Saiba o que comer para sobreviver ao Carnaval II

Recebemos mais dicas de receitas para manter uma alimentação saudável durante e após o gasto de energia do Carnaval. Desta vez, o cardápio foi preparado pelas nutricionistas de rede Mundo Verde, especializada em alimentos naturais e orgânicos. O bacana é que a equipe oferece também dicas de alimentos para crianças, além de algumas sugestões de comidinhas práticas de carregar, que podem ser levadas para reabastecer as forças em plena folia:

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>>Saiba o que comer para sobreviver ao Carnaval

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*Carnaval Saudável

Quem quer fazer bonito na avenida, nos blocos, nos clubes e na praia neste Carnaval deve começar a se preparar. Para cair na folia, sem esquecer da saúde, as nutricionistas da rede MUNDO VERDE prepararam um desfile de sugestões para animar qualquer folião, sem deixar que tudo se acabe em cinzas na quarta-feira. “Antes de sair para o carnaval, prefira alimentos  energéticos e de digestão mais fácil. Barra de cereais, frutas secas e sanduíches de pão integral com folhas e queijo branco são uma ótima opção”, explica a nutricionista Flávia Morais.

Ela também sugere alimentos energéticos que podem ser levados sem culpa para manter a alegria e a disposição durante a festa. “São alguns alimentos práticos e saudáveis, que cabem em qualquer bolsa e podem ser levados para a folia, como barras de cereais, carboidrato em gel, água de coco em caixinha, bananadas sem açúcar, frutas desidratadas, como a uva-passa ou damasco”, explica.

A nutricionista da rede adverte que é preciso ter cuidado com o abuso de bebidas energéticas e isotônicas. “Os energéticos, por terem cafeína, se usados em excesso podem causar taquicardia. Já os isotônicos podem sobrecarregar a função renal”, esclarece. Algumas sugestões de energéticos naturais são Açaí com Guaraná e Suco de Frutas com Clorofila.

“A regra é moderação, consumo razoável, sem exageros. Os principais problemas que ocorrem durante as festas de fevereiro são decorrentes do excesso de álcool e da má alimentação. Por isso, o ideal é manter-se hidratado, beber muita água, suco natural ou água de coco, antes durante e depois da folia. A água de coco, além de nutritiva, hidrata e tem baixo valor calórico”, explica Flávia.

Se optar por bebida alcoólica, é preciso procurar intercalar cada copo de bebida com um copo de água. “Assim o corpo ficará hidratado e dificilmente a pessoa irá se embriagar e ter ressaca no dia seguinte”, acrescenta a nutricionista. Ela também alerta: alimentos gordurosos devem ser evitados, já que podem causar indisposição.

>>Confira dicas de alimentos que podem ser levados sem culpa para a folia:

– Barras de cereais – possuem carboidratos, fibras, vitaminas e sais minerais e ajudarão o folião a manter a energia;

– Carboidratos em gel – uma forma prática de consumo de carboidratos, que são o combustível ideal para o corpo. “Não pesam no estômago e possuem rápida absorção, além de ser ótimos para manter o rendimento do organismo durante a folia”, afirma a nutricionista;

– Bebidas isotônicas – ricas em sais minerais e carboidratos de rápida absorção, além de hidratar a refrescar o corpo, ajudam a repor os sais minerais perdidos pelo suor e ainda fornecem energia extra para o folião; Prefira a água de coco, uma opção de isotônico natural;

– Frutas desidratadas, como a banana passa – uma forma prática e saborosa para proporcionar carboidratos, vitaminas e sais minerais ao organismo;

– Guaraná – um fitoterápico estimulante, ajudará o organismo a recuperar a energia. “Mas é preciso evitar o consumo de guaraná associado a bebidas alcoólicas e os hipertensos devem evitar o uso”, destaca a nutricionista.

– Ginseng –  uma raiz tonificante, dá mais disposição e energia. Em pó pode ser adicionado a sucos e vitaminas.

>>Veja sugestões para desintoxicar o organismo:

A principal dica é alimentar-se com sucos, frutas e sopas leves e beber bastante líquido. A alimentação deve privilegiar os alimentos integrais, para ajudar na desintoxicação, como arroz integral, feijão azuki, hambúrguer de tofu/quinua grelhado, panqueca de ricota com espinafre ou de cenoura, quibe com tofu, quiche de legumes e leguminosas (lentilhas, ervilha, grão de bico, soja).

“Incluindo no cardápio esses alimentos, os foliões poderão repor os nutrientes – minerais, vitaminas e aminoácidos – necessários para combater o desgaste físico e desintoxicar o organismo”, afirma Flávia Morais. Ela dá algumas sugestões de alimentos que não podem faltar na mesa do folião após a festa:

– Chá Verde – Com seu efeito estimulante e antioxidante, ativa o sistema imunológico e ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias. O consumo diário desse chá diminui as taxas do LDL (colesterol que faz mal à saúde) e fortalece as artérias e veias;

– Quinua Real – Originário dos Andes bolivianos, é um cereal selecionado pela Nasa para alimentar os astronautas em vôos de longa duração. Seu valor nutritivo só se compara ao leite materno, como um dos alimentos mais balanceados e completos do planeta;

– Suco de uva orgânico – A bebida 100% natural, encontrada na rede Mundo Verde, fornece energia e combate o desgaste físico.

– Suco de clorofila – Excelente fonte de antioxidantes, repõe minerais e vitaminas necessários para combater o desgaste físico. Batido com água de coco, além de saboroso, ajuda na hidratação.

CARDÁPIO PRÉ-FOLIA PARA HOMENS E MULHERES:

Café da manhã
Salada de frutas com granola e mel

Lanche da manhã
Castanha-do-pará com amêndoas

Almoço
Salada de vegetais folhosos, temperada com um fio de azeite de oliva extravirgem
Arroz integral
Feijão azuki
Filé grelhado de peixe ou frango temperado com ervas finas

Lanche da tarde
Vitamina energética
Ingredientes
1 copo duplo (250ml) de extrato de soja já pronto
1 unidade de banana prata
1 colher (sopa) de aveia em flocos finos
1 colher (chá) de guaraná em pó
Mel orgânico a gosto

Modo de Preparo
Bater todos os ingredientes no liquidificador. Servir com cubos de gelo.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 245 Kcal

Comentários nutricionais: O guaraná em pó é rico em cafeína, um potente estimulante do sistema nervoso central. É altamente energético, deixando o organismo em estado de alerta. Condição importante para aproveitar a folia e driblar o cansaço.

Jantar
Sanduíche Natural
Ingredientes:
– 2 fatias de pão de forma integral
– 50g de queijo minas
– 1 colher (sobremesa) de maionese vegetal
– 1 pepino pequeno em conserva, de preferência orgânicos
– ½ cenoura pequena, de preferência orgânica
– 1 colher (chá) de pimentão vermelho, de preferência orgânico
– 1 colher (chá) de cebola picada, de preferência orgânica
– 1 colher (sopa) de azeite de oliva extravirgem orgânico
– 1 colher (chá) de salsinha desidratada
– 1 colher (chá) de cebolinha desidratada

Modo de preparo:
Cozinhar a cenoura, o pimentão e a cebola. Escorrer os vegetais e deixar esfriar. Bater no liquidificador o azeite, a salsinha, a cebolinha e a maionese vegetal. Passar esta mistura nas fatias de pão e rechear com os vegetais, o pepino em rodela e o queijo minas.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 364 Kcal por porção

Comentários nutricionais: O pão de forma integral é fonte de carboidratos que fornecem o principal combustível para fornecimento de energia para nossas células, a glicose. O azeite de oliva extravirgem, além de fornecer calorias extras, é fonte de gorduras monoinsaturadas.

CARDÁPIO PRÉ-FOLIA PARA CRIANÇAS:

Café da manhã
Pão de forma integral
Tahine (creme de gergelim)
Suco de soja
Fruta

Lanche da manhã
Barra de cereais

Almoço
Macarrão integral ao molho de proteína texturizada de soja
Salada bicolor (cenoura e beterraba raladas)

Lanche da Tarde
Suco de frutas
Ingredientes
– 4 rodelas de abacaxi
– ½ unidade de maçã
– 1 colher (sopa) de mel orgânico

Modo de Preparo:
Bater todos os ingredientes no liquidificador. Servir com cubos de gelo.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 115 Kcal

Comentários nutricionais: O mel é um alimento altamente energético. Possui propriedades estimulantes do sistema de defesa do organismo. Fonte de vitaminas do complexo B e de sais minerais.

Jantar
Sanduíche Colorido
Ingredientes
– ½ pão sírio integral
– 2 rodelas de tomate, de preferência orgânico
– 1 folha de alface, de preferência orgânica
– 1 colher (sopa) de tofu temperado com ervas em cubos
– 1 colher (sobremesa) de pasta de soja sabor cenoura
– 1 colher (chá) de semente de gergelim branco

Modo de preparo
Abrir o pão sírio em duas partes. Em uma parte passar a pasta de soja, acrescentar a alface, o tomate, o tofu e a semente de gergelim. Enrolar o sanduíche para dar a forma de cone.

Rendimento: 1 porção
Valor Calórico por porção: 135 calorias

Comentários nutricionais: A semente de gergelim branco é uma excelente fonte de energia e cálcio, mineral importante para a contração muscular, crescimento e desenvolvimento dos ossos e dentes em crianças. O tofu é um queijo à base de soja, sendo pobre em gordura e rico em fibras, vitaminas e minerais.

*Fonte: Natalia Lautherbach – nutricionista da rede Mundo Verde

CARDÁPIO PÓS-FOLIA PARA HOMENS E MULHERES

Café da manhã
Suco Verde
Ingredientes:
– 1 copo (200ml) de água de coco
– 1 folha de couve, de preferência orgânica
– ½ pepino, de preferência orgânico
– ½ maçã, de preferência orgânica
– ½ cenoura, de preferência orgânica
– 1 colher (sobremesa) de semente de linhaça, de preferência orgânica

Modo de Preparo:
Bater no liquidificador a água de coco, o pepino, a maçã e a cenoura picados. Acrescentar a couve e a semente de linhaça. Bater novamente no liquidificador.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 60 calorias

Comentários nutricionais: O suco verde auxilia na desintoxicação do organismo. A semente de linhaça, rica em fibras e em ômegas 3 e 6, auxilia na melhora do funcionamento intestinal e promove a sensação de saciedade, reduzindo o apetite.

Lanche da manhã
Suco de uva orgânico

Comentários nutricionais: Bebida 100% natural, fornece energia e combate o desgaste físico

Almoço
Salada de alface, agrião, cenoura e beterraba raladas, pode ser temperada com azeite de oliva extra virgem
Arroz integral
Lentilha
Panqueca de soja com cenoura

Lanche da tarde
Salada de frutas com amaranto em flocos

Jantar
Salada de Quinua
Ingredientes
– 4 tomates cortados em cubos, de preferência orgânicos
– 4 xícaras (chá) de água filtrada
– 2 xícaras (chá) de quinua em grãos, de preferência orgânica
– ½ xícara (chá) de salsa picada, de preferência orgânica
– ¼ xícara (chá) de folhas de hortelã picada, de preferência orgânicas
– 4 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem orgânico
– 3 colheres (sopa) de semente de linhaça
– sal marinho a gosto

Modo de Preparo:
Colocar em uma panela os grãos de quinua e a água, acrescentar sal a gosto. Levar ao fogo por cerca de 15 a 20 minutos, até dobrar de volume. Esperar esfriar. Misturar todos os ingredientes e deixar na geladeira por 2 horas. Antes de servir temperar com azeite de oliva extravirgem e sal.

Rendimento: 8 porções
Valor calórico: 110 calorias

Comentários nutricionais: A quinua é um cereal Originário dos Andes bolivianos. Possui elevado valor nutritivo, sendo rica em vitaminas, minerais, fibras e proteínas, nutrientes que precisam ser repostos após a folia.

CARDÁPIO PÓS-FOLIA PARA CRIANÇAS:

Café da manhã
Pão sírio integral
Pasta de soja
Extrato de soja (já pronto) batido com frutas

Lanche da manhã
Frutas secas ou sementes oleaginosas

Almoço
Salada de alface, tomate e milho, pode ser temperada com azeite de oliva extravirgem
Cenoura cozida
Arroz integral
Feijão azuki

Almôndegas de soja

Lanche da tarde
Suco Energia

Ingredientes
– Suco de 1 laranja, de preferência orgânica
– 1 kiwi sem casca em cubos, de preferência orgânico
– ½ cenoura em cubos, de preferência orgânica
– 1 colher (sobremesa) de aveia em flocos
– agave a gosto

Modo de Preparo:
Bater todos os ingredientes no liquidificador e servir em seguida.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 68 calorias

Comentários nutricionais: A aveia é um cereal rico em fibras, que ajuda a repor a energia após a folia. O agave é uma opção 100% natural, orgânico, saudável, saboroso e nutritivo para adoçar os alimentos. É fonte de minerais como: cálcio, ferro, potássio e magnésio. O agave pode ser substituído por açúcar mascavo ou açúcar demerara.

Jantar
Quiche Integral de Legumes
Ingredientes da massa:
– ½ xícara de farinha de trigo
– ½ xícara de farinha de trigo integral
– 1 gema de ovo orgânico
– 3 colheres (sopa) de óleo de canola
– sal marinho a gosto

Ingredientes do recheio:
– 1 xícara (chá) de vagem, de preferência orgânica
– 1 xícara (chá) de brócolis picado, de preferência orgânico
– ½ xícara (chá) de cenoura, de preferência orgânica
– 2 claras de ovos orgânicos
– 3 colheres (sopa) de tofu em cubos
– 1 colher (sopa) de cebola picada, de preferência orgânica
– 1 colher (chá) de alho amassado, de preferência orgânico
– 1 colher (chá) de óleo de canola
– 1 colher (chá) de manjericão fresco e picado, de preferência orgânico
– sal marinho a gosto

Modo de Preparo:
Em uma tigela grande misturar delicadamente os todos os ingredientes da massa. Colocar a massa nas laterais e no fundo de uma forma untada e polvilhada. Cozinhar separadamente todos os legumes no vapor, até que fiquem al dente e reservar. Em uma panela aquecer o óleo e refogar a cebola e o alho. Acrescentar os legumes, o manjericão e o sal, refogar. Desligar o fogo, acrescentar o tofu e misturar. Colocar o recheio. Bater as claras em neve e jogar por cima da massa. Levar ao forno pré-aquecido (180º C) por cerca de 20 minutos.

Rendimento: 8 porções
Valor Calórico: 185 calorias

Comentários nutricionais: O tofu é preparado a partir do grão de soja, água e um coagulante natural. É fonte de vitaminas do complexo B, E, ferro, potássio, fósforo, proteínas e cálcio. É de fácil digestão e livre de colesterol.

*Fonte: Thais Souza – nutricionista da Rede Mundo Verde

Serviço:
Alô Nutricionista: 0800-0222528 (segunda a sexta, das 9 às 17 horas)

Site: www.mundoverde.com.br

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Saiba o que comer para sobreviver ao Carnaval

O Carnaval começa nesta quinta-feira, pelo menos aqui pelos lados da Soterópolis. Lembro que na infância, ouvia minha avó e minha mãe conversarem sobre os antigos carnavais, que só começavam no sábado e duravam até a meia noite da terça-feira. Quarta de Cinzas de manhã era para ir à missa, carinha compungida, arrependido dos excessos cometidos. Hoje em dia, o Carnaval dura exatos sete dias na capital baiana. Começa na quinta-feira e bomba até o fim da tarde de quarta, com o arrastão de Carlinhos Brown. Haja fôlego para aguentar 168 horas de farra. Bom, tudo bem, descontando as horinhas de descanso, digamos que sejam umas 110 horas de farra. Não sou assim nenhuma grande baladeira, muito menos foliã inveterada (depois dos 30 nem dá mais para fazer tanta festa assim, sabe como é, o corpo já não responde com a mesma prontidão de dez anos atrás), mas, por força da profissão, acabo tendo uma maratona tão desgastante quanto a de qualquer carnavalesco. São sete dias de plantões que duram dez, 12 horas seguidas, na cobertura jornalística do evento. Natural que me interesse por técnicas que ajudem a sobreviver ao estresse dos dias por vir. Da ioga a dietoterapia, já falei para vocês em outras ocasiões do meu gosto por terapias alternativas, qualidade de vida, estilo natureba urbano. Pois bem, o email, essa invenção muito útil da vida moderna, sempre acaba revelando alguma coisa boa e em momentos providenciais. O time das assessorias de imprensa é perfeito, graças a Deus, porque recebi um manual SOS Carnaval dos bons, dia desses. Tratam-se de dicas sobre como se alimentar adequadamente para chegar ao final da folia com a saúde em ordem e o que é mais interessante, a pele radiante e não toda acabada após dias mal-dormidos:

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*Carnaval anti-aging

Alimentação para a pele sobreviver ao Carnaval / Crédito: senado.gov.br

É possível prevenir e reverter alguns dos processos de envelhecimento, até mesmo no Carnaval. Segundo a Dra. Edith Horibe, cirurgiã plástica e pesquisadora da Gestão Antievelhecimento, é possível prevenir e reverter alguns dos processos de envelhecimento, até mesmo no Carnaval. “Uma vez que desenvolvemos o Programa Gestão da Idade, que propõe uma mudança de estilo de vida  supervisionado por médicos que querem preservar a saúde de seus pacientes por uma vida inteira, porque não começar no Carnaval?”

Algumas medidas são essenciais, por exemplo: comer adequadamente, cuidar da hidratação e da ansiedade para não cometer todos os excessos concomitantemente,  aumentando os radiciais livres e acelerando o processo de envelhecimento. Assim, é importante evitar dormir pouco, fumar, ingerir grande quantidade de bebida alcoólica, exagerar na exposição solar e na atividade física, principalmente para quem está fora de forma e só fazer sexo de maneira consciente e segura, com o uso da camisinha.

Para Dra Edith Horibe as bases para uma alimentação adequada incluem proporções equilibradas de proteínas, carboidratos e fibras, lipídeos (gorduras), vitaminas, minerais, e água. “É importante lembrar que as diversas fases da vida merecem cuidados especiais, só assim pode-se obter saúde, beleza, prazer e longevidade”.

Uma orientação preciosa está em evitar os fast foods, que geralmente são mais gordurosos e calóricos. Para tanto, a equipe multidisciplinar da Clínica Horibe recomenda uma dieta balanceada para garantir a energia dos foliões.

Cardápio para Carnaval

1. Peixe e frango (proteína magra)

Salmão / Crédito: cozinhajaponesa.com.br

Possuem baixas calorias, mantenedores da massa magra e de um sistema  imunológico saudável. As proteínas são fundamentais em ocasiões agitadas como o Carnaval que exige muito samba no pé. Assados, cozidos ou grelhados são indicados. Outras opções são: peito de frango ou de peru, salmão, atum, sardinha, truta, cação, linguado, pescada branca e omelete que deve ser feito com 1 gema e 2 claras.

2. Vegetais crus ou cozidos no vapor

Brócolis

Eles são ricos em fibras, importantes para a reposição de minerais, que são eliminados pelo suor e pelo consumo de bebida alcoólica. A reposição de minerais é importante, pois hidrata e mantém o pique na hora da folia. Algumas indicações: abobrinha, aipo, alface romana, rúcula, agrião, alho, pimentão, broto de feijão, aspargos, brócolis, cebola, cogumelos, tomate, couve de bruxelas, abóbora, couve-flor, berinjela, escarola, couve, gengibre (raiz) e pepino.

3. Frutas pouco calóricas

Prefira as de baixo índice glicêmico, ou seja, as que alcançam a corrente sanguínea de forma lenta e contínua. Desta forma, fica mais fácil gerar energia durante um prolongado período de tempo. As frutas devem ser ingeridas cruas. Além de hidratar são excelentes fontes de carboidrato. Algumas opções: ameixa, frutas cítricas, maçã com casca, melão amarelo e melão cantalupo, pêra com casca, pêssego.

Lentilhas

4. Grãos sempre integrais

Eles são fontes de fibra, garantem uma sensação de saciedade e auxiliam o funcionamento intestinal. Alguns exemplos: aveia, feijões, incluindo lentilha, soja.

5. Bebidas permitidas

Água, água de coco, sucos de frutas naturais, chá verde gelado e chá de erva cidreira devem ser consumidos sem adoçante e sem açúcar. O açúcar é considerado alimento pró-inflamatório, rouba energia e vai deixar o folião cansado no meio da folia.

Azeite de oliva/ Crédito: belezaesaude.org

6. Gorduras do Bem – Use com moderação.

Azeite de oliva extra-virgem, castanha do Pará, nozes e amêndoas (sem sal) são alimentos com atividades antioxidante e anti-inflamatória, ajudam o organismo a ter resistência nos dias de muito gasto calórico prevenindo infecções.

Manjericão

7. Ervas e temperos antioxidantes

Eles devem ser usados preferencialmente frescos, mas pode-se optar pela versão desidratada. Tipos de temperos: açafrão, manjericão, canela, cominho, erva-doce, pimenta vermelha, gengibre (fresco), hortelã, louro, orégano, páprica, tomilho, mostarda (dê preferência à versão sem açúcar). Alimentos antioxidantes equilibram o organismo de maneira geral.

Cuidado com bebidas alcoólicas e refrigerantes, eles desidratam. É importante sempre estar acompanhado por uma garrafinha de água.

Cuidados à serem observados:

-Evitar beber diariamente a medida de 1 lata de refrigerante. Além de não possuir valor nutricional, interfere na ingestão de outros líquidos mais saudáveis;

-Dar preferência aos sucos vendidos quando registram “100% suco”. Os vendidos em supermercados que escrevem “fabricados com verdadeiro suco de frutas” podem conter menos de 10% do verdadeiro suco de fruta;

-Ingerir iogurtes magros e leite;

-Bebidas energizantes são calóricas e não devem estar acompanhadas de bebidas alcoólicas; uma vez que um copo de vinho tem cerca de 100 calorias, uma lata de cerveja tem 150 calorias e drinks tipo daiquiris tem 500 ou mais;

Sucos Diferenciados

Revigorante muscular:

Laranja com morango:

Suco de 2 laranjas

5 morangos pequenos

1 copo de água

Bata no liquidificador o suco das 2 laranjas e coloque os morangos e a água. Adoce com mel se necessário.

Abacaxi, laranja e limão:

1 rodela de abacaxi preservando o miolo

1 laranja (descascada preservando a parte branca) picada

1 copo e ½ de água

suco de 1 limão

Bata no liquidificador e adoce com 1 colher  (chá) de mel.

Sucos para serem tomados pela manhã ou antes da atividade física

Para hidratar a pele e manter o bronzeado:

Frutas vermelhas:

3 framboesas

3 morangos

1 copo de água de côco

Bata no liquidificador e adoce com 1 colher (chá) de mel.

Alaranjados:

1 pedaço pequeno de abóbora

½ cenoura

½ mamão papaia ou 1 fatia pequena de mamão formosa

1 copo e ½ de água

Bata no liquidificador e adoce com 1 colher (chá) de mel.

“O ideal é não deixar de comer nenhum tipo de alimento, beber bastante líquido e cuidar da pele, com protetor solar e hidratante. Para não prejudicar seu corpo, descanse bastante após os dias de folia, relaxe e tome um longo banho (de preferência morno para não prejudicar a elasticidade da pele) e dê uma folga para seus pés, pois eles merecem”, aconselha Edith Horibe.

Serviço:

Para saber mais, visite o site: www.clinicahoribe.com.br

*Material preparado e encaminhado ao blog através da assessoria de comunicação da Clínica Horibe, em São Paulo.

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Volta às aulas, as tartarugas estão à solta

Ainda em clima de volta às aulas – meu filhote encara seu primeiro dia de 6ªsérie/ 7ºano nesta segunda, dia 08 -, separei para publicação hoje no blog um artigo do ortopedista Fábio Ravaglia, que quem é leitor assíduo do Conversa já sabe que sempre recebemos ótimo material deste profissional. A mira do médico agora se volta para o peso das mochilas da criançada e eu vejo cada “tartaruguinha” encolhida nas ruas que dá até pena. Chamo de tartaruga porque eles – os estudantes – ficam mesmo parecendo uns quelônios urbanos, com aquelas mochilas gigantes e abarrotadas de livros nas costas, como se fossem cascos coloridos e muito, mas muito pesados mesmo. O problema todo é que carregar esse peso quando o corpo ainda está em processo de formação faz um mal danado para a coluna. Na minha vida de repórter de rua – ai saudades! – fiz muita pauta de volta às aulas e uma das matérias que não faltam nos jornais nesta época do ano, podem reparar, é aquela sobre o peso das mochilas. A escola do meu filho colocou armários para os estudantes guardarem seu material, como a gente vê nos filmes. Mas, como saúde é um tema em cuja tecla sempre temos de bater, mesmo que pareça chato e repetitivo, confiram o artigo:

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Tamanho da mochila deve ser proporcional ao do estudante

*Dr. Fabio Ravaglia

Mochila de campanha, equipamento essencial aos soldados

Pelos séculos, as mochilas adotaram diferentes formas e tamanhos. Há registros de que na Idade do Cobre o homem já utilizava uma bolsa rudimentar nas costas e ficava com as mãos livres para escalar montanhas nevadas da Europa. Há informações também de que, antes mesmo do nascimento de Cristo, as mochilas eram usadas pelas legiões romanas. Quase dois milênios mais tarde, exércitos ainda usam o equipamento tático para facilitar o cotidiano de seus pelotões. Passado o tempo, o couro e os tecidos de fibras naturais do acessório militar deram lugar a modernos materiais sintéticos e a múltiplas cores. Aprovada pelas novas gerações por sua utilidade e praticidade, desde a década de 1960, a mochila virou item de moda. A moçada quer determinados modelos e marcas para carregar daquele jeito despojado que a turma acha mais bacana. Entre as crianças, a preferência recai sobre estampas dos personagens favoritos. O ano letivo está por começar e sei que quase todos os estudantes desejam uma nova mochila para a volta às aulas.

Modismos à parte, a escolha da mochila certa é fundamental para a saúde da coluna. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 85% das pessoas sentem dores nas costas decorrentes de problemas na coluna. E essa dor pode ter origem na infância e na adolescência, relacionada ao tamanho exagerado da mochila, à maneira como se carrega e ao excesso de peso.

A mochila inadequada pode acarretar problemas à saúde. Para enumerar apenas alguns “efeitos colaterais” de uma mochila errada, cito dores nas costas, postura incorreta e desvios na coluna vertebral. A curto prazo, a pessoa pode ter dorsalgia, que são dores sentidas nas costas que podem provir de músculos, nervos, ossos, articulações ou outras estruturas da coluna vertebral. Pode também ocorrer a dor cervical, na nuca ou no pescoço e a dor lombar baixa, próxima à cintura. Outras ocorrências possíveis são: cefaleia (dor de cabeça), dor nos ombros e dormência ou dores nos braços. A longo prazo, a pessoa pode desenvolver discopatias (patologias em discos intervertebrais, naturalmente sujeitos a desgastes) e cifoses (aumento da curvatura da coluna torácica, popularmente conhecida como corcunda).

O peso em excesso pode dar origem a danos vitalícios, sobretudo comprometer a qualidade de vida e a mobilidade futura. Os males mais comuns do excesso de peso são a cifose e a lordose (desvio para cima no final da coluna). Uma referência essencial é que o peso da mochila nunca deve ultrapassar o equivalente a 10% do peso da criança ou adolescente. O percentual determinado pela OMS é de 7%, mas arredondo para ficar mais fácil e também para o caso de surgir algo a mais para carregar.

Carregar a mochila com um ombro só traz riscos à saúde da coluna

O risco apresentado pelas mochilas não reside apenas no volume, mas na forma como são utilizadas. Um dos erros mais frequentes acontece quando o estudante coloca apenas uma das correias no ombro e sobrecarrega um só lado do corpo. A maneira correta é usar as duas alças, uma em cada ombro. Além disso, é preciso arrumar os objetos dentro da mochila de forma que os itens mais pesados estejam no fundo e próximos ao corpo. A moda sugere que as alças da mochila fiquem compridas, mas é preciso coibir essa posição. A mochila deve ser posicionada oito centímetros acima da cintura. Cabe lembrar que a questão é a saúde e não a moda!

A técnica para colocar e retirar a mochila das costas é vestir uma alça, apoiar a mochila  no quadril e depois passar o braço pela outra alça. Levantar a mochila do chão requer um esforço, então, cuidado para não sobrecarregar a coluna nem um dos braços apenas. Suspenda o peso com as duas mãos, para distribuir a carga entre os dois braços, mantendo a coluna reta e os joelhos flexionados o quanto for necessário.

No que se refere ao modelo mais adequado, para as crianças pequenas são recomendadas as mochilas com rodas grandes, que rolam melhor em qualquer terreno e são mais fáceis de puxar nas escadas.

Resumo a seguir o que é importante observar:

1. o tamanho da mochila deve ser adequado à estatura da criança, não ultrapassando os limites da cintura e dos ombros;

2. o peso da mochila vazia não deve superar um quilo;

3. as alças devem ter antichoques siliconados (enchimento interno de silicone) para maior conforto e cinta abdominal associada.

As formigas podem carregar até dez vezes o próprio peso, mas nós apenas 10%

Um outro ponto relevante é o uso racional do material escolar. Os estudantes tendem a levar material que não precisam pela preguiça de arrumar diariamente a mochila apenas com livros e cadernos correspondentes às aulas do dia. Nesse caso, a minha sugestão é que as escolas pensem no modelo americano, no qual há divisões especiais das matérias diárias ou armários para que os alunos guardem alguns materiais escolares. Além disso, o planejamento das aulas pode evitar que em um único dia da semana o aluno tenha que levar materiais de disciplinas diversas. A escola e pais ou responsáveis precisam ficar atentos para evitar que a criança carregue peso excessivo.

*Fabio Ravaglia é médico ortopedista graduado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Ele também preside o Instituto Ortopedia & Saúde, organização não-governamental que tem a missão de difundir informações sobre saúde e prevenção.

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Um papo sobre sexualidade, menarca e dúvidas na “gineco”

A jornalista Vera Moreira enviou ao blog um pingue-pongue com oito perguntas mais frequentes que as mães fazem no consultório ginecológico, quando precisam levar as filhas pré-adolescentes à uma consulta pela primeira vez. Quem responde às dúvidas é a ginecologista e obstetra Denise Coimbra, que tem uma experiência de atendimento em consultório de mais de 20 anos. Segundo a especialista, junto com a primeira menstruação, ou menarca, de uma menina, é preciso refletir sobre a educação sexual que ela recebe, a saúde e os cuidados que ela precisará ter ao entrar na idade reprodutiva e que garantirão qualidade de vida até ela tornar-se avó. Geralmente, a primeira menstruação acontece entre os 10 e os 13 anos. Mas há casos de meninas que menstruam pela primeira vez antes ou depois desse período.

Confiram as perguntas dos pais e as respostas da Drª Denise:

1 – Como o corpo da criança indica que a menstruação está  próxima?

R= Antes da menarca (primeira menstruação) acontece a pubarca, o aparecimento e o engrossamento dos pelos em região pubiana, com distribuição triangular que recobre o Monte de Vênus. Em seguida acontece o desenvolvimento mamário com crescimento das mamas, muitas vezes com assimetria.

2 – Qual é a idade natural para começar a menstruar?

R= Entre 12 e 15 anos, mas hoje tem meninas que menstruam aos 9 anos.

3 – Ao menstruar, o que muda no corpo da menina?

R= Muda tudo! Alterações na distribuição de gordura para coxas e quadris, que dão o formato arrendondado, e o afinamento da cintura. É comum depois de alguns ciclos anovulatórios (sem ovulação) a menina apresentar um muco cervical, que faz apresentar umidade na calcinha no período ovulatório, que se confunde com um corrimento. E as modificações psicossociais, fazendo a menina ter atitudes mais delicadas e sensuais.

4 – Quais as conseqüências da menstruação precoce?

R = Menarca precoce pode atrasar o crescimento, além de gerar conflitos com o papel social da menina.

5- Em quais casos é recomendável retardar a menarca?

R = Se a estatura não está adequada, respeitando o padrão genético dos pais, ou se ela ocorrer muito precocemente entre 5 e 9 anos.

6 – Como é feito o retardamento da menstruação?

R = Com o uso de hormônios para bloquear a ação da hipófise sobre os ovários por meio de medicação oral ou implantes subcutâneos.

7- Por que as meninas estão menstruando mais cedo?

R = A poluição e os agrotóxicos devem ter uma interferência direta nesta mudança de idade para a precocidade da menarca.

8 = Como devo deve proceder se estou preocupada com a menarca da minha filha?

R = É importante saber das mulheres da família (irmãs, tias e mãe) qual foi a idade da menarca. Não tenha preocupação se acontecer entre os 12 e 15 anos, mas a mãe deve se preocupar se: o histórico familiar apontar antecipação para 10 anos, vendo também a estatura e o desenvolvimento de caracteres secundários; bem como a menarca tardia, depois dos 16 anos. Nesses casos, deve-se procurar um ginecologista para orientação e investigação, necessitando muitas vezes de um cariótipo por causa de mosaicismo (alteração cromossômica) em algumas síndromes.

Saiba mais:

Denise Coimbra, além de ginecologista e obstetra, é especialista em fertilidade humana. Ela mantém um site com informações importantes sobre adolescência, menopausa, hpv, saúde reprodutiva e com reportagens em texto e video. Há ainda uma sessão para contato com a especialista. Para conferir: www.dradenisecoimbra.com.br

Em tempo – Quem se interessa pelo tema sexualidade na infância, como pais e educadores devem lidar com a questão, o instituto Kaplan – publicamos aqui no blog um excelente artigo da entidade sobre gravidez na adolescência -, está promovendo o curso “Sexo também é coisa de criança”, nos dias 23 e 24 de abril, em São Paulo.

O curso tem carga horária de 16 horas, apostilas e material lúdico-educativo. Os temas abordados serão: Sexualidade e suas funções; Educação sexual e cidadania; O papel do educador no desenvolvimento da criança; a construção da sexualidade na infância; a preparação da criança para a puberdade; Sexualidade e prevenção e um módulo com propostas de ações em educação sexual na infância.

Interessados em se inscrever devem entrar em contato pelo telefone (11) 5092-5854 ou email: [email protected]

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Açúcar é bom, mas em excesso faz mal

Tenho de confessar, sou viciada em doces. Desde criança também travo duelos épicos com a balança. Minha tara são os chocolates, oooh tentação. Mas, depois dos 30 anos, liguei a luzinha amarela e comecei a controlar a compulsão (gostosa compulsão) por sobremesas em geral. Na busca por qualidade de vida, descobri o prazer das frutas, são fresquinhas, suculentas, e no calorzão de Salvador, hummm, delícia! E claro, pesquisar é preciso. Todo viciado sabe que, antes de mais nada, é preciso admitir o vício para só então começar a trabalhar no seu controle. Com o açúcar não é diferente, é uma gostosura, mas é droga e causa muitos estragos no organismo, a começar pelos dentes, quando introduzidos na dieta desde cedo. E quando é mesmo que ele entra na nossa vida? Acertaram, naquelas mamadeiras tentadoras que mamãe fazia. Pesquiso muito sobre dieta, não no sentido de dieta da lua, dieta do calendário, dieta não sei de quem, essas eu nem levo a sério. Minhas pesquisas são na área de dietoterapia mesmo, terapia nutricional, equilíbrio do organismo adquirido a partir de alimentação balanceada. Outra confissão: amo nutricionistas, oooh povinho sabido! E como compartilhar também é preciso, abaixo publico mais uma daquelas materinhas esclarecedoras do CITEN (Centro Integrado de Terapia Nutricional). O tema da vez, açúcar, quem mais? Confiram:

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O poder arrebatador do açúcar

Cana-de-açúcar

Sempre nos perguntamos o porquê da esmagadora preferência das pessoas por alimentos doces… Enquanto ainda não temos respostas definitivas para tais questões, procuramos entender esta predileção. Sabemos, por exemplo, que os bebês demonstram instintivamente reações de prazer ao serem alimentados com alimentos adocicados e que se provermos uma gestante com grande quantidade de doces, seu bebê será mais predisposto a gostar das guloseimas do açúcar. Na Europa, há uma prática de se oferecer água adocicada aos bebês, quando eles vão tomar injeções, parece que o açúcar pode alterar o humor deles, além de conferir-lhes certa ação anestésica.

A intrincada via do açúcar até o cérebro

“A nossa percepção do sabor doce começa nas papilas da língua, mas os receptores cerebrais que codificam tal sabor prazeroso dos alimentos doces  são os mesmos que respondem ao álcool, ao tabaco e à cocaína. Isso poderia explicar a preferência das pessoas que comem doces compulsivamente, ou seja, que comem apenas pelo prazer de saborear determinados alimentos, ao invés de buscarem também o alimento quando sentem fome”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen.

No cérebro, os alimentos doces aumentam os nossos níveis de serotonina, um neurotransmissor que desempenha um importante papel na regulação do humor, do sono, da sexualidade e do apetite.  Assim, alimentos doces, agindo direta ou indiretamente, através da serotonina, parecem  melhorar o humor das pessoas.

As estatísticas revelam que 60% das pessoas tem preferência pelos doces e a indústria dos alimentos intuitivamente, ou talvez mais sistematicamente,  entendeu isso muito bem, tanto é que milhares de alimentos nos supermercados são enriquecidos com sacarose, para atender à demanda dos paladares.

Muitos questionam o poder deletério dessa grande quantidade de alimentos doces. Outros discutem a “dependência” ou uma grande necessidade de consumi-los, a cada dia, em maior quantidade… “Mas o que sabemos é que dentre os três macronutrientes de que dispomos no cardápio – carboidratos, gorduras e proteínas – os carboidratos (que englobam também os doces) são os alimentos de mais rápida saciedade, ou seja, voltamos a sentir fome muito rapidamente quando nossa refeição é constituída basicamente deles”, explica a médica.

As diferentes formas do açúcar

Açúcar mascavo, rico em nutrientes

A sacarose é a responsável pelo sabor adocicado dos doces e alimentos industrializados que tanto agradam nosso paladar. Não existe diferença em sua concentração no mel, açúcar refinado, açúcar cristal, açúcar mascavo ou açúcar orgânico. Todos eles têm as mesmas quantidades de calorias, logo, as mesmas chances de engordar as pessoas. Conheça as principais características de cada um deles, antes de fazer sua escolha:

· O açúcar refinado é o resultado de um processo químico que retira da garapa a sacarose branca e adiciona produtos químicos como clarificantes, antiumectantes, precipitadores e conservantes;

· Os açúcares cristal e  mascavo são mais saudáveis do que o refinado por não conterem adição de produtos químicos utilizados no refino;

· O açúcar mascavo também contém micronutrientes, enquanto o açúcar refinado não contém nutriente algum;

· O açúcar light tem o diferencial de ser menos calórico, por incorporar um adoçante não calórico no seu preparo, na proporção de 50%;

· O açúcar orgânico é extraído da cana de açúcar em cujo plantio não são usados adubos, nem fertilizantes químicos;

· O processo de industrialização do açúcar orgânico é idêntico ao do açúcar cristal comum, ou seja, livre de cal, enxofre, ácido fosfórico, folímetro e outros elementos adicionados ao produto refinado. Não há, portanto, vantagens no açúcar orgânico em relação ao açúcar cristal comum.

A importância no controle do volume de açúcar ingerido

Açúcar cristal é mais saudável que o refinado

O grande problema da ingestão dos alimentos adocicados é que geralmente acabam por estimular a ingestão de grandes volumes de alimentos. Isso não seria problema se as pessoas conseguissem ingerir um bombom, uma bola de sorvete ou um pedaço de pudim.  “Mas, geralmente, elas comem muito mais que isso, sempre estimuladas pelo grande prazer que causam esses alimentos, pois nunca é a fome o estímulo para ingerir doces, mas a atração e o fascínio pelo prazer adocicado”, diz Ellen Paiva.

Nos últimos quinze anos, o tamanho das porções de refrigerantes aumentou  assustadoramente. Servem-se copos que cabem litros  de refrigerantes, baldes de sorvetes e promoções combinadas que, individualizadas, sairiam mais caras, induzindo ao maior consumo desses alimentos. “Com as grandes porções desses alimentos, compramos mais calorias por unidade de moeda de qualquer país e acabamos, erroneamente, por achar isso vantajoso. Compramos muito mais do que comeríamos e comemos muito mais do que deveríamos”, alerta a diretora do Citen.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o açúcar de adição não ultrapasse 10% das calorias de uma refeição. Apesar disso, nos Estados Unidos, as crianças consomem o dobro dessas recomendações. Os refrigerantes são os maiores contribuintes individuais dessa ingestão.   “O açúcar, incorporado na maioria dos alimentos industrializados, leva a um consumo expressivamente alto desse ingrediente, causando um aumento das calorias das dietas, com um poder de saciedade muito pequeno. O resultado dessa equação é sempre muito amargo e um dos responsáveis pela epidemia de obesidade e diabetes em todo o mundo, principalmente entre crianças e adolescentes”, diz a endocrinologista Ellen Paiva.

Para saber mais sobre nutrição:

CITEN – Centro Integrado de Terapia Nutricional
Site: www.citen.com.br
Contato: [email protected]
Rede social: http://twitter.com/Citensp

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A explicação para o soluço

Aqui para nós, que coisa inconveniente é o soluço. Você está no meio de uma reunião de trabalho e, de repente, começa a soluçar. Você pode até pedir licença, mas os soluços irão de perseguir. Eles parecem que não vão cessar nunca, até que, de repente, desaparecem. Pior é que o soluço mexe com todo o nosso movimento corporal, de repente seus ombros sobem involuntariamente e um barulhinho esquisito foge da boca. Não tem como disfarçar. Um horror. E nem adianta colocar a mãozinha na boca para fazer de conta que nada está acontecendo. Soluço é daquele tipo de reação que todos percebem que está acontecendo com você, quer queira, quer não.

E ele não faz cerimônia para surgir. Você pode estar no meio de uma reunião de trabalho, em um bate-papo com amigos, em casa de maresia, no meio da aula, em um encontro… não tem ambiente certo. Uma hora ele vai acabar aparecendo e nos deixando, a depender da circunstância, em uma situação bem constrangedora. Fiquei me perguntando dia desses se não haveria uma forma de evitar um soluço, ou de curá-lo em meio à crise. Repentinamente percebi que eu nem sabia muito bem o que é que provocava o tal soluço e por que às vezes é tão difícil se livrar dele. Daí o motivo deste post. Agora todos nós saberemos exatamente o que é o soluço, por que ele acontece e se há alguma forma de inibi-lo nas situações em que ele parece ser bem inconveniente.

De acordo com o Dr. Dráuzio Varela, o soluço é uma “respiração com espasmos, provocada pelo súbito fechamento da glote (abertura localizada na laringe, que serve de passagem de ar para os pulmões) simultâneo à contração do diafragma (músculo respiratório situado entre o abdômen e o tórax)”. Normalmente, o soluço passa rapidamente. Bastam alguns minutos para que ele desapareça como se nada tivesse acontecido. Algumas vezes, a duração pode ser um pouco maior, e você passar algumas horas naquela situação incômoda. E outra coisa que só descobri nas pesquisas é que pode ocorrer de  o soluço se tornar crônico e durar anos. Esta última hipótese é bastante rara, vale ressaltar. No caso de as crises durarem mais de 24 horas, é preciso procurar um médico.

Em uma pesquisa rápida, encontramos diversas explicações para as causas do soluço. A ingestão de alimentos pode fazer com que seu diafragma entre em espasmo, causando o soluço. Além disso, a indigestão e o excesso de comida também podem causá-lo. Tudo porque acabamos ingerindo um pouco de ar, que é expelido do nosso organismo por meio do soluço. Às vezes, do nada, repentinamente, começamos a soluçar. As tais inspirações rápidas e em curtos espaços de tempo, que fogem completamente do ciclo respiratório normal, não é um fator de risco, não passando de um desconforto. Como as causas são as mais variadas e podem ter relação com a deglutinação de ar,  até uma gargalhada e um acesso de tosse podem acabar levando a uma crise de soluços.

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No caso do soluço persistente, claro que a procura por um médico é indispensável. pode ser que ele esteja associado a algum outro tipo de problema. Daí que  o problema pode não ser o soluço em si. E este representar apenas um sintoma de alguma coisa maior. Várias sugestões aparecem como manobras caseiras para interromper uma crise de soluços. Optamos por reproduzir as sugestões do site do Dr. Drauzio Varella, lembrando que não há como especificar a eficácia de tais medidas. Como não são danosas, vale experimentar e ver se funciona. Tudo para acabar com o incômodo de andar com espasmos por aí. Abaixo, a listagem de “remédios” caseiros:

# Prenda a respiração;
# Engula uma porção de açúcar cristal (uma colher de chá), miolo de pão ou gelo moído;
# Curve-se e beba água do fundo de um copo;
# Chupe uma fatia de limão;
# Respire repetidamente num saco de papel;
# Faça gargarejos com água;
# Puxe sua língua para provocar reações de vômito;
# Coce o céu da boca com um cotonete de algodão;
# Usando uma colher de chá, suspenda a úvula [campainha da garganta];
# Erga os joelhos até o peito e incline-se.

>> E se você tem uma receita infalível ou já experimentou algum dos métodos acima, deixe um comentário e ajude-nos a livrar-nos mais rapidamente do desconforto.

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Artigo: Ditadura da Beleza x Atitudes Extremas

Estava selecionando material para o blog nesta segunda-feira, em dúvida se publicava post sobre exercícios físicos para gestantes ou pilates na terceira idade, ou ainda se escrevia sobre o divórcio – post que prometi há algum tempo para vocês – quando meu email acusou mensagem nova. Era o texto abaixo, enviado pela Accesso e de autoria do cirurgião plástico Maurício de Maio. O tema, embora já tenha sido tratado diversas vezes, por profissionais das mais diversas áreas, chamou minha atenção por ser abordado por um cirurgião plástico. Foi uma grata surpresa perceber que alguém que vive da beleza tenha um senso crítico tão apurado sobre a obsessão em ser belo que toma conta de homens e mulheres na contemporaneidade. Não que em outras épocas da história não tenha havido essa super valorização da estética, mas nunca com contornos iguais aos de agora. Os posts sobre divórcio, pilates e ginástica para grávidas vão esperar mais um pouco. Enquanto isso, confiram o artigo sobre a ditadura da beleza e pensem um pouco no assunto:

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*DITADURA DA BELEZA X ATITUDES EXTREMAS

por **Maurício de Maio

O dismórfico é aquele que não consegue se enxergar como é na realidade, mas como imagina que seja. Meninas anoréxicas, por exemplo, sempre se veem gordas diante do espelho, embora estejam esqueléticas

Muito antes de Vinícius afirmar que beleza é fundamental, a necessidade de ser belo já influenciava a sociedade no culto e na aspiração de atingir o padrão estético vigente. Há casos em que essa pressão atua de forma perversa, e leva o indivíduo a desenvolver distúrbios psicológicos sérios.

Na natureza, a beleza tem um papel importante para a evolução, pois determina a seleção dos parceiros. É por isso que, em geral, os machos são mais coloridos e vistosos, pois precisam se sobressair para seduzir as fêmeas. Com a raça humana tem acontecido justamente o oposto. Enquanto os homens são valorizados por sua capacidade intelectual e pelo sucesso profissional e financeiro, o que está diretamente relacionado à função de manter e sustentar a família, as mulheres tornaram-se objeto da beleza. Espera-se, então, que sejam eternamente jovens e atraentes.

Há sociedades que chegam a atitudes extremas. Na China Milenar, por exemplo, era costume enfaixar os pés das meninas nobres para que os pés não crescessem. Pé pequeno era sinal de delicadeza, ao mesmo tempo em que simbolicamente representava o controle masculino. É possível citar ainda as famosas Mulheres-Girafa da Ásia, que usavam argolas na adolescência para aumentar de duas a três vezes o comprimento do pescoço. Assim como no caso das meninas chinesas, a ideia aqui não era só adequá-las a um padrão estético, mas também mantê-las sob o domínio dos homens, já que não poderiam mais sobreviver sem as argolas.

Se voltarmos à era pré-histórica, quando os homens saíam para caçar e as mulheres ficavam o tempo todo em casa cuidando dos filhos, entendemos, por exemplo, o porquê de a pele clara ter se tornado sinônimo de beleza. O fato é que elas praticamente não se expunham ao sol. Isso se perpetuou até a década de 20, com o look bronzeado proposto por Channel, que passou a ser associado à saúde e sensualidade.

Com a chegada ao mercado de trabalho, cada vez mais mulheres preferem adiar o casamento em detrimento do desenvolvimento profissional. Ainda assim elas continuam a ser selecionadas pelos parceiros em função da beleza, ou seja, precisam estar sempre bem cuidadas e arrumadas.

Nem mesmo os momentos de crise impediram que as mulheres continuassem a investir em beleza. Há registros de que durante a Segunda Guerra Mundial os gastos com cosméticos chegaram a superar os com alimentos. Esse fenômeno, que recentemente voltou a se manifestar com a crise financeira internacional, foi batizado pelos especialistas econômicos de “Lipstick Effect”.

A verdade é que envelhecer e não atender ao padrão de beleza causa sofrimento a algumas pessoas. Exemplo disso é que mulheres muito belas na juventude tendem a entrar em depressão com a perda do alto padrão estético. É quando iniciam uma busca desenfreada por procedimentos rejuvenescedores e, pela falta de conhecimento, acreditam que o excesso de produtos trará de volta os anos que passaram, o que é tecnicamente impossível e nada natural.

De uns cinco anos para cá, os homens também começam a sofrer com a ditadura da beleza. Não somente os metrossexuais, indivíduos altamente focados nos cuidados pessoais e com a imagem, mas também executivos de altos cargos que se sentem impactados pelo envelhecimento, que prejudica o desenvolvimento e manutenção de seu status profissional, tornaram-se símbolo desse novo padrão de comportamento masculino que valoriza a estética.

Seja homem ou mulher, a questão é que a busca desenfreada pela juventude e beleza se torna um grande problema para aqueles que sofreram algum tipo de perda, que se acham velhos.     Pessoas que sofreram retaliação na infância e/ou adolescência, período importante do desenvolvimento psicológico, podem apresentar traumas difíceis de curar. Há casos em que mesmo após uma cirurgia plástica corretiva, o paciente continua se vendo com o nariz grande e largo, no mesmo padrão de sua adolescência.

Michael Jackson, um dos exemplos mais famosos de cirurgia plástica feita de forma obssessiva e irresponsável

Também são muito comuns situações em que o indivíduo renega seus sinais raciais. Os asiáticos vão atrás das cirurgias popularmente conhecidas como de “ocidentalização”, nas quais é possível deixar os olhos mais abertos, arredondados e com o sulco palpebral evidente. A mudança do nariz é demanda recorrente, também por parte de afrodescendentes. Enquanto os asiáticos querem aumentar a altura do perfil do nariz, os afrodescendentes buscam o afinamento da ponta e das narinas.

Chamados de distúrbios dismórficos, os casos considerados mais graves revelam pacientes extremamente preocupados e angustiados com mínimos detalhes de sua aparência e nunca se satisfazem com nenhum tratamento. Acabam se fragilizando muito quando, em especial, não atingem seu objetivo, que na maioria das vezes é irreal.

O fato de existirem técnicas que possibilitam essas modificações não significa que não haja um limite. Não se pode esquecer que após cada ato cirúrgico há um processo inflamatório e de fibrose. E quanto mais se opera uma determinada área, mais risco existe de comprometer a vascularização e a nutrição das estruturas faciais.

Recentes avanços na medicina possibilitam o uso de métodos não-cirúrgicos, promovendo resultados similares ou iguais sem o risco excessivo de fibrose, necrose parcial ou total do tecido. Entretanto, isso não isenta a responsabilidade que o médico tem de orientar seu paciente sobre os limites para não prejudicar a saúde, ainda mais quando for detectado qualquer problema psicológico.

Independente do que seja feito e de como a sociedade evolua, a beleza tende a continuar a exercer um papel de ditadora. Trata-se, como já vimos, de um instinto de sobrevivência. Mesmo assim, a busca pelo padrão estético ideal ou pela juventude pode ser vista como um estímulo à busca pelo equilíbrio e por uma vida mais saudável. Basta que, para isso, cada um tenha consciência de seus limites. Sejam médicos ou pacientes.

*Material encaminhado ao blog pela Accesso Comunicação

** Maurício de Maio é cirurgião plástico, mestre em Medicina e doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Também é consultor internacional e autor dos seguintes livros: “Tratado de Medicina Estética”, Ed. Roca/ Brasil em 2004; “Fillers in Aesthetic Medicine (Substância de Preenchimento em Medicina Estética)”, Ed. Springer-Verlag/ Alemanha, em 2006; e “Botulinum Toxin in Aesthetic Medicine (Toxina Botulínica na Medicina Estética)”, Ed. Springer-Verlag/ Alemanha, em 2007, os dois últimos traduzidos para o português, espanhol e coreano.

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Ano novo, novos hábitos alimentares

Vamos fazer um trato? Não mais uma daquelas promessas vazias de ano novo, que nunca se cumprem. Mas um compromisso assumido para valer. Um daqueles pactos inquebráveis. O trato é o seguinte: vamos nos cuidar mais em 2010. Cuidar principalmente da alimentação, que nestes primeiros anos do século XXI, deixou muito a desejar em termos de qualidade. Como nas festas de fim de ano a gente sempre exagera, vale se organizar para iniciar a desintoxicação alimentar logo no comecinho de 2010. Para estimular os mais céticos, eis uma reportagem elaborada pela equipe do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional), entidade que atua na prevenção à obesidade, em São Paulo. A fonte da reportagem é a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, além de amplo material de pesquisa com Anvisa e FDA (Food and Drugs Assossiation) órgão americano que regula remédios e alimentos. Apesar de extensa, vale a leitura, para ajudar a compreender quanto ingerimos de porcaria no dia-a-dia. Gostosas, sem dúvida, isso ninguém nega. Mas a longo prazo, essas guloseimas cobram seu preço sobre a nossa saúde.

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Excesso de gordura, sal e açúcar são ameaças reais à saúde

No início do século 20, nossa maior preocupação em relação aos alimentos era com a contaminação e com as medidas sanitárias para garantir que eles não veiculassem doenças. Os Estados Unidos adotaram medidas sanitárias para garantir alimentos não contaminados, como a inspeção das carnes já em 1906. No Brasil, as primeiras resoluções sobre o assunto datam de 1929. Uma ênfase maior foi dada ao problema através de um decreto presidencial de 1952.

Atualmente, o maior risco alimentar, na maior parte do mundo, não são os micróbios, mas os excessos alimentares sob a forma de calorias, açúcares, sal e gorduras. Somos mais de 1,6 milhões de pessoas com sobrepeso em todo o mundo de acordo com o Dr. Barry Popkin, professor de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Carolina do Norte nos Estados Unidos.

De acordo com Popkin, esse número assustador já ultrapassou os 800 milhões de desnutridos espalhados pelo mundo, fazendo da obesidade uma pandemia, responsável direta ou indiretamente pela maior taxa de mortalidade imposta por qualquer fator de risco existente. Nos Estados Unidos, um terço da população adulta é obesa. No Brasil, de acordo com a última Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE 2002-2003, num universo de 95,5 milhões de pessoas acima de 20 anos há 3,8 milhões de pessoas (4,0%) com déficit de peso e 38,8 milhões (40,6%) com excesso de peso, das quais 10,5 milhões são consideradas obesas.

Industrializados mais saudáveis – Um exemplo recente dos nossos equívocos na industrialização dos alimentos foi a produção da gordura hidrogenada para substituir a gordura saturada da manteiga. “Passamos a comercializar margarinas duras, ricas em gordura hidrogenada, que, grama por grama, causa um risco cardiovascular muito maior do que a gordura saturada da manteiga, uma vez que, além de aumentar o mau colesterol (LDL colesterol), a gordura hidrogenada ou trans ainda reduz o colesterol protetor (HDL colesterol), sendo duplamente prejudicial à saúde”, diz a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva.

Atualmente, são muitas as leis que obrigam a indústria de alimentos a declarar a quantidade de gordura hidrogenada de seus produtos em seus rótulos, como é o caso do Brasil. Exemplos muito bem sucedidos, como é o caso de Nova York, que conseguiu praticamente abolir a gordura trans de seus alimentos industrializados, inclusive nos alimentos servidos em bares, lanchonetes e restaurantes. O fato mereceu destaque numa das mais importantes revistas médicas dos Estados Unidos. O artigo, publicado em julho de 2009, não é um ensaio clínico, pesquisa ou revisão de literatura. Trata-se de cinco páginas com a descrição da metodologia usada por Nova York para conseguir mudar o perfil dos cardápios da cidade. A ação atingiu todos os estabelecimentos licenciados para comercializar alimentos, incluindo restaurantes, lanchonetes, cantinas escolares, cafeterias, empresas fornecedoras de alimentos e comércio ambulante.

“O fato inédito envolveu várias estratégias adotadas pelo órgão equivalente a uma secretaria municipal de Saúde e culminou na redução, a níveis muito baixos, do consumo de gordura hidrogenada pelos restaurantes da cidade de Nova York. Esse processo só foi possível graças a uma emenda ao Código de Saúde da Cidade, pois as várias tentativas anteriores, feitas através de campanhas educacionais, não obtiveram sucesso”, conta a médica.

O amargo sabor do açúcar – Sempre nos perguntamos o porquê da esmagadora preferência das pessoas por alimentos doces. A indústria de alimentos percebeu isso bem e milhares de alimentos nos supermercados são adoçados. “Muitas vezes, nos perguntamos se esse excesso de alimentos doces induziria a um quadro de grande necessidade deles e compulsão por doces, tão freqüente nas sociedades modernas. Enquanto ainda não temos respostas definitivas para tais questões, procuramos entender a predileção da maioria das pessoas pelos doces. Sabemos, por exemplo, que se provermos uma gestante com grande quantidade de doces, seu bebê será mais predisposto a gostar das guloseimas do açúcar”, conta Ellen Paiva.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o açúcar de adição não ultrapasse 10% das calorias de uma refeição. Apesar disso, nos Estados Unidos, as crianças consomem o dobro dessa recomendação. Os refrigerantes são os maiores contribuintes individuais dessa ingestão. “O açúcar, incorporado na maioria dos alimentos industrializados, leva a um consumo expressivamente alto desse ingrediente, causando um aumento das calorias das dietas com um poder de saciedade muito pequeno. O resultado dessa equação é sempre muito amargo e um dos responsáveis pela epidemia de obesidade e diabetes em todo o mundo, principalmente entre crianças e adolescentes”, diz a diretora do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional).

O desafio de reduzir o sal – Esse desafio é ainda maior, mas também muito importante. Alimentos muito salgados “tomam conta do nosso paladar”, induzindo-nos a preferir comidas mais temperadas e a recusar aquelas de sabor mais natural. “Comer muito sal é um hábito e um vício que se traduz pela sensação de que qualquer comida, com menor  teor desse ingrediente, pareça sem graça e sem sabor”, diz a endocrinologista.

Os americanos consomem quase duas vezes a recomendação máxima diária de 2300mg de sódio. Estima-se que a redução de 1300mg por dia na ingestão de sódio salvaria cerca de 150 mil vidas. Tal redução seria mais eficaz do que tratar todas as pessoas com hipertensão arterial, utilizando medicamentos específicos para isso. Os alimentos processados e aqueles consumidos em restaurantes respondem por 77% do sal ingerido, tornando muito difícil a redução deste ingrediente.

O reconhecimento da necessidade de redução do consumo de sal é bem antiga. Em 1981, o FDA já havia declarado sua intenção de reduzir o sal dos alimentos processados, mas até o momento pouca coisa mudou, além da obrigatoriedade da descrição da quantidade de sódio nos rótulos dos alimentos, medida também adotada pela ANVISA, no Brasil. E quanto ao consumo, nos últimos 30 anos, a ingestão de sódio aumentou 69% entre as mulheres e 48% entre os homens nos Estados Unidos.

“As necessidades diárias de sal estão relacionadas às necessidades de sódio. Elas são facilmente alcançadas sem a adição de sal no preparo dos alimentos, pois uma dieta normal já contempla os 500mg de sódio necessários ao organismo. Não quero dizer, no entanto, que devamos comer sem sal. Sabemos do maravilhoso sabor que ele incorpora aos alimentos… Mas é preciso tomar cuidado com os excessos”, diz a nutróloga Ellen Paiva.

O brasileiro também tem exagerado na ingestão de sal. De acordo com o Ministério da Saúde, em seu Guia Alimentar de 2006, estamos ingerindo cerca de 30 gramas de sal por dia (12gramas de sódio), quando deveríamos ingerir no máximo 12 gramas (5 gramas de sódio).

Praticamente, todos os alimentos industrializados contêm sódio. Do pão integral ao refrigerante… Até mesmo os sucos artificiais em pó contêm sal. “Mas os campeões são os embutidos (presunto, salame, mortadela, salsicha) e defumados, os caldos concentrados e temperos prontos, as sopas instantâneas, os salgadinhos industrializados em pacotes, os queijos amarelos, os pratos prontos congelados e as conservas”, diz a médica.

Quem come fora de casa regularmente tem mais dificuldade para controlar o consumo de sal, mas sempre é possível fazê-lo. A melhor estratégia para conseguir isso ainda é evitar o saleiro, uma vez que os alimentos já são normalmente preparados com mais sal e as saladas podem ser consumidas utilizando apenas o azeite, fazendo com isso cair a média de ingestão de sal na refeição. “Embora todos se beneficiem com a redução do sal, pessoas com hipertensão arterial, doenças cardíacas e hepáticas que causam retenção de líquidos e insuficiência renal devem reduzir o sal como parte fundamental do seu tratamento, pois o excesso de sal causa maior retenção de água, o que pode agravar essas condições clínicas”, conta Ellen Paiva.

Políticas públicas equivocadas – Diante de um problema de tamanha proporção, a indústria de alimentos e os governos devem desenvolver ações em conjunto no sentido de produzir alimentos mais saudáveis e de menor custo. As agências reguladoras de alimentos devem se empenhar  em exigir rotulações exatas e de linguagem acessível ao público leigo. “E finalmente, os governos devem sobretaxar alimentos mais calóricos e subsidiar alimentos mais saudáveis, tornando vantajosa a compra desses, não somente do ponto de vista nutricional, mas também econômico. Todo e qualquer aumento excessivo no teor de açúcar e gordura dos alimentos deveria ser tributado e não o contrário, como ocorre na indústria de alimentos. Hoje, um litro de leite desnatado é muito mais caro do que um litro de leite integral. Chega ser ínfimo o preço de um pacote de bolachas recheadas em relação ao preço do pão integral”, sugere a endocrinologista.

De acordo com o Dr. Barry Popkin, da mesma forma que os governos têm programas de prevenção de saúde extremamente bem sucedidos, como os de uso dos cintos de segurança e de combate ao tabaco, eles também devem olhar com a mesma preocupação para o avanço da obesidade no mundo e lançar programas relacionados à prevenção da mesma. Essa política de prevenção parece ser a única forma eficaz e economicamente viável contra o avanço da obesidade no mundo, uma vez que o tratamento das comorbidades desta doença impõe intoleráveis gastos aos países em desenvolvimento.

“Enquanto nosso arsenal terapêutico tem se mostrado frágil, muitas vezes, deletério, precisamos contar com povos esclarecidos e motivados, uma indústria de alimentos engajada no mesmo esforço e governos responsáveis e interessados em declarar guerra contra a doença que vem desafiando pesquisadores e governantes”, defende Ellen Paiva.

Para saber mais sobre alimentação saudável, visite o site do Citen: www.citen.com.br
ou entre em contato com eles através do email: [email protected]. O Citen também está no Twitter: http://twitter.com/Citensp

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Quando falamos de doenças, a intenção não é assustar nem desesperar nossos leitores. O mais importante em tocar nestes assuntos é justamente esclarecer e mobilizar as pessoas na luta pela prevenção. Meu último post foi sobre doença, a Aids, e este é também para tratar de uma ameaça à saúde pública, a meningite. A Bahia já registrou até agora, só em 2009, 1.195 casos da doença, causadas por agentes diversos, seja vírus, bactérias, fungos ou protozoários. O agente vai fazer variar o grau de lesividade da doença. A mais grave delas é a bacteriana, que já vitimou 44 pessoas em todo o Estado. Destas, 22 mortes foram em Salvador.

A meningite é uma doença caracterizada pela inflamação das finas membranas protetoras do sistema nervoso central, as meninges, que revestem o cérebro e a medula espinhal. A meningite viral é mais amena e apresenta sintomas típicos de uma gripe. O tratamento é mais simples e a possibilidade de deixar sequelas é mínima. A meningite bacteriana, no entanto, é bem mais grave. A meningocócica, que ouvimos falar constantemente, é o tipo mais complicado. Deflagrada pela bactéria Neisseria meningitidis, ela chega a matar 10% dos pacientes. E se a infecção atingir a corrente sanguínea, o índice de óbitos atinge 50%.

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>> Veja como a bactéria da meningite age no corpo humano
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A meningite bacteriana é altamente contagiosa, podendo levar, inclusive, a uma infecção generalizada. Ela pode ser causada por meningococos, pneumococos ou hemófilos. A mais séria, como já falamos acima, é a causada pelos meningococos. O ser humano é o único hospedeiro natural deste tipo de bactéria. É muito importante a determinação da causa da inflamação, porque é isto que vai determinar o tipo de tratamento adequado, e a possibilidade de evolução da doença. Por isso, não é recomendável que a pessoa inicie qualquer tipo de automedicação, já que o uso de antibióticos por iniciativa própria pode acabar dificultando o diagnóstico.

Sintomas – Os sintomas podem variar um pouco a depender da idade. A suspeita de diagnóstico se torna mais difícil entre os recém-nascidos. Deve-se prestar bastante atenção à irritabilidade, choro em excesso, sonolência. Os pais precisam ficar alerta à moleira, que pode ficar estufada, como se houvesse um galo na cabeça da criança, já que isso pode ser mais um sinal da doença. Acima de um mês de idade, a criança pode apresentar também dificuldades em movimentar a cabeça. Outros sintomas percebidos são febre alta constante, rigidez na nuca (dificuldade de movimentar o pescoço), dor de cabeça, náuseas, manchas avermelhadas na pele e vômitos. Também há casos de confusão mental. Estes últimos atingem a pessoa em qualquer idade.

Diagnóstico – A suspeita da doença pode surgir da avaliação detalhada do estado clínico do paciente. Mas o diagnóstico só será confirmado pelo exame do liquor. Para tanto, é feita uma punção lombar, ou seja, a coleta do líquido da medula espinhal por meio de uma agulha implantada na coluna do indivíduo. Esse líquido é enviado para análise. A partir do momento em que as meninges são atacadas por micro-organismos, o corpo reage com a produção de leucócitos (nossas células de defesa). A reação entre os leucócitos e os micro-organismos gera a inflamação, caracterizada pela alta do número de leucócitos e formação de anticorpos contra os agentes. A análise do liquor, portanto, vai demonstrar o aumento dos leucócitos, o que faz aumentar a concentração de proteínas e diminuir a de glicose (açúcar consumido pelas células).

Contágio – a transmissão acontece pelo contato com as secreções respiratórias do paciente infectado. A saliva é meio transmissor da doença, por isso o contágio ocorre também por meio do beijo e do compartilhamento de talheres, da tosse e do espirro, por exemplo. Como a transmissão é pela via área, os locais fechados, onde há uma concentração maior de pessoas estão mais propícios à disseminação da meningite.Fazem parte do grupo vulnerável todos aqueles que possuem o sistema imunológico comprometido, seja pelo desenvolvimento incompleto, como é o caso das crianças, seja por qualquer outra causa. Como podem causar epidemias, todos os casos de meningite devem ser imediatamente informados à Secretaria de Saúde do local onde foi registrado.

Tratamento – A evolução da meningite meningocócica é muito rápida. Ela pode levar o indíviduo à morte em questão de 48 horas se não for tratada a tempo, no caso de sua forma mais grave. Aqui o correto diagnóstico se mostra super importante, porque o tratamento precisa ser específico para o agente que provocou a doença. No caso da meningite viral, não há um tratamento específico, pela menor gravidade. Normalmente é indicado repouso, e não é comum a necessidade de internação e uso de antibióticos. Na bacteriana, no entanto, é preciso o tratamento com antibiótico específico, com internação indispensável para o acompanhamento da evolução do quadro.

Recomendações do Ministério da Saúde aos pais e responsáveis:
– estejam atentos aos sinais e sintomas, principalmente em crianças menores de 5 anos;
– procurem imediatamente um médico para um diagnóstico seguro e tratamento eficiente;
– se seu filho tiver febre alta, não o mande para a escola. Procure um médico para saber o motivo da febre;
– avise à escola se seu filho estiver com meningite;
– após a alta do paciente não existe mais perigo de contaminação, portanto essas crianças não precisam ser evitadas ou discriminadas, voltando normalmente a frequentar a escola;
– não há necessidade de fechar escolas ou creches quando ocorre um caso de meningite entre os alunos, professores ou funcionários da escola, pois o meningococo não sobrevive no ar ou nos objetos;
– a limpeza e a higiene devem ser as habituais. Não há necessidade de inutilizar ou desinfetar objetos de uso pessoal do doente.

Vacinas, tipos e diferenças -Achei uma explicação bem interessante sobre os tipos de vacinas disponíveis no mercado e qual a indicação de cada uma delas. O texto que segue abaixo (entre aspas) foi retirado na íntegra do site da Clínica de Vacinação Vaccini. Para quem quiser ler o texto na fonte original, é só clicar aqui. É possível encontrar uma série de outros esclarecimentos sobre vacinação no mesmo endereço. Portanto, se persistirem dúvidas, cliquem no link acima e leiam mais sobre o assunto. Vale ressaltar que em muitos locais, como a Bahia, a vacina contra o tipo mais grave da meningite só está disponível nas redes particulares de vacinação. Aqui, ela custa em torno de R$ 100. Recentemente, por causa do índice de disseminação da doença, o Governo baiano anunciou que a partir de 2010 a criançada será imunizada pela rede pública.

“Hoje existem algumas vacinas disponíveis, mas com diferenças importantes entre elas.

A vacina conjugada contra o Haemophilus influenzae do tipo b faz parte do calendário básico de vacinação, estando disponível em postos de saúde, na vacina TETRA que é aplicada a partir dos dois meses de idade, com grande proteção (tornou-se uma doença rara atualmente, graças à vacinação em massa). Na rede privada, essa vacina encontra-se em combinação nas vacinas HEXA, PENTA e TETRA acelulares. Crianças com mais de cinco anos de idade em geral não necessitam tomar esta vacina. No entanto, adultos e crianças mais velhas com problemas de saúde especiais devem ser vacinados.

Contra a doença meningocócica, existem três tipos de vacina, muito diferentes entre si.

As vacinas meningocócicas polissacarídicas Combinada A+C e Combinada B+C conferem proteção por tempo limitado (cerca de três anos), não induzem memória imunológica, e não são eficazes em crianças abaixo de 2 anos (faixa etária onde a incidência da doença é maior). Além disso, o uso repetido dessa vacina acarreta uma tolerância imunológica, isto é, a cada dose aplicada, diminui ainda mais eficácia da vacina.

Mais recentemente, foi desenvolvida uma vacina conjugada contra a meningite meningocócica C, com elevada eficácia (inclusive em menores de um ano), que confere proteção prolongada (possivelmente por toda a vida). Alguns países desenvolvidos, como a Inglaterra, já adotaram esta vacina de forma rotineira no calendário vacinal infantil.

Contra a doença pneumocócica, existe a vacina conjugada pneumocócica 7-valente, que é recomendada para todas as crianças a partir dos dois meses de idade, sendo altamente indicada para aquelas sob alto risco para desenvolver doença grave ou com outras situações de risco associadas. Pode ser aplicada até os 9 anos de idade.

Outra vacina disponível contra a doença pneumocócica é a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente que, da mesma forma que a vacina polissacarídica contra o meningococo, não pode ser aplicada antes dos dois anos de idade (época de maior risco para doença invasiva), não tem proteção prolongada e induz à tolerância imunológica. Tem indicações mais específicas, para indivíduos de alto risco e somente pode ser usada a partir dos dois anos de idade. Crianças sob alto risco devem receber a vacina 7-valente e também a vacina 23-valente. Esta vacina é também recomendada para todas as pessoas idosas.”

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>> Mais sobre a meningite no site do Ministério da Saúde
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Artigo: “O Trio Mortal”

Aproveitando que no post abaixo Alane falou sobre o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, publico aqui no blog um artigo assinado por Carlos Varaldo, do Grupo Otimismo, ong de apoio e esclarecimento aos portadores de hepatites. Já publicamos outras contribuições de Varaldo em ocasiões anteriores. Desta vez, ele fala sobre a combinação da Aids, que enfraquece  o sistema imunológico, com doenças infecto-contagiosas como a tuberculose e a hepatite C, o que afeta sensivelmente a expectativa de vida dos soropositivos, mesmo quando usuários do coquetel antirretroviral. O artigo é um alerta para pacientes e para os gestores do sistema de saúde. Combater o “trio mortal” é questão de política pública e de consciência individual e coletiva. Aids, tuberculose, hepatite C, ao contrário do que pensa o senso comum, não são doenças específicos de um determinado grupo social, de um determinado gênero ou de uma determinada cor de pele, todos estamos sujeitos ao risco de contágio e todos somos responsáveis para que portadores dessas doenças tenham tratamento humanizado, digno e livre de juízos de valor e preconceitos. Confiram o texto:

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**O Trio Mortal

*Carlos Varaldo

Bacilo de Koch, causador da tuberculose

Durante o Congresso Internacional de AIDS na Ásia e no Pacifico, que aconteceu em setembro, participantes e ativistas solicitaram maiores esforços para enfrentar “O Trio Mortal” formado pela combinação das epidemias de HIV/AIDS, tuberculose e hepatite C.

As três doenças, quando separadas, possuem tratamentos efetivos que controlam a progressão e até a cura. Isto é possível na tuberculose e na hepatite C, mas quando alguém se infecta com mais de uma dessas doenças a situação complica e o quadro se torna grave e difícil de tratar.

O alerta desesperado chega, até tardio, porque é estimado que aproximadamente 30% dos infectados com HIV/AIDS já se encontram infectados com à hepatite C ou a tuberculose, passando a ser as duas principais causas de mortes das pessoas infectadas pela AIDS.

O tratamento com o coquetel antirretroviral transformou a AIDS de doença letal para doença crônica, permitindo que as pessoas possam conviver com a doença, mas a utilização dos medicamentos prejudica o fígado e diminui as defesas, tornando-os presas fáceis se estiverem co-infectados com tuberculose ou hepatite C. Para evitar danos maiores é urgente que todos os indivíduos HIV positivos sejam testados para tuberculose e hepatites.

Vírus HIV, causador da Aids

O número de brasileiros infectados com tuberculose ou hepatites B ou C é medido em milhões, números que superam em mais de dez vezes os infectados pelo HIV. O maior problema é a não identificação de quem está infectado, possibilitando a disseminação descontrolada dessas doenças rapidamente na população.  Estudos mostram o crescimento das epidemias, principalmente, devido a que uma pessoa com tuberculose pode infectar outras 15 durante o curso da doença, que a hepatite B se transmite sexualmente com uma facilidade até 100 vezes maior que o HIV e que a hepatite C em caso de compartilhamento de instrumentos contaminados possui 85% de possibilidade de cronificação.

Os infectados com HIV/AIDS e os gestores da saúde devem tomar consciência que existe uma formula matemática que demonstra o perigo da hepatite C, a qual foi colocada por ativistas na entrada do congresso para alertar a comunidade HIV positiva: “Hepatite C + Silencio = Morte”.

“O Trio Mortal” se alimenta de carências no sistema público de saúde, do desconhecimento da população, da pobreza, da desnutrição, da falta de acesso a educação, da falta de profissionais de saúde com os conhecimentos suficientes, de comportamentos de risco e de programas pouco eficazes para enfrentar as epidemias.

Acrescentando a tudo isso a não realização de campanhas de detecção dos casos de hepatites e tuberculose complica ainda mais a situação. Quando a hepatite C e a tuberculose é diagnosticada precocemente a possibilidade de cura é excelente.

Vírus da Hepatite

“O Trio Mortal” já está trabalhando, silenciosamente, e, de forma unida, continua ganhando força.  É o momento dos movimentos sociais da AIDS, da Tuberculose e da Hepatite juntar forças para combater um inimigo comum.  Por enquanto “O Trio Mortal” está ganhando a batalha, é necessário enfrenta-lo para não perder a guerra.

Na Indonésia os ativistas utilizaram o símbolo da AIDS para alertar sobre as três doenças, mas formado por balões na cor vermelha para mostrar que o perigo já está presente.

*Carlos Varaldo é presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite e vice-diretor da World Hepatitis Alliance.
**Material encaminhado ao blog através da assessoria de comunicação do grupo Otimismo

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Mais sobre hepatites:

>>Visite o site do Grupo Otimismo

>>Uma conversa sobre Hepatite B

>>Vinte anos da descoberta do vírus da Hepatite C

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