*Mudanças no corpo da mulher durante a gravidez

As mães não são iguais e as grávidas muito menos. Nem todas sentem todos os chamados sintomas da gestação e vivem o período sem grandes alterações na rotina, mas algumas ganham mais peso do que o devido, ou tem predisposição para contrair diabetes gestacional ou mesmo sofrer de elevação da pressão arterial. Cuidados básicos, atividade física moderada, alimentação saudável e pré-natal ajudam muito a garantir a saúde da futura mãe e do bebê, mas é fato que a gravidez provoca muitas alterações no corpo das mulheres. Mesmo aquelas que levam os nove meses “numa boa”, sabem que algo diferente está ocorrendo. Para começo de conversa, uma pessoa está gerando outra pessoa (isso é fascinante e assustador!). Bom, para ajudar as mamães a entenderem o que está acontecendo com elas, a ginecologista e mastologista Nara Mattia, especialista que se norteia na semiologia obstétrica, responde as questões abaixo, tirando as dúvidas mais frequentes sobre as alterações no corpo feminino durante a gestação. O que toda grávida precisa ter em mente é que o corpo não se recupera da gravidez logo de cara, depois do parto. Demora um tempo e esse tempo vai depender do quão saudável foi a gestação, adverte a especialista. Confiram as dicas:

1- Na Pele: Pode surgir manchas, oleosidade e acne? O que fazer?

Durante a gestação os hormônios femininos aumentam. O cloasma gravídico (mancha no rosto) e a pigmentação da linha média da barriga é estimulado pela  melatonina que aumenta pela progesterona. Porém, a oleosidade e acne dependem da sensibilidade de cada mulher a dilatação dos vasos da pele, principalmente do rosto, em algumas, esse aumento da vascularização causa uma melhora da pele e até diminuição da oleosidade e da acne, para outras, entretanto, o efeito é exatamente contrário, ficando pior, principalmente nos primeiros 3 meses de gestação. Toda gestante deve usar filtro solar e evitar exposição solar, principalmente porque as manchas gravídicas são difíceis de desaparecer mesmo após o nascimento do bebê. A oleosidade e acne melhoram com dieta adequada, muito líquido e uso de cremes específicos para essa fase e dependente de cada biotipo de pele. Um bom cosmetologista pode ajudar as peles mais difíceis.

2- No cabelo: é verdade que eles ficam mais bonitos? Por quê? Após a gestação eles voltam ao normal ?

Sim, é verdade, observa-se aumento da produção dos pelos, em geral, manifestação do aumento dos vasos, induzida pelo estrógeno na periferia do bulbo folicular e da vasodilatação promovida pela progesterona, aumentando a nutrição desse pelo/cabelo. Isso também diminui a queda normal aumentando o volume dos cabelos. Durante o puerpério (periodo pós-parto), principalmente 3 a 4 meses após o nascimento do bebê, tudo volta ao que era antes, havendo até uma certa diminuição da nutrição normal por diminuição da taxa hormonal e os cabelos que não caíram durante toda a gestação são liberados todos de uma vez, causando até um certo pavor por parte das mulheres. Mas, não é motivo para preocupação, com a normalização hormonal que ocorre logo apos 5/6 mês, o que caiu a mais volta a nascer.

3- No olfato e paladar: o que muda? A mulher realmente sente mais desejo ou aversão por determinados alimentos?

Durante a gestação, tanto a fome como o apetite estão exarcebados. É comum a aversão a alimentos gordurosos e pode surgir a malácia (desejo de comer substâncias não convencionais, como terra, giz ou arroz cru). O desejo de ingerir alimentos específicos, também pode surgir na fase inicial da gestação (desejos), sendo justificado pela presença de gonadotrofina coriônica e alterações emocionais, algumas relacionadas à carência afetiva. As teorias evolucionistas explicam que a aversão por determinados alimentos, as naúseas e os vômitos, pode ter protegido as gestantes (durante a evolução), de comerem alimentos contaminados que poderiam transmitir doenças ao feto durante sua formação.

4- Na barriga: Por que surgem estrias? Dá para prevenir?

Durante a gestação a supra-renal aumenta sua função ocorrendo um aumento do cortisol, que além de diminuir a imunidade da gestante (o que a impede de rejeitar o feto no útero), junto com a distensão abdominal (do aumento do feto) e mamária (preparo para lactação), pode responder pelo aparecimento de estrias nestas regiões. O acúmulo de tecido adiposo no abdomen, mamas e região lateral das coxas também contribuem para o aparecimento de estrias. Existe uma predisposição genética para o aparecimento de estrias, mas o ganho de peso adequado durante a gestação, a perfeita hidratação da pele com cremes e a ingestão de líquidos podem diminuir seu aparecimento.

5- Nas mamas: quando começa a produção de leite? Quanto as mamas crescem? Por que ela “racha”?

As mamas sofrem uma modificação desde o início da gestação, mas a produção do colostro (leite primitivo) pode ocorrer desde o final do segundo trimestre, sendo mais comum no final da gestação. O leite propriamente dito, só começa a ser produzido até 62 horas pós-parto com a queda do estrógeno sanguíneo. Toda a rede glandular mamária termina sua diferenciação para lactação o que pode aumentar muito o volume da mama, mas esse aumento é muito relativo e modifica-se de mulher para mulher. Vale lembrar que uma boa parte da mama é gordura e que o ganho excessivo de peso pode também aumentar muito o volume da mama. A rachadura do mamilo ocorre por pega inadequada do recém-nascido durante a amamentação e pode ser prevenida com uma boa orientação à mãe, durante as primeiras mamadas. Um mamilo bem preparado e bem  hidratado pode resistir mais a algumas pegas inadequadas do bebê ao mamar.

6- Na coluna: o que ocorre na postura? É possível o aparecimento da lordose? Como amenizar?

Com o aumento do volume abdominal, o centro de gravidade da gestante desvia-se para frente, para compensar e não cair. A lordose natural da coluna lombar tem que ser acentuada, e o pés ficarem um pouco mais afastados (aumento da base). A lordose é uma modificação fisiológica da gestação. Um aumento adequado do peso na gestação, não aumentando o volume abdominal demais, pode amenizar o incômodo.

7- No útero: Quanto ele cresce? O que muda?

O útero cresce cerca de 20 vezes seu tamanho original e 1000 vezes sua capacidade inicial. Durante a gestação ocorre um aumento do número de células miometriais (hiperplasia) e um aumento do tamanho dessas células (hipertrofia), possibilitando o crescimento do órgão e a acomodação do feto em crescimento.

8- Nos órgãos internos: eles se comprimem para acomodar o bebê? Como?

Cada órgão interno sofre uma modificação diferente. A bexiga fica comprimida, o que aliado ao aumento da filtração do rim, que ocorre durante a gestação, faz com que a gestante sinta vontade de urinar muito mais vezes do que a não grávida. Os intestinos ficam deslocados superior e lateralmente. O fígado fica comprimido contra o diafragma e com o aumento uterino comprimem o pulmão, diminuindo o volume respiratório. O estômago também fica comprimido o que dá aquela sensação de empaxamento e refluxo no final da gestação, após alimentar-se em grande quantidade.

9- Nas pernas: Por que surgem varizes e inchaço? Como aliviar?

O aumento do volume uterino causa compressão na principal veia que leva o sangue de volta ao coração, a veia cava, dificultando o retorno venoso. Esse fator, aliado ao efeito da progesterona e do estrógeno sobre os vasos (vasodilatação), facilita o  aparecimento de varizes e inchaço nos membros inferiores.

10- No sangue: muda o fluxo sanguíneo? Há risco de diabetes? Como prevenir?
Com o aumento uterino a quantidade de sangue no organismo aumenta 50% aumentando o trabalho cardíaco, principalmente por volta da 28ª. semana de gestação, o que faz com que as cardiopatias possam descompensar nessa fase se não adequadamente acompanhadas. Para facilitar a entrada e disponibilidade de glicose para o feto, a placenta produz um hormônio que compete pela ação da insulina. O hormônio lactogencio placentário, como é chamado, causa uma resistência a ação da insulina materna. Em resposta, o pâncreas materno produz mais insulina, Essa produção pode ser prejudicada levando ao diabetes gestacional, que deve ser rigorosamente tratada para evitar repercussões para gestante e seu feto. Como disse anteriormente, uma dieta e ganho de peso adequado durante a gestação, podem diminuir o risco de diabetes gestacional. Mas, a pesquisa deve ser realizada em todas as gestantes, porque pode aparecer em pacientes sem nenhum fator de risco prévio.

11- Nos hormônios: O que ocorre nesse sistema e quais hormônios entram em ação?

Pode-se considerar o período gestacional com o sistema endócrino funcionando com todas as suas reservas, sobressaem o pâncreas, hipófise, tiróide, paratireóide e adrenais. Existe uma maior exigência metabólica, em troca do aumento do fluxo sanguíneo, a estas glândulas. Durante a gestação surge, temporariamente, um novo órgão no organismo materno, a placenta. Reconhece-se, na placenta, funções glandulares específicas, produzindo uma infinidade de hormônios, notadamente o hormônio lactogênio placentário e a gonadotrofina coriônica.

Saiba mais:
Para outros detalhes, visite o blog da Clínica Nara Mattia: www.naramattia.com.br

*Material elaborado pela equipe da Facto Jornalismo Empresarial e encaminhado ao Conversa de Menina via email.

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Nutrição para mulheres é tema de livro

Reeeducação alimentar, nossa blogueira Giovanna que o diga, é um assunto mais do que sério. Por isso mesmo, o mercado editorial dá sua contribuição ao debate, através do livro Nutrição da Mulher  – Uma abordagem nutricional da saúde à doença,  organizado pela nutricionista Simone Morelo Dal Bosco, lançamento da Editora Metha. A publicação promete, ao longo de 416 páginas, abordar temas como TPM (Tensão Pré-Menstrual, atividade física, dieta durante a gestação e lactação, obesidade, transtornos alimentares, diabetes, hipertensão e câncer de mama sob a ótima da terapia nutricional. A linguagem, embora acessível, é embasada por estudos científicos e pela experiência prática dos colaboradores que escreveram os capítulos da obra. Voltado para estudantes de Nutrição, o livro serve ainda de guia para quem deseja uma vida mais saudável e como material de apoio a profissionais de área de saúde.

Ficha técnica:

Nutrição da Mulher – Uma abordagem nutricional da saúde à doença
Autora: Simone Morelo Dal Bosco (organizadora)
Editora: Metha
Páginas: 416
Preço: R$ 98,00

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Acompanhe o processo de reeducação alimentar de Giovanna:

Alimentos integrais são base de reeducação alimentar

Alimentação ruim gera processos inflamatórios no organismo

Não acreditava, mas boa alimentação faz milagres mesmo

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Saúde & Fitness: “Osteoporose”

Quando eu tinha 16 anos, minha avó materna morreu de complicações decorrentes de uma queda, quando fraturou o fêmur direito. Ela estava com 87 anos. Recentemente, uma conhecida de uma das minhas tias, na faixa dos 75 anos, teve uma fratura porque estava sentada no banco do carona, no carro do filho, e esqueceu de afivelar o cinto de segurança. O motorista distraiu-se conversando com sua mãe, não viu um quebra-molas e o solavanço foi o suficiente para a senhora sofrer uma fratura no osso do cóccix. Nos dois casos, o diagnóstico foi osteoporose. Com base nesses dois exemplos próximos e para ajudar outras pessoas a compreenderem a doença, separei hoje para a série Saúde & Fitness, um texto sobre a osteoporose: diagnóstico e prevenção. O material foi elaborado pela jornalista Márcia Wirth, da MW Comunicação, com base em entrevista com o reumatologista Sergio Lanzotti, diretor do Iredo (Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares). Logo no final do texto, há ainda os links com o site do Iredo, blog e twitter do Dr. Lanzotti. Confiram:

*Osteoporose: doença associada à longevidade, que pode ser prevenida
Com o aumento da expectativa de vida, osteopenia e osteoporose  passaram a fazer parte do nosso vocabulário

Uma pesquisa feita com 174 idosos atendidos em vários hospitais do Rio de Janeiro, pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, concluiu que mais da metade dos pacientes que sofreram fraturas decorrentes de quedas acidentou-se dentro de casa. O banheiro é o cômodo mais perigoso: 18% caíram nesse local. Do lado de fora, no quintal, a taxa foi maior (24%). A rua também representa um risco para a população nessa faixa etária: 41% das fraturas ocorreram fora de casa. Das vítimas, 74 tinham mais de 76 anos de idade, sendo que as mulheres foram muito mais afetadas do que os homens – 130 a 44.

É sabido que os adultos acima de 65 anos são mais suscetíveis a fraturas devido à estrutura esquelética debilitada, fraqueza muscular e diminuição da acuidade visual. Realizar atividades de baixo impacto – como caminhar e dançar -, alimentar-se bem, tomar sol ocasionalmente, evitar o tabagismo e o excesso de álcool são medidas que diminuem as taxas de osteoporose e, em consequência, as fraturas. “Há 30 anos atrás, quase ninguém falava em osteoporose. Hoje, com o aumento da expectativa de vida mundial, a doença transformou-se em tema de discussão constante. Isso porque as fraturas – principal problema causado pela osteoporose – estão ocorrendo com maior freqüência. As pessoas estão vivendo mais e, conseqüentemente, seus ossos se tornam mais susceptíveis ao desgaste”, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

A osteoporose é uma doença que está relacionada com o envelhecimento. Entre 1998 e 2008, a expectativa de vida do brasileiro passou de 69 anos para 72 anos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), homens e mulheres passaram a viver mais. As previsões indicam que, mantida a trajetória atual, em 2040, o Brasil alcançará o patamar dos 80 anos. Antes disso, porém, em 2030, a presença de idosos na população como um todo será quase idêntica à dos jovens.

Osteopenia x osteoporose

Com o aumento da expectativa de vida, osteopenia e osteoporose  passaram a fazer parte do nosso vocabulário. Muitos ouvem o diagnóstico destas doenças e, mesmo sem compreender muito bem a gravidade da situação, têm a noção de que elas estão relacionadas à presença de ossos frágeis e propensos à fratura. “Quem tem osteoporose pode fraturar um osso simplesmente tossindo, espirrando ou mudando de posição bruscamente”, alerta Sérgio Lanzotti.

Quando falamos em osteopenia e osteoporose, o melhor é conhecer os causadores destas doenças para prevenir seu aparecimento. “Apostar na orientação e na disponibilização de informações é muito importante. É papel do médico alertar seus pacientes sobre a osteoporose. Em minha experiência clínica, pude constatar que, quando os pacientes não são bem orientados sobre a doença, logo abandonam o tratamento”, destaca o diretor do Iredo.

Osteoporose e sua prevenção

A osteopenia é a redução progressiva do cálcio dos ossos, que ao evoluir para graus maiores de gravidade leva à osteoporose. Ocorre por uma infinidade de causas, sendo as mais freqüentes: o climatério e a progressiva redução do hormônio feminino; o uso, a médio e longo prazos, de medicamentos, entre eles os glicocorticóides, os hormônios tireoideanos e alguns anticonvulsivantes; o alcoolismo; a imobilização prolongada e algumas doenças reumatológicas e endócrinas. Há ainda uma forte incidência familiar. Embora mais freqüente na mulher, a osteoporose também acomete o sexo masculino.

A osteoporose é uma doença prevenível. A prevenção envolve alimentação saudável; exercícios físicos regulares; exposição ao sol; proteção medicamentosa dos ossos durante o uso prolongado de glicocorticóides e anticonvulsivantes; a polêmica terapia de reposição hormonal na menopausa; a correta reposição de hormônios tireodeanos; o consumo de álcool com moderação; a interrupção do fumo e a implementação de exames médicos de rotina e de procedimentos que evitem quedas.

Assegurando o aporte de cálcio

A alimentação é uma arma poderosa no combate à osteoporose. Ela garante um aporte adequado de cálcio para a mineralização óssea durante praticamente toda a vida. Após a menopausa, a redução do hormônio feminino provoca a perda de cálcio no corpo feminino e pode haver necessidade de suplementação do mineral, nesta etapa da vida.

Além disso, com o envelhecimento, em ambos os sexos, há uma progressiva redução na absorção de cálcio. Com o avançar da idade, a suplementação deste mineral pode prevenir a perda óssea e aumentar a densidade mineral óssea. “Entretanto, se já houver osteoporose manifesta, essa medida deve ser associada ao uso de medicamentos para evitar a perda progressiva ou até mesmo propiciar o ganho de massa óssea”, explica o especialista em reumatologia.

De uma maneira geral, a suplementação de cálcio deve ser de 1000 a 1500mg de cálcio elementar/dia, após a menopausa, na mulher, e após os 60 anos, no homem. “Um cuidado especial deve ser observado em relação às pessoas com propensão a perda de cálcio pela urina e aos formadores de cálculos, pois, nesses casos, a administração do cálcio é contra indicada. Na impossibilidade da suplementação de cálcio, os laticínios são as melhores fontes de cálcio da dieta. O iogurte (400mg em 200ml), o leite (300mg em 200ml) e o queijo (400mg em 150g) devem fazer parte do cardápio destas pessoas”, explica Sérgio Lanzotti.

Além dos problemas com a absorção do cálcio, com o avançar da idade há redução dos níveis de vitamina D no sangue, fator que agrava ainda mais a absorção de cálcio pelo organismo. Pessoas com mais de 60 anos, geralmente, se beneficiam com a suplementação da vitamina D, principalmente se cronicamente enfermos ou se vivem em “casas de repouso”.

Prática de exercícios

Os exercícios de carga são efetivos para manter ou aumentar a densidade mineral óssea na coluna lombar e no quadril. “As recomendações médicas incluem também caminhadas, exercícios aeróbicos de pequeno e médio impacto e de resistência, quando tolerados”, diz Lanzotti.

Exercícios regulares também aumentam a massa e a força muscular, melhoram a coordenação e o equilíbrio e têm sido responsáveis pela redução em 25% do risco de quedas em idosos. Os exercícios que não utilizam a força da gravidade como os realizados na água – hidroginástica e natação – apesar de muito bons para o condicionamento físico e cardiovascular, não são benéficos para a prevenção e o tratamento da osteoporose.

Prevenção de quedas

A prevenção de quedas é importante na redução do risco de fraturas e inclui medidas que interferem em algumas incapacitações como alterações visuais; hipotensão postural e tonturas; fraqueza muscular; e o excesso de medicamentos que podem alterar o estado cognitivo e o equilíbrio. “A adequação dos ambientes com iluminação adequada, a instalação de corrimões em escadas e banheiros e o uso de calçados adequados auxiliam o tratamento preventivo”, afirma o reumatologista Sérgio Lanzotti.

Controle da doença

O controle da doença é feito por meio de exames laboratoriais e da densitometria óssea, exame que consegue medir exatamente a quantidade de cálcio perdida e a evolução da recuperação óssea. “Além da suplementação de cálcio e vitamina D e das demais medidas preventivas descritas anteriormente, contamos também com vários medicamentos que tornam possível a melhora da massa óssea e, mais importante do que isso, a redução do risco de fraturas”, explica o médico.

Serviço:

Onde saber mais sobre o tema?

Site do Iredo – Instituto de Reumatoligia e Doenças Osteoarticulares:  www.iredo.com.br

Blog Vivendo Sem Dor:  vivendosemdor.wordpress.com  http://vivendosemdor.wordpress.com

Twitter do Dr. Sergio Lanzotti: twitter.com/sergiolanzotti

*Material elaborado pela jornalística Márcia Wirth, da MW Consultoria de Comunicação, empresa especializada em assessoria de comunicação para a área de saúde.

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Desmentindo boatos sobre a vacina contra a Influenza A

Uma série de boatos começaram a circular pela internet sobre a vacina contra a gripe A, que ficou popularmente conhecida como a gripe suína. Para tentar barrar a série de informações equivocadas, a Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde divulgou uma nota com diversas perguntas e respostas, para esclarecer a população sobre os principais pontos que estão sendo citados nos falsos e-mails disparados por aí. Sei que o post é grande, mas é uma questão de saúde nacional, meninos e meninas. Portanto, meu conselho é que vocês leiam. Não apenas leiam, mas disseminem o conteúdo da mensagem a todos os seus conhecidos. Nós precisamos de informação. Somente a informação para ajudar no combate à doença. Leiam abaixo o comunicado do Ministério da Saúde, que também pode ser acessado por meio deste link. E para quem quer informações mais detalhadas sobre a Influenza A, o próprio Ministério da Saúde criou um hotsite que contém todas as informações sobre o assunto, inclusive calendário de vacinação. Passem lá.

MINISTÉRIO DA SAÚDE – SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Assunto: Esclarecimentos sobre a vacina contra Influenza H1N1

Em decorrência de boatos sobre a vacina contra Influenza H1N1 que circulam na internet, a Secretaria de Vigilância em Saúde preparou o questionário abaixo para esclarecer as dúvidas sobre a vacina e a estratégia nacional de enfrentamento da pandemia. Repasse o conteúdo ou o link deste documento sempre que você receber o material falacioso.

O mercúrio presente na vacina causa autismo em crianças?
Não. A concentração de mercúrio é de 25 microgramas por dose de 0,5ml e é usada para evitar crescimento de fungos ou bactérias, no caso de a vacina ser contaminada acidentalmente na hora da punção repetida no frasco multi-dose. Esse mesmo conservante é utilizado rotineiramente em outras vacinas, como na Tetravalente indicada contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite e na Tríplice Viral, vacina contra Caxumba, Rubéola e Sarampo.

O timerosal, conservante antiséptico presente na vacina, pode causar autismo em crianças com disfunção mitocondrial e em adultos com disfunção hematoencefálica.
Estudos realizados em todo o mundo demonstram que o timerosal, desde 1930, tem sido amplamente utilizado como conservante em uma série de produtos biológicos, incluindo muitas vacinas. O uso nas vacinas tem por finalidade evitar o crescimento de bactérias ou fungos (micróbios), quando esta é contaminada acidentalmente, como no caso de punção repetida no frasco multidose. A concentração do timerosal na qualidade de conservante é de 0.01%, contendo, aproximadamente, 25 microgramas de mercúrio por dose de 0,5 ml, condição que tem mostrado ser capaz de impedir o crescimento de micróbios. Vacinas com estes tipos de  conservantes já são utilizadas desde 1930. Algumas delas são: DPT, Tetravalente, Febre Amarela, Dupla Viral, Triviral, etc. Em 2004, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos convocou um comitê de Revisão de Segurança em Imunização OIMs examinou a hipótese de que as vacinas, contendo timerosal estariam causalmente associadas ao autismo e comprovou que as provas disponíveis rejeitam a existência de nexo de causalidade entre vacinas contendo timerosal e autismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu o conservante timerosal para o uso nas vacinas, baseando-se em estudos que concluíram não existir evidências de contaminação em crianças ou adultos expostos ao timerosal, e que as vacinas que contém essa substância não aumentam a quantidade de mercúrio no organismo, pois este é expelido rapidamente, não se acumulando em função de repetidas injeções. Em face ao exposto, a CGPNI/DEVEP/SVS/MS reforça a conduta orientada por diferentes instituições de reconhecida credibilidade, as quais preconizam que, até o surgimento de novas evidências, a quantidade de timerosal contida nas vacinas não causa autismo ou qualquer outro problema para as pessoas vacinadas, não acarretando, portanto, efeitos danosos.

A vacina contém esqualeno, substância que afeta o sistema imunológico do indivíduo.
Os adjuvantes são substâncias que estimulam a resposta imunitária, permitindo reduzir a quantidade de material viral utilizado em cada dose e conferir proteção de longa duração. São produtos entre os quais se incluem certos sais de alumínio e emulsões  (esqualeno e seus derivados) que são utilizados na composição de vacinas. E não causam danos ao ser humano.

A vacina contém células cancerígenas de animais que podem causar câncer em humanos.
Não. Isso é boato irresponsável.

Indústrias farmacêuticas receberam imunidade judicial quanto a ações ocasionadas por efeitos da vacina, como morte e invalidez.
Não temos essa informação. Vale registrar que o Ministério da Saúde, Agência Nac. de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os laboratórios produtores detentores do registro são responsáveis por registrar, acompanhar e avaliar os casos de eventos adversos associados à vacinação. O sistema de vigilância de eventos adversos pós-vacinal do Ministério da Saúde possibilita a identificação precoce de problemas relacionados com as vacinas distribuídos ou  pós-comercialização, com o objetivo de prevenir e minimizar os danos à saúde dos usuários.

Não há comprovação de que somente uma dose da vacina seja efetiva.
Errado. Estudos comprovam que a vacina é efetiva com uma dose única. As crianças entre 6 meses e menores de 2  anos devem tomar duas meias doses da vacina contra a Influenza H1N1, sendo que a segunda meia dose da vacina é aplicada 30 dias depois da primeira meia dose, para estarem protegidas do vírus da Influenza H1N1.

A gripe pandêmica foi uma criação da indústria financeira, uma vez que surgiu em plena crise  mundial. Ela foi criada só para favorecer os laboratórios farmacêuticos, que vão ganhar mais dinheiro com a fabricação e venda de remédio e vacinas.
A situação epidemiológica da gripe no mundo e no país é monitorada de forma sistemática e real. O Brasil utiliza de Sistema de Vigilância Sentinela de Influenza desde 2000. Atualmente com 62 unidades de saúde responsáveis pela coleta de amostras e organização de dados epidemiológicos agregados por semana epidemiológica (proporção de
casos suspeitos de síndrome gripal (SG) em relação ao total de atendimentos – % SG). Este sistema possibilita também a identificação dos vírus respiratórios que circulam no país, das novas cepas, o que contribuiu incisivamente a identificação da situação epidemiológica da gripe sazonal e pandêmica, assim como a adequação da vacina contra influenza utilizada anualmente e neste momento da operacionalização da vacinação contra a influenza pandêmica H1N1. O monitoramento por este sistema identificou em 2009, que desde o surgimento da pandemia, aproximadamente 70% dos vírus respiratórios que causavam síndrome gripal era o vírus influenza pandêmica (H1N1)
2009. Em alguns países este percentual chegou até 100%. O simples surgimento de casos de gripe em varios países causado por um novo vírus, já caracteriza a pandemia. Recomenda-se o seguinte endereço www.saude.gov.br eletrônico para acesso aos dados epidemiológicos referente à influenza no país.

A gripe é uma paranóia difundida pela mídia e financiada pelos laboratórios.
Respondido no item anterior

A gripe Influenza H1N1 foi criada em laboratório como o objetivo de gerar um genocídio.
Em 24 de abril de 2009, sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificou aos países membros a ocorrência de casos humanos de influenza para um novo subtipo, à época denominado de A(H1N1) que vinham ocorrendo, a partir de 15 de março, no México e nos Estados Unidos da América (EUA). No dia 29 de abril de 2009, após a realização da terceira reunião do Comitê de Emergência da OMS, conforme estabelecido no RSI 2005, a Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, elevou o nível de alerta da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional
(ESPII) da fase 4 para fase 5. De acordo com a OMS, a fase 5 significa a ocorrência de disseminação do vírus entre humanos com infecção no nível comunitário em pelo menos dois países de uma mesma região da OMS (neste caso as Américas). Desde 11 de junho, segundo a OMS, a pandemia passou à fase 6, ou seja, já havia disseminação da infecção entre humanos, no nível comunitário, ocorrendo em diferentes regiões do mundo. Esta situação cumpria o critério para definição de pandemia estabelecida no Regulamento Sanitário Internacional. A origem deste vírus já vinha sendo detectada em casos isolados nos Estados Unidos, sem provocar epidemias até então, portanto não se trata de uma criação em laboratórios. Todos os fatos que ocorrem no Brasil e no mundo são minuciosamente acompanhados por este Ministério, que vem se preparando para o enfrentamento de uma segunda onda pandêmica desde 2009.

Anafilaxia, reação alérgica potencialmente fatal, é uma reação adversa pós-vacinação.
Anafilaxia é um evento raro que pode ocorrer com o uso de várias substâncias ingeridas ou introduzidas por via parenteral (muscular ou endovenosa) no corpo humano, incluindo alimentos, remedios, vacinas, entre outros. Se caracteriza por uma reação alérgica sistémica, severa e rápida a uma determinada substância, se apresentando com diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema de glote. Pessoas que são altamente alérgicas a gema de ovo não podem tomar vacinas que são produzidas a partir de gemas de ovos embrionários, como a vacina contra a Febre amarela, gripe comum e influenza H1N1. Os profissionais de saúde são capacitados para identificar essas pessoas altamente alérgicas no momento em
que procuram um posto de vacinação.

Há evidências da síndrome de Guillain-Barré em muitas pessoas que tomaram a vacina nos outros países do mundo.
Não existe esta evidência nos países que já realizaram ou estão vacinando contra a influenza pandêmica. A síndrome de Guillain Barré é um quadro neurológico que tem etiologias diversas. Alguns países tem notificado a ocorrência de casos dessa Sindrome à OMS após a vacinação, entretanto, até o momento não foram relatados casos em que tenha sido estabelecida uma associação de causa e efeito entre o uso da vacina e a sua ocorrência.

Centenas de casos de paralisia dos nervos estão sendo associadas a essa vacina. Até médicos já disseram que não vão tomar.
Ver resposta acima

A vacina contém traços de neomicina.
Sim, a vacina produzida pelo Laboratório Sanofi Pasteur. A neomicina é um antibiótico indicado para infecção bacteriana provocada por estafilococos ou outros microorganismos  usceptíveis a este princípio ativo.

A vacina que venderam para o Brasil é vacina encalhada.
Todas vacinas adquiridas pelo Brasil foram compradas diretamente dos laboratórios produtores e por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde – Opas/OMS. Em nenhum momento, o país comprou ou recebeu doação de outro país. As negociações de aquisição de imunobiológicos contra H1N1 foram realizadas em novembro de 2009, quando não havia ainda aumento da oferta da vacina por baixa utilização especialmente nos países da Europa e Asia.

Há evidências de má formação fetal em gestantes que tomaram a vacina.
A vacina contra o vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é segura e indicada para a gestante em qualquer idade  gestacional. Na vacinação realizada no hemisfério norte não houve nenhum registro de má formação fetal relacionada a vacina. Esta indicação foi ratificada pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo. Até o momento, não há relato de ocorrência de nenhum prejuízo sequer para a mãe e/ou para o feto.

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Saúde & Fitness: Riscos nutricionais da mulher atleta

O texto selecionado esta semana para a série Saúde & Fitness foi elaborado pela jornalista Márcia Wirth, da MW Comunicação, responsável pelo atendimento do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional) e enviado para o blog via email. Trata-se de uma reportagem adequada às mulheres atletas ou para aquelas que, embora não sejam esportistas profissionais, praticam treinos intensivos com objetivos de saúde e/ou estética. No texto, especialistas do Citen esclarecem de que forma o abuso na prática esportiva pode desencadear problemas hormonais e de desenvolvimento, ainda mais em crianças e mulheres jovens. Confiram:

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Riscos nutricionais e hormonais da mulher atleta
As modalidades esportivas que mais comprometem o desenvolvimento das jovens atletas são a maratona e o atletismo

Apesar da idéia de saúde vinculada aos esportes, a prática intensiva e precoce de atividade física pela menina, pela adolescente e pela mulher jovem pode  trazer conseqüências graves à saúde das mesmas. “Tais alterações são verificadas com mais intensidade, quanto mais jovem for a atleta, e quanto mais prolongado for o tempo de vida da mesma em função de treinamentos intensivos e das exigências relacionadas a eles”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

A concomitância do início dos treinos intensivos com a fase de transição da infância para a vida adulta interfere profundamente na dinâmica dos hormônios femininos e  tireoideanos, no  hormônio de crescimento e nos corticosteróides endógenos.  “Além disso, ciclos viciosos de perda excessiva de peso associados a comportamentos alimentares inadequados completam um arriscado quadro de desnutrição, desaceleração do crescimento e infantilismo hormonal, o que impede o desenvolvimento da puberdade normal e pode trazer seqüelas importantes para a saúde hormonal e metabólica da mulher”, diz a endocrinologista.

Comportamentos alimentares inadequados – As jovens atletas formam, juntamente com as modelos, o grupo de maior risco de desenvolver comportamentos alimentares inadequados e transtornos alimentares. Treinadores, pais e colegas esperam e até exigem delas um peso, muitas vezes, impossível de ser alcançado ou mantido. “Muitas, ainda meninas, passam a fazer dietas restritivas e jejuns prolongados, intercalados com episódios de compulsão alimentar, vômitos auto-induzidos, uso de laxantes, diuréticos e medicamentos para emagrecer, chegando a desenvolver transtornos alimentares propriamente ditos, como anorexia nervosa e bulimia nervosa. Esse tipo de cobrança é oposta àquela dirigida aos meninos, que são encorajados a ganhar massa muscular e peso, com a finalidade de melhorarem suas habilidades físicas para o esporte”, conta a médica, que também é especialista em Transtornos Alimentares.

Algumas atletas nem entendem os riscos envolvidos na decisão de comer tão pouco. “Na verdade, estas meninas precisam de um volume calórico muito maior para manterem suas atividades, sem comprometer seus estoques de glicogênio muscular, o que as predisporia a dores musculares, contusões, hipoglicemias e alterações eletrolíticas. Complicações que, na maioria das vezes, comprometem o próprio desempenho da atleta”, explica Ellen Paiva.

Complicações hormonais – A desnutrição crônica associada ao baixo peso corporal, ainda na infância, interfere na produção dos hormônios sexuais, na função tireoideana e no próprio hormônio de crescimento destas jovens. “O resultado desta fórmula é  atraso na puberdade e uma desaceleração do crescimento em sua mais importante fase da vida, o que resulta em baixa estatura. Já as atletas que iniciaram os treinos, após o início da puberdade, podem apresentar ausência de ovulação, irregularidade menstrual e até completa interrupção das menstruações”, diz a endocrinologista.

A prática excessiva de exercícios físicos é uma característica de muitas pacientes anoréxicas e bulímicas. “Ou seja, os transtornos alimentares também podem ser diagnosticados em pessoas que, de uma forma ou de outra, estão engajadas em práticas esportivas exigentes e rigorosas”, afirma a diretora do Citen.

“Encontramos também múltiplas alterações endócrinas em mulheres atletas. Há alteração nos hormônios tireoideanos – que, geralmente, estão abaixo do normal – alterações no hormônio de crescimento e na produção de cortisol. Todas elas, em conjunto com o quadro de desnutrição e baixo peso atuam impedindo uma puberdade normal e inviabilizando o equilíbrio hormonal da mulher adulta”, alerta a endocrinologista.

Uma ameça maior: a osteoporose – Durante a adolescência e início da vida adulta, as mulheres têm o chamado pico de formação óssea, quando uma reserva preciosa de cálcio define a quantidade e a qualidade da massa óssea durante a vida adulta. “Essa reserva mineral propicia a proteção necessária para a fase da vida onde a perda óssea supera em muito a formação óssea – o climatério – reduzindo o risco de fraturas, tão comum nessa fase”, diz a médica.

Esse processo harmonioso de balanço mineral positivo – onde a formação óssea supera em muito a perda – pode ser rompido por vários fatores, todos eles passíveis de ocorrer com a jovem atleta. “Peso corporal muito baixo, exercícios físicos extremos, desnutrição e alterações hormonais se associam e assinalam o risco de que o comprometimento desse balanço positivo pode facilmente ocorrer, causando osteoporose, em uma fase tão precoce da vida. Com a associação dos transtornos alimentares – principalmente anorexia nervosa – a este quadro, podemos nos deparar com jovens com massa óssea de mulheres de 80 anos”, alerta a endocrinologista Ellen Simone Paiva.

Orientação nutricional da mulher atleta – Quando pensamos que o esporte traz consigo a marca da saúde, ficamos surpresos ao constatar o contrário. “Para evitar os riscos das três principais complicações da jovem mulher atleta – transtornos alimentares,  interrupção das menstruações e  osteoporose –  é preciso  reduzir a pressão sobre estas jovens – elas não precisam ser extremamente magras –  e implantar, desde o início dos treinos, um acompanhamento nutricional de qualidade, que englobe cuidados para evitar a desnutrição crônica e o baixo peso, assim como suporte psicológico adequado para prevenir e tratar  e as alterações da imagem corporal”, recomenda a médica.

Ellen Paiva observa, ainda, que manter as menstruações através dos anticoncepcionais não previne a perda óssea. “Efeito realmente eficaz só conseguimos com intervenções nutricionais, que permitam pequeno ganho de peso nas atletas muito magras, que voltam a apresentar ovulação e menstruações normais, com a conseqüente recuperação da massa óssea”, informa.

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Saúde & Fitness: Atividade física para grávidas

A série Saúde & Fitness desta semana traz um material elaborado pela Clínica Genesis sobre atividade física para gestantes: mitos, tabus, indicações e cuidados. Como sabemos que muitas mamães e futuras mamães são leitoras assíduas do Conversa, publicamos abaixo o material:

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*Estou grávida. Posso fazer atividade física?
– A grávida pode participar de maratonas?
– É recomendável para uma adepta do boxe, que ela continue a praticar este esporte, durante a gestação?
– O que traz mais benefícios à saúde da gestante e do bebê: andar ou correr?

Se as dúvidas sobre a gestação já são muitas… Imaginem quando o assunto é a prática de exercícios durante a gravidez… A avó recomenda repouso absoluto à neta… A mãe acha que só depois do terceiro trimestre a filha deve retomar suas caminhadas diárias… Já a manicure comenta que todas as suas clientes estão fazendo pilates durante a gravidez… “Para combater a desinformação e prevenir a adoção de condutas inapropriadas durante a gravidez, aconselhamos que a gestante converse com o seu obstetra sobre a prática de exercícios durante a gravidez. Ele  a conhece, sabe sobre sua condição clínica, com certeza, fará a recomendação médica mais apropriada”, defende o ginecologista e obstetra Aléssio Calil Mathias, diretor da Clínica Genesis.

De uma maneira geral, os especialistas não contra-indicam a prática de atividades físicas durante a gestação. E dentre todos os benefícios que já conhecemos, um estudo do Instituto de Saúde Pública da Noruega, em Oslo, apontou que a prática de exercícios durante a gravidez diminui o risco da mulher de dar à luz a um bebê com excesso de peso ao nascer. Para chegarem ao resultado, os pesquisadores avaliaram dados de 36.869 mulheres que tiveram gestações a termo. Os autores também ajustaram informações que poderiam interferir no excesso de peso, como idade materna, número de filhos, hipertensão, diabetes e pré-eclâmpsia, dentre outros.

As grávidas que participaram do estudo responderam a dois questionários sobre hábitos de atividade física entre a 17ª e a 30ª semana de gravidez. A análise dos dados revelou que quem se exercitava regularmente – pelo menos três vezes por semana em atividades como natação, caminhada, bicicleta e dança – teve um risco entre 23% e 28% menor de gerar um bebê com sobrepeso. “O dado mais interessante da pesquisa norueguesa reforça que a prática de atividades físicas é recomendada durante a gestação e oferece benefícios tanto para a mulher, quanto para o bebê”, reforça o obstetra Aléssio Calil Mathias.

Para a futura mamãe, os benefícios são muitos: a gestante ganha menos peso, melhora sua atividade cardiocirculatória, prevenindo, inclusive, quadros como diabetes gestacional e doença hipertensiva específica da gestação. “A atividade física durante a gravidez contribui também para que a mulher adquira melhor conscientização corporal, melhore sua auto-estima, sua resistência física para o parto, além de proporcionar uma recuperação pós-parto mais rápida”, destaca o médico.

De acordo com Mathias, a realização de exercícios físicos só é contra-indicada “quando a gestante não é praticante de atividades físicas antes da gestação, e, em virtude da gravidez, decide mudar sua rotina de forma agressiva, sem respeitar os limites de seu corpo. Casos em que a futura mamãe tem placenta baixa, descolamento placentário, sangramentos e trabalho de parto prematuro também são desaconselhados”, diz.

Que recomendações seguir? – “A gestante pode realizar atividades físicas durante os nove meses. Quando a paciente já é habituada a praticar exercícios, não há nenhum inconveniente em dar continuidade durante a gravidez. Se ela decidir iniciar a atividade física durante o pré-natal, precisa receber orientação e acompanhamento apropriados”, diz Franz Paganini Burini, médico especialista em medicina esportiva, que também integra o corpo clínico da Genesis.

A orientação para as gestantes é realizada sempre em conjunto com as recomendações do obstetra responsável. Não há uma fórmula única. “Alguns obstetras consideram a necessidade de descanso da gestante durante as 12 primeiras semanas de gravidez. Outros permitem que aquelas já praticantes mantenham o ritmo, porém com uma intensidade reduzida, principalmente no contexto de impacto. Alguns especialistas defendem, ainda, a necessidade de interromper a prática de exercícios no último mês de gestação”, explica Burini.

“Acompanhamos e orientamos, inclusive, aquelas mulheres que eram sedentárias e que decidiram se exercitar, a partir da notícia da gravidez”, conta Franz Burini.  Segundo um estudo publicado no Jornal da Academia Americana de Cirurgiões Ortopedistas (JAAOS), essa atitude de não ficar parada na gravidez aumenta a probabilidade da mulher incorporar a prática de exercícios no seu dia-a-dia, depois que o bebê nascer. Os cientistas acreditam que, ao se tornar mãe, a mulher reavalia seu estilo de vida, motivada por cuidar não só da própria saúde, como também do bebê.

“O ideal, no entanto, é que a mulher que pretende engravidar comece a fazer algum tipo de exercício físico, principalmente os de característica aeróbica (caminhar) a fim de melhorar o condicionamento cardiovascular. Os benefícios desta atitude vão desde a prevenção de doenças, como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, até um menor ganho ponderal, no período gestacional”, conta Burini.

“Após a avaliação das condições de saúde da gestante, podemos orientá-la a fazer o melhor exercício conforme o seu perfil  – algumas gestantes preferem caminhadas, outras hidroginástica ou até mesmo ioga, atividades muito indicadas por não se tratarem de exercícios de impacto e que trabalham mente e corpo de um modo equilibrado. Na verdade, o melhor exercício é o que é feito! É importante que a gestante pratique algo que lhe proporcione, além de saúde, prazer, e que preferencialmente, seja supervisionada por um profissional capacitado”, destaca o especialista em Medicina do Esporte.

Sobre a  frequência da realização dos exercícios, Franz Burini destaca que “a atividade física praticada durante a gestação também deve ser praticada de maneira regular, na maioria dos dias da semana, mas sempre respeitando o descanso do corpo”.

Para realizar exercícios com segurança durante a gestação, é essencial que a praticante seja orientada sobre vestimenta e alimentação apropriadas. “É importante que a gestante seja orientada quanto à importância de uma alimentação saudável e equilibrada. Ela nunca deve se exercitar em jejum. A hidratação, antes e depois dos exercícios, também é fator considerável”, recomenda Franz Burini.

“É essencial que a futura mamãe utilize roupas confortáveis e leves que permitam a evaporação do calor. Também recomendamos o uso de um tênis confortável e a utilização de um top que possa sustentar de maneira confortável os seios”, destaca o médico.

Saiba mais:
Site: www.clinicagenesis.com.br
Twitter: twitter.com/dralessio
Blog: Gestação Saudável

*Material elaborado e encaminhado ao blog via email pela assessoria de comunicação da Clínica Genesis

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Gantois promove evento no Mês da Mulher

Mãe Carmem, ialorixá do Ilê Iyá Omi Axé Yamassê, mais conhecido como Terreiro do Gantois, junto com a Associação de São Jorge Edé Oxóssi (mantenedora da casa),  realiza no dia 20 de março (neste sábado), o evento Março Mulher Gantois, em homenagem à energia feminina, presença marcante na fundação da casa de tradição matrilinear.

Estão programadas palestras sobre saúde, higiene, DSTS, feira de beleza com dicas de penteados e cuidados para os cabelos, massoterapia e palestra sobre as histórias nagô, com D. Ceci de Oxalá. O evento começa às 15h, na sede do terreiro, no alto do Gantois, 23, bairro da Federação.

História – O Terreiro do Gantois foi fundado em 1849, por Maria Júlia da Conceição Nazaré. Em 2002, o Gantois, que é mais conhecido pelo sobrenome do antigo dono das terras onde a casa de Candomblé foi erguida, recebeu o tombamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O terreiro tem tradição familiar e os comandantes da casa são sempre do sexo feminino e pertencentes à mesma família. Mãe Carmem é a sexta ialorixá do Gantois e é filha de Mãe Menininha, uma das sacerdotizas do Candomblé mais famosas do país, imortalizada na canção de Dorival Caymmi “Oração à Mãe Menininha”. Mãe Carmem substituiu sua irmã, Cleusa Millet, falecida em 1998.

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Especial Semana da Mulher: “Nem com uma flor”

O texto desta sexta-feira, penúltimo dia da série Especial Semana da Mulher, traz um artigo da advogada Antonieta Barbosa, que milita na defesa dos direitos dos portadores de câncer e é autora do livro Câncer – Direito e Cidadania. Na semana em que se comemora o centenário do Dia Internacinal da Mulher, a especialista denuncia a dificuldade das mulheres mastectomizadas em fazer valer seu direito à isenção de IPI na compra de carros adaptados e que não conseguem o benefício devido à máquina do governo (leia-se burocracia).

Nossa série termina neste sábado, continuem acompanhando!

Nem com uma flor

*Antonieta Barbosa

É de uma comovente singeleza o verso do compositor pernambucano Capiba, que diz: “numa mulher não se bate nem com uma flor”, e que emociona os foliões durante os festejos de momo. Na sequência, temos o Dia Internacional da Mulher como uma boa oportunidade para compatibilizar o discurso com a prática, pois não são poucas as oportunidades em que na mulher se bate, sim, com outras armas, especialmente aquelas mais sutis, que deixam marcas psicológicas imperceptíveis, mas indeléveis.

O câncer de mama, segundo dados estatísticos oficiais, atinge cerca de 50 mil mulheres por ano no Brasil. Mesmo considerado curável se tratado a tempo, causa mutilações que atingem a mulher no seu aspecto mais significativo, pois como se sabe, a mama é símbolo da feminilidade, da maternidade e da sexualidade.

Uma mulher que tem suas mamas mutiladas, mesmo que reconstituídas cirurgicamente, guardará para sempre as cicatrizes emocionais e só permite tal ato cirúrgico como única forma de salvar a própria vida.

Infelizmente, o choque de realidade de receber um diagnóstico de câncer e de se sentir mutilada é apenas o início de uma longa via crucis. Salva a vida, é preciso salvar-se como cidadã e fazer valer os seus direitos.

Em alguns casos, esses direitos são atropelados pela máquina pública que, com o azeite da burocracia, lhe impinge verdadeiras chicotadas burocráticas, expondo-a a situações humilhantes e submetendo-a a peregrinações intermináveis e inúteis.

É sabido que a extirpação dos gânglios linfáticos da axila interrompe a circulação natural da linfa, retirando do braço as defesas, reduzindo a força, a mobilidade e a sensibilidade, propiciando o pesadelo de uma lesão chamada “linfedema”, quando o membro fica desproporcionalmente inchado. Um verdadeiro aleijão que cronifica e pode chegar em casos extremos à necrose com a consequente perda do braço.

Uma mulher, a que “não se bate nem com uma flor”, que agora tem uma deficiência física, vai ter que optar entre ficar aleijada ou se tornar um peso para sua família, pois não consegue mais dirigir ou manobrar um veículo convencional sem fazer um esforço além da sua capacidade física.

Como forma de atenuar essa situação, tendo em vista os preços proibitivos dos veículos adaptados, a lei federal 8.989/95, garante isenção do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados, aos deficientes físicos, que, segundo o decreto federal nº 5.296/04 é “toda pessoa que apresente alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando comprometimento da função física”.

O problema é que no nosso país sempre se dá um jeitinho de atropelar a cidadania. Investindo na desinformação e na fragilidade dessas mulheres, os peritos dos Departamentos de Trânsito, incumbidos da missão de aplacar a fúria arrecadatória do estado, ignoram a sua condição de deficientes físicas, indeferem seus pedidos, obstaculizando a obtenção de um direito.

Esses peritos que prestaram juramento como médicos, atestam que elas são “aptas a dirigir veículos convencionais”, mesmo cientes dos riscos que correm essas mulheres de perder um braço ou carregarem um aleijão para o resto das suas vidas.

Como se vê, o refrão de Capiba não sensibiliza a todos.

*Antonieta Barbosa é advogada, paciente de câncer e autora do livro “Câncer – Direito e Cidadania”. Também é diretora do Instituto Cristina Tavares de Atenção Integral ao Adulto com Câncer, em Recife.

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Serviço: Curso para gestantes

O curso de Orientação às Gestantes, promovido pelo setor de Prevenção e Promoção à Saúde da Unimed Salvador, abriu vagas para mães e pais de primeira viagem que precisam de informações sobre como cuidar do futuro bebê. O primeiro encontro acontece já na próxima quarta-feira (17), das 8h às 10h, no auditório do Hospital Evangélico da Bahia, no bairro de Brotas (Salvador), com o tema Abordagem sobre Pré-Natal e Parto. Ao todo, serão sete módulos ministrados para turmas com até 30 grávidas. Especialistas vão abordar desde os cuidados no puerpério (pós-parto), até nutrição na gestação, saúde sexual e reprodutiva, aleitamento materno e pediatria. As inscrições e o curso são gratuitos e podem ser feitas através do email [email protected] ou pelo telefone (71) 2107-8682.

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Especial Semana da Mulher: Relógio biológico x Relógio de ponto

O artigo desta quinta, ainda dentro do especial Semana da Mulher, é de autoria do ginecologista Joji Ueno. Ele reflete sobre um dos principais dilemas que as mulheres atuais enfrentam, a maternidade x a carreira. Com dados consistentes sobre mercado de trabalho e a pressão que as mulheres sofrem no emprego, o especialista avalia cientificamente os pros e os contra de adiar o momento de ter o primeiro filho.

Continuem acompanhando a série de textos até este sábado!

O relógio biológico x  o relógio de ponto

A maior pressão sentida pela mulher não é a de provar sua competência, mas sim o próprio desejo de conciliar o trabalho com a família

*Joji Ueno

De cada três postos de trabalho criados no mundo, a partir da década de 70, dois são ocupados por mulheres. Em algumas economias, elas já representam mais da metade da mão-de-obra empregada. Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, sua participação no mercado passa de 60%. No Brasil, os dados apontam que a presença feminina já equivale à dos homens. No alto escalão das empresas, elas ainda são minoria, mas as estatísticas mostram que estão ocupando mais postos na hierarquia. Um estudo do Instituto Ethos com 119 empresas no país mostrou que a participação das mulheres em cargos de gerência aumentou de 18% em 2003, para 31%, em 2005. Nos postos de diretoria, passou de 6%, em 2001, para 11%, em 2005.

O avanço feminino nas empresas vem acompanhado de uma evidente contradição: elas estão menos satisfeitas do que seus colegas do sexo masculino. No levantamento realizado pela consultoria Hay Group no qual 15% dos 1.161 profissionais entrevistados eram mulheres, as executivas afirmaram se sentir mais injustiçadas nas promoções e indicaram estar menos contentes com seus salários.

No Brasil, um levantamento realizado pela consultoria Watson Wyatt com 109 empresas mostrou que a defasagem salarial das mulheres em cargos executivos é, em média, de 5%. Nos postos de direção, a diferença chega a 7%. A insatisfação feminina é algo presente mesmo em economias mais maduras, como a americana. Um estudo feito pela Universidade Radford, nos Estados Unidos, apontou que, quanto mais alta a posição e maior o nível educacional exigido para o cargo, a mulher, mesmo tendo a mesma formação e ocupando o mesmo posto, invariavelmente ganha menos.

O ambiente de trabalho ainda não contempla as necessidades da mulher. São necessárias muitas mudanças para que a maternidade e o sucesso profissional possam caminhar lado a lado: jornadas flexíveis,  possibilidade de trabalhar à distância, oferta disseminada de benefícios, como creches.

Sucesso profissional x maternidade – A maior pressão sentida hoje pela mulher não é a de provar sua competência, mas sim o próprio desejo de conciliar o trabalho com a família. O difícil balanço entre a vida profissional e a pessoal está na raiz de grande parte da insatisfação manifestada pelas mulheres no mercado de trabalho. Estudos mostram, por exemplo, que a maternidade pode causar grandes prejuízos à carreira. A maternidade no início da carreira é o principal fator de desigualdade salarial entre homens e mulheres, segundo pesquisa do instituto inglês Women and Work Commission. O estudo aponta que as mulheres britânicas ganham, em média, 17% menos que os homens. Uma das justificativas é o fato de elas optarem por trabalhar meio período, após o nascimento do bebê. De acordo com o Institute for Fiscal Studies, a inglesa que se torna mãe aos 24 anos e decide encurtar a jornada pode deixar de ganhar 1 milhão de dólares ao longo da carreira.

No ano em que sai de licença-maternidade é praticamente certo que a executiva não receba aumento por mérito. Mulheres que decidem deixar o trabalho por mais tempo para cuidar dos bebês, por um ou dois anos, sofrem penalidades ainda maiores. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, pelas empresas Ernst & Young, Goldman Sachs e Lehman Brothers mostrou que, nesses casos, a perda salarial é, em média, de 28%.

Não importa se homem ou mulher, quem deixa o mercado de trabalho encontra dificuldades quase intransponíveis para voltar a ocupar o mesmo posto. Isso porque, assim como o relógio biológico, o relógio de ponto também anda acelerado.

Atenção ao relógio biológico – Adiar o primeiro filho é uma tendência mundial, estimulada pelas aspirações profissionais e propiciada pela medicina, que, hoje, dá a mulheres de quase 40 anos a oportunidade de se tornarem mães. Entre as americanas, estima-se que duas, em cada dez, deixam para ter o primeiro filho depois dos 35 anos. O IBGE revela que o número de mães com mais de 40 anos no Brasil cresceu 27% entre 1991 e 2000.

Aos 40 anos, a mulher precisa saber que a natureza joga contra. Sem ela, resta a ajuda da ciência. Uma das técnicas de reprodução assistida mais simples, utilizada quando a mulher não ovula regularmente, consiste em administrar hormônios para superestimular os ovários. Normalmente, a mulher produz um óvulo por ciclo menstrual. Com o medicamento, pode liberar até cinco. O método funciona em 10% dos casos indicados.

Situações mais complicadas exigem a inseminação artificial. Os espermatozóides do marido ou de um doador são recolhidos, assim como os óvulos, e a fecundação é feita “artificialmente”, fora do corpo. A chance de sucesso é de 30%, dependendo da paciente. Após, no máximo, três tentativas, a probabilidade de gravidez para uma mulher de 35 anos pode aumentar em até 50%.

Além de difícil,  adiar o nascimento do primeiro filho pode ser arriscado. Doenças crônicas, como diabetes, obesidade e hipertensão podem provocar a interrupção da gestação. Outra preocupação é o aumento do risco de anomalias genéticas. O risco de uma mulher de 35 anos ter um filho com síndrome de Down é de um, em 360, quatro vezes mais do que uma grávida de 25 anos. Estudo da Universidade Estadual de Ohio, em Columbus, nos Estados Unidos, mostrou que mulheres com mais de 50 anos, mães depois dos 35, costumam ter taxas mais elevadas de infarto, risco de hipertensão e diabetes. O coração sofre com o encargo de ter de bombear cerca de 1 litro de sangue extra para o bebê.

Mulheres maduras, profissionais responsáveis, podem ignorar o relógio de ponto no escritório, por um tempo, mas o relógio biológico não para.

*Prof. Dr. Joji Ueno é ginecologista, doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP, diretor da Clínica Gera e do Instituto de Ensino e Pesquisa em Medicina Reprodutiva de São Paulo. Também é co-autor do blog medicinareprodutiva e pode ser seguido via twitter.

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