*Artigo: O crime oculto na máscara

Meninas e meninos, desculpem a ausência dos últimos dias. Mas, como postei ali ao lado, no nosso twitter, foi uma semana bem corrida para as blogueiras devido ao Festival de Verão Salvador, evento musical que funciona como pré-Carnaval aqui na capital baiana. Geralmente, neste período carnavalesco, a imprensa trabalha bastante e, diante da emergência na redação do jornal onde trabalhamos, sobra pouco tempo para os projetos pessoais, como é o nosso “Conversa”. Mas, uma vez que a banda passa, a vida segue seu curso. Nesta segunda-feira, separei para vocês um artigo muito interessante do advogado Antonio Gonçalves, sobre crimes na internet. No texto, ele reflete sobre realidade virtual e mundo real, analisando “as máscaras” que muitas pessoas usam para praticar delitos na rede e ficarem impunes. E nem precisa ser um crime grave, muita gente usa “anônimo” como pseudônimo para deixar comentários agressivos em sites e blogues. Aqui mesmo no nosso espaço, infelizmente, muitos comentários que poderiam enriquecer debates, descambam para a agressão gratuita, tudo sob a máscara do anônimato. Sempre reflito que, se a internet e, por tabela, a realidade virtual, simula a vida que levamos aqui fora e se, no mundo real fazemos tanta questão de respeito, porque não usar deste mesmo respeito nas relações on line? Fica a pergunta para pensarmos. Confiram o texto de Antonio Gonçalves:

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O crime oculto na máscara

**Antonio Gonçalves

É cada dia mais comum a convivência das pessoas com a internet. O que antigamente era tido como mera ficção ganha contornos cada vez mais reais. É preciso discernir os universos real e virtual, este último responsável pela concretização de sonhos, desenvolvimentos de personagens, etc.

Na internet e em sites de relacionamento proliferam-se cada vez mais a criação de personagens que nem sempre equivalem a seus pares reais. Ora, e qual a relação de um site com a vida cotidiana?

O cerne da questão reside no fato da falsa sensação de poder advinda com a criação dessa figura virtual, pois nada obsta criar uma “pessoa” com todas as características que uma pessoa gostaria de ter, todavia, não o tem.

Com isso, cresce o número de relações surgidas através de sites, numa nítida mistura entre real e virtual. O fato é que nem sempre a verdade é a que se apresenta, logo, a idoneidade pode estar esquecida ou corrompida, dando vazão a crimes que se imiscuem no virtual.

Os crimes afloram de relações calcadas numa tênue inocência por uma das partes que se predispõe a conhecer alguém para preencher a lacuna chamada solidão, cada vez mais atada à globalização, portanto, tudo se inicia em um despretensioso bate-papo, que evolui para trocas de e-mail ou contato via conversação instantânea.

Quando a porta de comunicação se estabelece, o criminoso desnuda suas armas e demonstra a seu alvo suas intenções. Se o autor for minimamente comedido, ainda haverá a opção de iludir seu interlocutor para obter uma passagem do virtual com um encontro no mundo real. O resultado pode ser a concretização de crimes variados: atentado violento ao pudor, estupro, roubo, etc.

As certificações e os cuidados inerentes ao processo de conhecimento na vida real são burlados pelo desenvolvimento de uma confiança virtual, com resultados que podem ser completamente desastrosos.

A solução é criar tipos penais para o mundo virtual? Endurecer as regras para a internet? Proibir as pessoas de acessarem sites de relacionamento? Na verdade, é necessário um incremento da legislação que combate os crimes digitais. Não podemos conviver pacificamente com crimes reais advindos de estratagemas do mundo virtual. Se a lei existente se mostra ineficaz, está na hora de modificá-la. O que não se pode é esconder ou mascarar a realidade delituosa por trás da falsa máscara da inocência criada pelo criminoso no mundo virtual.

Encarar o mundo virtual como uma diversão não passará de uma ilusão para proliferar as intenções criminosas de pessoas que veem a internet como meio para alcançar seus fins insidiosos. O legislador nacional deve assegurar a proteção à sociedade. O mundo virtual deve deixar de ser um local imaginário para ser penalizado de forma mais severa e garantir a diversão a que deveria se propor originalmente.

*Material encaminhado ao blog pela AZ Brasil

**Antonio Gonçalves é advogado criminalista e membro da Association Internationale de Droit Pénal – AIDP. Pós-graduado em Direito Tributário (FGV), Direito Penal Empresarial (FGV) e Direito Penal – Teoria dos Delitos (Universidade de Salamanca – Espanha). Mestre em Filosofia do Direito e Doutorando pela PUC-SP.

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Traça de Biblioteca de volta em versão 2010

A série Traça de Biblioteca está de volta com mais dicas de leitura para vocês. O ano promete ser extremamente literário para mim e já começou nadando num oceano de letras, porque uma colega da redação – editora responsável por cuidar das reportagens sobre livros e autores – descobriu que eu sou “come livros”. Tenho escrito algumas resenhas para ela e estou me divertindo muito com a tarefa, que nem é pesada, é das mais prazerosas. Publiquei o material no meu blog pessoal, quem tiver interesse, dá uma chegada no Mar de Histórias. Ali no menu do Conversa, vocês encontram este e outros links de blogues muito bons, que vale a pena xeretar.

Obs: A Traça de Biblioteca é feita através de material enviado ao blog ou ao meu email pessoal pelas editoras (sim, elas já me descobriram). Cuidadosamente, seleciono os livros indicados, com base em autores, qualidade do conteúdo e faixa etária. Os comentários sobre os livros são uma mistura desse material com pinceladas das minhas leituras acumuladas ao longo dos anos de “come livros”. E quem quiser participar da série, indicando alguma  obra que tenha lido recentemente, pode enviar sua resenha para o email do blog ([email protected]). Não esqueçam de colocar fichinha técnica: com nome do livro, autor, preço e editora. Vamos incentivar a leitura e trocar experiências, afinal, uma conversa não tem graça se virar monólogo…

O CREPÚSCULO DE AVALON

Esta dica é para os amantes de livros ambientados na Idade Média.  Em O Crepúsculo de Avalon, lançamento da Editora Prumo, a autora Anna Elliott reinterpreta a história do trágico caso de amor entre Tristão, sobrinho de Mark, rei da Cornualha, e Isolda, a jovem prometida ao rei, mas que acaba se apaixonando por Tristão. A obra é a primeira da trilogia Avalon e parte de uma trama que envolve os últimos dias do reinado do lendário Arthur, em Camelot. Honra, lealdade e coragem dão o tempero do romance, que transporta o leitor para a Idade Média, época em que o misticismo e a violência asseguravam o poder. A autora faz muitas adaptações da história original, mas mantém-se fiel a base da lenda: o triângulo amoroso entre Mark, Tristão e Isolda. A história deste e de outros casais famosos da literatura mediaval já foi contada aqui no blog, relembrem o post: Casais famosos do cancioneiro medieval

Ficha técnica:

O Crepúsculo de Avalon

Autora: Anna Elliot

Editora Prumo

480 páginas

Preço: 52,90

MIL E UMA NOITES DE SILÊNCIO

Este é o segundo livro de Mayra Dias Gomes e narra a história de Clara, uma garota sem rumo marcada pelo abandono – dos pais, amigos e noivo – e imersa na solidão e no medo. Depois de sofrer uma nova decepção amorosa e se encontrar sozinha, ela parte em busca de uma antiga amiga e mergulha em um inesperado submundo sombrio, embalado por prostituição, tráfico, glam rock e desespero, até reencontrar sua própria juventude perdida e partir em busca da mãe biológica.

Ficha técnica:

Mil e Uma Noites de Silêncio

Autora: Mayra Dias Gomes

Editora Record

308 páginas

Preço: R$ 39,00

O PERCEVEJO

Obra-prima da arte de vanguarda russa e ponto alto da produção teatral de Maiakóvski, a comédia fantástica O percevejo – redigida no final de 1928 e encenada no ano seguinte –  é relançada pela editora 34, Coleção Leste. Neste texto, o entusiasmo de Maiakóvski com a Revolução Russa de 1917 dá lugar a uma visão crítica do futuro do socialismo e se expressa numa sátira contundente, que mistura temas jornalísticos, jingles publicitários, mitos pessoais, canções, política, amor e ficção científica. No Brasil, a peça foi traduzida em 1981 e levada ao palco por Luís Antonio Martinez Corrêa. É esta tradução – revista por Boris Schnaiderman, também autor do posfácio e de uma cronologia sobre a vida e a obra do poeta – que é oferecida ao leitor, juntamente com um texto inédito em português do próprio Maiakóvski.

Ficha técnica:

O percevejo – Comédia fantástica em nove cenas

Autor: Vladímir Maiakóvski

Tradução: Luís Antonio Martinez Corrêa e posfácio de Boris Schnaiderman

Coleção Leste / Editora 34

Preço: R$ 29,90

SUITE DAMA DA NOITE

Este é o trabalho mais recente de Manoela Sawitzki, autora do romance Nuvens de Magalhães e da peça Calamidade. No livro, a autora mergulha no amor fadado a uma espera eterna, no melhor estilo Florentino Ariza (O amor nos tempos do cólera, de Gabriel Garcia Marques) para construir a protagonista, Júlia Capovilla,  uma mulher que reencontra o amor de adolescência nos braços de outra às vésperas do casamento. No papel de amante, Júlia só é feliz nos encontros clandestinos com o amado na suíte Dama da Noite, revelando uma personalidade dependente a ponto de ferir-se e humilhar-se para não ficar sem o objeto amado. Disposta a esperar pelo resto da vida e sobreviver das migalhas, ela tece um mundo paralelo, povoado de amores imaginários.

Ficha técnica:

Suíte Dama da Noite

Autora: Manoela Sawitzki

Editora Record

224 páginas

Preço: R$ 34,00

UM NÁUFRAGO QUE RI

Neste livro, o jornalista Rogério Menezes cria é uma inusitada narrativa post-morten protagonizada pelo carismático gato Ravic. O felino passa a vida observando com os seus atentos olhos verde-esmeralda tudo o que acontece à sua volta e elabora um retrato sarcástico e entusiástico da frágil condição humana. Para dar vazão a tudo o que o seu implacável olhar de lince apreende da psique humana e da realidade que o cerca, Ravic (uma versão felina do Brás Cubas de Machado de Assis) é obrigado a lançar mão de uma narrativa nada linear, repleta de digressões inteligentes e intervenções espirituosas.

Ficha técnica:

Um náufrago que ri

Autor: Rogério Menezes

Editora Record

352 páginas

Preço: R$ 49,90

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Cuidados especiais com os cabelos no verão

O post abaixo é do tipo vitaminado, mas vale a pane conferir as dicas do dermatologista Valcinir Bedin para garantir que os cabelos sobrevivem às intempéries do verão. Até porque meninas, a estação quente está terminando e os chiques looks de inverno exigem madeixas à altura…

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Cuidados especiais com os cabelos no verão

*Dr. Valcinir Bedin

No verão, é comum o processo de ressecamento dos fios de cabelos, bem como a perda da sua cor, quando tingidos. O sol e o calor degeneram as proteínas dos fios, que são feitos basicamente de dois tipos delas: a queratina, responsável pela sua dureza  e a melanina, pela sua cor .

A perda de parte dos cabelos acontece quando os fios ficam mais frágeis devido a esta degeneração de proteínas, ou depois do uso muito frequente ou mesmo exagerado ,  das escovas, normais ou progressivas.

No verão são necessários alguns cuidados com os cabelos para quem se expõe muito ao sol. O ressecamento dos fios se dá em função da perda de água da haste capilar por causa do sol e do calor. Não existe uma maneira de devolver a água para dentro dos fios. Podemos, isso sim, evitar que a água saia mais. Ao fazermos hidratação capilar ou banho de óleo ou de silicones, estamos criando uma película (filme) que vai impedir a saída da água dos fios.

Para minimizar as agressões é importante manter uma dieta saudável, rica em carnes e leite e não agredir demais os cabelos com tratamentos químicos fortes, como alisamentos ou tinturas definitivas.

Em viagens, para os fios não ficarem enfraquecidos, é importante utilizar sempre filtro solar e produtos à base de silicones, que formam um filme protetor contra as agressões externas. O filtro, por sua vez, tem que ser o quaternizado, porque tem  capacidade de aderir aos cabelos e não deixar a água sair. Outro produto que não pode faltar no tratamento dos cabelos é um creme de pentear tipo leave – in , da mesma marca do shampoo.

Para recuperar o brilho é importante hidratar com produtos siliconados ou com algum tipo de impermeabilizante na fórmula.

Qualquer cabelo que  já é tratado  quimicamente pode ter seu estado piorado quando exposto ao sol sem proteção. Portanto é inevitável que os cuidados com este tipo de cabelo tem que ser redobrado. Mais hidratação e mais filtro solar são essenciais.

Na hora de cuidar dos cabelos, os aspectos dos produtos devem ser levados em conta, afinal, usar o shampoo correto para o tipo de cabelo pode  ajudar na recuperação dos fios.

*Valcinir Bedin  é médico dermatologista, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e médico visitante da Universidade Vadois – Lausanne – Suíça; além de pesquisador da UNICAMP e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Estética- Regional São Paulo.

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A explicação para o soluço

Aqui para nós, que coisa inconveniente é o soluço. Você está no meio de uma reunião de trabalho e, de repente, começa a soluçar. Você pode até pedir licença, mas os soluços irão de perseguir. Eles parecem que não vão cessar nunca, até que, de repente, desaparecem. Pior é que o soluço mexe com todo o nosso movimento corporal, de repente seus ombros sobem involuntariamente e um barulhinho esquisito foge da boca. Não tem como disfarçar. Um horror. E nem adianta colocar a mãozinha na boca para fazer de conta que nada está acontecendo. Soluço é daquele tipo de reação que todos percebem que está acontecendo com você, quer queira, quer não.

E ele não faz cerimônia para surgir. Você pode estar no meio de uma reunião de trabalho, em um bate-papo com amigos, em casa de maresia, no meio da aula, em um encontro… não tem ambiente certo. Uma hora ele vai acabar aparecendo e nos deixando, a depender da circunstância, em uma situação bem constrangedora. Fiquei me perguntando dia desses se não haveria uma forma de evitar um soluço, ou de curá-lo em meio à crise. Repentinamente percebi que eu nem sabia muito bem o que é que provocava o tal soluço e por que às vezes é tão difícil se livrar dele. Daí o motivo deste post. Agora todos nós saberemos exatamente o que é o soluço, por que ele acontece e se há alguma forma de inibi-lo nas situações em que ele parece ser bem inconveniente.

De acordo com o Dr. Dráuzio Varela, o soluço é uma “respiração com espasmos, provocada pelo súbito fechamento da glote (abertura localizada na laringe, que serve de passagem de ar para os pulmões) simultâneo à contração do diafragma (músculo respiratório situado entre o abdômen e o tórax)”. Normalmente, o soluço passa rapidamente. Bastam alguns minutos para que ele desapareça como se nada tivesse acontecido. Algumas vezes, a duração pode ser um pouco maior, e você passar algumas horas naquela situação incômoda. E outra coisa que só descobri nas pesquisas é que pode ocorrer de  o soluço se tornar crônico e durar anos. Esta última hipótese é bastante rara, vale ressaltar. No caso de as crises durarem mais de 24 horas, é preciso procurar um médico.

Em uma pesquisa rápida, encontramos diversas explicações para as causas do soluço. A ingestão de alimentos pode fazer com que seu diafragma entre em espasmo, causando o soluço. Além disso, a indigestão e o excesso de comida também podem causá-lo. Tudo porque acabamos ingerindo um pouco de ar, que é expelido do nosso organismo por meio do soluço. Às vezes, do nada, repentinamente, começamos a soluçar. As tais inspirações rápidas e em curtos espaços de tempo, que fogem completamente do ciclo respiratório normal, não é um fator de risco, não passando de um desconforto. Como as causas são as mais variadas e podem ter relação com a deglutinação de ar,  até uma gargalhada e um acesso de tosse podem acabar levando a uma crise de soluços.

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No caso do soluço persistente, claro que a procura por um médico é indispensável. pode ser que ele esteja associado a algum outro tipo de problema. Daí que  o problema pode não ser o soluço em si. E este representar apenas um sintoma de alguma coisa maior. Várias sugestões aparecem como manobras caseiras para interromper uma crise de soluços. Optamos por reproduzir as sugestões do site do Dr. Drauzio Varella, lembrando que não há como especificar a eficácia de tais medidas. Como não são danosas, vale experimentar e ver se funciona. Tudo para acabar com o incômodo de andar com espasmos por aí. Abaixo, a listagem de “remédios” caseiros:

# Prenda a respiração;
# Engula uma porção de açúcar cristal (uma colher de chá), miolo de pão ou gelo moído;
# Curve-se e beba água do fundo de um copo;
# Chupe uma fatia de limão;
# Respire repetidamente num saco de papel;
# Faça gargarejos com água;
# Puxe sua língua para provocar reações de vômito;
# Coce o céu da boca com um cotonete de algodão;
# Usando uma colher de chá, suspenda a úvula [campainha da garganta];
# Erga os joelhos até o peito e incline-se.

>> E se você tem uma receita infalível ou já experimentou algum dos métodos acima, deixe um comentário e ajude-nos a livrar-nos mais rapidamente do desconforto.

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Blogues, sites e GNT cobrem SPFW

A São Paulo Fashion Week, semana de moda mais badalada do país, começa neste domingo, 17, e terá ampla cobertura para não deixar ninguém de fora das novidades para a próxima estação. Mesmo que não dê para pegar o avião e assistir aos desfiles ao vivo, a internet (através de blogues e portais) e a tv por assinatura, oferece opções que vão dos desfiles ao vivo aos programas de entrevistas, bastidores e análises de especialistas. O Moda de Menina fez um pequeno serviço com dicas de onde clicar para não perder nenhum detalhe:

Olhares baianos

>>O jornalista Pedro Fernandes, do grupo A TARDE, está em São Paulo para acompanhar os desfiles e eventos paralelos que ocorrem nos bastidores da SPFW. Além de cobrir para o jornal A TARDE, o jornalista também irá atualizar o blog da Revista Muito. Clique aqui para acesssar.

>>E por falar em Bahia, nunca é demais lembrar que Márcia Luz, jornalista especializada em moda e com grande experiência cobrindo a SPFW, sempre tem novidades no seu blog, o Simplesmente Elegante. Acesse aqui.

Cobertura na GNT

De 17 a 22 de janeiro, o canal GNT acompanha de perto tudo o que acontece nas passarelas e bastidores da SPFW. O “Programa da Hora”, direto do estúdio montado na bienal paulistana, revelará as tendências, o agito dos bastidores, além de transmitir entrevistas exclusivas e desfiles ao vivo, a partir das 18h. Já o “GNT Fashion” ganha edição com uma hora de duração, ao vivo, no dia 20. Na internet, a cobertura, em tempo real, oferece todos os vídeos dos desfiles, matérias exclusivas, além de um banco de imagens. Para acessar o site, clique aqui.

Serviço:

COBERTURA GNT
Cobertura GNT no São Paulo Fashion Week (de 17 a 22 de janeiro)
Programa da Hora, com boletins ao vivo a partir das 18h
Apresentação de Chris Nicklas e reportagens de Patrícia Koslinski

GNT Fashion edição de luxo – AO VIVO
Com Lilian Pacce e Mariana Weickert
Quarta-feira, dia 20, às 22h
Horários alternativos: quinta-feira, dia 21, às 9h30; de quinta para sexta-feira, dia 22, às 4h e sexta-feira, dia 22, às 14h30

Liliam Pacce e byMK fazem parceria em blog

O blog de Lilian Pacce também terá cobertura especial do SPFW. Através de uma parceria com a rede social byMK, a primeira do país especializada em moda, haverá bastante espaço na página para a participação dos internautas. Todos os desfiles, durante os dias de evento serão expostos no canal exclusivo do blog e ainda trarão tags que permitem ao usuário classificar o que quer ver por categoria, ou seja, ao clicar, por exemplo, em botas, ele visualiza todos os estilos que compõem o acessório. A cobertura de Lilian Pacce com a plataforma da byMK será veiculada em: www.liliampacce.com, em www.bymk.com.br e no canal de moda do portal www.msn.com.br.

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Artigo: diferença entre responsabilidade social e caridade

O artigo desta quinta é de autoria da assistente social Denise Pavani Scucuglia. No texto abaixo, ela analisa a prática da responsabilidade social pelas empresas e diferencia conceitos como filantropia e caridade. O texto é um bom começo para entidades ou pessoas que pretendem iniciar algum tipo de trabalho voluntário em 2010. Hoje, no twitter de um amigo, li uma frase interessante: “A mobilização mundial pró-Haiti é um belo exemplo para todos. Imagine se isso ocorresse todo ano para ajudar uma região diferente do mundo?”. Acredito que o artigo de Denise e a frase de Rodrigo se completam e no mínimo, dão muito material sobre o qual refletir…

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Responsabilidade Social? Filantropia, caridade?  De quem? Para quem?

*Denise Pavani Scucuglia

Nada mais atual do que se falar em “responsabilidade social”…

Poucas vezes um tema foi debatido por tantas pessoas diferentes, por tantos segmentos e com tantas propostas como esse. Discute-se sobre crescimento auto-sustentável, camada de ozônio, reflorestamento, subemprego, trabalho infantil, camadas sociais abaixo do nível da pobreza, abuso moral, etc. Por mais diferentes que esses assuntos possam ser, todos, de alguma forma, remetem à responsabilidade social.

O tema possui até uma norma internacional específica chamada SA 8000 – Norma de Responsabilidade Social, da SAI (Social Accountability International), que diferentemente do que alguns leigos possam entender, refere-se única e exclusivamente às questões inerentes ao público interno das Organizações.

Sem dúvida nenhuma, trata-se de um excelente avanço, pois parametriza algumas questões bastantes polêmicas, criando padrões e regularizando questões importantes. Porém, esta Norma não pressupõe nenhum tipo de ação social que extrapole os limites de atuação dos colaboradores das empresas. Apesar de incentivar e até valorizar estas práticas, elas não têm nenhum peso no processo de certificação.

Partindo desta premissa, é que chegamos ao ponto que gostaria de trazer à reflexão: que tipo de ação social as empresas podem ou devem manter para gerar um benefício sustentável às comunidades onde atuam? Como definir a ação de responsabilidade social a ser desenvolvida e como acessar o público alvo eleito? Muitas ONGs, Fundações e Instituições Filantrópicas vêm realizando trabalhos sérios e merecidamente reconhecidos pela sociedade. Porém, percebe-se uma lacuna interessante nesta área.

Nós encontramos ações meramente assistencialistas, onde a doação de cestas-básicas, medicamentos e vestuário são essenciais para a sobrevivência de uma comunidade. Nesses casos, as necessidades básicas são tão gritantes que mais nada faria sentido, pelo menos inicialmente.

Outra ação muito comum é a multiplicação de um conhecimento que objetiva a possibilidade de ampliação da renda familiar, onde normalmente encontramos pessoas de boa vontade multiplicando suas habilidades como, por exemplo: o ensino do artesanato, crochê, pintura ou mesmo atividades mais técnicas como informática, eletricidade, serviços de pedreiro, pintor, etc.

Isto, sem contar, é claro, com as instituições mais alicerçadas que contribuem para a implantação de projetos, atendendo uma demanda de captação de recursos de comunidades que contam com uma infra-estrutura já melhor elaborada.

Porém, a lacuna a que me referi é quanto à CAPACITAÇÃO INTELECTUAL. Quando a proposta é aumentar o nível de conhecimento de um público menos favorecido e, conseqüentemente, sem condições de buscar uma reciclagem do saber, o caminho é tortuoso. A sociedade não está preparada para oferecer, nem tampouco receber, este tipo de “doação”, que difere completamente da linha assistencialista, mas que gera uma oportunidade de reflexão e crescimento pessoal, antes de tudo.

Será que um adolescente que, a duras penas, conseguiu finalizar seu curso médio e agora precisa inserir-se no mercado de trabalho para ajudar no orçamento familiar, consegue perceber o quanto pode ser importante para ele alguns cursos complementares? Normalmente, ele acredita que um curso universitário está fora de seus planos, pois não possui condições financeiras para tanto e se acomoda a repetir uma história de vida tão fragilizada, mas que já reconhece muito bem e, de alguma forma, lhe mantém em sua “zona de conforto”. Essa reciclagem de conhecimento poderia agregar a ele um potencial que lhe traria melhores oportunidades profissionais e, consequentemente, maiores proventos, dando-lhe até a real possibilidade de freqüentar a tão sonhada faculdade.

E vamos além… Tantos profissionais desempenham suas funções durante anos a fio, sem jamais almejar algo diferente (para não dizer melhor). Fazem aquilo que sabem e que têm experiência, sem poder pensar num crescimento profissional, pois, para tanto, necessitariam de uma reciclagem de conhecimento, cujo preço não lhe é acessível.

Dentro deste quadro, o que nós, empresários, estamos fazendo para alterar esse panorama? Que ações teríamos que ter para alcançar este público e, inicialmente, fazê-lo acreditar que, assim como qualquer pessoa, todos têm o direito de sonhar e buscar a realização de seus sonhos.

A experiência tem nos mostrado que não é uma missão simples atingir este público. Várias são as barreiras que separam o desejo de aprender com a vontade de ensinar.

Alguns conceitos são importantes para nos balizar, a saber:
· VOLUNTARIADO – atividade não remunerada, prestada por pessoa física à entidade pública de qualquer natureza, ou à instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade.
· FILANTROPIA – Originário do Grego: Philos = Amor, e Antropos = Homem. Relaciona-se ao amor do homem pelo “ser humano”, ao amor pela “humanidade”. No sentido mais amplo, pressupõe o amor ao próximo e a COMPAIXÃO. Compaixão, no sentido de TER PAIXÃO e não como se costuma pensar: ter piedade. Para se ter compaixão é necessário a EMPATIA (colocar-se no lugar do outro).
· AGENTE DE MUDANÇA: A ação voluntária deve ser facilitadora do desenvolvimento e do crescimento.
– Se for Assistencialista – cria dependência.
– Se for Autoritária – cria a baixa auto-estima.
– Se for Clientelista – cria uma cultura de adesão.
– Se for Democrática – cria CIDADANIA e AUTONOMIA.

Quando o enfoque para a elaboração de um Projeto Social for o Voluntariado e a Filantropia e obtiver um Agente de Mudança convicto de que precisa ter uma ação democrática, estaremos caminhando para a criação de seres humanos “CIDADÃOS e AUTÔNOMOS”.

Que cada um faça a sua parte!

“Embora ninguém possa voltar atrás
E fazer um novo começo…
Qualquer um pode recomeçar agora
E fazer um novo fim”.
(Chico Xavier)

*Denise Pavani Scucuglia é Assistente Social e especialista em Análise Transacional, formada pela UNAT Brasil. Também é diretora administrativa financeira da Gauss Consulting.

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Luto: Morre Zilda Arns, mulher que fez a diferença

Zilda Arns em uma de suas palestras. Crédito das imagens: Agência Brasil

A médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, criadora das pastorais da Criança e do idoso, indicada ao prêmio Nobel da Paz em 2006, foi uma das vítimas do forte terremoto que abalou o Haiti e foi sentido em boa parte do pacífico caribenho nesta terça-feira à noite. Zilda Arns viajou ao Haiti para fazer uma palestra sobre combate à desnutrição e voltaria para casa no próximo sábado, dia 16. Infelizmente, quis o destino que ela estivesse no local de uma tragédia de grandes proporções. Foram três terromotos, um deles alcançou 7 graus, o mais alto na escala Richter. Os abalos derrubaram um hospital e diversos edifícios e casas, ferindo moradores e turistas de Porto Príncipe, a capital haitiana. Também atingiu as instalações do exército brasileiro – há tropas do país, inclusive baianos, servindo nas forças de paz da ONU naquela ilha – e até a embaixada brasileira foi afetada. Enquanto os governos do Brasil e EUA tentam mitigar o sofrimento dos haitianos e descobrir informações sobre as vítimas, Conversa de Menina faz uma singela homenagem à Zilda Arns, uma mulher que sem dúvida, ao longo dos seus 76 anos de vida, fez a diferença.

Alguns anos atrás, fui uma das repórteres que entrevistou a médica durante um evento da pastoral da criança, em Salvador. Fiquei impressionada com a força de caráter e a bondade e delicadeza demonstrados por aquela senhora quase da idade da minha mãe, tão ativa e dinâmica, cheia de energia e com tanta vontade de ajudar aos outros. Incansável, ela vivia viajando, militava pela diminuição da mortalidade infantil nos países subdesenvolvidos, militava contra  a fome, era inteligentíssima e profunda conhecedora da natureza humana.

Para quem tem curiosidade em saber mais sobre quem foi Zilda Arns, abaixo uma resumida biografia:

Pediatria social era uma das especialidades da médica, incansável militante no combate a mortalidade infantil e manterna

Zilda Arns nasceu em agosto de 1934, em Santa Catarina. Era irmã do cardeal e arcebispo de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns.  Estudou medicina em Curitiba e escolheu a pediatria como carreira, tendo trabalhado durante anos em prol da diminuição da mortalidade infantil e materna e pelo fim da violência doméstica contra crianças. Ao longo da carreira, fez dezenas de cursos de especialização: em medicina sanitária, educação física, pediatria social, educação em saúde materno-infantil. No começo dos anos 80, ela coordenou a primeira grande campanha de vacinação contra a poliomielite em Santa Catarina e o método que ela desenvolveu foi posteriormente adotado pelo Ministério da Saúde em todo o país. Em 1983,  criou a Pastoral da Criança e desde então, percorreu diversos países no seu trabalho como médica, sanitarista e divulgando os trabalhos da pastoral. Os caminhos da solidariedade levaram Zilda Arns até a Indonésia, Angola, Estados Unidos e quase toda a Europa. Graças ao trabalho na pastoral da Criança, essa mulher que ainda encontrou tempo para criar cinco filhos sozinha – ficou viúva em 1978 – recebeu da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a missão de criar a Pastoral da Pessoa Idosa, o que ela fez em 2004. Por sua luta em prol da infância, Zilda Arns recebeu diversos prêmios e títulos nacionais e internacionais. Além da indicação ao Nobel, um dos prêmios internacionais de destaque foi o título como “heroína da saúde pública das Américas”, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

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Cultura: Exposição de imagens sobre festa do Bonfim

Baiana com jarra de flores. Ao fundo, as fitinhas do Bonfim que os fieis amarram no gradil da igreja com pedidos. Crédito: Ricardo Prado / Exposição Megumi

Nesta quinta-feira, dia 14, acontece a tradicional Lavagem do Bonfim, uma das festas populares mais antigas e importantes do calendário de Salvador. Mistura de rituais católicos e do candomblé com crenças populares, a lavagem acontece há quase 200 anos e é precedida de um cortejo de oito quilômetros, a pé ou em carroças, entre a igreja da Conceição da Praia (no bairro do Comércio) até a Colina Sagrada, onde fica a igreja do Bonfim. O fascínio pelas cenas que acontecem durante o cortejo e no ato da lavagem, quando as baianas despejam água de cheiro nas escadarias da igreja, é o tema da exposição de fotos do mineiro radicado na Bahia, Ricardo Prado.  Intitulada “Megumi”, expressão japonesa que significa “benção”, a exposição reúne sete olhares com registros peculiares da Festa do Bonfim e estará aberta ao público a partir desta quinta-feira. Entre as imagens que compõem a exposição, está o olhar sobre o Pagador de Promessas, que partiu do bairro de Brotas até a Colina Sagrada, seguindo à risca a máxima popular que diz que “quem tem fé vai a pé”. A mostra fotográfica fica em cartaz durante o mês de janeiro na Yorumaki – Temaki Bar.

S E R V I Ç O:
O quê: Exposição “Megumi”
Quando: Aberta ao público a partir de  quinta-feira, 14 de janeiro
Onde: Av. Octávio Mangabeira, Nº 1.709 – B,  Pituba, em frente ao antigo Clube Português
Horários: Dom – Quart, das 17h30 à 0h, Quint – Sáb, das 17h30 às 5h

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Serviço: Center Lapa liquida geral

Aos caçadores das promoções imperdíveis, o Center Lapa divulgou nota nesta quarta-feira prometendo, de hoje até sábado, dia 16, promover uma queima geral de estoques com o Saldão de Natal. São quatro dias de ofertas ou condições especiais de pagamento para esvaziar os estoques das lojas. Quem tiver interesse em completar as compras com o que ficou faltando no período das festas, não pode perder.

Serviço:

Shopping Center Lapa – Av. Joana Angélica, Centro – próximo à praça da Piedade

Telefone: (71) 3415 – 8200

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Educação: do TCC ao mercado, dicas do Universia

Como já comentei outro dia aqui no blog, no post sobre o drama do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), não vale a pena dedicar um semestre inteiro a um tema de pesquisa que depois vai ser engavetado. Essa pesquisa pode e deve abrir portas para outras pesquisas na área acadêmica, e, principalmente, ser o ponto de partida para o mercado de trabalho. Encontrei no portal Universia algumas dicas de como fazer o TCC extrapolar a nota que nos aprova e garante o diploma. Entre as dicas estão: procurar desenvolver no trabalho soluções para necessidades reais do mercado; buscar orientação de professores com atuação no segmento desejado; manter-se informado sobre as principais tendências. Para conferir todas as dicas, clique aqui.

E por falar no portal Universia, que sempre destacamos por aqui as inscrições para bolsas de estudos no exterior e outras úteis informações que este site divulga sobre educação, quem pensa em prestar vestibular em 2010, agora em janeiro muitas faculdades já começaram seus processos, mas sempre tem a seleção de meio de ano (entre junho e julho), o portal reuniu informações a respeito das principais áreas de atuação profissional, destacando as características e tendências do mercado para cada carreira. Neste link, você encontra conteúdos sobre cursos como Design Gráfico, Moda, Fisioterapia, Engenharia Florestal, Biomedicina, Estatística e Letras, entre outros. Outras informações sobre vestibular estão no Canal Pré-universitário: www.universia.com.br/preuniversitario.

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