Reportagem: Participação da mulher na chefia das famílias

A reportagem abaixo foi enviada para mim via email pela assessoria da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe). Vale muito a pena a leitura, pois trata de uma questão interessante, o aumento do número de mulheres que chefiam famílias em países que possuem programas sociais como o bolsa família brasileiro. São citados exemplos do Brasil e do México, bem como traçado um rápido panorama da América Latina. Não faço aqui apologia aos programas sociais do governo federal e nem tampouco os critico. O interesse em divulgar o assunto é apenas convidar nossos leitores à reflexão. É no mínimo sintomático esse fenômeno. Confiram:

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*Participação da mulher como chefe de família aumenta 10 pontos  percentuais em 10 anos

Brasília – Pelo menos 17% da população da América Latina e do Caribe vivem hoje às custas de programas de transferência de renda como o Bolsa Família. Um levantamento da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), mostrou que em função destes programas, o percentual de mulheres que eram chefes de família subiu de 22% na década de 1990 para 32% no ano passado. Entre os 17 países pesquisados, o Brasil e o México são os que mais comprometem recursos orçamentários nos respectivos programas, o equivalente a 0,41% e 0,43% do PIB.

XI Conferência Regional da Mulher da América Latina e do Caribe. Crédito da imagem: Elza Fiúza / Agência Brasil

– As mulheres canalizam melhor os benefícios dos programas sociais”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no encontro que teve com as representantes da Cepal  no Centro Cultural do Banco do Brasil.

Os dados fazem parte do documento Que tipo de Estado? Que tipo de igualdade? divulgado em Brasília na XI Conferência Regional da Mulher da América Latina e do Caribe. O encontro, que começou no último dia 13, foi encerrado na sexta-feira (16) com a divulgação da Carta de Brasília. Mesmo que os governos privilegiem as mulheres para fazerem o repasse dos recursos dos programas sociais, a pobreza das mulheres em relação aos homens só tem aumentado. Na década de 1990 para cada 100 homens pobres havia 108 mulheres. Em 2008 este número saltou para 115 mulheres. As indigentes saltaram de 118 para 130.

– O aspecto mais visível da falta de autonomia econômica das mulheres é a pobreza. Ela vem acompanhada da falta de liberdade e de tempo para deslocar-se. Assim como da exclusão da proteção social, que converte as mulheres em sujeitos de assistência e com menor disponibilidade de recursos para exercer seus direitos dentro da família e da comunidade”, disse a secretária-Executiva da Cepal, Alícia Barcena.

Participantes da XI Conferência Regional da Mulher da América Latina e do Caribe, em Brasília, na semana passada. Crédito da foto: Elza Fiúza / Agência Brasil

O principal tema das discussões no último dia 14, foi o efeito “devastador” das catástrofes (terremotos) naturais ocorridas no Haiti no início deste ano. A Cepal lembrou que no desastre morreram 222 pessoas, 311 ficaram feridas e 1,5 milhão de pessoas sofreram alguns tipo de dano material. A secretária Executiva da Cepal lembrou que o Brasil e o Chile foram os países que mostraram maior solidariedade com o povo haitiano, participando ativamente da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH).

“A reconstrução do Haiti e Chile requer que se coloque a mulher no centro do desenvolvimento econômico”, concluíram as participantes da XI Conferência da Mulher.

CONTRIBUIÇÃO DA MULHERES – O documento Que tipo de Estado? Que tipo de igualdade? ressalta ainda, que mesmo mais pobres que os homens, sem a contribuição da mulher na economia a pobreza nos países aumentaria em 10% no perímetro urbano e em 6% na zona rural. O documento recomenda que, a exemplo da Venezuela, o trabalho doméstico das mulheres seja de alguma forma remunerado, para reduzir o nível de pobreza na região.

Mulheres de várias etnias indígenas da América Latina também participaram do evento. Crédito da foto: Elza Fiúza / Agência Brasil

Dados de 2008 mostram que 31,6% das mulheres de 15 anos ou mais na região não tinham renda própria, enquanto que somente 10,4% dos homens estavam nessa condição. Ainda assim, as mulheres superam os homens em termos de desemprego (8,3% contra 5,7%). E, embora a brecha salarial entre os gêneros tenha diminuído – a renda média das mulheres passou de 69% da dos homens em 1990 para 79% em 2008 –, as mulheres continuam tendo maior representação em ocupações com menor nível de remuneração, sub-representadas em posições de alto nível hierárquico e ainda recebem salários menores para um trabalho de igual valor que o dos homens.

O documento da CEPAL acentua que o trabalho é a base da igualdade entre os gêneros e para isto é fundamental a conquista da autonomia econômica, física e política das mulheres. A autonomia econômica implica ter o controle sobre os bens materiais e recursos intelectuais, e a capacidade de decidir sobre a renda e os ativos familiares.

*Material encaminhado ao blog pela CDN

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Sobre motivação no ambiente de trabalho

Esta semana li um texto que um colega de trabalho me mandou sobre motivação no ambiente de trabalho. Na verdade, é uma resposta do consultor Max Gehringer à pergunta de uma leitora em um jornal. Ela dizia que não suportava mais a pressão sofrida todo dia pela chefia e que estavam ela e os colegas, todos desmotivados. No final, questionava se existia uma fórmula mágica para evitar isso. Olhem a resposta dele:

“Sim, existe. A fórmula é M=R2-P.
Ou, traduzindo, motivação (M) é igual
à recompensa ao quadrado (R2) menos pressão (P).
Quando existe muita pressão no ambiente de trabalho sem nenhuma recompensa para a equipe,
a motivação é um número negativo.
É por isso que a motivação de vocês está abaixo de zero.
Existem muitas empresas no Brasil que exercem uma pressão enorme sobre seus funcionários.
O pessoal trabalha 12 horas por dia ou até mais, incluindo fins de semana,
e toma café falando ao telefone e digitando no computador,
tudo ao mesmo tempo. Mas também existe uma recompensa palpável por todo esse esforço,
na forma de um complemento salarial proporcional aos resultados obtidos.
E isso faz com que os funcionários enxerguem a pressão como um meio, e não como um fim.
Portanto, a fórmula da organização de nossa leitora ficou desbalanceada.
Está sobrando pressão e faltando recompensa nessa fórmula.
Se a corporação simplesmente criar um programa de premiação por resultados,
a mesma pressão que hoje parece intolerável passará a ser admissível.
A matemática é simples.
Quando uma empresa tenta montar uma equação de motivação
usando apenas uma variável, no caso a pressão,
o resultado será a depressão”.

O problema é que hoje a exigência por resultados normalmente não é acompanhada da tal recompensa que Gehringer menciona. O que o modelo capitalista defende é uma fórmula que exige uma conexão entre a contenção de custos e o aumento da produtividade. Por causa do medo do desemprego, nos submetemos a exigências desumanas. E o que ao meu ver é pior: o estresse no ambiente de trabalho passa a ser tamanho que começa a interferir inclusive na vida pessoal do funcionário.

É difícil dividir a vida em blocos e deixar no ambiente de trabalho os problemas surgidos por lá. Carregamos conosco todo o estresse e pressão sofridos. E isso não é saudável. Embora Gehringer tenha descoberto a fórmula mágica da felicidade no ambiente de trabalho, eu desconheço aquela que vai nos fazer aprender a conviver com esta sujeição cruel de maneira sadia. Cada um acaba aprendendo seu jeito de lidar com isso. O importante é compreender que o trabalho não é o fim, mas apenas o meio. Que tal pensarmos nisso?

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Leia também:
>> Artigo: Passada a crise, é hora de mudar de emprego!
>> Ser chefe ou ser líder?
>> Sobre o mundo, o tempo e a esperança
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Nas unhas: pedra granada (Risqué)

Tomei uma decisão mulherzinha: aprenderei a fazer minhas próprias unhas e também postarei aqui para vocês o resultado dessa minha jornada de manicure aprendiz. Eu adoro ficar navegando pelos blogs sobre unhas e esmaltes. Fico namorando aquelas unhas lindas, bem feitas, as cores dos esmaltes…

Pois, ao sair do trabalho na sexta-feira, fui direto à Bel Salvador do Shopping Iguatemi determinada a adquirir alguns esmaltes para começar a minha guerra com algodão, palitinho e removedor (não sei como vocês, meninas, conseguem limpar a unha de forma tão perfeita… Estou aceitando dicas, inclusive :)).

Eu roí a unha até bem crescidinha. Hoje em dia, se o estresse apertar, ainda me pego com os dentinhos nervosos tentando arrancar os cantinhos do dedo. Mas as coisas melhoraram e, hoje, já consigo controlar a ansiedade e passar muitos dias com as unhas maiorzinhas.

Fato é que escolhi quatro cores, depois de passar hooooras na frente da prateleira. São todas básicas, nada muito fora do comum, afinal, preciso começar aos poucos, não é? Até porque não consigo me imaginar com as pontinhas dos dedos laranja, azul ou verde, por exemplo. Ainda, pelo menos…

Daí que na sexta mesmo, ao chegar em casa, tomei banho e corri para o sofá munida dos apetrechos e da cor escolhida para o fim de semana: o pedra granada, da coleção Joias Místicas, da Risqué… Eu estava com muita vontade de colocar um tom fosco na mão, o que não tinha feito ainda. Adorei o resultado!!! Ah, deem um desconto à limpeza mal feita, tá? É que ainda estou na fase do abc das  unhas. E vou adorar saber o que vocês acharam, viu?

E aí estão as minhas aquisições: Pedra Granada (coleção Joias Místicas, da Risqué); Glitter Forte Vermelho 368 (Hits, Speciallità); Maysa (La Pogee); e Ana Maria (La Pogee)

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SPA Capilar para cuidar dos cachos

Meus cabelos são originalmente cacheados. Na adolescência, era um sufoco. Eles não tinham aqueles cachos lindos que caem no rosto. Eram cachinhos pequenos, cada um uma verdadeira molinha. Eu não tinha muita paciência para eles. Não me dedicava a hidratá-los, nem cuidar dos cachos. Fui drástica: joguei os cachos fora. Em parte, né, minha gente? Relaxei o cabelo e comecei a usá-los escovado, com pranchinha ou secos ao vento – mas sem molinhas. Claro que os cachos estão aqui comigo, em cada centímetro de raiz que cresce. E, uma vez ao ano (uma vez ao ano – sim, sim, não tenho muito hábito de frequentar salões. Eu adoooooro que alguém cuide dos meus cabelos, mas não tenho paciência de passar um dia todo ali), lá vou eu ao salão dar uma amenizada na situação.

Sempre achei importante que houvesse um segmento especializado em cachos, para dar uma alternatica às pessoas que precisam domá-los, mas não estão muito a fim de se livrar completamente deles e tampouco estão com os bolsos cheios de dinheiro para gastar horrores nos cabeleireiros especializados… Aí, dia desses recebi o e-mail de divulgação da abertura do Instituto Beleza Natural em Salvador. E eles são especialistas em cabelos cacheados e crespos. Que bom, né? Pois bem, devido aos meus cachos (agora ondinhas.. rsrs) e ao blog, acabei recebendo um convite deles para fazer uma aplicação do SPA Capilar. É um procedimento destinado a repor os sais minerais perdidos durante os tratamentos químicos a que são submetidos nossos fios, a exemplos dos relaxamentos, tinturas e alisamentos.

Pose para foto durante a aplicação don tratamento
Pose para foto durante a aplicação don tratamento

O SPA é dividido em três estapas. A ideia é tratar os fios enfraquecidos e danificados, repondo os minerais, a fim de fortalecer a fibra capilar. A gerente de marketing de produtos da rede, Rafaela Gomes, explica qual é a proposta do tratamento: “Os fios são tratados de dentro para fora, desintoxicando o cabelo. O serviço aumenta a oxigenação do couro cabeludo, permitindo que o novo fio fique saudável e consiga complementar todo o seu ciclo de crescimento”. Primeiro é utilizado o shampoo remineralizante, que repõe os sais minerais e limpa profundamente os fios. Depois, o fluido remineralizante, que age no couro cabeludo ativando a circulação e promovendo uma sensação de frescor. Por fim, a máscara remineralizante tem pequenas partículas de aminoácidos e minerais que repõem as proteínas e garantem uma hidratação profunda.

Eu, anotando todas as explicações de Ilmara, enquanto cuidava das madeixas

E lá fui eu, fazer o SPA. Fui atendida pela assessora de comunicação do local, Milena Miranda, que inicialmente deu uma geral do instituto, mostrou os cômodos, explicou o funcionamento. Muito bacana, porque tudo é bem organizado para que o cliente não perca tempo. São várias salas, cada uma destinada a uma fase específica do super-relaxante, o tratamento carro-chefe do instituto. Em seguida a gerente do estabelecimento, Renata Magalhães, deu uma série de explicações. Conversamos bastante, elas são super atenciosas. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a utilização de clientes e funcionários nas peças publicitárias. Ficamos mais tranquilos com relação ao que estamos vendo ali nas imagens, porque são pessoas que realmente utilizaram os tratamentos do Instituto que estão retratadas em rótulos de produtos e imagens de publicidade. E hoje é raro isso, hein?

Aí uma pequena montagem das salas do Instituto Beleza Natural

Maus cabelos ficaram a cargo de Imara, que cuidou muito bem deles e ainda me explicou detalhadamente tudo o que estava sendo feito. E foi bem engraçado tratar os fios e tentar anotar tudinho ao mesmo tempo, para passar a experiência a vocês depois. Um detalhe que eu amei muito: o procedimento dura cerca de quinze minutos. Rapidinho a gente deixa deixa o salão, de cabelos hidratados e com cachos lindos. E o que amei mais ainda: o resultado. Lembram lá no início do post, quando falei que tinha largado os cachos de mão e adotado o relaxamento? Pois não é que as mãos mágicas de Imara conseguiram hidratar os fios dos meus cabelos de tal forma que cachos formaram naturalmente após o procedimento? (sim, minha raiz está sem química há mais de seis meses.. mas as pontas estão banhadas de relaxamentos anuais.

Aí está, eu de cachinhos... Pena que não tirei foto do cabelo depois que secou... Aqui ainda estava molhado e não dá para ver exatamente como ficou.Mas já dá para ter uma noção...

Estava até desacostumada aos cachos, mas o resultado ficou realmente lindo! Recebi vários elogios de pessoas que não tinham a menor ideia que eu havia feito qualquer coisa nos cabelos. Ouvi que o cabelo estava brilhando, que estava macio… Me perguntaram inclusive o que eu havia feito para enrolar o cabelo. E ninguém acreditava que não havia utilizado nenhum processamento químico. Depois de alguns dias, lavei o cabelo, utilizando o shampoo e condicionador da linha hidraforce do Beleza Natural. Notei que eles ficaram bem macios. Sabe quando dá vontade de ficar pegando no cabelo toda hora? Acho que as pessoas que têm cabelos finos e ressecados como o meu entendem. É que quando eles estão hidratados e macios, a gente costuma ficar amaciando a cria (rsrs). E outro detalhe importante é o preço. O SPA Capilar custa R$ 25,00 para qualquer tipo ou tamanho de cabelo.

Super recomendo. E se alguém já realizou o procedimento, escreve suas impressões para dividir com a gente! Ah, outra coisa importante de lembrar é que o pessoal lá do Instituto só recomenda que seja feito um SPA por mês, não mais que isso.

| SERVIÇO |

Instituto Beleza Natural (acesse o site oficial)
Endereço: Largo do Tanque, 108, loja 3, Liberdade (chegando ao Largo do Tanque, o prédio fica ao lado do posto de gasolina, não tem erro)
Telefone para contato do instituto em Salvador: (71) 3389-7744
Serviço de Atendimento ao Consumidor: 0800 704 4446
Horário de funcionamento: segunda a sábado, das 8h às 19h

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Por que mulheres acham que Eliza mereceu morrer?

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Já não aguento mais ouvir os desdobramentos diários na mídia sobre o caso do sumiço da moça Eliza Samudio, que teria sido assassinada com requintes de crueldade pelo ex-goleiro do Flamengo, Bruno, e seus “comparsas”, até onde se sabe a partir da divulgação pela polícia dos depoimentos dos envolvidos. Os fatos que andam surgindo, é bem possível que vocês saibam, ainda que em partes, até porque está sendo praticamente impossível não tomar conhecimento dos detalhes sórdidos da história. O que talvez nem todos tenham prestado atenção, até porque esta reflexão não entra compulsoriamente dentro da casa de cada um pela TV ou pelo rádio, ou pela internet, é o tipo de conversa que vem sendo suscitada nas mesas de restaurante, de bar, nas escolas, residências e ambientes de trabalho, especialmente partindo de mulheres.

O que tenho ouvido me faz ainda mais incrédula em relação à queda das ocorrências de casos de violência contra o sexo feminino. É óbvio que a violência contra as mulheres sempre foi grande e escondida em quatro paredes das residências mais pobres e também das mais abastadas, mas o número de casos segue aumentando e vem sendo descrito pela imprensa em sua cobertura diária.

Eliza Samudio morreu porque ousou exigir seus direitos?

Diante destes fatos, é inadmissível ouvir mulheres reforçando o machismo que envolve este caso, a ponto de justificar o acontecido com argumentos que muitas delas consideram irrefutáveis. Você já deve ter ouvido: ela era garota de programa, fez filmes pornôs, era maria chuteira, transou com o time inteiro do São Paulo, exigia direitos do ex-goleiro, queria lucrar com o golpe da barriga, participava de orgias, ou seja, era mulher “ruim”, “vagabunda”, daquelas em quem não se pode confiar de jeito nenhum e que “mereceu” o que lhe aconteceu. “Jogador de futebol é otário, porque sabe que essas mulheres querem mesmo engravidar e transam sem camisinha, querem mais o quê?”. Essa última, você com certeza já ouviu milhões de vezes.

O estilo de vida de Eliza parece ser condizente com sua história de vida. Não dá pra justificar seus atos pelo fato de ter sido abandonada pela mãe ainda bebê. É claro que cada um faz as suas escolhas na vida e ela poderia ter escolhido outro rumo, que talvez lhe desse outros resultados e outra forma de ver o mundo, mas ela escolheu sobreviver da forma que achou que poderia. Ela lançou mão dos atributos físicos que tinha. Você vai me dizer que algumas modelos e atrizes globais não fazem o mesmo quando posam nuas na Playboy? Qual a diferença então? É porque elas conseguiram romper a barreira do submundo e passaram a aparecer na televisão? A tela da TV anula tudo?

Eliza foi assassinada. Foi vítima de um pensamento machista e psicopata que, por se acreditar acima do bem e do mal, resolve seus “problemas” com violência e força bruta. Em mais uma dessas enigmáticas histórias que o destino nos prega, Bruno também foi abandonado pelos pais ainda bem pequeno. Mas, como ouvi em um programa de TV por esses dias, o fato de ter mais um filho – ele tem duas filhas do casamento com Dayane, que aparentemente também está envolvida no assassinato – poderia ter sido aproveitado como uma forma de se colocar frente a frente com sua própria trajetória de vida que, até ser descoberto o crime, era de superação – afinal de contas, não é qualquer um que sai da miséria para chegar ao auge do esporte numa cobiçada posição no clube de futebol mais importante do Brasil, o de maior torcida, pelo menos.

Bruno é o machão que resolve tudo na base da violência e da força bruta

As mulheres que criticam Eliza e desfiam justificativas para ela ter “merecido morrer” reforçam o conceito machista de que homem pode fazer tudo e mulher não pode fazer nada. Mulher não pode agir, não tem posição ativa na vida. É a que está à mercê das decisões do homem e não pode contrariar os desejos do macho. É a mesma visão dos pais que soltam os filhos para fazer o que quiserem com as filhas dos outros, mas ensinam as meninas deles a ficar dentro de casa se comportando como boas moças.

Mulher não pode atuar no trabalho, não pode agir com assertividade “ai, que mulher masculinizada…”. Qual o problema de a mulher ter um perfil incisivo, de força, de afirmação de posição, de superioridade? Qual o problema de ela chefiar, de ela decidir ter um filho de alguém, independente das motivações, até porque é ela mesma que vai arcar com as consequencias das suas escolhas? Qual o problema da mulher querer ser? Porque os homens não querem deixar e as mulheres também criticam as que querem?

Em pleno século XXI, a mulher continua sendo tratada como acessório. No meu ponto de vista, a mulher tem muita força interna, é a mulher que gera a vida, ainda hoje, por mais que alguns homens comecem a se inserir na vida doméstica, é a mulher que decide a educação das crianças, é a mulher que define os rumos da família, é ela que resolve quase tudo. Mas, por outro lado, a mulher se sabota. Muitas sabem do potencial que têm dentro de si, mas preferem ficar à sombra do homem porque seria mais seguro e socialmente aceitável continuar sendo marginal. Em tempos de Marina Silva e Dilma Roussef pleiteando o maior cargo do país, a presidência da República, temos que refletir cada vez mais sobre essa esquizofrenia. Porque a mulher tem medo de ser mulher e de se descolar do homem a que foi ensinada a se vincular desde cedo como se não tivesse força de se manter com as próprias pernas e pensamentos? Que mulher você quer ser?

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Sobre divórcio e “o luto” da separação

*Texto e reflexões de Andreia Santana

Há alguns meses devo aos leitores do blog um texto sobre a vivência do “luto” após o divórcio. Não vivi a experiência do fim de um casamento na pele, mas vivi finais de namoros longos, acompanhei a separação dos meus pais, de amigos próximos e de familiares, daí creio poder discutir o assunto com aquele distanciamento que às vezes falta a quem está no centro do problema. O interesse em falar no assunto não é gratuito. Semestre passado, numa das disciplinas que cursava como aluna especial do Mestrado em Cultura e Sociedade da UFBA, tomei contato com a obra do sociólogo inglês Anthony Giddens. No primeiro capítulo do seu livro Modernidade e Identidade (Jorge Zahar Editor), Giddens discute um estudo chamado Segundas Chances, das britânicas Judith Wallerstein e Sandra Blakeslee, justamente sobre o divórcio e as reorganizações famíliares e sociais da alta modernidade. Na ocasião, o assunto suscitou muito debate na minha sala de aula e a primeira coisa que pensei era que valeria a pena trazer esses conceitos para o blog. Mas, na correria diária, novos temas foram surgindo, novas atribuições, e o assunto ficou “na gaveta”.

Há algumas semanas, a vontade de retomar o tema voltou com grande força, principalmente após alguns dados que recebi via email, de conhecidos que sabiam do meu interesse em falar sobre luto e divórcio – dentro dessa perspectiva de Giddens, Wallerstein e Blakeslee no Conversa de Menina. Segundo os dados do IBGE repassados para mim, entre 1997 e 2008, houve um aumento de mais de 200% nos recasamentos entre as brasileiras na faixa dos 40 aos 45 anos. Ainda de acordo com o órgão, os percentuais mais elevados de recasamentos ocorreram entre homens divorciados que se casaram com solteiras.

Outros dados, desta vez do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, mostram que desde que entrou em vigor a lei 11.441/07, que permite fazer a separação, divórcio e inventários consensuais em cartórios, o número de casos desse tipo cresceu substancialmente no país: separações 24,9% e divórcios consensuais 33,9%. De acordo com o levantamento, o estado de São Paulo é a região do país que mais pratica as vantagens da nova lei. Em 2009, os cartórios paulistas realizaram um total de 39.069 escrituras de separações, divórcios e inventários, cerca de 20% mais do que em 2008 e 84% mais que em relação ao primeiro ano de vigência da lei  no resto do país.

Segundas Chances – Diante desses dados, fiquei pensando para além dos números frios do IBGE. Associar as estatísticas à Giddens ou ao estudo das pesquisadoras britânicas foi inevitável. Também recordei os casos próximos de separação de que fui testemunha, tanto os que terminaram de forma amigável quanto os traumáticos. Lembrei ainda do impacto e das discussões aqui mesmo no blog, suscitados  pelos posts sobre a Lei de Alienação (relembre todos aqui).

Segundo Giddens, o livro/estudo Segundas Chances, descreve o impacto da ruptura dos casamentos no indivíduo e na estrutura social. As pesquisadoras usaram 60 casais (incluindo os filhos) e analisaram um período de 10 anos.  A principal conclusão é que, embora seja uma crise nas vidas pessoais dos envolvidos, apresentando risco à sensação de bem-estar, por outro lado, o divórcio pode abrir possibilidades para o desenvolvimento da pessoa envolvida e perspectivas de felicidade futura. É inegável que para algumas pessoas, desmanchar uma união que traz sofrimento é um benefício. Vi casos de pessoas que literalmente renasceram após se afastarem de um parceiro (a) que “vampirizava” as energias.

Wallerstein e Blakeslee também concluem que é inegável que um casamento desfeito provoca luto, mesmo quando era uma união infeliz. O luto seria provocado primeiro pela sensação de perda das experiências compartilhadas, muitas prazerosas, e em segundo lugar, no caso das uniões que jã não íam bem, pela frustração do projeto a dois não ter dado certo e de se ter investido tempo e energia à toa na relação. Quem já terminou um namoro longo, por exemplo, não fica isento desse “luto”.

“Viver o luto”, de acordo com as pesquisadoras, é extremamente importante, pois seria o bálsamo que cicatrizaria o ressentimento pelo fim da união, impedindo que esse ressentimento se traduza em amargura. Sabemos que nem com todo mundo funciona assim e não são raros os casos em que a amargura se traduz nos sentimentos mesquinhos de vingança, como o próprio ato de alienação parental. Mas, as autoras de Segundas Chances defendem que o período de luto é justamente aquele que vai proporcionar o “descolamento” da identidade compartilhada de casal, e a retomada do “sentido de si próprio”. Os recasamentos apontados pelo IBGE demonstram que cada vez mais um número grande de pessoas, homens e mulheres, mesmo quando mais maduros, investem na retomada das suas vidas e na reconstrução de outras relações após o fim de uniões anteriores e da vivência do tempo de luto. Conhecemos essa fase como “fechado (a) para balanço”.

A questão chave é a retomada da autoconfiança. Principalmente porque quem vive um casamento longo tende a viver a vida do outro, ou a vida do casal, em detrimento de desejos e necessidades próprias, que eram prioridade no tempo de solteirice. Lógico que, embora manter o mínimo de individualidade seja necessário para a relação não cair no binômio “dominador-dominado”, quem entra numa relação estável está em busca é de projetos compartilhados.  A perda do sentido próprio do “eu” e a sua substituição pelo sentido compartilhado do “nós” é inevitável. O resgate do “eu” é lento e gradual com o fim da união.

Usando uma linguagem mais cotidiana, o primeiro passo seria viver a dor, depois exorcizá-la, daí juntar os caquinhos do abalo na autoestima e autoconfiança, reconstruir um “novo eu” e, com o tempo, partir para outra relação. Claro que isso não é fórmula matemática e nem todos os divórciados viverão a situação da mesma forma.

O fator filhos também pesa muito. Principalmente porque o estudo de Wallerstein e Blakeslee aponta que as crianças sempre esperam secretamente uma reaproximação do casal. E vai caber aos pais proporcionar que o “luto” dos filhos seja o menos traumático possível. Dar suporte emocional, não tentar usar as crianças como instrumento de barganha ou chantagem (alienação parental) e até introduzir a nova pessoa com que se relacionam na vida familiar de maneira madura e serena são algumas das medidas.

E é aí que entramos na seara das reorganizações familiares, com as crianças tendo pai e mãe (separados) e novos “pais” e “mães” (os companheiros recentes de seus pais). Negociação é a palavra de ordem, tanto para definir se os novos companheiros serão tratados pelos primeiros nomes, ou  como “tio fulano” e “tia fulana”, ou mesmo chamados de papai e mamãe, o que pessoalmente acredito ser meio forçado.

Negociar porém, pressupõe maturidade e “vontade política”. Com a ferida aberta ninguém é bom negociador e o mais sensato, na minha opinião, é deixar o tempo se encarregar de fazer seus curativos.

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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*Cirurgia plástica: Sim ou não? Mito ou verdade?

A ditadura da beleza, da magreza e da eterna juventude, leva muitas mulheres aos consultórios de cirurgia plástica, muitas vezes sem necessidade, ou então esperando milagres que são impossíveis de alcançar. Infelizmente, alguns profissionais que não são sérios, prometem maravilhas, mas esquecem que o corpo humano tem um ritmo próprio e que existe uma dinâmica da natureza chamada cicatrização, que varia de pessoa para pessoa. Pensando em esclarecer as dúvidas mais frequentes, a jornalista Márcia Wirth, da MW Comunicação Integrada, preparou uma lista com as perguntas mais frequentes das mulheres que desejam se submenter a uma cirurgia plástica. E quem responde as dúvidas, com conhecimento de causa, honestidade e sensatez, é o médico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.  Abaixo, vocês conferem o material na íntegra e logo no final, os links para o site do Centro, o blog  e o twitter do Dr. Ruben:

É verdade que todas as mulheres apresentam algum grau de assimetria mamária?
A maioria das mulheres apresenta algum grau de assimetria mamária, algumas são mais intensas que outras. “A explicação para este fato é que as mamas não começam a se desenvolver exatamente ao mesmo tempo e com a mesma velocidade. Pode haver uma diferença em seus receptores hormonais. Essa diferença faz com que uma se desenvolva antes da outra, tornando-as diferentes, na maioria das mulheres, mas não em todas as mulheres”.

A nicotina prejudica a cicatrização da cirurgia plástica?
A vasoconstrição causada pela nicotina compromete o processo de cicatrização após as cirurgias. Durante uma cirurgia que envolve o descolamento do tecido cutâneo, há uma natural diminuição da vascularização. Ou seja, a associação desses dois fatores: cigarro + cirurgia potencializa os efeitos negativos sobre a pele. “Além do risco de necrose e gangrena, há possibilidade de abertura da sutura e de a pele voltar a enrugar em razão da menor sustentação dos tecidos. Devido ao seu efeito vasoconstritor, o cigarro reduz a oxigenação do fluxo sangüíneo e retarda o processo de recuperação no pós-operatório”.

Há algum tratamento estético ou cirurgia plástica que faça com a cicatriz da cesárea desapareça completamente?
A correção futura de uma cicatriz de cesariana muito raramente terá um impedimento clínico, mas é preciso aguardar alguns meses antes de indicar um tratamento cirúrgico, pois algumas cicatrizes hipertróficas são classificadas como queloideanas, mas com o tempo melhoram espontaneamente. “Mesmo diante de todos os cuidados, é preciso esclarecer a paciente que  uma cicatriz nunca desaparece, pois este é um fenômeno da natureza que caracteriza uma resposta a uma agressão no tecido da pele. Ocorre que algumas pessoas desenvolvem cicatrizes de tão boa qualidade que são pouco perceptíveis”.

Além de retirar as bolsas de gordura dos olhos, a blefaroplastia contribui também para o fim das olheiras?
Sim, esse procedimento não é indicado para casos em que a pessoa apresenta apenas a região abaixo dos olhos, escurecida. “É preciso que a olheira seja caracterizada também pelo volume extra na região abaixo dos olhos”.

Apesar da maioria do público ainda ser feminino, cerca de 35% dos pacientes que recorrem a cirurgia plástica para fins estéticos são homens. Os dados são da OMS (Organização Mundial de Saúde)

É comum encontrar pacientes que pensam em fazer uma lipoaspiração com o objetivo de perder peso. O procedimento se presta a este fim?
A cirurgia não é um método de emagrecimento. A lipoaspiração é um procedimento destinado a remover apenas gorduras localizadas, como as que se encontram debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal. “É o tipo de gordura que dificilmente pode ser eliminado, mesmo com o auxílio de exercícios físicos e de uma nova dieta”. A partir de 10% a mais do peso ideal, os resultados da lipoaspiração não são tão satisfatórios.

É mais difícil fazer a mamografia em quem usa prótese de silicone nos seios?
A colocação de implantes de silicone com finalidade estética não atrapalha a realização de exames como mamografia, ultra-sonografia e ressonância magnética. “Porém, se os implantes forem muito grandes, pode haver alguma dificuldade na compressão dos seios, diminuindo a qualidade das imagens obtidas e prejudicando o resultado do exame. Vale enfatizar que, na mamografia em mulheres com próteses, é necessário realizar a chamada ‘manobra de Eklund’, em que se traciona a mama, para expor ao Raio X apenas o tecido mamário. Se isso não for feito, a prótese poderá interferir no resultado do exame”.

Próteses de silicone muito grandes podem causar  estrias?
“Além da passagem natural do tempo, a mulher que faz a opção por implantes maiores está sujeita a possíveis danos estéticos e físicos. O primeiro deles é que quanto maior o volume da prótese, maior a probabilidade de surgirem estrias. O segundo é que o excesso de peso pode ocasionar uma projeção do tronco para frente e dores nas costas”.

É aconselhável logo após o parto comprar um pacote de “uma levantada nos seios” com ou sem implantes de silicone, redução da barriga e lipoaspiração?
Não há a necessidade ou a obrigatoriedade de se submeter a uma plástica após o parto. E somente depois de um ano após o parto, é recomendável a realização de qualquer procedimento estético. “Qualquer cirurgia exige cuidados e durante o pós-operatório a mulher ficará com os movimentos limitados. Ela não poderá realizar atividades simples como carregar, amamentar ou dar banho no bebê. É preciso colocar na balança se este tipo de distanciamento do filho vale a pena”.

Os resultados de uma lipoaspiração são permanentes?
“Os resultados obtidos numa cirurgia de contorno corporal, como a lipoaspiração, podem ser permanentes, desde que o paciente mantenha o peso, seguindo uma dieta equilibrada e realize atividades físicas regulares”.

Qualquer cirurgia plástica pode ser feita com anestesia local?
Nem todas as cirurgias podem ser realizadas com anestesia local e esta nem sempre é a escolha mais segura. “Em alguns casos, para se realizar uma cirurgia sob anestesia local, temos de utilizar uma quantidade de anestésico muito maior que a dose máxima de segurança, o que a transforma em um procedimento com mais riscos do que se fosse realizada com anestesia geral. Na realidade, uma mesma cirurgia pode ser realizada com vários tipos de anestesia sem perder a segurança. A escolha do tipo adequado deve ser feita pelo cirurgião e por um anestesiologista, de acordo com o procedimento, a área a ser operada, as condições clínicas do paciente e a própria experiência dos profissionais”.

A cirurgia plástica pode resolver a falta de volume na região glútea?
A flacidez e a queda de pele e do músculo na região glútea podem acontecer devido à falta de tônus muscular, depois de perda importante de peso, devido ao sedentarismo, ou, ainda, pela perda natural de elasticidade da pele devido à idade. “Já a falta de volume na região glútea, problema que também incomoda a muitas mulheres, está relacionada à genética. Devido à falta do volume muscular, a pele e o tecido cutâneo não se projetam e, conseqüentemente, não proporcionam um contorno bonito ao corpo feminino. Além do aspecto murcho, esse tipo de bumbum torna as imperfeições da pele, tais como flacidez, celulite e estrias, mais visíveis. A solução cirúrgica para este caso são as técnicas que valorizam a região, deixando-a volumosa e com projeção”.

Silicone injetável, parafina e a própria gordura das pacientes já foram usados para fazer o aumento dos seios. Estes métodos funcionam? São seguros?
“Estes preenchimentos são condenados pelos especialistas em Mastologia, devido às complicações que causam, como calcificações, que dificultam a interpretação correta dos resultados de exames de rotina”.

Para combater o acúmulo de gordura nos tornozelos, o “cankle”, os americanos já se organizaram e oferecem soluções que abrangem academias de ginástica especializadas a combater o mal, com dietas específicas para perder gordura nesta região do corpo e a lipoaspiração do tornozelo. Estas medidas funcionam?
Não. O equilíbrio estético das pernas femininas dependem de três fatores principais: comprimento, circunferência e forma. “Em geral, este desenho do corpo é geneticamente pré-determinado, mas o problema se agrava com o ganho de peso. Exercícios físicos e  dieta não melhoram esta desproporção”, explica o médico. A lipoaspiração do tornozelo, tão popular nos Estados Unidos, é um procedimento muito delicado. É preciso muita cautela na indicação e na realização do procedimento.

Após a gestação fiquei com o umbigo fundo, é verdade que a cirurgia plástica pode ajudar?
“A plástica não pode mudar a estrutura total do umbigo, mas pode melhorá-lo quando há deformidades”. É indicada para quem ficou com o umbigo fundo após a gestação ou depois de perder muitos quilos, a cirurgia pode ser feita em conjunto com uma abdominoplastia – quando o acúmulo de pele é grande – ou isoladamente, quando há pouca sobra de pele. “Nestes casos, a técnica utilizada pode reduzir o comprimento do umbigo para aproximá-lo ao máximo da musculatura”.

Para saber mais:

Visite o site : www.medintegrada.com.br

Siga Ruben Penteado no twitter: twitter.com/rubenpenteado

Acompanhe o blog do cirurgião: dicadebeleza.wordpress.com

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*Material encaminhado ao blog pela jornalista Márcia Wirth, da MW Consultoria de Comunicação

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Artigo: Homem-provedor versus Mulher-cuidadora

Com o começo oficial do período eleitoral, a campanha começou no último dia 06 e este ano temos a responsabilidade de escolher o novo presidente, governadores, senadores e deputados, Conversa de Menina destaca um artigo muito interessante do advogado Eduardo Pragmácio Filho. No texto, ele trata da divisão dos papeis sociais, gênero e elaboração de políticas públicas de atenção à infância que favoreçam uma relação mais justa e igualitária entre pais e mães. Com certeza, é material bom para ler e confrontar com as plataformas de governo dos candidatos.

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Homem-provedor versus Mulher-cuidadora

"As mulheres continuam com o papel quase que unilateral e exclusivo de prestar os cuidados e a assistência necessários à família"

*Eduardo Pragmácio Filho

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou, recentemente, as conclusões de um estudo que revela que a situação das mulheres brasileiras no mercado de trabalho está bem distante de uma condição de igualdade com os homens, devido às dificuldades que elas encontram para articular trabalho e família.

A noção de que a mulher constitui uma força de trabalho secundária e a lenta alteração da divisão sexual do trabalho doméstico são fatores que contribuem para a manutenção do modelo “homem-provedor” e “mulher-cuidadora”, ainda vigente. Com efeito, as mulheres continuam com o papel quase que unilateral e exclusivo de prestar os cuidados e a assistência necessários à família.

A OIT, através da Convenção 156 e da Recomendação 165, propõe aos Estados o desenvolvimento de mecanismos de assistência familiar e à infância, ressaltando a importância da ampliação de oferta de serviços de proteção social e da melhoria de sua infra-estrutura para garantir o bom desempenho da repartição das responsabilidades familiares.

Uma saída seria o maior acesso às creches e pré-escolas. Outra, a ampliação da licença-paternidade e a instituição de licenças parentais, para que os homens possam ter uma maior e efetiva participação nas atividades domésticas e na dinâmica familiar, reequilibrando e reorganizando o modelo “homem-provedor” e “mulher-cuidadora”, para sua superação, almejando uma maior igualdade de gênero.

Para a OIT, o equilíbrio entre trabalho, família e vida pessoal traz benefícios para a saúde das pessoas e contribui para o aumento de sua produtividade e, consequentemente, da produtividade da empresa.

É necessário fomentar um amplo diálogo social entre as várias instâncias governamentais, os sindicatos patronais e laborais e a sociedade civil, para uma maior compreensão e reflexão do tema, reconhecendo e partilhando responsabilidades para se alcançar uma maior igualdade de gênero. Esse diálogo não se restringe somente ao trabalho urbano, mas sobretudo àquele empreendido no agronegócio, em que se verifica uma crescente participação feminina em trabalhos que antes eram só dos homens.

*Eduardo Pragmácio Filho é mestrando em Direito do Trabalho pela PUC-SP, sócio de Furtado, Pragmácio Filho & Advogados Associados e professor da Faculdade Farias Brito. Para entrar em contato com o autor: [email protected]

**Texto encaminhado ao blog pela Ex-Libris Comunicação Integrada

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Revista Manequim investe em editorial “plus size”

Precisava dividir essa informação com vocês. Não é todo dia que uma revista como a Manequim (51 anos de moda no currículo), com um histórico de celebridades do mundo artístico e top models magérrimas ostentando modelitos de cair o queixo na capa, decide investir em um editorial “plus size”. Pois a edição deste mês, já nas bancas, traz a modelo Fluvia Lacerda (como gordinha que sou, estou me tornando uma verdadeira fã dessa modelo!) vestindo peças charmosas e ousadas, que valorizam as meninas G e GG, mostrando a beleza das suas formas exuberantes, mas tudo com muito bom gosto e alinhamento com as tendências da moda.

A produção da revista e a modelo criaram um ensaio com dicas para as leitoras aprenderem a valorizar o próprio corpo sem precisar sair por aí usando preto para disfarçar os quilinhos a mais. Gente, isso para mim tem nome: auto-estima!

A Fluvia Lacerda, que já rendeu outras notinhas aqui no blog, nasceu no Rio de Janeiro, mas vive em Nova Iorque (a meca da moda) há 13 anos. Ela tem uma história linda, digna de roteiro de comédia romântica hollywodiana: foi descoberta por uma editora de revista de moda em um ônibus, em Manhattan, quando trabalhava como babá. Daí foi convidada para fazer umas fotos e não parou mais.

Fluvia é a única brasileira a trabalhar como modelo plus size no exterior e faz parte do casting da Ford Models EUA (pensem em quantas magras tentam fazer parte do casting dessa agência!).

A modelo já fotografou nos EUA, Espanha, México, Canadá, Alemanha, Austrália, Jamaica, França, Holanda, Londres, África do Sul e para grandes marcas como Kmart, Biluzik, Tórrid e IGIGI. Entre os trabalhos mais importantes de Fluvia está a capa do calendário americano Curves (Curvas) que teve toda a renda voltada para instituições de pessoas com distúrbios alimentares. Além de bonita e bem resolvida, ainda é engajada!

Para saber mais sobre Fluvia, visite o site da modelo: www.fluvialacerda.com

E aqui, duas fotos do making off do editorial da revista Manequim:

Digam se ver uma menina GG bem vestida desse jeito não dá um estímulo a mais para uma gordinha como eu caprichar na produção? Adorei! Esse peep toe azul então, dá um charme a mais no visual.

E essa combinação, numa linha mais mocinha? Achei muito bacana. Notem que as peças escolhidas tem caimento perfeito e valorizam a exuberância a "La Botero" de Fluvia, mas sem marcar o corpo. Até a sobriedade na escolha das cores mostra que é possível ampliar o guarda-roupas de uma menina GG para além do pretinho básico!

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Aproveitem as promoções

Patrícia Franco
As bolsas da coleção de Inverno 2010 estão com até 50% de desconto. Os modelos são confeccionados em materiais variados e cores sortidas.

São super charmosas e cheias de detalhes. Além das bolsas, a grife comercializa uma série de outros acessórios, como chaveiros, cintos e sandálias rasteiras e capa deagenda para todos os gostos e estilos.

A loja fica na Rua Profº Lemos de Brito, nº 28, Barra. O telefone para contato é o (71) 3016-3571.

Intuitif
O charme da coleção de inverno Blog à Porter, que homenageou as blogueiras, está em liquidação. As bolsas lindas da Intuitif podem ser adquiridas com descontos de 40%, com compras parceladas no cartão de crédito, ou de 50%, se a compra for à vista.

Os modelos são belíssimos e super delicados.

A loja fica na Rua Humberto de Campos, 282. Ed. Graça Empresarial, térreo, Graça. Para contato, o telefone é o (71) 3245 8380.

Você também pode fazer suas compras no site oficial.

Limits
O Dia 15 de julho, Dia Internacional do Homem, é lembrado pela Limits com uma promoção bem especial. Na compra de duas peças da coleção de Inverno, o cliente ganha uma t-shirt Laundry ou Sandawash.

Na coleção da marca, peças confortáveis para gostos variáveis. São camisas polo, bermudas, jaquetas mais curtas, casacos listrados, dentre outras tantas opções.

A loja fica no Salvador Shopping e no Shopping Iguatemi.

Poire Paradoxus
Peças de várias marcas do País estão com preços mais baixos na Poire Paradoxus. A multimarcas entrou em período de promoção e está liquidando a coleção outono/inverno, com descontos que variam entre 20% e 50%.

Lá, são comercializadas marcas de Juliana Jabour, Santa de Roca, Filhas de Gaia, Carina Duek, 284, Agilita e John John, Rock Lily e Agilitá.

A loja fica no Shopping Paseo, no Itaigara.

Overend
Os itens da coleção de inverno da Overend estão com descontos que chegam a 50%.

As peças são inspiradas na natureza do Canadá, aliando elementos orgânicos e naturais à contemporaneidade, com ênfase no universo dos esportes típicos e dos jogos de inverno de Vancouver 2010.

A linha traz t-shirts de manga longa e curta, calças em algodão cotelê, sarja e microfiba, além de calças jeans com lavagens e corrosões especiais.

A loja fica no Salvador Shopping.

Mônica Anjos
O friozinho do mês de julho chega com descontos na loja de Mônica Anjos. A fashionista escolheu o mês de julho para realizar uma super promoção, que dá descontos de até 50% nas peças da coleção de inverno.

Para embelezar as mulheres, a estilista abusa de materiais como linho, algodão, seda.

A loja fica Rua da Paciência, n°233, bairro do Rio Vermelho. Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone (71) 3334-7046.

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