Pilates alivia dores lombares

dor lombarA vida sedentária que levamos atualmente é responsável por uma série de problemas de saúde. E eu não falo apenas do aumento das taxas de colesterol e glicemia, epidemia global de obesidade e cada vez mais gente, mais jovem, morrendo de ataque cardíaco ou tendo AVC (acidente vascular cerebral). Na nossa rotina diária, de profissionais que passam horas ao volante ou mais horas ainda em frente ao terminal de um computador, a dor parece ser a companhia de todos os momentos. Dor crônica, tal qual  a obesidade, também é considerada epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E quando se trata especificamente de dor nas costas, o órgão afirma categórico que todo ser humano sentirá dor lombar ou na região da cervical (pescoço e nuca) ao menos uma vez na vida. As dores na coluna, ainda citando a OMS, são responsáveis por 35% das ocorrências de dores de cabeça no mundo.

Geralmente, a dor tem relação com alguns problemas de desvio da coluna, tendo como principal tratamento exercícios físicos que ajudam a fortalecer os músculos abdominais, que por sua vez, irão sustentar o tronco e manter as curvaturas fisiológicas da coluna. E uma das boas opções para quem anda precisando se exercitar mas não gosta de atividades de alto impacto como aeróbica é o Pilates. O método criado pelo alemão Joseph Pilates, permite alivio e, principalmente, prevenção para as dores de coluna. Joseph Pilates acreditava que o desenvolvimento da estabilidade corporal é a chave para uma vida mais longa e saudável e por isso, criou uma técnica que corrige a postura, realinha a coluna e fortalece a musculatura abdominal e das costas.

Pilates 5Me interesso por Pilates, pois sou uma dessas pessoas que não gostam de exercícios de alto impacto. Levantar barras de ferro na academia também não é a minha praia. Acho o pilates um exercício mais harmônico, mais lúdico, que além de fazer bem para o corpo de uma forma progressiva, é bom para a cabeça. As bolas, elásticos, e outros instrumentos que ajudam nos exercícios tornam a prática muito mais prazerosa. O pilates também é recomendado para todas as idades e até gestantes podem fazer. O importante é procurar um médico e fazer uma avaliação clínica, porque ninguém deve começar atividade física, por mais leve que seja, antes de um bom check up, principalmente quem já passou dos 30, quando o risco cardiovascular aumenta.

Pilates 6Antes de iniciar a prática de pilates, também é importante buscar um centro habilitado, com profissionais que realmente entendam o método e saibam como utilizar os instrumentos e aplicar os exercícios. Do contrário, se o método for usado por gente sem treino, ao invés de ajudar, pode piorar o problema e até causar uma lesão grave na coluna.

Existem porém, alguns exercícios simples, que podem ser feitos em casa, desde que você tenha condições clínicas adequadas. Abaixo, quatro atividades sugeridas por uma especialista em Pilates. Mas voltamos a recomendar: não faça exercícios sozinho antes de visitar seu médico. Para quem quer entender mais sobre o Pilates e seus benefícios, abaixo também disponibilizamos alguns links, vale checar principalmente o da ABP (Associação Brasileira de Pilates).

Pilates 7

Exercícios com thera-band – faixa elástica*

1.      Alongamento da musculatura posterior da coxa e da perna

Pilates 1Deitado, posicione a theraband (uma faixa elástica ou que pode ser feita com uma toalha dobrada no sentido do comprimento) no pé direito e a utilize para alongar toda a musculatura posterior da perna direita. Procure manter a perna de base bem estendida no colchonete ou chão, a cabeça bem apoiada e os ombros relaxados. Mantenha a posição por aproximadamente 1 minuto e troque de perna. Respiração livremente.

Pilates 22.      The Hundred

Deitado, coloque a theraband estendida na região das canelas. Segure na theraband próximo às pernas e eleve o tronco. Execute um movimento semelhante ao de bombeamento com os braços. Inspire em 5 tempos e expire em 5 tempos. Repita este ciclo respiratório 10 vezes. Procure manter os abdominais bem acionados, mantendo o umbigo “colado” à coluna.

3.      Roll down

Pilates 4Sentado com a coluna bem ereta, passe a theraband na sola dos pés e una bem os membros inferiores. Segure na theraband próximo aos tornozelos. Expire e comece a deitar lentamente, executando este movimento segmentando todas as vértebras da coluna. Expire novamente e volte à posição sentada cuidadosamente, também segmentando a coluna. Volte a sentar com a coluna ereta e repita o movimento de 4 a 5 vezes.

4.      Squat

Pilates 3Mantenha-se em pé, em cima da theraband, com os pés um pouco afastados e a segure nas pontas. Ao mesmo tempo, desça o quadril em direção ao chão – inclinando um pouco o tronco à frente – e eleve os braços até a altura dos ombros, aumentando a tensão na theraband. Execute este movimento expirando e retorne à posição inicial inspirando. Procure manter os abdominais acionados e a coluna ereta. Repita de 5 a 8 vezes.

*Fonte:  Professora Cristina Abrami, da CGPA Pilates (Centro de Ginástica Postural Angélica)
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Para saber mais:
>>O que é Pilates?
>>Assista vídeos com exercicios de Pilates
>>Site da Associação Brasileira de Pilates
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Leia também:
>>Prepare-se para correr

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Prepare-se para correr

CorridaEsse post é para compartilhar um interesse pessoal com vocês. Sempre tive vontade de iniciar um programa de treinamento de corrida. Não que eu queira me tornar uma profissional no assunto, mas a ideia é aprimorar o condicionamento físico e queimar umas (várias) calorias, claro. Como nem todo mundo tem saco pra academia, comecei a pesquisar alguns livros que trazem planejamento de corrida. Daí que você pode organizar os horários e correr na rua, que é bem mais divertido (pelo menos pra mim).

Abaixo seguem algumas publicações sobre o assunto, para que vocês se animem e preparem um plano próprio de corrida.  Agora, meninos e meninas, nada de sair correndo pela rua de qualquer jeito e sem antes visitar um médico. A avaliação médica é indispensável. Você precisa marcar uma consulta, conversar sobre suas intenções de começar a correr. Ele com certeza vai passar uma bateria de exames e fazer uma avaliação sobre sua condição física. Corrida de ruaA partir desta análise, você terá um parecer se deve ou não se dedicar ao esporte.

Ah, tem também umas dicas de publicações que não falam necessariamente sobre corrida, mas que podem ajudar no projeto de melhorar a forma física. E, logo no final do post, dicas de alguns clubes de corrida em Salvador. Se você mora em outra cidade, é só procurar os grupos que fazem o trabalho de treinar seus participantes para correr. E lembre-se que um acessório importantíssimo é o tênis, que deve ser apropriado à prática do esporte. Depois, podemos trocar experiências por aqui, contar como anda o treinamento, o que acharam dos livros. Pés à obra!!!

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Publicações
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Capa do livro Corrida como Condicionamento FísicoCorrida como condicionamento físico (Richard L. Brown)
Este livro oferece desde programas de treinamento inicial até protocolos de treinamento para corredores de categorias mais avançadas, detalhados por um dos treinadores americanos mais respeitados.
>> Veja como adquirir o livro

Capa do livro Aprendendo a CorrerAprendendo a correr (Carlos Ventura)
São abordados, por exemplo, orientações básicas, construção de base, a resistência, corrida longa e lenta, características do corredor, exercícios educativos, aquecimento, alongamento, alimentação, contusões e hidratação.
>> Veja como adquirir o livro

Capa do livro O Programa das 10 SemanasO programa das dez semanas: uma proposta para trocar gordura por músculos (Turibio Leite De Barros Neto)
Apresenta maneiras de manter a forma com exercícios e uma dieta rica em nutrientes e substâncias necessárias para o controle do peso e o bom funcionamento do organismo.
>> Veja como adquirir o livro

Capa do livro Fisiologia do ExercícioFisiologia do Exercício (Scott K. Powers)
A publicação apresenta uma sólida base teórica e mostra como aplicar todo esse conhecimento adquirido tanto em laboratórios quanto nas academias, ou ainda para quem faz exercícios de rua, prática esportiva e nos cuidados com a saúde.
>> Veja como adquirir o livro

Capa do livro Guia Completo de AlongamentoGuia completo de alongamento (Sven-a. Solveborn)
O livro mostra um método eficaz para a prevenção de lesões por meio de ilustrações passo a passo e explicações que são bem simples. Além disso, traz ainda um programa básico com dicas para diversos tipos de esporte.
>> Veja como adquirir o livro

Capa do livro Correndo Sem MedoCorrendo sem medo (Dr. Kenneth Cooper)
A obra do Dr. Cooper dá orientações completas para a prática segura de qualquer tipo de exercício físico em qualquer idade. E mais, traz informações sobre como minimizar os riscos cardíacos; como desaquecer sem perigo; etc
>> Veja como adquirir o livro

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Clubes de corrida em Salvador
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Os clubes de corridas são associações de pessoas, que se reúnem para praticar o esporte pelas mais diversas razões. Pode ser por causa de recomendação médica, ou com intuito de disputar provas, ou apenas entrar em forma. Os grupos possuem instrutores e se reúnem em algum lugar específico para os treinos em horários pré-determinados. Cada associado paga um valor para participar. Abaixo, alguns clubes que já são conhecidos na capital baiana. Clicando no link, vocês terão informações sobre os horários das reuniões, valor e dados para entrar em contato com os responsáveis, a fim de esclarecer demais dúvidas.

>> Clube da corrida
>> Sport Run Club
>> Clube de corrida Rhanc

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Evite acidentes domésticos com crianças

Acidente domésticoMais de 140 mil crianças são internadas em unidades médicas anualmente, vítimas de acidentes domésticos, segundo dados da ONG Criança Segura. Além disso, as lesões não-intencionais representam a principal causa de morte de criançasS de 1 a 14 anos no Brasil, com cerca de 6 mil ocorrências anuais. E mais, há estimativas no sentido de que a cada morte outras quatro crianças ficam com seqüelas permanentes. O gasto do governo com este tipo de ocorrência, através do Sistema Único de Saúde chega a R$ 63 milhões.

Acidente domésticoQual o remédio para mudar esta realidade? A prevenção. Por isso, precisamos ficar atentos ao ambiente em que há crianças, idosos ou portadores de deficiência. Isso porque, também segundo os dados da ONG, 90% das lesões nas crianças, por exemplo, poderiam ser evitadas simplesmente com políticas caseiras de prevenção. Dentre os registros mais frequentes envolvendo acidentes domésticos com os pequeninos estão as quedas, choques elétricos, queimaduras e ingestão de substâncias químicas.

O problema é que as crianças não possuem noção do perigo, nem discernimento sobre o que é certo ou errado. Elas se desenvolvem aos poucos e, neste processo, passam inclusive pela fase em que começam a enxergar pelos dedos. Por isso teimam em colocar a mãozinha em tudo o que veem pela frente, tocar os objetos que encontram, pegar, sentir. A obrigação de evitar deixar ao alcance dos pequenos objetos que lhes ofereçam riscos é nossa. E não podemos nos eximir desta responsabilidade, ao contrário, precisamos estar alertas para tentar evitar qualquer tipo de acidente.

Acidente domésticoClaro que somos humanos, falhamos, incorremos em erros aqui ou ali. O que não podemos é nos esconder atrás destas desculpas para justificar nossos vacilos.Mais uma vez precisamos estar cientes de que as crianças não possuem consciência para avaliar riscos. Tudo o que estiver ao alcance delas torna-se brinquedo em potencial. A ideia deste post é justamente chamar a atenção para alguns cuidados básicos e orientações que devem ser levados em conta se você tem uma criança em casa. Cabe a nós, adultos, protegê-las e manter um ambiente saudável ao seu redor, com o menor índice de riscos possíveis.

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CriançasRecomendações*
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Qualquer objeto inofensivo pode tornar-se uma arma poderosa na mão de uma criança. Justamente porque elas não conseguem dimensionar seus usos, acabam fazendo com ele o que lhes dar na telha. Assim, botões, tamAcidente domésticopas e rolhas de garrafas, moedas, e até brinquedos que tenham peças muito pequenas podem parar na boca de uma criança. Até os três anos, elas costumam levar tudo à boca. Imagine o problema se o pequenino ingerir um desses objetos? Podem acabar engasgando e até sufocando.

Dentre as principais causas de acidentes com crianças podem ser citados, além dos pequenos objetos deixados ao alcance dos pequenos, as quedas, os cortes, intoxicações e queimaduras. Se você já tem esta informação, já fica mais fácil identificar o que pode se tornar um risco se estiver ao alcance da criança. E não basta apenas reclamar, levantar a voz, gritar. Você deve orientar, ensinar, alertar. Precisa esclarecer, numa linguagem inteligível a ela, os riscos que pode correr se tomar aquela atitude. Acidente domésticoÉ uma forma de aprimorar a noção sobre o perigo. Ainda que o seu filho seja pequenino, use da paciência e do bom senso para as explicações, que são sempre fundamentais.

E, se ele não pode, você também não pode. O exemplo é o maior ensinamento para a criança. Não faça na frente dela aquilo que você não quer que ela faça. Se for fundamental que você tome determinada atitude na frente dele, esclareça porque você pode fazê-lo e ele não. Utilize os argumentos de idade, capacidade, segurança, responsabilidade. Aos poucos, ele vai aprendendo a importância de se agir com segurança.

Medicamentos também são grandes vilões. Devem ser deixados longe do alcance das crianças. Longe quer dizer longe mesmo. Nada de achar que ali ele não mexe. É preciso que ele não consiga mexer ainda que tente. Escolha locais altos, caixas fechadas, locais que possam  ser isolados do alcance do olhar do pequeno. O risco não é apenas de ele pegar o remédio e ingerir escondido de você. Outro risco, e dos grandes, é você dar medicamentos a ele sem prescrição médica. Essa também é uma atitude descuidada e perigosa. Como o exemplo, é a base do negócio, procure evitar tomar a medicação na frente dele, para que não queira imitá-lo, reação normal das crianças.

Escadas:
– devem ter um corrimão de apoio e o piso não deve ser liso (escorregadio);
– se há crianças pequenas, na fase de gatinhar ou começar a andar, coloque proteções e barreiras (portões) em todos os acessos da casa às escadas;
– não se esqueça de fechar as proteções e barreiras dos acessos às escadas depois de passar;

Janelas e varandas:
– coloque grades ou redes de proteção em todas as janelas e varandas;
– uma porta ou uma janela aberta representam um grande perigo;

Piscinas, lagos, lagoas e até na praia:
– nunca deixe a criança sozinha perto de uma piscina, mesmo que esta seja própria para ela;
– nunca deixe uma criança sozinha na piscina, em qualquer circunstância. Muitos afogamentos de crianças até aos 4 anos ocorrem porque os adultos se ausentam por “um minuto”, para atender o telefone, ir buscar o lanche etc;
– esteja atento às brincadeiras das crianças na água;
– coloque braçadeiras ou coletes nas crianças que não sabem nadar, mesmo quando estão apenas em volta da piscina. Se escorregarem e caírem na água estarão mais protegidas;
– se tem piscina em casa, coloque uma vedação ou tela de proteção à volta, de forma a impedir que a criança tenha acesso à água;

Cozinha, sala e área de serviço:
– não deixe crianças sozinhas na cozinha;
– guarde facas e objetos cortantes em locais inacessíveis a elas;
– não deixe panelas no fogo sem ninguém na cozinha e tenha especial cuidado com líquidos quentes, já que queimaduras com líquidos quentes são frequentes em crianças;
– não deixe as bocas do fogão ligadas quando acaba de cozinhar;
– vire os cabos das panelas para o interior do fogão, para evitar que as crianças tentem pegá-los;
– pode remover os botões do fogão quando este não estiver em uso;
– esconda os fósforos, pois as crianças não têm medo do fogo;
– torradeiras, bules, garrafas térmicas e outros equipamentos devem ser mantidos fora do alcance das crianças;
– cuidado ao utilizar panelas de pressão. Cumpra sempre as indicações do fabricante;
– tenha cuidado na utilização do gás no fogão. Acenda o fósforo antes de abrir o gás. Se o seu fogão tiver acendedor eléctrico, acenda primeiro o gás, no mínimo, e só então acione o acendedor;
– quando acender o forno, coloque-se de lado e não em frente do fogão;
– use apenas toalhas, aventais e panos de tecidos naturais. Evite usar roupa de tecidos sintéticos e aventais de plástico quando estiver cozinhando;
– na utilização do micro-ondas não cubra alimentos com papéis metalizados nem coloque, no seu interior, louças com decoração prateada ou dourados (causam faíscas);
– cuidado com produtos de limpeza e outros produtos tóxicos. Seja na cozinha, dispensa ou em qualquer outra divisão da casa ou no jardim, guarde estes produtos em locais inacessíveis a crianças e a animais;
– utilize fechos e protetores (inclusive cadeados) que impeçam a abertura de armários e gavetas da cozinha ou de outros locais;
– nunca coloque detergentes, lixívia, inseticidas ou pesticidas em garrafas de água plásticas já usadas, porque as crianças podem ingerir o produto pensando ser água, resultando num acidente com grande gravidade;
– cuidado com eletricidade e tomadas. Se possível, todas as tomadas devem ter ligação terra;
– instale protetores adequados em todas as tomadas da casa, para evitar choques eléctricos;

Objetos pontiagudos ou cortantes:
– facas, tesouras, chaves-de-fenda e outros objetos perfuradores nunca devem ser dados às crianças para elas brincarem. Mantenha esses objectos em locais fechados e a que a criança não tenha acesso;

Tábua e ferro de engomar:
– nunca deixe o ferro ligado com o fio desenrolado e ao alcance das crianças. Além da alta temperatura, é perigoso pelo seu peso e pela ligação à electricidade;
– evite o uso de tábuas de passar roupa que possam ser puxadas para baixo;

Armas:
– não tenha armas em casa. Se tiver, arrume-as ou guarde-as longe do alcance das crianças;
–  nunca tenha as armas carregadas em casa;
– nunca deixe as munições junto à arma. Guarde-as em local seguro e inacessível às crianças;

Fique atento:
– nunca deixe bebidas alcoólicas ao alcance de crianças;
– procure ajuda médica, se o seu filho engolir uma substância não alimentar;
– anote os números dos telefones do seu pediatra, do hospital, dos centros de envenenamento e de outros centros de ajuda em local bem visível (por exemplo, ao pé do telefone);
– leia atentamente os rótulos das embalagens antes de usar qualquer produto;
– ensine as crianças a não aceitarem bebidas, comida, doces que lhes sejam oferecidos por adultos que não conhecem;
– não deixe que crianças com idade inferior a 10 anos andem sozinhas de elevador;

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No caso dos bebês*
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Cuidados com potenciais quedas:
– nunca deixe o bebê ou a criança sozinha em cima de uma cama, bancada ou móvel onde muda as fraldas e a roupa;
– tenha as fraldas, as toalhinhas de limpeza e os cremes necessários sempre à mão;
– prepare as roupas que vai usar para vesti-lo com antecedência e tenha-as à mão na altura em que vai vestir a criança;

Cuidados com camas de grades:
– use cama de grades, pois evitam que o bebê ou a criança caia da cama;
– assegure-se de que os espaços entre as barras do berço são adequados. Normalmente as grades são adaptáveis em altura, para facilitar o colocar e tirar a criança da cama;
– não esqueça de verificar se a grade está bem colocada depois de pôr a criança na cama;
– tome cuidado quando a criança começar a mostrar movimentos de sentar, engatinhar ou ficar de pé; está na hora de adequar a grade, se for o caso, às suas novas capacidades;
– verifique se o estrado está bem seguro e se o colchão é adequado;
– Não deixe brinquedos dentro do berço ou da cama do bebé;

Cuidados com o banho:
– nunca deixe o seu filho sozinho na banheira, seja qual for a circunstância. Mesmo com água rasa é perigoso. Uns segundos bastam para que se afogue;
– verifique a temperatura da água com um termômetro ou com o seu cotovelo, para evitar queimar a criança se a água estiver demasiado quente;
– use tapetes ou formas antiderrapantes na banheira;

Cuidados com brinquedos:
– os brinquedos devem ser suficientemente grandes para não poderem ser engolidos e suficientemente resistentes para não lascarem ou partirem;
– verifique os rótulos e etiquetas dos brinquedos para saber quais os materiais de que são feitos, evitando, por exemplo, o risco de alergias;
– os brinquedos não devem ter arestas ou ser pontiagudos;
– compre brinquedos adequados à idade da criança e verifique se os oferecidos também são apropriados.

Outras dicas:
– sacos plásticos, fios de telefone soltos, almofadas e travesseiros altos e fofos podem asfixiar ou estrangular;
– não permita que a criança mastigue pastilhas elásticas ou coma rebuçados;
– não ponha cordões à volta do pescoço da criança para segurar as chupetas;
– não permita que a criança brinque com objetos pequenos que possa engolir;
– não beba líquidos quentes com o seu filho no colo. Mantenha os líquidos quentes (café, chá etc.) fora do alcance dele;
– proteja os cantos das mesas e de outros móveis que possam significar perigo para o bebé.

*Fonte: Portal da Saúde.

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21 de Junho – Dia nacional de combate a asma

asmaNeste domingo, 21, é o Dia Nacional de Combate a asma. A doença é responsável por cerca de 35o mil internações por ano no país, sendo considerada a quarta maior causa de hospitalização pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, no Brasil, de acordo com o Estudo Internacional de Asma e Alergia na Infância (ISAAC), entre 20% e 30% das crianças e adolescentes de grandes cidades brasileiras apresentam sintomas indicativos da asma. A Organização Mundial de Saúde, por sua vez, estima que há 150 milhões de asmáticos em todo o planeta. Além disso, os altos índices de mortalidade provocados pela doença são uma preocupação global.  Nos países em desenvolvimento, corresponde de 5% a 10% das mortes por doenças respiratórias.

Inflamação crônica das vias áereas, que acomete principalmente os brônquios e os bronquíolos, a asma se manifesta por crises de tosse, principalmente à noite e pela manhã ao despertar, chiado, falta de ar e aperto no peito. Para o diagnóstico, deve-se analisar a história do paciente e o exame clínico, bem como avaliar a alergia e a prova de função pulmonar, também conhecida como espirometria, que mede a capacidade pulmonar.  Além de evitar o contato com os fatores desencadeantes da asma, como mofo, poeira, ácaro, produtos de limpeza de cheiro forte e etc; é essencial fazer corretamente o tratamento de manutenção nos intervalos das crises.

O Conversa de Menina já abordou o tema asma anteriormente, mas lembrando a proximidade da data de combate a doença e o aumento do número de crises devido ao período de outono-inverno, voltamos ao assunto. E se você quer saber mais sobre a doença, clique aqui para ler um guia de prevenção a asma, com dicas de sites e algumas atitudes que o paciente precisa tomar se quiser ter qualidade de vida.

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Tratamento em  Salvador

Em Salvador, a Secretaria Estadual de Saúde é responsável pela articulação do ProAr, um projeto de ensino, pesquisa e assistência que integra o SUS, universidades públicas e organizações não governamentais, com o objetivo de coordenar as ações de prevenção da asma brônquica e da rinite alérgica no estado, assegurando atendimento e fornecimento de medicações gratuitas, além de implementar ações educativas para os pacientes e seus familiares, resultando na melhoria da qualidade de vida, redução dos atendimentos de emergência,  internações e mortalidade pela doença.

Implantado há seis anos, o programa também visa oferecer treinamento para profissionais da rede pública para o atendimento aos pacientes. Na rede estadual de saúde, o Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), localizado no bairro do Pau Miudo, abriga o ProAr, que também possui ambulatórios de referência no Centro de Atenção Especializada (CAE) da rua Carlos Gomes – Centro de Salvador; no Hospital Santa Isabel (no bairro de Nazaré) e no Hospital Universitário Professor Edgar Santos (HUPES), no bairro do Canela.

O programa, desenvolvido pela Sesab em parceria com a UFBa, em 2007 foi contemplado com o Prêmio Saúde da Editora Abril, concorrendo com 637 trabalhos inscritos de todo o país.

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Você sabe ler a receita dos seus óculos?

Conversa de Menina abre espaço para divulgar um serviço de utilidade pública. Recebi um texto da assessoria de comunicação do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), ensinando como os leigos podem entender a receita oftalmológica antes de ir até uma ótica comprar seus óculos de grau. No texto, a médica Karla de Almeida Alexim esclarece algumas dúvidas comuns de quem precisa usar óculos para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo. Como saúde é um tema muito importante nas nossas conversas, confiram as orientações do HOB:

Entenda a sua receita oftalmológica antes de fazer as lentes dos óculos

oculosBrasília – Sair do consultório do oftalmologista com um papel cheio de números e meias-luas sem a menor idéia do que está escrito ali é mais comum do que se possa imaginar. A receita oftalmológica não pode, no entanto, ser um código que somente o médico e o profissional que vai aviá-la conhece o significado. O paciente também precisa saber sobre suas dificuldades de visão para poder acompanhar o tratamento ao longo da vida.

“As pessoas não têm hábito de questionar a receita, mas é importante entender a própria dificuldade de visão e não procurar soluções alternativas como usar os óculos de terceiros”, alerta a oftalmologista Karla de Almeida Alexim, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).

A receita descreve o grau de correção necessário para permitir a melhor visão do paciente, tanto para identificar objetos e imagens de longe, quanto de perto. “A receita oftalmológica apresenta-se em um modelo padrão. Portanto, é possível realizar exames aqui no Brasil e apresentar os dados em outros países”, explica a especialista, que já avaliou pacientes vindos de países como a Grécia com receitas prescritas em idioma local.

Os códigos (números) contidos na receita seguem uma lógica nem tão complicada de decifrar, mas é preciso ter as informações e atenção.

Miopia e astigmatismo são chamadas doenças refrativas, pois são causadas por falhas na refração da luz sobre a retina
Miopia e astigmatismo são chamadas doenças refrativas, pois são causadas por falhas na refração da luz sobre a retina

Nomes e números

Para verificar a situação da visão para perto e para longe são analisados o OD (olho direito) e OE (olho esquerdo). Os sinais de positivo “+” e negativo “-“, indicados na coluna de nome Esférico, por exemplo, são revelados pelo exame e representam o grau da hipermetropia e da miopia, respectivamente. Assim, “+ 1” , quando aparece na receita, por exemplo, significa um grau de hipermetropia, isto é, necessita correção para enxergar perto. Quando estiver indicado “-1”, representa um grau de miopia, e o paciente precisa de ajuste para longe. A coluna chama-se Esférico, porque as lentes que corrigem a hipermetropia e a miopia são esféricas.

Astigmatismo – Para avaliar somente o astigmatismo, alteração da córnea que provoca vários pontos de foco das imagens, existe a coluna chamada Cilíndrico, porque as lentes que o corrigem são cilíndricas. Neste espaço, no caso de haver irregularidade refrativa, o especialista informará em números, com sinal negativo, conforme é convencionado.

A coluna da receita oftalmológica chamada Eixo determina a localização do astigmatismo. “A determinação do local exato do astigmatismo será útil para sua perfeita correção”, observa Karla Alexim.

A coluna identificada com a sigla D.P, que significa “distância pupilar”, representa o espaço entre uma pupila e outra. Esta medida servirá para que as pupilas estejam alinhadas ao centro ótico da lente dos óculos. De acordo com Karla Alexim, a exatidão desta prescrição em relação à confecção dos óculos é fundamental para a boa visão. Ela comenta que “quando não há exatidão, os óculos provocam desconforto e o paciente começa a mexer na armação para encontrar o ponto”.

Presbiopia – Para prescrever os óculos para perto, que é a correção da presbiopia, ou vista cansada, é realizado um cálculo na receita. Na coluna Esférico, é feita uma soma entre o grau de longe e o grau necessário à idade do paciente, conforme uma tabela convencionada. Por exemplo: para pacientes entre 40 e 45 anos de idade, soma-se entre +1 e +1,5 grau, porque é constatado que a partir desta idade, o poder de foco dos olhos para perto diminui, o cristalino vai endurecendo e não consegue focar a imagem que está próxima com a mesma facilidade”, frisa Karla.

Receitas – Os valores descritos na receita é que determinarão a lente adequada para atender a deficiência de visão do paciente. “A fabricação da lente deve atender literalmente as especificações da receita. Se o paciente apresenta alteração de grau para longe e nenhuma deficiência para perto, ele terá toda a lente com grau apenas para longe. Caso exista deficiência para perto também, a lente apresentará grau para longe na parte superior e grau para perto na parte inferior. As lentes devem ser moldadas de acordo com a deficiência apresentada”.

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Serviço: familiares e pacientes de Parkinson e Alzheimer tem atendimento psicológico gratuito

Conversa de Menina abre espaço para divulgar um serviço de utilidade pública…

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A associação Baiana de Parkinson e Alzheimer (ABAPAZ – clique aqui para conhecer o site) oferece serviço de apoio psicológico aos familiares e pacientes do Mal de Parkinson e Mal de Alzheimer. O atendimento é gratuito e acontece mediante agendamento prévio. A responsável é a psicóloga Taya Soledade, especialista em neuropsicologia, psiconeuroimunologia e clinica psicanalítica.

Durante as sessões, acontece avaliação das dificuldades e limitações no processo da doença e as alterações emocionais, ansiedade, depressão e isolamento social tanto do paciente quanto os efeitos da doença na família. O acompanhamento psicológico é feito em parceria com o Serviço de Psicologia da Faculdade Ruy Barbosa.

O tratamento trabalha a aceitação da doença; convívio com as perdas – limitações; enfrentamento da elaboração das perdas, mudanças; assumir novos papéis, inversão de papéis – mudanças; compreender sentimentos e emoções – expressão e elaboração de sentimentos; identificação – sentir-se apoiado e compreendido (preconceito); incentivo ao não isolamento; auxilia na reestruturação: estilo de vida, escala de valores, forma de enfrentamento da  nova vida; incentiva a organização da nova vida – promoção de autonomia; investimento na melhoria dos relacionamentos familiares; e aumento da auto-estima e repertório social.

Serviço:

Para marcar as sessões é preciso agendar uma entrevista inicial através dos telefones (71) 3334 2021 e (71) 3334 5925

A Faculdade Rui Barbosa fica localizada na rua Monte Conselho nº 53, Rio Vermelho – próximo ao antigo Mercado do Peixe, junto à Delegacia de Polícia do Rio Vermelho

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Outra iniciativa da ABAPAZ  é a Oficina de Revitalização da Memória, atividade sócio-educacional, que previne predisposição ou desenvolvimento da depressão. A Oficina, também gratuita, é ministrada pela terapeuta Lourdinha Cardoso e tem como base o método francês Ramain, que através de exercícios, trabalha os aspectos motores, cognitivos e emocionais. O objetivo é exercitar o potencial da mente, da emoção e da estruturação das idéias. Proporciona ao participante melhoria no desempenho cognitivo e social.

As oficinas ocorrem  às segundas-feiras, das 14:00h às 16:00h

Contato ABAPAZ – 71 8894-8814 (Beila)

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Serviço: Feira da Saúde atende gratuitamente

O Conversa de Menina abre espaço para divulgação da Feira Saúde da Mulher, que acontecerá na quinta-feira, dia 28, na Boca no Rio, com oferta de serviços gratuitos à população. Abaixo, material de divulgação encaminhado ao blog pelos promotores do evento.

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estetoscopioA Faculdade Regional da Bahia (UNIRB), em parceria com o Distrito Sanitário da Boca do Rio (DRSB) – da Secretaria Municipal de Saúde, realiza no próximo dia 28, quinta-feira, das 8 às 16h, a Feira- Saúde da Mulher. O evento, aberto à população, será realizado nas quadras de esportes da Boca do Rio, em frente ao MultiShopping.

A iniciativa irá oferecer atendimento gratuito em especial aos cuidados com a saúde e bem-estar feminino. A Feira vai integrar diversos cursos de graduação da UNIRB, entre eles, Enfermagem, Educação Física, Biomedicina, Fisioterapia, Nutrição, Serviço Social, Administração e Direito.

Dentre os serviços oferecidos estão teste de glicemia, aferição da pressão arterial, avaliação postural, eletro-cardiograma e eletro-encefalograma, avaliação do índice de massa corpórea e atividades físicas. Além desses benefícios, a comunidade ainda vai poder contar com atendimento dos profissionais de Serviço Social, assim como atendimento gratuito do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), realizado pelos estudantes da UNIRB sob orientação dos professores/advogados do curso de Direito, em parceria com a Delegacia das Mulheres – Superintendencia Especial de Políticas para as Mulheres.

Uma linha de ônibus sairá do Posto de Saúde da Boca do Rio até o local do evento. A comunidade  será ainda orientada sobre a saúde bucal e cadastramento de cartão SUS, além do posto de vacinação.

Quem quiser também cuidar da aparência, poderá cortar os cabelos, dentre outros serviços.

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Pet Terapia: animais nos ajudam a superar doenças

Cena do filme Marley e eu, baseado em fatos reais
Cena do filme Marley e eu, baseado em fatos reais

Bichos de estimação são ótimos para ajudar no desenvolvimento da afetividade e responsabilidade em crianças  e para fazer companhia aos adultos, diz o senso comum e comprova a ciência.  Há cerca de dez anos, hospitais no Brasil experimentam a Pet Terapia, uso de animais como tratamento alternativo de doenças. Não se trata de fazer experiências com os coitados dos bichos, mas de fazer com que pacientes internados em clínicas e hospitais, principalmente as crianças, durante tratamentos longos, tenham nos bichinhos (cães na maioria dos casos) além de conforto, uma forma de desviar o foco do problema. Brincando com os animais, cuidando deles, o paciente esquece os incômodos do tratamento.

Lembrei desse tema porque recebi a dica de um livro escrito por uma autora infanto-juvenil, Helena Gomes, e lançado no início deste ano, com um título muito sugestivo: Nanquim – Memórias de um Cachorro da Pet Terapia. O personagem da historinha é inspirado num cão-terapeuta real, um labrador chamado Nanquim, que a autora conheceu em 2004, durante uma feira de saúde em Santos – SP.  Fiquei curiosa para ler e para saber mais sobre Pet Terapia.

Nanquim, personagem de Memórias de um cachorro de pet terapia, também é um labrador como o animal de estimação de Marley e eu
Nanquim, personagem de "Memórias de um Cachorro de Pet Terapia", também é um labrador como o animal de estimação do filme Marley e eu

Na obra, Helena Gomes – professora universitária, jornalista e autora de diversas obras infanto-juvenis lançadas pela Rocco, inclusive tem livros dela que foram escolhidos pelo governo federal para fazer parte do programa de distribuição de livros para bibliotecas públicas -, dá voz a um cãozinho muito inteligente e meio metido a besta, mas que adora ajudar todo mundo. O labrador Nanquim relembra seu tempo de pet-terapeuta, quando ” trabalhava” em um hospital infantil. Muito humor  e uma historinha comovente, além de bem didática, aguarda quem se aventurar pelas 48 páginas do livrinho. Para saber mais, veja abaixo as informações da obra e o site da editora Paulinas, responsável pela publicação.

Pesquisando a Pet Terapia, descobri que não é de hoje que os bichos ocupam posição de destaque no coração de seus donos. O estouro de bilheteria do filme Marley e Eu, de 2008, inspirado em fatos reais da vida de um jornalista americano e seu labrador hiperativo, é prova de que tudo o que envolve bichos, ainda mais os cães, comove e enternece. Juntar cães e crianças com certeza bate recordes no medidor de fofura. Foi justamente esse o grande saque dos inventores da Pet Terapia, técnica usada primeiro nos EUA e Austrália, trazida para o Brasil há uma década. Eles perceberam que levar bichos para dentro do hospital – claro que não é qualquer bicho, ninguém quer uma infestação de zoonoses – ajudava muito na recuperação dos doentes.

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Links úteis:

>>Reportagem em vídeo sobre uso de Pet Terapia em hospitais paulistas

>>Benefícios da Pet Terapia na Terceira Idade

>>Artigo sobre Pet Terapia do Instituto de Neurociências de SP

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Economia com remédios

De olho nos benefícios da Pet Terapia para baixar custos em contas hospitalares, uma seguradora australiana descobriu que em uma unidade de saúde de Sidney, os pacientes que recebiam a tarefa de cuidar de um bicho de estimação durante a internação, saiam do hospital dois dias antes e consumiam menos remédios do que aqueles que enfrentavam uma internação convencional.

Em 2000, uma pesquisa feita nos EUA mostrou que 57% dos dois mil entrevistados na ocasião, escolheriam  o seu cachorro, em detrimento de qualquer outro membro da família, caso estivessem num navio prestes a naufragar e só pudessem salvar uma vida. Isso não é prova de que os americanos são malucos, é prova de que animais de estimação ocupam bem mais espaço nas nossas vidas do que um cantinho no quintal ou na área de serviço. Na mesma ocasião, a revista Aids Care, publicação médica norte-americana, revelou que portadores de HIV que tinham bichos de estimação estavam menos propensos a sofrer de depressão do que aqueles que viviam sozinhos. No próprio tratamento da depressão, os animais são grandes aliados de seus donos.

Aqui no Brasil, as experiências com pet-terapeutas são feitas em asilos, creches e unidades de saúde como o Hospital da Criança em SP e o Hospital Geral de Santos, há pelo menos dez anos.

Pesquisa da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, realizada no Hospital Infantil Cândido Fontoura, envolvendo 330 crianças internadas, mostrou a redução do estresse e a melhoria do sono entre aquelas que recebiam visitam frequentes de cães-terapeutas.

Mas, volto a repetir, não é simplesmente levar qualquer cachorro para dentro do hospital que vai resolver o problema. Os cães terapeutas são animais saudáveis, que passam por avaliação física e psicológica; também são vacinados e treinados para a função. Os animais precisam ainda ser calmos, dóceis e disciplinados; além de ter acompanhamento veterinário. Inclusive, um especialista da área acompanha as sessões de pet terapia nos hospitais.

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Para ler:

capa-nanquimMemórias de um Cachorro da Pet Terapia
Autora: Helena Gomes
Ilustrações: Semíramis Paterno
Editora: Paulinas – www.paulinas.org.br
Ano: 2009
Páginas: 48
Preço: R$ 22,80

Mais informações sobre o livro clique aqui.

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Transtorno alimentar

Magreza de Stephanie Naumoska despertou a atenção de profissionais de saúde
Magreza de Stephanie Naumoska despertou a atenção de profissionais de saúde

A discussão sobre os transtornos alimentares voltou a estampar capas de revistas e jornais durante o concurso Miss Universo Austrália, realizado no dia 23 de abril. A aparição de uma das finalistas ao título, a modelo que representa Sydney, Stephanie Naumoska, fez surgir uma série de comentários de nutricionistas e médicos. Isso porque a jovem de 19 anos,  cuja altura é de 1,80m, pesa nada mais que 49kg.  O fato desencadeou reclamações de profissionais de saúde, trazendo uma grande polêmica ao concurso.

Em entrevista a jornais locais, segundo matéria publicada no G1, a nutricionista Melanie McGrice disparou: “Ela poderia ser categorizada como muito abaixo do peso e eu certamente faria uma avaliação em sua dieta para me certificar que ela não tem nenhum distúrbio alimentar. Ela precisa de exames de sangue, análise de dieta e assistência intensa”. Fato é que a notícia nos trouxe de volta a questão sobre os transtornos alimentares. E por esta razão, vamos tratar um pouco deles por aqui, e tentar esclarecer algumas questões básicas.

Para começar, é bom lembrar que o transtorno alimentar é uma perturbação no comportamento alimentar. É possível que os sintomas dos distúrbios permaneçam estáveis por um tempo, até que seja instalada uma crise, que é caracterizada justamente pela exacerbação dos sintomas, associada a problemas psicológicos. Essa crise pode ser desencadeada por fatores diversos, incluindo problemas familiares ou própria consciência da existência do distúrbio. Vamos fazer um breve resumo de três dos principais distúrbios alimentares: anorexia nervosa, bulimia nervosa e comer compulsivo (binge-eating).

Anorexia nervosa – uma particularidade deste problema diz respeito à distorção que o indivíduo produz da própria imagem, a partir do pavor da obesidade e do receio de manter um peso corpóreo mínimo normal. Os fatores sociais são decisivos, porque hoje, principalmente, convivemos com exigências muito específicas do padrão de beleza. Mas precisamos lembrar, meninas, que a questão não é ser magra, mas ser saudável. A ilusão da imagem corporal faz com que a pessoa queira ser cada vez mais magra. Para isso, limitam a ingestão de alimentos e até excedem nos exercícios físicos. É bastante comum a pessoa forçar o vômito, utilizar laxantes ou diuréticos para alcançar o objetivo de se manter magra. Há uma preocupação consciente com a seleção e a ingestão dos alimentos. O diagnóstico é feito com a observação da perda de peso acentuada, aliada aos sintomas psicológicos  (Leia mais sobre a anorexia nervosa).

Bulimia nervosa – é característica dos indivíduos que comem compulsivamente e, em seguida, provocam o vômito para se livrar da culpa. Também adotam dietas rigorosas e excesso de exercícios físicos, na tentativa de “manter a forma”. O bulímico consome rapidamente uma grande quantidade de alimentos, o que é seguido por uma angústia intensa e um sentimento de culpa, o que leva à purgação. Normalmente esta ingestão excessiva de comida é provoca por estresse emocional e o indivíduo, muitas vezes, faz o consumo dos alimentos escondido. Para que seja diagnosticada é preciso que seja uma prática constante a purgação (vômito). É muito comum que a pessoa apresente oscilações constantes no peso corpóreo (Leia mais sobre a bulimia nervosa).

Comer compulsivo – o comer compulsivo é típico das pessoas que possuem obesidade. É o consumo exagerado de alimento com alto teor calórico, sem a indução subsequente ao vômito. Muitos pacientes apresentam quadros de depressão, decorrente, inclusive, das limitações provocadas pelo excesso de peso. Neste caso também não há abuso de laxantes ou diuréticos. (Leia mais sobre o comer compulsivo).

Claro que se preocupar com a forma física é legal e a vaidade pode ser positiva. Mas precisamos ter cuidado até onde estamos dispostos a ir para seguir o padrão de beleza vendido pela mídia. Transtorno alimentar é um problema de sáude. Emagrecer pode ser saudável, mas não por meio de vômitos induzidos, uso de laxantes ou de diuréticos. O emagrecimento saudável exige o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você se enquadra em um dos casos acima, procure um médico. Se você conhece alguém que apresenta algum dos sintomas destacados, recomende um médico, encaminhe. Vamos cuidar da saúde, gente. Não adianta estar magro e doente. Ao invés de qualidade de vida, você vai ganhar é uma série de outros problemas.

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Mais sobre o assunto:
>> Distúrbios da conduta alimentar: anorexia e bulimia nervosas
>> Escalas de avaliação de transtornos alimentares
>> Outros transtornos, aspectos sociais, alterações cerebrais
>> LIVRO: Transtornos alimentares e obesidade
>> Epidemiologia dos transtornos alimentares: estado atual e desenvolvimentos futuros
>> Transtornos alimentares: classificação e diagnóstico
>> Transtornos alimentares em homens: um desafio diagnóstico
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Gripe suína põe mundo em alerta como nos tempos da “influenza espanhola”

Vírus influenza, causador da gripe
Vírus influenza, causador da gripe

Guardadas as devidas proporções, o surto de gripe suína, iniciado no México em março,  e que já alcançou diversos países, tem sido comparado com a epidemia de gripe espanhola do início do século XX. Apesar de, em 1918, não termos a quantidade de tecnologia e nem o avanço médico científico dos dias de hoje, as formas de disseminação do vírus se assemelham. Naquela época, a I Guerra Mundial ajudou a espalhar a Influenza pelo mundo. Hoje, após a globalização, o mundo encolheu e os voos que ligam todos os continentes podem trazer bem mais que roupas e acessórios na bagagem de seus passageiros. Queira Deus que a gripe suína nem de longe seja parecida com a epidemia de gripe espanhola, porque aquela sim foi uma calamidade de proporções inimagináveis até para os padrões atuais.

Aqui em Salvador e no resto do país, do planeta, a luz vermelha está acesa. Fronteiras são vigiadas e o controle sanitário torna-se rigoroso. Nas ruas do México, vemos na TV que as pessoas andam com máscara cirúrgica na cara. Mas ainda continuamos perdendo batalhas e mais batalhas para seres microscópicos como os vírus, justamente porque, tal qual em 1918, ainda vivemos diferenças gritantes no acesso à saúde, ao saneamento básico, a condições dignas de moradia e alimentação. O mundo globalizado ainda é dividido entre privilegiados e despossuídos. Não é à toa que o surto epidêmico começou no mais pobre dos países norte-americanos. Igual a epidemia de ebola, nos anos 90, que saiu da África para o resto do globo. Ou ainda, como a cólera morbus, que vez por outra eclode em algum lugar insalubre do mundo.

Diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares. Governo Federal decidiu criar o Gabinete Permanente de Emergência, para tratar dos assuntos referentes ao surto mundial de gripe suína / Crédito da Foto: Valter Campanato - Agência Brasil
Diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares. Governo Federal decidiu criar o Gabinete Permanente de Emergência, para tratar dos assuntos referentes ao surto mundial de gripe suína / Crédito da Foto: Valter Campanato - Agência Brasil

Prevenção é a palavra de ordem, tanto nesse caso da gripe suína, quanto em qualquer epidemia, como a de dengue, que já nos dá muito trabalho. Lavar as mãos, evitar contato com doentes, higienizar frutas, verduras, não jogar lixo nas ruas, afinal, somos nós que vivemos nessas mesmas ruas. Tudo isso faz parte da consciência cidadã e ajuda muito a diminuir o poder avassalador de um vírus. Mas, ainda assim,  é preciso uma consciência maior dos governos, dos cidadãos na hora de escolher esses governos, dos mais ricos da sociedade. É preciso mais justiça na hora de dividir o bolo de riqueza do mundo, mais justiça na hora de permitir que os hospitais públicos e os postos de saúde de fato cumpram seu papel perante os mais carentes. É preciso mais compromisso da medicina, tanto nas faculdades, que formam os médicos, quanto na hora de exercer a profissão, de avaliar um paciente e dizer algo mais para ele do que simplesmente “você está com virose”.

Perder vidas por causa da gripe na Idade Média, quando não se sabia nem o que era que causava uma gripe, até se entende, mas perder vidas por causa da gripe em tempos de pesquisas milionárias, em laboratórios milionários, é sinônimo de que precisamos mais do que simplesmente lavar as mãos. Faz-se necessário repensar o que estamos afinal fazendo com este planeta que chamamos de lar, o que estamos fazendo uns com os outros.

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Informações úteis sobre a gripe suína:

Abaixo, alguns links retirados do Portal A TARDE On Line; além da história da gripe espanhola, pandemia ocorrida em 1918 e considerada um dos mais graves surtos de gripe da história.

>>Conheça os sintomas da doença em uma infografia explicativa

>>Salvador tem primeiro caso suspeito de gripe suína

>>Secretário de Saúde da Bahia tranquiliza população

>>Vigilância nos aeroportos

>>Médicos dão orientações sobre o surto de gripe suína

>>Tripulação deve observar passageiros em voos internacionais

>>Site Banco da Saúde reúne guia para esclarecer sobre a gripe.  Confira

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HISTÓRIA DA GRIPE*

O advogado Rodrigues Alves foi o 5º presidente do Brasil, governou entre 1902 e 1906. Disputou e venceu nova eleição presidencial em 1919, venceu, mas não governou, porque morreu na epidemia de gripe espanhola
O advogado Rodrigues Alves foi o 5º presidente do Brasil, governou entre 1902 e 1906. Disputou e venceu nova eleição presidencial em 1919, venceu, mas não governou, porque morreu na epidemia de gripe espanhola

A epidemia de gripe espanhola, em 1918, é considerada a pior da história da humanidade. Atingiu quase todo o globo, deixou 20 milhões de mortos e 600 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo. O único país que escapou foi a Austrália, que só registraria alguns casos isolados em 1919. Independente do isolamento da Austrália, nos confins da Oceania, o governo de lá tomou medidas drásticas para impedir a entrada do virus no país. Embora tenha recebido o nome de Influenza, ou gripe espanhola, até hoje não se sabe ao certo onde a epidemia começou. A certeza é de que ela se espalhou tão depressa e fez tantas vítimas graças a I Guerra Mundial. Literalmente, o vírus viajou nas solas dos coturnos das tropas e nos navios de combate.

Surtos de gripe são relatados desde a antiguidade, como o ocorrido em 400 a.C, em Creta. Na Idade Média, alguns historiadores acreditam que a temida peste ocorrida na época da Guerra dos Cem Anos foi uma epidemia de influenza. Nos séculos XVII, XVIII e XIX, a Europa sofreu diversos surtos graves de gripe. Entre 1889 e 1890, Ásia e América também teriam sido afetadas, mas a historiografia moderna é unânime em classificar a pandemia de 1918 como a pior até os dias de hoje.

A influenza chegou por mar ao Brasil e desembarcou nas cidades portuárias mais importantes do país, em setembro de 1918: Santos, Rio de Janeiro, aqui em Salvador e Recife. Desses locais, rapidamente ganhou o resto do território. Em finais de outubro daquele ano, o virus fez estragos comparáveis aos da epidemia de cólera morbus, no recôncavo baiano, em 1859, e já havia se espalhado por todos os estados, alcançando até a Amazônia, onde dizimou tribos indígenas inteiras. O próprio prefeito de São Paulo, Washington Luis foi vítima da doença. A capital industrial do Brasil – já naquela ocasião São Paulo respondia por 40% da produção industrial nacional -, sofreu baixas terriveis na sua população. Oficialmente, foram 66 dias de epidemia e 350 mil pessoas infectadas, o que correspondia a 65% da população da cidade no período.

Destacamento de soldados brasileiros enviado à I Guerra. Acredita-se que os soldados disseminaram o vírus da gripe espanhola, pois foram contaminados nos campos de batalha
Destacamento de soldados brasileiros enviado à I Guerra. Acredita-se que os soldados disseminaram o vírus da gripe espanhola, pois foram contaminados nos campos de batalha

“A epidemia que tão impiedosamente se declarou no Rio, paralysando a vida da cidade, cobrindo-a de luto e de tristeza, e, até, ameaçando-a de fome, parece ter passado como um vendaval malfasejo, carregando vidas e alegrias no seu bojo monstruoso e deixando na sua esteira de sombra a lembrança tragica de um cortejo de dores e de maguas. “

(Trecho de reportagem publicada em 2 de novembro de 1918, na revista Fon Fon – RJ)

Os serviços de vigilância epidemiológica daquele período mostraram-se insuficientes para conter o avanço do vírus tanto em São Paulo, quanto nas demais cidades brasileiras. Os médicos, que não sabiam como tratar a doença, teciam todo tipo de teoria e tentavam combinações das mais esdrúxulas para tratar os pacientes. Em São Paulo chegou-se a catalogar a combinação de 178 substâncias diferentes em um único medicamento! Remédios para malária eram usados indiscriminadamente. Surgiam curandeiros prometendo maravilhas, mas que na maioria das vezes, só ajudavam a debilitar os pacientes ainda mais. Aglomerações públicas eram proibidas. Atletas do Corinthians que sairam para treinar, em outubro de 1918, foram punidos. Jogos e campeonatos eram suspensos. Cabarés e teatros fechados. Também não funcionavam escolas ou repartições públicas. Até a Câmara Municipal paulista fechou, porque os vereadores fugiram de medo da influenza. O índice de homicídios aumentou, porque o medo do contágio, o isolamento obrigatório e o excesso de medicamentos ingeridos, além da própria febre alta e da debilidade dos pacientes, favoreciam as alucinações. Muitos também atribuiam o surto ao castigo divino devido aos pecados da humanidade.

O surto de gripe espanhola em 1918 fez mais mortos do que os fronts da I Guerra
O surto de gripe espanhola em 1918 fez mais mortos do que os fronts da I Guerra

Nas memórias do jornalista e escritor Pedro Nava, a epidemia no Rio de Janeiro ganhou contornos de filme de terror do expressionismo alemão. Bondes e carroças eram usados para transportar centenas de caixões. Era proibido aos familiares acompanharem os mortos até o cemitério. As famílias, isoladas dentro de casa, não sabiam onde os parentes eram enterrados. Igrejas e escolas foram convertidas em hospitais. A população assustada e debilitada, promovia saques aos armazéns em busca de alimentos e remédios. Ainda assim, diante da ineficácia das políticas públicas, foi a união da sociedade civil que manteve o mínimo de ordem em meio ao caos que reinava nas principais metrópoles do país.

Com o fim da I Guerra, a epidemia de gripe foi regridindo no mundo todo. Em finais de novembro, aqui no Brasil, os casos já eram mais isolados e as cidades retomaram suas rotinas. Depois da pandemia, as pesquisas, que já ocorriam desde o século XIX – em 1891 Richard Pfeiffer isolou o bacilo haemophilus influenzae -, foram intensificadas e em 1933, cientistas britânicos anunciaram a descoberta do vírus da gripe. A partir daí, outros virus foram descobertos, todos do grupo myxo-vírus, e vacinas começaram a ser testadas. Na história recente, ocorreram epidemias de influenza em 1946, 57 e 68; além dos surtos de gripe asiática e da gripe do frango, já nos anos 2000. No entanto, nenhuma dessas chegou perto da calamidade registrada em 1918.

*Fonte: A Gripe Espanhola em São Paulo; artigo do professor Cláudio Bertolli Filho (Faculdade de Ciências Humanas da Fundação Valeparaibana de Ensino); in Revista Ciência Hoje, Volume 10, número 58, outubro de 1989. Coleção pessoal da autora deste post.

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