Rede Pague Menos amplia linha própria de produtos

A rede de Farmácias Pague Menos ampliou a linha própria de produtos. Agora, são mais de 160 itens. Dentre eles, cosméticos e produtos de higiene pessoal. A marca está trabalhando com três linhas: a Amorável tem cremes hidratantes, sabonetes líquidos, sabonete em barra, solução para limpeza de lentes de contato,gel para massagem, dentre outros; A Dauf apresenta produtos de higiene oral, como escovas de dentes, enxaguantes bucais e fio dentais; já a linha Pague Menos conta com produtos de primeiros  socorros, como algodão, compressa, ataduras de gaze, esparadrapo, monitores de pressão, dentre outros.

A propósito, a rede enviou um kit bem bacana, contendo uma série de produtos que estão sendo lançados. Então, vou experimentar os produtos e comentá-los aqui com vocês. Se alguém já conhece os produtos, o espaço está aberto aos comentários e sugestões.

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Curiosidades: Nossa personalidade marcada no batom?

image026“O batom na mão de uma mulher é uma arma de sedução tão potente quanto uma bomba atômica”. Quem nunca ouviu frases desse tipo? E quem também nunca leu a respeito do quanto para alguns homens, batom é um fetiche? Já li numa revista certa vez, que as mulheres se sentem mais poderosas com o batom certo (será?). Não costumo usar muito batom, faço a linha cara lavada, mas de vez em quando invisto em uma corzinha, principalmente quando acordo me sentindo a Morticia Adams de tão pálida. E o segredo é autoestima. Sempre, tudo que mexe com beleza vai muito além da vaidade e tem suas causas lá na autoestima, no ego, que precisa ser massageado de vez em quando, na necessidade de sermos notados, de sermos importantes. Isso é intrínseco do ser humano. Mas, a ideia desse post não é filosofar sobre os mitos, se falsos ou verdadeiros,  da relação das mulheres com seus cosméticos. Exageros de qualquer natureza não devem ser incentivados e, embora ficar bonita seja importante para a alma, não é só da estética que vivemos. Comecei a falar sobre batons porque recebi por email uma pesquisa dessas que, se não servem para provar nada, divertem muito e contribuem para aquele olhar lúdico sobre a vida. Pois é, tem olhar lúdico também sobre a vaidade feminina. A assessoria de comunicação de uma empresa de cosméticos nos enviou o material abaixo via email, trago aqui para o blog pelo inusitado da coisa. Gente, psicólogo estuda cada coisa! Mas, antes de sair por aí dizendo que é bobagem tentar perceber a personalidade de uma mulher através do formato do seu batom, vamos fazer o seguinte exercício: o batom é um símbolo e como todo símbolo, tem seus significados.

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*Nossa Personalidade Expressada no Batom?

A maneira como aplicamos o batom é determinante para a forma que ele tomará. Umas mulheres deixam a ponta mais arredondada outras mais quadradinhas… E a forma que o batom fica diz sobre a nossa personalidade.

O batom e o nosso estilo…confira:

image030Desconfiada – Ponta em forma de gota. É o tipo durona. Não chora na frente dos outros e nunca revela seus segredos a ninguém. Por isso, precisa estar sempre atenta as formas de exteriorizar seus sentimentos para não pifar.

image027Organizada – Ponta afiada. Honesta e boa amante, é daquelas que gostam das coisas planejadas e relacionamentos transparentes. A organização é seu ponto forte: adora deixar as coisas em ordem e, algumas vezes, não se dá conta de que exagera.

image029Sincera – Ponta plana. Romântica, sincera e leal com os amigos, é capaz de guardar um segredo como poucos. Tímida, muitas vezes nem mesmo tem noção do potencial e, por isso, esconde alguns talentos do resto do mundo.

image037Amorosa – Ponta em forma de bala. Quieta, delicada, esperta e surpreendente. As vezes, essas qualidades podem ser confundidas, dando a impressão de que é pegajosa. Sabendo disso, costuma enclausurar seus sentimentos e esconder suas qualidades dos outros. Tem um ar meio misterioso, capaz de deixar as pessoas curiosas a seu respeito.

image031Habilidosa – Duas pontas laterais. Habilidosa e talentosa, é uma dessas pessoas que não consegue ficar parada. Ama a vida e está sempre rodeada de amigos. O que não é problema, pois, em geral, tem o dom de deixar as pessoas a vontade e acaba sendo a anfitriã perfeita. Ainda assim, tem seus momentos de carência e precisa muito do carinho das pessoas que a cercam.

image032Informada – Torre torta. Uma grande amiga, adora badalações e não perde uma festa. É sempre uma das primeiras pessoas a ficar sabendo de tudo o que acontece com as pessoas que a rodeiam. Mas nem sempre consegue guardar segredos. Atenção para a torre do batom, pois se ela cair, indica crise interior.

image028Decidida – Ponta de um só lado. Quanto mais fina a ponta, maior a determinação de quem usa o batom. É uma guerreira. Na verdade, é segura, ambiciosa e, talvez por isso, não meça esforços para alcançar o que quer.

image038Corajosa – Ponta arredondada. Inteligente e glamurosa, é uma pessoa que adora surpresas e todo tipo de mudanças. O que mais a incomoda é a monotonia. Talvez esse seja o principal motivo para que esteja sempre mudando o guarda-roupas, a casa, o namorado…

image035Leal – Ponta em forma de cadeira. Pessoa brincalhona que vive em busca de aventuras. Faz amizade com facilidade e é uma ótima ouvinte, uma amiga para todas as horas. Entretanto, caso o “encosto” da cadeira fique muito alto, é preciso prestar mais atenção aos sintomas de estresse.

image033Boazinha – Ponta em diagonal. É uma pessoa do bem e, aos poucos, as pessoas que a rodeiam se dão conta disso. Algumas vezes dá a impressão de ingenuidade. Caso o batom fique assim até o final, significa que nunca será má. Lembre-se: a bondade é uma qualidade de poucos.

image038Equilibrada -Ponta em forma de casinha. Muitas pessoas a definem como zen, pois está sempre disposta a experimentar uma nova forma de terapia alternativa. Na verdade, tudo o que procura é o equilíbrio entre mente e corpo. E, no fundo, isso nada mais é que uma maneira de se conhecer melhor.

image037Misteriosa – Ponta em formato de chapéu. É uma estrategista. Gosta de fazer planos e guardá-los até o último minuto. Entretanto, isso não significa que os insights ficarão apenas no campo das ideias. Pelo contrário, na hora certa, sabe como colocá-los em prática.

*Fonte: Lume Cosméticos

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No outro blog:

No Moda de Menina, leiam algumas dicas para uma boa maquiagem:

>>Maquiagem para principiantes 

>>Passo a passo de maquiagem

>>Maquiagem Primavera-Verão 2010

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Faça sua própria drenagem linfática

Drenagem linfática está na moda. E não é por acaso. Essa massagem corporal, que até ajuda no relaxamento, foi desenvolvida para auxiliar o funcionamento do nosso sistema linfático. Trocando em miúdos,  a massagem proporciona a remoção dos líquidos retidos e favorece a circulação sanguínea. Isso porque o sistema linfático, parte do sistema circulatório, atua recolhendo resíduos de nossos tecidos e células, como bactérias, excesso de líquido e células mortas. drenagem linfáticaEstes resíduos são recolhidos pela linfa (líquido que circula pelos vasos do sistema). Daí que se alguma coisa não estiver funcionando direito, a linfa deixa de recolher os resíduos, que se acumulam, causando inchaço, dor, inflamação… A massagem faz com que o sistema retome seu curso normal, melhorando a condição do organismo.

A drenagem consiste em movimentos circulares e espiralados. A massagem ajuda, inclusive, no fortalecimento da musculatura e hidratação da pele, deixando-a macia e brilhante.  Ela faz o sistema linfático trabalhar mais rápido. A massagem precisa ter um ritmo contínuo e sem exageros, já que a linfa corre na superfície da pele de forma regular e lentamente. As massagens fazem a coleta do líquido preso entre as células, colocando-os na rota certa para que sejam eliminados. Portanto, meninas, é mito essa história de que a drenagem precisa provocar dor. Só haverá dor nos locais mais sensíveis, devido a algum tipo de inflamação ou cicatriz, por exemplo.

Após as breves explicações, vamos ao mais importante. Por e-mail, recebi a divulgação do trabalho da massoterapeuta e esteticista  Adriana Tavares, da clínica Yes, que fica em São Paulo, que criou um método de autodrenagem, pensando na mulherada que não tem tempo de ir a um centro de estética, ou que está sem grana para investir num tratamento como esse. Segundo ela, o importante é “fazer os movimentos certos com intensidade e repetição”. A técnica pode ser feita em casa, usando as próprias mãos. Ela explica que é uma extensão do trabalho desenvolvido pelos especialistas, mas se você não tem como ir ao especialista não tem problema algum. É só manter a rotina de fazer as massagens. Ela recomenda duas sessões por semana, com duração  de 40 minutos. Os movimentos devem ser repetidos por, pelo menos, 20 vezes em cada região.

Acompanhe o passo a passo (e logo abaixo, no final do post, veja as imagens de como fazer a massagem)

Antes de começar a autodrenagem, faça o uso de cremes faciais e corporais. Eles auxiliaram na massagem.

1.      Com as duas mãos, faça movimentos circulares na direção para cima, deslize sobre a pele com pressão, começando pela região do rosto;

2.      Na região dos olhos, mantenha os movimentos circulares levando as mãos às extremidades. Quanto mais movimentos forem feitos em uma mesma região, melhores serão os resultados;

3.      Incline a cabeça para trás e massageie o pescoço. Aconselhável cerrar os dentes para exercitar toda a musculatura da região do pescoço;

4.      Ative os gânglios linfáticos para ajudar na remoção do líquido com os braços para cima. Faça movimentos com pressão do cotovelo para os gânglios (nos dois braços);

5.      Levante o braço e faça o movimento em todo ele. Nas mãos, alongue os dedos e massageie com pressão;

6.      Massageie os ombros (do peito até o ombro);

7.      Massageie os seios com movimentos circulatórios;

8.      No abdômen, massageie com pressão de um lado para outro. Depois do peito até a virilha;

9.      E por fim, pernas e coxas. Faça movimentos trazendo para virilha. Nos pés massagear com muita pressão. Leve toda circulação dos pés até a virilha.

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O Boticário amplia linha Nativa SPA

A marca de cosméticos O Boticário lançou mais quatro produtos da linha Nativa SPA, com inspiração no poder energizante do guaraná.  O óleo bifásico é  um dos destaques da linha, representada pela cor laranja, e possui formulação que deixa a pele macia e hidratada por até seis horas. O produto pode ser usado durante o banho ou após, com a pele ainda úmida.

Para as que preferem os cremes aos óleos, a opção é o creme hidratante, rico em manteigas e óleos vegetais, fácil de espalhar e de rápida absorção. O creme forma um filme protetor sobre a pele, promovendo hidratação intensa com duração de até 24 horas. E para garantir que as mãos fiquem macias e hidratadas, entre os novos produtos está o creme de mãos hidratante revitalizante. Com rápida absorção e hidratação prolongada, protege as mãos dos danos causados pelas agressões externas, sem danificar o esmalte das unhas. Para completar, o último item é o sabonete revitalizante, desenvolvido com extrato de guaraná e com base 100% vegetal de óleo de palma, características que proporcionam um banho envolvente e perfumado.

Serviço:

Linha Nativa SPA Ativar

>>Óleo Bifásico Revitalizante Hidratante Guaraná (240 ml)
Possui formulação bifásica e hidratante que deixa a pele muito mais bonita, macia e perfumada. Sua fragrância de guaraná é revitalizante. Para uso durante ou após o banho, sobre a pele ainda úmida. São 6 horas de hidratação.
Preço sugerido: R$ 41,90

>>Creme Hidratante Revitalizante Guaraná (250 g)
Creme hidratante de textura inovadora, rico em manteigas e óleos vegetais que formam um filme protetor sobre a pele, promovendo hidratação intensiva e deixando-a macia e perfumada com a fragrância revitalizante de guaraná. Fácil de espalhar e de rápida absorção. São 24 horas de hidratação.
Preço sugerido: R$ 35,90

>>Creme de Mãos Hidratante Revitalizante (75 g)
Creme para mãos de rápida absorção, que hidrata e protege a pele dos danos causados pelas agressões externas, deixando-a suave, macia e delicadamente perfumada com a fragrância revitalizante de guaraná. Não danifica o esmalte das unhas. Tem hidratação prolongada.
Preço sugerido: R$ 17,90

>>Sabonete Revitalizante Guaraná (120 g)
Com extrato e fragrância revitalizante de guaraná e base 100% vegetal de óleo de palma, proporciona um banho envolvente e perfumado.
Preço sugerido: R$ 9,90

Mais informações podem ser obtidas no site da marca site www.boticario.com.br

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O fenômeno BBB, a vidraça e o espelho

O Big Brother Brasil vai além de um programa de monitoramento contínuo do comportamento humano. A casa mais vigiada do Brasil é, na verdade, um fenômeno comercial. Só para se ter uma ideia da grana que está por trás da produção, as estimativas de lucro desta nona edição estão na casa dos R$ 280 milhões, o que significa R$ 100 milhões a mais do valor arrecadado em 2008. EBBB isso, mesmo com os menores índices de audiência já registrados desde a criação do reality show, em 2002. Aliás, desde 2004, a audiência do programa vem caindo. De lá para cá, já houve redução de 33% no número de telespectadores. Mas o faturamento, ao contrário, tem crescido aos montes.

Sem dúvida alguma o BBB é um dos produtos mais rentáveis da rede Globo hoje. A expectativa comercial em torno do programa é tanta que, logo depois do episódio de estreia, todos os intervalos já haviam sido comercializados. E por que você acha que a edição foi esticada em mais uma semana? Para agradar o grande público? Claro que não. Tudo uma questão de exigência comercial. Surgiu a demanda, a empresa quer embolsar o dinheiro, então vamos alargar a edição. E os números não param por aí. O BBB9 bateu recorde de vendas de pacotes pay-per-view, para aqueles que querem ter o “privilégio” de acompanhar tudo o que acontece na casa 24 horas por dia. Em 2009 foram vendidos cerca de 200 mil pacotes, contra os 163 mil do ano passado.

O que leva milhares de pessoas a dedicarem algumas – ou várias – horas do seu dia acompanhando o que acontece na vida de um grupo de pessoas que nem mesmo conhecem? Por que o BBB é esse sucesso? O Big Brother Brasil, a meu ver, é uma vitrine da sociedade de consumo moderna. Lembro bem em uma entrevista BBBda ex-sister Iris, em que ela dizia que perdeu peso, fez plástica e o escambau a quatro para poder concorrer a uma vaga na oitava edição. Funcionou. No ano de 2000, Afonso Romano de Sant´Anna publicou um artigo em O Globo, no qual concluía que os reallity shows demonstravam que na sociedade moderna “o indívíduo prefere a vidraça ao espelho”. Ou seja, em nome de qualquer coisa (fama, dinheiro, reconhecimento, vaidade…) a pessoa se mostra cada vez mais e cada vez com menos roupa. Dizia ele, é mais fácil do que olhar para si.

São dois lados da moeda. Em um deles, você simplesmente abre mão de sua intimidade, da privacidade, e permite que sua vida seja despejada na casa de milhares de pessoas. Do outro lado, essas milhares de pessoas, ansiosas por assistir cada movimento dos que se sujeitaram à invasão de suas vidas. O pouco que já li sobre comportamento humano me aponta uma possível vertente, pela qual imagino que, como acontece com as próprias novelas, as pessoas tentam se enxergar naquelas outras em exibição. É a vida que muitas queriam ter, a casa em que muitos queriam viver, o milhão que tantos gostariam de conquistar. Fora a própria curiosidade de saber o que está acontecendo com a vida do outro, o exercício de poder julgar o comportamento alheio sem qualquer piedade ou constrangimento, afinal, eles estão ali pra isso. Para serem julgados e expulsos do jogo quando não corresponderem à expectativa (indecifrável) do público.

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Leia também:
>> Escravos da beleza: quando você vai se libertar?
>> Mulher fruta: É para chupar e cuspir o bagaço?
>> Mulheres possíveis (e sem culpa)
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A submissão à exposição desenfreada é reflexo de uma sociedade que anda “perdida”, com valores pouco contornados, diria ainda, controversos. Se me preocupo mais em me mostrar fisicamente do que compreender quem sou e tentar me transformar em um ser humano coletivamente melhor e mais atuante, significa que mais vale o que o alheio vê externamente em mim do que aquilo que contribuo para a coletividade. Para isso, imagino que a visão do outro sobre mim será tanto melhor Olhando no espelhoquanto mais arrendondados e duros forem meus seios, ou mais musculoso e definido for o meu corpo e maior for a minha bunda. Me pergunto: que sociedade é essa que estamos construindo para as futuras gerações? Querer se mostrar, tudo bem. O que me impressiona é o querer se mostrar pelo que há por fora, como se embalagem determinasse a qualidade do conteúdo. Como ouvi um dia desses: “se  ela for gostosa e trepar bem, também é sinal de bom conteúdo em boa embalagem”. É isso, meninas, o que vocês querem que pensem de vocês? Que ter conteúdo é fazer sexo bem feito depois de lutar pelo corpo perfeito?

A vaidade é positiva, desde que não te torne escravo da beleza, e com o propósito de se sentir bem para você. Você pode até querer fica bela aos olhos do outro, não há nada de mal nisso. O mal é fazer disso um objetivo desmedido, é acreditar que este deve ser o propósito de toda uma vida.

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Para refletir:
>> Artigo: A televisão como objeto de reflexão: o Big Brother Brasil
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Mulher fruta: É para chupar e cuspir o bagaço?

*Texto e reflexões de Andreia Santana

Segunda-feira de Carnaval. Um espetáculo me impressiona profundamente. Sobre um trio elétrico, uma moça, necessário dizer que é afrodescendente, completamente nua, sem tapa sexo ou aquelas lantejoulas sobre o bico dos seios, requebra ao som de um pagode cuja letra diz nada menos que “rala a xana no alfalto”. Ela desce até o chão, como pede o pagode, para a lascívia dos cantores da banda e dos foliões.

deusa-do-ebano_blogMesma noite de segunda-feira de Carnaval. Documentário na TVE-BA mostra o processo de eleição da rainha do bloco afro Ilê Aiyê, entremeando com cenas da rainha eleita desfilando sobre o trio do Ilê, naquele momento, no Campo Grande, um dos circuitos mais antigos do carnaval baiano. Bela, vestida em tecidos coloridos, as amarrações do torço sobre o cabelo, a beleza de um decote apenas insinuado mostra um colo de ébano ornado de colares. É uma entidade, a deusa da beleza negra dança e também prende a atenção dos foliões, com sua sensualidade inerente à mulher, com sua delicadeza de soberana.

Com as duas cenas na cabeça, uma de desvalorização e violência contra a mulher e outra de homenagem e respeito, recorro a bell hooks, a intelectual negra norte-americana, cujos estudos sobre gênero, etnia e sexualidade tanto me esclarecem (prometo falar sobre bell hooks em outro post), tanto me ajudam a entender o contexto da sociedade onde vivo. O Brasil e a Bahia, miscigenados ambos, com status de grande democracia racial, precisam aprender a ler bell hooks e rever seus conceitos e principalmente, seus preconceitos velados e disfarçados em discursos como o mito da baianidade e da sensualidade da mulher tropical.

Enquanto assisto a moça nua requebrando ao som do pagode, um amigo, que não concorda com meu comentário sobre o fato daquela moça estar sofrendo uma violência na sua feminilidade, me questionou se é meu desejo que o Carnaval acabe. A resposta, dada com um certo atraso, é simples: para quem gosta, o carnaval deve continuar existindo, principalmente se a festa é também o palco onde desfila a majestosa rainha do Ilê, em toda a sua graça e consciência. Mas, para o Carnaval existir, não é necessário que uma mulher se submeta, seduzida com a promessa de fama, “a ralar a xana no asfalto”.

alek-wek-2_blogPois é justamente aí que repousa a minha tese de que a dançarina de pagode foi violentada nesse Carnaval, na consciência, na auto-estima, no seu encanto de mulher, tornado tão banal, descartável, para consumo rápido como um fast food. E me questiono, para que servem as mulheres fruta? Para chupar e cuspir o bagaço? Não acredito que a dançarina seja uma inocente coitada, forçada na base do chicote a subir no trio, tirar a roupa e simular o ato sexual em público. Mas creio que o senso crítico foi negado a essa moça, provavelmente pobre, visivelmente negra, quase com 100% de certeza, ansiosa em tornar-se uma celebridade e fugir da miséria, revivendo o conto da cinderela.

“A cultura de massas é a que declara publicamente e perpetua a ideia de que pode ser prazeroso reconhecer e desfrutar as diferenças raciais. Converter o outro em mercadoria tem tido muito êxito porque se oferece como um novo deleite, mais intenso e mais satisfatório que os modos comuns de fazer e sentir…A etnicidade se converte em especiaria, condimento que pode animar o prato insosso que é a cultura branca dominante”.

O trecho acima, do texto Devorar ao outro: desejo e resistência, de bell hooks, me dá no que pensar e é a base que eu buscava para continuar analisando a questão das mulheres fruta e das dançarinas de pagode, que antigamente requebravam em mini-shorts; mas, como o freak e o grotesco garantem mais audiência, agora abrem mão da pouca roupa que usavam e de restos de dignidade. E passo a comparar com a realidade local. No tédio do axé, em que músicas e cantoras se parecem -, principalmente porque para a massa, as cantoras são inacessíveis enquanto objeto de desejo -, as dançarinas de bunda grande, seios fartos e pubis à mostra suprem a lacuna, pois são objetos mais à mão.

alek-wek-_-blog1A celebridade gostosa do camarote é manjá fino, se expõe apenas naquela revista cara. A dançarina da periferia, em busca de um lugar sob os holofotes, sem perspectiva real de vencer na vida porque lhe foi negada educação de qualidade, é mais acessível. Ela pode ser a descarada, a cachorra da letra da música, pode ralar no asfalto. Dessa forma, mantém-se a ordem social das coisas. O folião dá vazão ao seu desejo, demonizando a dançarina negra, colocando-a no lugar em que seu pensamento machista acredita que ela deva estar. Fruta barata na feira, come-se a polpa, cospe-se os caroços. O ideal de beleza feminina, de sensualidade sem permissividade, o ideal asséptico, o sexo limpo, ele guarda para a namorada. O olhar de desejo, mas sem invadir o espaço individual, fica para a cantora loira do trio.

O cruel de tudo isso é ouvir de um dos homens que assistiam a performance da moça sem roupa, que a dançarina está no trio, expondo-se, porque ela quer. Ele refuta minha tese de que trata-se de uma violência, porque acredita que ato violento é só aquele praticado sem o consentimento da vítima. Pois existem formas de violência tão veladas e cruéis quanto um tapa na cara. É a violência da exclusão social, da falta de um lugar na sociedade estratificada e com papéis definidos. Essa violência, a cultura da super valorização do corpo, a cultura do descartável estão por trás do desejo desmedido de enriquecer para fugir da pobreza; de ser adorada, de conquistar, nem que seja com a bunda, um lugar de destaque, um lugar de pertencimento.

deusa-do-ebano-2_blog1Costurando essa forma de exploração sexual travestida de “arte”, afinal, a dançarina se define como artista, está o medo atávico que os homens sentem da sexualidade feminina desde o tempo das cavernas. Somos multiorgasmicas, temos um gozo interno, somos mistério e isso assusta tanto que a melhor forma de lidar com a mulher, na nossa sociedade de herança cristã, é demonizá-la, definir a sexualidade feminina como baixo instinto, animalesco e grotesco. Infelizmente, ainda somos divididas entre safadas e não-safadas, cachorras e meninas de familia, pela maioria dos homens e das próprias mulheres também.

Ao começar este post comparei as duas cenas que me surpreenderam ontem, da dançarina nua e da rainha do Ilê Aiyê, justamente para mostrar que é possível honrar a beleza, a sensualidade, o carisma e a graça de uma mulher, sem expô-la na banca da feira. O que falta na jovem nua sobre o trio, submetida ao seu desejo cego de ser respeitada e querida como a modelo famosa, mas subjugada ao papel cruel de mercadoria que a sociedade estabeleceu para ela, sobra em consciência, em auto-estima, em feminilidade, em domínio da própria sexualidade na deusa no ébano.

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As meninas do Curuzu rejeitam o papel inferior em que lhes tentam enquadrar. Rejeitam serem vistas e consumidas como uma melancia. Elas são mulheres de verdade, donas de si, donas do próprio corpo. A sedução delas, dos seus movimentos ritmados, dos braços, das pernas e do requebro, não se presta ao espetáculo de pão, circo e carne. Antes, seus movimentos são de afirmação da beleza negra, da beleza feminina, do sagrado que faz de todas as mulheres, deusas da criação.

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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Escravos da beleza: quando você vai se libertar?

Uma breve observação e você vai perceber que todos estão parecendo cada dia mais iguais. A moda dita, a televisão vende e a gente compra. O culto à beleza ganhou tamanha proporção, que hoje a sensação é que todos são iguais. A começar pelo corpo, todo mundo é saradinho, graças às horas dedicadas à malhação intensa. Isso virou obrigação. Malhar agora é item indispensável aos afazeres diários. Não, você não pode mais não gostar de malhar. EstilosAté porque quando não há mais desculpas para justificar tanta dedicação aos pesos, vai ser pela saúde.

Os meninos então, nossa! Todos com ombros imensos, pernas nem tanto, e músculos estourando de toda parte do corpo. Elas de cabelos alisados à base da chapinha, de shorts, vestidos ou saias bem curtas, blusas abertas nas costas e sandálias baixas. Ah, agora sair de havaianas está na moda. E andar de saltão também. Se alguém me perguntar como ir a uma festa sem fazer feio, eu respondo sem ter receio de errar: põe um short, uma blusa com qualquer decote que valorize os seios, e uma sandália baixa. Pronto! Você vai estar igual a um monte de gente.

A maquiagem também é igual. Que coisa, né? Hoje todo mundo decidiu valorizar os olhos, com lápis forte, sombra colorida e um batom mais discreto. Ah, todas também usam base e pó compacto (é, gente, ninguém mais tem espinhas ou marcas no rosto… agora é tudo uniforme com pó compacto). E os homens também não ficam atrás. Com tanto braço, e gominhos na barriga, é só colocar qualquer bermuda e arrancar a camisa na festa, ou colocar uma camiseta que deixe os braços à mostra. Também acertarão em cheio.

Não, eu não sou contra a malhação, a geração academia, tampouco os corpos esculturais e a moda. Eu até gosto de malhar, inclusive. O que me incomoda é o fato de as pessoas aceitarem o que é vendido pela indústria do consumismo e abrir mão de seu próprio estilo para entrar no rol, ou para se sentir aceito pela sociedade. O que me faz gastar algumas linhas a escrever sobre isso é essa pressão geral que faz com que as pessoas se convençam de que estão fazendo escolhas, quando na verdade estão apenas se enquadrando num Modaperfil que é diariamente imposto pelo mercado.

Será que ninguém está percebendo? Será que vamos deixar nos roubarem o direito de ter cabelos crespos ou cacheados? Será que vamos permitir que nos arranquem o prazer de usar roupas confortáveis e tênis? A questão, como falei, não é de massacrar certos tipos de comportamentos sociais. O meu dilema aqui é outro, o de exaltar a diferença, e mostrar que não podemos permitir que nos escravizem. Não podemos ficar de braços cruzados a isso. Ao invés de vendermos nossa imagem, por que não vendermos nossa essência?

Quando vamos nos rebelar contra esse culto à imagem que descreveu um perfil de beleza e exige que todos nos enquadremos nele? A nossa beleza precisa estar justamente na nossa diferença, no que nos torna único. Mas hoje somos obrigados a ser iguais. E aceitamos isso de cabeça baixa, sem questionar, sem lutar. Precisamos destruir esse conceito que criaram antes que ele nos destrua. Porque um dia isso vai acontecer. Não é um exercício de futurismo, mas apenas a conclusão de um raciocínio lógico. E meu conselho é: se liberte enquanto ainda há tempo.

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De olho na saúde no salão de beleza

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Ao começar a série sobre os micos que as mulheres pagam em nome da vaidade, percebi que, embora todo mundo saiba, nunca é demais repetir que salão de beleza não serve apenas para dar uma melhorada na imagem que o espelho mostra todas as manhãs, também é lugar para ficar de olho na saúde. Para reunir os micos femininos, conto com a ajuda de amigas como Rosana B., que não se acanham em transformar em crônica o seu cotidiano de meninas bem resolvidas, trabalhadoras, mães de família, namoradas carinhosas… Mas, que também não abrem mão de uma frescurinha de vez em quando. Para alertar contra os riscos de fazer as unhas com alicates não esterilizados ou advertir sobre o perigo de alergia aos produtos químicos que alisam o cabelo, apelei para os dermatologistas e claro, os cabeleireiros e manicures que são sérios e sabem o que fazem. A intenção não é fazer propaganda de nenhum centro de estética ou profissional, por isso, nomes não serão citados. Os conselhos, porém, não perdem valor. Atenção meninas, antes da sessão beleza pura, prestem atenção:

– Vigilância constante: Se o salão é novo e você ainda não conhece, encarne o agente da vigilância sanitária e fiscalize tudo, sem culpa e sem vergonha. Não precisa ser mal-educada, mas com jeitinho, bote o radar do “Dr. Bactéria” para funcionar e faça um reconhecimento completo da área. Repare, por exemplo, se o forno de esterilizar alicates e tesouras está visível e certifique-se de que ele alcança os 150 graus centígrados. Fornos com menos temperatura que isso não matam todas as bactérias que você quer ver longe das suas unhas e do resto da pele também. Aqueles que parecem o forninho de torrar pão da sua cozinha também são inócuos. Na dúvida, leve seu alicate, a pinça e a tesourinha na bolsa.

grace-kelly_blog– Pergunte pra doutora: A Sociedade Brasileira de Dermatologia adverte que não é apenas micose que se pega em salão, mas Hepatite C e até HIV. Além disso, dê uma boa olhada na higiene do local, se o chão está limpo ou cheio de cabelos dos cortes anteriores; se o balcão é limpo; se os banheiros estão impecáveis; qual é o estado das bacias e tigelinhas de colocar os pés e as mãos; se a cabeleireira e as manicures estão com unhas e cabelos limpos e bem tratados. Diz uma cabeleireira que eu conheço, que se a dona do salão é desmazelada, corra longe minha filha, porque se ela não cuida nem de si mesma, não vai cuidar bem de você.

cera – Depilação: Assunto sério, aliás tem uma amiga devendo a sua crônica sobre essa verdadeira tortura chinesa ao qual nos submetemos para ficar com pele de bebê. Pois bem, na hora de marcar a depilação, escolha a cera quente ou então, prefira as folhas descartáveis e veja bem se após usar o material em você a profissional vai jogar no lixo. Cera fria reaproveitada tem restos de pele. Isso mesmo, restos de pele e, nos restos de pele, bactérias!

– Alergias: Nem todas podem fazer chapinha ou usar todo tipo de produto colocado à venda como o último milagre do mercado. Existem casos de alergias severas, que provocam queimaduras na pele, no couro cabeludo e até podem evoluir para infecções. Por isso, antes de fazer a mesma escova que a sua amiga fez ou trocar a tinta do cabelo, consulte um médico e confira se você tem predisposição à reações alérgicas. Uma vez liberada, fique atenta aos produtos usados em você. Formol é condenado pela FDA (Foods and Drugs Association) uma espécie de vigilância sanitária americana que serve de parâmetro para a indústria farmacêutica e cosmética no mundo todo.

– Menores de 15: Nem precisa lembrar que crianças não devem fazer chapinha, pois não existem produtos fraquinhos para crianças. Se algum cabeleireiro já te disse isso, é conversa fiada e irresponsabilidade. Se sua filha quer ter os cabelos da Hanna Montana, explique que ela vai ter de chegar, no mínimo, aos 15 anos para fazer o procedimento com menos riscos. Está duvidando? Consulte um pediatra. Se a menina tiver alergia respiratória, terá de ter cuidado em dobro e em alguns casos, os médicos não recomendam. O dermatologista e o alergologista são os profissionais que você precisa ter na agenda.

– A chapinha deu xabu: O alisamento com chapinha também não é indicado para cabelos descoloridos, crespos demais, com mechas claras, permanentes ou relaxados. No mínimo tem de esperar seis meses após o relaxamento para fazer a chapinha. O risco companheira é ficar careca, para dizer o mínimo.

– Fios de aço: Antes de colocar os produtos químicos no seu cabelo, a cabeleireira terá de fazer um teste alérgico em você e também precisará testar a resistência dos fios. E guarde esse nome: trietanoliamina. A maioria dos produtos de alisamento usados hoje em dia é à base dessa substância. É importante saber exatamente o que estão usando em você, porque em caso de reação adversa, o médico vai precisar saber o que provocou a alergia, para buscar um antídoto.

UMA DICA DE LEITURA:
salao-de-beleza-de-cabulO Salão de Beleza de Cabul
Autora: Deborah Rodriguez
Editora: Campus / Elsevier
Sinopse: A cabeleireira Deborah Rodriguez conta a história de uma escola de beleza que fundou em Cabul, capital do Afeganistão, e relembra as mulheres com quem dividiu histórias de vida, amizade e superação. Não é um livro que traz dicas sobre cuidados com o corpo ou truques de maquiagem. É alimento para a alma, pois todas precisamos ser belas por fora e, principalmente, por dentro.

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Receita de Mulher – Vinicius de Moraes

Vou abrir um espaço para atender ao pedido de um casal de amigos. Os dois queriam ver no blog, um poema que marcou o início do relacionamento deles. Entre paquera, namoro, noivado e casamento, são 20 anos juntos. Se conheceram no final da adolescência, caminham lado a lado rumo aos 40. Brigam? Claro que brigam, todo casal briga. Mas sabem reconciliar interesses, afinar vontades, aparar arestas, respeitar individualidades. Por isso, a receita deles dá tão certo quanto essa Receita de Mulher de Vinicius. Em homenagem ao casamento feliz e possível dos meus amigos, um poema que descreve mulheres reais, mas ainda assim, com aquele toque de sonho que só o poetinha consegue dar.

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Receita de mulher

vinicius-de-moraesAs muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República [Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que tudo seja belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Eluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como ao âmbar de uma tarde. Ah, deixai-e dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) e também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é, porém, o problema das saboneteiras: uma mulher sem [saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de 5 velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de [coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima [penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca [inferior
A 37° centígrados podendo eventualmente provocar queimaduras
Do 1° grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro da paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que, se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer [beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ele não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.

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Verão é sinônimo de…

SolSol quente, praia, pele bronzeada (e uma cervejinha bem gelada, claro!). Eu concordo. A temperatura elevada é um convite irrecusável a um bom banho de mar. Mas é preciso acrescentar à listinha de coisas imprescindíveis ao verão o nosso amigo protetor solar. 

A exposição ao sol contínua e desprotegida pode causar lesões à sua pele, até danos irreparáveis. Com o tempo, começam a aparecer as consequências dessa ação devastadora: aspereza, manchas, rugas e os vários tipos de câncer de pele. Portanto, quanto mais cedo começar a se cuidar, melhor.

Então, para que você não use aquela desculpa esfarrapada de que não conhecia muito bem como funcionavam os protetores solares, tampouco sabia escolher entre as tantas marcas disponíveis no mercado, decidimos trazer aqui um guia para que você compreenda a importância do protetor e saiba fazer a escolha correta para o seu tipo de pele. O texto é longo, mas é para o seu bem!


Qual o seu tipo de pele?

Tipo I: peles extremamente brancas e muito sensíveis, com baixa quantidade de melanina. Nunca se bronzeiam e queimam com facilidade. Comuns em pessoas de olhos azuis, cabelos ruivos e com sardas.
 
Tipo II: peles brancas e sensíveis ao sol, que se queimam com facilidade. Adquirem um leve bronzeado. Frequentes em pessoas de olhos claros e cabelos loiros.
 
Tipo III: peles claras e sensíveis ao sol, comuns em pessoas brancas. Se protegidas, ficam bronzeadas gradualmente. Caso contrário, se queimam.
 
Tipo IV: peles levemente morenas e pouco sensíveis ao sol, que se bronzeiam com facilidade. São mais comuns em pessoas com cabelos castanho-escuros e olhos escuros.
 
Tipo V: peles naturalmente morenas e bem pouco sensíveis ao sol e às queimaduras. Ficam bem bronzeadas. Comuns em pessoas de cabelos e olhos escuros.
 
Tipo VI: peles negras, que raramente se queimam, mas conseguem ter sua cor acentuada pelo bronzeado.

 

Protetor solar

Como escolher o fator de proteção?

Quanto mais escura a pele, maior produção de melanina e proteção natural ao sol. Mesmo para as peles tipo VI, o FPS nunca deve ser menor do que 15! Peles tipo I e II devem preferir bloqueadores solares. As peles tipo III a V reagem bem aos protetores fator 50 e 30. Depois de alguns dias de exposição ao sol, o FPS pode diminuir para garantir o bronzeado.
 
No seu livro Beleza Levada a Sério, a dermatologista Denise Steiner explica que o FPS determina o tempo de tolerância da pessoa ao sol. “Imagine que uma pessoa vá à praia sem filtro solar e fique vermelha após 10 minutos. O fator de proteção solar 15 significa que após passá-lo, a pessoa poderá ficar um tempo 15 vezes maior antes de ficar vermelha”, ensina. O protetor ainda precisa ter fator UVA e UVB, para os ultravioletas dos tipos A e B.


Bronzeador, protetor ou bloqueador?

Bloqueadores – é o único que reflete a luz do sol e a impede de penetrar na pele. Composto por óxido de zinco, é popularmente conhecido como pasta d’água. Seu maior inconveniente é o estético pois, como não é absorvido pela derme, deixa um visual branco sobre o local aplicado.

Normalmente, o bloqueador também é encontrado na composição de protetores solares, cuja combinação é feita a partir de um agente químico que absorve a luz ultravioleta e outro que a reflete.

Protetores – A tarefa principal é impedir a ação do UVA e do UVB. Ele absorve os raios solares e impede a penetração mais intensa na pele. O sol age sobre nossa pele em qualquer horário do dia, mas de diferentes maneiras. Assim, o ideal é optar por protetores solares que combatam os dois tipos de raios, sejam resistentes à água e possuam em sua formulação bloqueadores solares. Quanto mais clara a pele, maior deve ser o Fator de Proteção Solar (FPS). Acima do FPS 15, os protetores também são chamados de bloqueadores.

BronzeadoBronzeadores – Como o objetivo é bronzear, esse tipo de produto não apresenta em sua composição filtros de raios UVA e UVB. O bronzeador contém substâncias que estimulam a pigmentação, mesmo que a pessoa não se exponha ao sol. O simples reflexo da radiação na areia da praia, conhecido como mormaço, já é o suficiente para produzir o efeito esperado. Por oferecer baixa proteção, o uso indevido pode causar sérias queimaduras na pele.

Autobronzeadores – Com eles o bronzeado é garantido do dia para a noite. A formulação é composta por substâncias que oxidam as células da camada mais superficial da derme e produzem um efeito semelhante ao da melanina – pigmento que escurece a pele para protegê-la do sol. A vantagem é que não causa danos à saúde.

Paciência é o principal segredo para obter uma cor uniforme. Se não for aplicado corretamente, pode haver acúmulo do produto e causar manchas no “bronzeado”. Por isso, dê preferência às versões em loção, gel ou spray.

A maioria dos autobronzeadores não possui filtros solares, funcionam como uma maquiagem. Por isso, não é aconselhado a exposição ao sol após sua aplicação sem a proteção adequada.

 

Exposição ao sol


Como e quando aplicar?

O protetor solar deve ser aplicado meia hora antes da exposição, em todo o corpo, sem esquecer orelhas, nuca, pescoço e até os pés. Para garantir eficácia, ele deve ser reaplicado a cada mergulho ou a cada duas horas – isso garante que o suor não leve o protetor embora.

Mas não é só quando houver exposição direta ao sol que você deve utilizar o protetor. Ele deve ser usado diariamente, mesmo nos dias nublados, com FPS 15, no mínimo, nas regiões que ficam mais expostas ao sol (rosto, pescoço, colo, braços e mãos).

Para estimular o hábito, deixe o produto em local visível ou próximo de seus itens pessoais. Isso irá ajudá-la a começar a ter disciplina. Seu uso contínuo retarda o envelhecimento da pele, prevenindo manchas e rugas.


Já me queimei demais, e agora?

Evite o sol até que as queimaduras deapareçam. Ingerir bastante líquido também é importante para hidratar a pele. Além disso, utilize um hidratante corporal suave, de camomilo ou aloe vera, por exemplo.

Compressas frias podem aliviar o incômodo. Se a queimadura estiver causando muitas dores, ou se há a formação de bolhas, procure um médico. Ele dará a melhor orientação para o seu caso.


Dicas importantes

*Preferência para horários em que seja menor a intensidade dos raios solares para se expor ao sol. Não é recomendável a exposição ao sol entre 10 e 16 horas;

*Não é aconselhável permanecer por longos períodos na mesma posição, como dormir por exemplo. O ideal é mudar de posição freqüentemente;

*Tomar sol moderadamente para que o efeito das radiações solares seja benéfico;

*Áreas sensíveis como rosto, lábios e cabeça, principalmente os calvos, necessitam de um cuidado maior e, portanto, de um protetor solar de FPS mais elevado;

Exposição ao sol*Durante a exposição solar, não é aconselhável a utilização de produtos como perfumes ou outros produtos não específicos, como receitas para descoloração dos pêlos. Eles devem ser evitados pois, em geral, promovem queimaduras e podem aumentar os casos de alergia, além de não protegerem contra os efeitos das radiações solares;

*Alguns produtos de uso diário, como batom e maquilagens, fornecem proteção natural pois, geralmente, contêm, em sua composição, agentes refletores de radiação solar;

*O consumidor também deve tomar cuidado com a utilização de certos medicamentos, como o ácido acetil-salicílico (aspirina), por exemplo, que em combinação com o protetor solar e o sol podem provocar reações alérgicas;

*Produtos importados devem trazer informações claras e em português quanto ao seu nível de proteção, tipo de pele indicado, modo de uso e demais informações que permitam sua utilização correta;

*Optar por guarda-sóis de algodão e de cor clara. A cor escura absorve radiação e calor. Tecidos de nylon produzem sombra, mas não protegem da radiação solar;

*Verificar qual é o fator de proteção mais adequado para o seu tipo de pele. Em caso de dúvida ou, se possível, sempre, devem ser utilizados os produtos com FPS mais elevados;

*O mormaço também ocasiona queimaduras. A brisa, por oferecer uma sensação refrescante, pode levar a pessoa a esquecer os efeitos nocivos do sol;

*A eficiência de um protetor solar está relacionada diretamente a sua utilização correta, ou seja, o usuário deve estar atento às instruções da embalagem quanto ao tempo de reaplicação do produto, levando em consideração fatores como a transpiração e o contato direto da pele com qualquer superfície que propicie a remoção do produto.

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