Dia nacional da adoção: para refletir e afastar o preconceito

Na segunda-feira, 25 de maio, é comemorado o Dia Nacional da Adoção. A proximidade da data é uma oportunidade para que nós, sociedade, promovamos uma reflexão sobre a importância do tema. Adotar significa assumir as responsabilidades de pai e mãe. Mais do que isso, adotar significa aumentar o número de membros da família, ter mais alguém a quem dar amor, educação, saúde, respeito e dignidade. Se não é possível Adoçãoganhar o afeto instantâneo da maternidade, a criança tem a chance, com a adoção, de obter o mesmo sentimento, por meio da maternidade socioafetiva. Os pais adotivos não geram aquela criança no sentido biológico da palavra. Mas já há muito tempo convivemos com a teoria de que pai e mãe são aqueles que criam, que educam.

Imagine o que deve ser viver sem o amor familiar justamente durante a infância? É a fase em que formamos o nosso intelecto, construímos nossa personalidade. Certa vez estava assistindo a uma palestra sobre a maioridade penal, quando uma das palestrantes explicou que o efeito de um ano de apreensão de um adolescente infrator em uma instituição especializada equivalia a cinco anos de prisão de um adulto. Como assim? Simples. A infância e adolescência são fases de formação, de vulnerabilidade. Os efeitos da forma com que as crianças são criadas, do ambiente social e familiar em que vivem terão reflexos lá na frente, quando tornarem-se adultos. A gente às vezes não dá muita importância a essa questão. Costumamos até nem pensar no assunto. Mas e se você começar a se preocupar com isso a partir de agora?

AdoçãoA Constituição Federal de 1988 merece aplausos ao colocar um ponto final na distinção entre filhos biológicos e aqueles adotados. O art. 227, § 6º, determina que “os filhos havidos ou não da relação de casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação”. Ou seja, biológico ou adotado, todos são filhos, com direitos e garantias iguais. Também merece reverência o Estatuto da Criança e do Adolescente, que além de garantir de forma expressa o princípio da proteção integral da criança e do adolescente, reafirmou a igualdade de direitos entre filhos adotados e biológicos, em seu art 20.  A norma também regulamentou o processo de adoção.

Campanha Mude um DestinoEm 29 de abril de 2008, o Governo Federal lançou o Cadastro Nacional de Adoção, um sistema de informações alimentado pelo Conselho Nacional de Justiça e demais órgãos autorizados, para atender o anseio social da desburocratização do processo, uniformizando os bancos de dados em todo o Brasil e racionalizando os processos de habilitação de pessoas interessadas em adotar crianças. E, para ajudar a esclarecer as dúvidas destas pessoas que sonham em dar um futuro melhor a uma criança, a Associação dos Magistrados Brasileiros lançou uma campanha há algum tempo, intitulada Mude um Destino. O mais legal é que, como medida da campanha, foi divulgada uma cartilha detalhando os passos necessários para encarar um processo de adoção no Brasil.

Mais importante neste momento não é decidir adotar alguém, mas colaborar para diminuir o preconceito que ainda permeia este ato de amor. O gesto da adoção gera temor, medo e receio em muitas pessoas, preocupadas com a “índole” da criança, com a “genética”. Esquecem estas pessoas que não há qualquer pesquisa científica que sustente tais preconceitos. Mas eles acabam disseminados por pessoas que sequer pesquisaram sobre o assunto, antes de alarmar um outro alguém sobre estes medos. Por que não procurar um especialista e conversar diretamente com ele? Por que não esclarecer as dúvidas antes de alardear aos quatro cantos afirmações que você não tem como comprovar, porque criar uma atmosfera de pavor antes de mesmo de desconstruí-la?

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Você sabia…
>>> Que apenas 15,5% das pessoas entrevistadas em uma pesquisa feita pela Associação dos Magistrados Brasileiros em 2008 demonstraram interesse em adotar uma criança ou adolescente? Veja a pesquisa completa.
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Na dúvida, não confie apenas no seu instinto. Procure instituições especializadas, converse com pais adotivos, esclareça. Não vamos marginalizar um ato tão generoso por desconhecimento. E, se você mora em Salvador, pode começar a mudar essa concepção já nesta segunda-feira mesmo. Se você já pensou, por um segundo qualquer de sua vida – ou apenas tem curiosidade sobre o assunto – na possibilidade de adotar uma criança, que tal comparecer às 9 horas ao auditório do Isba, em Ondina, para ouvir o depoimento de pessoas que adotaram crianças fora do perfil normalmente desejado pelos pretendentes? A ideia do evento é exatamente desconstruir os preconceitos. E você pode tirar dúvidas antes de ir ao evento, por meio do telefone (71) 3203-9345.

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Dia das mães: homenagem à minha mãe

Dia das MãesDia das Mães é todo dia. Pelo menos o dia da minha mãe eu comemoro diariamente, agradecendo sempre por ter sido abençoada em merecer uma mãe tão maravilhosa. Minha mãe é única e eu garanto que é a melhor do mundo. Assim como cada um de vocês deve achar a própria mãe a melhor do mundo, a minha é a melhor do mundo na opinião dos três filhos dela e de um monte de amigos dos três filhos.

Enquanto vários dos meus amigos achavam um saco dar satisfações, eu fazia questão de ligar diariamente para ela quando estava viajando, por exemplo. Muitos dos meus amigos reclamavam, porque suas mães pegavam no pé, marcavam em cima, e eu adorava todos os telefonemas da minha. Tanto que já avisava a quem estivesse do lado que se meu celular tocasse no meio da madrugada, era ela. E eu nunca fiz uma cara feia em atender.

Não sei como são as relações entre mães e filhos. Como eu ainda não sou mãe, o que eu conheço é a relação entre eu e minha mãe. Passei a adolescência ouvindo as pessoas da minha idade brigarem pela independência, sonharem com o dia em que deixariam a casa de seus pais. Eu, honestamente, nunca tive esse sonho. Aliás, o que eu queria mesmo era ficar ali com eles dois, meus pais, o máximo de tempo possível, aproveitando esse presente que ganhei.

Lá em casa, somos todos grudados na saia da minha mãe (no melhor sentido que essa expressão possa adquirir). Tanto que hoje, estamos os irmãos com 33, 31 e 27 anos, mas todos ali, bem perto dela. Eu já fui uma filha rebelde. Quando criança, ouço meus pais contarem as tantas vezes que “fiquei de mal” com minha mãe. E eu era uma menina difícil. Ela colocava meu café e eu jogava fora, pedindo pra meu pai fazer a mesma coisa de novo. Imaginem?

Hoje a gente ri das histórias. E eu agradeço pela paciência dela, pelas atitudes rigorosas e pelas broncas. Engraçado que eu consigo perceber claramente o quanto a presença de minha mãe em minha vida faz diferença. Ela foi quem mais me ensinou a ser humana, a ser menos agressiva, a ser mais compreensiva, mais paciente, mas solidária. Literalmente, minha mãe tem-me ensinado diariamente a ser uma pessoa melhor.

Dia das MãesEu não devo ser a melhor filha do mundo. Tenho um milhão e meio de defeitos. Mas passei a vida me esforçando para não decepcionar. Queria ser motivo de orgulho, queria fazê-los sorrir de satisfação, queria conquistar um monte de coisas só para vê-los vibrar a cada vitória. Aos poucos aprendi que meus pais se contentavam com muito menos. Percebi que meu sorriso os fazia sorrir, que minha felicidade era o motivo maior da satisfação deles.

Eu falo dos meus pais o tempo inteiro. Quem convive comigo sabe o quanto eu falo sobre eles. Penso às vezes que devo ter sido uma pessoa muita bacana numa dessas encarnações anteriores, para merecer uma família como a minha. Eu não sei se conseguirei um dia retribuir toda a dedicação, carinho, atenção, amor e devoção que eles têm por mim. Mas eu sei que quero aproveitar cada segundo ao lado deles.

Mãe, eu sei que você já sabe, e agora é o mundo que vai saber também o quanto eu te amo. Nossa, não consigo imaginar ninguém melhor do que você nesse papel, não te trocaria por ninguém mais e tenho um orgulho infinito de ter você como minha mãe. Talvez eu não fale tanto que te amo, talvez eu não dê tantos beijos e tantos abraços quantos a senhora gostaria, mas quero que nunca esqueça, nunca, que você, junto com meu pai, são o motivo maior da minha felicidade.

Esse texto é uma homenagem, claro, e uma carta pública de agradecimento. Obrigada por cada dia, por cada riso, por cada história, por cada bronca. Obrigada pelo cuidado, pela preocupação, pelas interferências, pelas opiniões. Obrigada pelo apoio, por comemorar minhas conquistas, pelo esforço contínuo em me mostrar o melhor caminho. Obrigada pela compreensão e pelos perdões.

O que eu queria era que você ficasse pra sementinha. Mas como você mesma me diz que um dia não a terei mais por perto, mudei o meu querer. O que quero agora é poder aproveitar cada momento ao lado de vocês e me dedicar agora a fazê-los sorrir o tanto mais que eu puder. O que quero, hoje, é dar motivos, todos os possíveis, para vocês se orgulharem da pessoa que colocaram no mundo. E que tenham a certeza, plena, completa e irrestrita, do quanto os amo pra sempre.

Ah, e se tiver mesmo outras encarnações lá na frente, terei o maior prazer em voltar ao mundo novamente como filha de vocês. É um presente que nada do que eu faça será realmente capaz de agradecer. Feliz dias das mães!!!!!!

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“Minha Casa, Minha Vida” dá posse do imóvel à mulher

O Programa Habitacional do Governo Federal, Minha Casa, Minha Vida, abrirá inscrições em Salvador a partir desta segunda-feira, dia 04. A iniciativa é do Governo Estadual, que pretende gerar um cadastro único para conhecer a demanda por moradia social (para a população de baixa renda) na capital e interior. Até aí, é a mesma informação divulgada largamente há um mês em todo país. Cada estado irá fazer um cadastro, organizar a implantação do programa federal de acordo com sua realidade. Mas o que chamou minha atenção nesta iniciativa, tanto como jornalista, quanto como mulher, é uma condicionante que os autores do projeto colocaram para o registro dos imóveis. Para os mutuários até três salários mínimos, os financiamentos das casas populares só serão permitidos em nome da mulher, da chefe da família. Essa cláusula está na cartilha do programa, elaborada pela Caixa Econômica Federal e que os interessandos podem baixar em pdf nos links abaixo.

Vocês podem estar pensando: o que isso tem demais? Já que, boa parte das pessoas da nossa geração está acostumada a ver mulheres na posição de comando central dos núcleos familiares. Na verdade, na antiguidade foi assim, ainda existem sociedades africanas que funcionam como matriarcados, o próprio Candomblé é um matriarcado. No entanto, durante séculos, houve uma suscessiva desvalorização da figura feminina na sociedade. Nos dias de hoje, um programa federal que reconhece nas mulheres o perfil adequado para assumir um compromisso tão importante quanto o financiamento da casa própria é um resgate, o pagamento de uma dívida histórica, principalmente porque nessa faixa de renda, até três salários mínimos, concentra-se a maior parte da população feminina pobre e negra. Trata-se de um resgate duplo de cidadania.

Nenhuma de nós, atualmente, precisa ser a Mulher Maravilha, a guerreira amazona da série de TV dos anos 70; mas a figura de uma heroína até que simboliza muitas chefes de família.
Nenhuma de nós, atualmente, precisa ser a Mulher Maravilha, a guerreira amazona da série de TV dos anos 70; mas a figura de uma heroína até que simboliza muitas chefes de família.

Com certeza, no seu bairro, ou na sua casa, existe uma mulher que assume a chefia da família. Seja a sua própria mãe, ou você mesma ou até a empregada doméstica que te presta serviços. Mesmo que não seja na sua casa, você, no seu ciclo de relações, conhece ao menos uma família que funciona dessa forma. Em todas as esferas da sociedade, em todas as faixas de renda, as mulheres, cada vez com mais frequência, retomam o comando financeiro e administrativo de suas famílias. Seja porque optaram por criar os filhos sozinhas, ou porque são separadas e detém a guarda das crianças, ou são viúvas, ou ainda porque os pais abandonaram o lar. Em última instância, porque é moda ser multitarefas (mãe, profissional, mulher, bem resolvida, independente e tudo mais). De qualquer forma, é uma reconquista meninas. O lançamento deste programa, nestes termos, colocando as mulheres como protagonistas, para mim é um alento. Uma prova de que estamos evoluindo e reparando os desmandos passados com relação a importância do feminino na construção social.

Mais responsáveis, mais estáveis

A decisão do Governo Federal em colocar a mulher como titular do financiamento imobiliário no programa Minha Casa, Minha Vida, não é mera benevolência e ultrapassa até o resgate de uma dívida histórica. Na prática, além de reconhecer o lugar de importância da mulher na sociedade, equiparadando-a aos homens em relação a direitos e deveres, essa decisão é sensata e evita prejuízos. Apesar da fama de consumistas e gastadeiras, as mulheres são mais responsáveis na hora de honrar dívidas como financiamentos e contas mensais. Segundo pesquisa da Fecomercio-SP, em 2007, usando dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres, embora ainda ganhem até 39,8% menos que os homens (em números absolutos significa que se ele ganha R$ 1.300, a renda dela não ultrapassa R$ 930), elas são mais preocupadas com questões que envolvem moradia, alimentação, educação dos filhos, sendo mais equilibradas no orçamento doméstico. Logo, para uma família de baixa renda, com ganhos até três salários mínimos, colocar a  mulher como titular do financiamento significa uma garantia maior de pagamento das prestações.

O próprio IBGE, também em 2007 (estes são os dados mais recentes), através da SIS (Síntese de Indicadores Sociais) mostra que entre 1996 e 2006, período portanto de 10 anos, o número de mulheres chefes de família no Brasil teve aumento de 79%, pulando de 10,3 para 18,5 milhões. A faixa etária dessas mulheres também é um dado interessante: entre 25 e 39 anos (faixa onde se encontram a maioria das mães solteiras) ou acima dos 60 anos (viúvas ou aposentadas que ajudam filhos e netos). No quesito rendimentos, a SIS mostra ainda que 31% das famílias chefiadas por mulheres em 2007, tinham renda de R$ 175,00 (metado do salário mínimo na época).

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Links úteis:

>>Baixe a cartilha que explica o funionamento do programa habitacional

>>Visite o site oficial do Minha Casa, Minha Vida

>>Leia artigo científico sobre sociedades matriarcais

>>Governo da Bahia abre cadastro único para programa habitacional

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Amamente seu filho (e doe o que sobrar!!!)

AmamentaçãoO aleitamento materno é de extrema importância para o bebê. Isso porque o leite materno tem tudo o que o seu filho precisa até ele completar seis meses de vida. É por esta razão que, até lá, ele é suficiente para manter a criança bem nutrida e saudável. A partir daí, sim, serão acrescentados novos alimentos à dieta. E quem vai fazer isso é o pediatra que acompanha a criança. Porque tão importante quanto amamentar é acompanhar a saúde do bebê, com um médico especialista. O período de amamentação varia, mas os médicos falam que até os dois anos de idade a criança pode mamar numa boa. Além do mais, a amamentação traz um série de benefícios tanto para a mamãe, quanto para o filho [veja informações abaixo].

De tão indispensável que é o leite materno, a rede pública de saúde passou a se preocupar com aqueles pequeninos que não conseguem se alimentar diretamente no seio da mãe ou que não têm a mãe para amamentá-los, que são prematuros ou portadores de alguma enfermidade. Um número grande deles está internado em UTIs neonatais, necessitando do leite daquelas mães que produzem uma quantidade superior à necessidade de seu filho. Assim, foram criados os bancos de leite humano, que recebem doações do alimento. Banco de LeiteO Brasil é reconhecido pela OMS como o País que tem a melhor rede de banco de leite humano. Mas, ainda assim, faltam doadoras. Muitas nem sabem que podem doar, outras têm receio de o leite acabar… As dúvidas são muitas.

Na semana da mulher, o Conversa de Menina decidiu incentivar a campanha de doação de leite materno, reunindo aqui as informações necessárias para que você, mamãe em período de amamentação, possa colaborar e fazer este ato de amor e solidariedade. Para facilitar a busca daquelas que ainda não sabem como fazer para se tornar uma doadora, segue logo abaixo uma série de esclarecimentos e links úteis, que vão ajudar a eliminar toda e qualquer dúvida sobre o assunto. Ah, mais um dado bacana é que tem banco de leite que vai buscar a doação na casa da mulher, no horário mais conveniente a ela. É isso, meninas, vamos abraçar essa campanha, e, meninos, alertem suas esposas, namoradas e amigas. Com um pouquinho de leite, a gente pode fazer muito!

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Quem pode doar?*
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>> Para ser doadora de leite materno a mulher deve estar plenamente saudável. Mães portadoras de doenças infecto-contagiosas, como AIDS, não podem nem mesmo amamentar seus próprios filhos com o risco de contaminá-los;
>> A doadora não pode fumar, beber ou tomar medicamentos;
>> Antes da possível coleta, a doadora deve mostrar seu cartão de pré-natal e passar por uma avaliação clínica;
>> Em alguns municípios a coleta pode ser feita em casa; a mãe telefona para o serviço responsável e os profissionais vão até ela recolher o leite;
>> Ao chegar ao banco, o leite passa por um rigoroso controle de qualidade, sendo pasteurizado para eliminar bactérias e vírus.
>> Para saber mais e tirar dúvidas, ligue para o Disque-Saúde: 0800 61 1997.

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Quero ser uma doadora!
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>> Saiba como doar o leite humano
>> Como eu retiro o leite do peito?
>> Aprenda a se preparar, armazenar e transportar o leite
>> Encontre um banco de leite em sua região
>>
Ainda tenho dúvidas!

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Amamentação – dicas e recomendações*
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>> Antes de começar a dar de mamar, lave as mãos.
>> A melhor posição para amamentar é aquela em que você e o seu bebê se sentirem mais confortáveis. Não se apresse, deixe o bebê sentir o prazer e o conforto do contato com seu corpo;
>> Cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar, o que deve ser respeitado. Dei­xe-o mamar até que fique satisfeito. Espere que ele esvazie bem a mama e então ofereça a outra, se ele quiser.
>> O leite do fim da mamada tem mais gordura e por isso mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso;
>> Na primeira mama, o bebê suga com mais força porque está com mais fome e assim esvazia melhor essa mama. Por isso, sempre comece com aquela que terminou a última mamada, para que o bebê tenha a oportuni­dade de esvaziar bem as duas mamas, o que é importante para a mãe ter bastante leite.
>> Se a pegada do bebê no peito não estiver correta, procure corrigi-la. Se o peito estiver muito cheio, tornando a mamada difícil, retire um pouco do leite antes, para ajudar o bebê a mamar. Se não houver melhora, procure ajuda num serviço de saúde.
>> Quando o leite fica empedrado, é preciso esvaziar bem os seios. Não deixe de amamentar, ao contrário, amamente com freqüência, sem ho­rários fixos, inclusive à noite. Retire um pouco de leite antes de dar de mamar, para amolecer a mama e facilitar para o bebê pegar o peito. Se houver piora, procure ajuda num serviço de saúde.
>> Para manter sempre uma boa quantidade de leite, amamente com freqüên­cia, deixando o bebê esvaziar bem o peito na mamada. Não precisa oferecer outro alimento (água, chá, suco ou leite). Se o bebê dorme bem e está ganhando peso, o leite não está sendo pouco.
>> Não existe leite fraco! Todo leite materno é forte e bom, desde que a mamãe sempre cuide de sua própria saúde. Apesar disso, a cor do leite pode variar;
>> Nem todo choro do bebê é sinal de fome. A criança chora quando quer aconche­go, quando tem cólicas ou sente algum desconforto;

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Benefícios da amamentação*
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### Para o bebê:
>> Crianças que mamam têm menos risco de sofrer de doenças respiratórias, infecções urinárias ou diarréias, problemas que podem levar a internações e até a morte. O bebê amamentado corretamente, no futuro terá menos chance de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
### Para a mãe:
>>A mulher que amamenta corre menos risco de contrair câncer de mama e de ovário. Amamentar também ajuda a mulher a voltar ao peso normal mais rápido.

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 Leia também:
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>> Amamentação e alimentação saudável para crianças pequenas
>> Aleitamento x mulheres infectadas pelo HIV – Recomendações
>> Doação de leite humano – Experiência de mulheres doadoras

 

*Fonte: Ministério da Saúde.

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De onde vem a família moderna

Família. O que vem à sua cabeça ao pronunciar esta palavra? Talvez a primeira coisa em que você pense seja seus pais, irmãos, avós, tios e primos. O assunto família é um dos que mais me instiga. Talvez por isso eu tenha fuçado alguns livros que falam sobre sua evolução histórica. “Que assunto mais chato”, há quem pense assim. Pra mim, esse conhecimento do contexto de formação da unidade familiar contemporânea ajuda muito a compreendermos tantos dramas sociais que se desenvolvem hoje nas relações conjugais. Ajuda a entendermos nossos papéis, de mulheres, nisso tudo.

Fazendo uma passagem relâmpago pelo estudo da evolução das relações conjugais, a gente vai perceber que houve momentos históricos bem pontuais. Passamos das relações grupais para as individuais. Tudo começou com uma fase de promiscuidade sexual, anos lá atrás. Apesar do significado pejorativo que o termo já adquiriu na sociedade moderna, aqui estou tratando a promiscuidade apenas como as relações carnais desenvolvidas em uma determinada época em que não havia restrições impostas pelos costumes sociais. A sociedade não exigia a fidelidade masculina, então, naquela época, trair fazia parte do sistema.

FamiliaConsaguínea, punaluana, sindiásmica – Quando nasceu a família consanguínea, em que os grupos conjugais classificavam-se por gerações, ainda havia as relações grupais. E assim permaneceu com a chegada da família punaluana, quando foram proibidas as relações sexuais entre irmãos dentro dos grupos. O primeiro passo para as relações individuais veio com a família sindiásmica, em que um homem vivia com uma mulher, sem, contudo, perder o direito à infidelidade casual. E, então, vimos nascer a tal da monogamia, que, a princípio, garantia o direito à infidelidade masculina. O Código de Napoleão trazia expressamente esse direito, desde que a concubina não fosse levada ao domicílio conjugal.

O que eu acho mais curioso de tudo isso é a razão da formação das relações monogâmicas. A principal finalidade, naquela época, era tornar indiscutível a paternidade dos filhos. Não, meus caros, os homens não se tornaram fiéis por amor à mulher, por valores maiores. Nada disso. A aparente fidelidade masculina nasceu para garantir que a riqueza fosse mantida dentro da família. Porque com a morte dos pais, os filhos tornavam-se herdeiros diretos de seus bens (se bem me recordo das aulas de direito de família, antigamente o parentesco era considerado juridicamente até o 10º grau, justamente para garantir que a herança ficasse dentro daquele círculo familiar).

Nesse contexto, nós mulheres precisávamos aceitar tudo isso e, mais ainda, precisávamos ser fiéis. Imagina carregarmos em nosso ventre um filho de outro homem? Imagina descentralizarmos as riquezas de nossa família? É fácil perceber que a monogamia nasceu para escravizar um sexo ao outro e acabou fazendo surgir na sociedade expressões como “o amante da mulher casada” e, até, “o marido corneado”. Em toda a trajetória, a mulher sempre foi reprimida e submetida aos desmandos masculinos. Passamos a história caladas, obrigadas a nos manter em silêncio, obrigadas a aceitar tudo isso.  Fico um pouco angustiada lendo sobre estas questões, porque vejo que sempre acabamos nos reafirmando a serviço do capital, como falei certa vez em um post anterior.

Familia modernaHora de comemorar – Mas por outro lado, conseguimos conquistas valiosas ao longo da história. A ponto de hoje assumirmos uma produção independente, por exemplo, e, ainda assim, podermos chamar de família este núcleo familiar composto por duas pessoas, sem a presença de um homem para garantir o sustento. Esse novo conceito de família, devo dizer, me traz um certo alívio. Podemos decidir, escolher, podemos ter filhos sem mesmo precisar que um homem aceite a idéia. E isso, de alguma forma, traz uma sensação de liberdade.

Minha intenção aqui não é fazer julgamentos. Não vou tratar de qual a melhor forma de se criar um filho, ou qual o melhor tipo de família…  O propósito deste post é apenas de fazer com que nós, mulheres, possamos sentir orgulho de termos superado fases tão cruéis, de termos sobrevivido a tantas agressões sociais e, hoje, podermos estar aqui, discutindo estas questões. Podermos estar aqui decidindo que tipo de família queremos constituir. É um avanço, meninas. Um avanço considerável. Claro que há muito ainda a alcançarmos, mas preciso dizer que, analisando de onde começamos até onde chegamos, só posso concluir, orgulhosa, que somos vencedoras.

DICAS PARA SE APROFUNDAR NO ASSUNTO
Na internet:
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Trecho do livro, para refletir:  “Assim, pois, o que podemos conjecturar hoje acerca da regularização das relações sexuais após a iminente supressão da produção capitalista é, no fundamental, de ordem negativa, e fica limitado principalmente ao que deve desaparecer. Mas o que sobreviverá? Isso se verá quando uma nova geração tenha crescido: uma geração de homens que nunca se tenham encontrado em situação de comprar, à custa de dinheiro, nem com a ajuda de qualquer outra força social, a conquista de uma mulher; e uma geração de mulheres que nunca se tenham visto em situação de se entregar a um homem em virtude de outras considerações que não as de um amor real, nem de se recusar a seus amados com receio das conseqüências econômicas que isso lhes pudesse trazer. E, quando essas gerações aparecerem, não darão um vintém por tudo que nós hoje pensamos que elas deveriam fazer. Estabelecerão sua próprias normas de conduta e, em consonância com elas, criarão uma opinião pública para julgar  a conduta de cada um. E ponto final.”

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