Saúde & Fitness: “Osteoporose”

Quando eu tinha 16 anos, minha avó materna morreu de complicações decorrentes de uma queda, quando fraturou o fêmur direito. Ela estava com 87 anos. Recentemente, uma conhecida de uma das minhas tias, na faixa dos 75 anos, teve uma fratura porque estava sentada no banco do carona, no carro do filho, e esqueceu de afivelar o cinto de segurança. O motorista distraiu-se conversando com sua mãe, não viu um quebra-molas e o solavanço foi o suficiente para a senhora sofrer uma fratura no osso do cóccix. Nos dois casos, o diagnóstico foi osteoporose. Com base nesses dois exemplos próximos e para ajudar outras pessoas a compreenderem a doença, separei hoje para a série Saúde & Fitness, um texto sobre a osteoporose: diagnóstico e prevenção. O material foi elaborado pela jornalista Márcia Wirth, da MW Comunicação, com base em entrevista com o reumatologista Sergio Lanzotti, diretor do Iredo (Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares). Logo no final do texto, há ainda os links com o site do Iredo, blog e twitter do Dr. Lanzotti. Confiram:

*Osteoporose: doença associada à longevidade, que pode ser prevenida
Com o aumento da expectativa de vida, osteopenia e osteoporose  passaram a fazer parte do nosso vocabulário

Uma pesquisa feita com 174 idosos atendidos em vários hospitais do Rio de Janeiro, pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, concluiu que mais da metade dos pacientes que sofreram fraturas decorrentes de quedas acidentou-se dentro de casa. O banheiro é o cômodo mais perigoso: 18% caíram nesse local. Do lado de fora, no quintal, a taxa foi maior (24%). A rua também representa um risco para a população nessa faixa etária: 41% das fraturas ocorreram fora de casa. Das vítimas, 74 tinham mais de 76 anos de idade, sendo que as mulheres foram muito mais afetadas do que os homens – 130 a 44.

É sabido que os adultos acima de 65 anos são mais suscetíveis a fraturas devido à estrutura esquelética debilitada, fraqueza muscular e diminuição da acuidade visual. Realizar atividades de baixo impacto – como caminhar e dançar -, alimentar-se bem, tomar sol ocasionalmente, evitar o tabagismo e o excesso de álcool são medidas que diminuem as taxas de osteoporose e, em consequência, as fraturas. “Há 30 anos atrás, quase ninguém falava em osteoporose. Hoje, com o aumento da expectativa de vida mundial, a doença transformou-se em tema de discussão constante. Isso porque as fraturas – principal problema causado pela osteoporose – estão ocorrendo com maior freqüência. As pessoas estão vivendo mais e, conseqüentemente, seus ossos se tornam mais susceptíveis ao desgaste”, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

A osteoporose é uma doença que está relacionada com o envelhecimento. Entre 1998 e 2008, a expectativa de vida do brasileiro passou de 69 anos para 72 anos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), homens e mulheres passaram a viver mais. As previsões indicam que, mantida a trajetória atual, em 2040, o Brasil alcançará o patamar dos 80 anos. Antes disso, porém, em 2030, a presença de idosos na população como um todo será quase idêntica à dos jovens.

Osteopenia x osteoporose

Com o aumento da expectativa de vida, osteopenia e osteoporose  passaram a fazer parte do nosso vocabulário. Muitos ouvem o diagnóstico destas doenças e, mesmo sem compreender muito bem a gravidade da situação, têm a noção de que elas estão relacionadas à presença de ossos frágeis e propensos à fratura. “Quem tem osteoporose pode fraturar um osso simplesmente tossindo, espirrando ou mudando de posição bruscamente”, alerta Sérgio Lanzotti.

Quando falamos em osteopenia e osteoporose, o melhor é conhecer os causadores destas doenças para prevenir seu aparecimento. “Apostar na orientação e na disponibilização de informações é muito importante. É papel do médico alertar seus pacientes sobre a osteoporose. Em minha experiência clínica, pude constatar que, quando os pacientes não são bem orientados sobre a doença, logo abandonam o tratamento”, destaca o diretor do Iredo.

Osteoporose e sua prevenção

A osteopenia é a redução progressiva do cálcio dos ossos, que ao evoluir para graus maiores de gravidade leva à osteoporose. Ocorre por uma infinidade de causas, sendo as mais freqüentes: o climatério e a progressiva redução do hormônio feminino; o uso, a médio e longo prazos, de medicamentos, entre eles os glicocorticóides, os hormônios tireoideanos e alguns anticonvulsivantes; o alcoolismo; a imobilização prolongada e algumas doenças reumatológicas e endócrinas. Há ainda uma forte incidência familiar. Embora mais freqüente na mulher, a osteoporose também acomete o sexo masculino.

A osteoporose é uma doença prevenível. A prevenção envolve alimentação saudável; exercícios físicos regulares; exposição ao sol; proteção medicamentosa dos ossos durante o uso prolongado de glicocorticóides e anticonvulsivantes; a polêmica terapia de reposição hormonal na menopausa; a correta reposição de hormônios tireodeanos; o consumo de álcool com moderação; a interrupção do fumo e a implementação de exames médicos de rotina e de procedimentos que evitem quedas.

Assegurando o aporte de cálcio

A alimentação é uma arma poderosa no combate à osteoporose. Ela garante um aporte adequado de cálcio para a mineralização óssea durante praticamente toda a vida. Após a menopausa, a redução do hormônio feminino provoca a perda de cálcio no corpo feminino e pode haver necessidade de suplementação do mineral, nesta etapa da vida.

Além disso, com o envelhecimento, em ambos os sexos, há uma progressiva redução na absorção de cálcio. Com o avançar da idade, a suplementação deste mineral pode prevenir a perda óssea e aumentar a densidade mineral óssea. “Entretanto, se já houver osteoporose manifesta, essa medida deve ser associada ao uso de medicamentos para evitar a perda progressiva ou até mesmo propiciar o ganho de massa óssea”, explica o especialista em reumatologia.

De uma maneira geral, a suplementação de cálcio deve ser de 1000 a 1500mg de cálcio elementar/dia, após a menopausa, na mulher, e após os 60 anos, no homem. “Um cuidado especial deve ser observado em relação às pessoas com propensão a perda de cálcio pela urina e aos formadores de cálculos, pois, nesses casos, a administração do cálcio é contra indicada. Na impossibilidade da suplementação de cálcio, os laticínios são as melhores fontes de cálcio da dieta. O iogurte (400mg em 200ml), o leite (300mg em 200ml) e o queijo (400mg em 150g) devem fazer parte do cardápio destas pessoas”, explica Sérgio Lanzotti.

Além dos problemas com a absorção do cálcio, com o avançar da idade há redução dos níveis de vitamina D no sangue, fator que agrava ainda mais a absorção de cálcio pelo organismo. Pessoas com mais de 60 anos, geralmente, se beneficiam com a suplementação da vitamina D, principalmente se cronicamente enfermos ou se vivem em “casas de repouso”.

Prática de exercícios

Os exercícios de carga são efetivos para manter ou aumentar a densidade mineral óssea na coluna lombar e no quadril. “As recomendações médicas incluem também caminhadas, exercícios aeróbicos de pequeno e médio impacto e de resistência, quando tolerados”, diz Lanzotti.

Exercícios regulares também aumentam a massa e a força muscular, melhoram a coordenação e o equilíbrio e têm sido responsáveis pela redução em 25% do risco de quedas em idosos. Os exercícios que não utilizam a força da gravidade como os realizados na água – hidroginástica e natação – apesar de muito bons para o condicionamento físico e cardiovascular, não são benéficos para a prevenção e o tratamento da osteoporose.

Prevenção de quedas

A prevenção de quedas é importante na redução do risco de fraturas e inclui medidas que interferem em algumas incapacitações como alterações visuais; hipotensão postural e tonturas; fraqueza muscular; e o excesso de medicamentos que podem alterar o estado cognitivo e o equilíbrio. “A adequação dos ambientes com iluminação adequada, a instalação de corrimões em escadas e banheiros e o uso de calçados adequados auxiliam o tratamento preventivo”, afirma o reumatologista Sérgio Lanzotti.

Controle da doença

O controle da doença é feito por meio de exames laboratoriais e da densitometria óssea, exame que consegue medir exatamente a quantidade de cálcio perdida e a evolução da recuperação óssea. “Além da suplementação de cálcio e vitamina D e das demais medidas preventivas descritas anteriormente, contamos também com vários medicamentos que tornam possível a melhora da massa óssea e, mais importante do que isso, a redução do risco de fraturas”, explica o médico.

Serviço:

Onde saber mais sobre o tema?

Site do Iredo – Instituto de Reumatoligia e Doenças Osteoarticulares:  www.iredo.com.br

Blog Vivendo Sem Dor:  vivendosemdor.wordpress.com  http://vivendosemdor.wordpress.com

Twitter do Dr. Sergio Lanzotti: twitter.com/sergiolanzotti

*Material elaborado pela jornalística Márcia Wirth, da MW Consultoria de Comunicação, empresa especializada em assessoria de comunicação para a área de saúde.

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Desmentindo boatos sobre a vacina contra a Influenza A

Uma série de boatos começaram a circular pela internet sobre a vacina contra a gripe A, que ficou popularmente conhecida como a gripe suína. Para tentar barrar a série de informações equivocadas, a Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde divulgou uma nota com diversas perguntas e respostas, para esclarecer a população sobre os principais pontos que estão sendo citados nos falsos e-mails disparados por aí. Sei que o post é grande, mas é uma questão de saúde nacional, meninos e meninas. Portanto, meu conselho é que vocês leiam. Não apenas leiam, mas disseminem o conteúdo da mensagem a todos os seus conhecidos. Nós precisamos de informação. Somente a informação para ajudar no combate à doença. Leiam abaixo o comunicado do Ministério da Saúde, que também pode ser acessado por meio deste link. E para quem quer informações mais detalhadas sobre a Influenza A, o próprio Ministério da Saúde criou um hotsite que contém todas as informações sobre o assunto, inclusive calendário de vacinação. Passem lá.

MINISTÉRIO DA SAÚDE – SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Assunto: Esclarecimentos sobre a vacina contra Influenza H1N1

Em decorrência de boatos sobre a vacina contra Influenza H1N1 que circulam na internet, a Secretaria de Vigilância em Saúde preparou o questionário abaixo para esclarecer as dúvidas sobre a vacina e a estratégia nacional de enfrentamento da pandemia. Repasse o conteúdo ou o link deste documento sempre que você receber o material falacioso.

O mercúrio presente na vacina causa autismo em crianças?
Não. A concentração de mercúrio é de 25 microgramas por dose de 0,5ml e é usada para evitar crescimento de fungos ou bactérias, no caso de a vacina ser contaminada acidentalmente na hora da punção repetida no frasco multi-dose. Esse mesmo conservante é utilizado rotineiramente em outras vacinas, como na Tetravalente indicada contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite e na Tríplice Viral, vacina contra Caxumba, Rubéola e Sarampo.

O timerosal, conservante antiséptico presente na vacina, pode causar autismo em crianças com disfunção mitocondrial e em adultos com disfunção hematoencefálica.
Estudos realizados em todo o mundo demonstram que o timerosal, desde 1930, tem sido amplamente utilizado como conservante em uma série de produtos biológicos, incluindo muitas vacinas. O uso nas vacinas tem por finalidade evitar o crescimento de bactérias ou fungos (micróbios), quando esta é contaminada acidentalmente, como no caso de punção repetida no frasco multidose. A concentração do timerosal na qualidade de conservante é de 0.01%, contendo, aproximadamente, 25 microgramas de mercúrio por dose de 0,5 ml, condição que tem mostrado ser capaz de impedir o crescimento de micróbios. Vacinas com estes tipos de  conservantes já são utilizadas desde 1930. Algumas delas são: DPT, Tetravalente, Febre Amarela, Dupla Viral, Triviral, etc. Em 2004, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos convocou um comitê de Revisão de Segurança em Imunização OIMs examinou a hipótese de que as vacinas, contendo timerosal estariam causalmente associadas ao autismo e comprovou que as provas disponíveis rejeitam a existência de nexo de causalidade entre vacinas contendo timerosal e autismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu o conservante timerosal para o uso nas vacinas, baseando-se em estudos que concluíram não existir evidências de contaminação em crianças ou adultos expostos ao timerosal, e que as vacinas que contém essa substância não aumentam a quantidade de mercúrio no organismo, pois este é expelido rapidamente, não se acumulando em função de repetidas injeções. Em face ao exposto, a CGPNI/DEVEP/SVS/MS reforça a conduta orientada por diferentes instituições de reconhecida credibilidade, as quais preconizam que, até o surgimento de novas evidências, a quantidade de timerosal contida nas vacinas não causa autismo ou qualquer outro problema para as pessoas vacinadas, não acarretando, portanto, efeitos danosos.

A vacina contém esqualeno, substância que afeta o sistema imunológico do indivíduo.
Os adjuvantes são substâncias que estimulam a resposta imunitária, permitindo reduzir a quantidade de material viral utilizado em cada dose e conferir proteção de longa duração. São produtos entre os quais se incluem certos sais de alumínio e emulsões  (esqualeno e seus derivados) que são utilizados na composição de vacinas. E não causam danos ao ser humano.

A vacina contém células cancerígenas de animais que podem causar câncer em humanos.
Não. Isso é boato irresponsável.

Indústrias farmacêuticas receberam imunidade judicial quanto a ações ocasionadas por efeitos da vacina, como morte e invalidez.
Não temos essa informação. Vale registrar que o Ministério da Saúde, Agência Nac. de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os laboratórios produtores detentores do registro são responsáveis por registrar, acompanhar e avaliar os casos de eventos adversos associados à vacinação. O sistema de vigilância de eventos adversos pós-vacinal do Ministério da Saúde possibilita a identificação precoce de problemas relacionados com as vacinas distribuídos ou  pós-comercialização, com o objetivo de prevenir e minimizar os danos à saúde dos usuários.

Não há comprovação de que somente uma dose da vacina seja efetiva.
Errado. Estudos comprovam que a vacina é efetiva com uma dose única. As crianças entre 6 meses e menores de 2  anos devem tomar duas meias doses da vacina contra a Influenza H1N1, sendo que a segunda meia dose da vacina é aplicada 30 dias depois da primeira meia dose, para estarem protegidas do vírus da Influenza H1N1.

A gripe pandêmica foi uma criação da indústria financeira, uma vez que surgiu em plena crise  mundial. Ela foi criada só para favorecer os laboratórios farmacêuticos, que vão ganhar mais dinheiro com a fabricação e venda de remédio e vacinas.
A situação epidemiológica da gripe no mundo e no país é monitorada de forma sistemática e real. O Brasil utiliza de Sistema de Vigilância Sentinela de Influenza desde 2000. Atualmente com 62 unidades de saúde responsáveis pela coleta de amostras e organização de dados epidemiológicos agregados por semana epidemiológica (proporção de
casos suspeitos de síndrome gripal (SG) em relação ao total de atendimentos – % SG). Este sistema possibilita também a identificação dos vírus respiratórios que circulam no país, das novas cepas, o que contribuiu incisivamente a identificação da situação epidemiológica da gripe sazonal e pandêmica, assim como a adequação da vacina contra influenza utilizada anualmente e neste momento da operacionalização da vacinação contra a influenza pandêmica H1N1. O monitoramento por este sistema identificou em 2009, que desde o surgimento da pandemia, aproximadamente 70% dos vírus respiratórios que causavam síndrome gripal era o vírus influenza pandêmica (H1N1)
2009. Em alguns países este percentual chegou até 100%. O simples surgimento de casos de gripe em varios países causado por um novo vírus, já caracteriza a pandemia. Recomenda-se o seguinte endereço www.saude.gov.br eletrônico para acesso aos dados epidemiológicos referente à influenza no país.

A gripe é uma paranóia difundida pela mídia e financiada pelos laboratórios.
Respondido no item anterior

A gripe Influenza H1N1 foi criada em laboratório como o objetivo de gerar um genocídio.
Em 24 de abril de 2009, sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificou aos países membros a ocorrência de casos humanos de influenza para um novo subtipo, à época denominado de A(H1N1) que vinham ocorrendo, a partir de 15 de março, no México e nos Estados Unidos da América (EUA). No dia 29 de abril de 2009, após a realização da terceira reunião do Comitê de Emergência da OMS, conforme estabelecido no RSI 2005, a Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, elevou o nível de alerta da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional
(ESPII) da fase 4 para fase 5. De acordo com a OMS, a fase 5 significa a ocorrência de disseminação do vírus entre humanos com infecção no nível comunitário em pelo menos dois países de uma mesma região da OMS (neste caso as Américas). Desde 11 de junho, segundo a OMS, a pandemia passou à fase 6, ou seja, já havia disseminação da infecção entre humanos, no nível comunitário, ocorrendo em diferentes regiões do mundo. Esta situação cumpria o critério para definição de pandemia estabelecida no Regulamento Sanitário Internacional. A origem deste vírus já vinha sendo detectada em casos isolados nos Estados Unidos, sem provocar epidemias até então, portanto não se trata de uma criação em laboratórios. Todos os fatos que ocorrem no Brasil e no mundo são minuciosamente acompanhados por este Ministério, que vem se preparando para o enfrentamento de uma segunda onda pandêmica desde 2009.

Anafilaxia, reação alérgica potencialmente fatal, é uma reação adversa pós-vacinação.
Anafilaxia é um evento raro que pode ocorrer com o uso de várias substâncias ingeridas ou introduzidas por via parenteral (muscular ou endovenosa) no corpo humano, incluindo alimentos, remedios, vacinas, entre outros. Se caracteriza por uma reação alérgica sistémica, severa e rápida a uma determinada substância, se apresentando com diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema de glote. Pessoas que são altamente alérgicas a gema de ovo não podem tomar vacinas que são produzidas a partir de gemas de ovos embrionários, como a vacina contra a Febre amarela, gripe comum e influenza H1N1. Os profissionais de saúde são capacitados para identificar essas pessoas altamente alérgicas no momento em
que procuram um posto de vacinação.

Há evidências da síndrome de Guillain-Barré em muitas pessoas que tomaram a vacina nos outros países do mundo.
Não existe esta evidência nos países que já realizaram ou estão vacinando contra a influenza pandêmica. A síndrome de Guillain Barré é um quadro neurológico que tem etiologias diversas. Alguns países tem notificado a ocorrência de casos dessa Sindrome à OMS após a vacinação, entretanto, até o momento não foram relatados casos em que tenha sido estabelecida uma associação de causa e efeito entre o uso da vacina e a sua ocorrência.

Centenas de casos de paralisia dos nervos estão sendo associadas a essa vacina. Até médicos já disseram que não vão tomar.
Ver resposta acima

A vacina contém traços de neomicina.
Sim, a vacina produzida pelo Laboratório Sanofi Pasteur. A neomicina é um antibiótico indicado para infecção bacteriana provocada por estafilococos ou outros microorganismos  usceptíveis a este princípio ativo.

A vacina que venderam para o Brasil é vacina encalhada.
Todas vacinas adquiridas pelo Brasil foram compradas diretamente dos laboratórios produtores e por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde – Opas/OMS. Em nenhum momento, o país comprou ou recebeu doação de outro país. As negociações de aquisição de imunobiológicos contra H1N1 foram realizadas em novembro de 2009, quando não havia ainda aumento da oferta da vacina por baixa utilização especialmente nos países da Europa e Asia.

Há evidências de má formação fetal em gestantes que tomaram a vacina.
A vacina contra o vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é segura e indicada para a gestante em qualquer idade  gestacional. Na vacinação realizada no hemisfério norte não houve nenhum registro de má formação fetal relacionada a vacina. Esta indicação foi ratificada pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo. Até o momento, não há relato de ocorrência de nenhum prejuízo sequer para a mãe e/ou para o feto.

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Saúde & Fitness: Atividade física para grávidas

A série Saúde & Fitness desta semana traz um material elaborado pela Clínica Genesis sobre atividade física para gestantes: mitos, tabus, indicações e cuidados. Como sabemos que muitas mamães e futuras mamães são leitoras assíduas do Conversa, publicamos abaixo o material:

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*Estou grávida. Posso fazer atividade física?
– A grávida pode participar de maratonas?
– É recomendável para uma adepta do boxe, que ela continue a praticar este esporte, durante a gestação?
– O que traz mais benefícios à saúde da gestante e do bebê: andar ou correr?

Se as dúvidas sobre a gestação já são muitas… Imaginem quando o assunto é a prática de exercícios durante a gravidez… A avó recomenda repouso absoluto à neta… A mãe acha que só depois do terceiro trimestre a filha deve retomar suas caminhadas diárias… Já a manicure comenta que todas as suas clientes estão fazendo pilates durante a gravidez… “Para combater a desinformação e prevenir a adoção de condutas inapropriadas durante a gravidez, aconselhamos que a gestante converse com o seu obstetra sobre a prática de exercícios durante a gravidez. Ele  a conhece, sabe sobre sua condição clínica, com certeza, fará a recomendação médica mais apropriada”, defende o ginecologista e obstetra Aléssio Calil Mathias, diretor da Clínica Genesis.

De uma maneira geral, os especialistas não contra-indicam a prática de atividades físicas durante a gestação. E dentre todos os benefícios que já conhecemos, um estudo do Instituto de Saúde Pública da Noruega, em Oslo, apontou que a prática de exercícios durante a gravidez diminui o risco da mulher de dar à luz a um bebê com excesso de peso ao nascer. Para chegarem ao resultado, os pesquisadores avaliaram dados de 36.869 mulheres que tiveram gestações a termo. Os autores também ajustaram informações que poderiam interferir no excesso de peso, como idade materna, número de filhos, hipertensão, diabetes e pré-eclâmpsia, dentre outros.

As grávidas que participaram do estudo responderam a dois questionários sobre hábitos de atividade física entre a 17ª e a 30ª semana de gravidez. A análise dos dados revelou que quem se exercitava regularmente – pelo menos três vezes por semana em atividades como natação, caminhada, bicicleta e dança – teve um risco entre 23% e 28% menor de gerar um bebê com sobrepeso. “O dado mais interessante da pesquisa norueguesa reforça que a prática de atividades físicas é recomendada durante a gestação e oferece benefícios tanto para a mulher, quanto para o bebê”, reforça o obstetra Aléssio Calil Mathias.

Para a futura mamãe, os benefícios são muitos: a gestante ganha menos peso, melhora sua atividade cardiocirculatória, prevenindo, inclusive, quadros como diabetes gestacional e doença hipertensiva específica da gestação. “A atividade física durante a gravidez contribui também para que a mulher adquira melhor conscientização corporal, melhore sua auto-estima, sua resistência física para o parto, além de proporcionar uma recuperação pós-parto mais rápida”, destaca o médico.

De acordo com Mathias, a realização de exercícios físicos só é contra-indicada “quando a gestante não é praticante de atividades físicas antes da gestação, e, em virtude da gravidez, decide mudar sua rotina de forma agressiva, sem respeitar os limites de seu corpo. Casos em que a futura mamãe tem placenta baixa, descolamento placentário, sangramentos e trabalho de parto prematuro também são desaconselhados”, diz.

Que recomendações seguir? – “A gestante pode realizar atividades físicas durante os nove meses. Quando a paciente já é habituada a praticar exercícios, não há nenhum inconveniente em dar continuidade durante a gravidez. Se ela decidir iniciar a atividade física durante o pré-natal, precisa receber orientação e acompanhamento apropriados”, diz Franz Paganini Burini, médico especialista em medicina esportiva, que também integra o corpo clínico da Genesis.

A orientação para as gestantes é realizada sempre em conjunto com as recomendações do obstetra responsável. Não há uma fórmula única. “Alguns obstetras consideram a necessidade de descanso da gestante durante as 12 primeiras semanas de gravidez. Outros permitem que aquelas já praticantes mantenham o ritmo, porém com uma intensidade reduzida, principalmente no contexto de impacto. Alguns especialistas defendem, ainda, a necessidade de interromper a prática de exercícios no último mês de gestação”, explica Burini.

“Acompanhamos e orientamos, inclusive, aquelas mulheres que eram sedentárias e que decidiram se exercitar, a partir da notícia da gravidez”, conta Franz Burini.  Segundo um estudo publicado no Jornal da Academia Americana de Cirurgiões Ortopedistas (JAAOS), essa atitude de não ficar parada na gravidez aumenta a probabilidade da mulher incorporar a prática de exercícios no seu dia-a-dia, depois que o bebê nascer. Os cientistas acreditam que, ao se tornar mãe, a mulher reavalia seu estilo de vida, motivada por cuidar não só da própria saúde, como também do bebê.

“O ideal, no entanto, é que a mulher que pretende engravidar comece a fazer algum tipo de exercício físico, principalmente os de característica aeróbica (caminhar) a fim de melhorar o condicionamento cardiovascular. Os benefícios desta atitude vão desde a prevenção de doenças, como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, até um menor ganho ponderal, no período gestacional”, conta Burini.

“Após a avaliação das condições de saúde da gestante, podemos orientá-la a fazer o melhor exercício conforme o seu perfil  – algumas gestantes preferem caminhadas, outras hidroginástica ou até mesmo ioga, atividades muito indicadas por não se tratarem de exercícios de impacto e que trabalham mente e corpo de um modo equilibrado. Na verdade, o melhor exercício é o que é feito! É importante que a gestante pratique algo que lhe proporcione, além de saúde, prazer, e que preferencialmente, seja supervisionada por um profissional capacitado”, destaca o especialista em Medicina do Esporte.

Sobre a  frequência da realização dos exercícios, Franz Burini destaca que “a atividade física praticada durante a gestação também deve ser praticada de maneira regular, na maioria dos dias da semana, mas sempre respeitando o descanso do corpo”.

Para realizar exercícios com segurança durante a gestação, é essencial que a praticante seja orientada sobre vestimenta e alimentação apropriadas. “É importante que a gestante seja orientada quanto à importância de uma alimentação saudável e equilibrada. Ela nunca deve se exercitar em jejum. A hidratação, antes e depois dos exercícios, também é fator considerável”, recomenda Franz Burini.

“É essencial que a futura mamãe utilize roupas confortáveis e leves que permitam a evaporação do calor. Também recomendamos o uso de um tênis confortável e a utilização de um top que possa sustentar de maneira confortável os seios”, destaca o médico.

Saiba mais:
Site: www.clinicagenesis.com.br
Twitter: twitter.com/dralessio
Blog: Gestação Saudável

*Material elaborado e encaminhado ao blog via email pela assessoria de comunicação da Clínica Genesis

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Acompanhe os outros posts da série:

>>Saúde e Fitness: As vantagens da caminhada para a beleza

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Concurso de redação para pessoas com hemofilia

No dia 17 de abril é comemorado o Dia Mundial da Hemofilia. Para marcar a data com uma ação especial, o Ministério da Saúde, a Federação Brasileira de Hemofilia e a Universidade Federal de Minas Gerais estão promovendo o concurso de redação para pessoas com hemofilia.

Podem participar do concurso portadores da doença com idade a partir de seis anos que morem no Brasil. Basta escrever um texto de 10 a 15 linhas sobre o tema “A paz do mundo começa em mim”. A redação deve ser enviada pelo correio até o dia 12 de março.

As 12 melhores redações serão utilizadas para ilustrar a agenda 2011 do concurso. Os vencedores receberão duas passagem de ida e volta para Brasília (autor + um acompanhante) para participar da solenidade de premiação, que acontece em 15 de abril de 2010.

Os interessados concorrerão em uma das categorias abaixo:

A: participantes com idade entre seis e nove anos.
B: participantes com idade entre dez e quinze anos.
C: participantes com idade entre dezesseis e vinte eumanos.
D: participantes com idade superior a vinte eumanos.

Consulte o regulamento completo do concurso. E boa sorte!

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Entenda a hemofilia*

Normalmente, quando sofremos algum corte e começamos a sangrar, as proteínas do nosso organismo entram em ação, para interromper o sangramento. Isso é chamado de coagulação. Os portadores de hemofilia têm deficiência nessas proteínas e sangram mais que o normal.

A hemofilia é classificada nos tipos A e B. Pessoas com Hemofilia tipo A são deficientes de fator VIII. Já as pessoas com hemofilia do tipo B são deficientes de fator IX. Os sangramentos são iguais nos dois tipos e a gravidade dos sangramentos depende da quantidade de fator presente no plasma.

O tratamento da hemofilia é feito com a reposição do fator deficiente pela veia. Para que o tratamento seja completo, o paciente deve fazer exames regularmente e jamais utilizar medicamentos que não sejam recomendados pelos médicos.

*Fonte: Ministério da Saúde.

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Saúde e Fitness: As vantagens da caminhada para a beleza

Conversa de Menina oferece mais uma série para vocês a partir desta quinta-feira. Saúde e Fitness, com publicação semanal, reúne artigos e reportagens mais recentes, encaminhados ao blog, que refletem sobre atividade física, bem-estar e qualidade de vida, bem como problemas de saúde que são agravados justamente pela falta de exercícios, temas que estão sempre presentes nas nossas postagens. Desta vez porém, ao invés das impressões pessoais como mulheres que tentam no dia a dia conciliar o cuidado da mente e do corpo,  vamos abrir espaço para especialistas no assunto. Lógico que continuaremos contando para vocês sobre a nossa luta diária contra a preguiça e a balança, mas  por ora, abrindo a série, segue um artigo do ortopedista Fabio Ravaglia, de quem já publicamos outros textos. Desta vez, ele reflete sobre as vantagens da caminhada para manter a beleza física. É isso meninas e meninos, andar, além de fazer bem para o coração, faz bem para a auto-estima! Confiram:

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As vantagens da caminhada para a beleza do corpo

*Dr. Fabio Ravaglia

Muitos são os benefícios da caminhada para a saúde e, não à toa, andar tem sido recomendação médica constante como terapia ou prevenção para várias doenças. A lista de problemas que a caminhada ajuda a evitar é imensa: acidente vascular cerebral, depressão, ansiedade, osteoporose, artrose, obesidade, diabetes “mellitus”, câncer de intestino e intestino preguiçoso. Caminhar ajuda a reduzir o colesterol ruim e a aumentar o bom, a combater a hipertensão, a controlar o diabetes e a liberar endorfinas — os hormônios que tranquilizam e dão a sensação de bem-estar. Noto que é cada vez mais frequente as pessoas praticarem a caminhada como aliada da boa forma – não só do ponto de vista da saúde, mas dos benefícios estéticos que traz para homens e mulheres. Caminhar emagrece, embeleza as pernas, levanta o bumbum, fortalece as coxas e seca a barriga.

Por se tratar de uma atividade física aeróbica, a caminhada mexe grandes músculos dos braços e pernas, fazendo com que os batimentos cardíacos e a respiração se acelerem. A maior quantidade de ar inspirada, comum em atividades aeróbicas, permite maior oxigenação do cérebro, o que leva à intensificação dos mecanismos do metabolismo. O movimento dos membros inferiores para promover a locomoção ativa a circulação sanguínea e ajuda a tonificar a musculatura, deixando as pernas mais fortes e torneadas. Quando o sangue circula melhor, o coração fica fortalecido e evita-se o surgimento de varizes. Há melhora inclusive nos pequenos entupimentos existentes em alguns vasos sanguíneos das pernas. Andar também exige uma movimentação frequente dos glúteos, levando ao fortalecimento da musculatura e deixando-a firme por igual. Os ossos também se beneficiam com o exercício.

Quem começa a caminhar, percebe a diferença nos contornos do corpo. A queima de calorias ocorre de acordo com a intensidade da caminhada e, em poucas semanas, é possível dar adeus a alguns quilos extras. Toda a parte inferior do corpo realiza movimentos e fica responsável pela sustentação do corpo, sendo obrigada a locomover o peso da pessoa em um esforço que consome energias. O abdome bem posicionado é fundamental para se livrar da barriguinha indesejável. Por isso, é importante manter a postura ereta, com a coluna reta e o queixo perpendicular ao chão. A dica para conseguir manter a postura correta é olhar para o horizonte e prender a musculatura do umbigo, como se pudesse colocá-lo próximo às costas. Toda a melhora no funcionamento do metabolismo propicia um aumento da resistência física, da força e da flexibilidade, e com isso vem a maior eficiência do sistema imunológico. Para completar os benefícios à saúde e à estética, há ainda as vantagens sobre a mente: a caminhada ajuda no tratamento de distúrbios psicológicos ao diminuir o estresse e combater a depressão. Resumindo, muito mais saúde e vitalidade, para o corpo e para a mente.

A prática da caminhada apresenta resultados positivos surpreendentes, mesmo considerando que o metabolismo de cada um varia e reage de maneira diferente às situações. Para iniciantes, a caminhada precisa ser inserida na rotina e intensificada gradativamente, sem ultrapassar o limite físico da pessoa. Uma dica para saber qual é o limite é observar a respiração, que deve permitir que se fale uma frase completa, sem interrupção. Caso a frase seja interrompida, pare um minuto e inspire profundamente pelo nariz, abrindo os braços esticados lateralmente, e expire lentamente, soltando o ar pela boca e fechando os braços esticados à frente do corpo, repetindo o exercício até que a respiração volte ao normal. Continue caminhando, mas diminua o ritmo da caminhada.

Quando a intensidade do ritmo da caminhada está forte demais, a pessoa não consegue dizer nem uma sílaba de uma palavra. O ideal para manter o equilíbrio da respiração é inspirar em um passo e expirar em três passos, o que também evita as dores abdominais. Outro aspecto a ser observado é a frequência cardíaca. No caso de idoso, por exemplo, a intensidade do exercício deve ser de 60% a 90% da frequência cardíaca máxima (própria para a idade), que deve ser avaliada, preferencialmente, por meio de consulta médica, complementada pelo teste de esforço. Partindo de uma atividade moderada, com o tempo, o metabolismo ganhará um impulso, percebido pelo aumento da disposição física e do bem-estar. Lembro de alguns cuidados a serem tomados. Para iniciar qualquer atividade física, faça a avaliação física com um profissional para saber se está apto a exercer determinadas práticas. Isto porque há recomendações específicas para hipertensos, diabéticos, depressivos, etc. Antes e depois de caminhar, é preciso fazer um alongamento para aquecer o corpo e um relaxamento, com movimentos que vão ajudar a esfriar o corpo e a soltar a musculatura.

Tanto a caminhada moderada quanto a rápida são boas. Depende dos objetivos de cada um e também do estágio do condicionamento físico. Destaco dois parâmetros usados para se saber como a saúde está sendo cuidada. O primeiro é o da Organização Mundial da Saúde – OMS, que recomenda que a pessoa pratique qualquer atividade física durante 30 minutos, três vezes por semana. O segundo é que para não ser considerado sedentário, é preciso dar 10 mil passos por dia, o que daria cerca de 5 mil metros, contando toda a movimentação realizada desde que se sai da cama até voltar a dormir, à noite. O importante para a saúde é manter o corpo em atividade. Para a boa forma, talvez seja preciso implementar um treinamento. Comece aos poucos e aumente gradativamente o tempo e o tamanho do percurso. A caminhada bem orientada mostra-se mais eficaz tanto para a saúde quanto para a boa forma. Cuidar do corpo e sentir-se bem é saudável e a caminhada tem se mostrado um excelente exercício para ter um bom condicionamento físico e conseguir o efeito estético desejado.

*Fabio Ravaglia é médico ortopedista graduado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) com residência médica no Hospital do Servidor Público Estadual, especialização em coluna vertebral pelo Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho (Santa Casa de Misericórdia de São Paulo) e mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Também preside o Instituto Ortopedia & Saúde, organização não-governamental que tem a missão de difundir informações sobre saúde e prevenção a doenças.

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Especial Semana da Mulher: Sexo frágil e a Aids

Em 2010 o Dia Internacional da Mulher é um pouco mais especial porque a data completa 100 anos de sua criação. Não vou comentar a importância deste dia para as lutas femininas, pois já escrevi sobre isso no ano passado, no post “Por que existe Dia Internacional da Mulher?”. E também porque acredito, sinceramente, que quem questiona essa data não tem ideia do que seja história, preservação da memória, herança cultural e muito menos o que significa ser mulher nos dias de hoje ou no passado, quando a opressão machista sobre as nossas avós era muito maior. Este ano, ao invés de filosofar, reuni alguns artigos que foram enviados ao blog por especialistas de áreas diversas, – todos com autorização para publicação – que refletem sobre saúde, mercado de trabalho e comportamento das mulheres. A partir deste domingo e até o final da Semana da Mulher, cada dia publicarei um dos textos, assim, teremos muito material para reflexão e talvez desta forma, não seja mais preciso questionar a existência do 8 de Março. Espero que gostem!

E para começar a série, abaixo publico o artigo assinado por Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan. Confiram:

Centenário do Dia Internacional da Mulher – Sexo frágil e a Aids

*Maria Helena Vilela

As mulheres lutaram por seus direitos sexuais, pelo direito de estudar, desenvolver uma carreira profissional e conquistar sua autonomia econômica e pessoal. Não era assim até a época de minha mãe! D. Lenita, mesmo sendo uma mulher muito estudiosa, foi impedida de realizar seu sonho profissional – ser médica – porque, em Maceió, onde ela morava, ainda não havia faculdade de medicina. Para poder estudar, ela teria que ir para Salvador, e isso nem pensar! A moça só podia sair de casa, se fosse para casar. Estudar, formar-se, ganhar dinheiro e fazer escolhas era coisa de homem. Mulher tinha que ser dependente, submissa, inocente, e confiar no homem acima de qualquer coisa.

Hoje, a garota pode decidir sobre a sua vida e realizar seus sonhos. O mundo mudou bastante e a nossa realidade é outra, muito distante daquela que D. Lenita viveu. Mas, quando a questão é amor e sexo, a menina volta no tempo, e ainda se comporta submissa aos desejos do namorado e dependente da iniciativa dele para decidir, literalmente, sobre a sua vida – usar ou não a camisinha. É isto que se pode deduzir do crescente aumento da Aids nas jovens e das pesquisas que mostram a dificuldade de a garota negociar o uso da camisinha por medo de perder o namorado ou por medo de ser julgada “galinha”. Há meninas que não usam preservativo em nome do amor pelo namorado, acreditando que “quem ama confia”. Tais comportamentos fazem da mulher o verdadeiro sexo frágil.

Fragilidade – A infecção pelo HIV se dá pelo contato direto com o sangue, o sêmen e as secreções vaginais, e isto pode acontecer no sexo oral, mas principalmente, na relação vaginal e no sexo anal. O ânus e a vagina são órgãos muito vascularizados, revestidos por um tecido delgado chamado de mucosa. Na relação sexual, especialmente durante a penetração, o pênis provoca atrito na vagina ou no ânus, mesmo que a garota esteja lubrificada. Este atrito, por sua vez, causa micro-fissuras (aberturas muito pequeninas) nas paredes das mucosas, aumentando o risco de que o HIV presente no esperma entre na corrente sangüínea.

Além disso, a mulher é mais vulnerável à Aids, porque a menstruação aumenta o risco de contaminação. Quando a mulher está menstruada, o útero fica completamente desprotegido e exposto ao HIV, por causa da descamação de sua parede, característica da menstruação. Fazer sexo menstruada é “entregar o ouro para o bandido”, pois o vírus atinge a corrente sangüínea sem precisar fazer esforço.

Como se não bastasse tudo isso, o canal vaginal é um órgão interno, o que dificulta à mulher perceber qualquer alteração na vagina. Muitas vezes, ela só descobre que tem uma infecção, ou mesmo uma DST,  se consultar um ginecologista, ou quando a doença já está bastante adiantada. Uma infecção agrava ainda mais a fragilidade da parede vaginal, aumentado a vulnerabilidade da mulher à Aids.

Meninas, fiquem espertas! Se existe sexo frágil, estes são o sexo anal e o vaginal, quando o assunto é Aids. Portanto, alguns cuidados são fundamentais:

– Usar camisinha em todas as relações sexuais;
– Fazer a higiene da vulva com água e sabonete, pelo menos uma vez por dia;
– Não ter relação sexual desprotegida, enquanto estiver menstruada;
– Consultar o ginecologista pelo menos uma vez no ano, mesmo que não esteja sentindo nada.

Meninas, sejam donas de seu corpo! Estejam atentas ao que seu corpo precisa e fiquem fora desta estatística da Aids. Quem se ama, se cuida!

*Maria Helena Vilela é diretora do Instituto Kaplan de Sexualidade Humana

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Aulas gratuitas de pilates para mulheres nesta segunda

Embora o pilates seja mais a praia de Giovanna, estou tentada a começar a fazer aulas. Ela me convenceu, depois de enumerar toda animada os benefícios da prática. E, para incentivar outras meninas, divulgamos aqui no blog uma aula pública que o Centro de Atividade Física e Saúde Viva Salute oferece, nesta segunda, 8. Serão duas turmas, das 7 hs às 8 hs; e das 19 hs às 20 hs. As aulas, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, serão ministradas pela fisioterapeuta Juliana Pereira.

As interessadas podem se inscrever pelo telefone (71) 3014-0233

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Leia outros posts que já publicamos sobre pilates:

>>Pilates alivia dores lombares

>>Prática de Pilates atende necessidades femininas

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Cidade baiana oferece vacina contra HPV na rede pública

Recebemos uma ótima notícia neste final de semana. A cidade de São Francisco do Conde, recôncavo baiano, será a primeira do país a disponibilizar a vacina contra o HPV pelo sistema público de saúde. Abaixo, publicamos a íntegra do material produzido pela Ketchum Estratégia, empresa de comunicação e enviado ao blog por email. Confiram e ajudem a divulgar nas suas redes sociais, porque este pode ser o embrião de um programa de imunização nacional contra o papilomavírus.

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*Cidade baiana é pioneira em oferecer vacina contra HPV na rede pública

São Paulo, 6 de fevereiro – São Francisco do Conde, cidade localizada na região metropolitana de Salvador (BA), será a primeira do Brasil a disponibilizar, por meio da rede pública de saúde, a vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (HPV). O vírus é responsável por 70% dos casos de câncer de colo do útero e 90% das verrugas genitais. A iniciativa inédita, que vai imunizar cerca de 1.500 meninas de 10 a 14 anos, visa oferecer qualidade de vida, diminuindo a incidência das doenças causadas pelo vírus. A Bahia é o estado brasileiro que tem a maior incidência de HPV.

Esquema mostrando locais atacados pelo HPV

Segundo a prefeita de São Francisco do Conde, Rilza Valentim, depois da abertura da clínica especializada em saúde da mulher na cidade, inaugurada recentemente, percebeu-se que havia muitos casos de câncer na população, entre eles, o de útero. “Com essa preocupação e comprometidos com a saúde da população, fomos atrás de mais informações sobre as formas de prevenção e fizemos uma licitação para implementar a vacinação. Sabemos que os custos financeiros para o tratamento do câncer, assim como o desgaste emocional que a doença causa nos pacientes, são altíssimos, superando o valor investido na vacina”, explica.

A prefeita conta ainda que, a partir do dia 22 de março, as meninas matriculadas nas escolas pública e privada começarão a ser vacinadas. “Como educadora, acredito que os melhores caminhos para a conscientização da população são a educação e a prevenção. Vamos imunizar as meninas matriculadas para incentivar as crianças a frequentarem a escola, aproveitando a iniciativa para promover palestras sobre saúde dentro das salas de aula.”

Segundo o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e infectologista Edson Moreira, a iniciativa é extremamente bem-vinda e deve diminuir a incidência de contaminação por HPV e as doenças que ele provoca nas futuras gerações de mulheres sexualmente ativas. “A camisinha é importante, mas não impede totalmente a transmissão do HPV porque o vírus também está na pele da região genital. Dessa forma, é muito importante que as pessoas tenham também acesso a informações sobre o vírus, seus fatores de risco e formas de prevenção, tais como a realização dos exames periódicos de Papanicolaou e a vacina”.

Fruto da parceria com a MSD, empresa farmacêutica que produz a vacina, a iniciativa é um exemplo de parceria público-privada (PPP) bem-sucedida. A empresa espera que a ação possa ser seguida por outros municípios e estados do país para promover maior acesso da população à vacina.

Saúde da Mulher – A vacinação contra o HPV será lançada oficialmente nesta segunda, dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, quando a Secretaria da Saúde, em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Social, promoverá um evento em prol da Saúde da Mulher, focado na prevenção do HPV.

Na ocasião serão promovidas várias atividades, como uma caminhada, da entrada da cidade até o Mercado Cultural, onde serão realizadas palestras sobre qualidade de vida, saúde e direitos da mulher. Além disso, será lançada uma Campanha de Conscientização e Prevenção para garantir que a população conheça o vírus HPV e suas consequências, bem como as formas de evitar o contágio.

Representação atômica do papilomavírus humano

Sobre o HPV – A infecção por HPV, a mais comum das doenças sexualmente transmissíveis (DST), atinge mais de 630 milhões de pessoas no mundo. Os HPV tipos 6 e 11 causam aproximadamente 90% das verrugas genitais e cerca de 10% das lesões displásicas de baixo grau do colo do útero. Os HPV tipos 16 e 18 são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo do útero. Estima-se que esses dois tipos do vírus causem ainda de 40% a 50% dos cânceres vulvares e 70% dos cânceres vaginais.

Todos os anos, ao redor do planeta, 500 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de colo do útero e cerca de 250 mil morrem vítimas da doença. No Brasil, mais de 19 mil novos casos são registrados a cada ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Sobre a vacina – A vacina quadrivalente contra o HPV é a única que protege contra quatro tipos do papilomavírus humano (6, 11, 16 e 18). Atualmente é indicada, no Brasil, para meninas e mulheres de 9 a 26 anos, para a prevenção de cânceres de colo do útero, de vulva e de vagina causados pelo HPV tipos 16 e 18, das verrugas genitais provocadas pelo HPV tipos 6 e 11 e das lesões pré-cancerosas ou displásicas causadas pelo HPV tipos 6, 11, 16 e 18. O HPV tipos 16 e 18 é responsável por aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo do útero, sendo que o HPV tipos 6 e 11 causa aproximadamente 90% das verrugas genitais e cerca de 10% das lesões displásicas de baixo grau do colo do útero.

*Material de divulgação encaminhado ao blog pela Ketchum Estratégia, assessoria da MSD.

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Leia também:

>>Tudo o que você precisa saber sobre HPV

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Saúde: O que é Síndrome dos Ovários Policísticos?

Selecionei para publicação nesta quinta aqui no blog, uma reportagem enviada para nós, via email, pela jornalista Márcia Wirth, da MW Consultoria – empresa especializada em assessoria na área de saúde -, sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos. O texto explica o que é a SOP, quais os sintomas mais comuns e quais as consequências para a mulher portadora deste problema. Faz ainda um alerta sobre a necessidade do diagnóstico e tratamento para a manutenção da qualidade de vida. Vale a pena conferir:
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*Síndrome dos Ovários Policísticos: Sintonia entre ginecologista e endocrinologista facilita diagnóstico e tratamento

Para muitas pacientes, não é nada esclarecedor quando elas são informadas que tem a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A começar pelo nome, pois a Síndrome dos Ovários Policísticos pode ocorrer sem que o exame de ultra-sonografia revele cistos nos ovários. Além disso, 20% das mulheres normais podem apresentar ovários policísticos, sem nenhuma manifestação clínica ou alteração hormonal, não sendo classificadas como portadoras da Síndrome dos Ovários Policísticos. O diagnóstico da SOP é feito quando pelo menos 2, dos 3 critérios abaixo forem positivos em uma adolescente ou mulher adulta:

(1) infertilidade devido a falta de ovulação;
(2) evidências clínicas (acne, excesso de pelos corporais, seborréia, queda de cabelos) e/ou laboratoriais de excesso de hormônios masculinos;
(3) múltiplos pequenos cistos ovarianos vistos através da ultra-sonografia pélvica.

Sinais de alerta – Alterações menstruais constantes constituem-se num sinal de alerta para as mulheres, pois podem indicar a presença da Síndrome dos Ovários Policísticos ou de endometriose. “A mulher que apresenta a Síndrome dos Ovários Policísticos menstrua a cada dois ou três meses e, freqüentemente, tem apenas dois ou três episódios de menstruação por ano. Outros sintomas da doença são o hirsutismo (aumento de pelos no rosto, nos seios e na região do abdômen); a acne; a obesidade e uma dificuldade para engravidar”, explica o ginecologista Aléssio Calil Mathias, diretor da Clínica Genesis.

A Síndrome dos Ovários Policísticos surge, normalmente, na puberdade e vai até a menopausa. Geralmente, tudo começa por volta dos 10 ou 12 anos, quando os ovários da menina, até então inativos, passam a produzir hormônios em grande quantidade, desencadeando a puberdade e com ela a menarca, nome dado a primeira menstruação. “Nessa época, já se nota uma maior tendência ao ganho de peso. No rosto, os efeitos dos hormônios sob a forma de acne e seborréia, características que dão à pele da adolescente aquela aparência oleosa, se fazem notar. Tudo isso pode ser normal e desaparecer lentamente, assim que a turbulência hormonal dá lugar às secreções hormonais cíclicas e regulares da mulher adulta”, explica Silvia Mizue, endocrinologista da Clínica Genesis.

Mas em alguns casos, estes sintomas não desaparecem…  Por isso, é comum a mulher com ovários policísticos procurar vários especialistas, ao longo da vida, em busca de tratamento apropriado. Nos consultórios dos endocrinologistas e ginecologistas, elas se queixam de grande dificuldade de perder peso e das alterações clínicas secundárias ao excesso de hormônios masculinos que seus ovários fabricam.

Distúrbios hormonais – É importante dizer que todas as mulheres produzem fisiologicamente hormônios masculinos. Na mulher, uma importante função dos andrógenos é aumentar a libido. Mas, o principal problema que a Síndrome dos Ovários Policísticos provoca está relacionado com a ovulação. “A testosterona interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos. Os cistos representam a parada do desenvolvimento dos folículos para ovular. Nesta situação, a mulher não ovula porque lhe faltam condições endócrinas para tanto”, explica Silvia Mizue.

As queixas ginecológicas mais importantes das mulheres com SOP são a irregularidade menstrual e a infertilidade. “Além disso, várias complicações podem ocorrer com essas mulheres, quando elas conseguem engravidar, como maior índice de abortamentos, diabetes gestacional, hipertensão arterial na gestação e pré-eclâmpsia. Para todas estas complicações, o tratamento adequado reduz a incidência dessas complicações e quase as igualam às mulheres normais”, diz o ginecologista Aléssio Calil Mathias.

Possibilidades terapêuticas – O tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos depende essencialmente da fase de vida da mulher. O que é mais importante em determinado momento e qual o sintoma que mais  incomoda esta mulher são perguntas que os especialistas que assistem esta paciente devem se fazer. Como se trata de uma doença crônica, não há cura da síndrome, e sim, tratamento dos sintomas.  “Uma adolescente de 15/16 anos, obesa, com pelos, acne e perturbações menstruais, precisa tentar emagrecer. Às vezes, perder peso já pode ser suficiente para reverter o quadro, porque a obesidade gera resistência à insulina e essa resistência produz o aumento de andrógenos, os hormônios masculinos”, explica a endocrinologista da Clínica Genesis.

“Se ela não for obesa, torna-se necessário diminuir a produção dos hormônios masculinos e uma das maneiras mais simples de fazê-lo é por meio da pílula. O anticoncepcional atua também na unidade pilossebácea, reduzindo o crescimento dos pelos e a produção de sebo. Dessa forma, melhoram os quadros de hirsutismo, acne e as alterações menstruais, uma vez que a pílula regulariza os ciclos”, explica o ginecologista Aléssio Calil Mathias.

Infertilidade e SOP – Até os 23 anos de idade, mais ou menos, mulheres com a Síndrome podem ovular esporadicamente. Sabe-se que nem todas as menstruações que ocorrem espaçadamente são ovulatórias, mas algumas são, e a mulher consegue engravidar. “É muito comum a referência de que antes dos 23 anos, elas tiveram um ou dois filhos. Depois, não conseguiram mais engravidar. Essa é uma das patologias mais simples de serem tratadas porque as mulheres, em geral, respondem ao indutor da ovulação. Ele é administrado por via oral, cinco dias por ciclo, a partir do primeiro dia, e é capaz de corrigir as anomalias endócrinas e provocar ovulação. Grande parte das mulheres responde bem ao tratamento e engravida”, diz Mathias. Para as que não conseguem engravidar com o indutor de ovulação, resta, ainda, o estímulo dos ovários com gonadotrofinas, o que se faz normalmente na fertilização in vitro.

Obesidade x SOP – Apesar da obesidade não entrar nos critérios diagnósticos da SOP, ela é muito frequente. A grande maioria das pacientes tem sobrepeso, obesidade ou uma grande dificuldade de manter o peso ideal. “Além disso, a SOP se associa a um tipo especial de obesidade, aquela que se acumula no tronco, principalmente no abdômen. É a obesidade visceral, que traduz o excesso de insulina que acompanha essas pacientes e, muitas vezes, dificulta a perda de peso”, destaca Silvia Mizue, endocrinologista da Clínica Genesis.

O excesso de insulina no sangue é a marca de uma obesidade mais resistente à perda de peso. A insulina é um hormônio anabolizante e favorece o estoque de calorias, em detrimento da queima. “Logo, todas as formas de se reduzir o excesso de insulina são válidas, mas a mais importante é a melhora da sensibilidade à ação do hormônio. Assim que possibilitamos uma maior eficácia do hormônio, ele passa a ser produzido em menor quantidade e seus níveis sangüíneos caem. Isso pode ser conseguido com atividade física, dieta adequada, perda de peso e alguns medicamentos”, defende Silvia Mizue.

Para saber mais sobre a Síndrome:

Site: www.clinicagenesis.com.br

Rede Social: http://twitter.com/dralessio

Blog Gestação Saudável

*Material elaborado por Márcia Wirth, da MW Consultoria de Comunicação em Saúde

Um lembrete importante: O blog não prescreve tratamentos e nem faz diagnósticos. As fontes da reportagem acima, por exemplo, são dois médicos. Faço um alerta para que as leitoras que queiram mais esclarecimentos, que  busquem marcar consultas presenciais com as suas ginecologistas e endocrinologistas. As reportagens de saúde publicadas aqui no Conversa tem a função apenas de alertar, informar e disseminar uma cultura do cuidado de si. Sempre selecionamos com muito cuidado as fontes de pesquisa e também os textos prontos e os artigos enviados para nós e só publicamos material de boa procedência e elaborado por quem entende do assunto.  Batemos tanto na tecla da saúde, porque é um tema muito caro a nós mulheres, mas combatemos a auto-medicação e como não somos médicas, não fazemos diagnósticos e nem damos consultas ou indicamos remédios. Cuidem-se meninas, para si mesmas e para as pessoas que amam vocês!

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Uma conversa sobre Aids, Carnaval e juventude

Durante estes dias de cobertura carnavalesca pela mídia, ouve-se muito falar em Aids e fala-se muito da importância da camisinha, principalmente porque o Carnaval é uma festa que tem fama de mais permissiva. Toda a ênfase no beijar na boca, na “ficação”, no curtir o momento, todo o mito da máscara e do não saber como e com quem, é excitante, sem dúvida. Existe um fetiche na “festa da carne”, isso é inegável e a intenção aqui não é ser moralista. Sexo é bom sim, mas quando feito com consciência, ainda fica melhor. Quando digo consciência, quero enfatizar o conhecimento do próprio corpo, das próprias necessidades e também das necessidades da pessoa com quem compartilhamos esse momento, seja parceiro (a) fixo ou não.

Embora se divulgue mais a escalada da epidemia de Aids entre os brasileiros em datas especiais, perto do Carnaval ou no Dia Mundial dedicado a conscientização sobre a doença, por exemplo, os números não são fantasia e nem estratégia de marketing para comover. Eles refletem a condição de milhares de pessoas reais. Liberar a informação perto ou durante o Carnaval, acredito, tem intenção de aproveitar sim que as pessoas estão focadas no sexo, mas ainda assim, os fatos existem, a epidemia existe, continua a crescer silenciosamente e atinge uma faixa etária cada vez menor.

Segundo o último boletim que recebemos (via email) do Ministério da Saúde, na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres.  Dos 20 aos 24 anos, a divisão por gênero é semelhante e atinge tanto eles quanto elas (independente da orientação sexual) em percentagens iguais. Já entre os homens jovens, ainda segundo o MS, há maior incidência de infecção nas relações homossexuais. Vê-se com isto que a Aids nunca foi uma doença restrita a um gênero ou opção sexual, mas é alarmante o fato de tanta gente jovem adquirir o vírus. É falta de campanha? Acredito que não é só isso. Ainda assim, este ano, o foco da campanha pró-camisinha do MS durante a folia de Momo tem como alvo os jovens.

Acredito que, além da necessidade de se divulgar com mais frequência os números e as estratégias de prevenção, existe também uma falta de consciência corporal, um excesso de fé no outro (principalmente daqueles que tem parceiro (a) fixo), uma grande subserviência das mulheres (que ainda não aprenderam a agir de igual para igual com seus parceiros na relação) e, diante de tantos jovens ainda em tenra idade contaminados, um desejo até meio mórbido de desafiar a morte e dizer: “comigo não acontece”. Só que pode acontecer. E, até o momento, ainda não inventaram método mais simples de prevenção do que a camisinha.

Outro dia, respondi um comentário de alguém que dizia não gostar de sexo com camisinha. Ela revelava que não conseguia sentir prazer com a camisinha, mas acredito que sentir ou não prazer em uma relação está além da camisinha, porque está além da penetração. Cada casal deve buscar nas suas preferências e práticas, fazer o joguinho de sedução, caprichar nas preliminares, descobrir outras zonas de excitação no corpo do parceiro (a), para não limitar o sexo só ao ato da penetração. Ser criativo na vida é fundamental e o sexo faz parte disso. Então, para mim, esse aumento do número de casos de Aids entre gente jovem demais, ou de HPV, ou de outras doenças sexualmente transmissíveis (e aqui vale lembrar que a Aids se transmite por outros meios que não apenas o sexo), tem um pouco também de relação com falta de maturidade para gerenciar uma vida sexualmente ativa.

Os jovens se iniciam no sexo mais cedo, mas não estão preparados para administrar a situação, negociar o uso do preservativo, ainda não possuem aquela consciência corporal que já falei acima, as meninas mais novas são ainda mais vulneráveis à vontade do parceiro, sobretudo nas relações heterossexuais, que é onde a carga machista da sociedade traz toda aquela ideia de que a iniciativa é deles e só deles e que elas devem se submeter, espera-se até que se submetam. Creio que tudo isto ocorre porque a adolescência (e são pessoas de 13 a 19 anos se contaminando), é uma idade de tantas incertezas em tantas áreas da vida, porque não seria neste fator, o sexo?

Os pais, a escola, a sociedade, todos precisam atentar para o fato de que existe um alerta (e não é dos números do Ministério da Saúde) quando tantos jovens se contaminam em tão grande proporção com o vírus da Aids. Existe um alerta que perpassa a educação recebida em casa, a educação recebida na escola, a falta de diálogo, a erotização precoce de crianças que sequer foram alfabetizadas ainda mas estão expostas a letras de música e programas na tv acima da sua capacidade de compreensão. É uma cruzada social impedir que tantas vidas precoces se comprometam com algo tão complexo quanto ser portador de HIV. Todos, de alguma forma, temos de contribuir!

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Confira a íntegra do Boletim do Ministério da Saúde divulgado em fevereiro:

*Epidemia de Aids atinge jovens entre 13 e 19 anos

Mariângela Simão, do Ministério da Saúde. Crédito da imagem: Agência Brasil

Os números mais recentes da Aids no Brasil mostram que a epidemia, na década de 2000, comporta-se de forma diferente entre os jovens. Na população geral, a maior parte dos casos está entre os homens e, entre eles, a principal forma de transmissão é a heterossexual.

Considerando somente a faixa etária dos 13 aos 24 anos, a realidade é outra. Na faixa etária de 13 a 19 anos, a maior parte dos registros da doença está entre as mulheres. Entre os jovens de 20 a 24 anos, os casos se dividem de forma equilibrada entre os dois gêneros. Para os homens dos 13 aos 24 anos, a principal forma de transmissão é a homossexual.

Diversos fatores explicam a maior vulnerabilidade dos jovens para a infecção pelo HIV. Entre as meninas, as relações desiguais de gênero e o não reconhecimento de seus direitos, incluindo a legitimidade do exercício da sexualidade, são algumas dessas razões.

No caso dos jovens gays, falar sobre a sexualidade é ainda mais difícil do que entre os heterossexuais. “Eles sofrem preconceito na escola e, muitas vezes, na família. Isso faz com que baixem a guarda na hora de se prevenir, o que os deixa mais vulneráveis ao HIV”, explica Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Feminização – O aumento de casos de Aids entre as mulheres se deu em todas as faixas etárias. Em 1986, a razão era de 15 casos em homens para cada um caso em mulheres. A partir de 2002, a razão de sexo estabilizou-se em 15 casos em homens para cada 10 em mulheres. Na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres jovens. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 casos em meninas.

Entre 2000 e junho de 2009, foram registrados no Brasil 3.713 casos de Aids em meninas de 13 a 19 anos (60% do total), contra 2.448 em meninos. Na faixa etária seguinte (20 a 24 anos), há 13.083 (50%) de casos entre elas e 13.252 entre eles. No grupo com 25 anos e mais, há uma clara inversão – 174.070 (60%) do total  de 280.557 de casos são entre os homens.

A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira, lançada pelo Ministério da Saúde em 2009, também ajuda a explicar a vulnerabilidade das jovens à infecção pelo HIV. De acordo com o estudo, 64,8% das entrevistadas entre 15 e 24 anos eram sexualmente ativas (haviam tido relações sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa). Dessas, apenas 33,6% usaram preservativos em todas as relações casuais, que são as que apresentam maior risco de infecção.

Nos homens, 69,7% dos entrevistados eram sexualmente ativos. Entre eles, porém, o uso da camisinha é maior: 57,4% afirmaram ter usado em todas as relações com parceiros ou parceiras casuais.

Homossexuais – Na faixa etária de 13 a 19 anos, entre os meninos, houve mais casos de Aids por transmissão homossexual (39,2%) do que heterossexual (22,2%), no ano de 2007. Essa tendência é diferente do que ocorre quando se observa todos os casos de Aids adquiridos por transmissão entre homens – 27,4% homossexual e 45,1% heterossexual.

Nas escolas – O carro-chefe das ações de prevenção à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis é o programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação. Criado em 2003, o SPE tem como objetivo central desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens. As ações se dão de forma articulada entre escolas e unidades básicas de saúde. Hoje, 50.214 escolas de todo o país participam do programa.

A iniciativa trabalha a inclusão, na educação de jovens das escolas públicas, dos temas saúde reprodutiva e sexual. O SPE reúne ações que envolvem a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais dos alunos, e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. É no âmbito deste programa que se disponibiliza preservativos nas escolas.

*Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde – Brasília

Saiba mais:

Para ver material da campanha do MS durante o Carnaval, que este ano está focada nos adolescentes, visite: www.aids.gov.br.

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