Duas boas dicas de exposições em Salvador

Para quem quer aproveitar as férias de julho, Conversa de Menina indica duas boas exposições que aportam em Salvador este mês. Uma delas é a mostra fotográfica Um Caminho, Seis Olhares – Caminho de Santiago na Galícia, que como o nome já diz, traz imagens feitas por peregrinos, seja em busca de iluminação espiritual ou para fazer turismo, no Caminho de Santiago, região da Galícia – Espanha. A outra mostra se chama Código Negro e exibe treze paineis que contam a história da escravidão a partir de um conjunto de documentos raros chamado Code Noir, onde o cotidiano das escravos nas colônias francesas era minunciosamente registrado. Confiram abaixo os detalhes sobre as exposições e boa diversão!

Caminho de Santiago em fotos de peregrinos

Santiago-250Mais de 300 fotografias que retratam os peregrinos e paisagens ao longo do Caminho de Santiago de Compostela, na Galícia (Espanha), compõem a mostra internacional “Um Caminho, Seis Olhares – Caminho de Santiago na Galícia”. A mostra será aberta à visitação pública a partir desta segunda-feira, dia 6, e poderá ser conferida de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, até o fim do mês, na Câmara Municipal de Salvador – praça Tomé de Souza, Centro. A entrada é franca.

A rota de peregrinos foi retratada sob o olhar de seis fotógrafos galegos: Delmi Álvarez, Fernando Bellas, Tino Martínez, Javier Teniente, Xulio Villarino e Tino Viz.  Salvador é a terceira cidade brasileira, depois de Rio de Janeiro e São Paulo, a sediar a exposição, que também já percorreu cidades como Bergen (Noruega), Copenhagen (Dinamarca), Estocolmo (Suecia), Varsovia (Polônia), Praga (Rep. Checa), Helsinki (Finlandia) e Viena (Áustria).

Serviço:

Um Caminho, Seis Olhares – Caminho de Santiago na Galícia

Quando: de 06 a 31 de julho, de segunda à sexta,  das 8h às 18h

Onde: Câmara Municipal de Salvador, Praça Tomé de Souza – Centro

Quanto: Entrada Franca

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Códigos decifrados da escravidão

code_noir_Sepia_PtitreA exposição Código Negro exibe 13 painéis com uma grande parte da história que não está nos livros escolares, se baseando no “Code Noir”, um conjunto de artigos que regulava a vida dos escravos das colônias francesas. O Código Negro era aplicado em colônias como Antilhas, Guiana e Guadalupe, apoiando a prática massiva da escravidão e legalizando punições corporais. Em particular, merecem destaque sessenta artigos criados em 1685 por Luis XIV, que representavam os estatutos civil e penal.

A exposição foi elaborada pelas Edições Sépia a partir de documentos originais, sendo preservados os textos originais, com algumas anotações pontuais indispensáveis à compreensão das passagens selecionadas. Para melhorar o conforto de leitura, algumas palavras ganharam sua ortografia atual.

Serviço:

Exposição Código Negro

Quando: 16 de julho a 03 de agosto,de segunda à sábado, das 8h30 às 21h; domingos e feriados, das 14h às 21h

Onde: Galeria da Aliança Francesa – Ladeira da Barra

Quanto: Entrada Franca

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Elle de Julho relembra melhores momentos da SPFW

A edição de julho da revista Elle traz um especial sobre a SPFW. A publicação, que durante o evento invadiu o QG e o backstage do estilista Alexandre Herchcovitch, mostra o que aconteceu do outro lado da passarela. Depois da maratona fashion, cinco especialistas elegem seus looks favoritos e dizem quais tendências serão utilizadas na próxima estação.

A capa do mês traz a top Camila Finn, primeira brasileira a vencer o Supermodel of the World, da Ford Models, derrotando 44 candidatas de várias partes do mundo. E para fazer sonhar, uma entrevista com o ator Josh Hartnett, que conta os detalhes do seu novo trabalho, Bunraku, um mix de referências de faroestes e filmes de samurais, e declara que nunca se viu como um cara lindo de morrer. Que moço modesto!

Mas, como o assunto que nos interessa é moda. O editorial traz uma matéria sobre o estilo sexy retrô das pin-ups (lembram da Betty Boop?) que conquista mulheres em todo o mundo e se contrapõe à ditadura da magreza. Os editoriais são compostos de look total black e tons nude. Há também algumas dicas de peças básicas, que sobrevivem mais de uma estação e que devem atravessar este outon0-inverno e chegar cheias de estilo ao Verão 2010.

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Brasil do século XVI inspira romance Vida de Mulheres

A escritora Carmen Sanchez Gil foi buscar nas origens da colonização, a fonte de inspiração para escrever Vida de Mulheres, seu terceiro livro, lançado recentemente pela editora Olcana. Para quem gosta de história, é uma leitura interessante, pois mostra o desbravamento do Brasil selvagem, recém descoberto e prestes a ser colonizado, sob o olhar feminino. Trata-se de um romance, com todos os elementos de uma história de ficção, mas não deixa de ser baseado em situações comuns no período.

Mulheres ColôniaGeralmente, a história da colonização só é contada pela ótica masculina, principalmente porque nas origens do nosso país, boa parte das mulheres que aqui chegaram vieram por obrigação: ou porque seguiam os maridos, militares portugueses, donatários ou sesmeiros com a tarefa de povoar a colônia e dela extrair riquezas para Portugal, ou eram órfãs mandadas para o país pela Coroa, para se tornarem esposas dos primeiros colonos.

escravas_rugendasAs outras mulheres que já viviam aqui quando da chegada dos portugueses, eram as indigenas. Boa parte delas foi estuprada e transformada em escrava. A partir de meados do século XVI, com o início do tráfico negreiro para o Brasil, as africanas também teriam o mesmo destino. A violência porém, embora caísse com muito mais força sobre as índias  e negras, não deixava de atingir as mulheres brancas, que enfrentavam desde os riscos da travessia do Atlântico (o que também acontecia com as africanas confinadas nos navios negreiros), até o casamento forçado e a violência doméstica. Inclusive, as sinhás – segundo Gilberto Freire detalha em Casa Grande & Senzala – costumavam se vingar dos maus-tratos sofridos dos maridos, nas escravas com as quais os senhores costumavam deitar. Além da violência sexual por parte dos donos dos engenhos, as mucamas sofriam também castigos físicos impostos pelas senhoras ressentidas. É de se imaginar onde estaria a solidariedade feminina naquele período? A resposta é que estava soterrada sob camadas de ódio racial. A solidariedade existia, mas entre os grupos étnicos, com raras excessões.

SOBRE O LIVRO: A história de Vida de Mulheres tem início em Granada – Espanha e narra à saga de Carmel, filha caçula da família Flores, proprietária de vastas terras produtivas. A época retratada enfoca uma sociedade oprimida por um regime desumano, onde imperam a violência, o machismo e o desrespeito.

A espanhola Carmel, dotada de uma personalidade forte, como convém às heroínas literárias, se interessa por histórias de países do outro lado do oceano. O Brasil com suas belezas naturais recém descobertas, aguça a curiosidade de Carmel, que decide casar-se com um militar português prestes a assumir um regime lucrativo em terras brasileiras.

No Brasil, longe da proteção familiar e casada com alguém que mal conhecia, Carmel vive o desamor e a decepção.  Volta-se então para outras mulheres com histórias de vida parecidas com a dela. Apesar de desvalorizadas pela sociedade de então, essas mulheres guardam uma inesgotável sabedoria interior.

A ideia do romance de Carmen Sanchez Gil é reverenciar o exemplo de luta pela liberdade, a criatividade,  a fibra e o talento femininos que possibilitaram que elas sobrevivessem àqueles tempos indomáveis e tornou-as capazes de grandes transformações sociais.

Trata-se de uma obra apaixonada e que, por partir do ponto de vista feminino, valoriza a participação das colonas brasileiras na formação do nosso povo e cultura. Vale pelo resgate de uma história que sempre foi contada por homens e em cuja narrativa as mulheres ocupavam notas de rodapé.

Ficha Técnica:

Vida de Mulheres_capaVida de Mulheres
Autora: Carmen Sanchez Gil
Editora: Olcana
465 páginas
Preço sugerido: R$ 39,90

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Leia também:

>>Artigo: Mulheres e educação no Brasil colônia (em pdf)

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Xadrez continua na moda

Foi-se o tempo em que o quadriculado ficava restrito aos looks das festas juninas. Hoje, o xadrez está mais do que na moda e estampa não apenas roupas, mas acessórios diversos. Nos desfiles de moda do SPFW de 2009, por exemplo, ele passeou imperioso pelas passarelas, em saias, camisas, calças e vestidinhos diversos. O mais bacana é que esta não é uma nova tendência, mas a reafirmação. O que significa que aquele xadrez que você comprou no ano passado, por exemplo, poderá ser reaproveitado tranquilamente. As cores são das mais diversas, mas o preto e o branco intercalados com outras tonalidades têm dado o tom do momento. Com listras grandes ou mais estreitas, quadriculados pequenos ou em formatos maiores, não importa. A moda deixa a opção a seu critério.

Outra coisa que tem sido vista é a mistura de padronagem do xadrez em uma mesma peça, criando um trabalho mais geométrico na estampa. Também é possível misturar os tecidos, tendo cuidado com a harmonia. Claro que se você já está com xadrez na roupa, deve optar por acessórios de cor lisa, para contrastar e não carregar o visual. Também é completamente possível fazer o inverso. Com uma roupa lisa, jogue um acessório xadrez e vai arrasar. Todo mundo pode usar o xadrez, das baixinhas às altinhas, das magrinhas às gordinhas. O cuidado deve ser com o tipo de xadrez, já que as tramas mais largas aumentam o volume. Portanto, os mais cheinhos podem optar por uma padronagem menor. E para disfarçar o quadril, adote o xadrez em cores mais escuras.

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O que estão fazendo com nossas crianças?

Crianças detidas no AfeganistãoHá alguns dias assisti à matéria veiculada no Repórter Record, sobre prisões de crianças pelo mundo. É revoltante. É revoltante a forma como o poder público lida com nossas crianças. São tratadas como animais, são treinadas para tornarem-se verdadeiros monstros sociais. A prisão de menor é proibida por lei. Mas, mandados para reformatórios, acabam em prisões tão cruéis quanto aquelas para as quais são encaminhados adultos criminosos.

Será que ninguém enxerga isso? É mesmo mais fácil tapar os olhos, ignorar o que acontece à nossa volta. Mas, esquecem-se nossos governantes, que ali está o futuro. Que aquelas crianças serão resultado do que estamos fazendo com elas hoje. Criança detidaA vulnerabilidade dos pequenos é protegida por lei. O Estatuto da Criança e do Adolescente reconhece esta vulnerabilidade. O problema é que as leis acabam transformando-se em verdadeiras piadas.

Ontem, em uma propaganda na televisão, li uma frase interessante. Dizia que em um mundo de honestos a lei é desnecessária, e em um mundo de corruptos a lei é inútil. Isso reflete bem a nossa sociedade. Tenho me indignado muito nos últimos tempos. É revoltante assistir aos casos de violência contra a mulher, contra a criança, contra o idoso. É revoltante como são tratadas estas pessoas. São seres humanos, mas cadê o respeito?

Na reportagem de televisão que deu início a este post, as crianças são autoras de crimes. Mundo afora, elas roubaram para arranjar comida para a irmã pequena faminta e o avô que, doente, não pode trabalhar. Elas fumaram craque, injetaram heroína, cheiraram cocaína. Largadas nas ruas, se abraçaram no vício das drogas e foram presas porque entraram nesse mundo. Mas quem é mesmo o grande responsável por esses crimes?

Assista ao programa do Repórter Record exibido em 21/06

Eu não consigo conceber que uma criança tenha discernimento e noção das consequências de suas atitudes. Não aceito a ideia de que são elas responsáveis pelos próprios atos. Essa vulnerabilidade é ainda maior nos países subdesenvolvidos, claro. Crianças presasNão há educação, e cidadania e direitos humanos são palavras que só existem no dicionário. Elas convivem com a falta de perspectivas, sem expectativas. Esperança? De quê?

Os adultos são reflexo da criação que tiveram quando crianças, são resultado do ambiente em que cresceram. Qualquer preocupação com o futuro precisa perpassar pelo cuidado com o desenvolvimento das nossas crianças. Elas serão as cabeças pensantes do amanhã. Serão elas as responsáveis pelo mundo que é jogado em suas costas. Mas se este mundo as trata com desprezo, com indiferença, o que esperar delas? E, mais uma vez, de quem é a culpa?

Crianças detidas em presídiosFico me perguntando o que pensar do futuro de uma nação na qual 90% das crianças de zero a três anos não frequentam creches. Ou em que 932 municípios foram identificados como áreas de exploração sexual de crianças. E ainda 1,9 milhão de crianças e adolescentes na faixa de 5 a 14 anos sofrem exploração de trabalho infantil. Isso é o Brasil, minha gente.

Em 2006, 60 mil adolescentes cumpriam medidas sócio-educativas. Já nos Estados Unidos, eram 2387 crianças em prisão perpétua em 2007. Um dos maiores centros de detenção de menores na terra do tio Sam, a prisão de Tallulah, tem 33 edifícios e abrigava entre suas paredes 620 rapazes entre os 11 e os 20 anos. Vocês acham, de coração, que estas medidas resolverão? Como será o futuro destas crianças, você consegue imaginar?

Crianças presasLugar de criança é na escola. Se quer ressocializar, dê educação, faça aquela criança acreditar que há possibilidades, que há esperança. Eduque, profissionalize, socialize, trate-a como criança. Não dá para imaginar um mundo melhor vendo nossas crianças serem destratadas, ignoradas, violentadas física e moralmente. Os centros que acolhem estas crianças que cometem infrações deveriam ter o condão de educar.

Do jeito que está não dá pra ter esperança de um mundo melhor. Esse post é pra abrir a discussão, é para fazer-nos refletir. Eles cometem crimes, estão nas ruas, entregam-se às drogas. Mas de quem é a responsabilidade? De quem é a culpa? Será que estas crianças têm autonomia? São capazes de gerir suas próprias vidas? Nós, adultos, caímos diante de tantas dificuldades, como exigir que estas crianças mantenham-se de pé?

Crianças detidasVamos parar pra pensar, gente. Diminuir a maioridade penal não vai resolver. Se é a educação que tranforma, como vamos alimentar a vontade de trancafiar nossas crianças entre as grades de uma prisão? Estes pequenos precisam da gente. Vamos pensar sobre isso, vamos brigar por um tratamento mais digno à nossas crianças. Elas são apenas crianças.

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Informe-se sobre o assunto:
>> Vulnerabilidades e fatores de risco na vida de crianças e adolescentes
>> Crianças e adolescentes no Brasil: a busca pela visibilidade
>> Não bata. Eduque. Campanha contra os castigos físicos e humilhantes
>> Dicas para ajudar na educação das crianças
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Planeta Bebê lança coleção de inverno

O Planeta Bebê se inspirou nas cores da estação (o preto e o branco) para criar uma coleção que é um verdadeiro charme. O duo de cores prevalece nos diversos artigos infantis, como os românticos vestidos da linha Bué, confeccionados em poá de algodão. As meninas ainda podem optar pelas variações xadrez da coleção Noruega, em graciosos vestidinhos com laçarote e babados, ou pelos clássicos conjuntos com saia, blusa e boné da linha 1+1, que ainda oferece charmosas echarpes para compor o visual.

Para enfrentar a estação, os garotos podem usufruir do aconchego das peças em puro algodão das linhas Bete Bebê e Noruega, que trazem conjuntos de calça, jaqueta e blusa em preto e branco e estampa xadrez. Nos pés, a garotada encontra todo o conforto e elegância das linhas Babo Uabu e Toke para as diferentes ocasiões. Lindas sapatilhas em verniz dão o toque final da produção das meninas. Já os meninos podem optar pelo visual mais descontraído dos tênis em xadrez, que favorecem a brincadeira.

As coleções podem ser conferidas na sede da loja, localizada no 2º piso do Salvador Shopping e também na loja Planeta Bebê do 2º piso do Shopping Riomar, em Aracaju.

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Melhores empresas para se trabalhar na América Latina

Great Place to WorkSaiu a lista do instituto Great Place to Work, com as melhores empresas para se trabalhar na América Latina. Entre as 30 primeiras colocadas na relação estão seis organizações brasileiras. O levantamento é feito desde 2004, com base na opinião dos colaboradores.

Nesta edição, participaram 1,3 mil empresas com atuação em 18 países na América Latina. Dentre os critérios adotados para a formação do ranking estão credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho e camaradagem.

A filial brasileira da consultoria também realiza uma série de pesquisas no País. No site oficial estão os últimos resultados e informações sobre como participar das pesquisas. Agora é só conhecer as instituições, listadas logo abaixo, e, quem sabe, tentar uma vaga no quadro de funcionários de alguma delas.

E boa sorte!

01  JW Marriott Lima, Peru
02  Chemtech, Brasil
03  DHL Bolivia, Bolivia
04  Boehringer Ingelheim C.A., Venezuela
05  Otecel S.A. (Telefónica Movistar), Equador
06  Leasing Bancolombia S.A., Colômbia
07  IBM del Perú, Peru
08  BancoEstado MicroEmpresas S.A, Chile
09  Diageo Colombia S.A., Colômbia
10  Asesoria, Seguridad y Vigilancia – Asevig Cia. Ltda., Equador
11  Transbank S.A, Chile
12  Caterpillar, Brasil
13  Coca Cola de Chile, Chile
14  Fedex Express en Centroamérica, Central America
15  SAP Sucursal Peru, Peru
16  FedEx, Chile
17  Microsoft Perú, Peru
18  Christus Muguerza Sur, México
19  Cadbury Adams Colombia S.A., Colômbia
20  Telefónica Movistar, Uruguai
21  Novo Nordisk Pharma Argentina, Argentina
22  Federal Express México, México
23  Microsoft, Brasil
24  Accor, Brasil
25  Whirlpool México, México
26 3M Chile S.A, Chile
27 Amanco Plastigama S.A., Equador
28 American Express Argentina, Argentina
29 Apsen, Brasil
30 AstraZeneca, Brasil

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Sobre divórcio, guarda dos filhos e alienação parental

divorcio

*Texto e reflexões de Andreia Santana

O Conversa de Menina recebeu um material de divulgação muito bom sobre a lei que tramita no Congresso e prevê punição para os pais ou mães que incitarem os filhos a odiar o outro. Julgamos importante publicar a íntegra do material (veja abaixo) e também chamar atenção das famílias para refletirem se é justo confundir a cabeça de uma criança por mágoa pessoal? Sabemos que na sociedade atual, os arranjos familiares são os mais variados e que muitas vezes, uma criança é criada pelos avós, ou mora só com o pai, ou apenas com a mãe, ou ainda vive com um dos dois e o padrasto ou madrasta. Se você, ao se separar do seu ex-marido (ou da ex-mulher), julga-se no direito de recomeçar a vida ao lado de alguém e você tem realmente esse direito, não deve de maneira nenhuma querer que seus filhos virem a página e esqueçam que tinham um pai ou mãe. É importante preparar as crianças para aceitar a convivência com o padrasto ou madrasta, mas é imprescindível fazer com que ela mantenha os laços afetivos com o pai ou mãe biológicos. Mulheres magoadas, que tentam afastar as crianças do pai fazem um mal muito grande aos próprios filhos e vice-versa. Não estamos aqui tratando das situações de risco para a criança, quando a justiça determina o afastamento por questões envolvendo abuso, violência ou conduta perigosa como por exemplo dependentes químicos que usam drogas diante dos filhos. Estamos falando da maioria dos casamentos que se desfazem e que, cada um tenta reconstruir a vida com outra pessoa. Nessas situações, a criança precisa ser preparada para ter duas casas e duas famílias. Mesmo que a guarda não seja compartilhada, no mínimo precisa haver os telefonemas, os finais de semana juntos, um período das férias visitando a nova casa de mamãe ou papai, a convivência. Se a sua bronca é por questões financeiras, não envolva o seu filho. Trata-se de uma criança, não tem idade ou discernimento para discutir pensão alimentícia. Se está magoada (o) pelo relacionamento não ter dado certo, lembre-se que, podemos nos tornar ex-mulher ou ex-marido de alguém, mas jamais seremos ex-pai ou ex-mãe. O vínculo com os filhos não se desfaz com o divórcio.

Confira integra do material sobre Alienação Parental:

guarda dos filhos

Pai ou mãe que incitar filho a odiar o outro pode perder guarda e ser preso

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4053/08, do deputado federal Regis de Oliveira (PSC-SP), que regulamenta a síndrome da alienação parental (caracterizada quando o pai ou mãe, após a separação, leva o filho a odiar o outro) e estabelece diversas punições para essa má conduta, que vão de advertência e multa até a perda da guarda da criança.

Com a lei, pais e mães que mentem, caluniam e tramam com o objetivo de afastar o filho do ex-parceiro serão penalizados.

Cunhada em 1985, nos Estados Unidos, pelo psicanalista Richard Garnir, a expressão Alienação Parental é comum nos consultórios de psicologia e psiquiatria. E, há cinco anos, começou a aparecer em processos de disputa de guarda nos tribunais brasileiros. Inspirados em decisões tomadas nos EUA, advogados e juízes já usam o termo como argumento para regulamentar visitas e inverter guardas.

Formas de provar a alienação parental

De acordo com o projeto, após a denúncia de alienação parental, a Justiça determinará que uma equipe multidisciplinar formada por educadores, psicólogos, familiares, testemunhas e a própria criança ou adolescente sejam ouvidos. O laudo terá de ser entregue pela equipe à Justiça em até 90 dias. Se comprovada, a pena máxima será a perda da guarda do pai responsável. “A alienação parental é uma forma de abuso emocional, que pode causar distúrbios psicológicos capazes de afetar a criança pelo resto da vida, como depressão crônica, transtornos de identidade, sentimento incontrolável de culpa, comportamento hostil e dupla personalidade”, explica o autor do projeto de lei.

Formas de alienação

divorcio 2

De acordo com o projeto, são formas de alienação parental:

– realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade;
– dificultar o exercício do poder familiar;
– dificultar contato da criança com o outro genitor;
– apresentar falsa denúncia contra o outro genitor para dificultar seu convívio com a criança;
– omitir deliberadamente do outro genitor informações pessoais relevantes sobre a criança, inclusive informações escolares, médicas e alterações de endereço;
– mudar de domicilio para locais distantes, sem justificativa, visando dificultar a convivência com o outro genitor.

A prática de algum desses atos, segundo a proposta, fere o direito fundamental da criança ao convívio familiar saudável, constitui abuso moral contra a criança e representa o descumprimento dos deveres inerentes ao poder familiar.

Perícia e punição

Havendo indício da prática de alienação parental, o juiz poderá, em ação autônoma ou incidental, pedir a realização de perícia psicológica. O laudo pericial terá base em ampla avaliação, compreendendo, inclusive, entrevista pessoal com as partes e exame de documentos. O perito ou equipe multidisciplinar designada para verificar a ocorrência de alienação parental deverá apresentar, em até 90 dias, avaliação preliminar indicando eventuais medidas provisórias necessárias para preservação da integridade psicológica da criança.

Se ficarem caracterizados atos típicos de alienação parental, ou qualquer conduta que dificulte o convívio da criança com genitor, o juiz poderá:

– declarar a ocorrência de alienação parental, advertir e até multar o alienador;
– ampliar o regime de visitas em favor do genitor alienado;
– determinar intervenção psicológica monitorada;
– alterar as disposições relativas à guarda;
– declarar a suspensão ou perda do poder familiar.

A alteração da guarda dará preferência ao genitor que viabilize o efetivo convívio da criança com o outro genitor, quando for inviável a guarda compartilhada.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, terá seu mérito examinado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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Dicas para ajudar a comprar seus sapatos

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Leia também:
>> Síndrome de centopeia, ou as mulheres e seus sapatos (no Conversa de Menina)
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Gente, tem cada modelo de sapato no mercado!!! Confesso a vocês que meu armário tem uma quantidade bastante limitada deles. Confesso também que estou alimentando a vontade de sair por aí em busca de alguns pares sofisticados, modernos e com cores variadas. A meu ver, qualquer modelo de sapato pode ser bem-vindo, desde que você saiba usá-lo na ocasião certa.

Não dá para encarar, por exemplo, rasteirinhas ou solados de deira ou camurça em uma festa mais sofisticada. Assim como optar pelo salto alto fino para uma ocasião em que você estará a maior parte do tempo em pé e caminhando pode ser uma verdadeira tormenta. É tudo uma questão de saber escolher, aliar a beleza, as tendências e o conforto, claro. E, neste caso, conforto é importantíssimo.

Também é preciso levar a roupa em consideração na hora de escolher os sapatos. Aquele modelo em pedrarias e cheio de brilhos pode ser lindíssimo, mas se você juntá-lo com uma peça de roupa também cheia de brilhos, você terá um grande problema no visual. Muito brilho nos pés exige uma certa discrição na parte de cima. É preciso ter cautela nos detalhes.

Outra coisa que está muito na moda são as cores berrantes. Tons de verde, vermelho, laranja, amarelo, azul, tem de tudo em exibição nas vitrines. Você só precisa ter cuidado para não sobrecarregar o visual. Ah, e outra coisa bacana é que os acessórios podem ter cores diferentes (sapatos e bolsas, por exemplo), mas, claro, não esqueça de harmonizar as combinações.

O conforto dos pés é realmente fundamental.  Se forem escolhidos modelos inadequados, suas costas, ombros, coluna e pernas vão pagar o pato, com dores intermináveis. Portanto, escolha sempre um sapato de qualidade. Você até pode acabar pagando um precinho mais salgado por ele, mas o resto do seu corpo agradece. E se pesquisar direitinho no mercado, vai acabar encontrando boas opções com preços em conta.

Bernson (Foto: In Style)Normalmente, os sapatos de marcas mais conhecidas têm qualidade garantida. Mas não significa, necessariamente, que são todos os modelos confortáveis no seu pé. Isso porque nossos pés possuem formatos distintos, então aquele modelo lindo que sua amiga comprou pode ser um pesadelo para você. Evite comprar sapatos sem testá-los nos pés. Claro que às vezes, arriscamos (eu mesma já fiz compras pela internet), mas melhor é experimentar o modelito antes.

Certa vez achei uns sapatos simpáticos em uma promoção. Acabei comprando dois pares, e como a loja estava completamente tomada de gente, levei os pares sem analisá-los direito. Resultado: ambos quebraram logo nos primeiros usos. Depois descobri que foi um problema no acabamento. Mas aí já era tarde, e eu nem lembrava mais qual tinha sido a loja para poder reclamar. A economia acabou se transformando em um grande prejuízo.

Acabei aprendendo a lição com a experiência. Agora, além de experimentar e caminhar por toda a loja para comprovar se são realmente confortáveis, olho detalhadamente o sapato, o acabamento. Faço uma vistoria minuciosa mesmo. Vejo se tem uma flexibilidade razoável, se são macios por dentro e forrados, se as costuras estão uniformes e alinhadas… Praticamente faço um check up geral.

Você precisa experimentar os dois pés. Nada de calçar apenas o esquerdo para avaliar o conforto. Nossos pés podem apresentar desconformidades (um mais larguinho que o outro), ou o modelo pode apresentar algum problema, por exemplo, e isso vai fazer diferença. Certa vez li que o melhor é deixar para comprar sapatos no final do dia, quando nossos pés já incharam tudo o que podiam.

Depois de experimentar e dar duas voltas na loja, você percebe um pequeno desconforto. Não compre. Pode ser o par mais belo do mundo, mas não gaste seu dinheiro achando que depois ele vai alargar. Um sapato de qualidade não é feito para folgar com o uso contínuo. Alguns sapateiros, no entanto, possuem uns aparelhinhos mágicos que servem para alargar sapatos. Se você conhecer algum, pode começar a usar aquele modelo que nunca saiu da caixa porque está apertado.

Ah, meninas, uma coisa que aprendi também. Leve sempre o par de meia adequado na bolsa para vesti-lo quando for experimentar o sapato (no caso de você usá-lo com meias). Se não estava nos planos comprar o sapato, eu aconselho que você adquira um par de meias para experimentá-lo. Você terá mais garantia e mais segurança ao decidir comprar o acessório. E não correrá o risco de descobrir que, com as meias, o sapato apertou mais do que devia.

Devo lembrá-las que o salto alto é belíssimo, nos deixa elegantes, mas não devem ser usados corriqueiramente. Com certeza você terá dores nos pés e na coluna com mais frequência. E ainda correrá o risco de torcer o tornozelo, por exemplo, no caso de um tropeço inesperado. Ainda mais no estado de conservação em que andam nossas ruas, seus riscos são elevadíssimos. Para o dia-a-dia, opte por saltos menores.  No fim do dia, você vai notar a diferença, com pés mais descansados.

Não, os seus pés não se adaptam aos sapatos. Pelo contrário, são os sapatos que devem se adaptar aos seus pés. Se sua intenção é caminhas, nada de usar sandálias. Elas acabam exigindo um esforço excessivo da musculatura dos seus pés e podem causar problemas. Determinadas situações exigem calçados específicos. Assim,  nada de querer inovar e ir pra academia com aquela sandalinha linda que você acabou de comprar. Moda também é saber escolher os pares para as ocasiões certas.

A ortopedista Cibele Réssio, especialista em pés e tornozelos da Unifesp e autora da tese “A Avaliação Baropodométrica da Influência do Salto Alto em Mulheres”, apresentada no ano de 2000, chama a atenção da mulherada. Segundo seus estudos, o salto alto provoca uma mudança na musculatura: com o uso constante, os músculos da parte de trás da perna ficam mais curtos e os da frente, mais longos.

Segundo a ortopedista, as pessoas que já estão habituadas ao uso do salto alto, acabam sentindo desconforto nos pés no momento em que usam um modelo de sola plana, como um tênis. Para que não haja problemas, ela recomenda às mulheres intercalar o uso dos sapatos de salto alto e de sola plana. Essa é a única forma de a musculatura da perna ficar em um estágio intermediário, não causando problemas.

Ah, e tudo bem que aquele modelo que você comprou no mês passado é lindo, confortável e todo mundo que vê quer um igual. Não é por isso que você precisa usá-lo todos os dias, não é? Os sapatos também precisam de descanso, para que possam “respirar”, evitando assim o acúmulo de bactérias. Também precisam ser limpos da forma indicada, para que você possa conservá-los pelo maior espaço de tempo possível.

E, mais uma vez, nunca esqueça que, quando o assunto são os sapatos, o conforto é fundamental. Hoje em dia é muito fácil achar aquele sapato dos sonhos e ficar feliz da vida ao colocá-lo nos pés, porque são confortáveis. É só procurar com calma e seguir as dicas que estão logo acima. Às vezes parece chato se preocupar com essas coisas quando estamos diante daquele modelo especial, mas nunca esqueça que chato é ter um problema de saúde depois e não poder mais usar os tais sapatos.

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