*Artigo: O crime oculto na máscara

Meninas e meninos, desculpem a ausência dos últimos dias. Mas, como postei ali ao lado, no nosso twitter, foi uma semana bem corrida para as blogueiras devido ao Festival de Verão Salvador, evento musical que funciona como pré-Carnaval aqui na capital baiana. Geralmente, neste período carnavalesco, a imprensa trabalha bastante e, diante da emergência na redação do jornal onde trabalhamos, sobra pouco tempo para os projetos pessoais, como é o nosso “Conversa”. Mas, uma vez que a banda passa, a vida segue seu curso. Nesta segunda-feira, separei para vocês um artigo muito interessante do advogado Antonio Gonçalves, sobre crimes na internet. No texto, ele reflete sobre realidade virtual e mundo real, analisando “as máscaras” que muitas pessoas usam para praticar delitos na rede e ficarem impunes. E nem precisa ser um crime grave, muita gente usa “anônimo” como pseudônimo para deixar comentários agressivos em sites e blogues. Aqui mesmo no nosso espaço, infelizmente, muitos comentários que poderiam enriquecer debates, descambam para a agressão gratuita, tudo sob a máscara do anônimato. Sempre reflito que, se a internet e, por tabela, a realidade virtual, simula a vida que levamos aqui fora e se, no mundo real fazemos tanta questão de respeito, porque não usar deste mesmo respeito nas relações on line? Fica a pergunta para pensarmos. Confiram o texto de Antonio Gonçalves:

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O crime oculto na máscara

**Antonio Gonçalves

É cada dia mais comum a convivência das pessoas com a internet. O que antigamente era tido como mera ficção ganha contornos cada vez mais reais. É preciso discernir os universos real e virtual, este último responsável pela concretização de sonhos, desenvolvimentos de personagens, etc.

Na internet e em sites de relacionamento proliferam-se cada vez mais a criação de personagens que nem sempre equivalem a seus pares reais. Ora, e qual a relação de um site com a vida cotidiana?

O cerne da questão reside no fato da falsa sensação de poder advinda com a criação dessa figura virtual, pois nada obsta criar uma “pessoa” com todas as características que uma pessoa gostaria de ter, todavia, não o tem.

Com isso, cresce o número de relações surgidas através de sites, numa nítida mistura entre real e virtual. O fato é que nem sempre a verdade é a que se apresenta, logo, a idoneidade pode estar esquecida ou corrompida, dando vazão a crimes que se imiscuem no virtual.

Os crimes afloram de relações calcadas numa tênue inocência por uma das partes que se predispõe a conhecer alguém para preencher a lacuna chamada solidão, cada vez mais atada à globalização, portanto, tudo se inicia em um despretensioso bate-papo, que evolui para trocas de e-mail ou contato via conversação instantânea.

Quando a porta de comunicação se estabelece, o criminoso desnuda suas armas e demonstra a seu alvo suas intenções. Se o autor for minimamente comedido, ainda haverá a opção de iludir seu interlocutor para obter uma passagem do virtual com um encontro no mundo real. O resultado pode ser a concretização de crimes variados: atentado violento ao pudor, estupro, roubo, etc.

As certificações e os cuidados inerentes ao processo de conhecimento na vida real são burlados pelo desenvolvimento de uma confiança virtual, com resultados que podem ser completamente desastrosos.

A solução é criar tipos penais para o mundo virtual? Endurecer as regras para a internet? Proibir as pessoas de acessarem sites de relacionamento? Na verdade, é necessário um incremento da legislação que combate os crimes digitais. Não podemos conviver pacificamente com crimes reais advindos de estratagemas do mundo virtual. Se a lei existente se mostra ineficaz, está na hora de modificá-la. O que não se pode é esconder ou mascarar a realidade delituosa por trás da falsa máscara da inocência criada pelo criminoso no mundo virtual.

Encarar o mundo virtual como uma diversão não passará de uma ilusão para proliferar as intenções criminosas de pessoas que veem a internet como meio para alcançar seus fins insidiosos. O legislador nacional deve assegurar a proteção à sociedade. O mundo virtual deve deixar de ser um local imaginário para ser penalizado de forma mais severa e garantir a diversão a que deveria se propor originalmente.

*Material encaminhado ao blog pela AZ Brasil

**Antonio Gonçalves é advogado criminalista e membro da Association Internationale de Droit Pénal – AIDP. Pós-graduado em Direito Tributário (FGV), Direito Penal Empresarial (FGV) e Direito Penal – Teoria dos Delitos (Universidade de Salamanca – Espanha). Mestre em Filosofia do Direito e Doutorando pela PUC-SP.

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Artigo: diferença entre responsabilidade social e caridade

O artigo desta quinta é de autoria da assistente social Denise Pavani Scucuglia. No texto abaixo, ela analisa a prática da responsabilidade social pelas empresas e diferencia conceitos como filantropia e caridade. O texto é um bom começo para entidades ou pessoas que pretendem iniciar algum tipo de trabalho voluntário em 2010. Hoje, no twitter de um amigo, li uma frase interessante: “A mobilização mundial pró-Haiti é um belo exemplo para todos. Imagine se isso ocorresse todo ano para ajudar uma região diferente do mundo?”. Acredito que o artigo de Denise e a frase de Rodrigo se completam e no mínimo, dão muito material sobre o qual refletir…

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Responsabilidade Social? Filantropia, caridade?  De quem? Para quem?

*Denise Pavani Scucuglia

Nada mais atual do que se falar em “responsabilidade social”…

Poucas vezes um tema foi debatido por tantas pessoas diferentes, por tantos segmentos e com tantas propostas como esse. Discute-se sobre crescimento auto-sustentável, camada de ozônio, reflorestamento, subemprego, trabalho infantil, camadas sociais abaixo do nível da pobreza, abuso moral, etc. Por mais diferentes que esses assuntos possam ser, todos, de alguma forma, remetem à responsabilidade social.

O tema possui até uma norma internacional específica chamada SA 8000 – Norma de Responsabilidade Social, da SAI (Social Accountability International), que diferentemente do que alguns leigos possam entender, refere-se única e exclusivamente às questões inerentes ao público interno das Organizações.

Sem dúvida nenhuma, trata-se de um excelente avanço, pois parametriza algumas questões bastantes polêmicas, criando padrões e regularizando questões importantes. Porém, esta Norma não pressupõe nenhum tipo de ação social que extrapole os limites de atuação dos colaboradores das empresas. Apesar de incentivar e até valorizar estas práticas, elas não têm nenhum peso no processo de certificação.

Partindo desta premissa, é que chegamos ao ponto que gostaria de trazer à reflexão: que tipo de ação social as empresas podem ou devem manter para gerar um benefício sustentável às comunidades onde atuam? Como definir a ação de responsabilidade social a ser desenvolvida e como acessar o público alvo eleito? Muitas ONGs, Fundações e Instituições Filantrópicas vêm realizando trabalhos sérios e merecidamente reconhecidos pela sociedade. Porém, percebe-se uma lacuna interessante nesta área.

Nós encontramos ações meramente assistencialistas, onde a doação de cestas-básicas, medicamentos e vestuário são essenciais para a sobrevivência de uma comunidade. Nesses casos, as necessidades básicas são tão gritantes que mais nada faria sentido, pelo menos inicialmente.

Outra ação muito comum é a multiplicação de um conhecimento que objetiva a possibilidade de ampliação da renda familiar, onde normalmente encontramos pessoas de boa vontade multiplicando suas habilidades como, por exemplo: o ensino do artesanato, crochê, pintura ou mesmo atividades mais técnicas como informática, eletricidade, serviços de pedreiro, pintor, etc.

Isto, sem contar, é claro, com as instituições mais alicerçadas que contribuem para a implantação de projetos, atendendo uma demanda de captação de recursos de comunidades que contam com uma infra-estrutura já melhor elaborada.

Porém, a lacuna a que me referi é quanto à CAPACITAÇÃO INTELECTUAL. Quando a proposta é aumentar o nível de conhecimento de um público menos favorecido e, conseqüentemente, sem condições de buscar uma reciclagem do saber, o caminho é tortuoso. A sociedade não está preparada para oferecer, nem tampouco receber, este tipo de “doação”, que difere completamente da linha assistencialista, mas que gera uma oportunidade de reflexão e crescimento pessoal, antes de tudo.

Será que um adolescente que, a duras penas, conseguiu finalizar seu curso médio e agora precisa inserir-se no mercado de trabalho para ajudar no orçamento familiar, consegue perceber o quanto pode ser importante para ele alguns cursos complementares? Normalmente, ele acredita que um curso universitário está fora de seus planos, pois não possui condições financeiras para tanto e se acomoda a repetir uma história de vida tão fragilizada, mas que já reconhece muito bem e, de alguma forma, lhe mantém em sua “zona de conforto”. Essa reciclagem de conhecimento poderia agregar a ele um potencial que lhe traria melhores oportunidades profissionais e, consequentemente, maiores proventos, dando-lhe até a real possibilidade de freqüentar a tão sonhada faculdade.

E vamos além… Tantos profissionais desempenham suas funções durante anos a fio, sem jamais almejar algo diferente (para não dizer melhor). Fazem aquilo que sabem e que têm experiência, sem poder pensar num crescimento profissional, pois, para tanto, necessitariam de uma reciclagem de conhecimento, cujo preço não lhe é acessível.

Dentro deste quadro, o que nós, empresários, estamos fazendo para alterar esse panorama? Que ações teríamos que ter para alcançar este público e, inicialmente, fazê-lo acreditar que, assim como qualquer pessoa, todos têm o direito de sonhar e buscar a realização de seus sonhos.

A experiência tem nos mostrado que não é uma missão simples atingir este público. Várias são as barreiras que separam o desejo de aprender com a vontade de ensinar.

Alguns conceitos são importantes para nos balizar, a saber:
· VOLUNTARIADO – atividade não remunerada, prestada por pessoa física à entidade pública de qualquer natureza, ou à instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade.
· FILANTROPIA – Originário do Grego: Philos = Amor, e Antropos = Homem. Relaciona-se ao amor do homem pelo “ser humano”, ao amor pela “humanidade”. No sentido mais amplo, pressupõe o amor ao próximo e a COMPAIXÃO. Compaixão, no sentido de TER PAIXÃO e não como se costuma pensar: ter piedade. Para se ter compaixão é necessário a EMPATIA (colocar-se no lugar do outro).
· AGENTE DE MUDANÇA: A ação voluntária deve ser facilitadora do desenvolvimento e do crescimento.
– Se for Assistencialista – cria dependência.
– Se for Autoritária – cria a baixa auto-estima.
– Se for Clientelista – cria uma cultura de adesão.
– Se for Democrática – cria CIDADANIA e AUTONOMIA.

Quando o enfoque para a elaboração de um Projeto Social for o Voluntariado e a Filantropia e obtiver um Agente de Mudança convicto de que precisa ter uma ação democrática, estaremos caminhando para a criação de seres humanos “CIDADÃOS e AUTÔNOMOS”.

Que cada um faça a sua parte!

Embora ninguém possa voltar atrás
E fazer um novo começo…
Qualquer um pode recomeçar agora
E fazer um novo fim”.
(Chico Xavier)

*Denise Pavani Scucuglia é Assistente Social e especialista em Análise Transacional, formada pela UNAT Brasil. Também é diretora administrativa financeira da Gauss Consulting.

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Artigo: Ditadura da Beleza x Atitudes Extremas

Estava selecionando material para o blog nesta segunda-feira, em dúvida se publicava post sobre exercícios físicos para gestantes ou pilates na terceira idade, ou ainda se escrevia sobre o divórcio – post que prometi há algum tempo para vocês – quando meu email acusou mensagem nova. Era o texto abaixo, enviado pela Accesso e de autoria do cirurgião plástico Maurício de Maio. O tema, embora já tenha sido tratado diversas vezes, por profissionais das mais diversas áreas, chamou minha atenção por ser abordado por um cirurgião plástico. Foi uma grata surpresa perceber que alguém que vive da beleza tenha um senso crítico tão apurado sobre a obsessão em ser belo que toma conta de homens e mulheres na contemporaneidade. Não que em outras épocas da história não tenha havido essa super valorização da estética, mas nunca com contornos iguais aos de agora. Os posts sobre divórcio, pilates e ginástica para grávidas vão esperar mais um pouco. Enquanto isso, confiram o artigo sobre a ditadura da beleza e pensem um pouco no assunto:

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*DITADURA DA BELEZA X ATITUDES EXTREMAS

por **Maurício de Maio

O dismórfico é aquele que não consegue se enxergar como é na realidade, mas como imagina que seja. Meninas anoréxicas, por exemplo, sempre se veem gordas diante do espelho, embora estejam esqueléticas

Muito antes de Vinícius afirmar que beleza é fundamental, a necessidade de ser belo já influenciava a sociedade no culto e na aspiração de atingir o padrão estético vigente. Há casos em que essa pressão atua de forma perversa, e leva o indivíduo a desenvolver distúrbios psicológicos sérios.

Na natureza, a beleza tem um papel importante para a evolução, pois determina a seleção dos parceiros. É por isso que, em geral, os machos são mais coloridos e vistosos, pois precisam se sobressair para seduzir as fêmeas. Com a raça humana tem acontecido justamente o oposto. Enquanto os homens são valorizados por sua capacidade intelectual e pelo sucesso profissional e financeiro, o que está diretamente relacionado à função de manter e sustentar a família, as mulheres tornaram-se objeto da beleza. Espera-se, então, que sejam eternamente jovens e atraentes.

Há sociedades que chegam a atitudes extremas. Na China Milenar, por exemplo, era costume enfaixar os pés das meninas nobres para que os pés não crescessem. Pé pequeno era sinal de delicadeza, ao mesmo tempo em que simbolicamente representava o controle masculino. É possível citar ainda as famosas Mulheres-Girafa da Ásia, que usavam argolas na adolescência para aumentar de duas a três vezes o comprimento do pescoço. Assim como no caso das meninas chinesas, a ideia aqui não era só adequá-las a um padrão estético, mas também mantê-las sob o domínio dos homens, já que não poderiam mais sobreviver sem as argolas.

Se voltarmos à era pré-histórica, quando os homens saíam para caçar e as mulheres ficavam o tempo todo em casa cuidando dos filhos, entendemos, por exemplo, o porquê de a pele clara ter se tornado sinônimo de beleza. O fato é que elas praticamente não se expunham ao sol. Isso se perpetuou até a década de 20, com o look bronzeado proposto por Channel, que passou a ser associado à saúde e sensualidade.

Com a chegada ao mercado de trabalho, cada vez mais mulheres preferem adiar o casamento em detrimento do desenvolvimento profissional. Ainda assim elas continuam a ser selecionadas pelos parceiros em função da beleza, ou seja, precisam estar sempre bem cuidadas e arrumadas.

Nem mesmo os momentos de crise impediram que as mulheres continuassem a investir em beleza. Há registros de que durante a Segunda Guerra Mundial os gastos com cosméticos chegaram a superar os com alimentos. Esse fenômeno, que recentemente voltou a se manifestar com a crise financeira internacional, foi batizado pelos especialistas econômicos de “Lipstick Effect”.

A verdade é que envelhecer e não atender ao padrão de beleza causa sofrimento a algumas pessoas. Exemplo disso é que mulheres muito belas na juventude tendem a entrar em depressão com a perda do alto padrão estético. É quando iniciam uma busca desenfreada por procedimentos rejuvenescedores e, pela falta de conhecimento, acreditam que o excesso de produtos trará de volta os anos que passaram, o que é tecnicamente impossível e nada natural.

De uns cinco anos para cá, os homens também começam a sofrer com a ditadura da beleza. Não somente os metrossexuais, indivíduos altamente focados nos cuidados pessoais e com a imagem, mas também executivos de altos cargos que se sentem impactados pelo envelhecimento, que prejudica o desenvolvimento e manutenção de seu status profissional, tornaram-se símbolo desse novo padrão de comportamento masculino que valoriza a estética.

Seja homem ou mulher, a questão é que a busca desenfreada pela juventude e beleza se torna um grande problema para aqueles que sofreram algum tipo de perda, que se acham velhos.     Pessoas que sofreram retaliação na infância e/ou adolescência, período importante do desenvolvimento psicológico, podem apresentar traumas difíceis de curar. Há casos em que mesmo após uma cirurgia plástica corretiva, o paciente continua se vendo com o nariz grande e largo, no mesmo padrão de sua adolescência.

Michael Jackson, um dos exemplos mais famosos de cirurgia plástica feita de forma obssessiva e irresponsável

Também são muito comuns situações em que o indivíduo renega seus sinais raciais. Os asiáticos vão atrás das cirurgias popularmente conhecidas como de “ocidentalização”, nas quais é possível deixar os olhos mais abertos, arredondados e com o sulco palpebral evidente. A mudança do nariz é demanda recorrente, também por parte de afrodescendentes. Enquanto os asiáticos querem aumentar a altura do perfil do nariz, os afrodescendentes buscam o afinamento da ponta e das narinas.

Chamados de distúrbios dismórficos, os casos considerados mais graves revelam pacientes extremamente preocupados e angustiados com mínimos detalhes de sua aparência e nunca se satisfazem com nenhum tratamento. Acabam se fragilizando muito quando, em especial, não atingem seu objetivo, que na maioria das vezes é irreal.

O fato de existirem técnicas que possibilitam essas modificações não significa que não haja um limite. Não se pode esquecer que após cada ato cirúrgico há um processo inflamatório e de fibrose. E quanto mais se opera uma determinada área, mais risco existe de comprometer a vascularização e a nutrição das estruturas faciais.

Recentes avanços na medicina possibilitam o uso de métodos não-cirúrgicos, promovendo resultados similares ou iguais sem o risco excessivo de fibrose, necrose parcial ou total do tecido. Entretanto, isso não isenta a responsabilidade que o médico tem de orientar seu paciente sobre os limites para não prejudicar a saúde, ainda mais quando for detectado qualquer problema psicológico.

Independente do que seja feito e de como a sociedade evolua, a beleza tende a continuar a exercer um papel de ditadora. Trata-se, como já vimos, de um instinto de sobrevivência. Mesmo assim, a busca pelo padrão estético ideal ou pela juventude pode ser vista como um estímulo à busca pelo equilíbrio e por uma vida mais saudável. Basta que, para isso, cada um tenha consciência de seus limites. Sejam médicos ou pacientes.

*Material encaminhado ao blog pela Accesso Comunicação

** Maurício de Maio é cirurgião plástico, mestre em Medicina e doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Também é consultor internacional e autor dos seguintes livros: “Tratado de Medicina Estética”, Ed. Roca/ Brasil em 2004; “Fillers in Aesthetic Medicine (Substância de Preenchimento em Medicina Estética)”, Ed. Springer-Verlag/ Alemanha, em 2006; e “Botulinum Toxin in Aesthetic Medicine (Toxina Botulínica na Medicina Estética)”, Ed. Springer-Verlag/ Alemanha, em 2007, os dois últimos traduzidos para o português, espanhol e coreano.

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Artigo: O que muda na Lei do Inquilinato

Abrimos espaço hoje para um artigo de utilidade pública. A advogada Josiclér Vieira Beckert Marcondes explica no texto abaixo, quais são as principais alterações na nova lei do inquilinato, sancionada pelo presidente Lula em 9 de dezembro e que entrará em vigor a partir do dia 25 deste mês. Esperamos que o material – e a lei – ajude locatários e inquilinos a estabelecer relações mais justas e transparentes em 2010. Boa leitura!

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*Artigo: O que muda na Lei do Inquilinato

**Josiclér Vieira Beckert Marcondes

As relações de locação são alguns dos temas mais importantes no direito brasileiro. No último dia 09 de dezembro, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 12.112, regulamentação que altera a Lei 8.245/91, a qual trata dos aspectos jurídicos da locação de imóveis urbanos. A lei sancionada por Lula deverá entrar em vigor no dia 25 de janeiro de 2010 e tem como objetivo aperfeiçoar as regras e procedimentos referentes à locação.

Analisando as alterações, podemos tratar como relevante a possibilidade do fiador, constituído como garantidor do contrato de locação, se desobrigar da fiança dentro de um determinado prazo, ficando responsável pela locação pelo período de 120 dias após o comunicado feito ao locador.

Para explicar melhor esta mudança, podemos trabalhar, por exemplo, com um caso que envolva a separação conjugal do inquilino, onde ele se separa da esposa(o) ou companheira(o), ocorrendo a substituição da locação na pessoa do cônjuge que permanecer na residência, sendo que essa substituição deverá ser comunicada ao locador e ao fiador. Assim, o fiador do contrato de locação residencial poderá pedir ao dono do imóvel sua liberação da obrigação, dentro do prazo de 30 dias em que o mesmo receber o comunicado da separação do inquilino. Feita a notificação ao locador, o fiador permanecerá responsável por eventuais pagamentos pelo prazo dos 120 dias após tal notificação. A Lei 8.245/91 não esclarecia que a substituição do inquilino pelo cônjuge que permanecer no imóvel seria apenas da locação residencial, tornado isso claro a partir dessa alteração. Ou seja, na locação não residencial o inquilino não poderá exercer essa prerrogativa.

Da mesma forma, quando terminar o prazo do contrato e a locação passar a vigorar por prazo indeterminado, o fiador poderá dela se exonerar, sendo que o mesmo deverá notificar o locador de sua intenção de desvinculação, permanecendo responsável pela garantia concedida ainda pelo prazo de 120 dias após a efetiva notificação do locador.  Lembrando que a lei já previa que quaisquer das garantias da locação se estendem até a efetiva desocupação do imóvel, sendo que a nova lei esclareceu que tais garantias se estendem ainda que prorrogada a locação por prazo indeterminado.

Evidente que nos dois casos o locador poderá exigir do inquilino que este apresente novo fiador ou outra modalidade de garantia prevista na lei, sob pena de desfazimento da locação.

Josiclér Vieira traduz a lei do inquilinato

A prerrogativa de liberação da fiança poderá fazer com que as pessoas procuradas por locatários a fim de funcionarem como fiadores, garantidores dos contratos de locação, aceitem tal encargo com mais facilidade, pois sabem que a partir da nova lei poderão se exonerar, se desobrigar da fiança quando o contrato se prorrogar por prazo indeterminado ou quando houver substituição do inquilino por seu ex-cônjuge.  Isso porque o contrato, decorrido o prazo estabelecido, pode se prorrogar por prazo indeterminado por disposição legal e o fiador ficava atrelado ao mesmo durante todo o tempo em que o inquilino permanecesse no imóvel.

Em contrapartida a essa prerrogativa, que visa facilitar a aceitação da concessão de fiança locatícia e facilitar a desobrigação do fiador e a fim de evitar que o locador permanecesse desprotegido, caso o inquilino não apresente nova garantia após a exoneração do fiador, a lei estabeleceu um mecanismo facilitador da concessão de despejo liminar em caso de falta de pagamento do aluguel.  Ou seja, caso a locação tenha sido contratada sem garantia ou em caso de extinção da mesma ou ainda quando o fiador tenha pedido sua exoneração e o inquilino deixe de pagar o aluguel, o locador poderá pedir o despejo do mesmo e o juiz poderá concedê-lo liminarmente, conforme prevê o novo inciso IX, do § 1º do artigo 59, da Lei 8.245/91.

A nova lei trouxe mais algumas hipóteses em que o juiz poderá conceder a liminar para desocupação do imóvel em 15 dias, já no início da ação de despejo. São elas: (i) necessidade de realização de reparos urgentes no imóvel determinadas pelo poder público que não possam ser executadas com a permanência do inquilino ou ele se recuse a consenti-las; (ii) quando encerrado o prazo da notificação para que o locatário apresente nova garantia locatícia; (iii) quando encerrado o prazo do contrato de locação não residencial, desde que tenha sido proposta a ação de despejo dentro do prazo de 30 dias do termo do contrato ou da notificação comunicando a intenção de retomada pelo locador; (iv)  na falta de pagamento do aluguel e acessórios no vencimento, estando o contrato desprovido de qualquer garantia por não ter sido contratada ou no caso de exoneração da fiança.

Todas essas novas hipóteses de concessão liminar de despejo, ou seja, já no início da ação de despejo ou a qualquer momento que o juiz assim entender visam acelerar o andamento das ações de despejo e punir os maus inquilinos com a retomada imediata do imóvel. Com isso as regras ficam mais claras estabelecendo em que situações o locador poderá pedir e o juiz conceder a desocupação do imóvel dentro de um prazo de 15 (quinze) dias. Acelerando a desocupação pelos maus inquilinos o imóvel poderá ser colocado no mercado para nova locação.

Com a maior possibilidade de celeridade do processamento das ações de despejo a lei visou incentivar a negociação entre locador e locatário, uma vez que no judiciário o inquilino não será favorecido com a demora no andamento da ação. Foram trazidas outras pequenas alterações na lei, mas que basicamente visam a redução de prazos e valores com intenção de acelerar o processo de desocupação pelo locatário.

*Material enviado ao blog pela Lide Multimídia

**Josiclér Vieira Beckert Marcondes é sócia-advogada do Escritório Katzwinkel & Advogados Associados

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Redes Sociais: uma nova interação com o mercado

Cena de 1984, inspirado em obra emblemática de George Orwell

Começamos 2010 – após  o recesso de virada de ano – com um post mais focado no mundo dos negócios. Afinal, este é o ano do ambicioso tigre, o ano que promete muitas realizações de projetos pessoais e corporativos. O tigre é bom estrategista, é persistente e portanto, vamos usar a influência do felino para desengavetar aquelas ideias que podem dar uma guinada na nossa vida profissional, que tal? Como jornalistas, vivemos em contato permanente com a opinião alheia, sejam especialistas ou leitores das mais diversas áreas. Como blogueiras, compartilhamos um pouco dos pensamentos de vocês. Mas, sabiam que o que vocês dizem na rede está sendo monitorado? Sim, vivemos no big brother previsto por George Orwell em 1984, livro emblemático e profético sobre um futuro em que todas as nossas relações seriam vigiadas (para o bem e para o mal). O advento da internet mostra que Orwell não era nenhum visionário maluco e as redes sociais só confirmam. Agora, juntando o ano do tigre (ênfase nos negócios) com as redes sociais, temos o artigo abaixo, escrito pelo analista de sistemas Samuel Gonsales.  No texto, ele analisa a importância dessa “vigilância” estilo big brother, possível em boa parte graças às redes sociais, para o desenvolvimento das marcas e corporações. Empresas de RH dão uma checada no orkut dos colaboradores. E mesmo que exista uma polêmica jurídica por trás da questão, a verdade é que cada vez mais a nossa vida se torna pública (mais uma vez, para o bem e para o mal). Marcas de produtos e empresas prestadoras de serviço não querem ter seus nomes em boca de matilde, mas ficam atentas ao que dizem os usuários e clientes. Quantas vezes você, antes de viajar, checou se em alguma comunidade do orkut ou do facebook comentaram sobre o hotel ou pousada onde pretende se hospedar? Quantas vezes já deixou de comprar uma marca de cosméticos porque leu num blog que aquele produto provoca acne em determinado tipo de pele? Lógico que, confiabilidade é a palavra de ordem nesse tipo de situação. E responsabilidade social também. Não dá para ser leviano e sair falando mal de todo mundo só pelo prazer de prejudicar essa ou aquela empresa. Mas eu, particularmente, costumo ler blogs onde alguém testou e aprovou, ou reprovou, determinado serviço. É a opinião de alguém como nós que buscamos e as empresas sabem a importância disso. É a velha propaganda boca a boca, só que potencializada pela realidade virtual.

Aos que se interessam pelo tema, confiram o artigo de Gonsales:

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Redes Sociais: uma nova interação com o mercado

*Samuel Gonsales

Redes sociais são modelos de relacionamentos criados ou expandidos a partir de ferramentas da internet, com o objetivo de conectar pessoas de todo o mundo por meio de suas afinidades, gerando amizades, comunicação e vínculos sociais. Essa experiência se dá pela criação de perfis com exibição de textos (pensamentos, comentários, etc.), imagens, músicas, fotos e vídeos pessoais.

Mais do que a exibição de um perfil, as redes sociais buscam um novo comportamento das pessoas para garantir compartilhamento de idéias e colaboração mútua. Não obstante os aspectos citados acima, é preciso destacar ainda que a opinião de cada indivíduo é cada vez mais valiosa, e que através das redes sociais, podemos aprender a ouvir nossos amigos, clientes, colaboradores, fornecedores, comunidade local e concorrentes, para que possamos entender suas opiniões, peculiaridades e características.

A palavra de ordem das redes sociais é interação. Comparando a internet com outros meios de comunicação em massa como televisão, rádio e jornal, estes deixam muito a desejar na interação com seu público.

A experiência única de rever amigos distantes, ou conhecer pessoas que curtem e conhecem coisas que também admiramos, é feita por meio de páginas da internet onde as pessoas se cadastram, tornando-se membros e passando a compartilhar sua vida ou parte dela com outras pessoas.

Vale ressaltar, também, que as redes sociais estão promovendo desenvolvimento social, idéias inovadoras, novos valores e atitudes. Pessoas acostumadas ao silêncio estão agora colocando a boca no trombone e enfatizando suas opiniões.  A difusão da internet e o acesso à informação tornaram-se muito mais democráticos.

Houve um caso muito interessante outro dia em que uma amiga estava contratando um buffet para uma festa. Ela conheceu o lugar, verificou as instalações e acertou o orçamento, mas antes de assinar o contrato, procurou no Orkut pessoas que já haviam promovido festas no mesmo lugar. Nessa busca, descobriu comentários de vários clientes sobre os pontos fortes e fracos do buffet. A decisão por fazer ou não a festa no local foi definida, desta forma, através das experiências compartilhadas pela internet com pessoas que já haviam utilizado o local. Finalmente, minha amiga desistiu do negócio e optou por outro buffet com feedbacks mais positivos no Orkut.

Quem usa? – Com todo esse sucesso e mais e mais pessoas aderindo à novidade, as empresas e pessoas públicas começam a perceber que as redes sociais são uma valiosa ferramenta de publicidade, com retornos muito expressivos. Percebendo nelas a chance de um bom negócio, algumas empresas estão contratando mão-de-obra voltada especificamente para a comunicação via redes sociais, buscando se firmar nesse novo mercado.

Veja alguns casos reais:

– O Presidente dos EUA, Barack Obama usou as mídias sociais a seu favor, durante a sua campanha à presidência e também depois de eleito.

– O governo britânico incentiva seus soldados a utilizarem redes sociais para que mantenham contato com familiares e amigos. No início, os soldados precisavam de permissão para acessar sites de relacionamento – mas depois, foram liberados até mesmo para relatarem experiências no exército.

– Os bancos criam discussões e iniciativas para adentrar as redes sociais, pois sabem que seus clientes estão cada vez mais engajados em canais de comunicação de caminho duplo.

Marcas em evidência – Uma finalidade também muito interessante para as empresas é saber o que estão falando sobre sua marca ou produto. Ao entrar em qualquer uma dessas redes e buscar o nome do produto ou marca, é possível tomar conhecimento de muitas informações desconhecidas internamente pela organização.

De ferramentas voltadas para interconectar pessoas ao redor do mundo, as redes sociais estão se tornando uma aposta cada vez mais comum para construir e manter relacionamentos sólidos com clientes, prospects, parceiros e colaboradores – seja para criar novas oportunidades de negócios, intensificar a fidelização de clientes ou fortalecer a marca.

O crescente número de internautas interessados em acompanhar novidades sobre diversas empresas mostra que a estratégia pode trazer grandes resultados. Até mesmo para a indústria brasileira de moda, que aos poucos supera a desconfiança desse mercado diante das novas formas de relação comercial que surgiram após a popularização da internet.

*Samuel Gonsales é Gerente Executivo da Millennium Network e analista de sistemas pela Universidade Paulistana, com especialização (MBA) em sistemas de gestão empresarial pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (FIAP).

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Um ensaio de retrospectiva para 2009

*Texto e reflexões de Andreia Santana

Se você pretende refrescar a memória, relembrando os fatos mais marcantes de 2009, lamento informar que este ensaio de retrospectiva é um pouco menos global do que deveria e não pretende tratar da morte de Michael Jackson, da eleição de Obama para a presidência dos EUA ou da crise econômica mundial. Embora sejam fatos marcantes,  não é disso que quero falar. Ainda assim, se atraído pelo título do post, você entrou aqui querendo saber como foram os 365 dias do ano que finda hoje, ao menos podemos te mostrar o que aconteceu em Salvador. Para isso, recomendo que leia o texto escrito pela nossa querida Giovanna Castro, e publicado no portal A TARDE On Line.

Este ensaio porém, é uma retrospectiva mais íntima, pessoal, pertencente às meninas deste blog. Em 2009, completamos um ano no ar. Em 2009, também conhecemos, através de comentários emocionantes, pessoas com histórias de vida incríveis. Este ano, batemos pela primeira vez a casa das 100 mil visitas e terminamos o ciclo alcançando quase 200 mil, tudo o que podemos dizer é muito obrigada! Em 2009, minha amizade com Giovanna, que tem mais de uma década, rendeu o fruto de trazê-la para o blog. Minha amizade com Alane, que tem quase meia década, fortaleceu e rendeu muitos sonhos de um futuro promissor, na rede e fora dela. Principalmente o de consolidar este filho virtual que geramos juntas. Somos três pessoas completamente diferentes, com visões de mundo particulares, que viveram altos e baixos em 2009, como boa parte dos nossos leitores, acredito, mas ainda assim, apesar das diferenças, nos completamos. O que falta em uma, sobra na outra e isso enriquece a todas nós.

Quantas pessoas novas vocês conheceram este ano? Quantas pessoas antigas que estavam afastadas, voltaram a se aproximar e o quanto da personalidade delas vocês descobriram e se fascinaram? Muitas vezes, pensamos em relembrar os fatos mais marcantes do ano que finda no mundo, mas esquecemos de olhar para os fatos marcantes da nossa vida que nos fez crescer, que nos fez caminhar para a frente. E esses fatos muitas vezes são simples, coisinhas que mudam de forma tão sutil, que, cegos, à espera das grandes mudanças, nem percebemos que nossa vida está moldando-se pouco a pouco, a partir das pequenas ações. Lembrei de um verso de Cecília Meirelles, “de tanto olhar para longe, não vejo o que passa perto”. E é pertinho da gente, no microcosmo formado pela família, amigos, pelo trajeto de casa até o trabalho, com os colegas da empresa, que as mudanças começam e da junção de todas as mudanças, de todos os microcosmos de todas as pessoas no mundo, aí sim, é que a realidade global é afetada. Acredito nisso, de verdade.

Em um ano cabe muita coisa. Pessoas nascem, outras nos deixam para viver outra realidade ou para fazer uma viagem que algum dia, todos iremos empreender, porque é do ciclo da natureza. Ganhamos dinheiro ou perdemos? Compramos a casa dos sonhos? Ainda moramos de aluguel? Fizemos mais amizades ou menos que o ano passado? Quantos livros você leu este ano? Foi ao cinema alguma vez? Caminhou na praia? Quantas vezes sorriu? É recomendável que sorria ao menos uma vez por dia. Riu das próprias mancadas ou ficou se maldizendo? Eu tentei rir bastante, mas em alguns momentos chorei, em outros ainda, me enfureci. Ainda assim, acredito que o saldo foi positivo. No mínimo, deu empate. Algumas frivolidades, que nem por isso deixam de ser importantes: Chequei aos 35, uau! Coloquei aparelho nos dentes para corrigir um defeito de infância. Engordei mais um pouco porque foi um ano de intensa atividade profissional e acadêmica, mas uma negação no quesito ginástica, me exercitei menos do que deveria, comi mais chocolate do que era necessário e começo o ano novo disposta a retomar a atividade física, não por obsessão de virar manequim, não é meu estilo, mas pelo prazer de movimentar-me, de mover a energia dentro e fora do meu corpo, ao meu redor.

Me tornei uma mãe um pouco mais orgulhosa em 2009 também, porque meu filho, aos 12 anos, é um garoto cheio de opiniões, que cresce para se tornar um rapazinho encantador. Tira boas notas, tem uma cabeça boa, como costumamos dizer, e tem um senso de humor que faz o sol brilhar na minha alma, principalmente nos dias que ameaçam chuva. Voltei a estudar em 2009, o que foi fantástico. Dez anos depois da graduação, cá estou eu às voltas com novos desafios.  Sempre fui meio CDF e isso é um dos pontos em comum com as parceiras do Conversa. Somos três traças de biblioteca, com muito orgulho por sinal. Rolaram algumas discussões familiares, claro, mas também ocorreram reconciliações daquelas que fazem  a relação fortalecer. Rolaram algumas discussões com amigos e as amizades que eram legítimas, sobreviveram às tempestades. No trabalho, houve momentos de realização plena e outros de quase frustração, o que também é normal. Com o passar do tempo aprendi, na verdade ainda estou aprendendo, que as frustrações não são causadas pelos outros, mas pelo nosso excesso de expectativa e idealização. Quando aprendemos a lidar com a realidade, não que para isso deixemos de sonhar ou projetar, mas quando aprendemos a jogar com os dados que a vida nos oferece (como sabiamente me diz minha mãe), nos tornamos mais protegidos contra a frustração.

Algumas vezes, damos dois passos para a frente e recuamos um, para logo mais à frente, avançarmos cinco passos de uma vez. Cest la vie, “é a vida”, como dizem os franceses. E quem disse que gostariamos mais dela se fosse fácil? Não é fácil, mas é bem menos difícil do que acreditamos. O bom de terminar um ano e começar outro é que temos a chance de seguir em frente, ou de recomeçar. E não há idade padrão para recomeçar, sempre podemos refazer um caminho ou trocar de estrada, se aquela que tomamos não estiver boa. Não é loucura, é busca. Todos nascemos com essa tarefinha inconsciente, buscar a felicidade. Muitas vezes, durante o trajeto, encontramos diversos momentos de alegria saudável, desses que fazem a busca valer a pena. Mesmo que essa FELICIDADE graúda, plena, seja só utopia, as pequenas felicidades, entremeadas de algumas tristezas, contribuem para equilibrar a balança.

E antes que eu comece a chorar, porque desde criança pertenço ao grupo das “manteigas derretidas”, me despeço de 2009 e de vocês todos, muito feliz por ter compartilhado tanto e por ter recebido tanto de volta, em frases de elogio, crítica, incentivo, em carinho anônimo, mas nem por isso menos importante. Que 2010,  o ano do tigre, que vem a ser o meu signo no horóscopo chinês, traga muita sorte, vida longa ao  Conversa de Menina e muitas oportunidades e surpresas agradáveis para vocês aqui no blog e nas suas vidas. Desejo-lhes muita paz, muito amor, saúde e um pouco mais de dinheiro no bolso, que não faz mal a ninguém. Mas principalmente, desejo que cada um que lê essas divagações, que Alane chama tão bem de “digressões”, tire daqui uma lição para viver plenamente e com sabedoria, seja nas pequenas coisas do dia-a-dia ou nas grandes conquistas que mudam a história do mundo.  Mesmo sem conhecer a todos que visitam esta página, amo vocês, por serem humanos, por serem lutadores, por serem belos ao seu modo e principalmente, por fazerem parte desse grande acorde universal e dessa canção criada por um Deus ou por diversos deuses,  que chamamos VIDA. Que venha 2010!

beijos no coração e na ponta do nariz!

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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*Hora de fazer a faxina no guarda-roupa

Periodicamente, mais ou menos a cada três meses, costumo botar os armários em ordem. Boa parte das vezes, é a cabeça que precisa ser ordenada. Quando mexo em vestidos, sapatos, lingerie, tirando das gavetas e cabides tudo o que não me serve mais, também elimino sentimentos negativos, os ressentimentos que as vezes a gente tranca no guarda-roupas. Junto com as meias elastecidas e que não seguram mais no calcanhar, jogo fora mágoas, pensamentos mesquinhos, sim todos os temos de vez em quando. Do grande bota-fora, separo o que não me cabe mais porque engordei ou emagreci e exercito um verbo muito bonito: compartilhar. O que não serve para mim, pode muito bem fazer outra pessoa feliz. Nunca fui de vender nada, fazer liquidação de garagem, brechó, nada disso. Eu dou. Prefiro dar alguma coisa a vender. E talvez por isso, por fazer a energia circular na minha vida, nunca tenha me faltado nada de realmente importante. Também não dou nada que seja imprestável para uso. O que não tem mesmo serventia, vira material reciclado, realimenta a cadeia, a ideia é poluir o mínimo possível, já que nosso modo de vida não permite que a gente produza lizo zero. Me recuso a distribuir farrapos. Também não sou de comprar em excesso, meu armário é pequeno, cabe o essencial. Mesmo desse essencial, sempre há o que dividir. No fim do ano, naquela preparação para o ano novo, costumamos caprichar mais na faxina. É nessa fase que a cabeça precisa de mais ordem não é? Para rever as metas do ano que finda e replanejar para o que chega. Por isso, hoje publico aqui no blog algumas dicas de uma personal stylist, para ajudar quem pretende arrumar os armários. As dicas de Sabina Donadelli são de ordem prática, para evitar gastar muito nas peças de reposição e para evitar o consumo compulsivo, trocando-o por aquele feito com consciência. A arrumação na alma, na cabeça, nos planos, para esse tipo de coisa não existe receita. Compartilhei com vocês um pouco de como eu funciono, mas não sou um padrão a ser seguido, cada um de vocês é que vai saber do que precisa realmente para alcançar a felicidade e quais são as coisas, os sentimentos, que valem a pena preservar e aqueles que é preciso abrir mão.  Boa faxina!

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Hora de fazer a faxina no guarda-roupa

*Sabina Donadelli

O final de ano está chegando e logo vai dar aquela vontade enorme de renovação. Como a vida não pode ser mudada assim, num passe de mágica, acabamos sempre usando as compras como uma válvula de escape. Então, que tal dar uma geral no seu guarda-roupa e planejar um pouco para tirar o melhor proveito desse profundo desejo de mudança?

A organização do guarda-roupa e elaboração de uma lista de “faltas” pode ser uma forma de você ir às compras e não se arrepender do dinheiro que gastou umas poucas semanas depois. Além disso, manter seu guarda-roupa bem organizado, com peças selecionadas, aumenta muito suas chances de estar sempre bem vestido.

Veja algumas dicas:

– Nunca guarde peças que não lhe servem mais.
– Passe para frente roupas, calçados ou acessórios que não foram usados nos últimos seis meses (honrosa exceção para roupas de frio, festa e praia)
– Crie o hábito de separar as peças, roupas e acessórios, por cor (isso facilita muito a vida na hora da finalização dos looks).
– Armazene as roupas de forma com que todas as peças fiquem visíveis (se você não enxerga o que tem no guarda-roupa vai acabar usando sempre as mesmas coisas).
– Ao comprar uma peça nova, tire uma similar – assim você nunca acumulará excessos.
– Não se preocupe com quantidade, pense em qualidade e só mantenha no uso peças que estejam realmente em bom estado de conservação.

Agora sim! Com uma boa noção do que você tem, pense no que vai fazer da vida nos próximos seis meses e compre o que achar que está faltando para dar um toque extra na sua nova fase. Sem gastar demais, você organiza seu look . Boa sorte!

* Sabina Donadelli é consultora de imagem e personal stylist (www.sabinadonadelli.com.br)

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“Ano Novo, Vida Nova”. Prometa o que pode cumprir

Receita de sucesso existem várias. Cada um tem a sua ou adota uma em livros. Ou ainda, depois de fazer anos de terapia e contratar um coach (espécie de personal trainer para o desenvolvimento pessoal). Venha de onde vierem as receitas de sucesso, o importante é que todas visam um único objetivo: melhorar o nosso ser e estar no mundo e nos fazer encontrar um caminho para a felicidade, que mesmo que não seja plena -, uma vez que estamos sempre desejando alguma coisa e não conseguindo todos os desejos -, ao menos que nos faça conciliados conosco, com os outros e com a vida. Como 2009 está acabando e chegou aquele momento clássico do exame de consciência e das listinhas de promessas de ano novo, “promessas de uma nova vida”, acredito que valha a pena publicar o artigo da coach Lygya Maya, ela mesma uma mulher que passou por várias dificuldades na vida, até encontrar o caminho para o seu sucesso, pelo menos para aquilo que a faz feliz. Mesmo correndo o risco de algumas pessoas interpretarem as palavras da autora como auto-ajuda ou filosofia de almanaque, recomendo a leitura. Até porque, a psicologia, a psicanálise, as investigações fisolóficas, se for reparar bem, servem todas de apoio para que, uma vez conciliados, centrados, possamos nos auto-ajudar. Pensem nisso e aproveitem as lições de Lygya Maya:

Como ser bem sucedida nas resoluções de Ano Novo

*Lygya Maya

Hora de começar a pensar na faxina de ano novo

Por que algumas pessoas são mais bem sucedidas que outras nas resoluções de Ano Novo? Por que, entra ano e sai ano, as pessoas não cumprem as promessas de fazer academia, perder peso, estudar ou de mudar determinados hábitos?

Comecei a vida com poucas vantagens. Não cheguei a cursar faculdade, passei fome na infância, fiquei sem pai aos nove anos e era limitada em minha autoconfiança e nas finanças. Até que um dia, cansada dos desafios para sobreviver, me perguntei por que algumas mulheres são mais bem sucedidas que outras.  A resposta desta pergunta mudou minha maneira de entender como obter sucesso na vida.

Comparecendo a seminários em diversos países sobre sucesso profissional e pessoal, pude constatar que as razões para se alcançar o sucesso já foram descobertas e vem sendo discutidas e divulgadas há mais de dois mil anos.  E descobri que há algo comum entre os antigos filósofos e os professores e especialistas da atualidade: todos concordam que, para obtenção do sucesso, é necessário autodisciplina.

Um dos maiores especialistas no assunto, o norteamericano M. R. Kopmeyer, autor de quatro livros com dicas de sucesso, disse uma vez que “há milhares de fórmulas de sucesso que descobri em meus estudos e experiência, mas nenhuma vai funcionar se você não tiver autodisciplina”.

A autodisciplina é a chave da nossa vitória pessoal. É a qualidade mágica que abre todas as portas para nós e faz tudo se tornar possível. Com autodisciplina, uma pessoa comum pode se tornar extraordinária, desde que tenha talento e inteligência suficientes que o guiem para frente. Já uma pessoa sem autodisciplina, mesmo que tenha tudo nas mãos, como educação, oportunidades e dinheiro, dificilmente conseguirá alcançar mais do que mediocridade.

Pode ser que você pense que será difícil ter autodisciplina, já que não tem tempo, energia ou dinheiro. E essas são desculpas que podemos usar para NÃO fazer algo. Então aqui vão três dicas para que não haja sabotagem neste assunto:

1.    Combine com uma amiga para que, uma vez por semana, ela questione sobre suas resoluções, por e-mail ou telefone.

2.    Antes de dormir, escreva suas decisões em um papel e no dia seguinte cumpra o que escreveu.

3.    Conte para os amigos que está progredindo, assim fica mais difícil voltar atrás e sabotar o que seu coração deseja.

Também é bem-vinda a ajuda de profissionais no ramo de autodesenvolvimento para obter os melhores resultados possíveis nas áreas profissional e pessoal. Todos os grandes líderes mundiais têm um ou mais especialistas de estratégia mental e emocional, que os guiam em direção à vitória de forma rápida e eficiente, assim como os personal trainers  ajudam as pessoas a se prepararem fisicamente, sem prejuízos à saúde.

Caso você já tenha autodisciplina e esteja pronto para conquistar seus desejos em 2010, serei sua fã e adoraria saber de suas vitórias.

Espero que este artigo tenha ativado sua consciência e paixão para desenvolver um trabalho de autodisciplina divertido, envolvido e compartilhado com seus amigos e concentrado na direção do sucesso em suas resoluções de Ano Novo.

Ano Novo, Vida Nova!

* Lygya Maya é coach e autora do e-book Ame as Emoções que Você Odeia, disponível em www.lygyamaya.com.br.

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*Artigo: Histórias do Natal

Nesta quinta-feira, em que muitos estaremos reunidos em família celebrando o Natal, Conversa de Menina publica um artigo escrito pelo professor João Luis Almeida Machado, doutor em educação pela PUC-SP e editor do portal Planeta Educação. O texto do professor é histórico, para nos lembrar que tudo tem uma origem e nos fazer refletir sobre a importância de manter certas tradições. Ser apegado à tradição não quer dizer ser intolerante, nem preconceituoso e nem retrógrado. É possível celebrar uma festa como se fazia há dois mil anos, mas sem perder de foco que o mundo muda, evolui. Natal é ceia, é reunião de família, é panetone, é troca de presentes, é amigo secreto, é árvore enfeitada, é mico no escritório, é shopping cheio, mas é mais um momento de reflexão. E para refletir, você nem precisa necessariamente ser católico ou de qualquer outra religião. E tampouco precisa esperar o Natal chegar. A festa é o pretexto, porque no resto do ano estamos tão atribulados, tão cobertos de rotina, que esquecemos de olhar para nós mesmos, nossos amigos, nossos pais, filhos, parceiros (as), o vizinho de porta ou calçada. O sentimento do Natal, pelo menos para mim, devia perdurar para além do dia 25 de dezembro ou da virada do Ano Novo. Devia nos acompanhar diariamente no que tem relação com a solidariedade, com a tolerância e o respeito mútuo. Se na sua casa não vai ocorrer uma ceia farta hoje, não tem problema, o que tiver na sua mesa vai ser muito saboroso, desde que os sentimentos de quem se senta ao redor dela sejam bons, honestos e limpos como a consciência de uma criança. Dar e ganhar presentes é sempre maravilhoso, quem não gosta? Mas que o nosso maior presente seja sermos felizes e fazermos felizes aqueles que estão ao nosso redor. Desejamos a todos vocês que nos acompanharam nesta jornada, no primeiro ano de vida do Conversa de Menina, um Natal realmente feliz, tão feliz que faça brilhar ainda mais aquela luz interior que todos carregamos na alma e que sempre reflete no olhar. Um grande beijo!

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As origens do Natal

**João Luís Almeida Machado

Muitas das tradições do Natal surgiram antes do nascimento de Cristo. Práticas como a de dar presentes, entoar cantigas indo de casa em casa (muito comum nos Estados Unidos), a realização de ceias e as próprias procissões religiosas são tão antigas quanto a civilização mesopotâmica.

Alguns povos da Mesopotâmia, por exemplo, acreditavam que seus deuses (entre os quais o principal era Marduk) lutavam contra as forças do Caos. Para auxiliá-los no confronto com o Mal, realizavam festas que duravam aproximadamente 12 dias, justamente na virada do ano, período que coincide com a época do Natal.

Festas semelhantes também eram realizadas na Babilônia e na Pérsia. A troca de papéis entre escravos e senhores era parte comum dessas festividades. Isso nos leva a lembrar a cerimônia da lavagem dos pés realizada por Jesus e seu compromisso com os pobres e humildes.

Acender fogueiras e reunir familiares e membros da comunidade ao redor das mesmas para espantar os maus espíritos era, por sua vez, prática comum entre os povos da Escandinávia. Um dos símbolos dessa celebração consistia na prática de amarrar maçãs às árvores próximas do local onde se acendiam as fogueiras. Talvez esse seja o ‘ancestral’ mais distante daquilo que hoje conhecemos como árvore de Natal.

Presépio é um dos dos símbolos do Natal para os Cristãos

A reminiscência mais aproximada das festividades do Natal cristão, de acordo com estudiosos é, no entanto, a festa romana conhecida como Saturnália. Essa proximidade se dá por conta da época do ano em que era realizada (entre o final do mês de dezembro e os primeiros dias de janeiro). Essa festa incluía grandes refeições, visitas a parentes e amigos e a troca de presentes. Além disso, os romanos decoravam árvores com velas acessas e faziam guirlandas para enfeitar suas casas.

Uma das datas mais celebradas ao redor do mundo, o dia 25 de dezembro, não é, de acordo com estudiosos, aquela em que realmente nasceu Jesus Cristo. Uma das evidências utilizadas para explicar esse fato está nos relatos de Lucas, da própria Bíblia. Por eles ficamos sabendo que pastores estavam trabalhando nos campos durante a noite em que Jesus nasceu. Ao identificarem as condições climáticas da região onde ocorreu o nascimento de Cristo e perceberem que no mês de dezembro faz muito frio durante as noites, esses pesquisadores concluíram que seria pouco provável que os pastores estivessem fora de suas casas, desabrigados. O mais provável, de acordo com esses estudos, é que o nascimento de Jesus tenha ocorrido entre março e maio.

Outra polêmica diz respeito ao ano de nascimento de Cristo. Há controvérsias entre os historiadores. A única certeza é que o advento do messias cristão não se deu no ano I como acreditam milhões de fiéis ao redor do planeta. Os estudiosos fixam como data mais provável para esse acontecimento algum período entre os anos VI e IV a.C.

A figura conhecida mundialmente como Papai Noel (ou Santa Claus, em inglês) tem como base um bispo do século IV, Nicolas de Mira (atual Turquia), reconhecido por sua extrema bondade e carinho, especialmente pelas crianças. Através de suas práticas de ajudar os menos favorecidos e de doar seu tempo através de ações que beneficiavam a todos, sempre com boa vontade, acabou cunhando o modelo que todos nós atualmente reconhecemos através de cartões, publicidade, televisão, cinema.

A versão americana do Papai Noel, importada da Europa, seria derivada de uma lenda holandesa, trazida para o Novo Continente pelos colonos que se estabeleceram em Nova York ainda no século XVII. A consolidação dessa imagem se deu, porém, somente a partir do século XIX, com a publicação do poema “The Night Before Christmas” (A Noite Antes do Natal), de autoria de Washington Irving.

A imagem do bom velhinho conhecida por todos foi finalmente popularizada em todo o mundo a partir de um modelo criado na segunda metade do século XIX pelo desenhista Thomas Nast, da revista Harper’s. Foi ele quem deu vida, através de seus desenhos, à oficina de Papai Noel no Pólo Norte. Os modelos que conhecemos atualmente derivam de seus trabalhos e foram francamente influenciados por versões criadas na década de 1930 para ilustrar propagandas.

*Texto encaminhado ao blog pela Ex-Libris Comunicação Integrada

**João Luís Almeida Machado é Editor do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br) e Doutor em Educação pela PUC-SP.

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*Artigo: Caminhar na companhia de parentes e amigos

O artigo que trago para vocês hoje é mais uma das excelentes contribuições do ortopedista Fabio Ravaglia, diretor da ong Instituto de Ortopedia & Saúde, entidade que tem como missão difundir o conhecimento que incentiva o bem-estar e a qualidade de vida. No texto abaixo, vocês encontram dicas preciosas sobre como transformar o hábito da caminhada matinal, ou vespertina, em uma atividade de integração entre as gerações da família. Através de jogos e brincadeiras para a meninada e desafios para os adolescentes, além de percursos que possam ser acompanhados pelos avós, é possível criar grupos para se exercitar juntos. É uma boa forma de mandar a preguiça para longe e encontrar incentivo para manter atividade física regular.  Em época de férias e para perder os quilinhos extras após as festas de fim de ano (ai meu Deus!) o material vem em boa hora. Confiram:

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Caminhar na companhia de parentes e amigos

**Fabio Ravaglia

O homem urbano acostumou-se a dirigir e tende a deixar a caminhada cada vez mais para trás em seu dia a dia. Vejo adultos reclamarem que filhos sofrem de obesidade ou que pais idosos estão parados, isolados em casa e mesmo com depressão. A queixa de estresse também é frequente e comum em todas as faixas etárias. Embora todos saibam que atividade física faz bem para a saúde e que caminhar é a maneira mais natural de exercitar o corpo, muitas vezes falta motivação às pessoas para andar a pé. Para incentivar essa prática, que tal reunir a família para caminhadas regulares? Seria uma ótima oportunidade não só de exercitar o corpo mas de trocar ideias e pensar o futuro. Mas como mobilizar as diferentes gerações para isso? Reúno aqui algumas dicas que consegui perceber com minha experiência como caminhador e que poderão ajudar a incentivar as pessoas a terem mais qualidade de vida.

O hábito de caminhar pode ser desenvolvido na criança desde pequena. A partir do momento em que ela começa a andar com suas próprias pernas já é possível introduzir a caminhada. Comece por percursos curtos e siga em frente. Acima dos oito anos, a criança  pode acompanhar normalmente os passos tranquilos de um adulto. Para manter a vontade de andar, os adultos podem propor temas e desafios para conversas. Explorar novos percursos ou buscar por árvores, flores e pássaros também serve de entretenimento. Um mapa com a rota assinalada mantém o interesse na caminhada e é educativo. Passear com um cachorro é algo que as crianças adoram. É conveniente incluir no percurso praças, parques e parquinhos. Adultos ficam felizes se fizerem a mesma rota todos os dias, mas crianças querem ver coisas novas e descobrir o mundo. Um sorvete pode ser um excelente presente após a caminhada. Para os mais agitados, é preciso oferecer variações para que a atividade física não seja enfadonha. Os pais são os melhores exemplos para os filhos: evite lamúrias.

Os adolescentes têm outro ritmo, preferem atividades vigorosas e desafiadoras, mas um passeio bem programado poderá atrair até seus amigos. Para envolver toda a família, escolha um percurso mais fácil para começar, com áreas planas e terrenos inclinados para os jovens prosseguirem com a aventura, subindo a montanha, por exemplo. Na volta, um encontro com a turma mais lenta poderá ser prazeroso após a conclusão do trecho mais difícil.

Entre as mulheres, a caminhada é um exercício físico bastante comum. A atividade é recomendada para mulheres grávidas, que precisam ficar mais atentas para não cometer excessos e manter a boa postura, já que o centro de equilíbrio do corpo fica alterado à medida que o feto cresce. As avós também passam por mudanças físicas que podem alterar o corpo. A menopausa costuma ser um marco e é um período no qual os ossos requerem atenção por perderem a densidade com o passar do tempo. De toda forma, a caminhada raramente não é recomendada e isso só acontece quando o médico detecta algum impedimento. A atividade física é muito procurada por mulheres de todas as idades para manter a forma ou perder peso. Como as mulheres gostam de conversar, caminhar em grupo costuma ser a melhor alternativa.

Planeje caminhadas em família. A ida à praia ou um piquenique são atrativos, ou mesmo caminhadas em praças, parques ou clubes. Crie esta oportunidade de diálogo e este momento de descontração que afastam o estresse. Lembre-se que todos devem usar roupas e sapatos adequados, peças leves para enfrentar o calor e  tênis confortáveis. Não esqueça do protetor solar, mesmo assim, evite os horários de sol forte e de calor excessivo. Beba água antes, durante e depois da caminhada para manter a hidratação e ajudar a regular a temperatura do corpo. Comece e termine com exercícios de alongamento, que aliviam o cansaço e as dores musculares no dia seguinte. A caminhada em família costuma motivar crianças e idosos e garante uma maior segurança e tranquilidade.

Ao caminhar, observe a postura e lembre que a boa postura do corpo evita problemas de saúde. O corpo deve estar bem ereto, sem inclinação para frente ou para trás, o que sobrecarrega determinados músculos. A coluna vertebral em linha reta evita dores nas costas. Olhar cerca de 20 metros à frente ajuda a manter a cabeça alinhada à coluna. A posição correta da cabeça é obtida quando o queixo fica paralelo ao chão, o que reduz a tensão no pescoço e nas costas. Os ombros devem estar ligeiramente para trás, relaxados, mas não caídos. A contração da musculatura do abdômen permite que o corpo firme-se na postura.

Além de todos os benefícios emocionais sentidos na caminhada, andar é excelente para a saúde física: reduz o risco de doenças cardíacas, derrame, câncer e diabetes, e contribui para o fortalecimento dos ossos, retardando o desgaste natural. Na parte ortopédica, também é uma maneira eficaz de tonificar os músculos. Caminhar está associado a uma vida mais longa e mais saudável em diversos estudos científicos realizados em diferentes grupos populacionais. Uma hora de caminhada por dia deixa o corpo saudável enquanto jovem e, ao mesmo tempo, prepara-o para a velhice. O recomendado é andar cerca de meia hora por dia, três vezes por semana. O primeiro passo para tirar a família do sedentarismo e adotar  uma vida mais saudável pode ser dado em um passeio, no próximo final de semana ou durante as férias. Faça uma mostra de quanto pode ser divertido andar e aproveitar para estreitar os laços familiares. Muita saúde e felicidade no Ano Novo.

*Material encaminhado ao blog pela Printec comunicação

**Fabio Ravaglia é ortopedista, com especialização em coluna vertebral pelo Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho (Santa Casa de Misericórdia de São Paulo) e mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Foi o primeiro brasileiro aceito pelo programa do Royal College of Surgeons of England, onde se especializou em ortopedia reumatológica. Também preside o Instituto Ortopedia & Saúde.

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>>Artigo: Videograme incentiva atividade física

>>Saúde: saiba escolher o colchão e o travesseiro

>>Artigo: ”Aprenda a escolher um sapato masculino”

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