Minha bolsa contra o câncer de mama

Minha bolsa Avon/Marimekko é assim

Quando a Hering lançou, nos idos dos anos 90, a campanha O câncer de Mama no alvo da moda, lembro que o must entre adolescentes, atrizes, celebridades e mulheres adultas antenadas com a consciência social no período, era usar a camiseta emblemática da campanha, com o símbolo de um alvo. Não tive a camiseta, mas comprei um pingente de colar, com o mesmo símbolo, e que também tinha renda revertida para a pesquisa da cura da forma de câncer que mais mata mulheres em todo o mundo. Usei esse pingente por anos.

Para relembrar: Julia Lemmertz e Alexandre Borges em campanha da Hering

Pessoalmente, gosto do casamento moda, atitude e consciência. Daí que, uns 15 anos depois do meu pingente, bati o olho na bolsa Avon/Marimekko, cuja campanha é estrelada pela atriz Reese Whisterpoon (Legalmente Loira). Vi na revista de uma colega de trabalho, que é revendedora da Avon. Me apaixonei pela bolsa. É do tipo que combina comigo, grande, para caber o mundo do meu “complexo de tartagura” (saio de manhã trazendo a casa nas costas).

A bolsa custa R$ 39,00 e segundo me informei com a assessoria da Avon, o lucro líquido, de cerca de R$ 20,00, é totalmente revertido para o Instituto Avon, que vai usar os recursos arrecadados com as vendas na construção e aparelhamento de centros de diagnóstico do câncer de mama em cidades brasileiras.

Dos meus tempos de repórter, lembro que os oncologistas que entrevistava sempre me diziam que a melhor forma de cura do câncer de mama é na verdade a prevenção. Ou seja, quanto mais rápido as mulheres descobrem a doença, mais rápido começam o tratamento e maiores as chances de erradicar o problema antes que ele comprometa outros órgãos.

E essa aqui é a versão rosa e cinza

Moda e consciência – A criação da bolsa fashion é da empresa finlandesa Marimekko®, especializada em têxtil. O modelo é exclusivo para a campanha global Avon Contra o Câncer de Mama, da Avon Foundation, realizada no Brasil pelo Instituto Avon. Os temas florais da Marimekko, marca registrada dessa empresa, estampam a bolsa, que tem duas versões: com predomínio de vermelho e outra em rosa e com as alças em cinza. A minha é a vermelha do começo do post. Em 100% algodão, a bolsa mede 40 x 32 x 19 e tem forro e três bolsos internos, para tentar organizar a quinquilharia. O fechamento é com zíper, o que dá uma segurança maior.

Onde encontrar?

A bolsa é vendida nas revistas da Avon ou então no site, no catálogo virtual (acesse aqui). Para saber mais sobre a campanha, visite o site do Instituto Avon: www.institutoavon.org.br. E para saber mais sobre a Marimekko, visite o site da empresa: www.marimekko.com.

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Campanha “Mãe, lê pra mim?” entra no ar neste domingo

Matheus cresceu me ouvindo contar-lhe histórias – não só eu, mas a avó e a tia também contavam – e o resultado é que aos 12 anos, além de um leitor assíduo, também arrisca exercitar a imaginação criando as próprias aventuras e publicando em um blog. Corujices de mãe a parte, aproveito o exemplo doméstico para divulgar o lançamento da campanha “Mãe, lê pra mim?” do Instituto Pró-Livro, que ocorre neste domingo, dia 04.

Através de parceria com o Instituto Pró-Livro, o teaser de 30 segundos será veiculado na TV, pela Rede Globo, até o dia 31 de julho, com depoimentos de artistas, formadores de opinião e pessoas comuns, testemunhando como o incentivo à leitura dentro de casa influencia no processo de ler por prazer. O destaque é o ator Tony Ramos (protagonista de Passione) falando sobre a importância da leitura em sua vida.

O projeto do vídeo foi concebido durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Durante os dez dias do evento, foram recolhidos depoimentos dos visitantes falando sobre quais foram seus principais incentivadores da leitura.

Pessoalmente, meu incentivo veio da minha mãe, que é do tipo que conta histórias. Na infância, fazia sombras na parede quando faltava energia elétrica, para entreter a mim e a minha irmã mais nova. E, apesar de não ser rica, gastava o que podia e o que não podia em livros e na nossa educação. Lembro com saudade da coleção dos contos de Grimm e Perrault que trouxe para casa quando eu tinha uns 8 anos. Minha irmã até hoje guarda seu exemplar de A Galinha Ruiva. O mito em torno da figura do meu avô, poeta e meio anarquista, também ajudaram e muito na minha paixão pela palavra escrita.

Voltando a falar da campanha, para ampliar a ação da “Mãe, lê pra mim?”, além de divulgação na mídia,  o IPL, com os apoios do Ministério da Cultura (MinC) e o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), distribuirá os vídeos da campanha em Pontos de Leitura do Programa Mais Cultura do Minc, juntamente com mais de quatro mil obras de literatura infantil e juvenil que beneficiarão 600 famílias.

Conheça o Instituto Pró-Livro:

Fundado por entidades do setor editorial – Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros), CBL (Câmara Brasileira do Livro) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), o IPL é uma OSCIP, entidade do setor privado sem fins lucrativos, mantida por contribuições voluntárias de editoras. Criado em outubro de 2006, passou a funcionar em maio de 2007, orientando suas ações para o objetivo principal de estimular a leitura. O IPL elegeu essa missão como resposta institucional à preocupação de especialistas de diferentes segmentos dos setores público e privado com relação aos índices de leitura da população brasileira em geral e principalmente dos jovens – que são significativamente inferiores aos níveis dos países industrializados e em desenvolvimento. Em suas ações, o Instituto procura privilegiar como público alvo as crianças e os jovens, o que demanda mobilizar os principais responsáveis pela sua educação e hábitos de leitura: educadores, pais, bibliotecários, animadores e mediadores de leitura. Conheça mais sobre os projetos do IPL acessando: www.prolivro.org.br

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Leia também no blog:

>>Artigo: Leitura é peça fundamental no desenvolvimento infantil

>>Leitores virtuais, uni-vos!

>>Série Traça de Biblioteca (sobre dicas de leitura e resenhas)

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Campanha pelo fim da violência contra mulheres e crianças


As estatísticas mundiais da prática de violência contra mulheres e crianças mantém números alarmantes e tanto as organizações oficiais quanto as chamadas de terceiro setor (Ongs e sociedade civil organizada) têm se engajado cada vez mais na luta para por um fim a tanta barbaridade. O blog Conversa de Menina, que também milita nesta causa, abre espaço para divulgar uma iniciativa muito bacana, promovida por um grupo de organizações adventistas na América Latina. E aqui, independente da crença religiosa das blogueiras, o que vale é a união em prol de uma causa mais que nobre.

Trata-se da campanha End It Now (Diga Não à Violência Contra a Mulher), que foi lançada em Brasília, nesta quinta-feira, por representantes de diversas organizações adventistas na AL. Até o momento, cerca de 70 mil assinaturas foram recolhidas em oito países sul-americanos (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru e Equador). A previsão é que as adesões aumentem através de mobilizações em todos estes países.

Para vocês terem uma ideia do que significa uma campanha assim, dados nacionais de segurança pública dão conta de que no Brasil, em 2005, a cada oito minutos uma criança era vítima de pedofilia. Estima-se ainda que, pelo menos, 69% dos casos de abuso sexual sejam praticados contra crianças. No caso das vítimas adultas, os percentuais também escondem a ponta de um iceberg que deve ser muito maior do que aparenta (basta lembrar que nem toda vítima denuncia a agressão sofrida por diversos motivos, o medo sendo o maior deles). Em média, entre 10 e 69% das mulheres em todo o mundo alegam ter sido vítimas de abusos psicológicos por um parceiro em suas vidas. Além disso, estudos mostram que entre 12 e 25% das mulheres do planeta já passaram por violência sexual!

A campanha End It Now continua até o mês de outubro e a meta mundial inicial é arrecadar um milhão de assinaturas.

Para conhecer mais sobre a campanha ou participar, visite os sites em português (www.enditnow.org.br) ou em espanhol (www.enditnow-esp.org).

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Shopping e Juizado fazem campanha pró-adoção

O Juizado da Infância e Juventude de Salvador, em parceria com o Shopping Piedade, começa nesta segunda, 26, mais uma edição da Campanha Mães do Coração, em prol da adoção de crianças. A partir de hoje, na praça de eventos do shopping, no piso L2, haverá uma equipe do Juizado esclarecendo todas as dúvidas de quem pensa em adotar uma criança mas não sabe como proceder. Além da divulgação e orientação dos interessados no processo de adoção pelo Juizado, haverá ainda exposição de fotos, realizadas e cedidas pelo fotógrafo Bruno Ribeiro, de mães que adotaram seus filhos e desejam servir de estímulo para aquelas pessoas que têm medo, preconceito ou dúvidas sobre a adoção.

A campanha termina no dia 25 de maio e o atendimento será realizado diariamente, das 9h às 19h.

Serviço:

Campanha Mães do Coração – Adoção de Crianças em Salvador

Onde: Shopping Piedade, diariamente, das 9h às 19h

Endereço: Rua Junqueira Ayres, nº 08, Piedade, Salvador – Tel.: (71) 3444-1555

Funcionamento das lojas: abertas de segunda a sexta das 9h às 21h e aos sábados das 9h às 20h

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Divas da moderna MPB em clipe da Arezzo

Alguns dias atrás, publiquei aqui no blog um making off do ensaio fotográfico de quatro das modernas divas da MPB para a marca feminina de calçados e acessórios Arezzo. Agora, para os fãs das cantoras e para as meninas que não aguentam ver um salto alto (altíssimo!!!), coloco o vídeo (na verdade é um slideshow) de Maria Gadú, Mariana Aydar, Roberta Sá e Ana Cañas, com a gravação da música Totalmente Demais, feita especialmente para a nova campanha da marca. O vídeo foi dirigido pelo Giovanni Bianco. As artistas estão lindíssimas, figurino, cabelo e maquiagem impecáveis. E claro, os saltos agulha. Divirtam-se:

Relembre o post do making off dos ensaios fotográficos neste link.

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Novas musas da MPB em editorial da Arezzo

A nova geração de cantoras da MPB: Ana Cañas, Maria Gadú, Mariana Aydar e Roberta Sá são as estrelas da campanha Outono-Inverno 2010 da Arezzo. As cantoras entraram em estúdio para gravação de um DVD especial e posaram para fotos com o single Totalmente Demais. A campanha tem direção de arte de Giovanni Bianco, fotos de Gui Paganini, make de Daniel Hernandez e styling de Flávia Pommianosky e Davi Ramos. Confiram as fotos de making of, que são de Yan Bey. Detalhe: além do talento no palco, que seus fãs bem conhecem, e da desenvoltura no editorial, olhem os modelos dos sapatos, um escândalo! Não sei quanto a vocês meninas, mas eu adoro o glamour do inverno.

Ana Canãs

Maria Gadu
Mariana Aydar
Roberta Sá não mostra os sapatos, mas tá linda na foto!

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Uma conversa sobre Aids, Carnaval e juventude

Durante estes dias de cobertura carnavalesca pela mídia, ouve-se muito falar em Aids e fala-se muito da importância da camisinha, principalmente porque o Carnaval é uma festa que tem fama de mais permissiva. Toda a ênfase no beijar na boca, na “ficação”, no curtir o momento, todo o mito da máscara e do não saber como e com quem, é excitante, sem dúvida. Existe um fetiche na “festa da carne”, isso é inegável e a intenção aqui não é ser moralista. Sexo é bom sim, mas quando feito com consciência, ainda fica melhor. Quando digo consciência, quero enfatizar o conhecimento do próprio corpo, das próprias necessidades e também das necessidades da pessoa com quem compartilhamos esse momento, seja parceiro (a) fixo ou não.

Embora se divulgue mais a escalada da epidemia de Aids entre os brasileiros em datas especiais, perto do Carnaval ou no Dia Mundial dedicado a conscientização sobre a doença, por exemplo, os números não são fantasia e nem estratégia de marketing para comover. Eles refletem a condição de milhares de pessoas reais. Liberar a informação perto ou durante o Carnaval, acredito, tem intenção de aproveitar sim que as pessoas estão focadas no sexo, mas ainda assim, os fatos existem, a epidemia existe, continua a crescer silenciosamente e atinge uma faixa etária cada vez menor.

Segundo o último boletim que recebemos (via email) do Ministério da Saúde, na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres.  Dos 20 aos 24 anos, a divisão por gênero é semelhante e atinge tanto eles quanto elas (independente da orientação sexual) em percentagens iguais. Já entre os homens jovens, ainda segundo o MS, há maior incidência de infecção nas relações homossexuais. Vê-se com isto que a Aids nunca foi uma doença restrita a um gênero ou opção sexual, mas é alarmante o fato de tanta gente jovem adquirir o vírus. É falta de campanha? Acredito que não é só isso. Ainda assim, este ano, o foco da campanha pró-camisinha do MS durante a folia de Momo tem como alvo os jovens.

Acredito que, além da necessidade de se divulgar com mais frequência os números e as estratégias de prevenção, existe também uma falta de consciência corporal, um excesso de fé no outro (principalmente daqueles que tem parceiro (a) fixo), uma grande subserviência das mulheres (que ainda não aprenderam a agir de igual para igual com seus parceiros na relação) e, diante de tantos jovens ainda em tenra idade contaminados, um desejo até meio mórbido de desafiar a morte e dizer: “comigo não acontece”. Só que pode acontecer. E, até o momento, ainda não inventaram método mais simples de prevenção do que a camisinha.

Outro dia, respondi um comentário de alguém que dizia não gostar de sexo com camisinha. Ela revelava que não conseguia sentir prazer com a camisinha, mas acredito que sentir ou não prazer em uma relação está além da camisinha, porque está além da penetração. Cada casal deve buscar nas suas preferências e práticas, fazer o joguinho de sedução, caprichar nas preliminares, descobrir outras zonas de excitação no corpo do parceiro (a), para não limitar o sexo só ao ato da penetração. Ser criativo na vida é fundamental e o sexo faz parte disso. Então, para mim, esse aumento do número de casos de Aids entre gente jovem demais, ou de HPV, ou de outras doenças sexualmente transmissíveis (e aqui vale lembrar que a Aids se transmite por outros meios que não apenas o sexo), tem um pouco também de relação com falta de maturidade para gerenciar uma vida sexualmente ativa.

Os jovens se iniciam no sexo mais cedo, mas não estão preparados para administrar a situação, negociar o uso do preservativo, ainda não possuem aquela consciência corporal que já falei acima, as meninas mais novas são ainda mais vulneráveis à vontade do parceiro, sobretudo nas relações heterossexuais, que é onde a carga machista da sociedade traz toda aquela ideia de que a iniciativa é deles e só deles e que elas devem se submeter, espera-se até que se submetam. Creio que tudo isto ocorre porque a adolescência (e são pessoas de 13 a 19 anos se contaminando), é uma idade de tantas incertezas em tantas áreas da vida, porque não seria neste fator, o sexo?

Os pais, a escola, a sociedade, todos precisam atentar para o fato de que existe um alerta (e não é dos números do Ministério da Saúde) quando tantos jovens se contaminam em tão grande proporção com o vírus da Aids. Existe um alerta que perpassa a educação recebida em casa, a educação recebida na escola, a falta de diálogo, a erotização precoce de crianças que sequer foram alfabetizadas ainda mas estão expostas a letras de música e programas na tv acima da sua capacidade de compreensão. É uma cruzada social impedir que tantas vidas precoces se comprometam com algo tão complexo quanto ser portador de HIV. Todos, de alguma forma, temos de contribuir!

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Confira a íntegra do Boletim do Ministério da Saúde divulgado em fevereiro:

*Epidemia de Aids atinge jovens entre 13 e 19 anos

Mariângela Simão, do Ministério da Saúde. Crédito da imagem: Agência Brasil

Os números mais recentes da Aids no Brasil mostram que a epidemia, na década de 2000, comporta-se de forma diferente entre os jovens. Na população geral, a maior parte dos casos está entre os homens e, entre eles, a principal forma de transmissão é a heterossexual.

Considerando somente a faixa etária dos 13 aos 24 anos, a realidade é outra. Na faixa etária de 13 a 19 anos, a maior parte dos registros da doença está entre as mulheres. Entre os jovens de 20 a 24 anos, os casos se dividem de forma equilibrada entre os dois gêneros. Para os homens dos 13 aos 24 anos, a principal forma de transmissão é a homossexual.

Diversos fatores explicam a maior vulnerabilidade dos jovens para a infecção pelo HIV. Entre as meninas, as relações desiguais de gênero e o não reconhecimento de seus direitos, incluindo a legitimidade do exercício da sexualidade, são algumas dessas razões.

No caso dos jovens gays, falar sobre a sexualidade é ainda mais difícil do que entre os heterossexuais. “Eles sofrem preconceito na escola e, muitas vezes, na família. Isso faz com que baixem a guarda na hora de se prevenir, o que os deixa mais vulneráveis ao HIV”, explica Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Feminização – O aumento de casos de Aids entre as mulheres se deu em todas as faixas etárias. Em 1986, a razão era de 15 casos em homens para cada um caso em mulheres. A partir de 2002, a razão de sexo estabilizou-se em 15 casos em homens para cada 10 em mulheres. Na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres jovens. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 casos em meninas.

Entre 2000 e junho de 2009, foram registrados no Brasil 3.713 casos de Aids em meninas de 13 a 19 anos (60% do total), contra 2.448 em meninos. Na faixa etária seguinte (20 a 24 anos), há 13.083 (50%) de casos entre elas e 13.252 entre eles. No grupo com 25 anos e mais, há uma clara inversão – 174.070 (60%) do total  de 280.557 de casos são entre os homens.

A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira, lançada pelo Ministério da Saúde em 2009, também ajuda a explicar a vulnerabilidade das jovens à infecção pelo HIV. De acordo com o estudo, 64,8% das entrevistadas entre 15 e 24 anos eram sexualmente ativas (haviam tido relações sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa). Dessas, apenas 33,6% usaram preservativos em todas as relações casuais, que são as que apresentam maior risco de infecção.

Nos homens, 69,7% dos entrevistados eram sexualmente ativos. Entre eles, porém, o uso da camisinha é maior: 57,4% afirmaram ter usado em todas as relações com parceiros ou parceiras casuais.

Homossexuais – Na faixa etária de 13 a 19 anos, entre os meninos, houve mais casos de Aids por transmissão homossexual (39,2%) do que heterossexual (22,2%), no ano de 2007. Essa tendência é diferente do que ocorre quando se observa todos os casos de Aids adquiridos por transmissão entre homens – 27,4% homossexual e 45,1% heterossexual.

Nas escolas – O carro-chefe das ações de prevenção à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis é o programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação. Criado em 2003, o SPE tem como objetivo central desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens. As ações se dão de forma articulada entre escolas e unidades básicas de saúde. Hoje, 50.214 escolas de todo o país participam do programa.

A iniciativa trabalha a inclusão, na educação de jovens das escolas públicas, dos temas saúde reprodutiva e sexual. O SPE reúne ações que envolvem a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais dos alunos, e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. É no âmbito deste programa que se disponibiliza preservativos nas escolas.

*Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde – Brasília

Saiba mais:

Para ver material da campanha do MS durante o Carnaval, que este ano está focada nos adolescentes, visite: www.aids.gov.br.

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*Safernet prorroga inscrição em concurso

A Safernet, ong que atua no combate aos crimes cibernéticos, ampliou o prazo de inscrição do seu concurso de vídeo Tecnologia Sim. Conecte-se com Responsabilidade, que divulgamos aqui no blog em outubro passado (relembre aqui).  Professores e estudantes que quiserem enviar seus vídeos sobre como utilizar a internet de modo seguro, têm até 13 de dezembro para se inscrever. O objetivo do concurso é estimular a reflexão sobre a importância de navegar com responsabilidade na rede.

Até o momento, já se inscreveram grupos de adolescentes de 13 Estados: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Podem participar adolescentes de todo o país com idade entre 12 e 18 anos. É preciso se reunir em grupos de 2 a 4 participantes, escolher um educador (se desejarem) e inscrever o vídeo, com duração de  1 a 3 minutos, pelo www.tecnologiasim.org.br

Não é preciso usar equipamento profissional. Vale webcam, celular, filmadora doméstica. Os critérios levados em consideração serão: conteúdo, criatividade e originalidade. Os participantes concorrem a prêmios no Brasil. Os três vencedores da primeira etapa disputarão também premiação regional, envolvendo os sete países organizadores: Argentina, Bolívia, Brasil, Costa Rica, México, Paraguai e Venezuela.

*Com informações da assessoria de comunicação da Safernet Brasil

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Verão 2010 da Blue Man esbanja sensualidade e brilho

A coleção Verão 2010 da Blue Man chega em agosto às lojas. Inspirada em animais selvagens, chapéus de palha e nos tons de azul do mar, foi batizada de Safári Urbano. Segundo a estilista da marca, Marta Reis, a proposta para esta estação é muita estampa e um toque de brilho. As peças trazem texturas diferenciadas, em tecidos como ciré e lesard. O destaque fica para o paetê banhado em silicone, que dá um efeito de luz aos biquínis e maiôs. Um preview do que vem por aí está nas imagens da nova campanha da Blue Man, estrelada por Cintia Dicker.

A top foi fotografada por Jaques Dequeker em pontos turísticos do Rio de Janeiro, com styling assinado por Felipe Veloso.

Serviço em Salvador – BA:

Shopping Salvador

Telefone: (71) 3443-2050 / 3443-2051

Shopping Barra

Telefone: (71) 3237-2506 / 3264-1332

Shopping Iguatemi

Telefone: (71) 3450-1197 / 3450-0117

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Mutirão para diagnóstico de glaucoma em Salvador

Conversa de Menina abre espaço para divulgar a 6ª Campanha Salvador Contra o Glaucoma, que acontece nestas quinta e sexta-feira, dias 9 e 10 de julho, e espera atender até duas mil pessoas com exames gratuitos para indivíduos acima de 45 anos.  Confiram as informações enviadas pela assessoria de comunicação da campanha e ajudem a divulgar a iniciativa.

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Glaucoma_2Segunda principal causa de cegueira no mundo, o glaucoma está no topo da lista quando se trata da população negra e parda, que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), tem mais tendência de desenvolver a doença. Daí a importância da campanha Salvador Contra o Glaucoma, que mobiliza médicos e hospitais em um grande mutirão para esclarecer dúvidas da população e oferece exames oftalmológicos para o grupo de risco. A campanha será nos dias 9 e 10 de julho, quinta e sexta-feira, no Largo do Bonfim, em frente à Igreja Nosso Senhor do Bonfim.

“De fato, numa cidade onde mais de 70% da população é formada por negros e pardos, campanhas dessa natureza são essenciais. Limitamos o atendimento a pessoas com mais de 45 anos pelo fato de a incidência ser maior a partir dessa idade, além de não termos estrutura para atender a todos. Mas fica o alerta para a população em geral sobre a importância da prevenção”, orienta a oftalmologista Cláudia Galvão, Presidente da Sociedade de Oftalmologia da Bahia (SOFBA), organizadora do evento.

Segundo ela, no que se que refere ao glaucoma, além dos afro-descendentes, devem consultar um oftalmologista pelo menos uma vez ao ano pessoas que apresentem uma ou mais das seguintes características: ter mais de 45 anos, já ter constatado pressão ocular elevada, ter caso de glaucoma na família, diabetes, miopia, histórico de lesão nos olhos ou que façam uso prolongado e continuo de esteróides/cortisona.

Sobre a campanha

Trinta médicos voluntários irão aplicar dois exames preliminares – de pressão ocular e de fundo de olho -, que podem indicar suspeita de glaucoma. “Quando identificarmos risco real, iremos encaminhar o paciente para uma avaliação médica mais detalhada. Esses pacientes irão sair da triagem com uma consulta já agendada”, afirma Dra. Fabíola Mansur, oftalmologista conselheira da SOFBA. Nos últimos cinco anos de campanha, das 16 mil pessoas atendidas, 3,5 mil foram encaminhadas para a segunda consulta.

A campanha tem o apoio da Alcon Laboratórios do Brasil Ltda e de cinco instituições médicas: Hospital das Clínicas de Salvador, Hospital Roberto Santos, Hospital Santa Luzia, Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção da Cegueira – IBOPC e a Clinica de Olhos Oftalmodiagnose

O glaucoma

glaucomaFreqüentemente chamado de “inimigo oculto”, o glaucoma atinge mais 1 milhão de brasileiros. Trata-se de uma doença isolada multifatorial, que envolve danos ao nervo óptico, responsável por enviar sinais visuais ao cérebro. A doença não tem cura, mas o diagnóstico precoce pode evitar a perda da visão. Na maioria dos casos, um tratamento à base de colírios pode ser o suficiente para manter a enfermidade sobre controle. Mas medicamentos orais e intervenções cirúrgicas também podem ser necessários. “O tratamento requer uma rígida disciplina para funcionar. Muitos pacientes se esquecem de pingar o colírio ou não respeitam os horários de aplicação do medicamento, já que a doença é assintomática”, alerta Dra. Cláudia.

No passado, a pressão intra-ocular era controlada basicamente com o uso de colírios que apresentavam alguns efeitos colaterais sistêmicos e exigiam de duas a três aplicações por dia. Na última década, o advento de colírios de prostaglandinas no tratamento clínico do glaucoma foi um verdadeiro avanço, por serem mais seguros, eficazes e oferecerem maior comodidade posológica, pois, em muitos casos, podem ser aplicados apenas uma vez no dia.

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Links úteis:

>>O que é glaucoma? – Site do Instituto Benjamin Constant

>>Saiba mais sobre o glaucoma – Site Saúde Vida On Line

>>Site da Sociedade Brasileira de Glaucoma

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