Verão 2010 Le Lis Blanc

Já estão nas vitrines dos shoppings Iguatemi e Salvador, a coleção Primavera-Verão 2010 Le Lis Blanc, que apresenta novas propostas: o cruiser, o fresh e o black. Entre os quase três mil itens da coleção, as blusas de seda, saias tulipas, os macacões, as pantalonas, os blazers oversize e as peças em moulage aparecem em tecidos naturais como a seda pura, o algodão com seda e o linho, além da viscose, em alta nesta estação.

As estampas com motivos florais para o fresh, poá para o cruiser e abstratos para o black são em sua maioria digitalizadas para obter uma explosão de cores  vibrantes, como o fúcsia, o verde piscina, o amarelo, o lima e o coral, todas contrapondo com sustentações neutras como o bege, o branco ou o preto.

Os vestidos são a grande aposta para a temporada e podem ser longos, curtos, justos, amplos, lisos ou estampados e a nova etiqueta “Le Lis Dance Collection” vem com diversas opções para a balada. Já os tubos vêm em tricrepe, shantung de seda, e até mesmo em algodão para o look dia.

As sandálias exibem estampas de pyton, arabescos em chamois ou tiras de elástico para compor lindas produções com os cintos, que aparecem estreitos ou largos, e são fundamentais para  absolutamente todas as composições.

Serviço:

Shopping Iguatemi 71 3450-6542

Salvador Shopping 71 3878-2036

Visite o site da Le Lis Blanc

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Sobre o mundo, o tempo e a esperança

PensadorO  seu direito termina quando começa o do outro. Quem nunca ouviu isso? Que pena, no entanto, que as pessoas esquecem do ditadinho na vida cotidiana. O mundo anda individualista demais. A briga por um lugar ao sol tem feito os indivíduos deixarem ao relento o outro. Aliás, tudo virou motivo de guerra, encaramos verdadeiras disputas e o outro passou a ser um adversário. Não há lugar para todos no mercado de trabalho, também não há vagas universais na fila do SUS, nem nas instituições de ensino públicas.

Tenho andado preocupada com isso. O tempo deixou de ser relativo. Agora é absoluto, porque ninguém tem mais tempo pra nada. Aliás, falar em tempo provoca calafrios. Provavelmente deixou de fazer alguma coisa importante porque esqueceu, ou não teve tempo. Mas uma engrenagem do individualismo. Parece que tudo se vira contra nós. Os dias se seguem corridos e nós, tensos. Mal temos tempo de olhar o outro, bater um papinho descontraído, relaxar. É tanta coisa com que se preocupar que não nos sobra muito tempo.

Ainda acredito que o amor ao próximo e a solidariedade humana podem mudar nossas vidas. A partir do momento em que o outro se torna importante pra você, como pessoa, o inverso acontece espontaneamente. Me assusta um pouco o rumo que a humanidade está tomando. O capitalismo desenfreado, regimes autoritários, a impotência. Às vezes me sinto em uma roda-gigante, mas daquelas que não param. Sabe quando você já está meio zonzo, quer descer de qualquer forma, mas ela não para? É como tenho visto o mundo ultimamente.

Pode parecer uma visão romântica da sociedade. Muitos defendem que o ser humano é combativo por natureza, que guerrear é intrínseco à natureza humana. Talvez seja assim, mas ainda que seja assim, continuo acreditando em sentimentos mais fortPensandoes, que poderiam contornar a “razão”. Está aí outro conceito tão discutido. O que é mesmo ser racional, hein? Razão e emoção precisam ser equilibradas. Mas a teoria é simples, não é? Enfim. Embora as expectativas não sejam as melhores, eu prefiro manter as esperanças.

Um dia ouvi que esperança alimenta. Hoje eu compreendo melhor o que quiseram me dizer àquela época. Já andei mais descrente, até decidir respirar fundo e acreditar novamente. De uma forma diferente, mais real. Já criei uma série de teorias sobre a evolução humana nesse meio tempo. Uma delas, inclusive, que daqui a alguns milênios nasceremos com quatro braços para que possamos dar conta de tantas tarefas. Quem sabe nesse tempo cheguemos a pensar em usar um destes braços para fazer carinho no outro.

Acho que estou viajando um pouco. Falando de tanta coisa ao mesmo tempo, usando tão pouco espaço para discutir assuntos de tamanha grandiosidade. Mas o que eu mais gosto na ideia de fazer blogs é justamente essa possibilidade. A gente pensa tanto, divaga, desenha… Muita coisa fica a sete chaves, não sei dimensionar quanto dos nossos pensamentos exteriorizamos. Mas creio que seja muito pouco. Fato é que os pensadores mudaram o mundo ao longo do tempo. Dediquemos, então, um pouquinho desse tempo tão corrido a isso.

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Literatura: novos lançamentos infanto-juvenis

Para os amantes da leitura e para quem está aprendendo a gostar dos livros, Conversa de Menina faz um apanhado dos últimos lançamentos infanto-juvenis. Confiram os resumos  das obras e boa leitura!

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O emaranhado da maçaroca

maçarocaO emaranhado da maçaroca conta a história de dois meninos que se conhecem por acaso e se tornam amigos. Mais do que uma amizade, nasce também desse encontro uma relação de troca e respeito. Desembaraçando suas maçarocas, Pedro e Paulo descobrem juntos um pouco mais do mundo ao redor e de seus próprios mundos.

Autor: Hermes Bernardi Jr.

Ilustrações: Renan Santos

Editora: Larousse do Brasil

Pág: 32

Preço: R$ 21,50

Novo volume da série Vampiratas

Vampiratas 3 - Capit__o de sangueCapitão de sangue é o terceiro livro da série Vampiratas e retoma as aventuras dos gêmeos Connor e Grace Tormenta. Para Connor, é um momento decisivo a bordo do navio Diablo. Ele precisa se preparar para o seu primeiro saque e lidar com um inimigo que precisa também proteger — Luar Wrathe, sobrinho de Molucco. Enquanto isso, Grace viaja com Lorcan para o Santuário, um lugar para onde vão os vampiros que desejam controlar sua sede de sangue, ficando sob os cuidados do guru Mosh Zu Kamal. Ccombatendo perigos por todos os lados, os irmãos percebem que seu destino está intrinsecamente ligado aos Vampiratas.

Autor: Justin Somper

Tradução: Alves Calado

Editora: Galera Record

496 páginas

Preço: R$ 46,00

Livro dos Irmãos

irmãirmaoIrmã pode dividir brinquedos, roupas, broncas ou histórias.  Pode ser mais velha, mais nova ou até do meio. Ela ajuda no dever de casa, pega sapato emprestado, divide uma paixão ou tem uma mesma religião. Irmã de sangue ou de consideração? Não importa, é tudo família. Irmão mais velho pode ser protetor, companheiro, brigão ou ciumento, da mesma forma que irmão mais novo pode ser tudo isso e ainda ser o xodó da família. Tem irmão que é meio-irmão, por só ter o mesmo pai ou a mesma mãe, mas com harmonia, acaba sendo irmão por inteiro. Irmã e Irmão fazem parte da Coleção Família, que traz ainda os volumes: Avó, Mãe, Pai, Filho, Filha, Primo e Sogra.

Autor: Guto Lins

Editora: Globo

40 páginas de miolo

Preço: R$ 22

Para despertar a curiosidade científica

A coleção Mão na Ciência, da Edições SM, tem como objetivo despertar a curiosidade pela ciência e estimular o prazer da descoberta através de experimentos lúdicos e dinâmicos. Escrita pela associação francesa Les Petits Débrouillards, a coleção traz atividades com diferentes níveis de dificuldade, que permitem ao leitor desvendar as relações entre causa e efeito dos fenômenos naturais, e é indicada para leitores iniciantes (a partir de 6 anos) e para leitores em processo (a partir de 8 anos).

coracao da terraEm O coração da Terra, o leitor vai descobrir por que as erupções vulcânicas acontecem, o que há nas profundezas da Terra ou como se descreve uma rocha líquida, além de aprender como funciona a grande máquina em que vivemos. Vai poder experimentar como se formam as estrelas e os planetas, e até fabricar o seu próprio vulcão…

Nolfato e paladaro livro O olfato e o paladar, o leitor vai conhecer um pouco mais sobre esses sentidos, que recebem informações sobre a natureza química do que está à nossa volta e as enviam para o cérebro. E vai também descobrir para que serve a saliva, se o nariz tem mesmo memória e por que não conseguimos sentir o sabor da comida quando estamos gripados.

visaoEm Os mistérios da visão, o leitor vai entender um pouco mais sobre o seu funcionamento, descobrir por que vemos melhor com os dois olhos do que com apenas um e aprender um truque para enxergar na escuridão.

aguaJá em Os segredos da água, vai descobrir por que a água é tão importante para a vida e até inventar um modo de criar um arco-íris num copo. Se olharmos ao redor, vamos perceber que a água faz parte do nosso cotidiano de uma forma que nem sequer nos damos conta. Ela está no ar, na comida, no encanamento das casas, nos rios, no mar… e até nos seres humanos que, em cada 70 quilos, possuem em média 45 litros de água.

Autores: diversos

Editora: Edições SM

80 a 90 páginas

Preço por volume: R$ 21

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Dica de leitura para pais de adolescentes:

jovemWilliam Damon, um dos mais importantes estudiosos do desenvolvimento humano nos Estados Unidos, apresenta pesquisa inédita sobre a juventude. Destacando os fatores-chave que fizeram diferença na vida de grupos bem-sucedidos, o autor ajuda pais e professores a orientar e encorajar os jovens. Utilizando os resultados de uma ampla pesquisa de campo sobre projetos vitais na juventude, o autor investiga um assunto de extrema importância nos dias de hoje: por que tantos jovens não conseguem vencer na vida? Eles moram com os pais por mais tempo que o necessário, penam para passar da adolescência para a vida adulta e não conseguem encontrar um objetivo de vida que os entusiasme. No livro O que o jovem quer da vida? o autor reúne suas primeiras reflexões sobre o tema. A pesquisa de Damon mostra que 1/5 dos jovens que hoje têm sucesso estão engajados em atividades que lhes dão prazer e sabem o que querem. No entanto, 1/4 dos adolescentes encontra-se vagando sem direção e corre o sério risco de nunca aproveitar seu potencial. Outra parte dos jovens está na corda-bamba e precisa de orientações que os ajudem a avançar, enquanto outra parcela é composta por sonhadores que não sabem como concretizar seus planos. Baseado em entrevistas, o autor desvenda a mente dos jovens desmotivados e expõe sua confusão e ansiedade a respeito do que deveriam fazer da vida. Em seguida, mostra o que pensam os adolescentes bem encaminhados e aponta nove fatores-chave que fizeram diferença na vida deles. Além disso, discute o papel que família, escola, mentores e instituições sociais podem ter na construção e no apoio aos projetos dos jovens.

Autor: William Damon

Editora: Summus Editorial

Páginas: 200

Preço: R$ 48,90

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Passo a passo de maquiagem

Quem entende de maquiagem é unânime em dizer que, independente do estilo de cada mulher, do tom de pele, tipo de rosto e ocasião, todos esses fatores que interferem na escolha do make, existem alguns passos básicos de preparação da pele que são indispensáveis para garantir um resultado perfeito. O Moda de Menina recebeu um passo a passo da consultora oficial da LUMI Cosméticos, Natália Antunes. Confiram abaixo e mãos aos pinceis meninas!

1º LIMPEZA: Limpar, tonificar e hidratar a pele antes de começar o make

2º BASE: Podemos espalhar com um pincel, com os dedos ou com uma esponja. Espalha-se do centro do rosto para fora. A base deve ser exatamente da cor da pele. Para testar a similaridade da cor passe um pouquinho de base no rosto ou pescoço.

3º CORRETIVO: O Corretivo vem depois da base. O ideal é espalhar com o anelar dando leves batidinhas, porque o toque é mais suave.

4º PÓ COMPACTO: Depois aplica-se o pó

5º SOMBRA: A sombra começa com as cores mais claras pela parte interna da pálpebra móvel. Com uma sombra mais escura deve-se começar por fora. Quando molhamos o aplicador para passar a sombra brilho intensificamos a cor. Porém ela pode ser usada sozinha ou aplicada sobre a sombra compacta.

6º LÁPIS PARA OLHOS: Passe o lápis sobre a pálpebra móvel e esfumace com a esponjinha, fazendo movimentos de baixo para cima. Em seguida, aplique sobre os cílios inferiores.

7º SOMBRA ILUMINADORA: Para iluminar os olhos usamos sombras nas cores perolada e doadora de brilho. Há dois importantes pontos para iluminar: embaixo das sobrancelhas e no canto interior dos olhos.

8º LÁPIS PARA SOBRANCELHAS: Defina suas sobrancelhas com um lápis ou sombra compatível com a cor da sua pele e do seu cabelo.

9º MÁSCARA PARA CÍLIOS: A aplicação na máscara para cílios deve ser feita com o pincel na horizontal em movimentos zig-zag, de dentro para fora.

10º BLUSH: A aplicação começa das têmporas até dois dedos da boca e nariz

11º BATOM: Basta aplicar com cuidado, respeitando o contorno dos lábios. Para a maquiagem não ficar pesada, a dica é: quando os olhos estão realçados escolha um batom neutro ou cor clara, e quando os olhos estiverem pouco marcados realce seus lábios com cores fortes e vibrantes.

12º BRILHO LABIAL: Aplica-se no centro dos lábios uma quantidade satisfatória deixando espalhar voluntariamente para o resto dos lábios.

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>>Tudo sobre maquiagem para principiantes

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Temos religiões diferentes. E agora?

judaismo

*Texto e reflexões de Andreia Santana

Esta semana uma cena me chamou atenção na novela Caras & Bocas, exibida no horário das 19 horas pela Rede Globo. O personagem Benjamim, judeu ortodoxo, sugeriu à Tatiana, sua namorada na trama, que se convertesse à religião dele para que a moça seja aceita por sua família. No horário das 21h, a novela Caminho das Índias dá exemplos diários das dificuldades vividas pela personagem Camila, brasileira, para de adaptar aos costumes e religião da família do marido Ravi, indiano. Exageros da ficção à parte, o envolvimento de pessoas de religiões e culturas diferentes faz parte do contexto social tanto pelo fato de sermos seres gregários, que buscam sempre um grupo onde se encaixar; quanto porque com a globalização, com a internet, as fronteiras que separavam uma cultura da outra foram dissolvidas e reconfiguradas.

cristianismoO ser humano necessita relacionar-se na essência. Parece chavão, mas a verdade é que nenhum de nós pode viver sozinho. O diálogo, a comunicação, o interesse, a curiosidade pelo que é diferente está na maioria de nós. Só os muito intolerantes não admitem que precisam conhecer e entender o outro. Só os preconceituosos não aceitam o diferente e não buscam aprender com essas diferenças. E existe uma quantidade de intolerância e preconceito suficientes no mundo para provocar uma série de problemas. Vide as guerras e atentados que explodem de um lado a outro do globo.

A cena entre Benjamim e a namorada me chamou tanta atenção na novela porque fiquei pensando até que ponto alguém tem o direito de pedir a outra pessoa que altere seu modo de vida para ser aceito em determinado grupo. Também penso até que ponto alguém deve ceder e alterar suas crenças por amor. Me perguntei porque Tatiana não poderia ser aceita pela família do namorado mesmo sem ser judia ortodoxa. Nem torço pelos dois personagens e nem gosto muito de Tatiana, acho uma personagem cabecinha oca, como muitas que existem nas novelas. Mas, a situação vivida por ela pode muito bem ser a situação de qualquer rapaz ou moça.

islamismoCasais de religiões diferentes devem tentar converter um ao outro? Minha opinião é não, porque a escolha religiosa de alguém tem de ser algo ditado por uma necessidade pessoal e não por conveniência. A opção por esta ou aquela religião, ou até a opção por não ter nenhuma religião deve ser respeitada.

Acredito que deva ser difícil para um casal de religiões diferentes, ou em que um é religioso e o outro ateu, negociar a convivência. Mas negociação e diálogo são a base de qualquer relacionamento. Então, que os acertos com relação aos credos de cada um sejam estabelecidos no início do relacionamento, sem preconceitos e sem intolerância.

oxossiSe o marido é evangélico e se sente bem na sua crença e se a esposa é católica e se sente bem assim, por que tentar mudar? O ideal é que um respeite a religião do outro. Se é preciso acompanhar o marido até sua congregacão evangélica, porque não fazer isso de forma respeitosa. Não é preciso se envolver no culto, ou tomar parte dele. Se a esposa católica quer ir a missa e o marido é de outra crença, há duas opções. Ir com ela e respeitar aquele momento, sem necessariamente precisar tomar parte dele; ou deixá-la ir sozinha, respeitando esse momento que ela precisa para manifestar sua comunhão com Deus ou com a divindidade que ela cultua.

As pessoas falam tanto em liberdade de expressão, mas por que tentar alterar o credo de um namorado ou namorada? Isso não seria ferir a liberdade de expressão e justo da pessoa que dizemos amar? É preciso que ela mude por pressões familiares? Em pleno século XXI, as pessoas ainda sucumbem a esse tipo de coisa ao invés de tentar ser aceito da forma que é? Por que vai ser inconveniente levar uma namorada não evangélica, ou não católica, ou não budista a um evento da sua igreja? Sinceramente não consigo entender que alguém diga que ama outra pessoa, mas com ressalvas: “Eu te amo, mas você precisa se converter antes ao meu credo para ser aceita na minha comunidade”. Não consigo ver esse tipo de coisa como amor. Para mim, amor pressupõe compreensão e aceitação, independente de credo, cor, posição social.

hinduismoLógico que vai precisar haver muita maturidade no relacionamento para que um entenda o credo do outro e aceite que, em um determinado momento, o seu par precisará cumprir os seus ritos religiosos, isso no caso daqueles que seguem todos os preceitos de sua religião. Também não sou ingênua a ponto de achar que ao escolher o caminho da não conversão, a pessoa vai ser recebida de braços abertos logo de primeira. Infelizmente não, o caminho do desafio às normas vigentes é sempre pedregoso. Mas é possível percorrer um caminho assim de forma serena, sem partir para a agressão, desde que haja o mínimo de predisposição em tentar entender o outro, o que é diferente.

AnkPor que não aceitar? Por que impor regras como o tamanho do cumprimento da saia da namorada? Ou preceitos que não faziam parte da realidade dela ou dele antes de se conhecerem? Sinceramente, creio que forçar alguém a aparentar o que não sente, a ser como não é de fato, seja ainda mais árduo do que tentar fazer com que a família e a comunidade aceitem aquele membro que é diferente, mas que respeita as crenças dos outros. Ele é evangélico, mas ela não é. Ou vice-versa. Mas desde que haja respeito de um com o outro e respeito próprio, que mal há nela usar batom ou um vestido acima dos joelhos porque se sente bem assim? Ou que mal há nele gostar de festas e de pular Carnaval mesmo que a religião dela não permita?

As pessoas não gostam do que dá trabalho. E dá trabalho conviver com alguém de credo diferente porque as cobranças dos outros são muitas e exercem grande pressão. Mas será que um casal que permite que as pressões externas afetem o relacionamento construiu uma base sólida para este relacionamento?

BudaDesde que haja respeito, cooperação e a intenção de conversar sobre o que incomoda, colocando as cartas na mesa, creio que seja possível a convivência inter-religiosa numa família. E conheço exemplos que dão muito certo. Uma amiga, por exemplo, é espírita, o esposo é ateu, a mãe é evangélica e uma das irmãs é filha-de-santo de um Terreiro de Candomblé. Todos se dão bem, todos se respeitam e nenhum deles tenta converter o outro ou faz comentários intolerantes e ofensivos a outras religiões. Para mim, esse é o verdadeiro sentido de se ter uma crença.

CrucifixoFanatismo não tem relação com religião. E eu, particularmente, quero distância das pessoas fanáticas. Acredito que quem segue uma crença busca por algum tipo de equilíbrio, por paz interior, elevação espiritual. Não consigo encaixar o fanatismo nem em equilibrio, nem em paz interior e muito menos em elevação espiritual. Para mim, não existem eleitos, visto que, se existe um Deus que todas as religiões fazem questão de dizer que é a expressão da suprema bondade, a suprema bondade para mim não implica em escolher um povo ou um credo em detrimento de todos os outros.

Não sou especialista em religião, nunca estudei teologia e muito menos tenho a receita para os relacionamentos amorosos perfeitos. Aos que vivem uma relação inter-religiosa, só posso imaginar o que vocês passam e de que forma resolvem seus conflitos, mas não sei como é na prática. No entanto, acredito no diálogo, na tolerância e na negociação como bases para se resolver qualquer problema.

Minha intenção com este post é dividir com os religiosos e os não-religiosos, ideias que me ocorreram após ver uma cena de novela, que na minha opinião, configura-se em desrespeito às individualidades. Um casal é sempre um conjunto, mas jamais podemos esquecer que antes de ser conjunto, cada parte envolvida na relação é um indivíduo único, que merece respeito como tal.

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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Aulas de Yoga em praça pública

Um dos objetivos do Conversa de Menina é divulgar serviços que ajudem na melhoria da saúde e qualidade de vida. O blog, que criou um email de contato com seus leitores (saiba mais aqui), tem recebido muito material interessante. Na medida do possível, iremos divulgar esse conteúdo, desde que seja uma proposta séria, de qualidade e de preferência gratuita, para ampliar o acesso da população e incentivar a inclusão. Recebemos do Estúdio Via Corpo de Yoga, Pilates e Dança e do Espaço Samadhi Yoga, o material abaixo, de grande utilidade para quem busca o equilíbrio entre corpo e mente. Confiram:

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O Estúdio Via Corpo de Yoga, Pilates e Dança e o Espaço Samadhi de Yoga irão realizar, um sábado por mês, durante todo o segundo semestre de 2009, aulas abertas em praças de Salvador, de três tipos do yoga:  ashtanga yoga, hatha yoga e power yoga. O objetivo é mostrar aos moradores da capital como esta prática milenar pode auxiliar na melhoria da qualidade de vida e na saúde de pessoas de todas as idades.

A primeira aula aberta acontecerá neste sábado, dia 11, na Praça Pau Brasil, ao lado do Colégio Manoel Devoto, no Rio Vermelho. As aulas serão ministradas pelos professores Laura Campos, Virgínia Yamasaki, Fábio Cantalice e João José. Veja programação:

16h – Aula para iniciantes e pessoas da terceira idade
17h – Aula para praticantes de yoga ou que tenham bom condicionamento físico

Atenção: As pessoas têm de levar tapete de yoga, esteira ou tolha de banho

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Conheça três tipos de yoga:

yoga 1ASHTANGA VINYASA YOGA é o método criado por Sri K. Pattabhi Jois, em Mysore, no Sul Da India. Se diferencia do Yoga clássico na sua dinâmica, pois prioriza o fluxo de movimento coordenado de forma estreita com a respiração. É composto de séries que produzem um intenso calor interno, provocando suor abundante e purificador que desintoxica músculos e órgãos. É uma prática vigorosa,  que além de ser uma meditação em movimento, propicia um excelente condicionamento físico.

hatha yogaO HATHA YOGA é prática psicofísica milenar. Uma filosofia em que tudo deve ser sentido antes de ser acreditado. Propõe a utilização de posturas (asanas) junto com o uso da respiração para se chegar a uma maior consciência da interrelação que existe entre o corpo, a mente e a emoção. Produzindo um estado de presença onde mente e corpo estão mais coordenados e equilibrados. Existem atualmente algumas linhas de Hatha Yoga que tem em comum a sua filosofia, mas que se diferenciam na abordagem pratica das posturas (asanas).

Hatha Yoga Clássica: Yoga significa união, neste caso, do corpo e da mente através de exercícios respiratórios, de flexibilidade, de postura, de força, resistência e auto-conhecimento. É um processo que envolve confrontar seus limites e transcendê-los.

powe iogaPOWER YOGA é o dinamismo das posturas e o desafio sempre presente. Ele vem da junção do Ashtanga Vinyasa Yoga e Iyengar Yoga, tendo na mesma aula as posturas que aumentam o fluxo de energia e a preocupação com o alinhamento dos asanas.

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Os benefícios da yoga:

– Equilíbrio, concentração e determinação no cotidiano;

– Corrige problemas físicos e psicológicos;

– Flexibilidade e força para outras atividades;

– Realça a aparência , postura , pele , tônus muscular;

– Vitalidade;

– Equilibra o sistema nervoso, endócrino e circular;

– Pode dar a vida sensação de bem estar e elegância;

– Ótima atividade preparatória para esportes competitivos;

– Eleva o corpo e a mente em níveis mais profundos da consciência;

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Mutirão para diagnóstico de glaucoma em Salvador

Conversa de Menina abre espaço para divulgar a 6ª Campanha Salvador Contra o Glaucoma, que acontece nestas quinta e sexta-feira, dias 9 e 10 de julho, e espera atender até duas mil pessoas com exames gratuitos para indivíduos acima de 45 anos.  Confiram as informações enviadas pela assessoria de comunicação da campanha e ajudem a divulgar a iniciativa.

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Glaucoma_2Segunda principal causa de cegueira no mundo, o glaucoma está no topo da lista quando se trata da população negra e parda, que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), tem mais tendência de desenvolver a doença. Daí a importância da campanha Salvador Contra o Glaucoma, que mobiliza médicos e hospitais em um grande mutirão para esclarecer dúvidas da população e oferece exames oftalmológicos para o grupo de risco. A campanha será nos dias 9 e 10 de julho, quinta e sexta-feira, no Largo do Bonfim, em frente à Igreja Nosso Senhor do Bonfim.

“De fato, numa cidade onde mais de 70% da população é formada por negros e pardos, campanhas dessa natureza são essenciais. Limitamos o atendimento a pessoas com mais de 45 anos pelo fato de a incidência ser maior a partir dessa idade, além de não termos estrutura para atender a todos. Mas fica o alerta para a população em geral sobre a importância da prevenção”, orienta a oftalmologista Cláudia Galvão, Presidente da Sociedade de Oftalmologia da Bahia (SOFBA), organizadora do evento.

Segundo ela, no que se que refere ao glaucoma, além dos afro-descendentes, devem consultar um oftalmologista pelo menos uma vez ao ano pessoas que apresentem uma ou mais das seguintes características: ter mais de 45 anos, já ter constatado pressão ocular elevada, ter caso de glaucoma na família, diabetes, miopia, histórico de lesão nos olhos ou que façam uso prolongado e continuo de esteróides/cortisona.

Sobre a campanha

Trinta médicos voluntários irão aplicar dois exames preliminares – de pressão ocular e de fundo de olho -, que podem indicar suspeita de glaucoma. “Quando identificarmos risco real, iremos encaminhar o paciente para uma avaliação médica mais detalhada. Esses pacientes irão sair da triagem com uma consulta já agendada”, afirma Dra. Fabíola Mansur, oftalmologista conselheira da SOFBA. Nos últimos cinco anos de campanha, das 16 mil pessoas atendidas, 3,5 mil foram encaminhadas para a segunda consulta.

A campanha tem o apoio da Alcon Laboratórios do Brasil Ltda e de cinco instituições médicas: Hospital das Clínicas de Salvador, Hospital Roberto Santos, Hospital Santa Luzia, Instituto Brasileiro de Oftalmologia e Prevenção da Cegueira – IBOPC e a Clinica de Olhos Oftalmodiagnose

O glaucoma

glaucomaFreqüentemente chamado de “inimigo oculto”, o glaucoma atinge mais 1 milhão de brasileiros. Trata-se de uma doença isolada multifatorial, que envolve danos ao nervo óptico, responsável por enviar sinais visuais ao cérebro. A doença não tem cura, mas o diagnóstico precoce pode evitar a perda da visão. Na maioria dos casos, um tratamento à base de colírios pode ser o suficiente para manter a enfermidade sobre controle. Mas medicamentos orais e intervenções cirúrgicas também podem ser necessários. “O tratamento requer uma rígida disciplina para funcionar. Muitos pacientes se esquecem de pingar o colírio ou não respeitam os horários de aplicação do medicamento, já que a doença é assintomática”, alerta Dra. Cláudia.

No passado, a pressão intra-ocular era controlada basicamente com o uso de colírios que apresentavam alguns efeitos colaterais sistêmicos e exigiam de duas a três aplicações por dia. Na última década, o advento de colírios de prostaglandinas no tratamento clínico do glaucoma foi um verdadeiro avanço, por serem mais seguros, eficazes e oferecerem maior comodidade posológica, pois, em muitos casos, podem ser aplicados apenas uma vez no dia.

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Links úteis:

>>O que é glaucoma? – Site do Instituto Benjamin Constant

>>Saiba mais sobre o glaucoma – Site Saúde Vida On Line

>>Site da Sociedade Brasileira de Glaucoma

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Em tempos de crise: para que um Senado?

SenadoO Senado está em crise. É um momento pertinente para refletirmos sobre o assunto. Não apenas a respeito dos problemas que se sucedem na Casa, mas também sobre sua função em nosso contexto social atual. Para começar, acho válido esclarecer o que é este órgão e o que ele representa para a política. Muita gente fala, a palavra já é vocábulo comum, mas não sei se todos têm clareza do que é esta instituição, e qual o seu papel na estrutura político-administrativa do nosso País.

O Senado está previsto na Constituição Federal e representa os estados-membros da Federação, em contrapartida à Câmara, que é um órgão representativo do povo. Os dois, juntos, formam o Congresso Nacional, responsável pelo exercício do Poder Legislativo em nosso País. No Brasil, cada Estado elege três senadores, que têm mandato de oito anos. Seus membros são eleitos pelo povo e suas funções estão enumeradas na Constituição. Dentre elas, processar e julgar o presidente e o vice nos crimes de responsabilidade.

Ultimamente, uma avalanche de denúncias de irregularidades criou uma neblina sobre a gerência do órgão e colocou em xeque a sua credibilidade. Sob a presidência de José Sarney, estamos assistindo a um verdadeiro dramalhão – que não será classificado de mexicano para não ofender os nacionais desse país. Esta é a terceira vez que José Sarney está à frente da Casa, onde trabalham cerca de 10 mil funcionários. Em seu discurso, o presidente do Senado garante que o problema é institucional, fora do alcance de suas responsabilidades.

José Sarney, presidente da Casa
José Sarney, presidente da Casa

Esta afirmação de Sarney me fez refletir. É óbvio que ele tem responsabilidade sobre o que anda acontecendo ali dentro. E eu  comecei a pensar que há também uma questão institucional. Mas, a meu ver, o ponto crucial está na seguinte questão: para que precisamos de um Senado? Você já parou para pensar nisso? Pois eu acho que é momento de rever nossas instituições e rediscuti-las. Para mim o problema do Senado é institucional, sim. Porque, simplesmente, o que eu defendo é a sua extinção. Nós não precisamos dele.

Calma, minha gente. Antes de qualquer coisa, vamos analisar. Daí, cada um tira a sua própria conclusão. Voltemos então à crise. Na gestão de Sarney, foi descoberto que um neto do presidente da Casa era o intermediário de empréstimos consignados à instituição; um outro neto era funcionário fantasma; um parente que morava na Espanha estava na folha; o mordomo da casa de sua filha ganhava R$ 12 mil como funcionário da Casa; outros sete parentes faziam parte da folha de pagamento.

Não, não é só isso. O próprio Sarney, tadinho (????) recebeu o auxílio-moradia de R$ 3800 durante quatro meses, quando tinha residência fixada em Brasília. Ah, a tal residência, por sinal, ficou de fora da declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral do Amapá (de acordo com sua assessoria, foi apenas um esquecimento… Como andam esquecidos os nossos políticos). Além destas aberrações, o Senado ainda tem mais de 300 atos secretos de nomeação e criação de cargos. Atos estes que deveriam ser públicos, para garantir a transparência do órgão.  

LulaO mais grave de tudo isso é que as denúncias parecem não abalar o nosso presidente. Lula questiona a crise. Para ele, o que há é uma mera “divergência”. Mas presidente, que coisa feia. Falar tal impropério é brincar com a nossa inteligência. Que há interesses escusos em torno desse abafa-abafa, disso ninguém tem dúvidas. Pois bem, para que então um Senado? O que o Senado tem feito de tão magnífico assim, de tão importante, que justifique a sua existência e seus gastos milionários?

Voltando um pouco no tempo, consigo conceber a importância do Senado no momento da formação dos Estados Unidos, por exemplo. Eram Estados independentes, que se uniam com a proposta de manter a autonomia de cada um deles. A criação de um Senado seria a forma de equilibrar, de deixar em pé de igualdade os interesses de cada Estado, já que a representatividade do povo (pela Câmara) é proporcional à população. Pois bem, é compreensível, a meu ver, e justificável, o Senado nestas circunstâncias.

Mas no Brasil? Para mim, a extinção do Senado não traria qualquer problema ao País, ou qualquer transtorno que não fosse solucionável em curto prazo. Pelo contrário, seria mais uma economia e menos uma fonte de escândalos inescrupulosos. Neste momento de embaraços, eu convoco vocês, leitores e leitoras, a pensarem sobre o assunto. Refresquem a memória e tentem recuperar informações relevantes que justifiquem a manutenção da Casa em nossa estrutura.

Para mim, bastaria uma reformulação e pronto, fim ao Senado. Nossos Estados são interligados constitucionalmente. O Brasil é formado pela “união indissolúvel” dos Estados-membros. Os líderes do nosso País precisam se preocupar de forma igualitária com o atendimento às necessidades, especificações e interesses regionais. Mas não acho que o Senado seja fundamental em tudo isso. Em tempos de crise, vamos avaliar: para que mesmo queremos um Senado?

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Abuso sexual de crianças, vergonha nacional

pedofiliaEstava hoje em um consultório médico e comecei a folhear uma revista. Era de maio deste ano, mas o tema da reportagem de capa, o abuso sexual contra crianças e adolescentes, continua muito recente e recorrente, para a vergonha deste país. Diariamente, basta abrir as páginas policiais dos jornais  para se deparar ao menos com uma nota do tipo: “padrasto é preso por abusar de enteada” ou “pai estupra a filha”. É doloroso para quem tem filhos pequenos pensar que existem crianças que não encontram abrigo e proteção dentro de casa, que são traídas por aqueles em quem deviam confiar. Sim, porque o abusador na grande maioria dos casos é alguém muito próximo da criança. O pai, ou irmãos, primos mais velhos, tios, padrastos, vizinhos, amigos da família que se aproveitam da proximidade e da confiança que as crianças têm neles para violentá-las. E a pedofilia na internet? Cresce assustadoramente e as pessoas simplesmente acham que clicando em outros sites se livram do problema. Sem contar que, nos casos em que a violência resulta em gravidez, muitas vezes de meninas de nove, dez anos de idade, se discute mais se é cristão ou moralmente correto um aborto do que o fato de que uma criança foi molestada, estuprada e ainda corre risco de vida.

Já falamos da violência sexual aqui, bem no início do blog e ao menos uma vez por mês, temos um post sobre violência doméstica. E é em tom de campanha mesmo, pessoal. Como mulher e mãe, não posso deixar de defender essa bandeira. Infelizmente, são temas que ainda precisam ser abordados com campanhafrequencia, que não podem, não devem ser empurrados para baixo do tapete. Cabe a nós, cidadãos, cobrarmos para que a lei seja mais rígida na hora de punir o abusador e o estado mais responsável para acolher a vítima. Não basta apenas garantir que o nosso filho navegue em páginas seguras, isso é imprescindível, mas somente quando começarmos a nos preocupar também com os filhos dos outros vamos ser uma sociedade evoluída. O acolhimento é fundamental para reconstruir o emocional dilacerado de quem sofre abuso. Pensem nas marcas que essas crianças irão carregar pelo resto da vida e no que elas podem se transformar devido a esse trauma. Muito tem se falado do tema abuso ultimamente, devido as excentricidades do cantor Michael Jackson, morto em junho passado. O comportamento do artista ao longo da vida sempre foi associado aos maus-tratos e abusos sofridos na infância. Mas, vamos olhar, por minuto que seja, para  vida real e não para o faz-de-conta da vida de um astro pop. Vamos esquecer um pouco as notícias dos tabloides ingleses ou americanos e pensar no drama de uma criança que mora aqui mesmo no Brasil, no nosso Estado, que pode até ser nossa vizinha de porta. Vamos pensar na humilhação que essas crianças sofrem, na dor que carregam para o resto da vida, na falta de confiança em si mesmas e nos seus semelhantes, no fato de que, quando uma criança é ferida e cresce traumatizada, a esperança do que ela poderia vir a ser e  a esperança do que nós, como sociedade, poderíamos vir a ser, morre. Que Michael Jackson descanse em paz, mas que todos nós, cidadãos, não tenhamos descanso na campanha contra a violência!

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Leia também os posts:

>>Violência que faz calar, publidado em fevereiro

>>Internet segura, controle o acesso dos filhos, publicado em fevereiro

>>O que estão fazendo com nossas crianças? Publicado em 03 de julho

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Livro traz relatos de vítimas de abuso sexual

“A violência sexual, seja estupro ou atentado violento ao pudor, é um problema constante na vida de muitas mulheres de todas as idades, raças, tradições e religiões. Por isso a importância de abordar esse assunto. A idéia é fazer o tema ser lembrado com freqüência na mídia e no diálogo das pessoas, porque, quanto mais se fala sobre uma determinada problemática, mais a sociedade e as autoridades competentes se sensibilizam a debater e buscar soluções cabíveis para a questão.”

Assim inicia a narrativa do livro Cicatrizes – Relatos de Violência Sexual, da jornalista e artista plástica paulista Dalila Penteado.

A publicação, além de depoimentos comoventes, reúne dados atualizados sobre o problema no Brasil.

A autora nos conta o drama de mulheres como Girassol (nome fictício), que junto com o namorado e duas amigas, foi torturada e estuprada. Cicatrizes ainda traz um pingue-pongue com Sidney Barbosa, coordenador do setor de Artes Forenses da Delegacia Geral de Polícia de São Paulo, responsável pelo retrato falado do ‘Maníaco do Parque’; e compila notícias atualizadas sobre casos de violência contra mulheres e crianças na atualidade. O livro detalha também o funcionamento do Disque-Denúncia — o Disque 100 — destinado às vítimas de violência sexual que, muitas vezes, sem informação, acabam silenciando.

Ficha técnica:

cp_cicatrizes_gdeCicatrizes – Relatos de Violência Sexual

Autora: Dalila Penteado

Editora: Palavra&Prece

192 páginas

Preço sugerido: R$ 24,90

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Links úteis:

>>Campanha Nacional de Combate à Pedofilia na Internet

>>Safernet Brasil – ong de proteção aos direitos humanos na internet

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Grendene lança marca de calçados masculinos

Conforto para homens versáteis e de estilo. Com essa ideia, a Grendene, marca bem conhecida de calçados femininos e infantis, pretende conquistar o público masculino adulto através da sua nova marca, Cartago.

O estilo casual e o conforto dão o tom da nova coleção, que traz calçados semi-abertos, com grafismos na palmilha em EVA  e mescla de materiais, além das costuras elaboradas em pesponto.

O garoto-propaganda da marca é o ator Alexandre Borges, que vive o personagem Raul na novela Caminho das Índias.

Conheça os modelos da marca:

O modelo Mali dedo apresenta um design bem despojado e garante firmeza na pisada. Somente na versão sandália de dedo e nos tamanhos de 37 a 44, traz opções com cores sóbrias e suaves — branco, preto, marrom e bege. Preço sugerido: R$ 37,90.

Já a o modelo Mali slide é ideal para quem busca design arrojado. Nos tamanhos 37 ao 45 e disponível em dois tons de marrom, na cor bege e em preto. O preço sugerido é R$ 39,90.

O Mali papete é perfeito para os momentos de lazer. Com tiras largas e fechamento na parte anterior.  Os tamanhos variam de 37 a 45 e as peças estão disponíveis nas cores marrom, bege e preto. Preço sugerido: R$ 49,90.

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