Projeto Mulheres da Paz promove Ciclo Maria Felipa

Abro espaço para divulgar um material bacana sobre o projeto Mulheres da Paz:

No mês em que se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra e o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres (nesta quinta, dia 25), o projeto Mulheres da Paz da Bahia promove o Ciclo de Palestra Maria Felipa: Negritude Feminina em Diálogo. O evento acontece de hoje até o dia 30 de novembro, nos Territórios de abrangência do PRONASCI, em Salvador e mais três cidades da região metropolitana: Lauro de Freitas, Camaçari e Simões Filho.

Segundo a coordenadora do projeto na Bahia, Jaciara Ribeiro, o objetivo da iniciativa é fortalecer o debate sobre o papel da mulher e a sua importância na construção de uma sociedade justa e igualitária.

E aqui o folder do evento, para outras informações

Programação – O ciclo Maria Felipa: Negritude Feminina em Diálogo começou por Simões Filho , nesta terça, no Centro Marta Alencar. Nesta quarta dia 24, às 9h, e na quinta 25, às 14h, a palestras acontecerão, respectivamente, no Centro Social Urbano de Narandiba, em Tancredo Neves/Beirú e no auditório Espaço Cidadão, em Lauro de Freitas. No dia 29 (próxima segunda), às 9h, será a vez de Camaçari, no CAIC-PHOCI, e no dia seguinte, 30, no mesmo horário, no Centro Paroquial de São Cristóvão.

E para saber mais sobre Maria Felipa, acesse abaixo a reportagem especial que fiz sobre ela aqui no blog Conversa de Menina:

>>Maria Felipa: Guerreira de Itaparica

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Impressões de uma visita: Museu Rodin da Bahia

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Definitivamente não sou uma especialista em arte, logo não posso fazer nenhuma análise crítica em relação ao assunto, porque certamente incorreria em erros grotescos e incorreções históricas. Mas não sou do tipo que fala “isso, até meu filho de 2 anos faria”. Admiro arte e gosto de frequentar exposições de fotografias, quadros, esculturas, instalações, e que tais. Por causa disso, reservei um dia das minhas férias para fazer a visita que vinha adiando há tempos, ao Palacete das Artes,  o Museu Rodin da Bahia.

Essa sou euzinha de cabelos encaracolados, no começo da carreira, pensando ao lado do Pensador, de Rodin

Fui com a expectativa de quem, alguns anos atrás, viu peças originais de Rodin em bronze mesmo, quando algumas delas vieram a Salvador e ficaram expostas no Museu de Arte da Bahia (MAB). Ou seja, esperava sentir o mesmo impacto que senti ao ver “O pensador”, imponente e desafiador à imaginação de alguém que, quando vê uma obra de arte antiga, se põe a pensar em como aquilo foi feito há tantos anos com tão poucos recursos além do brilhantismo e da genialidade do artista e o que se passava na cabeça do escultor, neste caso Auguste Rodin.

Portão do Inferno foi criado sob encomenda a partir dos temas da Divina Comédia, de Dante

Quando vi Rodin pela primeira vez, há cerca de 10 anos, senti uma grande emoção por estar no mesmo ambiente de obras tão representativas da história da arte mundial, afinal de contas Rodin foi o escultor que introduziu o movimento nas esculturas pois, até então, pelo que entendi das informações disponibillizadas nos espaços do Palacete, estes objetos não representavam mais do que imagens e situações estáticas.

Aqui em Salvador, segundo dados da Secretaria de Cultura do Estado, a exposição que chegou ao MAB em 2001, atraiu cerca de 52 mil visitantes de diferentes faixas etárias e classes sociais. Este número, ainda conforme dados da Secult, não foi superado por qualquer outra exposição. Já a mostra atual, com obras originais em gesso de Rodin, recebeu somente no primeiro mês, entre outubro e novembro do ano passado, cerca de 14 mil visitantes.

Foi, mais uma vez, uma boa experiência sair do barulho da cidade, me recolher em um ambiente quase solene (adoro museus porque me transportam quase que magicamente a outros tempos, contextos e culturas) e mergulhar na obra de Rodin, inclusive apreciando uma réplica do seu ateliê todo cheio de gesso espalhado pelo chão e obras inacabadas, conceito este que Rodin também contribuiu para revolucionar.

Isto porque em muitas das suas obras faltam propositalmente braços, pernas, partes do corpo que são completadas pela imaginação e pelo sentimento do observador. No entanto, devo confessar que saí de lá um tanto frustrada. Explico o porquê. Ao todo, são 62 peças originais de gesso que deram origem às famosas peças em gesso que foram criadas para fazer parte do Portão do Inferno, peça encomendada ao artista com a determinação de usar temas tirados da Divina Comédia, de Dante. O fato de serem moldes de gesso, ainda que tenham sido manipulados diretamente pelo artista, tira bastante do impacto que as obras em bronze proporcionam.

"A Bailarina de 14 anos", obra-prima do francês Edgar Degas

Eu já vi exposições de arte em alguns importantes museus fora da Bahia e posso afirmar que o esforço do Palacete em proporcionar uma experiência única ao observador é interessante. Os totens circulares feitos em acrílico permitem, com algumas exceções, a visão da peça por todos os ângulos, coisa que faço sempre, ainda que algumas pessoas me olhem um estranho por eu estar levando tanto tempo encarando, contornando e me inclinando para ver uma escultura.

No entanto, as placas de identificação de determinadas peças seguem uma ordem pouco lógica pois há placas com informações de uma peça que se encontra do outro lado da sala de exposição. Isso me incomodou bastante a ponto de questionar um dos monitores presentes no local. A resposta que obtive foi que aquela ordenação segue o “estilo francês de montar exposição”, uma vez que foi a equipe do Museu de Rodin, na França, que fez todo o trabalho aqui, conforme consta no contrato estabelecido que também prevê a permanência do material por três anos em terras soteropolitanas.

Não me conformei com a explicação porque não faz sentido, acredito que a obra deve vir devidamente identificada com nome, data de criação e autor, além de outras informações, em um local que permita a contemplação juntamente com a absorção de informações. Outra coisa que me incomodou bastante foi o fato de aquele ambiente magnificamente suntuoso estar ocupado com apenas uma exposição. O espaço está lindíssimo, belamente conservado, mas abriga apenas as obras de Rodin.

Compreendo o fato de o museu ter sido criado unicamente para receber as obras do francês, mas acredito que outros espaços na mesma área, que existem mas estão vazios, poderiam expor trabalhos de outros escultores nacionais e locais, com linguagens contemporâneas ou de inspiração anterior.

A visita não dura mais do que uma hora, o que me deixou uma sensação de desperdício quando a questão é levar para o museu uma população que não frequenta tais espaços habitualmente (o acesso é gratuito) e precisa ser irremediavelmente conquistada para sempre. Falo de formação de platéia, e público se forma com forte sedução, coisa que não senti no Palacete das Artes – Museu Rodin da Bahia.

Obra de Vik Muniz, feita em chocolate, reproduzindo um momento de criação do artista americano Jackson Pollock

É lógico que isso é apenas uma opinião minha, mas é a sensação de alguém que já viu de perto coisas lindas impactantes como as exposições do gravurista, pintor e escultor, também francês, Edgar Degas e Vik Muniz. Até hoje me lembro de “Quatro bailarinas em cena” e “Mulher enxugando o braço esquerdo (após o banho)”, além da belíssima “Bailarina de 14 anos”, rica e expressiva escultura em bronze e tecido. Assim como as belas fotografias manipuladas pelo fotógrafo brasileiro reconhecidíssimo mundialmente Vik Muniz, com chocolate, macarrão com molho, geléia, doce de leite, sucata, brinquedos de criança e diamantes. Experiências sensorias que ficaram para sempre impressas na minha memória.

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Biografia de Salvador para a meninada

Aproveitando que nesta segunda-feira comemora-se os 461 anos de fundação de Salvador, primeira capital brasileira, divulgo o lançamento de uma obra que desvenda a origem da capital baiana para o público infanto-juvenil. Os sons de Salvador, de Luís Bras (Callis Editora) conta a história de Carol e Cris, duas  irmãs soteropolitanas que têm o sono interrompido por barulhos vindos da casa da vizinha. É assim que a dupla descobre e conhece o músico Caê, um pesquisador da sonoridade baiana. Enquanto o grupo se diverte explorando os sons dos instrumentos, e aqui não ficam de fora os tambores, uma marca da cultura da cidade, Caê conta para as meninas a história de Salvador, mostrando curiosidades e personagens. Repleto de diálogos, o livro tenta transmitir sua mensagem de forma leve e divertida, por meio de uma linguagem simples e dinâmica.

Ficha técnica:

Os sons de Salvador
Autor: Luís Bras
Ilustração: Camila Mesquita
Callis Editora
32 páginas
Preço sugerido: R$ 21,90

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Nos links abaixo, a história da Fundação de Salvador

>>Aniversário de Salvador: 460 anos (post publicado em 27/03/2009)

>>Aniversário de Salvador: Thomé de Souza (post publicado em 28/03/2009)

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Gantois promove evento no Mês da Mulher

Mãe Carmem, ialorixá do Ilê Iyá Omi Axé Yamassê, mais conhecido como Terreiro do Gantois, junto com a Associação de São Jorge Edé Oxóssi (mantenedora da casa),  realiza no dia 20 de março (neste sábado), o evento Março Mulher Gantois, em homenagem à energia feminina, presença marcante na fundação da casa de tradição matrilinear.

Estão programadas palestras sobre saúde, higiene, DSTS, feira de beleza com dicas de penteados e cuidados para os cabelos, massoterapia e palestra sobre as histórias nagô, com D. Ceci de Oxalá. O evento começa às 15h, na sede do terreiro, no alto do Gantois, 23, bairro da Federação.

História – O Terreiro do Gantois foi fundado em 1849, por Maria Júlia da Conceição Nazaré. Em 2002, o Gantois, que é mais conhecido pelo sobrenome do antigo dono das terras onde a casa de Candomblé foi erguida, recebeu o tombamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O terreiro tem tradição familiar e os comandantes da casa são sempre do sexo feminino e pertencentes à mesma família. Mãe Carmem é a sexta ialorixá do Gantois e é filha de Mãe Menininha, uma das sacerdotizas do Candomblé mais famosas do país, imortalizada na canção de Dorival Caymmi “Oração à Mãe Menininha”. Mãe Carmem substituiu sua irmã, Cleusa Millet, falecida em 1998.

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Traça de Biblioteca: Acervo raro no Mosteiro de São Bento

A série Traça de Biblioteca desta semana não vai indicar lançamentos recentes do mercado editorial brasileiro, mas obras raríssimas, que o Mosteiro de São Bento da Bahia, através de uma parceria com a Secretaria Estadual de Cultura, disponibiliza em arquivos digitalizados em um site na internet. São obras históricas, que não são possíveis de ser manuseadas, devido a sua fragilidade (manuscritos e publicações com mais de dois séculos), mas cujo conteúdo tão rico e importante precisa ser compartilhado. Quem já teve a oportunidade de visitar a biblioteca do mosteiro tem a impressão de entrar no cenário de O Nome da Rosa, é simplesmente genial! O jornalista e querido amigo Dirceu Factum enviou o texto abaixo, com as informações e os detalhes da criação do site Livros Raros, vale a pena conferir:

O  site “Livros Raros” (www.saobento.org/livrosraros) “no ar” desde o dia 04.02, contém 20 obras que fazem parte do precioso acervo da Biblioteca do Centro de Documentação e Pesquisa do Livro Raro do Mosteiro. Datadas dos séculos 16 a 19, todas foram restauradas, digitalizadas e disponibilizadas na íntegra e de forma gratuita na internet, numa iniciativa inédita no estado.

Basílica de São Bento

A construção do site foi o desdobramento de um projeto elaborado pelo Mosteiro de São Bento da Bahia que englobou não só o restauro de obras, como a melhoria das condições de conservação dos 300 mil volumes da biblioteca e do Centro de Documentação e Pesquisa do Livro Raro do Mosteiro, agora corretamente acondicionados em 172 novas estantes. A iniciativa foi uma das 120 aprovadas dentre 420 apresentadas ao Fundo de Cultura do estado da Bahia, em 2007. Os recursos, no total de R$294.984,00, viabilizaram a restauração completa e também a digitalização e implementação de programas de acesso às obras do acervo. Agora, com o novo site, todos terão acesso a um conteúdo especial e de interesse mundial.

Entre as 20 raridades que foram restauradas estão seis volumes dos “Sermões” do Padre Antônio Vieira publicados no final do século 17 e início do século 18. São edições princeps, ou seja, primeiras edições revisadas pelo próprio autor, neste caso a principal referência na língua portuguesa no Brasil. Outras obras únicas são “Seleção de Questões Disputadas sobre a Metafísica e os Ensinamentos de Aristóteles” (1685) e “Theatro Crítico de Freijó” (1876), dedicado ao “sereníssimo señor Infante de España Dom Carlos de Bourbon e Farnefio”, e a “Colleção dos Breves Pontifícios”, e Leys Regias, expedidos e publicados desde 1714.

Para o Secretário de Cultura do Estado da Bahia, Márcio Meirelles, “toda a preservação de acervo é válida, mas ela ganha mais importância na medida em que tem uma utilidade pública. Quando o Mosteiro se propôs a disponibilizar este acervo raro, de uma forma tão ampla, temos que apoiar. Só o restauro de obras como “Os Sermões”, de Padre Vieira, já é uma grande iniciativa”. O Secretário reforçou ainda a importância do apoio do Governo do Estado ao projeto. “O mosteiro de São Bento é um exemplo de Patrimônio Histórico pela maneira com a qual conserva seu acervo. A visão de sustentabilidade, a dinâmica interna da instituição e a percepção da abrangência de propostas como esta que agora se concretiza são a segurança da total validade de parceria por parte do Governo do Estado”.

Segundo a filóloga e professora Alicia Duhá Lose, coordenadora geral do projeto, a principal meta do projeto era a restauração de um acervo de valor ímpar, mas que esta ação gerou outros bons resultados. “Além de termos em mãos preciosidades da literatura mundial de todos os tempos, e de podermos colocar, neste primeiro momento, 20 obras raras a disposição de interessados, em qualquer parte do mundo, via internet, conseguimos capacitar uma competente equipe de restauração composta por profissionais baianos”, comemorou. O trabalho envolveu cerca de 20 pessoas, entre técnicos do laboratório do Mosteiro de São Bento, implantado há 12 anos, pesquisadores do Mosteiro, da Faculdade São Bento e da Universidade Federal da Bahia. Como não haviam profissionais especializados em restauração de livros raros no Estado foi preciso tornar o grupo apto com um treinamento de três meses, monitorado por professores da Fundação Casa de Rui Barbosa, do Rio de Janeiro.

Detalhe da basílica, sensação de entrar em um filme medieval indescritível

Além de dificuldades iniciais com a mão de obra, os responsáveis pelo restauro tiveram que contornar outras limitações, como a escassez e os preços altos de parte do material necessário para a tarefa. O papel japonês utilizado para preencher os espaços danificados, por exemplo, teve que ser adquirido em São Paulo e com um orçamento alto (apenas uma folha chega a custar R$ 23). Para Alicia, todo o processo foi muito trabalhoso e exigiu total atenção dos envolvidos, mas o nível de importância dos livros era tão alto quanto os riscos de perdê-los com o passar do tempo. “As obras estavam em péssimas condições. Felizmente, o resultado foi o melhor possível. Hoje, temos a certeza de estar colaborando para a existência de um rico acervo de pesquisa que conta com publicações como a “Coleção de Breves Pontifícios”, uma compilação de textos sobre os jesuítas”, relatou a filóloga.

A beleza dos materiais também pode ser apreciada na íntegra através do processo de digitalização. Ninguém, certamente, ficará impassível diante de um manuscrito ornado, repleto de iluminuras (tipo de pintura decorativa, frequentemente aplicado às letras capitulares no início dos capítulos de pergaminho medievais. O termo se aplica também ao conjunto de elementos decorativos e representações imagéticas executadas nos manuscritos, produzidos principalmente nos conventos e abadias da Idade Média) e filigranas (trabalho ornamental feito de fios muito finos e pequeninas bolas de metal, soldadas de forma a compor um desenho.

“Como fruto desse passado, a nossa Biblioteca de Livros Raros hoje possui cerca de 30 mil volumes, sendo o segundo maior acervo do país (o primeiro é o da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro) e os 20 livros que estão apresentados neste site fazem parte desse contexto. Um contexto histórico representado por momentos marcantes tanto para o Mosteiro como para história luso-brasileira; e de uma preocupação em preservar nosso patrimônio e compartilhar com a sociedade esse conhecimento”, comentou Dom Gregório Paixão.

A opinião daqueles que convivem diretamente com o acervo entrou nos critérios dos documentos pesquisados inicialmente – “O Dietário”, os livros “Velho”, I e II da Coleção dos Livros do Tombo e a “Regra das Monjas” – foram sugeridos pelos próprios monges, devido ao seu interesse para a história geral da Bahia e do Brasil e a relevância para a manutenção da história deste Mosteiro e da própria Ordem. Somaram – se a estes, as edições princeps dos “Sermões” de Antônio Vieira, a “História Geral da Capitania da Bahia”, de José Natônio Caldas, 1759, e a “Collecção de Breves Pontifícios”, de 1756.

A preocupação em aumentar e, principalmente, preservar o acervo bibliográfico da Arquiabadia sempre foi algo de grande importância para os monges. Prova disto é a declaração de Dom Abade Majolo de Caigny, em meados de 1913: “aumentei nossa biblioteca, depois de tê-la melhorado, comprado todos os anos bom número de livros modernos; limpei e conservei os vetustos e quase carcomidos”. Mais de 90 anos depois, ainda com o empenho de salvaguardar esse precioso patrimônio bibliográfico, já com a presença de Dom Arquiabade Emanuel D’Able do Amaral, foi inaugurada uma nova área para guarda dos livros e um moderno Laboratório de Conservação e Restauração de Papel, iniciativa que contribui para ampliar o valor para a sociedade da Biblioteca do Mosteiro de São Bento, espaço de pesquisa e leitura tombado pelo Iphan, criada em 1582, quando os beneditinos chegaram em Salvador e fundaram o primeiro mosteiro da ordem no Novo Mundo.

Confira as obras disponibilizadas na Internet através do link:

www.saobento.org/livrosraros

STATUTI della Venerabile Archiconfraternita della Pieta de Carcerati [*] Novamente riformati. Oruieto: Rinaldo Ruuli, 1626. 168p.

BIBLIA Sacra Arabica [*] ad usum Ecclesiarum Orientatium. Additis è regione Bibliis Latinis* Roma: Sacra Congragationem de Propaganda Fide, 1671. T. 1. 472p.

FABRICIUS, Johann Albert. Bibliothecæ Græcæ. Liber III. De Scriptoribus qui claruerunt à Platone usque da Tempora nati CHRISTI Sospitoris nostri* Hamburgi: sumptu Christiani Liebezeit, 1707. [2], [12], 824p.

PORTUGAL. Collecçaõ dos Breves Pontificios, e Leys Regias, que foraõ expedidos, e publicadas desde o anno 1741., sobre a liberdade das pessoas, bens, e commercio dos indios do Brasil* [Lisboa]: Impressa na Secretaria de Estado, [1759]. [458] p.

D. LAURENTII IUSTINIANI Proto patriachae Venetii opare et vita religiosissima cum duplici indice Castigatius reposita. [Paris]: Jodoco Badio Ascencio, 1524. [7], 530f.

SARMENTO, Francisco de Jesus Maria. Flos Sanctorum ou santuario doutrinal* Lisboa: na Officina de Antonio Rodrigues Galhardo, 1727. 891p. v. 2

MASSARANI, Francesco. Francisci Massarii Veneti in novum Plinii de naturali historia librum castigationes & annotationes. Basileae: In Officina Frobeniana per Hienorymum Froben & Nicolaum Episcopium, 1537. [16], 367, [16] p.

INGUIMBERT, Malachia. Vita di monsignor Don Bartolomeo de Martiri* In Roma: Per Girolamo Mainardi, 1727. XXXVI, 319p. Dividido em dois livros.

VIERA, António, Padre. Sermoens, e varios discursos [* ]. Obra posthuma, dedicada a Purissima Conceyçam da Virgem Maria Nossa Senhora. Lisboa: Por Valentim da Costa Deslandes, 1710. T. XIV

VIEIRA, Antonio. Sermões.

VIEIRA, Antonio. Sermoens [*]. Undecima Parte, offerecida à Seressima Rainha da Grã Bretanha. Lisboa: Na Officina de Miguel Deslandes, 1696.

VIEIRA, António. Sermoens [*] Setima Parte, dedicada no Panegyrico da Rainha Santa ao serenissimo nome da Princeza N. S. D. Isabel. Em Lisboa: Na Officina de Miguel Deslandes, 1692.

VIEIRA, Antonio. Palavra de Deos empenhada, e desempenhada. No Sermam das Exequias da Rainha N. S. Dona Maria Francisca Isabel de Saboya; desempenhada no Sermam de Acçam de Graças pelo nascimento do principe D. João Primogenito de SS. Magestade [*]. Lisboa: Na Officina de Miguel Deslandes, 1690.

VIEIRA, António. Sermoens [*] Segunda Parte, dedicada no Panegyrico da Rainha Santa ao serenissimo nome da Princeza N. S. D. Isabel. Em Lisboa: Na Officina de Miguel Deslandes, 1682

LACROIX, Paul. Vie militaire et religieuse au moyen age et a l’époque de la renaissance. Paris: Librairie de Firmin-Didot, 1876. v, 577, 1p

FLAVIACENSIS, Radulphi. Mysticum illum Moyse Leviticum libri XX* Colonie: [E. Cervicomus] Petri Quentell, 1536. [22], 314p.

AGUIRRE, Iosepho Saenz de. In Metaphysicam et prædicamenta Aristotelis: disputationes selectæ* Salamanticæ: apud Lucam Perez, 1675. 222p.

MENEZES, Fernandes de. Historia de Tangere: que comprehende as noticias desde a sua primeira conquista até a sua ruina. Lisboa Occidental: na Officina Ferreiriana, 1732. [20], 304p.

GRÉGOIRE, L. Géographie générale physique et économique. Paris: Garnier Frères, 1888. 1209p. il.

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*Artigo: Histórias do Natal

Nesta quinta-feira, em que muitos estaremos reunidos em família celebrando o Natal, Conversa de Menina publica um artigo escrito pelo professor João Luis Almeida Machado, doutor em educação pela PUC-SP e editor do portal Planeta Educação. O texto do professor é histórico, para nos lembrar que tudo tem uma origem e nos fazer refletir sobre a importância de manter certas tradições. Ser apegado à tradição não quer dizer ser intolerante, nem preconceituoso e nem retrógrado. É possível celebrar uma festa como se fazia há dois mil anos, mas sem perder de foco que o mundo muda, evolui. Natal é ceia, é reunião de família, é panetone, é troca de presentes, é amigo secreto, é árvore enfeitada, é mico no escritório, é shopping cheio, mas é mais um momento de reflexão. E para refletir, você nem precisa necessariamente ser católico ou de qualquer outra religião. E tampouco precisa esperar o Natal chegar. A festa é o pretexto, porque no resto do ano estamos tão atribulados, tão cobertos de rotina, que esquecemos de olhar para nós mesmos, nossos amigos, nossos pais, filhos, parceiros (as), o vizinho de porta ou calçada. O sentimento do Natal, pelo menos para mim, devia perdurar para além do dia 25 de dezembro ou da virada do Ano Novo. Devia nos acompanhar diariamente no que tem relação com a solidariedade, com a tolerância e o respeito mútuo. Se na sua casa não vai ocorrer uma ceia farta hoje, não tem problema, o que tiver na sua mesa vai ser muito saboroso, desde que os sentimentos de quem se senta ao redor dela sejam bons, honestos e limpos como a consciência de uma criança. Dar e ganhar presentes é sempre maravilhoso, quem não gosta? Mas que o nosso maior presente seja sermos felizes e fazermos felizes aqueles que estão ao nosso redor. Desejamos a todos vocês que nos acompanharam nesta jornada, no primeiro ano de vida do Conversa de Menina, um Natal realmente feliz, tão feliz que faça brilhar ainda mais aquela luz interior que todos carregamos na alma e que sempre reflete no olhar. Um grande beijo!

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As origens do Natal

**João Luís Almeida Machado

Muitas das tradições do Natal surgiram antes do nascimento de Cristo. Práticas como a de dar presentes, entoar cantigas indo de casa em casa (muito comum nos Estados Unidos), a realização de ceias e as próprias procissões religiosas são tão antigas quanto a civilização mesopotâmica.

Alguns povos da Mesopotâmia, por exemplo, acreditavam que seus deuses (entre os quais o principal era Marduk) lutavam contra as forças do Caos. Para auxiliá-los no confronto com o Mal, realizavam festas que duravam aproximadamente 12 dias, justamente na virada do ano, período que coincide com a época do Natal.

Festas semelhantes também eram realizadas na Babilônia e na Pérsia. A troca de papéis entre escravos e senhores era parte comum dessas festividades. Isso nos leva a lembrar a cerimônia da lavagem dos pés realizada por Jesus e seu compromisso com os pobres e humildes.

Acender fogueiras e reunir familiares e membros da comunidade ao redor das mesmas para espantar os maus espíritos era, por sua vez, prática comum entre os povos da Escandinávia. Um dos símbolos dessa celebração consistia na prática de amarrar maçãs às árvores próximas do local onde se acendiam as fogueiras. Talvez esse seja o ‘ancestral’ mais distante daquilo que hoje conhecemos como árvore de Natal.

Presépio é um dos dos símbolos do Natal para os Cristãos

A reminiscência mais aproximada das festividades do Natal cristão, de acordo com estudiosos é, no entanto, a festa romana conhecida como Saturnália. Essa proximidade se dá por conta da época do ano em que era realizada (entre o final do mês de dezembro e os primeiros dias de janeiro). Essa festa incluía grandes refeições, visitas a parentes e amigos e a troca de presentes. Além disso, os romanos decoravam árvores com velas acessas e faziam guirlandas para enfeitar suas casas.

Uma das datas mais celebradas ao redor do mundo, o dia 25 de dezembro, não é, de acordo com estudiosos, aquela em que realmente nasceu Jesus Cristo. Uma das evidências utilizadas para explicar esse fato está nos relatos de Lucas, da própria Bíblia. Por eles ficamos sabendo que pastores estavam trabalhando nos campos durante a noite em que Jesus nasceu. Ao identificarem as condições climáticas da região onde ocorreu o nascimento de Cristo e perceberem que no mês de dezembro faz muito frio durante as noites, esses pesquisadores concluíram que seria pouco provável que os pastores estivessem fora de suas casas, desabrigados. O mais provável, de acordo com esses estudos, é que o nascimento de Jesus tenha ocorrido entre março e maio.

Outra polêmica diz respeito ao ano de nascimento de Cristo. Há controvérsias entre os historiadores. A única certeza é que o advento do messias cristão não se deu no ano I como acreditam milhões de fiéis ao redor do planeta. Os estudiosos fixam como data mais provável para esse acontecimento algum período entre os anos VI e IV a.C.

A figura conhecida mundialmente como Papai Noel (ou Santa Claus, em inglês) tem como base um bispo do século IV, Nicolas de Mira (atual Turquia), reconhecido por sua extrema bondade e carinho, especialmente pelas crianças. Através de suas práticas de ajudar os menos favorecidos e de doar seu tempo através de ações que beneficiavam a todos, sempre com boa vontade, acabou cunhando o modelo que todos nós atualmente reconhecemos através de cartões, publicidade, televisão, cinema.

A versão americana do Papai Noel, importada da Europa, seria derivada de uma lenda holandesa, trazida para o Novo Continente pelos colonos que se estabeleceram em Nova York ainda no século XVII. A consolidação dessa imagem se deu, porém, somente a partir do século XIX, com a publicação do poema “The Night Before Christmas” (A Noite Antes do Natal), de autoria de Washington Irving.

A imagem do bom velhinho conhecida por todos foi finalmente popularizada em todo o mundo a partir de um modelo criado na segunda metade do século XIX pelo desenhista Thomas Nast, da revista Harper’s. Foi ele quem deu vida, através de seus desenhos, à oficina de Papai Noel no Pólo Norte. Os modelos que conhecemos atualmente derivam de seus trabalhos e foram francamente influenciados por versões criadas na década de 1930 para ilustrar propagandas.

*Texto encaminhado ao blog pela Ex-Libris Comunicação Integrada

**João Luís Almeida Machado é Editor do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br) e Doutor em Educação pela PUC-SP.

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Traça de Biblioteca: Retratos do Brasil Negro

A série Traça de Biblioteca desta sexta-feira destaca quatro livros lançados pelas coleções Consciência em Debate e Retratos do Brasil Negro, ambas da Selo Negro Edições. Os livros tratam de importantes questões como a desigualdade racial existente no Brasil e traz também perfis de intectuais, homens e mulheres, que militam em prol dos direitos da população afrobrasileira. Quando diversos segmentos da sociedade civil organizada, sobretudo do movimento negro, se voltam para organizar as comemorações do Dia da Consciência Negra (em 20 de novembro próximo), vale a pena aprender os valores destes relatos. Recentemente, lendo uma revista que falava sobre o 20 de Novembro, li uma frase de Nelson Mandela (Nobel da Paz, militante pelo fim do apartheid na África do Sul) que cabe reflexão: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele, o ódio é ensinado. E se o ódio pode ser ensinado, o amor também pode”.  Confiram as sinopses e serviço para adquirir os títulos:

retratosRelações raciais e desigualdade no Brasil
O livro apresenta o ponto de visto histórico das relações raciais e das desigualdades no Brasil. Para a autora, a historiadora Gevanilda Santos, a educação antirracista é uma das soluções para promover a igualdade, a consciência política e o respeito às diferenças. A ideia do brasileiro cordial supõe uma vocação nacional para a convivência harmônica diante da desigualdade racial existente no país. Esse estereótipo, contudo, apenas esconde o modo de ser preconceituoso do brasileiro. O livro integra a coleção Consciência em Debate, lançamento da Selo Negro Edições. Em Relações raciais e desigualdade no Brasil, Gevanilda Santos decifra o mito da democracia racial e denuncia o racismo que sempre permeou a sociedade brasileira. Com base na análise das bases sociais, econômicas, culturais e políticas do país, ela mostra como está estruturada essa desigualdade. O livro apresenta o ponto de vista histórico das relações raciais e das desigualdades. Da República Velha ao movimento negro contemporâneo, a autora esmiúça conceitos como “raça”, racismo e preconceito, desconstruindo ideias preestabelecidas. Ao longo da obra, destaca as diferenças existentes entre as desigualdades sociais e raciais e reafirma a necessidade de políticas públicas específicas para os negros.
Autora: Gevanilda Santos
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 19,90
Páginas: 96

AbdiasAbdias Nascimento – Retratos do Brasil Negro
Abdias Nascimento é um dos maiores pensadores negros do mundo. Sua luta pela igualdade racial e sua vida marcada por desafios são fielmente registradas nesta biografia: da infância humilde à criação do Teatro Experimental do Negro, passando por sua atuação como deputado federal. Abdias pertence ao grupo dos grandes intelectuais engajados nas lutas libertárias dos negros em âmbito mundial – e também na difusão do pan-africanismo. No livro, a jornalista Sandra Almada recupera a vida e a obra desse dramaturgo, ator, acadêmico, político, artista plástico, poeta e militante reconhecido internacionalmente, resgatando as origens de sua combatividade.  Admiradora do professor Abdias, a jornalista acompanha sua militância há quase vinte anos, período em que foi acumulando algumas histórias desse defensor do combate ao racismo. Para complementar a biografia, ela realizou novas entrevistas, durante quatro meses, na casa do intelectual, no Rio de Janeiro. Espirituoso e bem-humorado, ele reconstituiu sua trajetória, revelando fatos significativos de uma vida exemplar de superação e crença.
Autora: Sandra de Souza Almada
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 19,90
Páginas: 168

Sueli CarneiroSueli Carneiro – Retratos do Brasil Negro
Sueli Carneiro é ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro. Feminista e intelectual, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, Sueli é uma das personalidades políticas mais instigantes da atualidade. Entender sua história de vida, suas influências e as mudanças concretas geradas por sua militância é compreender parte do cenário espacial, político e geográfico do movimento social negro contemporâneo. No livro, a jornalista Rosane da Silva Borges conta a história dessa que é uma das personalidades políticas mais instigantes da atualidade. A obra recupera experiências pessoais como eixo importante de vivências políticas. O primeiro contato da autora com Sueli foi em 2002, já com o intuito de compor a biografia dessa incansável ativista. Em 2009, o projeto foi retomado. Foram seis meses de trabalho e várias entrevistas em São Paulo. Os capítulos que compõem a biografia de Sueli Carneiro incluem fatos relevantes na vida da filha de uma ex-costureira e de um ferroviário, que herdou a tradição familiar e a certeza de que precisava investir na própria educação e lutar por condições melhores para a população negra. Em seu relato, a autora descreve o panorama brasileiro do período que envolve o nascimento e a infância da biografada, destacando uma época efervescente, com a volta de Getulio Vargas ao poder.
Autora: Rosane da Silva Borges
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 19,90
Páginas: 104

Nei LopesNei Lopes – Retratos do Brasil Negro
Nei Lopes é um brasileiro comprometido com sua terra e com a cultura de seu povo. Sempre criativo, ele vem enriquecendo o panorama da cultura nacional com a singular capacidade de elaborar e interpretar a dimensão mais densa e profunda da africanidade no país. Poeta, compositor, sambista, pesquisador e escritor, Nei Lopes é uma referência da cultura e da arte no Brasil. Sua vasta obra intelectual e musical constitui um rico acervo de informações e ideias sobre a cultura afro-brasileira, além de refletir de maneira magistral a luta antirracista no país. A vida e obra de Nei Lopes é contada pelo jornalista Oswaldo Faustino, que aborda com maestria todas as facetas da vida do artista.  Admirador de Nei Lopes, Faustino aceitou com entusiasmo o convite para escrever a biografia do intelectual. Foram quatro meses de trabalho, incluindo contatos por telefone, troca de e-mails e dois encontros, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo, para reunir as histórias que mostram os diversos talentos do homem que é hoje a grande referência no estudo da cultura afro-brasileira e na luta contra o racismo. O autor fala sobre o envolvimento de Nei Lopes com as artes plásticas e a aprovação, em primeiro lugar, no disputadíssimo concurso da Escola Técnica Visconde de Mauá. Fala sobre sua dedicação à poesia, ao desenho e ao teatro, bem como sobre sua formação como advogado na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (atual UFRJ), em 1962, que fez dele o primeiro universitário da família.
Autor: Oswaldo Faustino
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 19,90
Páginas: 120

Serviço:

Para adquirir os livros os contatos são o Serviço de Atendimento ao Consumidor da Selo Negro Edições, em São Paulo, pelo telefone: (11) 3865-9890.

Visite também o site da editora: www.selonegro.com.br

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A história do Brasil no século XX em cinco volumes

Capa do livro A História do Brasil no Século XXEm cinco volumes, a coleção “A História do Brasil no Século 20”, da série “Folha Explica”, traz a história do País dos últimos cem anos. Os livros foram escritos pelo jornalista Oscar Pilagallo e são divididos em períodos de 20 anos, com informações e comentários críticos a respeito dos fatos que marcaram época, dos barões do café à adoção do estado democrático de direito. É um panorama geral do desenvolvimento do País.

De acordo com o material de divulgação, o leitor vai encontrar em cada livro os seguintes temas:

Volume 1: narra as duas primeiras décadas do país após a declaração da República. Conta a história da Belle Époque e da Semana de 22, retratando a monocultura do café, as elites oligárquicas e as revoltas tenentistas.

Volumes 2 e 3: trazem a Revolução de 30, a crise da República Velha até a chegada de Getúlio Vargas ao poder e o golpe de Estado de 1937 –  que dá início ao Estado Novo – passando pela participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial e a redemocratização, o retorno de Vargas pelo voto popular e seu suicídio, encerrando com os anos de JK.

Volume 4: começa com a eleição de Jânio Quadros, em 1960, e termina com a fundação do PT, em 1980. Aborda ainda o Brasil na ditadura militar, o país de Jânio Quadros, do Tropicalismo, da luta estudantil, e o da guerrilha e da tortura.

Volume 5
: traz a turbulência política das duas últimas décadas com a campanha das diretas à eleição de Lula à presidência, passando pela morte de Tancredo, o impeachment de Fernando Collor de Mello e o plano Real.

| SERVIÇO |

Folha Explica: A História do Brasil no Século 20 (coletânea)
Autor: Oscar Pilagallo
Editora: Publifolha
5 volumes
R$ 79,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo televendas 0800-140090 ou pelo site http://publifolha.folha.com.br/

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Quem disse que “fuxico” não é fashion?

Calma moças, o título do post não tem relação nenhuma com fofoca. Para quem não é do Nordeste, explico-me: fuxico é uma técnica que consiste em fazer pequenos círculos estilizados em tecido, parecem um botão forrado ou uma flor do campo, para aplicar em roupas, acessórios ou até  montar peças inteiramente “fuxicadas”.

Pois bem, agora que expliquei o título do post, vamos ao que interessa: moda e cultura. “Do Fuxico ao Fashion” é o nome da mostra que acontece no Palacete das Artes, em Salvador, a partir do próximo dia 27,  das peças produzidas por grupos da Penísula de Itapagipe, região bucólica da capital baiana.

De uma rotina antes baseada na produção informal de artesanato para subsistência, surge uma moda que combina a delicadeza da rendas e bordados à elegância dos tecidos e roupas de corte fino. Criada por artesãs residentes na Península, a mostra “Do Fuxico ao Fashion”  é resultado do projeto Incubadoras dos Núcleos Associativos Produtivos, promovido pelo CIAGS – Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gestão Social da UFBA (Universidade Federal da Bahia). A exposição pode ser vista, gratuitamente, até o dia 06 de setembro.

As peças em exposição consistem em bolsas, coletes, boleros adornados com fuxicos de chantug, seda e brocal, detalhes em crochê com linha metalizada ou o tradicional ponto “bico de periquito” – quatro pequenos fuxicos que formam um novo fuxico. Todas as peças são feitas a partir de jeans e brim, tecidos com os quais as artesãs já estavam acostumadas a trabalhar. São peças masculinas e femininas, com corte e execução equivalentes à alta costura. Por enquanto,  a produção ainda não está à venda, pois ainda é pequena. Mas em breve,  lojas especializadas da cidade terão peças produzidas pelas artesãs da Península de Itapagipe.

Um pouco de história – Pesquisas feitas na Península – que integra 14 bairros (Uruguai, Ribeira, Bonfim, Monte Serrat, Dendezeiros, Bairro Machado, Alagados, Vila Rui Barbosa, Massaranduba, Baixa do Petróleo, Calçada, Mares e Roma) – apontaram a força da produção têxtil da região. Nos anos 40, Itapagipe foi um pólo industrial forte em Salvador, com destaque no ramo de confecções, até que, na década de 70, uma crise econômica provocou a falência das indústrias locais.  Quase trinta anos depois, em março de 2007, o designer estratégico Fernando Augusto Gonçalves inicia um trabalho de criação e confecção de coleções de moda na região da Península, o que culminou com a mostra do “Fuxico ao Fashion”.

Para ver a vivo:

O quê: Mostra de Moda “Do Fuxico ao Fashion”

Quando: 27 de agosto a 06 de setembro de 2009

Onde: Palacete das Artes Rodin – BA [Rua da Graça, 284, Graça. Salvador-BA]

Horário para visitação: terça a domingo, das 10h às 18h

Entrada Franca

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