominada de DMRI seca ou não-exsudativa, caracterizada, pela observação das drusas. Nos 10% restantes encontramos a forma exsudativa da doença, caracterizada pela observação de drusas além do desenvolvimento de vasos sangüíneos anormais sob a retina – Membrana Neovascular Subretiniana. É a forma exsudativa a principal responsável pela devastadora perda visual central referida à degeneração macular.

“Por ser um importante problema de saúde pública, a oftalmologia tem se debruçado sobre o problema, na tentativa de evitar o aparecimento, conter o avanço e proporcionar a cura da doença”, destaca Centurion.

Investimento em prevenção – Ainda que não haja uma única causa conhecida para a origem da doença, sabe-se que a idade é o principal desencadeador do problema e que existem outros facilitadores da degeneração macular, como por exemplo, o excesso de colesterol no sangue.

“Fumantes têm mais propensão à doença, pois o cigarro acelera a oxidação do organismo e favorece a formação de drusas, que são acúmulos de substâncias nas camadas mais profundas da retina. As drusas são fortes indicativos de que há propensão para a degeneração macular e mostram que o metabolismo está envelhecendo e não tem mais condições de eliminar as substâncias que produz. A exposição à luz solar também pode desencadear a oxidação na mácula, por ocasionar morte celular na região e degenerá-la. Por isso, deve-se, sempre, usar óculos de sol com proteção contra os raios que possam lesionar a retina”, complementa o oftalmologista Juan Carlos Sanchez Caballero, que também integra o corpo clínico do IMO.

Por enquanto, a prevenção da doença é o exame oftalmológico de rotina, que deve ser feito pelo menos anualmente, onde o oftalmologista pode solicitar exames complementares, como a angiofluoresceinografia e a tomografia de coerência óptica (OCT). O auto-exame de retina também auxilia o diagnóstico precoce. Há necessidade de campanhas para a educação dos pacientes, especialmente os idosos, sobre a existência da doença. Outra forma de prevenção está ligada à ingestão de zinco e antioxidantes, como a luteína e o ômega 3, juntamente com a redução da ingestão de gorduras.

“Temos muito a fazer com o objetivo de prevenir o surgimento da degeneração macular. Apoiamos e incentivamos iniciativas antitabagistas devido a comprovada relação entre os piores quadros da doença e o cigarro. Acreditamos também que é  preciso envolver o oftalmologista generalista e o paciente, visando capacitá-los a realizar a detecção precoce da DMRI, quando as chances de melhora da visão e controle da doença são maiores. São necessárias também ações educativas após o diagnóstico da doença, para que o paciente faça o tratamento adequadamente e mantenha a monitorização do olho remanescente ”, diz Juan Caballero.

Para saber mais:
Site: www.imo.com.br
Email: [email protected]
Rede social: twitter.com/clinicaimo

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Outros posts sobre tabagismo no blog:

>>Ainda é tempo de falar em mulheres e cigarros

>>Cigarro! Para quê?

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*Texto produzido pela jornalísta Márcia Wirth, da MW Comunicação, e encaminhado ao blog para publicação

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*Sesab muda a data de vacinação contra meningite C

Segundo nota divulgada na imprensa, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), adiou o começo da campanha de vacinação gratuita, para a faixa etária dos 10 aos 14 anos, que ocorreria nos postos da capital nestes sábado (29) e domingo (30). Agora, a vacinação começará no domingo, 30, e se estenderá até a segunda-feira, dia 31 de maio, nos cerca de 50 postos da cidade (confira aqui a lista completa dos locais). O adiamento se deve a um probleminha de logística: devido a problemas no aeroporto de Guarulhos (SP), houve atraso na remessa das vacinas para Salvador.

>>Leia mais sobre a vacinação neste post.

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Vacinação de crianças entre 10 e 14 anos contra meningite

Atenção mães que acessam o Conversa de Menina para um aviso importante da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab-BA). Neste final de semana, nos dias 30 e 31 (domingo e segunda), crianças, entre 10 e 14 anos, devem comparecer aos postos de vacinação para receber a dose de imunização contra a meningite meningocócica tipo C. A vacina será destinada apenas à população de Salvador, que terá à disposição, nos dois dias da campanha, 49 postos de vacinação, funcionando das 9 às 17h (veja a lista dos postos aqui).

Com a aplicação das vacinas, a Sesab espera reduzir o número de casos e mortes pela doença em Salvador. A meta é vacinar cerca de 240 mil pessoas.

Em tempo: a vacinação dos jovens de 15 a 19 anos, que estava programada para ser realizada nos mesmos dias, teve a ação remarcada para 12 e 13 de junho.

A medida foi adotada para facilitar o acesso do público aos postos e evitar longas filas.

Para a população de 20 a 24 anos, ainda não foi definida a data de vacinação.

*Com informações da Sesab–BA

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