De olho na saúde: meditação contra o câncer

Praticar meditação traz inúmeros benefícios para a mente e o espírito. E agora, os cientistas descobriram que as técnicas de relaxamento também funcionam nos exames para detecção do câncer de mama. Esse é um dos destaques da semana na sessão De olho na saúde, que toda sexta-feira, traz informações fresquinhas sobre pesquisas e descobertas médicas; além de dicas para o bem estar e a qualidade de vida.

Sintonizadas na ternura

Pesquisadores da Universidade Duke (EUA) queriam saber os efeitos da meditação e da musicoterapia em pacientes com nódulos nas mamas que precisavam se submeter a biópsia. O exame serve para determinar se um tumor é benigno ou maligno e consiste em retirar um pedaço do nódulo para análise. Além de pressão emocional, o exame pode causar dor e desconforto.

Para isso, 121 voluntárias foram divididas em dois grupos, um para controle e outro submetido a sessões de meditação e musicoterapia. As mulheres que meditaram e foram estimuladas a focar em sentimentos amorosos, passaram pelo exame sem desconforto. Também foi notado que as que ouviam música relaxante não ficavam nervosas durante ou sentiam menos fadiga após o exame.

A música (tema da coluna na semana passada) e a meditação diminuem a ansiedade e a angústia das pacientes durante exames. Também auxiliam aquelas que, uma vez diagnosticadas com o câncer de mama, precisam se submeter a sessões de quimioterapia. Os autores da pesquisa acreditam que os benefícios são extensivos a qualquer procedimento médico.

Lição para a memória

Técnicas de memorização baseadas no agrupamento de palavras ajudam pacientes com tumores ou lesões no lobo frontal esquerdo do cérebro. A pesquisa é de uma equipe de neuropsicologia do Hospital das Clínicas, de São Paulo, e já foi destaque no Prêmio Saúde.

O lobo frontal esquerdo é a área que processa as informações verbais. Um grupo de pacientes que passou por cirurgias de remoção de tumores na região, recebeu uma lista com 16 palavras para decorar. Boa parte esqueceu tudo mal terminou a leitura. Usando como base um sistema de separação por categorias: nomes de frutas, de instrumentos musicais, de pessoas, de peças de vestuário, etc., os pacientes passaram a reter a informação.

Técnicas de memorização também são utilizadas por ‘concurseiros’ e profissionais que lidam com muita informação.

Fofura sem espirros

Sabe aquele bicho de pelúcia que você ganhou de presente e adora? Ou que seus filhos não desgrudam? Pois o Teddy é uma casa confortável para os ácaros que fazem a festa no nariz e nos pulmões dos alérgicos.

Para evitar transtornos à saúde, lave os bonecos à máquina uma vez por semana. Mas antes,  fique atenta (o) às seguintes dicas:

>>Use sabão neutro, que sabão em pó também é irritante para as vias aéreas e enxágue bem, para não sobrar nenhum resíduo de detergente;

>>Leia a etiqueta para ver se o material que enche o boneco é do tipo que pode ser rodado na máquina. Se for um brinquedo à pilha, retire as pilhas;

>>Retire também botões ou qualquer outro detalhe que pode desmantelar e coloque o bichinho dentro de uma fronha branca e amarre a ponta. Ele deve ser lavado dentro da fronha;

>>Após a lavagem, escove a pelúcia e coloque o brinquedo para secar em área bem arejada.

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Amor sem neuras envolve parceria

Homer e Marge Simpson. Ela assume a ‘responsa’ e ele é o eterno garotão

O amor é um dos sentimentos mais esmiuçados e confundidos. Chamamos de amor coisas que nem de longe se parecem com ele. Criamos expectativas que os contos de fadas não dão conta de suprir. Nem mesmo zerando a tag de comédias românticas da Netflix. Inclusive porque, a depender do modelo de relacionamento vendido por esses filmes, a confusão só aumenta. E é por causa de tanto mal entendido que acreditamos que cuidar do outro no relacionamento é uma via de mão única. E toda esburacada pelo peso de carregar sozinha a história que deveria ser compartilhada pelo casal.

Quem aí nunca se sentiu pateta ao perceber que se esforçou ao máximo para que as coisas dessem certo e no fim elas deram errado por conta de tanto esforço? Quem nunca confundiu cuidado com o outro com sobrecarga? E quem nunca botou a culpa no outro pelo fracasso do relacionamento, justamente porque a pessoa que recebeu tanta dedicação não soube valorizar nosso esforço?

Primeiro, é importante ressaltar que a gente só deve se relacionar com quem nos valoriza, em todos os sentidos. Se a pessoa desmerece nosso corpo, nossas ideias, nossos sentimentos, nossos projetos e ambições, se encontra defeito em tudo o que somos ou fazemos, a solução é uma só: caia fora. Ninguém precisa de relacionamentos tóxicos para viver. Não se permita, jamais, viver relações abusivas e ser o tapete onde alguém limpa os pés.

Ser valorizada e valorizar com quem estamos não tem relação com ser mártir. Infelizmente, ainda existe quem se martiriza em nome de uma promessa de amor. Relações sadias não exigem sacrifícios, não requerem que a gente se anule ou auto-flagele. Amor mesmo, e não outros sentimentos confusos que se disfarçam de amor, não nos violenta.

Inverdades universais

Amor requer reciprocidade. Não é sua obrigação cuidar sozinha do casal

A pessoa mártir é aquela que faz questão de assumir todas as responsabilidades da relação, de controlar cada detalhe, de prover o parceiro de tudo o que ele necessita sem que a criatura sequer precise pedir. E depois, exausta, sofre por estar sobrecarregada. E o relacionamento, que era para ser bacana, vira fonte de dor de cabeça e decepções.

Nossa cultura ainda é prejudicial às mulheres em muitos aspectos. Um deles é o de propagar como verdade universal a ideia falsa de que as meninas amadurecem cedo e aprendem desde novas a serem responsáveis, a se comportarem e a resolverem os perrengues da vida diária; enquanto os meninos crescem e viram homens que aos 50 anos ainda precisam de cuidados maternos.

Na verdade, isso acontece não porque a natureza quis assim, mas porque meninos e meninas recebem educações diferentes. Enquanto somos treinadas para amar incondicionalmente, obedecer e servir; eles são estimulados a conquistar, dominar e ter todos os desejos atendidos. Já passou da hora de mudar essa educação desigual.

Para alguns homens, é cômodo ficar na posição de garotão e depois reclamar que a parceira é ‘controladora’. Ou então, deliberadamente, deixar que ela resolva as coisas chatas do cotidiano, porque é muito bom que outra pessoa esquente o juízo no nosso lugar. Mas, também é difícil, às vezes, fugir desse círculo porque tem muita gente que repete o padrão e toma para si o cultivo da relação, sem dividir as responsabilidades.

Relacionamentos afetivos são vias de mão dupla, sempre. Amor abnegado, sacrifício extremo, não esperar nada em troca, nada disso se aplica aos casais. E aqui não se trata de criar expectativas falsas sobre relacionamentos falidos, mas exigir reciprocidade. Não dá para sustentar um casal se só um lado doa, enquanto o outro vampiriza.

Seu boy não é seu filho

Você não é a mãe do seu boy!

Para começar a botar ordem nas coisas, vale lembrar que nossos parceiros afetivos não são nossos filhos. Se o cara precisa de uma ‘mãezona’ para organizar a vida dele, o problema, companheira, não é seu, é do cidadão em questão. Não assuma papel de mãe, babá, secretária, enfermeira ou qualquer outro que te deixe desconfortável ou se sentindo usada na relação. Cuidar de quem está doente, ajudar nas necessidades, gerenciar a casa, educar filhos, zelar pelo sentimento de vocês, é tarefa de ambos, não apenas sua.

Faça o boy enxergar que casais se ajudam, são parceiros, jogam no mesmo time. Porque senão fica injusto e desequilibrado, provoca sofrimento ao invés de felicidade. Se o cidadão não aprender ou não estiver pronto para fazer a parte dele na história, então é hora de avaliar se o romance vale seu esforço.

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De olho na saúde: canção para salvar a memória

Depois da descoberta do poder do riso contra os males do estresse, outro ditado popular encontra respaldo e comprovação científica. Uma pesquisa da Universidade de Helsinki, na Finlândia, descobriu que cantar é uma forma eficiente de preservar a memória. Esse é um dos destaques da semana na sessão De olho na saúde, que toda sexta, traz informações sobre pesquisas e descobertas científicas; além de dicas para o bem estar e a qualidade de vida.

Quem canta suas lembranças preserva

A pesquisa na Finlândia reuniu 89 pessoas com o Mal de Alzheimer e as dividiu em dois grupos, um de controle e o outro que participou de um treinamento musical durante 10 semanas. O resultado é que a turma que participou das aulas de música tiveram melhoras na memória, raciocínio e capacidade de se situar no tempo e espaço.

Para o estudo, foram selecionadas músicas entre as preferidas dos pacientes, pois a familiaridade com as letras e melodias oferece conforto emocional, o que, por sua vez, estimula o cérebro. Para os portadores do Alzheimer, a musicoterapia funciona como mecanismo de atraso no avanço da doença.

Já para quem não está doente, os cientistas recomendam a cantoria como um preventivo de problemas cognitivos futuros. Em bebês, inclusive, o poder estimulante da música é usado para turbinar a capacidade de aprendizado e como estímulo para o desenvolvimento neuromotor.

Visão além do alcance

Três jovens oftalmologistas formados na USP São Carlos criaram uma startup (empresas de tecnologia em fase iniciante) para desenvolver um aparelho portátil que realiza exames de retina.  O equipamento será usado em pacientes que moram longe dos centros urbanos e têm dificuldades para deslocar-se até os locais das consultas.

O Smart Retinal Camera (SRC) é formado por uma estrutura que pode ser acoplada aos smartphones. Os primeiros testes estão programados para 2018. Uma prova de que ainda existem médicos fiéis ao juramento de salvar vidas!

Pele de laboratório para reduzir testes em animais

A equipe do Centro de Biologia da Pele da USP (Universidade de São Paulo) pesquisa a criação em laboratório de uma pele humana que servirá para testes de cosméticos e medicamentos, reduzindo o uso de animais.

O procedimento já existe no exterior e utiliza sobras de pele de cirurgias plásticas, que servem de base para a criação de tecidos novos. Indústrias multinacionais como a L´Oréal utilizam esse recurso e mantém parcerias com centros de pesquisa no Brasil, como Instituto D´Or, do Rio de Janeiro.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibirá o uso de animais em testes de laboratório a partir de 2019. E, por isso, cientistas trabalham para que o uso de peles criadas em laboratório ofereça resultados cada vez mais precisos. O material servirá para testar potenciais alergias, queimaduras, irritação, corrosão ou outros efeitos colaterais das substâncias químicas presentes em cosméticos e produtos de limpeza.

Os consumidores, por sua vez, estão mais sensibilizados para a causa animal e exigem produtos cruelty free; além de estarem atentos aos rótulos das embalagens do que consomem, evitando xampus e outros cosméticos ricos em sulfatos, petrolatos e afins.

*Fonte de informações: revistas Saúde e Galileu 

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Sobre viver confortável na própria pele

Todas as belezas, de todas as cores e tamanhos, merecem o mesmo respeito

Sentir-se confortável com o próprio corpo ainda é um desafio para as mulheres. Com tantos apelos na mídia, tantas receitas ‘milagrosas’, e os padrões que começam a ser construídos desde a infância; para algumas, olhar-se no espelho e gostar do que estão vendo é um exercício constante de construção e manutenção da autoestima. Falo das mulheres porque é sobre elas que ainda pesa a exigência por uma imagem impecável. É delas que ainda se exige que “existam para enfeitar o mundo”. É sobre o corpo feminino que existe toda uma pressão e controle. O que não significa que homens, ou qualquer outra pessoa dos gêneros para além do binarismo homem x mulher, também não sofram com padrões de beleza às vezes impossíveis de alcançar e insensatos.

O esforço diário para a construção e manutenção da autoestima é mais que necessário. E estar confortável na própria pele não significa acomodar-se aos ‘defeitos’. Até porque, onde está o manual que diz que tal característica é de fato um defeito? Pessoas não nascem com manuais e qualquer tentativa de enquadrá-las só serve para disseminar preconceitos e causar angústia. A beleza é uma construção social que se encaixa na cultura de cada época. Isso significa que ela é relativa e que algo considerado muito bonito hoje, pode não ter sido valorizado há vinte ou trinta anos. E vive-versa. E se os padrões de beleza mudam constantemente, porque não podemos fazer um exercício de aceitar todos os padrões? O que significa, de fato, que o bacana é não ter padrão.

Vale tudo sim!
“Será que vão gostar do meu cabelo pink?” “O que importa é que você gosta!”

Foi-se o tempo em que ser ‘diferente’ era algo negativo. Cada vez mais, o mundo – apesar das resistências acirradas de alguns – abre-se para a diversidade. E que coisa maravilhosa é essa tal de diversidade! Que libertador é olhar-se com amor e respeito pela história escrita nas rugas, nos fios brancos, nos quilos a mais ou em um nariz mais largo.

Vale cabelo liso? Vale. Cacheado? Vale. Crespo, volumoso, colorido, descolorido? Sim! Ser careca? Lógico! Ir ao salão toda semana? Se é possível pagar por isso, por que não? Não gostar de fazer as unhas, maquiar-se? O que tem de errado em não fazer as unhas ou pintar o rosto? Ser assíduo na academia e manter uma rotina de alimentação controlada? Se te faz bem, se é por você mesma que está fazendo o esforço de abrir mão do brigadeiro e não porque impuseram regras sobre o seu corpo e o seu existir, então faça seus exercícios e sua dieta e, principalmente seja feliz!

Saudável vestindo XL
“Amiga, tá me achando bochechuda na foto?”  “Que nada, você está linda!”

Vestir GG, XL ou qualquer outro manequim grande e ainda assim ser saudável? A ciência e a medicina estão revisando vários estudos e derrubando mitos sobre a relação peso e saúde. Já caiu por terra, por exemplo, a ideia de que o Índice de Massa Corporal (IMC) é o indicador supremo de que tudo vai bem no organismo. Na verdade, o IMC é só um dos muitos índices que precisam ser checados antes de apontar se uma pessoa considerada gorda é de fato doente. Ou se uma pessoa considerada magra é de fato saudável.

Junto com o IMC, exames precisam comprovar o estado do organismo do indivíduo. Há gordos com taxas de triglicérides, colesterol e glicemia normais e há magros com índices estratosféricos. Nem sempre, um corpo volumoso significa sedentarismo ou um corpo magro significa vida ativa. Nem sempre, um corpo maior é sinal de desleixo ou de voracidade à mesa. Estresse, descompassos hormonais, predisposição genética e uma infinidade de outros fatores podem levar alguém a engordar ou a emagrecer.

Além disso, nunca é demais lembrar que quem faz dieta e pega firme nos halteres de forma consciente e responsável, faz acompanhamento médico e nutricional, se submete a exames de rotina de acordo com as orientações desses profissionais e utiliza os serviços de preparadores físicos, fisioterapeutas, personal trainers, instrutores etc., para evitar lesões musculares e complicações às vezes difíceis de tratar.

E vale ainda lembrar que muitos gordos se exercitam sim, porque fazer exercícios não está diretamente relacionado a emagrecimento, mas a manter o corpo ativo, os músculos e articulações saudáveis para as atividades cotidianas.

Xô, gordofobia!

Saúde nem sempre é sinônimo de um corpo enxuto. A questão é sentir-se bem. E se você está bem internamente e se seu corpo está saudável vestindo 38/40, ótimo! Mas se está saudável e você se sente bem também vestindo 50/52/54…, não deixe ninguém dizer ou te fazer pensar o contrário. Empodere-se!

E aqui, ressalto, não estamos falando de extremos. Ninguém está fazendo apologia a anorexia ou a obesidade extrema. Não é bacana ser internada com desnutrição severa por privar o organismo de nutrientes essenciais à sobrevivência; ou pesando 300 quilos por algum piripaque severo no sistema endócrino. Mas também não é bacana julgar anoréxicos e obesos extremos como se fossem sub-pessoas. Antes de atirar pedras, faça um exercício de empatia e entenda que nesses casos é necessário ajudar porque a vida de alguém pode estar em risco. Mas essa ajuda precisa ser especializada, com tratamento médico e psicológico. E o apoio de quem não é especialista tem de ser oferecer compreensão e suporte emocional. Julgar, reclamar ou fazer pressão psicológica só agrava o problema.

Enfatizo que anorexia nervosa, bulimia, obesidade extrema ou qualquer outro transtorno alimentar requerem intervenções totalmente diferentes de simplesmente achar que toda pessoa que veste tamanhos extras-largos é uma ‘gorda sem força de vontade’ que tem de ser conscientizada porque está ou vai ficar doente se não emagrecer. Muitas vezes, o nosso comentário “bem intencionado” esconde preconceitos, camufla uma horrorosa gordofobia.

Beleza é um estado de espírito
“Acho que vou assumir os meus fios grisalhos” “E eu vou jogar umas mechas azuis no platinado” “Vou de vermelhão, que hoje eu quero causar!”

Gostar de se cuidar, seja da forma física ou da pele, dos cabelos, unhas, etc., é algo muito particular. Algumas pessoas são mais ligadas nessas rotinas de beleza, outras menos. A questão é ter em mente que a beleza precisa vir de dentro para fora e que padrões só servem para criar categorizações excludentes, que isolam e deprimem. Além disso, de nada adiantará ter um ‘corpo do verão’ e um ‘espírito de porco’.

Felizmente, vemos cada vez mais pessoas de todas as cores, todos os tamanhos, todas as idades, gêneros e orientações sexuais estampando capas de revistas, posando para ensaios, escrevendo blogs, postando vídeos cheios de autocuidado, autoestima e boas vibrações no Youtube. Essas iniciativas ainda são gotas no oceano de padronizações que muitas publicações, sites, redes sociais ou  programas de tv vendem como sendo ‘o modelo ideal’. Mas é um avanço e de avanço em avanço, construiremos um mundo decente. Fico feliz em ver que no mosaico das gentes maravilhosas que povoam esse nosso planeta, haverá cada vez mais espaço para as muitas belezas que existem e que ainda vão surgir!

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De olho na saúde: rir é mesmo um santo remédio

A sabedoria popular já prega essa máxima há tempos, mas agora, cientistas asiáticos comprovam: rir é mesmo um santo remédio! E a Risoterapia é o destaque desta edição da coluna De olho na saúde, sessão que será publicada no blog toda sexta-feira, com informações sobre pesquisas e descobertas científicas; além de dicas para o bem estar e a melhora da qualidade de vida.

Rindo na cara do estresse

A pesquisa foi feita na Universidade de Kyung Hee, na Coreia do Sul. Por lá, um grupo de cientistas testou a Risoterapia em 38 mulheres, durante duas semanas, enquanto outro grupo de controle, com mais 38 pacientes, seguiu com a rotina normal.

O estudo revelou, através de testes sanguíneos, a melhora no funcionamento do sistema imunológico das participantes do primeiro grupo, o que levou os pesquisadores à conclusão de que manter o bom humor diminui os efeitos negativos do estresse no organismo.

A risoterapia, além de incentivar o bom humor, também trabalha otimismo e altruísmo. Além disso, a pesquisa mostrou que os efeitos só se tornam duradouros se o alto astral for incorporado ao cotidiano.

A ideia não é ativar o sistema de recompensa do cérebro com prazeres rápidos do tipo ir ao shopping e comprar algo por impulso; mas manter um estado de espírito animado e fazer atividades de lazer relaxantes e que provoquem boas gargalhadas!

Noites mal dormidas podem causar diabetes

A má qualidade do sono está na mira de um grupo de cientistas britânicos que descobriu que entre os fatores de risco para o Diabetes tipo 2 estão as noites mal dormidas. Para chegar a essa conclusão, eles avaliaram 59 mil mulheres. Aquelas que dormiram menos de seis horas por noite tiveram maior risco de desenvolver a doença. Assim como as que dormiram mais de 10 horas.

A falta de sono desregula hormônios importantes do organismo, aumentando os riscos de obesidade, já que os insones fazem mais lanches calóricos à noite; e estimula o sedentarismo, porque sem dormir bem, falta energia para manter a rotina de atividade física. Já quem passa muita horas na cama também tem tendência a ficar indisposto e a sabotar a academia.

Para completar: outra pesquisa, dessa vez da Academia Americana de Medicina do Sono, estima que sete em cada dez diabéticos do tipo 2 sofrem de Apneia Obstrutiva do Sono, quando a pessoa sofre paradas respiratórias enquanto dorme, o que a leva a um sono picotado e à sensação constante de cansaço intenso.

Quatro dicas úteis para não exagerar no supermercado

1 – Sempre faça a lista do que precisa comprar. Assim você não perde o foco e enche o carrinho com supérfluos;

2 – Oriente as crianças para que não fiquem pedindo ou pegando tudo o que veem pela frente;

3 – Faça um lanche antes de ir às compras. Quanto mais faminto, maior o risco de você colocar itens calóricos e pouco saudáveis no carrinho;

4 – Escolha um dia e horário para fazer a feira com calma. Comprar estando mental e fisicamente cansado aumenta a probabilidade de cometer excessos;

*Fonte das informações: Revista Saúde

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Cor de 2017: Greenery para renovar esperanças

O Greenery foi eleito pelo Pantone Color Institut, que fornece cores para as indústrias da moda e beleza; além dos segmentos de decoração e design, como a cor de 2017. O tom de verde lembra o das folhas das plantas depois de uma chuva fresca. Achei revigorante!

O conceito por trás da escolha segue a sabedoria popular: verde é a cor da esperança. Depois de um ano tenso como foi 2016, a ideia é que esse ano a vida se renove e flua leve. A diretora do instituto, Leatrice Eiseman disse, em entrevista para o site da Vogue, que a ideia da cor também é reconectar as pessoas com a natureza. “Pense em regenerar, revitalizar e renovar, quando olhar para essa cor”.

No site oficial do Pantone Color Institut, o tom é descrito assim:

“Greenery evoca os primeiros dias da primavera, quando os verdes da natureza revivem, restauram e renovam.  A cor ilustra a folhagem florescente e a exuberância ao ar livre”.

E aqui tem um vídeo com a campanha de apresentação do greenery, além de outras informações, como a paleta e possíveis combinações.

Verde é minha cor favorita desde criança e esse tom eu realmente amei!

E vocês, curtiram o greenery? Já pensaram em formas de combiná-lo?

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Utilidade Pública: Como sobreviver ao calor?

Calor grudento na capital baiana, desespero define!

Janeiro é tradicionalmente o mês da praia. Mas, devido ao calor excessivo, a rotina do verão já não permite esturricar a pele sob um sol abrasador. Existe até pesquisa que comprova: as altas temperaturas acarretam uma série de transtornos à saúde. A norma, em tempos de alerta climático global no nível ‘vermelho inferno’, é sair de casa – mesmo que para ir à padaria da esquina – com o kit básico: protetor solar, boné, óculos e garrafinha de água. Em Salvador, o calor ‘não está de Deus’. E no resto do país a situação vai pelo mesmo caminho escaldante, a julgar pelas queixas dos amigos que moram em outras cidades. Para ajudar outras criaturas tão desesperadas quanto eu nesses dias de fornalha que estamos vivendo, reuni algumas dicas, anotem aí:

*Para amenizar os efeitos do calor excessivo:

– Beba muito líquido, principalmente água pura, ao longo do dia. Vale também suco de frutas e água de coco;

– Evite ambientes abafados. Prefira aqueles com janelas. Use ventiladores, ar condicionado e, se possível, adote os umidificadores de ar, entre às 10h e às 16h;

– Ao sair, aplique protetor solar e use bonés ou chapéus. Leve o protetor na bolsa, para reaplicar;

– Prefira roupas de tecidos leves e frescos;

– Coloque frutas, verduras e legumes na dieta diária e diminua a ingestão de bebidas diuréticas, como álcool e café;

– Faça atividade física. Uma pesquisa da USP mostra que os exercícios ‘ensinam’ o corpo a ter melhor controle térmico. Mas dê prioridade aos horários mais frescos do dia, como o comecinho da manhã ou o final da tarde.

Previsão de hoje: mormaço, socorro!!

Proteção solar inteligente

Os pesquisadores que trabalham para a indústria cosmética andam esquentando a cabeça, com o perdão do trocadilho canhestro, na busca por soluções inteligentes para a proteção solar nossa de cada dia. Li sobre gadgets de beleza bem bacanas na Marie Claire: um é da marca Sundicators, que tem pulseira ou adesivo indicador de exposição solar, que avisa a hora de reaplicar o protetor. O outro é o Meu UV Patch, vendido junto com a linha Anthelios, da La Roche-Posay, que monitora, por meio de um app homônimo, a exposição solar ao longo do dia e mostra a quantidade de radiação recebida.

Enquanto isso, nas prateleiras das farmácias, tem protetor de tudo quanto é tipo e para bolsos variados. Na hora de optar pelo seu, vale prestar atenção ao tipo de pele. No Brasil, mais de 70% das mulheres tem pele mista a oleosa. Então, a dica é adotar aqueles com textura gel, gel-creme ou loção fluída, além de ação matificante (anti-oleosidade), toque seco e controle de brilho. Comentei aqui outro dia sobre o que estou usando, que é da Avène.

Já quem tem manchas como melasma, deve escolher os protetores com cor, que uniformizam o tom e protegem contra a luz visível, aquela emitida por lâmpadas e pelas telas do celular e do computador.

 

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*Fonte: Revista Saúde

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Dinheiro e saúde: evite ficar no vermelho

Economias / Crédito: Andreia Santana - Blog Conversa de Menina
Fugir do endividamento e economizar dinheiro beneficiam a saúde

Quando o dinheiro falta, não é só o poder de compra e a capacidade de manter as contas em dia que ficam prejudicados. Pessoas endividadas têm mais chances de desenvolver depressão ou problemas de saúde como a hipertensão. Isso porque a escassez de recursos gera alta carga de estresse. Com as festas de final de ano, o risco de gastar mais do que o orçamento comporta é uma realidade que assombra muita gente. A conta no vermelho repercute negativamente na qualidade de vida.

Projeção do começo deste mês, da Fundação Getúlio Vargas, revela que os itens da ceia natalina devem ter um aumento de 10,19%, em relação a 2015. Com isso, tem gente buscando substitutos em conta para ingredientes como o peru ou o tender. No quesito presentes, o aumento esperado pelos cálculos da FGV é de 4,23% em relação ao ano passado. A regra, nesse caso, também é trocar o presentão pela lembrancinha.

Sobre endividamento, pesquisa de 2015 da Serasa Experian, empresa de informações financeiras, mostrou que 54 milhões de brasileiros – 40% da população – iniciaram o ano com as contas no vermelho. Em setembro passado, dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), elevaram a estatística para 58,2% dos brasileiros.

Vulnerabilidade financeira

Estudo das universidades Cornell e Rush, nos Estados Unidos, mostra que o saldo bancário negativo é prejudicial para a saúde física e emocional de idosos. Entre essa turma, o prejuízo para o bolso está ligado ao perigo de serem vítimas de golpistas. Além disso, o gasto com medicamentos para tratar males crônicos da idade também é fator de risco. Somadas às dificuldades de lidar com a tecnologia de caixas eletrônicos e aplicativos, as falhas de cognição afetam memória e raciocínio. Assim, fica difícil o controle dos gastos e o planejamento das despesas.

Para endividados em qualquer idade, o Hospital das Clínicas de São Paulo possui um grupo de atendimento a compradores compulsivos. Mas não são apenas esses pacientes que sofrem com doenças provocadas pelo endividamento. Desempregados com dificuldade de recolocação no mercado e até quem está trabalhando, mas sofre as consequências do aumento da inflação, costumam desenvolver desde ansiedade e crises de pânico, até depressão, insônia, úlceras e gastrites, entre outras panes na saúde.

Nesses casos, o sujeito fica preso em um ciclo. O endividamento gera a doença que, por sua vez, acarreta despesas médicas, que trazem ainda mais ansiedade. Sair dessa ciranda requer ajuda especializada para quem precisa controlar a compulsão por gastar e para os que querem se organizar financeiramente.

Dicas para controlar os gastos

Nessa época do ano, uma das recomendações é usar o décimo terceiro salário para quitar as dívidas. O dinheiro extra pode ainda amenizar débitos com valor maior. Vale, no entanto, ficar atento às condições de renegociação oferecidas. Na dúvida, consulte órgãos como o Procon para verificar possíveis cobranças de juros abusivos.

Abaixo, preparamos dicas para quem pretende organizar o orçamento a partir de 2017:

Saiba quanto você gasta

Para botar ordem nas contas, é preciso ter a noção clara da receita x despesa do mês. Dá para usar desde uma planilha de Excel até ferramentas online. E algumas, inclusive, são gratuitas. Pesquise no Google usando os termos “ferramentas online para controle financeiro”. As sugestões vão atender todos os níveis de usuário da web.

Centralize o pagamento das contas e crie metas

Reunir os vencimentos das contas essenciais na mesma data, além de ser prático, acalma a ansiedade. Assim, evita-se o risco de perder o foco no planejamento ao longo do mês. Além disso,  vale criar metas que dividem quanto da renda mensal vai para contas essenciais, lazer e para a poupança. De 10%  a 20% da renda mensal devem ser armazenadas, todo mês, para garantir uma reserva de emergência.

Evite comprar tudo no crédito

Os cartões de crédito e suas muitas tentações dão dor de cabeça aos endividados. Para quem está no vermelho, a dica é aposentar o cartão até a situação se resolver. Já quem ainda não ligou a luz de emergência, deve evitar parcelamentos infinitos e não cair na armadilha de pagar apenas o mínimo da fatura. O ideal é pagar o máximo que for possível à vista, nem que para isso seja preciso alguns meses para juntar o montante.

Prefira dinheiro vivo a débito e faça pesquisa

Reserve uma quantia para as compras e use apenas ela. Ao optar pela função débito do cartão, tendemos a perder o controle. Por questões de segurança, não dá para levar grandes quantias de vez para a rua. Então, antes de comprar, vale pesquisar as melhores ofertas e optar por aquilo que de fato é essencial. Evite também preencher vazios emocionais com gastanças sem limites em itens supérfluos.

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Rotina de Beleza: produtos para peles mistas

Produtos em uso atualmente
Produtos em uso atualmente para limpeza, proteção e correção da pele

Minha pele é do tipo mista a oleosa. Mesmo não sendo adolescente, preciso tomar cuidado com os produtos que uso no rosto, ou as espinhas dão o ar da graça. Minha rotina de beleza, ultimamente, anda bem prática. Selecionei três dos produtos que estou usando para comentar com vocês:

Gel de Limpeza Tez, da Natura – Uso o tipo tonificante, para peles mistas a oleosas, que limpa e tem efeito mate. Deixa o rosto sequinho, mas sem repuxar. Uma gota do tamanho de uma ervilha e o rosto fica bem limpo, dispensando adstringente. Tem um cheiro cítrico agradável e a embalagem é de um tamanho conveniente para levar em viagens. Comprei pelo e-commerce da Natura e paguei R$ 32,90. O refil sai por R$ 26,30.

Protetor Solar Toque Seco, da Avène – Uso a versão sem cor, com FPS 30 e proteção UVA. A textura é mais líquida, espalha bem, dá uma boa cobertura e o mais importante, não empelota na hora de espalhar. Não gosto dos protetores que parecem leite talhado e você precisa esfregar horrores! Esse seca rápido e notei que meu rosto fica macio e viçoso, mas sem brilho. Comprei em uma farmácia aqui perto de casa – minha vizinhança tem umas sete opções de farmácia <3 <3 <3 – e paguei R$ 69,90.

CC Cream Multibenefícios, da Mary Kay – Salvador está mais calorenta a cada ano e por isso troquei o combo base + corretivo + pó por esse CC Cream, que é levinho e com toque seco. Meu tom é o light to medium e ele dá uma cobertura suave, que uniformiza a pele. Ele não esconde manchas muito escuras. O bom desse produto é que dá aquele up instantâneo no rosto. Fica uma sensação de #acordeilinda e para mim, que prefiro maquiagem suave no rosto e batom vermelhão na boca, casa direitinho. Comprei com uma consultora e paguei R$ 64,00.

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De olho na saúde: descobertas em nutrição

A coluna De olho na saúde reúne informações sobre pesquisas e descobertas científicas, além de dicas para o bem estar e a melhora da qualidade de vida. Nesta edição, o destaque vai para as descobertas em nutrição…

Leite enriquecido aumenta a imunidade

leiteUma equipe de nutricionistas e pesquisadores testou adicionar óleo de girassol, selênio e vitamina E à ração de 32 vacas leiteiras, no interior de São Paulo. O resultado foi que os animais produziram um leite enriquecido, que depois foi testado para complementar a alimentação de um grupo de 100 idosos. Os primeiros resultados do estudo, um dos finalistas do Prêmio Saúde 2015, mostram que o leite vitaminado ajudou a diminuir os índices de colesterol e ácido úrico, além de aumentar a imunidade dos voluntários. Outra vantagem é que o leite não sofreu alterações no sabor.

Quanto mais barulho, maior é o prato

Pesquisa da Universidade de Illinois (EUA) mediu o comportamento de 60 famílias durante as refeições e chegou à conclusão que quanto mais barulho no ambiente, como de aspiradores de pó ou TV em volume altíssimo, mais as pessoas enchiam o prato ou deixavam de prestar atenção ao que estavam comendo, ingerindo alimentos ricos em gordura e com baixo teor nutricional. A recomendação é fazer as refeições com sons ambientes suaves.

Frutas para prevenir brochadas

frutasUm estudo da universidade de East Anglia (UK), em parceria com a Universidade de Harvard (EUA), mostrou que os homens que consomem frutas regularmente tem menos chances de sofrerem com a disfunção erétil. O estudo analisou os hábitos de 25.096 homens e a incidência de casos de impotência sexual durante 10 anos e concluiu que aqueles que consumiam frutas abastecidas com antocianinas, flavononas e flavonas (todas essas do grupo dos flavonoides), tinham 14% menos chances de brochar. Entre as frutas que não devem faltar no cardápio masculino estão morango, mirtilo, framboesa, maça, pera, laranja e acerola.

Atenção ao prato das grávidas

Pesquisadores norte-americanos realizaram uma análise dos hábitos alimentares de 21.900 mulheres e perceberam que aquelas que exageravam no consumo de batata durante a gravidez corriam mais riscos de desenvolver diabetes gestacional. Isso porque a batata, por ser um alimento com poucas fibras, ao ser consumida em excesso, disparava a glicose no sangue das futuras mães. O truque para evitar o problema é consumir o alimento com moderação, manter a casca, ingerir na mesma refeição legumes e verduras ricos em fibras, além de preferir a versão cozida em detrimento da batatinha frita.

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