*Cuide da coluna sem pisar em falso

O blog recebeu mais uma boa matéria de saúde enviada pelo Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral. Reproduzimos abaixo a íntegra do texto. Confiram:

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Cuide da coluna sem pisar em falso

s-plate-3A caminhada é considerada uma das atividades mais praticadas. Isso se dá pelo fato de ser simples e benéfica à saúde. Porém, como em todos os exercícios físicos, a orientação de um especialista é fundamental para evitar possíveis problemas futuros como, por exemplo, uma hérnia de disco. E segundo Helder Montenegro, fisioterapeuta osteopata e fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, as dores sentidas pelos atletas após a caminhada, muitas vezes, estão atribuídas às pisadas incorretas.

“Os atletas devem redobrar a atenção em relação a pisada, se prepararem fisicamente para que a caminhada evitando assim riscos à coluna. Mas para quem já sente dor após o exercício, é importante buscar um programa de mobilização das articulações vertebrais, que pode ser feito através da Osteopatia, técnica da Fisioterapia Manual, antes que estes problemas se desenvolvam e se tornem mais graves, como a Hérnia de disco”, explica Helder Montenegro.

As alterações de pisada são caracterizadas, principalmente, em dois tipos: pronadas e supinadas. A pronada é a utilização em excesso da lateral interna do pé e a supinada, a lateral externa. E a pisada errada contínua pode levar a problemas mais sérios em relação à coluna.

“Muitos atletas chegam ao consultório preocupados com o diagnóstico de hérnia de disco, pois não querem passar por uma cirurgia e muito menos parar de praticar esporte. Por isso, sempre ressaltamos a importância de uma boa orientação antes de praticar qualquer exercício”, explica o fundador do ITC Vertebral.

Hérnia de disco – Uma pesquisa recente publicada na Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos tem deixado muitos atletas mais tranquilos. Segundo os dados publicados, apenas 10% das hérnias de disco necessitam de cirurgia para serem tratadas, ou seja, tratamentos convencionais como a fisioterapia, medicamentos prescritos por um médico e exercícios físicos podem solucionar 90% das hérnias.

“Além de analisarmos e tratarmos a pisada errada por meio de um Baropodômetro, plataforma computadorizada equipada com milhares de sensores que captam e interpretam os pontos de pressão dos pés, também podemos tratar a hérnia de disco por meio da Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral – RMA. A união de todos esses fatores permite que o paciente não tenha mais dor e inicie um trabalho focado no fortalecimento dos músculos posturais”, afirma Helder Montenegro, fisioterapeuta osteopata e fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral.

A técnica RMA, aplicada pelo Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, une o trabalho da fisioterapia manual com a tecnologia das mesas de tração e descompressão e do Stabilizer – equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso do abdômen, e exercícios de musculação.

*Texto enviado por e-mail pela assessoria do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral

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Falofobia: aversão ao pênis é rara e pode ser tratada

Você já imaginou alguém que tenha desenvolvido aversão ao pênis? Pode até parecer uma piada de mau gosto, mas o problema existe. É uma doença rara conhecida como falofobia. Os sintomas são muitos: a pessoa tem taquicardia, fica paralisada, sente tremores, sudorese e pode até desmaiar. Problema sexual São características próprias da síndrome do pânico ou de uma fobia qualquer. Mas neste caso, os sintomas representam um medo irracional do órgão sexual masculino e das situações a ele associadas.

A princípio, é comum imaginarmos que essa é uma doença típica de mulheres vítimas de agressão sexual. Um grande equívoco. A falofobia atinge tanto mulheres quanto homens, ainda que não haja qualquer tipo de episódio traumático relacionado a disfunção sexual. O problema vai além da aversão à relação sexual. Psicólogos e sexólogos explicam que a vítima da falofobia pode desenvolver um medo de olhar para o pênis, esteja ele ereto ou não, chegar perto ou até mesmo imaginar uma relação sexual, a depender do grau da doença.

A causa da fobia ainda intriga especialistas. Os profissionais da área tentam compreender a falofobia dentro do contexto das fobias em geral. E um dos principais componentes da fobia é a ansiedade. Mas não há como especificar a razão desencadeadora do problema, representado pelo medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante ao pênis. Lendo um artigo de uma especialista no assunto, ela relata que, em dez anos de profissão, apenas assistiu a um caso da doença, para vocês verem o quanto é rara.

Tratamento – De qualquer forma, é muito importante conhecermos a fobia, até porque em muitos casos há uma dificuldade grande em identificar o problema. Além disso, como ainda há uma série de tabus com relação ao sexo, muitos problemas acabam guardados a sete chaves pelos seus portadores, por puro receio de ter de admiti-los a um estranho. Menina Porém, o mais importante é saber que a falofobia tem tratamento, principalmente a questão psicológica. É preciso, no entanto, um esforço pessoal do indíviduo, a vontade de dar andamento ao tratamento. E tudo isso vai começar com o ato de assumir a enfermidade e conversar sobre ela com o especialista, para que sejam identificados e tratados seus sintomas.

>> O que fazer:  procure imediatamente um psicólogo especialista em sexualidade ou um psicanalista na mesma área. Já vai ser um começo.

Nas pesquisas pela rede, consegui achar algumas propostas de tratamento para a falofobia. Uma delas, que já é utilizada no tratamento das fobias em geral, é por meio da terapia cognitiva comportamental. Consiste na identificação do nível de ansiedade do indivíduo para, a partir daí, tratar suas reações e conseguir a superação aos temores de forma gradativa. Conjuntamente, faz-se um trabalho com a história de vida da pessoa, a sexualidade. Isso porque a falofobia pode até ter relação com a questão da educação sexual da criança.

Principal mesmo é que a pessoa que identifique qualquer um dos sintomas relatados acima procure um especialista. A nossa sociedade ainda guarda muita resistência quando o assunto é sexo. E, pior que isso, as pessoas acabam interiorizando estas questões sociais e optam por esconder o problema. A atitude dos pacientes, neste caso, é fundamental para que o médico identifique a doença e comece o tratamento de forma imediata. E se o paciente tem dificuldade de falar, recomendam os especialistas, é essencial que ele trate primeiro esta dificuldade em se abrir, para depois partir para o tratamento da fobia.

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Domingo é o Dia Mundial do Animal e tem “Cãominhada”

Lessie, a cadela de raça collie fez muito sucesso na TV e simboliza o cão fiel e "eterno amigo do homem"
Lessie, a cadela de raça collie, fez muito sucesso na TV e simboliza o cão fiel e "eterno amigo do homem"

Neste domingo, dia 04, comemora-se O Dia Mundial do Animal. Mas, independente do Brasil ser uma terra pródiga em datas comemorativas, algumas até esdrúxulas, é louvável a existência de um dia dedicado aos cuidados com bichos de estimação, sem contar com a tentativa das Ongs em garantir a sobrevivência das espécies selvagens ameaçadas de extinção. Eu tenho a teoria de que quem não consegue se comover com um bicho indefeso é incapaz de sentir afeto por crianças, idosos, doentes ou por qualquer outra criatura mais frágil. Lógico que toda regra tem exceção, muita gente não gosta de bichos porque tem nojo, enjoa do cheiro, tem alergia, mas são excelentes pessoas. Sou contra radicalismos, então, nada de generalizar com as teorias!

Ao lembrar dos animais (como se nós, humanos, também não fossemos animais), também não podemos esquecer que Outubro é o mês das crianças, sendo que a infância no Brasil carece de muitas coisas, desde limite de família (educação) até boa escolaridade, alimentação, direito ao lazer, direito a vida e a dignidade (nossas crianças não serem violentadas ou espancadas, por exemplo). Falaremos mais detalhadamente sobre isso em outros posts.

Neste domingo, porém, o dia é destinado à conscientização sobre os direitos dos animais, proclamados pela Unesco em 1978. Em Salvador vai ter uma “Cãominhada”, entre o Morro do Cristo e o Farol da Barra (Orla da capital). Quem quiser participar pode se inscrever na Planeta Animal da Barra (Av. Oceânica, 623) ou no Salvador Shopping, mediante a doação de um pacote de ração para cães ou gatos, ou ainda uma lata de leite em pó. Os produtos recolhidos serão doados ao Nacci – Núcleo de Apoio à Criança com Câncer, à Creche André Luis, mantida pela Casa de Oração Bezerra de Menezes (Cobem) e à Ong Terra Viva e Associação Protetora de Animais (Abrigo São Francisco de Assis).

"Quem não tem cão, caça com gato". Vale levar o gatinho para o evento na Barra neste domingo e improvisar ala dos "gatominhantes"
"Quem não tem cão, caça com gato". Vale levar o gatinho para o evento na Barra neste domingo e improvisar ala dos "gatominhantes"

Entre as atividades programadas para a “Cãominhada” – mas quem tem gato também pode participar – estão benção de animais, desfile de fantasias, concurso de adestramento, aulas de ginástica e alongamento, gincana, pula-pula, mini trio elétrico (afinal estamos na Bahia!), sorteios de brindes, serviços diversos e um posto de adoção de filhotes. Haverá até uma unidade móvel de primeiros socorros para os bichinhos que precisarem.

Sobre a data: O Dia Mundial do Animal foi criado em 1929, a partir de um congresso de Proteção Animal, em Viena, na Áustria.  A data foi escolhida porque lembra a morte de São Francisco de Assis, amante e padroeiro dos animais. Os objetivos desse dia são: lembrar as pessoas de proteger as espécies mais vulneráveis à extinção, educar  as crianças para os direitos dos animais e pensar em meios para os quais esses direitos possam ser colocados em prática.

Sao FranciscoSobre o padroeiro: O Dia Mundial do Animal é comemorado na data provável da morte de São Francisco de Assis. Ele nasceu com o nome de Giovanni Bernardone, em uma rica família de comerciantes da cidade italiana de Assis, entre 1181 e 1182 (a data exata não é consenso entre os biógrafos do santo) e morreu em 1226, entre os dias 3 e 4 de outubro, essa data também não é consenso. Vale lembrar que muitos santos medievais nasceram em uma época em que não existiam certidões de nascimento, carteira de identidade ou atestado de óbito, daí ser complicado afirmar exatamente dia, mês e ano de nascimento e morte. Até o começo do século XIX, os registros de nascimento eram feitos via certidão de batismo e uma criança tanto podia ser batizada logo que nascia quanto alguns meses ou até anos depois, daí as diferenças de data do período. Era preciso confiar na memória dos pais, que tinham pencas de filhos. Giovanni, um jovem que tinha tudo, largou a riqueza do berço paterno para se tornar frade, fundando a ordem dos frades menores, com outros 11 religiosos. Os franciscanos faziam voto de pobreza e viviam de doações que sempre dividiam com outros mais necessitados que eles. Fernando de Bulhões (Santo Antonio de Pádua) foi um dos seguidores dos ensinamentos de Francisco de Assis. A capacidade de São Francisco de se comover com a pobreza e com os destinos dos mais fracos o torna um santo muito popular entre os fiéis católicos. Pode-se dizer também que no seu tempo, era um ecologista militante, pois defendia os direitos dos animais, daí ser considerado patrono do meio ambiente.

*Fontes das informações sobre o Dia Mundial do Animal:

Provet – Medicina Veterinária Diagnóstica (www.provet.com.br)
Planeta Animal (www.planetaanimalnet.com.br)

*Fonte das informações sobre São Francisco:

O livro dos Santos, Ariadne C. Guimarães e Ana Lúcia Prôa, Ed. Ediouro

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>>Pet terapia – animais nos ajudam a superar doenças

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Traça de biblioteca: Mais dicas de livros infantis

Na última sexta-feira, iniciamos a série Traça de biblioteca, com dicas de lançamentos do mercado editorial nacional. Como o hábito da leitura se forma desde pequeno, o primeiro post foi sobre os livros infanto-juvenis que já estão disponíveis nas livrarias, seja reais ou virtuais. Hoje, vamos continuar falando de leituras para os pequenos, porque esse é um segmento que tem crescido bastante. Eu particularmente, passo horas diante das prateleiras de livros infantis, que mais de uma vez, já recomendei aqui no blog como elixir da eterna juventude para os adultos. Confiram as novidades da semana:

Histórias sem palavras
historias sem palavras

A coleção francesa tem a participação do ilustrador Fernando Vilela e aborda temas como solidão, coragem, insegurança e amizade, com o objetivo de incentivar o leitor infantil a desenvolver a criatividade e o aspecto lúdico por meio de imagens.

Preço: R$ 19,90 (cada)
Editora: Escala Educacional

A Busca do Cavaleiro

Ilustrações: Fernando Vilela

“A Busca do Cavaleiro” traz a história de um cavaleiro medieval que sai com a missão de salvar uma mocinha. Durante seu trajeto rumo a um castelo, ele encontra um dragão. Depois de dominá-lo, utiliza-o como meio de transporte até que em uma luta com outro monstro – uma cobra gigante – o dragão é morto, e o cavaleiro passa a ter domínio sobre a cobra. À vista de sua chegada, montado na cobra gigante, arqueiros de um castelo se colocam em posição para combatê-lo. O destemido cavaleiro enfrenta todos eles, colocando a cidade de “pernas para o ar”. Ao final da história ele consegue salvar a mocinha que se encontrava prisioneira na torre do castelo. A narrativa não apresenta texto, apenas ilustrações.

A Máscara

Ilustrações: Juliette Binet

“A máscara” conta a história de um ratinho que por se sentir diferente de um grupo de crianças em um jogo de futebol, resolve usar uma máscara para ser aceito por elas. Por um certo período, eles brincam juntos, até que um dia a máscara do ratinho  cai e sua identidade é revelada. Todos o olham com surpresa, e quando, constrangido, ele se dispõe a ir embora, os demais colegas decidem também  revelar suas identidades, tirando suas máscaras. Traços sutis e tons pastéis compõem a obra, que, por conta disso, apresenta também um clima meio enigmático e de suspense só revelado no desfecho da história.

Ladrão de Galinha

Ilustrações: Béatrice Rodriguez

“Ladrão de galinha” relata que, certo dia, logo ao amanhecer, estavam reunidos felizes e despreocupados alguns bichos em sua casa no campo. Eram eles: o urso, o coelho, o galo, algumas galinhas com seus pintinhos, quando de repente aparece uma raposa e rouba uma das galinhas. O urso, o coelho e o galo passam a persegui-la pela floresta. À noite, à procura se torna mais difícil com a floresta cheia de sombras. Quando amanhece, os amigos da galinha avistam a raposa, que por nada se desprende de sua presa. Depois de exaustiva fuga, a raposa consegue chegar com a galinha a uma praia onde um barco as espera. Mesmo em alto mar, os amigos continuam tentando salvar a galinha.  Só que ao final, quando chegam à casa da raposa, eles descobrem que as intenções dela eram boas e que ela vive solitária em um lugar no fim do mundo…

Meu Leão

Ilustrações: Mandana Sadat

“Meu leão” conta a história de amizade entre uma criança perdida em um deserto africano e um leão. A princípio, ela parece, ser uma presa fácil para o leão, que, depois, comovido com suas lágrimas, desiste de comê-la, e a leva para a savana, região habitada por vários animais.
Na savana, outro leão tenta matar a criança, mas, o leão, seu amigo, a defende em uma luta. O leão decide partir com a criança para um terra distante, devolvendo-a à sua gente. Mas, os guerreiros de sua tribo confundem as coisas e atacam o leão que foge de volta para sua família.

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Quarup uma festa no Xingu

QuarupMais recente título da coleção Vamos Cirandar. O livro leva o pequeno leitor ao Mato Grosso e mostra a magia de um dos rituais mais importantes dos nossos indígenas. O Quarup é uma festa que homenageia os mortos. É uma comemoração regada de muita dança, música, lutas e peixes saborosos.   Ela se realiza sempre na estação da seca (agosto ou setembro), porque nesta época nunca chove e há fartura de alimentos. O personagem mais importante é um parente próximo do morto que será homenageado. Ele é o responsável pela alimentação de todos os convidados. Várias pessoas ajudam na organização da festa, já que o festeiro sozinho não conseguiria preparar, armazenar e distribuir a comida. Há ainda os mensageiros, que se encarregam de ir até as aldeias amigas e convidar sua gente para o Quarup. Em Quarup uma festa no Xingu, o personagem central – Dani – narra sua experiência no parque indígena do Xingu durante um feriado prolongado. Ele tem seu primeiro contato com a floresta, com inúmeros peixes, bichos e também com os índios da região.

Quarup uma festa no Xingu

Autor: Luiz Galdino

Ilustrações: Joana Lira

Preço (unid): R$ 22,50

Faixa etária: a partir dos 8 anos

Editora: Escala Educacional

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A casa na praia

casanapraiaO Livro fala da importância dos sonhos e de como a amizade é primordial na realização deles. Conta a história do caramujo que queria muito conhecer o mar. Pelo caminho, conheceu um gigante, que tinha uma enorme sombra, e quando andava seus pés faziam o maior barulho. Preocupado com isso, o gigante sentou-se num gramado, tirou de sua mochila um novelo de lã e agulhas de tricotar. Curioso, o caramujo perguntou: “O que você está fazendo?” “Estou tricotando um par de meias bem grossas e macias, para não atrapalhar as pessoas com o barulho do meu caminhar!”

A casa na praia

32 páginas

Autora: Heinz Janisch

Ilustração: Helga Bansch

Preço: R$ 21,90

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Meu amor

EE_MEUAMOR_capa.qxd:Layout 1O livro conta a história de um “animal estranho” com pelo de cachorro e cabeça de porco. Um personagem criado a partir de bordados, que não se enquadra em nenhuma espécie. Para os outros personagens da trama, ele tem aspecto de diversos animais, e nem ele próprio sabe exatamente o que é. Por isso, vaga pela história como um bicho solitário, sem companhia, sem poder se relacionar com nenhum dos outros animais. Até que depois de tantos desencontros,  uma pulga se apaixona pelo estranho animal.

Meu Amor

Autora e ilustradora: Beatrice Alemagna

Tradução: Irami B. Silva

Assunto: respeito às diferenças, amor

32 páginas

Preço: R$ 21,90

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Safernet lança concurso para estimular internet segura

safernet

A Ong Safernet Brasil, que milita em prol do uso cidadão da internet e contra a pedofolia e outros crimes praticados na web, criou um concurso para estimular os adolescentes ao uso responsável da rede mundial de computadores. Conversa de Menina, que também milita nesta causa, abre espaço para divulgar a iniciativa.

Ao todo, sete países já se inscreveram para participar do concurso internacional de videos: Brasil, Bolívia, Argentina, Costa Rica, México, Paraguai e Venezuela. O nome do concurso é “Tecnologia Sim. Conecte-se com Responsabilidade” e as inscrições vão até 15 de novembro.

Serão premiados adolescentes de 12 a 18 anos, educadores e instituições da qual os participantes façam parte. A ideia é que os inscrito criem vídeos com no mínimo um minuto e no máximo três de duração, em que dêem ideias de como fazer um uso seguro, responsável e cidadão da internet.

Não é preciso usar equipamento profissional. Vale lançar mão de recursos do celular, da câmera fotográfica ou de qualquer outra câmera filmadora. Os adolescentes podem usar personagens, entrevistar pessoas, recorrer a animações, ou o que a imaginação mandar.

Serão premiados três grupos vencedores no Brasil e esses também podem ser vencedores da etapa internacional. O Concurso “Tecnologia Sim. Conecte-se com responsabilidade” é a primeira iniciativa do gênero no Brasil.

Confira dicas para começar a fazer o vídeo, normas do concurso e ficha de inscrição no site: www.tecnologiasim.org.br

*Fonte das informações deste post: assessoria de comunicação da Safernet

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>>Leia mais sobre internet segura aqui no blog

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Artigo: O novo Enem revoluciona o Ensino Médio?

Neste final de semana, milhares de estudantes brasileiros farão o Novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que substituirá os vestibulares. Recebemos por email um excelente artigo do doutor em educação pela PUC-SP, João Luís de Almeida Machado. No texto, ele critica o oba oba em torno do Novo Enem como o grande salvador da educação brasileira em crise, mostrando os prós e os contras da nova forma de ingresso nas universidades. Mais do que garantir vaga no ensino superior, o Novo Enem só será realmente revolucionário se levar as escolas públicas e privadas de ensino médio a repensaram conceitos e práticas educacionais. Vale a pena ler o artigo na íntegra e discutir o assunto.

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O novo Enem revoluciona o Ensino Médio?

* João Luís de Almeida Machado

matematicaA grande mídia propaga aos ventos que o Novo Enem, Exame Nacional do Ensino Médio, criado para substituir os vestibulares e que neste primeiro fim de semana de outubro fará sua estréia, constitui uma revolução. Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, nos diz sábio provérbio popular.

Revoluções por decreto não existem. A própria compreensão do termo revolução, desgastado pelo tempo, é errônea, pois não se configuram, com tais mudanças e reformas previstas com a adoção do Novo Enem, nem mesmo uma esperada virada de mesa na educação brasileira, quanto menos na sociedade, conforme preconizam os preceitos marxistas acerca de tal vocábulo.

É certo que a adoção deste novo modelo de avaliação dos saberes relativos ao Ensino Médio como elemento decisivo para o ingresso dos estudantes em universidades (públicas e particulares), com grande adesão já a partir deste ano, constitui inovação necessária, preconizada e esperada por muitos educadores, entre os quais me incluo. Mas daí a pensar que automaticamente isso acarretará modificações estruturais nas escolas brasileiras, em especial nas redes públicas, é ir além do próprio sonho, saindo dos limites da sensatez e embarcando em autêntica utopia.

Superar a cultura estabelecida nas redes, de base conteudista e tradicionalista, exige muitas outras ações complementares, não apenas a adoção de exames de admissão às universidades com base em provas que exigem mais dos alunos. A forma de preparação desses alunos para esses exames e – em especial – para a vida, demanda a revisão de todo um modo de pensar, agir e realizar em educação que tem décadas de existência no país.

O Novo Enem cria, por certo, demandas que não existiam. Obriga as escolas a repensar suas bases. Exige dos professores uma série de posturas que antes não lhes eram comuns, peculiares. Estipula a necessidade de leitura e atualização constante por parte dos estudantes (e, em contrapartida, pelos educadores com os quais estarão trabalhando). Propõe, através de suas questões, o desenvolvimento do raciocínio, da capacidade de se relacionar, da possibilidade de ir além da mera memorização de fórmulas e dados.

linguaA interdisciplinaridade (ou ao menos a multidisciplinaridade) entra em cena. A necessidade de ir “além dos muros da escola” (título de uma excelente produção do cinema francês sobre educação, premiado em Cannes) com viagens, leituras, filmes, exposições, músicas, poesia, artes plásticas, navegação por sites com conteúdo inteligente e desafiador, entre outras ações, se torna premente e permanente.

É certo que tudo isso é grandioso se analisarmos a realidade e os problemas que envolvem o Ensino Médio público no país, sempre visto como “preparação para o vestibular”. As redes privadas, cientes do fato, já se mexem e, como é possível ler em matérias publicadas na mídia, pretendem implementar linha de ação que busque preparar o seu aluno para esta nova demanda.

Mas ainda assim, tendo essa perspectiva, muitas delas erram no alvo porque assumem essa nova “atitude” de olho nos resultados do Enem, sem ir além de forma proposital, ou seja, sem perceber que a formação ampla, crítica, cidadã, ética, multidisciplinar pretendida é que é o principal objetivo. Continuam preparando mais para uma prova do que para a vida, os relacionamentos, o trabalho, a felicidade.

Ir além da concepção vigente e entender que os saberes não são dissociados é outro desafio. Reunir os conhecimentos em grupos como Ciências Humanas, Matemática e Ciências da Natureza, Códigos e Linguagens (entre os quais se incluem as artes e a educação física) é mudança importante, que traz qualidade à educação. Será uma tarefa das mais árduas. Pensem como vai ser para as redes públicas se até as redes privadas, já conscientes da necessidade de mudança e em movimento quanto a isto, estão tentando acertar e continuam a cometer alguns erros de percurso.

A revolução do Novo Enem só tem sentido e efeito real se as alterações não se limitarem à aplicação desse novo elemento de avaliação. É preciso preparar os professores, equipar as escolas (laboratórios de ciência, bibliotecas, salas de informática, quadras), reformular os materiais didáticos existentes, repensar e aplicar novos currículos nos cursos de licenciatura que já prevejam esta nova forma de pensar o Ensino Médio, expandir os limites da escola com a proposição de ações externas (ida a cinemas, museus, shows, exposições, mostras). Tudo isso demanda muito trabalho, estudo e planejamento.

*João Luís de Almeida Machado é editor do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br), doutor em educação pela PUC-SP e autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

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>>Portal A TARDE On Line oferece simulado virtual do ENEM

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Museu da Língua homenageia Cora Coralina

Vi a reportagem na TV de madrugada: O Museu da Língua Portuguesa abre nesta quarta uma mostra em homenagem à poeta Cora Coralina. Pensei com meu teclado (não estava usando roupa com botões), taí uma boa oportunidade de falar de Cora no blog. Vamos saber um pouco mais sobre ela? Reproduzo também alguns de seus belos e delicados poemas. Aproveitem!

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Quem é?

Cora CoralinaCora Coralina nasceu Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, em 20 de agosto de 1889, as margens do Rio Vermelho, na cidade de Goiás, em uma casa antiga, de construção datada do século XVIII; e morreu em 10 de abril de 1985, em Goiânia. Passou a vida entre o interior de Goiás e o interior de São Paulo, para onde se mudou após casar-se e onde morou por 45 anos.

Cora começou a escrever aos 14 anos, embora só tivesse cursado as quatro primeiras séries do ensino fundamental. Exercia oficialmente a profissão de doceira, mas também trabalhou vendendo livros e fabricando linguiça, após ficar viúva. A notoriedade porém, só viria aos 75 anos, quando Carlos Drummond de Andrade escreveu um artigo elogioso ao primeiro livro da poeta, Poemas dos Becos de Goiás.

Cora 2Além de escrever poemas, Cora Coralina também era contista e cordelista. Seu primeiro conto, escrito aos 14 anos, foi publicado em um jornal da sua cidade natal. A prosa e os versos da autora são ricos em simplicidade e em cenas do cotidiano do Brasil do interior. A vida doméstica e as cenas da infância e juventude de Cora servem de inspiração para compor pequenos libelos a vida. Muito difícil alguém que tenha nascido em cidade pequena, não se identificar com a autora.

Uma das filhas de Cora Coralina, Vicência Tahan, escreveu a biografia romanceada Cora coragem, Cora poesia, lançada pela Global editora, em 1989.

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Cora em versos:

Versos… não
Poesia… não
um modo diferente de contar velhas histórias

Cora Coralina (Poemas dos Becos de Goiás )

Todas as Vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço…
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo…
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha…
tão desprezada,
tão murmurada…
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida –
a vida mera
das obscuras!

Cora Coralina

Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

Cora Coralina  (Outubro, 1981)

O Passado…

Homens sem pressa,
talvez cansados,
descem com leva
madeirões pesados,
lavrados por escravos
em rudes simetrias,
do tempo das acutas.
Inclemência.
Caem pedaços na calçada.
Passantes cautelosos
desviam-se com prudência.
Que importa a eles o sobrado?

Gente que passa indiferente,
olha de longe,
na dobra das esquinas,
as traves que despencam.
-Que vale para eles o sobrado?

Quem vê nas velhas sacadas
de ferro forjado
as sombras debruçadas?
Quem é que está ouvindo
o clamor, o adeus, o chamado?…
Que importa a marca dos retratos na parede?
Que importam as salas destelhadas,
e o pudor das alcovas devassadas…
Que importam?

E vão fugindo do sobrado,
aos poucos,
os quadros do Passado.

Cora Coralina

Considerações de Aninha

Melhor do que a criatura,
fez o criador a criação.
A criatura é limitada.
O tempo, o espaço,
normas e costumes.
Erros e acertos.
A criação é ilimitada.
Excede o tempo e o meio.
Projeta-se no Cosmos

Cora Coralina

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>>Para saber mais sobre a mostra em homenagem a Cora (Estadão)

>>Post no blog sobre o Museu da Língua (publicado em 21 de março)

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Artigo: Sonhos de um profissional

O artigo que reproduzimos hoje foi escrito por Washington Kusabara, consultor empresarial na área de gestão de processos. No texto, ele analisa o papel dos profissionais contemporâneos e das empresas que visam otimização de processos. O interessante é que, embora a primeira vista pareça uma aula de administração, na verdade é uma aula de humanidade, pois empresas são feitas na essência por pessoas e as pessoas, como dizia o poeta, são feitas principalmente de sonhos. Vale a pena conferir:

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Sonhos de um profissional

* Washington Kusabara

O profissional pode ser entendido como uma pessoa em constante aperfeiçoamento. Em um fluxo de fabricação, onde há matéria-prima e produto acabado, o profissional deve ser como o material em processo, já que sempre há o que melhorar ou algum componente a ser acrescentado.

Estipular objetivos significa avançar pequenos passos em direção aos nossos sonhos. Ainda que para alcançar estes objetivos seja preciso passar por alguns “desvios”, ou até mesmo alguns “retrocessos”, o importante é perseverar e cuidar para que haja determinação e não obstinação, que pode nos “cegar” e fazer com que se perca o rumo.

Da mesma forma trabalham as empresas, já que as metas do mundo corporativo são referências circunstanciais que as companhias necessitam para sobreviver, crescer e evoluir. Diante não apenas da concorrência, mas das mudanças inesperadas dos cenários econômicos, a velocidade com que atingem estas metas é fator determinante para o seu êxito.

gestaoO alcance das metas empresariais é sempre fator de celebração e recompensa, mas a análise dos fracassos e sua divulgação, sem “caça às bruxas”, também deveria ser tema importante nas empresas.  Afinal, este tipo de comportamento evitaria muito desperdício de recursos, dinheiro, mão-de-obra e tempo, mas principalmente, evitaria que projetos e ações fossem arruinados e pudessem ter o seu rumo alterado. Mais que estar preparado para as oportunidades, o profissional necessita saber identificar as oportunidades e aceitar seus desafios inerentes. Focar no que é importante, definir um plano de ação e colocá-lo em prática.

Sonhos são como referências a médio e longo prazo, mas sonhar alto demais pode significar frustração e sonhar baixo demais é receita certa para acomodar-se com o “status quo”. Portanto, uma certa dose de desafio é essencial para mantermos acesa a chama que nos guiará na direção dos sonhos.

Os sonhos também podem ser mudados, afinal, crescemos e amadurecemos tanto pessoalmente como profissionalmente. Assim, na medida em que realizamos um sonho, outro deve tomar lugar para manter o nosso norte atualizado. O mesmo vale para os sonhos não realizados, sem esquecer que, se a substituição de sonhos não realizados tornar-se uma constante, tornamo-nos volúveis e vazios, sem rumo aparente.

Novos objetivos devem ser estabelecidos com vistas aos novos sonhos e o aprendizado com erros e acertos será muito bem vindo, o que nos poupará desperdício de tempo e energia.

Para um entendimento maior do assunto em questão, podemos fazer uma analogia dos sonhos de um profissional com as metas de melhoria contínua de uma empresa. Enquanto o profissional precisa se auto-avaliar e entender em que posição ele está quando traça um sonho, em um processo de melhoria contínua é preciso analisar os objetivos da empresa e compreender suas necessidades táticas e estratégicas.

Ao passo que, quando o executivo traça suas prioridades e determina suas ações para alcançar o sonho, a companhia mapeia a cadeia de valor (fluxos de materiais e de informações), identifica, classifica e prioriza suas oportunidades. No caso da empresa, pode-se utilizar uma metodologia de implementação rápida, como o projeto Kaizen da TBM, que leva em conta os princípios fundamentais do Sistema Lean de Manufatura. Já para o profissional, o conhecimento e a utilização dos princípios lean em sua vida pessoal e profissional, pode render resultados muito além das suas expectativas. Sem esquecer que apenas 20% destes princípios são técnicas e metodologias, ou seja, a “inspiração”. Os 80% restantes se referem à ação, mão na massa e mudança cultural (comportamental). Ou seja, a “transpiração”. Boa sorte, inspiração e, sobretudo, muita ação!

*Washington Kusabara é diretor da TBM Consulting, empresa especializada em consultorias de gestão de processos
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**O artigo foi enviado ao blog através da assessoria de comunicação da TBM Consulting.

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Traça de Biblioteca: dicas de leituras infanto-juvenis

Um dos temas mais tratados neste blog com certeza é literatura. Primeiro porque as blogueiras são verdadeiras  “traças de biblioteca” e segundo porque recebemos muito material bom das editoras. Nesta sexta, iniciamos uma série semanal justamente com esse nome: “Traça de Biblioteca”. Toda sexta, reuniremos as melhores dicas literárias recebidas na semana, para vocês se atualizarem.  O foco da série hoje são os leitores dos oito aos 18. Confiram o que já está nas livrarias ou o que vêm por aí no mercado editorial brasileiro infanto-juvenil:

image001O PORTÃO DE PTOLOMEU
Trilogia Bartimaeus – Livro 3
Jonathan Stroud

Editora Record (www.record.com.br)
504 páginas
Preço: R$ 55

Depois do sucesso de O Amuleto de Samarkand — volume inicial da Trilogia Bartimaeus, que já vendeu mais de um milhão de exemplares em todo o mundo — e de O Olho do Golem, o segundo volume, Jonathan Stroud lança O portão de Ptolomeu, terceiro livro da série. Dois mil anos se passaram desde que Bartimaeus estava no auge de seus poderes: invencível na batalha e protegido pelo grande mágico Ptolomeu. Agora, aprisionado na Terra e tratado com desdém pelo seu amo, Nathaniel, suas energias estão desvanecendo rapidamente. Entretanto, em Londres, a fugitiva Kitty Jones foi furtivamente completar sua investigação sobre magia e demônios. Ela espera que se possa romper o ciclo interminável de conflito entre djins e humanos. A Trilogia Bartimaeus já foi publicada em 37 países e vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares em todo o mundo, sendo aclamada como a principal herdeira da saga de Harry Potter. O primeiro livro da série, O Amuleto de Samarkand foi vencedor dos prêmios Boston Globe / Horn Book Honor 2004 (EUA) e Lancashire Children’s Book Award 2005 (Reino Unido). Jonathan Stroud, nascido em 1970, é um ex-editor que já publicou uma série de livros infantis na Inglaterra, onde mora com a mulher e os filhos Isabelle e Arthur. Escritor amador desde a infância, lançou seu primeiro romance aos 28 anos.

NOVA SÉRIE DE MEG CABOT

O arcano nove (vol. 2) e Reunião (vol. 3) continuam as aventuras de Suzannah, na série A Mediadora, da escritora Megie Cabot, autora de Diário da Princesa e febre entre as adolescentes. Suzannah seria uma adolescente nova-iorquina comum se não fosse por um pequeno detalhe: ela é uma mediadora, vê e se comunica com os mortos e às vezes precisa ajudá-los. Mas nunca imaginou que poderia se apaixonar por um fantasma. Jesse é o belo e charmoso espectro que “assombra” o quarto de Suze. E, por mais que ela tente se manter afastada dele, a atração entre os dois é inevitável

image002O ARCANO NOVE
(Ninth key)
Meg Cabot
Tradução de Alves Calado
Editora Record
272 páginas
Preço: R$ 37,90
Suzannah está adorando sua vida nova na ensolarada Califórnia. Uma festa atrás da outra, amigos e até um potencial namorado – nada menos que Tad Beaumont, o garoto mais bonito e rico da cidade. Mas, como toda adolescente, Suzannah enfrenta muitos problemas. Um em especial é só seu: os fantasmas não a deixam em paz. E ela tem até uma queda por um deles…

image003REUNIÃO
(Reunion)
Meg Cabot
Tradução de Alves Calado
Editora  Record
272 páginas
Preço: R$ 37,90
É primavera e tudo o que Suzannah deseja é aproveitar o tempo com a melhor amiga, Gina, que veio de Nova York para visitá-la. Mas a vida de uma mediadora não pode ser tranquila assim, Suzannah tem o dom de ver e falar com os mortos e o dever de ajudá-los a resolver suas pendências neste mundo para que descansem em paz…

Visite o site de Meg Cabot: www.megcabot.com.br

crianca pensaCRIANÇA PENSA
Lya Luft & Eduardo Luft
Ilustrações Susana Luft
Grupo Editorial Record/Galerinha record
64 páginas
Preço: R$ 29,90
Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos anos, a romancista, poeta, cronista e ensaísta Lya Luft conquistou milhares de pequenos fãs ao explorar o fantástico mundo do imaginário infantil de Histórias de bruxa boa e A volta da bruxa boa. Agora ela mostra, em parceria com seu filho, o filósofo Eduardo Luft, que pensar e transgredir não são atributos apenas de adultos. Em Criança Pensa, com ilustrações de Susana Luft, a autora reúne questionamentos filosóficos, juntando poesia, conversas ao pé do ouvido e muita aventura para elaborar a idéia de mundo das crianças. Através da história de três primos — Diogo e as gêmeas Isa e Dora — e da avó Lilibeth, Lya e Eduardo mostram a importância de crescer questionando o mundo, fazendo as perguntas essenciais, mesmo que nem sempre com respostas.

musicariumMUSICARIUM
Autora: Telma Guimarães
Ilustrações: Sami e Bill
Editora: Larousse do Brasil
Preço: R$ 24,90
Pág: 24
Foi por causa das histórias que contava aos três filhos ainda pequenos que Telma Guimarães resolveu escrever. Histórias de animais, crianças irrequietas, avós saltitantes, mágicas, bruxas atrapalhadas, um sem-número e sem-fim de personagens povoam o universo da autora. Em Musicarium Telma narra as maluquices das notas musicais durante uma festa. Apresenta as travessuras do Dó por conta de um sorvete de chocolate; da Clave de Sol que quase virou uma onça; do Ré que não teclou nem duas vezes e saiu tocando-voando para a cozinha e Fá que não dava a mínima nem a semínima para sorvete, mas amava uma boa confusão. Telma nasceu em Marília, São Paulo, mas reside em Campinas. É licenciada em “Letras Vernáculas e Inglês” pela UNESP e Professora Efetiva de Inglês. Publicou seus primeiros livros infantis em agosto de 1988 (“Cara de Pai”, Loyola, “O sopão da Bruxaluca” e “A Tarta-luga”, Vozes). Em 1989, recebeu da APCA o título de “Melhor Autora em Literatura Infantil” com seu livro “Mago Bitu Fadolento”. Telma já publicou mais de 100 títulos entre infantis, juvenis, em Português e Inglês. É também co-autora de livros juvenis com Celso Antunes e Teresa Noronha. Conheça sua obra completa no site oficial aqui.

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Feira de Saúde e homenagem às mulheres do Axé

Painelque cerca a Praça de Oxum, na Casa Branca, de autoria do artista plástico baiano Bel Borba / Crédito: Secretaria de Cultura da Bahia
Painel que cerca a Praça de Oxum, na Casa Branca, de autoria do artista plástico baiano Bel Borba / Crédito: Secretaria de Cultura da Bahia

Neste sábado, 26, das 9h às 17h, acontece a VII Feira de Saúde da Casa Branca, na praça de Oxum – Terreiro da Casa Branca, Engenho Velho da Federação. Ao longo do dia, diversos serviços serão prestados à comunidade do bairro, como medição da pressão arterial e glicemia. No mesmo dia, às 17h, após a feira, acontece uma homenagem a sete mulheres ligadas ao Candomblé na Bahia: Mãe Tatá, Mãe Stela de Oxóssi, Mãe Raidalva, Makota Valdina, Ekedy Sinha, Ekedy Lurdinha Siqueira e Alaide do Feijão; além do lançamento da Rede de Mulheres de Terreiros da Bahia.

Estandes montados pela Secretaria Municipal de Saúde reunirão informações sobre prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis, a exemplo de DST/Aids, orientações sobre saúde bucal e saúde da mulher. Haverá também vacinação de cães e gatos e programa de prevenção às zoonoses.

Na abertura da feira de saúde, o ogan Arielson da Conceição e a Ekedy Sinha, ambos da Casa Branca, darão as boas-vindas aos participantes. Depois, a professora de enfermagem da UFBA, Luiza Huber, ministrará aula pública sobre exercícios de respiração e alongamento. A partir das 11 horas será realizada uma gincana com as crianças e jovens com o tema “saúde ambiental”. As tarefas estarão relacionadas a atitudes sustentáveis no uso dos recursos naturais.

Para completar, os estudantes de Nutrição da UFBA farão, a partir das 12 horas, uma oficina sobre Alimentação e Nutrição, explicando o valor dos alimentos e como podem ser melhor utilizados. Já ás 14 horas, será realizada uma mesa redonda com o tema: “O diálogo pelas águas, a saúde das mulheres e as políticas para a população negra”. Uma das presenças confirmadas é a de Gersoney Brandão, chefe do escritório de coordenação de ajuda humanitária da Missão da ONU no Sri Lanka, país localizado no Sul da Ásia. 

A Feira será encerrada com as premiações da gincana e apresentações culturais.

Serviço:
 O quê: VII Feira de Saúde da Casa Branca

Quando: sábado, dia 26

Horário: das 9 às 17 horas

Onde: Praça de Oxum da Casa  Branca, na Av. Vasco da Gama, 463

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Terreiro da Casa Branca

Casa brancaO Terreiro da Casa Branca (Ilê Axé Iyá Nassô Oká, em iorubá) é considerado o Candomblé mais antigo do Brasil por alguns historiadores da religão de matriz africana. Outros defendem que é a primeira casa de Candomblé nagô (iorubá) de Salvador. Sua origem remonta ao Candomblé da Barroquinha, fundado há cerca de 300 anos, por três princesas africanas que vieram para a Bahia na condição de escravas, durante o tráfico negreiro colonial. Do Terreiro da Casa Branca, sairam as ialorixás que mais tarde fundariam os Terreiros do Gantois, celebrizado por Dorival Caymmi na canção Oração à Mãe Menininha, e Ilê Axé Opô Afonjá, fundado por mãe Aninha, uma das sacerdotizas do Candomblé que lutou pela liberdade de culto da religão afrobrasileira, chegando a se encontrar com Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, para negociar o fim das perseguições policiais aos terreiros. A Casa Branca também é o primeiro monumento negro considerado patrimônio histórico do Brasil, desde 1984. A casa é ainda tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional desde 1986.

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>>Leia sobre as mães de Santo da Bahia, em texto da jornalista e doutora em História Agnes Mariano.

>>Saiba mais sobre a feira na Casa Branca, Candomblé e outras importantes questões sobre afrodescendência e afrobrasilidade no blog da jornalista Cleidiana Ramos.

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