O Conversa de Menina recebeu mais artigos interessantes em alusão a Semana da Mulher. Como boa parte do material refere-se ao tema mulheres e consumo, criamos uma nova série de quatro textos sobre o assunto. Agora, além de acompanhar o Especial Semana da Mulher, até sábado, dia 13 (aguardem o terceiro artigo mais tarde), os interessados em entender essa relação “misteriosa” entre as meninas e as compras, poderão seguir também a série Mulheres e Compras. E o primeiro texto é de Stella Kochen Susskind, que reflete sobre os estereótipos atribuídos às mulheres, como o que diz que para curar uma depressão, por exemplo, lançamos mão da “comproterapia”. Confiram:
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Mulher & Compras: O segredo dos quatro “Ps” do consumo feminino
* Stella Kochen Susskind
Mulheres sempre encontram prazer em comprar; elas adoram a “comproterapia”! Será que essa máxima, repetida à exaustão pelos homens, tem algum fundo de verdade? A experiência profissional e emocional, coordenando um exército de clientes secretos no Brasil e no exterior, ensinou-me que as consumidoras, sobretudo as brasileiras, têm um conjunto de características que ultrapassam as fronteiras dos esteriótipos apregoados. Em pesquisa recente com mulheres de 35 anos a 60 anos, realizada pela Shopper Experience, colocamos em debate os motivos que determinam a compra. Embora o emocional seja extremamente relevante no consumo feminino, o elemento determinante é a presença dos quatro “Ps” – paquera, pesquisa, pechincha e prazer.
A paquera é aquele espaço no qual a sedução que o produto exerce sobre a mulher envolve elementos como apresentação da loja, abordagem de venda e adrenalina da novidade. Na pesquisa, a mulher se certifica do custo-benefício do produto; questiona se a paquera tem potencial para se tornar “algo mais”. A pechincha é o momento em que põe em xeque o “valor”, a qualidade de uma relação embrionária… No prazer, a conclusão de um ritual sedutor que envolve emoções complexas e extremamente femininas. Embora o emocional esteja presente em cada um dos “Ps”, há muito do racional em cada etapa.
Em todas as pesquisas, um axioma impera – o atendimento de excelência determina e direciona uma venda de qualidade, peça-chave para a construção de uma relação duradoura entre consumidoras e marcas. As mulheres já equivalem a 51% da população brasileira, além de influenciar e inspirar o consumo masculino. E como nada indica que o contrário seja pertinente, é essencial para o sucesso do negócio entender quais são os elementos que compõem o que as mulheres associam a um bom atendimento. É nesse contexto que entra um quinto P – o pré-atendimento.
As mulheres que participaram da pesquisa não economizaram elogios ao pré-atendimento, ou seja, aos vendedores que se apresentam com cortesia, colocando-se à disposição para ajudar. A partir dessa apresentação simples e eficaz, esse profissional cede espaço para a “paquera”, para aquele primeiro “P” que desencadeará todo o encantamento que envolve uma experiência de compra perfeita; uma experiência que envolve conquista, prazer, alegria, surpresa…
Mais do que tudo, é preciso abrir mão da lógica cartesiana para entender que o aspiracional feminino pode ser objetivo e prático, sem perder a emoção que permeia cada etapa da compra. Essa é a singularidade feminina, mostrando que o prazer não é inerente a ou um atributo de todo tipo de compra. As mulheres são mais elaboradas do que essa visão simplista. Saiba que a mulher que está paquerando a vitrine pode desistir desse “namoro” a qualquer momento se associar o atendimento ao descaso do objeto de desejo. As mulheres sabem que as paixões são efêmeras…
*Stella Kochen Susskind preside a Shopper Experience, empresa de pesquisa especializada em hábitos de consumo
Hoje é o Dia Internacional da Mulher, data ideal para comemorarmos as conquistas femininas ao longo dos anos e para ressaltarmos a delícia que é ser mulher. Tanto mistério ronda a alma feminina… Quantos foram os poetas que tentaram nos desvendar, em vão.
Somos muitas; somos todas; somos rasas e intensas; somos cada uma cada vez que alguém tenta nos descobrir; somos incompreendidas, mas compreensivas, ora compreendidas e incompreensivas; somos frágeis, mas encontramos forças onde não mais a enxergam; somos mulheres com todo o orgulho que pode exister ao pronunciar esta palavra. MULHER.
Parabéns, meninas, pelo nosso dia. Que as forças para se manterem na luta pelo objetivo de vida de vocês se renove hoje. E parabéns aos meninos, àqueles que souberam extrair o que de melhor há em uma mulher.
“Pode-se graduar a civilização de um povo pela atenção,
decência e consideração
com que as mulheres são educadas,
tratadas e protegidas”
(Marquês de Maricá)
“E ela não passava de uma mulher…
inconstante e borboleta”
(Clarice Lispector)
Aproveite para deixar também a sua homenagem às mulheres!
O canal por assinatura GNT, na faixa GNT.doc, exibirá no próximo dia 09, o documentário “Mulheres Contra a Violência”. A produção norte-americana conta a história de quatro mulheres, identificadas apenas pelo primeiro nome, que relatam a violência que sofreram dentro de casa. De acordo com levantamento feito pela produção do documentário, a violência doméstica afeta tantas famílias nos Estados Unidos que algumas mulheres agredidas pelos maridos custam a acreditar que existe algo de errado no casamento. Nesse particular, embora a realidade retratada seja a a dos EUA, não difere tanto daquela vivida por brasileiras que sofrem o mesmo problema (Relembre os posts no blog sobre violência doméstica). Algumas americanas acham que merecem esse tipo de tratamento e, por isso, demoram a pedir ajuda!
Policiais e assistentes sociais contam no filme que têm grande dificuldade em ajudar as mulheres que, dominadas pelo medo, optam por continuar sofrendo com a violência em casa a denunciar seus companheiros. A maioria das situações retratadas envolve mulheres americanas, mas o programa também mostra casos de mulheres latinas.
Apresentado pela atriz Angie Harmon, conhecida por sua participação na série “Law & Order” e pelo marido dela, o atleta Jason Sehorn, a produção tem direção da premiada documentarista Maryann DeLeo.
Durante estes dias de cobertura carnavalesca pela mídia, ouve-se muito falar em Aids e fala-se muito da importância da camisinha, principalmente porque o Carnaval é uma festa que tem fama de mais permissiva. Toda a ênfase no beijar na boca, na “ficação”, no curtir o momento, todo o mito da máscara e do não saber como e com quem, é excitante, sem dúvida. Existe um fetiche na “festa da carne”, isso é inegável e a intenção aqui não é ser moralista. Sexo é bom sim, mas quando feito com consciência, ainda fica melhor. Quando digo consciência, quero enfatizar o conhecimento do próprio corpo, das próprias necessidades e também das necessidades da pessoa com quem compartilhamos esse momento, seja parceiro (a) fixo ou não.
Embora se divulgue mais a escalada da epidemia de Aids entre os brasileiros em datas especiais, perto do Carnaval ou no Dia Mundial dedicado a conscientização sobre a doença, por exemplo, os números não são fantasia e nem estratégia de marketing para comover. Eles refletem a condição de milhares de pessoas reais. Liberar a informação perto ou durante o Carnaval, acredito, tem intenção de aproveitar sim que as pessoas estão focadas no sexo, mas ainda assim, os fatos existem, a epidemia existe, continua a crescer silenciosamente e atinge uma faixa etária cada vez menor.
Segundo o último boletim que recebemos (via email) do Ministério da Saúde, na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres. Dos 20 aos 24 anos, a divisão por gênero é semelhante e atinge tanto eles quanto elas (independente da orientação sexual) em percentagens iguais. Já entre os homens jovens, ainda segundo o MS, há maior incidência de infecção nas relações homossexuais. Vê-se com isto que a Aids nunca foi uma doença restrita a um gênero ou opção sexual, mas é alarmante o fato de tanta gente jovem adquirir o vírus. É falta de campanha? Acredito que não é só isso. Ainda assim, este ano, o foco da campanha pró-camisinha do MS durante a folia de Momo tem como alvo os jovens.
Acredito que, além da necessidade de se divulgar com mais frequência os números e as estratégias de prevenção, existe também uma falta de consciência corporal, um excesso de fé no outro (principalmente daqueles que tem parceiro (a) fixo), uma grande subserviência das mulheres (que ainda não aprenderam a agir de igual para igual com seus parceiros na relação) e, diante de tantos jovens ainda em tenra idade contaminados, um desejo até meio mórbido de desafiar a morte e dizer: “comigo não acontece”. Só que pode acontecer. E, até o momento, ainda não inventaram método mais simples de prevenção do que a camisinha.
Outro dia, respondi um comentário de alguém que dizia não gostar de sexo com camisinha. Ela revelava que não conseguia sentir prazer com a camisinha, mas acredito que sentir ou não prazer em uma relação está além da camisinha, porque está além da penetração. Cada casal deve buscar nas suas preferências e práticas, fazer o joguinho de sedução, caprichar nas preliminares, descobrir outras zonas de excitação no corpo do parceiro (a), para não limitar o sexo só ao ato da penetração. Ser criativo na vida é fundamental e o sexo faz parte disso. Então, para mim, esse aumento do número de casos de Aids entre gente jovem demais, ou de HPV, ou de outras doenças sexualmente transmissíveis (e aqui vale lembrar que a Aids se transmite por outros meios que não apenas o sexo), tem um pouco também de relação com falta de maturidade para gerenciar uma vida sexualmente ativa.
Os jovens se iniciam no sexo mais cedo, mas não estão preparados para administrar a situação, negociar o uso do preservativo, ainda não possuem aquela consciência corporal que já falei acima, as meninas mais novas são ainda mais vulneráveis à vontade do parceiro, sobretudo nas relações heterossexuais, que é onde a carga machista da sociedade traz toda aquela ideia de que a iniciativa é deles e só deles e que elas devem se submeter, espera-se até que se submetam. Creio que tudo isto ocorre porque a adolescência (e são pessoas de 13 a 19 anos se contaminando), é uma idade de tantas incertezas em tantas áreas da vida, porque não seria neste fator, o sexo?
Os pais, a escola, a sociedade, todos precisam atentar para o fato de que existe um alerta (e não é dos números do Ministério da Saúde) quando tantos jovens se contaminam em tão grande proporção com o vírus da Aids. Existe um alerta que perpassa a educação recebida em casa, a educação recebida na escola, a falta de diálogo, a erotização precoce de crianças que sequer foram alfabetizadas ainda mas estão expostas a letras de música e programas na tv acima da sua capacidade de compreensão. É uma cruzada social impedir que tantas vidas precoces se comprometam com algo tão complexo quanto ser portador de HIV. Todos, de alguma forma, temos de contribuir!
Confira a íntegra do Boletim do Ministério da Saúde divulgado em fevereiro:
*Epidemia de Aids atinge jovens entre 13 e 19 anos
Mariângela Simão, do Ministério da Saúde. Crédito da imagem: Agência Brasil
Os números mais recentes da Aids no Brasil mostram que a epidemia, na década de 2000, comporta-se de forma diferente entre os jovens. Na população geral, a maior parte dos casos está entre os homens e, entre eles, a principal forma de transmissão é a heterossexual.
Considerando somente a faixa etária dos 13 aos 24 anos, a realidade é outra. Na faixa etária de 13 a 19 anos, a maior parte dos registros da doença está entre as mulheres. Entre os jovens de 20 a 24 anos, os casos se dividem de forma equilibrada entre os dois gêneros. Para os homens dos 13 aos 24 anos, a principal forma de transmissão é a homossexual.
Diversos fatores explicam a maior vulnerabilidade dos jovens para a infecção pelo HIV. Entre as meninas, as relações desiguais de gênero e o não reconhecimento de seus direitos, incluindo a legitimidade do exercício da sexualidade, são algumas dessas razões.
No caso dos jovens gays, falar sobre a sexualidade é ainda mais difícil do que entre os heterossexuais. “Eles sofrem preconceito na escola e, muitas vezes, na família. Isso faz com que baixem a guarda na hora de se prevenir, o que os deixa mais vulneráveis ao HIV”, explica Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Feminização – O aumento de casos de Aids entre as mulheres se deu em todas as faixas etárias. Em 1986, a razão era de 15 casos em homens para cada um caso em mulheres. A partir de 2002, a razão de sexo estabilizou-se em 15 casos em homens para cada 10 em mulheres. Na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres jovens. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 casos em meninas.
Entre 2000 e junho de 2009, foram registrados no Brasil 3.713 casos de Aids em meninas de 13 a 19 anos (60% do total), contra 2.448 em meninos. Na faixa etária seguinte (20 a 24 anos), há 13.083 (50%) de casos entre elas e 13.252 entre eles. No grupo com 25 anos e mais, há uma clara inversão – 174.070 (60%) do total de 280.557 de casos são entre os homens.
A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira, lançada pelo Ministério da Saúde em 2009, também ajuda a explicar a vulnerabilidade das jovens à infecção pelo HIV. De acordo com o estudo, 64,8% das entrevistadas entre 15 e 24 anos eram sexualmente ativas (haviam tido relações sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa). Dessas, apenas 33,6% usaram preservativos em todas as relações casuais, que são as que apresentam maior risco de infecção.
Nos homens, 69,7% dos entrevistados eram sexualmente ativos. Entre eles, porém, o uso da camisinha é maior: 57,4% afirmaram ter usado em todas as relações com parceiros ou parceiras casuais.
Homossexuais – Na faixa etária de 13 a 19 anos, entre os meninos, houve mais casos de Aids por transmissão homossexual (39,2%) do que heterossexual (22,2%), no ano de 2007. Essa tendência é diferente do que ocorre quando se observa todos os casos de Aids adquiridos por transmissão entre homens – 27,4% homossexual e 45,1% heterossexual.
Nas escolas – O carro-chefe das ações de prevenção à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis é o programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação. Criado em 2003, o SPE tem como objetivo central desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens. As ações se dão de forma articulada entre escolas e unidades básicas de saúde. Hoje, 50.214 escolas de todo o país participam do programa.
A iniciativa trabalha a inclusão, na educação de jovens das escolas públicas, dos temas saúde reprodutiva e sexual. O SPE reúne ações que envolvem a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais dos alunos, e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. É no âmbito deste programa que se disponibiliza preservativos nas escolas.
*Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde – Brasília
Saiba mais:
Para ver material da campanha do MS durante o Carnaval, que este ano está focada nos adolescentes, visite: www.aids.gov.br.
Recebemos duas informações interessantes, de fontes diferentes, sobre o mercado de trabalho feminino no Brasil. Enquanto uma pesquisa revela que as meninas ocupam 36% dos cargos de liderança em empresas brasileiras, um projeto mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, voltado para capacitação técnica de profissionais na construção civil, mostra que 85% das turmas em cursos como pedreiro e eletricista são formadas por mulheres. Sem dúvida é o tipo de conhecimento que merece ser difundido, até para acabar com essa ideia ainda vigente de que existem profissões exclusivas para cada gênero. De jeito nenhum! Seja no alto escalão de uma multinacional ou como responsável técnica numa obra, estamos conquistando espaço e arduamente vencendo preconceitos. Profissional bom ou ruim, existe de qualquer sexo. O que vai determinar quem fica com a vaga é o talento, a iniciativa, o nível de conhecimento e a disposição para realizar a tarefa. Confiram detalhes abaixo:
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Mulheres ocupam 36% dos cargos de liderança em empresas brasileiras
Estudo exclusivo conduzido pela Great Place to Work, com base na análise da pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil, mostra que 43% dos postos de trabalho das 100 empresas que integram a edição 2009 do ranking, são ocupados por mulheres, sendo 36% postos de liderança versus 64% de ocupação masculina. Essas empresas contam juntas com 403.587 profissionais, dos quais 174.902 são mulheres – 19.586 em postos de chefia.
Para se ter uma ideia da ascensão feminina no ambiente corporativo brasileiro, em 1997 apenas 11% dos cargos de liderança eram ocupados por mulheres. Nos Estados Unidos, em 2009, das 100 Melhores Empresas para Trabalhar, apenas quatro têm mulheres na presidência.
No Brasil, o estudo revela que nas empresas presididas por mulheres, o índice de confiança dos funcionários é maior: 83% versus 81% nas empresas lideradas por homens. Em contrapartida, as mulheres demonstram níveis de satisfação menores do que os homens: na média geral, o índice de satisfação é 83% contra 76% das mulheres. A análise mostra que apesar de todo o avanço da participação feminina no mercado de trabalho, ainda existem diferenças importantes – atuando em uma mesma posição profissional, a mulher ganha menos, leva mais tempo para atingir cargos de liderança e dedica mais tempo ao estudo, formação e aprimoramento profissional.
Segundo Ruy Shiozawa, CEO do Great Place to Work, as Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil buscam incorporar no modelo de gestão características femininas como maior capacidade de delegar; facilidade no relacionamento interpessoal; talento para gerir equipes; e poder de negociação. “A valorização dessas características por parte das empresas representa uma importante evolução, pois o cenário era outro quando iniciamos a pesquisa há mais de uma década. No passado, as mulheres selecionadas para cargos de liderança, dadas as enormes dificuldades para ocupar espaço, deixavam de lado as características femininas, pois precisavam apresentar um comportamento idêntico ao dos pares masculinos”, avalia o executivo.
Shiozawa acrescenta que em tempos de crise econômica mundial, as características presentes no perfil feminino de gestão são ainda mais valorizadas. “Não por acaso, registramos o aumento da presença das mulheres nas Melhores Empresas para Trabalhar, em 2009, tanto em cargos de chefia, quanto na presidência”, salienta.
Mulheres na presidência das Melhores Empresas para Trabalhar:
– BRASILATA: Amélia Ramos Heleno
– BYOFÓRMULA: Yukiko Eto
– CULTURA INGLESA: Maria Lucia Willemsens
– ERICSSON: Fatima Maria Queiroga Raimondi
– INSTITUTO ITAÚ CULTURAL: Milu Vilella
– LABORATÓRIO SABIN: Janete Ana Ribeiro Vaz e Sandra Santana
– MAGAZINE LUIZA: Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues
– PREZUNIC: Andrea Dias da Cunha
– QUINTILES BRASIL: Marisa Sanvito
– ZANZINI MÓVEIS: Palmyra Benevenuto Zanzini
Em 2008, das 100 Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil, oito contavam com mulheres na presidência: Byofórmula, Cultura Inglesa, Laboratório Sabin, Magazine Luiza, Okto, Prezunic, Quintiles Brasil e Zanzini Móveis.
A pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil é baseada em duas avaliações: uma com os funcionários, que respondem a um questionário composto de 57 itens e duas questões abertas, nas quais destacam os principais pontos fortes da empresa e as suas oportunidades de melhoria. A outra avaliação é realizada com a própria empresa, que detalha as práticas de gestão de pessoas.
Presença feminina também canteiros de obras – Na Associação de Apoio Comunitário à Educação, à Cultura e à Cidadania (ACAFAG), que ministra cursos gratuitos de formação técnica geral em Salvador e duas cidades da região metropolitana (Candeias e São Francisco do Conde), 85% das alunas dos cursos de pedreiro/azulejista, eletricista/encanador e carpinteiro/armador são mulheres. Tanto que a entidade, mantida pelo Programa de Formaçãop Profissional do Ministério do Trabalho e Emprego, abriu este ano uma turma só para as meninas. Em 2010 eles devem repetir a iniciativa. Para as interessadas, o endereço da ACAFAG é Estrada do Coqueiro Grande, 126, Cajazeiras. Telefone: (71) 3305-0935 e e-mail: [email protected]
*Material encaminhado ao blog pela assessoria de comunicação do Great Place to Work-Brasil e assessoria de comunicação da ACAFAG.
O artigo que publicamos hoje no blog foi escrito por Marcela Kauffman, redatora do byMK, primeira rede social criada no Brasil com a finalidade de reunir pessoas ligadas ao universo da moda. No texto, Marcela analisa o comportamento da mulher contemporânea, sempre tão cheia de tarefas, obrigações e anseios, e de como as redes sociais acabam suprindo uma necessidade que na visão da redatora, “é muito feminina”, a de trocar experiências e ideias, de agregar, dar e ouvir conselhos. Hoje, por coincidência, li numa revista uma matéria que falava sobre como homens e mulheres usam métodos diferentes para desestressar. Enquanto eles partem para o esporte, sexo e ouvir música, elas preferem sentar e chorar ou ligar para uma amiga e abrir o peito. Enquanto eles estravasam, elas dialogam. Particularmente, não gosto de categorizar as pessoas e discordo dessa linha antropológica positivista que define taxativamente: “homens são assim, mulheres são assado”. Me cheira sempre a machismo e a comparações infundadas, como se ser de um jeito ou de outro fosse pior ou melhor. Acredito que muito do que somos, enquanto mulheres ou homens, é fruto da educação que recebemos e do contexto social em que vivemos, para o bem e para o mal. Mas, voltando ao texto de Marcela, embora eu reconheça a importância das redes sociais no contexto de sociedade tecnológica, veloz e de fronteiras cambiantes que a globalização criou, ainda aposto no contato humano, ao vivo, como a melhor forma de interação possível entre duas pessoas. Mas, não há como negar que a existência destas redes ajuda na aproximação das pessoas, ao menos daquelas com interesses em comum; estimula o debate, porque é mais um meio de troca de ideias e opiniões; e, nos mantém bem informados, para citar só algumas vantagens. A maior desvantagem lógico, é o risco de esquecer o sol quente lá fora em horas e horas de conexão simultânea. Mas, sabendo dosar e escolher o que acessar, a internet é o mundo ao alcance. Vale ler o artigo e refletir:
Redes sociais: o reflexo do comportamento da mulher moderna
Por Marcela Kauffman*
Desde a época das nossas avós, muita coisa mudou. Ou melhor, podemos dizer que praticamente tudo mudou. A mulher finalmente assumiu o papel de profissional, deixou para trás o status de símbolo máximo do universo doméstico e da família apenas e passou a ser também a provedora financeira, a escolher e a repensar seus relacionamentos, a decidir sozinha sobre seu destino e finalmente, ter voz ativa na sociedade assim como os homens, garantindo a sua contribuição na mesma medida.
Então agora somos iguais aos homens? Bem, em direitos e deveres sim, mas não na nossa essência. Mulheres serão sempre mulheres. Agora, somos mulheres, mas com o detalhe de sermos “modernas”, o que não significa que tenhamos perdido características tão nossas, apenas que temos outras formas e meios de nos expressar.
Para a maior parte das mulheres modernas, acabaram-se os tempos de “tricotar” junto com as vizinhas e amigas durante boa parte do dia enquanto esperavam os maridos retornarem de seus trabalhos. Hoje passamos a maior parte do dia nos escritórios, em reuniões estressantes, fazendo relatórios, respondendo e-mails, falando ao telefone e ao celular. Toda a nossa vida gira em torno desses aparelhos e de uma rotina muito corrida. E agora? Perdemos esta nossa parte tão “social” e tão “feminina” que são os relacionamentos?
Não. Por mais diferente que seja o nosso cenário atual em relação ao de nossas antepassadas, hoje temos uma ferramenta muito poderosa. Temos a internet. Com ela, podemos estar onde queremos, ver o que gostamos e, principalmente, interagir com muitas pessoas ao mesmo tempo e, o mais interessante, que partilhem dos mesmos interesses que os nossos (o antigo “tricotar”). Podemos, através da internet, manter essa nossa característica feminina tão peculiar de trocar idéias, experiências, dar opiniões, conselhos… E o mais incrível é que com o universo online, podemos expandir esse “tricotar” para além dos domínios da nossa rua, do nosso bairro ou da nossa família, que eram onde nossas avós viviam e passavam basicamente toda a sua vida. Na web, o mundo é o limite!
Daí nascem as redes sociais, sites no qual os próprios usuários criam seu conteúdo. E as mulheres já são o grande público delas, têm uma participação enorme e são responsáveis por boa parte dos temas gerados, voltado aos mais diversos interesses relacionados ao seu dia a dia e experiências de vida (cozinhar, viajar, esportes, moda, beleza, bem estar, manicure, ajuda humanitária…). As redes sociais podem, além de possibilitar às mulheres (e homens também) compartilhar ideias e experiências, criar vínculos em torno de interesses em comum e, finalmente, traduzi-los em relacionamentos reais. São as amizades que nascem na rede e que passam a ser “presenciais”, através de encontros, reuniões, festas. Ainda sobre relacionamentos, a internet com suas redes sociais serve não apenas para captar novos vínculos, mas também para manter vivos aqueles já existentes, mas que pela distância ou pela famigerada falta de tempo dos dias atuais não podem ser tão constantes ou “presenciais”. Sabe aquela sua amiga do peito que foi morar fora? Há algumas décadas atrás para ter notícias dela não restava nada além de sentar e aguardar pacientemente os dias se passarem para a chegada de uma correspondência.
E não acabou. As redes sociais podem ainda ser um canal dinâmico e efetivo para que possamos nos comunicar de forma mais clara, direta, transparente e colaborativa em relação à política, empresas, marcas e produtos. As empresas começam a descobrir isso…pouco a pouco, porém, de maneira mais rápida do que imaginávamos. Algumas de formas muito bacanas, com iniciativas interessantes, outras de forma repentina e até mesmo no susto.
Por fim, percebemos que apesar de tanto trabalho e falta de tempo, estamos vivendo dias que se traduzem nas palavras conectividade, emoção e utilidade. Palavrinhas que nós mulheres nos identificamos tanto, que sempre nortearam nosso jeito de ser, que fazem parte das nossas características tão “femininas” desde os primórdios. A tecnologia e a internet só vieram facilitar tudo isso, ser um meio nesses tempos modernos de continuar a “tecer” nossos relacionamentos de forma tão intensa como sempre fizemos, só que hoje a qualquer momento e em qualquer lugar do mundo, onde quer a gente esteja. Bem-vindo à era das redes sociais, só que agora, o céu é o limite!
*Marcela Kauffman é redatora do byMK, rede social especializada em moda. Visite o site: www.bymk.com.br
Quem diria que Mary Quant, lá nos anos 60, inventaria uma peça de roupa capaz de despertar tanto ódio
*Texto da jornalista Giovanna Castro
Outubro de 2009, século XXI, São Bernardo do Campo, cidade do complexo ABCD, pedaço do Brasil dos mais pujantes dentro do mais pujante estado e que se auto-vangloria de ser cosmopolita e moderno – São Paulo. Setembro de 1968, século XX, Atlantic City, Estados Unidos – então a maior potência mundial, título que ainda ostenta embora ultimamente bastante alquebrado pela crise -, controverso episódio Bra-Burning, ou Queima de Sutiãs, para os íntimos. Apenas quatro anos antes, a estilista Mary Quant havia criado a ousadíssima minissaia.
Uma distância de exatos 41 anos entre os dois períodos destacados não foi suficiente, no entanto, para evitar a execração pública de uma jovem de 20 anos, estudante de Turismo da Uniban, no “B” do centro industrial paulista, que resolveu ir à aula com um vestido curto, não tão mais curto do que qualquer menina de hoje em dia usa na rua no nosso ensolarado e calorento país.
O que pode ter acontecido, fico me perguntando, ao mesmo tempo em que relembro as cenas de uma faculdade em fúria, alunos agitados, de celulares em punho gravando o acontecimento e prestes a pular em cima da moça? Centenas de homens e mulheres engrossavam os gritos de “puta! puta! puta!”, enquanto ela saía da sala de aula em que havia se refugiado – na tentativa frustrada de aguardar que os ânimos se acalmassem – visivelmente constrangida e escoltada por cinco policiais. “Eles estavam possuídos. Fiquei com muito medo”, disse a jovem, depois do ocorrido.
No que pensavam as moças e rapazes que se concentraram de forma ameaçadora expressando sua opinião intolerante em relação a uma minissaia? Que nem era tão mini assim conforme se vê no vídeos postados no Youtube pelos universitários… Penso na palavra “moral”, na expressão “bons costumes”, mas nada disso faz sentido quando se trata da massa revoltada.
São os mesmos que nas baladas se orgulham de ter beijado não sei quantos ou não sei quantas numa única noite, os mesmos que têm cada vez mais liberdade para dormir com seus namorados (as) na casa dos pais, que se reúnem em grupos identificados justamente pela roupa que vestem, que alardeiam a prática do sexo e curam suas consequências com a pílula do dia seguinte. Que contradição é essa? Hipocrisia?
E, mais do que isso, trata-se de jovens estudantes que, na academia, deveriam estar assimilando conteúdo, aprendendo a eliminar o preconceito, a respeitar os outros e usar da criatividade em prol da sociedade. Mas não, eles se aglomeraram para “protestar” contra a minissaia da colega. Me impressiona mais ainda o desprezo expressado no diálogo entre duas mulheres cujas vozes soam ao fundo da gravação: “Ela tá chorando gente”, uma delas se solidariza. Enquanto a outra cospe: “Dane-se!”.
Pernas femininas continuam virando a cabeça deles e delas
Injustificável a postura masculina diante do episódio, já que vivemos num mundo machista, apesar de quererem nos convencer de que as coisas estão mudando, porém imperdoável para as mulheres. Porque não a solidariedade? Porque não a proteção? Porque não a identificação? Por acaso aquelas meninas se sentiram ameaçadas no seu território? A jovem de vestido curto é uma ameaça para seus namorados, amantes, maridos, ficantes? Questão complexa, essa, até porque as escolas têm se transformado em verdadeiros desfiles de moda. Atualmente, meninas, adolescentes e jovens se arrumam para a escola como se estivessem indo pra uma festa, visando alcançar objetivos nada acadêmicos.
Este episódio reflete, a meu ver, uma crise de valores pela qual passa a sociedade contemporânea. Não já disseram que o direito de um termina onde começa o direito do outro? O que a jovem do ABC fez de tão ofensivo à alma e à conduta dos demais estudantes da Uniban? O que os estudantes da Uniban queriam fazer com essa moça, ao tentar invadir em massa a sala de aula em que ela se refugiara?
A contemporaneidade exige comportamentos e posturas diferentes, as coisas andam muito mais flexíveis, ainda que muito à beira do precipício do exagero. Só que não é possível voltarmos ao tempo da barbárie, do tacape e dos puxões de cabelo. Porque um vestido curto foi associado à prostituição? O que há de diferente nessa moça das top modelos das passarelas que mostram seus corpos, das atrizes que fazem cenas de sexo na novela das 19h e das meninas que saem à noite vestidas para matar o primeiro incauto que aparecer?
Chocante a atitude dos alunos, homens e mulheres, surpreendente a posição do segurança da faculdade: “Mas também que roupa curta, hein?”, disse irônico e desrespeitoso após ser chamado para proteger a aluna da turba desenbestada. Enfim, todo esse episódio me cheira àqueles comentários absurdos e neanderthais que, não raro, alguns fazem ao saber de notícias de estupro. “Ah, mas ela deu lugar, né? Com aquele vestido provocante, queria o quê? Nenhum homem aguenta…”. Mary Quant não poderia imaginar que sua invenção fosse alvo de tamanho ódio e rejeição tanto tempo depois.
O mercado é ingrato com as mulheres que optam por serem trabalhadoras e mães. Pelo menos esta é a análise do advogado e professor do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Jurídicas, Marcos Vinicius Poliszezuk, autor do artigo que publicamos abaixo. O texto traz dados do IBGE e da Catho On Line sobre a situação de empregabilidade das brasileiras. Sim, ainda ganhamos menos que os homens, embora isso seja inconstitucional. E ainda somos discriminadas na hora de disputar uma seleção – separadas em: com filhos e sem filhos – embora isso seja ilegal e imoral. O importante de divulgar esse tipo de análise é contribuir para conscientizar as mulheres e os homens sobre a importância de romper antigos tabus. Apesar de todo o avanço tecnológico da pós-modernidade e de toda a revolução dos costumes, o peso da tradição ainda é grande na nossa sociedade. Ainda há quem defenda, nos dias de hoje, que lugar de mulher é em casa lavando, passando, cozinhando e criando os filhos. Sem contar com aqueles que endossam afirmações absurdas como a de que as mulheres que tornam-se lideres e se destacam na profissão, masculinizam-se para competir de igual para igual com os homens! Talvez, diante de estatísticas como as apresentadas no artigo do professor Marcos, realmente existam mulheres que abrem mão da maternidade ou da feminilidade para mostrar que são tão capazes quanto os homens. No entanto, quem foi que disse que ser agressivo no mercado é prerrogativa masculina? E quem disse que a agressividade ou a competitividade não são também características das fêmeas? Onde está escrito que para ser feminina tem de ser mãe? O problema com o preconceito, qualquer que seja ele, é que cria categorias e rotula as pessoas, confinando-as aos estererótipos, sendo que a diversidade é cada vez mais a norma no mundo, graças a Deus! Eu, particularmente, não quero ser igual, melhor ou pior que nenhum homem. E espero que nenhum deles queira ser melhor, pior ou igual a mim. Quero respeito nas minhas diferenças.
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**Dificuldades das mulheres no mercado de trabalho
*Marcos Vinicius Poliszezuk
Todos são iguais perante a lei. É o que estabelece o artigo 5° da Constituição Federal. No entanto, deparamo-nos com realidades distantes daquela prevista pelo nosso constituinte. Prova disso é o tratamento dispensado às mulheres trabalhadoras, em que a discriminação ainda é notadamente patente.
Importante destacar que várias foram as legislações com o intuito de proteger o trabalho da mulher. Prerrogativas e direitos lhe foram assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que dedica um capítulo inteiro de medidas protetivas ao trabalho feminino. A nossa própria Constituição Federal também assegurou salário idêntico ao dos homens, além de outras benesses conferidas em razão da maternidade. Hodiernamente, observa-se que tais medidas são inócuas, uma vez que a própria sociedade desrespeita a legislação. Lei é lei, evidente, mas não somos educados a respeitar a dignidade do trabalho feminino. Isso sem enfocar a dupla jornada cumprida pelas mulheres, ou seja, o trabalho fora e o dentro de casa.
Saliente-se que o Brasil, seguindo a legislação e a tendência mundial, ratificou Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que tratam de forma direta ou indireta da desigualdade de gênero nas relações de trabalho, são elas, a nº 100 (Salário igual para trabalho de igual valor entre o Homem e a Mulher, ratificada em 25/04/1957, com vigência nacional em 25/04/58), a nº 103 (Amparo à Maternidade, ratificada em 18/06/65 e com vigência nacional em 18/06/66); a nº 111 (Discriminação em matéria de emprego e Ocupação, ratificada em 26/11/65, com vigência nacional em 26/11/66); e a de nº 117 (Objetivos e normas básicas da política social, ratificação em 24/03/69 e vigência nacional em 24/03/70).
Todavia, tornar-se mãe, período tido como o ápice da maturidade feminina, é o principal entrave na colocação dessas mulheres no mercado de trabalho. Aí, pouco importa a dupla jornada, a dedicação extrema, o salário defasado e o mister maternal. Infelizmente, o que mais pesa ao empresariado é o aumento do custo para manter essa trabalhadora e o seu filho. A matemática é simples: os empregadores calculam o aumento dos encargos (salário, convênio médico, creche, farmácia, etc.) e, com isso, perde-se o interesse na colaboração dessas candidatas. Além disso, outro empecilho, na visão dos empregadores, é a maior probabilidade de a mulher-mãe ter de ausentar-se do trabalho para cuidar das crianças.
Apesar de toda a mentalidade contrária a contratação de mulheres, pesquisas revelam que nos últimos anos a inserção da mulher no mercado de trabalho tem sido crescente e visível, assim como o percentual de mulheres em cargos de comando de grandes empresas.
Segundo dados do IBGE, em janeiro de 2008, havia aproximadamente 9,4 milhões de mulheres trabalhando nas seis regiões metropolitanas onde foi realizada a pesquisa: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. Este número significa 43,1% das mulheres. Em 2003 esta proporção era de 40,1%. O que comprova o aumento da representatividade feminina no mercado de trabalho.
Entretanto, elas se encontravam em situação desfavorável à dos homens, pois não chegavam a atingir o percentual de 40% de mulheres trabalhando com carteira de trabalho assinada, sendo que entre os homens esta proporção ficou próxima de 50%. Além disso, o rendimento delas correspondia a 71,3% do rendimento dos homens.
Na visão machista ainda vigente, infelizmente, mulher só é multitarefas dentro de casa
A mesma pesquisa deixou claro que quando o contexto é mercado de trabalho, a maioria dos indicadores apresentados mostrou a mulher em condições menos adequadas que a dos homens. Outro ponto alarmante é a desigualdade na contribuição previdenciária, quando se constatou que mais de um terço das mulheres não contribuem. Isso de uma forma geral e não pontuando mulheres com filhos e menores de quatro anos. Com isso, torna-se mais notável que a dificuldade da mulher no mercado de trabalho existe independente de ser mãe, mas agrava ainda mais com a maternidade.
Neste patamar, já não importa as lutas de tantas Marias (da Penha), de Helenas (de Americana) e de todas aquelas engajadas na promoção da dignidade do trabalho da mulher para valerem os direitos conquistados com duras batalhas, uma vez que, repita-se, somos os primeiros a desrespeitar as leis que nós mesmos criamos.
Talvez por essa razão já não nos impressiona as pesquisas como a recentemente divulgada pela Catho on Line, empresa de recrutamento e seleção, segundo a qual mulheres com filhos de até quatro anos têm mais dificuldades para conseguir emprego. Fomos educados para aceitar essa realidade – diga-se de passagem, ilegal, com normalidade.
*Marcos Vinicius Poliszezuk é sócio-titular do Fortunato, Cunha, Zanão e Poliszezuk Advogados, especialista em Direito Empresarial pela Escola Superior de Advocacia da OAB-SP e em Direito do Trabalho pelo Centro de Extensão Universitária; além de professor do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Jurídicas e integrante da Comissão dos Novos Advogados do Instituto dos Advogados de São Paulo.
**Artigo recebido por email pela assessoria de comunicação de Marcos Poliszezuk.
“O batom na mão de uma mulher é uma arma de sedução tão potente quanto uma bomba atômica”. Quem nunca ouviu frases desse tipo? E quem também nunca leu a respeito do quanto para alguns homens, batom é um fetiche? Já li numa revista certa vez, que as mulheres se sentem mais poderosas com o batom certo (será?). Não costumo usar muito batom, faço a linha cara lavada, mas de vez em quando invisto em uma corzinha, principalmente quando acordo me sentindo a Morticia Adams de tão pálida. E o segredo é autoestima. Sempre, tudo que mexe com beleza vai muito além da vaidade e tem suas causas lá na autoestima, no ego, que precisa ser massageado de vez em quando, na necessidade de sermos notados, de sermos importantes. Isso é intrínseco do ser humano. Mas, a ideia desse post não é filosofar sobre os mitos, se falsos ou verdadeiros, da relação das mulheres com seus cosméticos. Exageros de qualquer natureza não devem ser incentivados e, embora ficar bonita seja importante para a alma, não é só da estética que vivemos. Comecei a falar sobre batons porque recebi por email uma pesquisa dessas que, se não servem para provar nada, divertem muito e contribuem para aquele olhar lúdico sobre a vida. Pois é, tem olhar lúdico também sobre a vaidade feminina. A assessoria de comunicação de uma empresa de cosméticos nos enviou o material abaixo via email, trago aqui para o blog pelo inusitado da coisa. Gente, psicólogo estuda cada coisa! Mas, antes de sair por aí dizendo que é bobagem tentar perceber a personalidade de uma mulher através do formato do seu batom, vamos fazer o seguinte exercício: o batom é um símbolo e como todo símbolo, tem seus significados.
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*Nossa Personalidade Expressada no Batom?
A maneira como aplicamos o batom é determinante para a forma que ele tomará. Umas mulheres deixam a ponta mais arredondada outras mais quadradinhas… E a forma que o batom fica diz sobre a nossa personalidade.
O batom e o nosso estilo…confira:
Desconfiada – Ponta em forma de gota. É o tipo durona. Não chora na frente dos outros e nunca revela seus segredos a ninguém. Por isso, precisa estar sempre atenta as formas de exteriorizar seus sentimentos para não pifar.
Organizada – Ponta afiada. Honesta e boa amante, é daquelas que gostam das coisas planejadas e relacionamentos transparentes. A organização é seu ponto forte: adora deixar as coisas em ordem e, algumas vezes, não se dá conta de que exagera.
Sincera – Ponta plana. Romântica, sincera e leal com os amigos, é capaz de guardar um segredo como poucos. Tímida, muitas vezes nem mesmo tem noção do potencial e, por isso, esconde alguns talentos do resto do mundo.
Amorosa – Ponta em forma de bala. Quieta, delicada, esperta e surpreendente. As vezes, essas qualidades podem ser confundidas, dando a impressão de que é pegajosa. Sabendo disso, costuma enclausurar seus sentimentos e esconder suas qualidades dos outros. Tem um ar meio misterioso, capaz de deixar as pessoas curiosas a seu respeito.
Habilidosa – Duas pontas laterais. Habilidosa e talentosa, é uma dessas pessoas que não consegue ficar parada. Ama a vida e está sempre rodeada de amigos. O que não é problema, pois, em geral, tem o dom de deixar as pessoas a vontade e acaba sendo a anfitriã perfeita. Ainda assim, tem seus momentos de carência e precisa muito do carinho das pessoas que a cercam.
Informada – Torre torta. Uma grande amiga, adora badalações e não perde uma festa. É sempre uma das primeiras pessoas a ficar sabendo de tudo o que acontece com as pessoas que a rodeiam. Mas nem sempre consegue guardar segredos. Atenção para a torre do batom, pois se ela cair, indica crise interior.
Decidida – Ponta de um só lado. Quanto mais fina a ponta, maior a determinação de quem usa o batom. É uma guerreira. Na verdade, é segura, ambiciosa e, talvez por isso, não meça esforços para alcançar o que quer.
Corajosa – Ponta arredondada. Inteligente e glamurosa, é uma pessoa que adora surpresas e todo tipo de mudanças. O que mais a incomoda é a monotonia. Talvez esse seja o principal motivo para que esteja sempre mudando o guarda-roupas, a casa, o namorado…
Leal – Ponta em forma de cadeira. Pessoa brincalhona que vive em busca de aventuras. Faz amizade com facilidade e é uma ótima ouvinte, uma amiga para todas as horas. Entretanto, caso o “encosto” da cadeira fique muito alto, é preciso prestar mais atenção aos sintomas de estresse.
Boazinha – Ponta em diagonal. É uma pessoa do bem e, aos poucos, as pessoas que a rodeiam se dão conta disso. Algumas vezes dá a impressão de ingenuidade. Caso o batom fique assim até o final, significa que nunca será má. Lembre-se: a bondade é uma qualidade de poucos.
Equilibrada -Ponta em forma de casinha. Muitas pessoas a definem como zen, pois está sempre disposta a experimentar uma nova forma de terapia alternativa. Na verdade, tudo o que procura é o equilíbrio entre mente e corpo. E, no fundo, isso nada mais é que uma maneira de se conhecer melhor.
Misteriosa – Ponta em formato de chapéu. É uma estrategista. Gosta de fazer planos e guardá-los até o último minuto. Entretanto, isso não significa que os insights ficarão apenas no campo das ideias. Pelo contrário, na hora certa, sabe como colocá-los em prática.
*Fonte: Lume Cosméticos
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No outro blog:
No Moda de Menina, leiam algumas dicas para uma boa maquiagem:
Aquele doce de tacho com o fio do açúcar no ponto exato. O trançado de fita ou sisal que vira tapete. Um bibelô em papel marchê, as formas de cultivar a terra sem usar agrotóxicos, aquele xarope de agrião que cura qualquer tipo de tosse, uma cantiga, uma história…se for enumerar cada um dos conhecimentos que as mulheres “da roça” detém, precisarei de outros tantos posts só para publicar a lista. Muitas vezes, acreditamos que conhecimento é só aquele adquirido na escola, numa universidade. Mas existem práticas que passam de geração para geração, apenas através da experiência. Pensando em valorizar estas experiências que transcendem a educação formal, acontece em Salvador, neste final de semana, de 21 a 23, das 9h às 22h, no Jardim dos Namorados – orla, a I Feira Estadual de Economia Feminista e Solidária da Bahia.
Ao todo, 133 grupos produtivos de mulheres rurais e urbanas, oriundos de 50 municípios localizados no semi-árido, região do sisal, Irecê, Rio São Francisco e Chapada Diamantina, vão expor os sabores do campo. Barracas com hortaliças orgânicas, derivados lácteos (requeijão, queijo caseiro – humm, que delícia!), compotas, doces, frutas beneficiadas, bebidas e comidas típicas, além de artesanato em sisal e capim-dourado são algumas das atrações do evento.
Outras duas capitais já receberam a Feira Estadual da Economia Feminista e Solidária: Recife – PE, em junho de 2008, e Natal – RN, entre outubro e novembro do mesmo ano. Até 2010, serão realizadas feiras em mais quatro estados. Todas são resultado das ações do Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais (POPMR)
Além de dar visibilidade às atividades econômicas das mulheres participantes, as feiras configuram-se em rica troca de experiências produtivas e debates sobre organização do trabalho, economia solidária e desigualdade de gênero, entre outros temas. A capacitação profissional, inclusive com a realização de oficinas, também integra a programação das feiras estaduais.
A iniciativa é do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR/BA), Movimento de Organização Comunitária (MOC), Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag/BA) e da Rede de Produtoras da Bahia, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) , Incra e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab/BA)
Serviço:
O quê: I Feira Estadual da Economia Feminista e Solidária da Bahia
Onde: Jardim dos Namorados (Pituba), em Salvador
Quando: de 21 a 23 de agosto, das 9h às 22h
A visitação é gratuita e o valor arrecadado com a venda dos produtos, além de ajudar no orçamento doméstico dessas mulheres – boa parte delas chefes de família – também possibilita que as associações rurais ampliem os cursos para outras mulheres, gerando assim uma rede cidadã.
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