Concurso de redação para pessoas com hemofilia

No dia 17 de abril é comemorado o Dia Mundial da Hemofilia. Para marcar a data com uma ação especial, o Ministério da Saúde, a Federação Brasileira de Hemofilia e a Universidade Federal de Minas Gerais estão promovendo o concurso de redação para pessoas com hemofilia.

Podem participar do concurso portadores da doença com idade a partir de seis anos que morem no Brasil. Basta escrever um texto de 10 a 15 linhas sobre o tema “A paz do mundo começa em mim”. A redação deve ser enviada pelo correio até o dia 12 de março.

As 12 melhores redações serão utilizadas para ilustrar a agenda 2011 do concurso. Os vencedores receberão duas passagem de ida e volta para Brasília (autor + um acompanhante) para participar da solenidade de premiação, que acontece em 15 de abril de 2010.

Os interessados concorrerão em uma das categorias abaixo:

A: participantes com idade entre seis e nove anos.
B: participantes com idade entre dez e quinze anos.
C: participantes com idade entre dezesseis e vinte eumanos.
D: participantes com idade superior a vinte eumanos.

Consulte o regulamento completo do concurso. E boa sorte!

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Entenda a hemofilia*

Normalmente, quando sofremos algum corte e começamos a sangrar, as proteínas do nosso organismo entram em ação, para interromper o sangramento. Isso é chamado de coagulação. Os portadores de hemofilia têm deficiência nessas proteínas e sangram mais que o normal.

A hemofilia é classificada nos tipos A e B. Pessoas com Hemofilia tipo A são deficientes de fator VIII. Já as pessoas com hemofilia do tipo B são deficientes de fator IX. Os sangramentos são iguais nos dois tipos e a gravidade dos sangramentos depende da quantidade de fator presente no plasma.

O tratamento da hemofilia é feito com a reposição do fator deficiente pela veia. Para que o tratamento seja completo, o paciente deve fazer exames regularmente e jamais utilizar medicamentos que não sejam recomendados pelos médicos.

*Fonte: Ministério da Saúde.

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Especial Semana da Mulher: Sexo frágil e a Aids

Em 2010 o Dia Internacional da Mulher é um pouco mais especial porque a data completa 100 anos de sua criação. Não vou comentar a importância deste dia para as lutas femininas, pois já escrevi sobre isso no ano passado, no post “Por que existe Dia Internacional da Mulher?”. E também porque acredito, sinceramente, que quem questiona essa data não tem ideia do que seja história, preservação da memória, herança cultural e muito menos o que significa ser mulher nos dias de hoje ou no passado, quando a opressão machista sobre as nossas avós era muito maior. Este ano, ao invés de filosofar, reuni alguns artigos que foram enviados ao blog por especialistas de áreas diversas, – todos com autorização para publicação – que refletem sobre saúde, mercado de trabalho e comportamento das mulheres. A partir deste domingo e até o final da Semana da Mulher, cada dia publicarei um dos textos, assim, teremos muito material para reflexão e talvez desta forma, não seja mais preciso questionar a existência do 8 de Março. Espero que gostem!

E para começar a série, abaixo publico o artigo assinado por Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan. Confiram:

Centenário do Dia Internacional da Mulher – Sexo frágil e a Aids

*Maria Helena Vilela

As mulheres lutaram por seus direitos sexuais, pelo direito de estudar, desenvolver uma carreira profissional e conquistar sua autonomia econômica e pessoal. Não era assim até a época de minha mãe! D. Lenita, mesmo sendo uma mulher muito estudiosa, foi impedida de realizar seu sonho profissional – ser médica – porque, em Maceió, onde ela morava, ainda não havia faculdade de medicina. Para poder estudar, ela teria que ir para Salvador, e isso nem pensar! A moça só podia sair de casa, se fosse para casar. Estudar, formar-se, ganhar dinheiro e fazer escolhas era coisa de homem. Mulher tinha que ser dependente, submissa, inocente, e confiar no homem acima de qualquer coisa.

Hoje, a garota pode decidir sobre a sua vida e realizar seus sonhos. O mundo mudou bastante e a nossa realidade é outra, muito distante daquela que D. Lenita viveu. Mas, quando a questão é amor e sexo, a menina volta no tempo, e ainda se comporta submissa aos desejos do namorado e dependente da iniciativa dele para decidir, literalmente, sobre a sua vida – usar ou não a camisinha. É isto que se pode deduzir do crescente aumento da Aids nas jovens e das pesquisas que mostram a dificuldade de a garota negociar o uso da camisinha por medo de perder o namorado ou por medo de ser julgada “galinha”. Há meninas que não usam preservativo em nome do amor pelo namorado, acreditando que “quem ama confia”. Tais comportamentos fazem da mulher o verdadeiro sexo frágil.

Fragilidade – A infecção pelo HIV se dá pelo contato direto com o sangue, o sêmen e as secreções vaginais, e isto pode acontecer no sexo oral, mas principalmente, na relação vaginal e no sexo anal. O ânus e a vagina são órgãos muito vascularizados, revestidos por um tecido delgado chamado de mucosa. Na relação sexual, especialmente durante a penetração, o pênis provoca atrito na vagina ou no ânus, mesmo que a garota esteja lubrificada. Este atrito, por sua vez, causa micro-fissuras (aberturas muito pequeninas) nas paredes das mucosas, aumentando o risco de que o HIV presente no esperma entre na corrente sangüínea.

Além disso, a mulher é mais vulnerável à Aids, porque a menstruação aumenta o risco de contaminação. Quando a mulher está menstruada, o útero fica completamente desprotegido e exposto ao HIV, por causa da descamação de sua parede, característica da menstruação. Fazer sexo menstruada é “entregar o ouro para o bandido”, pois o vírus atinge a corrente sangüínea sem precisar fazer esforço.

Como se não bastasse tudo isso, o canal vaginal é um órgão interno, o que dificulta à mulher perceber qualquer alteração na vagina. Muitas vezes, ela só descobre que tem uma infecção, ou mesmo uma DST,  se consultar um ginecologista, ou quando a doença já está bastante adiantada. Uma infecção agrava ainda mais a fragilidade da parede vaginal, aumentado a vulnerabilidade da mulher à Aids.

Meninas, fiquem espertas! Se existe sexo frágil, estes são o sexo anal e o vaginal, quando o assunto é Aids. Portanto, alguns cuidados são fundamentais:

– Usar camisinha em todas as relações sexuais;
– Fazer a higiene da vulva com água e sabonete, pelo menos uma vez por dia;
– Não ter relação sexual desprotegida, enquanto estiver menstruada;
– Consultar o ginecologista pelo menos uma vez no ano, mesmo que não esteja sentindo nada.

Meninas, sejam donas de seu corpo! Estejam atentas ao que seu corpo precisa e fiquem fora desta estatística da Aids. Quem se ama, se cuida!

*Maria Helena Vilela é diretora do Instituto Kaplan de Sexualidade Humana

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Aulas gratuitas de pilates para mulheres nesta segunda

Embora o pilates seja mais a praia de Giovanna, estou tentada a começar a fazer aulas. Ela me convenceu, depois de enumerar toda animada os benefícios da prática. E, para incentivar outras meninas, divulgamos aqui no blog uma aula pública que o Centro de Atividade Física e Saúde Viva Salute oferece, nesta segunda, 8. Serão duas turmas, das 7 hs às 8 hs; e das 19 hs às 20 hs. As aulas, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, serão ministradas pela fisioterapeuta Juliana Pereira.

As interessadas podem se inscrever pelo telefone (71) 3014-0233

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Leia outros posts que já publicamos sobre pilates:

>>Pilates alivia dores lombares

>>Prática de Pilates atende necessidades femininas

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Cidade baiana oferece vacina contra HPV na rede pública

Recebemos uma ótima notícia neste final de semana. A cidade de São Francisco do Conde, recôncavo baiano, será a primeira do país a disponibilizar a vacina contra o HPV pelo sistema público de saúde. Abaixo, publicamos a íntegra do material produzido pela Ketchum Estratégia, empresa de comunicação e enviado ao blog por email. Confiram e ajudem a divulgar nas suas redes sociais, porque este pode ser o embrião de um programa de imunização nacional contra o papilomavírus.

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*Cidade baiana é pioneira em oferecer vacina contra HPV na rede pública

São Paulo, 6 de fevereiro – São Francisco do Conde, cidade localizada na região metropolitana de Salvador (BA), será a primeira do Brasil a disponibilizar, por meio da rede pública de saúde, a vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (HPV). O vírus é responsável por 70% dos casos de câncer de colo do útero e 90% das verrugas genitais. A iniciativa inédita, que vai imunizar cerca de 1.500 meninas de 10 a 14 anos, visa oferecer qualidade de vida, diminuindo a incidência das doenças causadas pelo vírus. A Bahia é o estado brasileiro que tem a maior incidência de HPV.

Esquema mostrando locais atacados pelo HPV

Segundo a prefeita de São Francisco do Conde, Rilza Valentim, depois da abertura da clínica especializada em saúde da mulher na cidade, inaugurada recentemente, percebeu-se que havia muitos casos de câncer na população, entre eles, o de útero. “Com essa preocupação e comprometidos com a saúde da população, fomos atrás de mais informações sobre as formas de prevenção e fizemos uma licitação para implementar a vacinação. Sabemos que os custos financeiros para o tratamento do câncer, assim como o desgaste emocional que a doença causa nos pacientes, são altíssimos, superando o valor investido na vacina”, explica.

A prefeita conta ainda que, a partir do dia 22 de março, as meninas matriculadas nas escolas pública e privada começarão a ser vacinadas. “Como educadora, acredito que os melhores caminhos para a conscientização da população são a educação e a prevenção. Vamos imunizar as meninas matriculadas para incentivar as crianças a frequentarem a escola, aproveitando a iniciativa para promover palestras sobre saúde dentro das salas de aula.”

Segundo o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e infectologista Edson Moreira, a iniciativa é extremamente bem-vinda e deve diminuir a incidência de contaminação por HPV e as doenças que ele provoca nas futuras gerações de mulheres sexualmente ativas. “A camisinha é importante, mas não impede totalmente a transmissão do HPV porque o vírus também está na pele da região genital. Dessa forma, é muito importante que as pessoas tenham também acesso a informações sobre o vírus, seus fatores de risco e formas de prevenção, tais como a realização dos exames periódicos de Papanicolaou e a vacina”.

Fruto da parceria com a MSD, empresa farmacêutica que produz a vacina, a iniciativa é um exemplo de parceria público-privada (PPP) bem-sucedida. A empresa espera que a ação possa ser seguida por outros municípios e estados do país para promover maior acesso da população à vacina.

Saúde da Mulher – A vacinação contra o HPV será lançada oficialmente nesta segunda, dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, quando a Secretaria da Saúde, em parceria com a Secretaria do Desenvolvimento Social, promoverá um evento em prol da Saúde da Mulher, focado na prevenção do HPV.

Na ocasião serão promovidas várias atividades, como uma caminhada, da entrada da cidade até o Mercado Cultural, onde serão realizadas palestras sobre qualidade de vida, saúde e direitos da mulher. Além disso, será lançada uma Campanha de Conscientização e Prevenção para garantir que a população conheça o vírus HPV e suas consequências, bem como as formas de evitar o contágio.

Representação atômica do papilomavírus humano

Sobre o HPV – A infecção por HPV, a mais comum das doenças sexualmente transmissíveis (DST), atinge mais de 630 milhões de pessoas no mundo. Os HPV tipos 6 e 11 causam aproximadamente 90% das verrugas genitais e cerca de 10% das lesões displásicas de baixo grau do colo do útero. Os HPV tipos 16 e 18 são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo do útero. Estima-se que esses dois tipos do vírus causem ainda de 40% a 50% dos cânceres vulvares e 70% dos cânceres vaginais.

Todos os anos, ao redor do planeta, 500 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de colo do útero e cerca de 250 mil morrem vítimas da doença. No Brasil, mais de 19 mil novos casos são registrados a cada ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Sobre a vacina – A vacina quadrivalente contra o HPV é a única que protege contra quatro tipos do papilomavírus humano (6, 11, 16 e 18). Atualmente é indicada, no Brasil, para meninas e mulheres de 9 a 26 anos, para a prevenção de cânceres de colo do útero, de vulva e de vagina causados pelo HPV tipos 16 e 18, das verrugas genitais provocadas pelo HPV tipos 6 e 11 e das lesões pré-cancerosas ou displásicas causadas pelo HPV tipos 6, 11, 16 e 18. O HPV tipos 16 e 18 é responsável por aproximadamente 70% dos casos de câncer de colo do útero, sendo que o HPV tipos 6 e 11 causa aproximadamente 90% das verrugas genitais e cerca de 10% das lesões displásicas de baixo grau do colo do útero.

*Material de divulgação encaminhado ao blog pela Ketchum Estratégia, assessoria da MSD.

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Leia também:

>>Tudo o que você precisa saber sobre HPV

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Saúde: O que é Síndrome dos Ovários Policísticos?

Selecionei para publicação nesta quinta aqui no blog, uma reportagem enviada para nós, via email, pela jornalista Márcia Wirth, da MW Consultoria – empresa especializada em assessoria na área de saúde -, sobre a Síndrome dos Ovários Policísticos. O texto explica o que é a SOP, quais os sintomas mais comuns e quais as consequências para a mulher portadora deste problema. Faz ainda um alerta sobre a necessidade do diagnóstico e tratamento para a manutenção da qualidade de vida. Vale a pena conferir:
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*Síndrome dos Ovários Policísticos: Sintonia entre ginecologista e endocrinologista facilita diagnóstico e tratamento

Para muitas pacientes, não é nada esclarecedor quando elas são informadas que tem a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A começar pelo nome, pois a Síndrome dos Ovários Policísticos pode ocorrer sem que o exame de ultra-sonografia revele cistos nos ovários. Além disso, 20% das mulheres normais podem apresentar ovários policísticos, sem nenhuma manifestação clínica ou alteração hormonal, não sendo classificadas como portadoras da Síndrome dos Ovários Policísticos. O diagnóstico da SOP é feito quando pelo menos 2, dos 3 critérios abaixo forem positivos em uma adolescente ou mulher adulta:

(1) infertilidade devido a falta de ovulação;
(2) evidências clínicas (acne, excesso de pelos corporais, seborréia, queda de cabelos) e/ou laboratoriais de excesso de hormônios masculinos;
(3) múltiplos pequenos cistos ovarianos vistos através da ultra-sonografia pélvica.

Sinais de alerta – Alterações menstruais constantes constituem-se num sinal de alerta para as mulheres, pois podem indicar a presença da Síndrome dos Ovários Policísticos ou de endometriose. “A mulher que apresenta a Síndrome dos Ovários Policísticos menstrua a cada dois ou três meses e, freqüentemente, tem apenas dois ou três episódios de menstruação por ano. Outros sintomas da doença são o hirsutismo (aumento de pelos no rosto, nos seios e na região do abdômen); a acne; a obesidade e uma dificuldade para engravidar”, explica o ginecologista Aléssio Calil Mathias, diretor da Clínica Genesis.

A Síndrome dos Ovários Policísticos surge, normalmente, na puberdade e vai até a menopausa. Geralmente, tudo começa por volta dos 10 ou 12 anos, quando os ovários da menina, até então inativos, passam a produzir hormônios em grande quantidade, desencadeando a puberdade e com ela a menarca, nome dado a primeira menstruação. “Nessa época, já se nota uma maior tendência ao ganho de peso. No rosto, os efeitos dos hormônios sob a forma de acne e seborréia, características que dão à pele da adolescente aquela aparência oleosa, se fazem notar. Tudo isso pode ser normal e desaparecer lentamente, assim que a turbulência hormonal dá lugar às secreções hormonais cíclicas e regulares da mulher adulta”, explica Silvia Mizue, endocrinologista da Clínica Genesis.

Mas em alguns casos, estes sintomas não desaparecem…  Por isso, é comum a mulher com ovários policísticos procurar vários especialistas, ao longo da vida, em busca de tratamento apropriado. Nos consultórios dos endocrinologistas e ginecologistas, elas se queixam de grande dificuldade de perder peso e das alterações clínicas secundárias ao excesso de hormônios masculinos que seus ovários fabricam.

Distúrbios hormonais – É importante dizer que todas as mulheres produzem fisiologicamente hormônios masculinos. Na mulher, uma importante função dos andrógenos é aumentar a libido. Mas, o principal problema que a Síndrome dos Ovários Policísticos provoca está relacionado com a ovulação. “A testosterona interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos. Os cistos representam a parada do desenvolvimento dos folículos para ovular. Nesta situação, a mulher não ovula porque lhe faltam condições endócrinas para tanto”, explica Silvia Mizue.

As queixas ginecológicas mais importantes das mulheres com SOP são a irregularidade menstrual e a infertilidade. “Além disso, várias complicações podem ocorrer com essas mulheres, quando elas conseguem engravidar, como maior índice de abortamentos, diabetes gestacional, hipertensão arterial na gestação e pré-eclâmpsia. Para todas estas complicações, o tratamento adequado reduz a incidência dessas complicações e quase as igualam às mulheres normais”, diz o ginecologista Aléssio Calil Mathias.

Possibilidades terapêuticas – O tratamento da Síndrome dos Ovários Policísticos depende essencialmente da fase de vida da mulher. O que é mais importante em determinado momento e qual o sintoma que mais  incomoda esta mulher são perguntas que os especialistas que assistem esta paciente devem se fazer. Como se trata de uma doença crônica, não há cura da síndrome, e sim, tratamento dos sintomas.  “Uma adolescente de 15/16 anos, obesa, com pelos, acne e perturbações menstruais, precisa tentar emagrecer. Às vezes, perder peso já pode ser suficiente para reverter o quadro, porque a obesidade gera resistência à insulina e essa resistência produz o aumento de andrógenos, os hormônios masculinos”, explica a endocrinologista da Clínica Genesis.

“Se ela não for obesa, torna-se necessário diminuir a produção dos hormônios masculinos e uma das maneiras mais simples de fazê-lo é por meio da pílula. O anticoncepcional atua também na unidade pilossebácea, reduzindo o crescimento dos pelos e a produção de sebo. Dessa forma, melhoram os quadros de hirsutismo, acne e as alterações menstruais, uma vez que a pílula regulariza os ciclos”, explica o ginecologista Aléssio Calil Mathias.

Infertilidade e SOP – Até os 23 anos de idade, mais ou menos, mulheres com a Síndrome podem ovular esporadicamente. Sabe-se que nem todas as menstruações que ocorrem espaçadamente são ovulatórias, mas algumas são, e a mulher consegue engravidar. “É muito comum a referência de que antes dos 23 anos, elas tiveram um ou dois filhos. Depois, não conseguiram mais engravidar. Essa é uma das patologias mais simples de serem tratadas porque as mulheres, em geral, respondem ao indutor da ovulação. Ele é administrado por via oral, cinco dias por ciclo, a partir do primeiro dia, e é capaz de corrigir as anomalias endócrinas e provocar ovulação. Grande parte das mulheres responde bem ao tratamento e engravida”, diz Mathias. Para as que não conseguem engravidar com o indutor de ovulação, resta, ainda, o estímulo dos ovários com gonadotrofinas, o que se faz normalmente na fertilização in vitro.

Obesidade x SOP – Apesar da obesidade não entrar nos critérios diagnósticos da SOP, ela é muito frequente. A grande maioria das pacientes tem sobrepeso, obesidade ou uma grande dificuldade de manter o peso ideal. “Além disso, a SOP se associa a um tipo especial de obesidade, aquela que se acumula no tronco, principalmente no abdômen. É a obesidade visceral, que traduz o excesso de insulina que acompanha essas pacientes e, muitas vezes, dificulta a perda de peso”, destaca Silvia Mizue, endocrinologista da Clínica Genesis.

O excesso de insulina no sangue é a marca de uma obesidade mais resistente à perda de peso. A insulina é um hormônio anabolizante e favorece o estoque de calorias, em detrimento da queima. “Logo, todas as formas de se reduzir o excesso de insulina são válidas, mas a mais importante é a melhora da sensibilidade à ação do hormônio. Assim que possibilitamos uma maior eficácia do hormônio, ele passa a ser produzido em menor quantidade e seus níveis sangüíneos caem. Isso pode ser conseguido com atividade física, dieta adequada, perda de peso e alguns medicamentos”, defende Silvia Mizue.

Para saber mais sobre a Síndrome:

Site: www.clinicagenesis.com.br

Rede Social: http://twitter.com/dralessio

Blog Gestação Saudável

*Material elaborado por Márcia Wirth, da MW Consultoria de Comunicação em Saúde

Um lembrete importante: O blog não prescreve tratamentos e nem faz diagnósticos. As fontes da reportagem acima, por exemplo, são dois médicos. Faço um alerta para que as leitoras que queiram mais esclarecimentos, que  busquem marcar consultas presenciais com as suas ginecologistas e endocrinologistas. As reportagens de saúde publicadas aqui no Conversa tem a função apenas de alertar, informar e disseminar uma cultura do cuidado de si. Sempre selecionamos com muito cuidado as fontes de pesquisa e também os textos prontos e os artigos enviados para nós e só publicamos material de boa procedência e elaborado por quem entende do assunto.  Batemos tanto na tecla da saúde, porque é um tema muito caro a nós mulheres, mas combatemos a auto-medicação e como não somos médicas, não fazemos diagnósticos e nem damos consultas ou indicamos remédios. Cuidem-se meninas, para si mesmas e para as pessoas que amam vocês!

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Alimentos integrais são base de reeducação alimentar

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Já perdi as contas de quantas vezes ouvi que o segredo da boa forma é a combinação da alimentação saudável com atividade física e uma certa ajudinha da genética. No meu caso, dei uma certa sorte com meus gens porque não tenho tanta tendência a ganhar mesmo, ainda que isso tenha ocorrido naturalmente com o passar dos anos. Incomodada com esse pequeno excesso, fui procurar um nutricionista que me passou o que ele chamou de reeducação alimentar, que não chega a ser uma dieta, mas é uma nova forma de encarar os alimentos.

Pão integral é segredo para segurar a fome

Na minha “dieta”, o nutri pesou a mão nos alimentos integrais, nas frutas e saladas. Deixei bem claro para ele que minha vida corrida não permitiria grandes mudanças e fui atendida, apesar de algumas pessoas considerarem que minha receita é bem radical. O reforço começa com o café da manhã que não pode mais ser ignorado como sempre fiz por quase toda minha vida. Antes, eu saía de casa com fome e comia qualquer coisa no trabalho acompanhado de um café expresso cuja força era amenizada por um pouco de água morna.

Além de todas as mudanças, foi esta que mais me causou prazer e conforto, porque hoje em dia me sinto bem em sair de casa alimentada, apesar de não comer muito, afinal são somente duas fatias de pão integral, uma castanha do pará e uma mistura de suco de couve com fruta cítrica, que achei que fosse odiar, mas que não é nada demais.

É impressionante como os alimentos integrais nos fazem sentir menos fome. Depois de tomar café, faço meu lanche geralmente com uma fruta e depois almoço um prato com metade salada, metade feijão e arroz, com uma carne que só pode ser branca, ou seja, frango ou peixe. O macarrão é permitido apenas uma vez por semana e mesmo assim integral. Nada de frutos do mar, achocolatados, chocolate, queijos e gorduras. Lanche à tarde novamente e frutas ou salada de frutas à noite.

Prato cheio de folhas verdes é fonte de ferro e saúde

O mais curioso de tudo para mim, no entanto, foi uma vitamina que ele prescreveu para ser tomada toda noite antes de dormir. Eu faço com banana, mas poderia ser mamão e maçã, com leite e quatro farinhas (gérmen de trigo, farelo de trigo, aveia e linhaça). O efeito é bom, satisfaz aquela fominha da noite e faz o intestino funcionar muito bem.

É claro que cada pessoa deve procurar ajuda especializada se sentir necessidade de mudar hábitos alimentares ou perder peso. Para mim, esta fórmula está dando certo porque já começo a ouvir das pessoas elogios sobre minha silhueta, que já começa a voltar a ser como era, com aquela forte ajuda também das sequências do Pilates. E sem grandes sacrifícios!

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Uma conversa sobre Aids, Carnaval e juventude

Durante estes dias de cobertura carnavalesca pela mídia, ouve-se muito falar em Aids e fala-se muito da importância da camisinha, principalmente porque o Carnaval é uma festa que tem fama de mais permissiva. Toda a ênfase no beijar na boca, na “ficação”, no curtir o momento, todo o mito da máscara e do não saber como e com quem, é excitante, sem dúvida. Existe um fetiche na “festa da carne”, isso é inegável e a intenção aqui não é ser moralista. Sexo é bom sim, mas quando feito com consciência, ainda fica melhor. Quando digo consciência, quero enfatizar o conhecimento do próprio corpo, das próprias necessidades e também das necessidades da pessoa com quem compartilhamos esse momento, seja parceiro (a) fixo ou não.

Embora se divulgue mais a escalada da epidemia de Aids entre os brasileiros em datas especiais, perto do Carnaval ou no Dia Mundial dedicado a conscientização sobre a doença, por exemplo, os números não são fantasia e nem estratégia de marketing para comover. Eles refletem a condição de milhares de pessoas reais. Liberar a informação perto ou durante o Carnaval, acredito, tem intenção de aproveitar sim que as pessoas estão focadas no sexo, mas ainda assim, os fatos existem, a epidemia existe, continua a crescer silenciosamente e atinge uma faixa etária cada vez menor.

Segundo o último boletim que recebemos (via email) do Ministério da Saúde, na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres.  Dos 20 aos 24 anos, a divisão por gênero é semelhante e atinge tanto eles quanto elas (independente da orientação sexual) em percentagens iguais. Já entre os homens jovens, ainda segundo o MS, há maior incidência de infecção nas relações homossexuais. Vê-se com isto que a Aids nunca foi uma doença restrita a um gênero ou opção sexual, mas é alarmante o fato de tanta gente jovem adquirir o vírus. É falta de campanha? Acredito que não é só isso. Ainda assim, este ano, o foco da campanha pró-camisinha do MS durante a folia de Momo tem como alvo os jovens.

Acredito que, além da necessidade de se divulgar com mais frequência os números e as estratégias de prevenção, existe também uma falta de consciência corporal, um excesso de fé no outro (principalmente daqueles que tem parceiro (a) fixo), uma grande subserviência das mulheres (que ainda não aprenderam a agir de igual para igual com seus parceiros na relação) e, diante de tantos jovens ainda em tenra idade contaminados, um desejo até meio mórbido de desafiar a morte e dizer: “comigo não acontece”. Só que pode acontecer. E, até o momento, ainda não inventaram método mais simples de prevenção do que a camisinha.

Outro dia, respondi um comentário de alguém que dizia não gostar de sexo com camisinha. Ela revelava que não conseguia sentir prazer com a camisinha, mas acredito que sentir ou não prazer em uma relação está além da camisinha, porque está além da penetração. Cada casal deve buscar nas suas preferências e práticas, fazer o joguinho de sedução, caprichar nas preliminares, descobrir outras zonas de excitação no corpo do parceiro (a), para não limitar o sexo só ao ato da penetração. Ser criativo na vida é fundamental e o sexo faz parte disso. Então, para mim, esse aumento do número de casos de Aids entre gente jovem demais, ou de HPV, ou de outras doenças sexualmente transmissíveis (e aqui vale lembrar que a Aids se transmite por outros meios que não apenas o sexo), tem um pouco também de relação com falta de maturidade para gerenciar uma vida sexualmente ativa.

Os jovens se iniciam no sexo mais cedo, mas não estão preparados para administrar a situação, negociar o uso do preservativo, ainda não possuem aquela consciência corporal que já falei acima, as meninas mais novas são ainda mais vulneráveis à vontade do parceiro, sobretudo nas relações heterossexuais, que é onde a carga machista da sociedade traz toda aquela ideia de que a iniciativa é deles e só deles e que elas devem se submeter, espera-se até que se submetam. Creio que tudo isto ocorre porque a adolescência (e são pessoas de 13 a 19 anos se contaminando), é uma idade de tantas incertezas em tantas áreas da vida, porque não seria neste fator, o sexo?

Os pais, a escola, a sociedade, todos precisam atentar para o fato de que existe um alerta (e não é dos números do Ministério da Saúde) quando tantos jovens se contaminam em tão grande proporção com o vírus da Aids. Existe um alerta que perpassa a educação recebida em casa, a educação recebida na escola, a falta de diálogo, a erotização precoce de crianças que sequer foram alfabetizadas ainda mas estão expostas a letras de música e programas na tv acima da sua capacidade de compreensão. É uma cruzada social impedir que tantas vidas precoces se comprometam com algo tão complexo quanto ser portador de HIV. Todos, de alguma forma, temos de contribuir!

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Confira a íntegra do Boletim do Ministério da Saúde divulgado em fevereiro:

*Epidemia de Aids atinge jovens entre 13 e 19 anos

Mariângela Simão, do Ministério da Saúde. Crédito da imagem: Agência Brasil

Os números mais recentes da Aids no Brasil mostram que a epidemia, na década de 2000, comporta-se de forma diferente entre os jovens. Na população geral, a maior parte dos casos está entre os homens e, entre eles, a principal forma de transmissão é a heterossexual.

Considerando somente a faixa etária dos 13 aos 24 anos, a realidade é outra. Na faixa etária de 13 a 19 anos, a maior parte dos registros da doença está entre as mulheres. Entre os jovens de 20 a 24 anos, os casos se dividem de forma equilibrada entre os dois gêneros. Para os homens dos 13 aos 24 anos, a principal forma de transmissão é a homossexual.

Diversos fatores explicam a maior vulnerabilidade dos jovens para a infecção pelo HIV. Entre as meninas, as relações desiguais de gênero e o não reconhecimento de seus direitos, incluindo a legitimidade do exercício da sexualidade, são algumas dessas razões.

No caso dos jovens gays, falar sobre a sexualidade é ainda mais difícil do que entre os heterossexuais. “Eles sofrem preconceito na escola e, muitas vezes, na família. Isso faz com que baixem a guarda na hora de se prevenir, o que os deixa mais vulneráveis ao HIV”, explica Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Feminização – O aumento de casos de Aids entre as mulheres se deu em todas as faixas etárias. Em 1986, a razão era de 15 casos em homens para cada um caso em mulheres. A partir de 2002, a razão de sexo estabilizou-se em 15 casos em homens para cada 10 em mulheres. Na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres jovens. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 casos em meninas.

Entre 2000 e junho de 2009, foram registrados no Brasil 3.713 casos de Aids em meninas de 13 a 19 anos (60% do total), contra 2.448 em meninos. Na faixa etária seguinte (20 a 24 anos), há 13.083 (50%) de casos entre elas e 13.252 entre eles. No grupo com 25 anos e mais, há uma clara inversão – 174.070 (60%) do total  de 280.557 de casos são entre os homens.

A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira, lançada pelo Ministério da Saúde em 2009, também ajuda a explicar a vulnerabilidade das jovens à infecção pelo HIV. De acordo com o estudo, 64,8% das entrevistadas entre 15 e 24 anos eram sexualmente ativas (haviam tido relações sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa). Dessas, apenas 33,6% usaram preservativos em todas as relações casuais, que são as que apresentam maior risco de infecção.

Nos homens, 69,7% dos entrevistados eram sexualmente ativos. Entre eles, porém, o uso da camisinha é maior: 57,4% afirmaram ter usado em todas as relações com parceiros ou parceiras casuais.

Homossexuais – Na faixa etária de 13 a 19 anos, entre os meninos, houve mais casos de Aids por transmissão homossexual (39,2%) do que heterossexual (22,2%), no ano de 2007. Essa tendência é diferente do que ocorre quando se observa todos os casos de Aids adquiridos por transmissão entre homens – 27,4% homossexual e 45,1% heterossexual.

Nas escolas – O carro-chefe das ações de prevenção à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis é o programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação. Criado em 2003, o SPE tem como objetivo central desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens. As ações se dão de forma articulada entre escolas e unidades básicas de saúde. Hoje, 50.214 escolas de todo o país participam do programa.

A iniciativa trabalha a inclusão, na educação de jovens das escolas públicas, dos temas saúde reprodutiva e sexual. O SPE reúne ações que envolvem a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais dos alunos, e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. É no âmbito deste programa que se disponibiliza preservativos nas escolas.

*Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde – Brasília

Saiba mais:

Para ver material da campanha do MS durante o Carnaval, que este ano está focada nos adolescentes, visite: www.aids.gov.br.

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Saiba o que comer para sobreviver ao Carnaval II

Recebemos mais dicas de receitas para manter uma alimentação saudável durante e após o gasto de energia do Carnaval. Desta vez, o cardápio foi preparado pelas nutricionistas de rede Mundo Verde, especializada em alimentos naturais e orgânicos. O bacana é que a equipe oferece também dicas de alimentos para crianças, além de algumas sugestões de comidinhas práticas de carregar, que podem ser levadas para reabastecer as forças em plena folia:

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>>Saiba o que comer para sobreviver ao Carnaval

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*Carnaval Saudável

Quem quer fazer bonito na avenida, nos blocos, nos clubes e na praia neste Carnaval deve começar a se preparar. Para cair na folia, sem esquecer da saúde, as nutricionistas da rede MUNDO VERDE prepararam um desfile de sugestões para animar qualquer folião, sem deixar que tudo se acabe em cinzas na quarta-feira. “Antes de sair para o carnaval, prefira alimentos  energéticos e de digestão mais fácil. Barra de cereais, frutas secas e sanduíches de pão integral com folhas e queijo branco são uma ótima opção”, explica a nutricionista Flávia Morais.

Ela também sugere alimentos energéticos que podem ser levados sem culpa para manter a alegria e a disposição durante a festa. “São alguns alimentos práticos e saudáveis, que cabem em qualquer bolsa e podem ser levados para a folia, como barras de cereais, carboidrato em gel, água de coco em caixinha, bananadas sem açúcar, frutas desidratadas, como a uva-passa ou damasco”, explica.

A nutricionista da rede adverte que é preciso ter cuidado com o abuso de bebidas energéticas e isotônicas. “Os energéticos, por terem cafeína, se usados em excesso podem causar taquicardia. Já os isotônicos podem sobrecarregar a função renal”, esclarece. Algumas sugestões de energéticos naturais são Açaí com Guaraná e Suco de Frutas com Clorofila.

“A regra é moderação, consumo razoável, sem exageros. Os principais problemas que ocorrem durante as festas de fevereiro são decorrentes do excesso de álcool e da má alimentação. Por isso, o ideal é manter-se hidratado, beber muita água, suco natural ou água de coco, antes durante e depois da folia. A água de coco, além de nutritiva, hidrata e tem baixo valor calórico”, explica Flávia.

Se optar por bebida alcoólica, é preciso procurar intercalar cada copo de bebida com um copo de água. “Assim o corpo ficará hidratado e dificilmente a pessoa irá se embriagar e ter ressaca no dia seguinte”, acrescenta a nutricionista. Ela também alerta: alimentos gordurosos devem ser evitados, já que podem causar indisposição.

>>Confira dicas de alimentos que podem ser levados sem culpa para a folia:

– Barras de cereais – possuem carboidratos, fibras, vitaminas e sais minerais e ajudarão o folião a manter a energia;

– Carboidratos em gel – uma forma prática de consumo de carboidratos, que são o combustível ideal para o corpo. “Não pesam no estômago e possuem rápida absorção, além de ser ótimos para manter o rendimento do organismo durante a folia”, afirma a nutricionista;

– Bebidas isotônicas – ricas em sais minerais e carboidratos de rápida absorção, além de hidratar a refrescar o corpo, ajudam a repor os sais minerais perdidos pelo suor e ainda fornecem energia extra para o folião; Prefira a água de coco, uma opção de isotônico natural;

– Frutas desidratadas, como a banana passa – uma forma prática e saborosa para proporcionar carboidratos, vitaminas e sais minerais ao organismo;

– Guaraná – um fitoterápico estimulante, ajudará o organismo a recuperar a energia. “Mas é preciso evitar o consumo de guaraná associado a bebidas alcoólicas e os hipertensos devem evitar o uso”, destaca a nutricionista.

– Ginseng –  uma raiz tonificante, dá mais disposição e energia. Em pó pode ser adicionado a sucos e vitaminas.

>>Veja sugestões para desintoxicar o organismo:

A principal dica é alimentar-se com sucos, frutas e sopas leves e beber bastante líquido. A alimentação deve privilegiar os alimentos integrais, para ajudar na desintoxicação, como arroz integral, feijão azuki, hambúrguer de tofu/quinua grelhado, panqueca de ricota com espinafre ou de cenoura, quibe com tofu, quiche de legumes e leguminosas (lentilhas, ervilha, grão de bico, soja).

“Incluindo no cardápio esses alimentos, os foliões poderão repor os nutrientes – minerais, vitaminas e aminoácidos – necessários para combater o desgaste físico e desintoxicar o organismo”, afirma Flávia Morais. Ela dá algumas sugestões de alimentos que não podem faltar na mesa do folião após a festa:

– Chá Verde – Com seu efeito estimulante e antioxidante, ativa o sistema imunológico e ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias. O consumo diário desse chá diminui as taxas do LDL (colesterol que faz mal à saúde) e fortalece as artérias e veias;

– Quinua Real – Originário dos Andes bolivianos, é um cereal selecionado pela Nasa para alimentar os astronautas em vôos de longa duração. Seu valor nutritivo só se compara ao leite materno, como um dos alimentos mais balanceados e completos do planeta;

– Suco de uva orgânico – A bebida 100% natural, encontrada na rede Mundo Verde, fornece energia e combate o desgaste físico.

– Suco de clorofila – Excelente fonte de antioxidantes, repõe minerais e vitaminas necessários para combater o desgaste físico. Batido com água de coco, além de saboroso, ajuda na hidratação.

CARDÁPIO PRÉ-FOLIA PARA HOMENS E MULHERES:

Café da manhã
Salada de frutas com granola e mel

Lanche da manhã
Castanha-do-pará com amêndoas

Almoço
Salada de vegetais folhosos, temperada com um fio de azeite de oliva extravirgem
Arroz integral
Feijão azuki
Filé grelhado de peixe ou frango temperado com ervas finas

Lanche da tarde
Vitamina energética
Ingredientes
1 copo duplo (250ml) de extrato de soja já pronto
1 unidade de banana prata
1 colher (sopa) de aveia em flocos finos
1 colher (chá) de guaraná em pó
Mel orgânico a gosto

Modo de Preparo
Bater todos os ingredientes no liquidificador. Servir com cubos de gelo.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 245 Kcal

Comentários nutricionais: O guaraná em pó é rico em cafeína, um potente estimulante do sistema nervoso central. É altamente energético, deixando o organismo em estado de alerta. Condição importante para aproveitar a folia e driblar o cansaço.

Jantar
Sanduíche Natural
Ingredientes:
– 2 fatias de pão de forma integral
– 50g de queijo minas
– 1 colher (sobremesa) de maionese vegetal
– 1 pepino pequeno em conserva, de preferência orgânicos
– ½ cenoura pequena, de preferência orgânica
– 1 colher (chá) de pimentão vermelho, de preferência orgânico
– 1 colher (chá) de cebola picada, de preferência orgânica
– 1 colher (sopa) de azeite de oliva extravirgem orgânico
– 1 colher (chá) de salsinha desidratada
– 1 colher (chá) de cebolinha desidratada

Modo de preparo:
Cozinhar a cenoura, o pimentão e a cebola. Escorrer os vegetais e deixar esfriar. Bater no liquidificador o azeite, a salsinha, a cebolinha e a maionese vegetal. Passar esta mistura nas fatias de pão e rechear com os vegetais, o pepino em rodela e o queijo minas.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 364 Kcal por porção

Comentários nutricionais: O pão de forma integral é fonte de carboidratos que fornecem o principal combustível para fornecimento de energia para nossas células, a glicose. O azeite de oliva extravirgem, além de fornecer calorias extras, é fonte de gorduras monoinsaturadas.

CARDÁPIO PRÉ-FOLIA PARA CRIANÇAS:

Café da manhã
Pão de forma integral
Tahine (creme de gergelim)
Suco de soja
Fruta

Lanche da manhã
Barra de cereais

Almoço
Macarrão integral ao molho de proteína texturizada de soja
Salada bicolor (cenoura e beterraba raladas)

Lanche da Tarde
Suco de frutas
Ingredientes
– 4 rodelas de abacaxi
– ½ unidade de maçã
– 1 colher (sopa) de mel orgânico

Modo de Preparo:
Bater todos os ingredientes no liquidificador. Servir com cubos de gelo.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 115 Kcal

Comentários nutricionais: O mel é um alimento altamente energético. Possui propriedades estimulantes do sistema de defesa do organismo. Fonte de vitaminas do complexo B e de sais minerais.

Jantar
Sanduíche Colorido
Ingredientes
– ½ pão sírio integral
– 2 rodelas de tomate, de preferência orgânico
– 1 folha de alface, de preferência orgânica
– 1 colher (sopa) de tofu temperado com ervas em cubos
– 1 colher (sobremesa) de pasta de soja sabor cenoura
– 1 colher (chá) de semente de gergelim branco

Modo de preparo
Abrir o pão sírio em duas partes. Em uma parte passar a pasta de soja, acrescentar a alface, o tomate, o tofu e a semente de gergelim. Enrolar o sanduíche para dar a forma de cone.

Rendimento: 1 porção
Valor Calórico por porção: 135 calorias

Comentários nutricionais: A semente de gergelim branco é uma excelente fonte de energia e cálcio, mineral importante para a contração muscular, crescimento e desenvolvimento dos ossos e dentes em crianças. O tofu é um queijo à base de soja, sendo pobre em gordura e rico em fibras, vitaminas e minerais.

*Fonte: Natalia Lautherbach – nutricionista da rede Mundo Verde

CARDÁPIO PÓS-FOLIA PARA HOMENS E MULHERES

Café da manhã
Suco Verde
Ingredientes:
– 1 copo (200ml) de água de coco
– 1 folha de couve, de preferência orgânica
– ½ pepino, de preferência orgânico
– ½ maçã, de preferência orgânica
– ½ cenoura, de preferência orgânica
– 1 colher (sobremesa) de semente de linhaça, de preferência orgânica

Modo de Preparo:
Bater no liquidificador a água de coco, o pepino, a maçã e a cenoura picados. Acrescentar a couve e a semente de linhaça. Bater novamente no liquidificador.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 60 calorias

Comentários nutricionais: O suco verde auxilia na desintoxicação do organismo. A semente de linhaça, rica em fibras e em ômegas 3 e 6, auxilia na melhora do funcionamento intestinal e promove a sensação de saciedade, reduzindo o apetite.

Lanche da manhã
Suco de uva orgânico

Comentários nutricionais: Bebida 100% natural, fornece energia e combate o desgaste físico

Almoço
Salada de alface, agrião, cenoura e beterraba raladas, pode ser temperada com azeite de oliva extra virgem
Arroz integral
Lentilha
Panqueca de soja com cenoura

Lanche da tarde
Salada de frutas com amaranto em flocos

Jantar
Salada de Quinua
Ingredientes
– 4 tomates cortados em cubos, de preferência orgânicos
– 4 xícaras (chá) de água filtrada
– 2 xícaras (chá) de quinua em grãos, de preferência orgânica
– ½ xícara (chá) de salsa picada, de preferência orgânica
– ¼ xícara (chá) de folhas de hortelã picada, de preferência orgânicas
– 4 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem orgânico
– 3 colheres (sopa) de semente de linhaça
– sal marinho a gosto

Modo de Preparo:
Colocar em uma panela os grãos de quinua e a água, acrescentar sal a gosto. Levar ao fogo por cerca de 15 a 20 minutos, até dobrar de volume. Esperar esfriar. Misturar todos os ingredientes e deixar na geladeira por 2 horas. Antes de servir temperar com azeite de oliva extravirgem e sal.

Rendimento: 8 porções
Valor calórico: 110 calorias

Comentários nutricionais: A quinua é um cereal Originário dos Andes bolivianos. Possui elevado valor nutritivo, sendo rica em vitaminas, minerais, fibras e proteínas, nutrientes que precisam ser repostos após a folia.

CARDÁPIO PÓS-FOLIA PARA CRIANÇAS:

Café da manhã
Pão sírio integral
Pasta de soja
Extrato de soja (já pronto) batido com frutas

Lanche da manhã
Frutas secas ou sementes oleaginosas

Almoço
Salada de alface, tomate e milho, pode ser temperada com azeite de oliva extravirgem
Cenoura cozida
Arroz integral
Feijão azuki

Almôndegas de soja

Lanche da tarde
Suco Energia

Ingredientes
– Suco de 1 laranja, de preferência orgânica
– 1 kiwi sem casca em cubos, de preferência orgânico
– ½ cenoura em cubos, de preferência orgânica
– 1 colher (sobremesa) de aveia em flocos
– agave a gosto

Modo de Preparo:
Bater todos os ingredientes no liquidificador e servir em seguida.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 68 calorias

Comentários nutricionais: A aveia é um cereal rico em fibras, que ajuda a repor a energia após a folia. O agave é uma opção 100% natural, orgânico, saudável, saboroso e nutritivo para adoçar os alimentos. É fonte de minerais como: cálcio, ferro, potássio e magnésio. O agave pode ser substituído por açúcar mascavo ou açúcar demerara.

Jantar
Quiche Integral de Legumes
Ingredientes da massa:
– ½ xícara de farinha de trigo
– ½ xícara de farinha de trigo integral
– 1 gema de ovo orgânico
– 3 colheres (sopa) de óleo de canola
– sal marinho a gosto

Ingredientes do recheio:
– 1 xícara (chá) de vagem, de preferência orgânica
– 1 xícara (chá) de brócolis picado, de preferência orgânico
– ½ xícara (chá) de cenoura, de preferência orgânica
– 2 claras de ovos orgânicos
– 3 colheres (sopa) de tofu em cubos
– 1 colher (sopa) de cebola picada, de preferência orgânica
– 1 colher (chá) de alho amassado, de preferência orgânico
– 1 colher (chá) de óleo de canola
– 1 colher (chá) de manjericão fresco e picado, de preferência orgânico
– sal marinho a gosto

Modo de Preparo:
Em uma tigela grande misturar delicadamente os todos os ingredientes da massa. Colocar a massa nas laterais e no fundo de uma forma untada e polvilhada. Cozinhar separadamente todos os legumes no vapor, até que fiquem al dente e reservar. Em uma panela aquecer o óleo e refogar a cebola e o alho. Acrescentar os legumes, o manjericão e o sal, refogar. Desligar o fogo, acrescentar o tofu e misturar. Colocar o recheio. Bater as claras em neve e jogar por cima da massa. Levar ao forno pré-aquecido (180º C) por cerca de 20 minutos.

Rendimento: 8 porções
Valor Calórico: 185 calorias

Comentários nutricionais: O tofu é preparado a partir do grão de soja, água e um coagulante natural. É fonte de vitaminas do complexo B, E, ferro, potássio, fósforo, proteínas e cálcio. É de fácil digestão e livre de colesterol.

*Fonte: Thais Souza – nutricionista da Rede Mundo Verde

Serviço:
Alô Nutricionista: 0800-0222528 (segunda a sexta, das 9 às 17 horas)

Site: www.mundoverde.com.br

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Alimentação saudável: monte uma horta em casa

Que tal ter sua própria horta em casa? Muito válida a ideia, principalmente nesta fase em que comer bem é uma preocupação cada vez maior. Confesso que a princípio fiquei pensando em como seria possível um horta em casa… E quem mora em apartamento? Em uma casa pequena?

Mas a ideia da Biofert, empresa especializada em nutrição de plantas, é justamente adaptar e utilizar pequenos vasos para a plantação, o que nos dá uma economia grande de espaço. Já até me animei a tentar fazer a hortinha. Assim que tiver um tempinho livre, vou testar. Logo abaixo segue o passo a passo sugerido pela Biofert, muito bacana e fácil de seguir.

E quem decidir testar a ideia, volta aqui pra deixar um recadinho.

1. PREPARANDO O VASO
Um vaso ideal deve ter em média 20cm de altura e um furo embaixo para não acumular a água!
Monte no fundo do vaso uma pequena camada de argila expandida ou brita.
Acrescente terra adubada, que pode ser facilmente encontrada em floriculturas, hortos, garden centers, home centers, supermercados, etc.
Revolva a terra com a pá ou garfo para que ela se solte um pouco e melhore a oxigenação.

2. SEMEANDO
Faça pequenos furos na terra ou uma pequena vala em linha reta com o dedo indicador, para colocar as sementes. A profundidade indicada para o furo/vala é de 5 cm.
Coloque um pouco de semente em cada furo ou na pequena vala aberta com o dedo. Cada caixinha de semente pode ser usada para dois plantios. Portanto, semeie apenas metade do pacote.
Guarde uma distância de 5 cm entre cada porção de semente para que as mudas tenham espaço suficiente entre si.
Cubra as sementes com a mesma terra que utilizou anteriormente, mas delicadamente e sem compactar demais a terra para não danificar as sementes.

3. AGUANDO E NUTRINDO
Regue o vaso logo após o plantio e depois de plantada regue uma vez por dia.
Regar com pequenos chuviscos, de preferência usando pulverizador, pois se a semente receber um impacto muito forte de água, pode descer para o fundo do vaso e não germinar.
Depois de germinada, aplicar fertilizante líquido nas folhas das ervas a cada quinze dias (sugestão: Biofert Plus Universal). Sempre aplique o fertilizante após a rega do dia.
Mantenha a rega diária de suas ervas, de preferência na parte da manhã e final da tarde, sempre que a terra estiver seca.

ATENÇÃO!
A superirrigação pode trazer doenças e até matar suas plantinhas. Faça o teste afundando o dedo indicador, mais ou menos dois centímetros, perto do centro do vaso. Se o dedo sair úmido, ainda não é necessário aguar.
Prefira manter a sua hortinha em local arejado e com sol. Na janela da cozinha ou da área, por exemplo! Ervas precisam de muita luminosidade!
Pronto! Agora é só começar a dar perfumes, sabores e cores aos seus pratos com ervas frescas colhidas na hora em sua própria casa!

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Saiba o que comer para sobreviver ao Carnaval

O Carnaval começa nesta quinta-feira, pelo menos aqui pelos lados da Soterópolis. Lembro que na infância, ouvia minha avó e minha mãe conversarem sobre os antigos carnavais, que só começavam no sábado e duravam até a meia noite da terça-feira. Quarta de Cinzas de manhã era para ir à missa, carinha compungida, arrependido dos excessos cometidos. Hoje em dia, o Carnaval dura exatos sete dias na capital baiana. Começa na quinta-feira e bomba até o fim da tarde de quarta, com o arrastão de Carlinhos Brown. Haja fôlego para aguentar 168 horas de farra. Bom, tudo bem, descontando as horinhas de descanso, digamos que sejam umas 110 horas de farra. Não sou assim nenhuma grande baladeira, muito menos foliã inveterada (depois dos 30 nem dá mais para fazer tanta festa assim, sabe como é, o corpo já não responde com a mesma prontidão de dez anos atrás), mas, por força da profissão, acabo tendo uma maratona tão desgastante quanto a de qualquer carnavalesco. São sete dias de plantões que duram dez, 12 horas seguidas, na cobertura jornalística do evento. Natural que me interesse por técnicas que ajudem a sobreviver ao estresse dos dias por vir. Da ioga a dietoterapia, já falei para vocês em outras ocasiões do meu gosto por terapias alternativas, qualidade de vida, estilo natureba urbano. Pois bem, o email, essa invenção muito útil da vida moderna, sempre acaba revelando alguma coisa boa e em momentos providenciais. O time das assessorias de imprensa é perfeito, graças a Deus, porque recebi um manual SOS Carnaval dos bons, dia desses. Tratam-se de dicas sobre como se alimentar adequadamente para chegar ao final da folia com a saúde em ordem e o que é mais interessante, a pele radiante e não toda acabada após dias mal-dormidos:

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*Carnaval anti-aging

Alimentação para a pele sobreviver ao Carnaval / Crédito: senado.gov.br

É possível prevenir e reverter alguns dos processos de envelhecimento, até mesmo no Carnaval. Segundo a Dra. Edith Horibe, cirurgiã plástica e pesquisadora da Gestão Antievelhecimento, é possível prevenir e reverter alguns dos processos de envelhecimento, até mesmo no Carnaval. “Uma vez que desenvolvemos o Programa Gestão da Idade, que propõe uma mudança de estilo de vida  supervisionado por médicos que querem preservar a saúde de seus pacientes por uma vida inteira, porque não começar no Carnaval?”

Algumas medidas são essenciais, por exemplo: comer adequadamente, cuidar da hidratação e da ansiedade para não cometer todos os excessos concomitantemente,  aumentando os radiciais livres e acelerando o processo de envelhecimento. Assim, é importante evitar dormir pouco, fumar, ingerir grande quantidade de bebida alcoólica, exagerar na exposição solar e na atividade física, principalmente para quem está fora de forma e só fazer sexo de maneira consciente e segura, com o uso da camisinha.

Para Dra Edith Horibe as bases para uma alimentação adequada incluem proporções equilibradas de proteínas, carboidratos e fibras, lipídeos (gorduras), vitaminas, minerais, e água. “É importante lembrar que as diversas fases da vida merecem cuidados especiais, só assim pode-se obter saúde, beleza, prazer e longevidade”.

Uma orientação preciosa está em evitar os fast foods, que geralmente são mais gordurosos e calóricos. Para tanto, a equipe multidisciplinar da Clínica Horibe recomenda uma dieta balanceada para garantir a energia dos foliões.

Cardápio para Carnaval

1. Peixe e frango (proteína magra)

Salmão / Crédito: cozinhajaponesa.com.br

Possuem baixas calorias, mantenedores da massa magra e de um sistema  imunológico saudável. As proteínas são fundamentais em ocasiões agitadas como o Carnaval que exige muito samba no pé. Assados, cozidos ou grelhados são indicados. Outras opções são: peito de frango ou de peru, salmão, atum, sardinha, truta, cação, linguado, pescada branca e omelete que deve ser feito com 1 gema e 2 claras.

2. Vegetais crus ou cozidos no vapor

Brócolis

Eles são ricos em fibras, importantes para a reposição de minerais, que são eliminados pelo suor e pelo consumo de bebida alcoólica. A reposição de minerais é importante, pois hidrata e mantém o pique na hora da folia. Algumas indicações: abobrinha, aipo, alface romana, rúcula, agrião, alho, pimentão, broto de feijão, aspargos, brócolis, cebola, cogumelos, tomate, couve de bruxelas, abóbora, couve-flor, berinjela, escarola, couve, gengibre (raiz) e pepino.

3. Frutas pouco calóricas

Prefira as de baixo índice glicêmico, ou seja, as que alcançam a corrente sanguínea de forma lenta e contínua. Desta forma, fica mais fácil gerar energia durante um prolongado período de tempo. As frutas devem ser ingeridas cruas. Além de hidratar são excelentes fontes de carboidrato. Algumas opções: ameixa, frutas cítricas, maçã com casca, melão amarelo e melão cantalupo, pêra com casca, pêssego.

Lentilhas

4. Grãos sempre integrais

Eles são fontes de fibra, garantem uma sensação de saciedade e auxiliam o funcionamento intestinal. Alguns exemplos: aveia, feijões, incluindo lentilha, soja.

5. Bebidas permitidas

Água, água de coco, sucos de frutas naturais, chá verde gelado e chá de erva cidreira devem ser consumidos sem adoçante e sem açúcar. O açúcar é considerado alimento pró-inflamatório, rouba energia e vai deixar o folião cansado no meio da folia.

Azeite de oliva/ Crédito: belezaesaude.org

6. Gorduras do Bem – Use com moderação.

Azeite de oliva extra-virgem, castanha do Pará, nozes e amêndoas (sem sal) são alimentos com atividades antioxidante e anti-inflamatória, ajudam o organismo a ter resistência nos dias de muito gasto calórico prevenindo infecções.

Manjericão

7. Ervas e temperos antioxidantes

Eles devem ser usados preferencialmente frescos, mas pode-se optar pela versão desidratada. Tipos de temperos: açafrão, manjericão, canela, cominho, erva-doce, pimenta vermelha, gengibre (fresco), hortelã, louro, orégano, páprica, tomilho, mostarda (dê preferência à versão sem açúcar). Alimentos antioxidantes equilibram o organismo de maneira geral.

Cuidado com bebidas alcoólicas e refrigerantes, eles desidratam. É importante sempre estar acompanhado por uma garrafinha de água.

Cuidados à serem observados:

-Evitar beber diariamente a medida de 1 lata de refrigerante. Além de não possuir valor nutricional, interfere na ingestão de outros líquidos mais saudáveis;

-Dar preferência aos sucos vendidos quando registram “100% suco”. Os vendidos em supermercados que escrevem “fabricados com verdadeiro suco de frutas” podem conter menos de 10% do verdadeiro suco de fruta;

-Ingerir iogurtes magros e leite;

-Bebidas energizantes são calóricas e não devem estar acompanhadas de bebidas alcoólicas; uma vez que um copo de vinho tem cerca de 100 calorias, uma lata de cerveja tem 150 calorias e drinks tipo daiquiris tem 500 ou mais;

Sucos Diferenciados

Revigorante muscular:

Laranja com morango:

Suco de 2 laranjas

5 morangos pequenos

1 copo de água

Bata no liquidificador o suco das 2 laranjas e coloque os morangos e a água. Adoce com mel se necessário.

Abacaxi, laranja e limão:

1 rodela de abacaxi preservando o miolo

1 laranja (descascada preservando a parte branca) picada

1 copo e ½ de água

suco de 1 limão

Bata no liquidificador e adoce com 1 colher  (chá) de mel.

Sucos para serem tomados pela manhã ou antes da atividade física

Para hidratar a pele e manter o bronzeado:

Frutas vermelhas:

3 framboesas

3 morangos

1 copo de água de côco

Bata no liquidificador e adoce com 1 colher (chá) de mel.

Alaranjados:

1 pedaço pequeno de abóbora

½ cenoura

½ mamão papaia ou 1 fatia pequena de mamão formosa

1 copo e ½ de água

Bata no liquidificador e adoce com 1 colher (chá) de mel.

“O ideal é não deixar de comer nenhum tipo de alimento, beber bastante líquido e cuidar da pele, com protetor solar e hidratante. Para não prejudicar seu corpo, descanse bastante após os dias de folia, relaxe e tome um longo banho (de preferência morno para não prejudicar a elasticidade da pele) e dê uma folga para seus pés, pois eles merecem”, aconselha Edith Horibe.

Serviço:

Para saber mais, visite o site: www.clinicahoribe.com.br

*Material preparado e encaminhado ao blog através da assessoria de comunicação da Clínica Horibe, em São Paulo.

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