Músicas que marcaram o Carnaval

Carnaval Chegou o Carnaval de Salvador, a maior festa popular do planeta. São sete dias de muita música e alegria. E para algumas pessoas como nós, de muito trabalho.

Para festejar a folia de Momo, o Conversa de Menina reuniu algumas das músicas que marcaram a festa desde o ano de 1985. Aproveite para relembrar…

2009 – Cadê Dalila? (Ivete Sangalo)
2008 – Ela é toda boa (Psirico)
2007 – Quebraê (Asa de Águia)
2006 – Café com pão (Vixe Mainha)
2005 – Coração (Rapazolla)
2004 – Maimbê dandá (Daniela Mercury)
2003 – Dandalunda (Margareth Menezes)
2002 – Festa / Diga que valeu (Ivete Sangalo / Chiclete com Banana)
2001 – Bate-lata (Banda Beijo)
2000 – Cabelo raspadinho – Chiclete com Banana
1999 – Juliana (Pierre Onasis)
1998 – A latinha (Timbalada)
1997 – Rapunzel (Daniela Mercury)
1996 – Araketu Bom Demais (Araketu)
1995 – Avisa lá (Olodum)
1994 – Requebra (Olodum)
1993 – Doce obsessão (Cheiro de Amor)
1992 – Baianidade nagô (Bandamel)
1991 – Prefixo de verão (Bandamel)
1990 – Revolta Olodum (Olodum)
1989 – Beijo na boca (Banda Beijo)
1988 – Protesto do Olodum (Versão da Bandamel)
1987 – Faraó, divindade do Egito (Olodum)
1986 – Eu sou negão (Gerônimo)
1985 – Fricote (Luiz Caldas)

Leia também:
>> Qual a música do Carnaval 2009?
>>Entrudo, festa para Dionísio, confete e serpentina

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Hannah Arendt: filósofa, judia e mulher

Hannah Arendt integra a minha lista pessoal das mulheres mais importantes da história da humanidade. Não apenas porque sua trajetória de vida nos apresenta uma mulher guerreira, de origem judia, nascida na Alemanha, e que sofreu na pele a perseguição do regime nazista de Hitler, mas também porque se impôs e fez-se reconhecer como pensadora, filósofa, que se dedicou a mudar as ideologias Hannah Arendtsociais de sua época, através de seus escritos sobre, por exemplo, os regimes totalitários, a política e o conceito de liberdade. Ela foi uma verdadeira cientista política, uma mulher que se empenhou nos estudos críticos e conseguiu transformar o pensamento ocidental.

Para quem quer se aprofundar nos estudos sobre a ideologia política contemporânea, é salutar acrescentar Hannah Arendt à lista de bibliografia essencial. Depois de concluir o doutorado em filosofia, na Universidade de Heidelberg (1928), ela sofreu os efeitos do racismo anti-semita e foi obrigada a se refugiar em Paris. Lá, trabalhou com refugiados judeus e teve o privilégio de estudar com Karl Jaspers e Martin Heidegger (com quem manteve um complicado relacionamento amoroso). A vida não foi das mais fáceis para ela. Já no início da década de 40, a França foi ocupada pelos nazistas e Hannah precisou novamente fugir, desta vez para os Estados Unidos, naturalizando-se cidadã norte-americana. É nessa época que ela lança sua primeira obra “Origens do Totalitarismo” (1951), que virou um clássico e entrou para o rol das grandes contribuições literárias para a compreensão do regime totalitário.

A narrativa começa com a ascenção do anti-semitismo na Europa oitocentista e segue pela análise do imperialismo colonial europeu de 1884 até a deflagração da Primeira Guerra Mundial. Um dos grandes méritos da publicação está em dissecar a Alemanha nazista e a Rússia estalinista. A escritora faz um desenho preciso da transformação por que passou as classes sociais e a formação das massas, ressaltando inclusive a função da Hannah Arendt propaganda no território não totalitário. Ela consegue, com maestria, explicar como a manipulação do terror e do medo são indispensáveis para a manutenção destes tipos de governo, e arremata com uma análise detalhada do estado de solidão dos indivíduos enquanto condição determinante para o domínio absoluto do Estado totalitário.

Novas polêmicas ancoraram com “Eichmann em Jerusalém” (1963), em que denunciava a participação das lideranças judaicas no extermínio promovido pelos nazistas na 2ª Guerra Mundial. O livro, que faz uma análise do julgamento do oficial nazista responsável pela organização dos campos de extermínio, Adolf Eichmann, fez brotar o conceito da banalidade do mal. Em linhas gerais, ela pontua que embora os atos cometidos pelos seguidores de Hitler sejam considerados monstruosos, muitos deles não eram sádicos nem pervertidos. Eles apenas cumpriam ordens. E completa: “mas eram e ainda são terrível e assustadoramente normais”. O estudo do inquérito policial, do seu comportamento durante o julgamento e do histórico de vida de Eichmann levaram-na à conclusão de que as suas atitudes derivavam de uma “curiosa e bastante autêntica incapacidade de pensar”. Esta é a essência da banalidade do mal, e, basta uma observação supercial da nossa realidade, veremos que se aplica perfeitamente aos nossos dias.

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Livros: veja a cotação dos preços e compre
>> Eichmann em Jerusalém
>> A condição Humana
>> Entre o Passado e o Futuro
>> Origens do Totalitarismo
>> Nos Passos de Hannah Arendt (biografia escrita por Laure Adler)
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Juntos, os dois livros mostram-se absolutamente indispensáveis para o entendimento do que foi o século XX. A eles, somam-se tantos outros, como “Entre o Passado e o Futuro”, no qual aborda o discurso político do século XX. Afinal, foi ela personagem de toda essa transformação por que passou a sociedade da época. E não há como esquecer de “A Condição Humana”, uma ampla reflexão sobre as práticas políticas do século passado e a teoria que as envolve. O que mais me fascina em Hannah Arendt, além de sua linguagem ousada e das críticas fundamentadas, é a forma como remonta toda uma era, adotando uma postura de enfrentamento da realidade e combate. É importante destacar que, apesar do berço judeu, Hannah Arendt não foi criada sob os dogmas religiosos e tradicionais.  

Alguns autores se referiram a Hannah Arendt como a teórica do inconformismo. Pra mim este rótulo consegue refletir a importância do pensamento dela. Inconformada, disseminou seus ideais, ganhou adeptos e contribuiu para a transformação social. Hannah Arendt é uma mulher que disse muita coisa, mas que poucas pessoas leram. Revisitar as obras de pensadores como Hannah Arendt me faz recordar uma frase de Pascal, matemático e filósofo francês. Ele dizia: “Nada é mais difícil que pensar”. Embora difícil, é uma arte que precisa de exercício contínuo. É o exercício constante da mente que nos faz adquirir elementos para a resolução dos tantos problemas. Que muitos se inspirem nela e comecem agora, porque nunca é tarde, a pensar.

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As quintanices do poeta Mário

quintana-2Em maio próximo completam-se 15 anos que o poeta gaúcho Mário Quintana dava adeus a esse mundo e ia flanar pelos ares com seus “aeroanjos”. Um poetinha tão delicado, de versos aparentemente simples, mas que foi capaz de inventar um novo verbo. Cada vez que alguém pensa ou até arrisca versejar sobre o miudinho da vida cotidiana, “a obsessão do mar oceano”, os arroios, que “são rios guris”, os “degraus de sonho” que descemos ou subimos por esta vida, está quintaneando. Quintanear virou sinônimo de filosofar entre os seus leitores mais ávidos.

Conversa de Menina convida vocês a quintanear nos belos versinhos do poeta:

DA OBSERVAÇÃO
Não te irrites, por mais que te fizerem…
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio…

DOS MUNDOS
Deus criou este mundo. O homem, todavia,
Entrou a desconfiar, cogitabundo…
Decerto não gostou lá muito do que via…
E foi logo inventando o outro mundo.

DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

DOS MILAGRES
O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo…
Nem mudar água pura em vinho tinto…
Milagre é acreditarem nisso tudo!

DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora – que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?

DA DISCRIÇÃO
Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também…

mario-quintana_blogO AUTO-RETRATO
No retrato que me faço
– traço a traço –
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore…
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança…
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão…
e, desta lida, em que busco
– pouco a pouco –
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança…
Corrigido por um louco!

>>Para saber quem foi Mário Quintana

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Escravos da beleza: quando você vai se libertar?

Uma breve observação e você vai perceber que todos estão parecendo cada dia mais iguais. A moda dita, a televisão vende e a gente compra. O culto à beleza ganhou tamanha proporção, que hoje a sensação é que todos são iguais. A começar pelo corpo, todo mundo é saradinho, graças às horas dedicadas à malhação intensa. Isso virou obrigação. Malhar agora é item indispensável aos afazeres diários. Não, você não pode mais não gostar de malhar. EstilosAté porque quando não há mais desculpas para justificar tanta dedicação aos pesos, vai ser pela saúde.

Os meninos então, nossa! Todos com ombros imensos, pernas nem tanto, e músculos estourando de toda parte do corpo. Elas de cabelos alisados à base da chapinha, de shorts, vestidos ou saias bem curtas, blusas abertas nas costas e sandálias baixas. Ah, agora sair de havaianas está na moda. E andar de saltão também. Se alguém me perguntar como ir a uma festa sem fazer feio, eu respondo sem ter receio de errar: põe um short, uma blusa com qualquer decote que valorize os seios, e uma sandália baixa. Pronto! Você vai estar igual a um monte de gente.

A maquiagem também é igual. Que coisa, né? Hoje todo mundo decidiu valorizar os olhos, com lápis forte, sombra colorida e um batom mais discreto. Ah, todas também usam base e pó compacto (é, gente, ninguém mais tem espinhas ou marcas no rosto… agora é tudo uniforme com pó compacto). E os homens também não ficam atrás. Com tanto braço, e gominhos na barriga, é só colocar qualquer bermuda e arrancar a camisa na festa, ou colocar uma camiseta que deixe os braços à mostra. Também acertarão em cheio.

Não, eu não sou contra a malhação, a geração academia, tampouco os corpos esculturais e a moda. Eu até gosto de malhar, inclusive. O que me incomoda é o fato de as pessoas aceitarem o que é vendido pela indústria do consumismo e abrir mão de seu próprio estilo para entrar no rol, ou para se sentir aceito pela sociedade. O que me faz gastar algumas linhas a escrever sobre isso é essa pressão geral que faz com que as pessoas se convençam de que estão fazendo escolhas, quando na verdade estão apenas se enquadrando num Modaperfil que é diariamente imposto pelo mercado.

Será que ninguém está percebendo? Será que vamos deixar nos roubarem o direito de ter cabelos crespos ou cacheados? Será que vamos permitir que nos arranquem o prazer de usar roupas confortáveis e tênis? A questão, como falei, não é de massacrar certos tipos de comportamentos sociais. O meu dilema aqui é outro, o de exaltar a diferença, e mostrar que não podemos permitir que nos escravizem. Não podemos ficar de braços cruzados a isso. Ao invés de vendermos nossa imagem, por que não vendermos nossa essência?

Quando vamos nos rebelar contra esse culto à imagem que descreveu um perfil de beleza e exige que todos nos enquadremos nele? A nossa beleza precisa estar justamente na nossa diferença, no que nos torna único. Mas hoje somos obrigados a ser iguais. E aceitamos isso de cabeça baixa, sem questionar, sem lutar. Precisamos destruir esse conceito que criaram antes que ele nos destrua. Porque um dia isso vai acontecer. Não é um exercício de futurismo, mas apenas a conclusão de um raciocínio lógico. E meu conselho é: se liberte enquanto ainda há tempo.

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Vinicius de Moraes, o poeta

Vinicius de Moraes“Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural. Eu queria ter sido Vinicius de Moraes”. Foram essas as palavras de Carlos Drummond de Andrade ao se referir a Vinicius. Falar do poeta é falar de paixão. Talvez esta seja mesmo a palavra que defina sua essência. Vinicius de Moraes foi um apaixonado. E para tentar compreender o homem, explorou temas como o mistério, o amor e a morte. Vinicius não se deteve à poesia escrita. Drummond certa vez falou: “Foi o único de nós que teve a vida de poeta”. Talvez porque ele se envolvera tão intimamente com a música, ou por ter se aventurado em nove casamentos, ou ainda porque passou a vida entre viagens, ou por tudo isso junto.

Esse foi Vinicius. Um homem que aos nove anos decidiu transformar o Marcus Vinitius da Cruz e Mello Moraes no nosso querido Vinicius de Moraes, que nasceu no Rio sob a égide da poesia, com a ascendência dividida entre a música e os textos. Um personagem cujo percurso de vida é marcado por uma série de fatos que começaram a acontecer ainda cedo. Foi batizado na maçonaria pelo avô; entrou para o coro das missas de domingo do colégio Santo Inácio; participou de peças teatrais infantis e formou um grupo muscial, ao lado dos irmãos Paulo e Haroldo Tapajóz, que se apresentava nas festas das casas de conhecidos. É com eles que começa a compor canções como “Loura ou morena” e “Canção da noite”, que fizeram grande sucesso.

No meio do caminho, tira o bacharelado em Letras; substituiu Prudente de Moraes Neto como representante do Ministério da Educação junto à Censura Cinematográfica; vira amigo de Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade; ganha uma bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford; vira crítico de cinema e colaborador de um jornal; ingressa na carreira diplomática; sofre um acidente aéreo; fica amigo de Pablo Neruda; estuda cinema; lança a revista Film; colabora como cronista e crítico de cinema no Última Hora; sofre acidente de automóvel; compõe com Jobim, com Baden Powell, com Carlos Lyra e Pixinguinha, com Edu Lobo; integra o júri do Festival de Música Jovem, na Bahia; casa-se com uma baiana; dá início a uma parceria com Toquinho; se muda para Salvador… E em 1980, na manhã do dia 09 de julho, morre de edema pulmonar.

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Leia também:
Receita de Mulher – Vinicius de Moraes
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Livros sobre o poeta:
– O Poeta da Paixão (José Castello)
– Vinícius de Moraes: Uma Geografia Poética (José Castello)
– Vinicius de Moraes – O múltiplo das paixões (coleção “Gente do Século”)
– Vinícius de Moraes (Pedro Lyra)
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Para ouvir:
– A arca de Noé 2 (1981
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Um pouco de ilusão – Toquinho e Vinicius (1980
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A arca de Noé (1980
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10 anos de Toquinho & Vinicius (1979
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Amália/Vinícius Amália Rodrigues e Vinicius de Moraes (1978
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Vinicius de Moraes – antologia poética (1977
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Tom / Vinicius / Toquinho / Miúcha – gravado ao vivo no canecão (1977
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La voglia, la pazzia, l’incoscienza, l’allegria – Ornella Vanoni, Toquinho e Vinicius (1976
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Vinicius / Toquinho (1975
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O poeta e o violão – Toquinho e Vinicius (1975
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Vinicius & Toquinho – Toquinho & Vinicius (1974
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Encontro e desencontro – Marília Medalha e Vinicius de Moraes (1972
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Vinicius canta “nossa filha Gabriela” – trilha sonora da novela da tv tupi (1972
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São demais os perigos desta vida – Toquinho e Vinicius (1971
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Toquinho e Vinicius (1971
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Como dizia o poeta… Música nova – Vinicius, Toquinho e Marília Medalha (1971
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La vita, amico, é l’arte dell’incontro – Vinicius de Moraes, Sergio Endrigo e Giuseppe –   Ungaretti (1969
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Vinicius e Caymmi no zum zum (1967
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Os afro-sambas de Baden e Vinicius (1966
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Vinicius: poesia e canção vol. I (1966
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Vinicius: poesia e canção vol. Ii (1966
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Vinicius & Odete Lara (1963
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Brasília – sinfonia da alvorada – música: Antônio Carlos Jobim – poesia: Vinicius de Moraes (1961
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Canção do amor demais (1958
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Poesias – vol. Ii – Vinicius de Moraes / Paulo Mendes Campos (1957
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Orfeu da conceição (1956
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A história dos shows inesquecíveis – poeta, moça e violão – Vinicius de Moraes, Clara – Nunes e Toquinho (1991
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Deus lhe pague – trilha sonora da peça – músicas de Edu Lobo e Vinicius de Moraes (1976
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Fogo sobre terra – trilha sonora da novela da tv globo (1974
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Toquinho, Vinicius & amigos (1974
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O bem amado – trilha sonora da novela da tv globo (1973
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Eu sei que vou te amar (1972
– Vinicius + Bethânia + Toquinho – en la fusa (1971
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Vinicius de Moraes en la fusa – Vinicius de Moraes, Maria Creuza e Toquinho (1970
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Pobre menina rica – trilha sonora original – Carlos Lyra e Dulce Nunes (1964
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Coletânea – Toquinho e Vinicius (1997
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Coletânea – Vinicius de Moraes (1967
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Coletânea – Convite para ouvir – Toquinho e Vinicius
– Tributo – falando de amor pra Vinícius (2001
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Chega de saudade – um tributo a Vinicius de Moraes (2000
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Vinicius – a arte do encontro – mpb-4 e Quarteto em Cy (2000
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Vivendo Vinicius ao vivo – Baden Powell, Carlos Lyra, Miúcha e Toquinho (1999
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Afro-sambas – de Baden Powell e Vinicius de Moraes (1996
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Songbook Vinicius de Moraes (1993
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Vinicius em cy (1993
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Se todos fossem iguais a você – Manuel Bandeira e Vinicius de Moraes (1988
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Vinicius de Moraes – negro demais no coração (1988
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Vinicius de Moraes (1988
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Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes (1980
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A música de Jobim e Vinicius (1963
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Elizete interpreta Vinicius (1963
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Por toda minha vida – música: Antônio Carlos Jobim – poesia: Vinicius de Moraes (1959

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Algumas poesias:

Soneto de Maior Amor

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

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Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

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Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor … não cante
O humano coração com mais verdade …
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

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Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma…
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.

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Poema dos Olhos da Amada

Ó minha amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe dos breus…
Ó minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus…
Ó minha amada
Que olhos os teus
Se Deus houvera
Fizera-os Deus
Pois não os fizera
Quem não soubera
Que há muitas era
Nos olhos teus.
Ah, minha amada
De olhos ateus
Cria a esperança
Nos olhos meus
De verem um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus.

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Educação cidadã: você tem feito a sua parte?

Foi-se o tempo em que reinava o paradigma de que educação era responsabilidade da escola. Vai muito além dela, é uma responsabilidade de todos nós. Dirigindo pelas ruas, observei o quanto de sujeira, por exemplo, se espalha por nossa cidade. Não é preciso percorrer um caminho muito longo para se deparar com papéis, plásticos, restos de comidas e tantos outros objetos. Certamente alguns culparão o Estado, o descaso do poder público. Você já parou para pensar que a culpa é também sua? Um pouquinho de esforço te fará lembrar daquela vez em que não havia uma lixeira por perto e você, prontamente, abandonou alguma carga, não necessariamente inútil, no meio da rua. Se não você, um familiar, um amigo…

Cidadania 2A transformação social é um processo histórico. E Paulo Freire ainda complementava a frase, ressaltando que “a conscientização não é apenas conhecimento ou reconhecimento, mas opção, decisão, compromisso”. É do que estamos carentes, de compromisso com a nossa cidade, com os nossos bens públicos, com a nossa sociedade. Há determinadas exigências que podem ser cumpridas com um gesto simples de cada um. Com uma modificação no comportamento, na atitude. Vivemos um período em que a preocupação com o meio ambiente tem estampado capas de jornais e revistas. Nós, integrantes dependentes desse meio ambiente, precisamos também fazer a nossa parte. Cada indivíduo exercendo seu papel de cidadão em prol da satisfação da coletividade.

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Parada para entender o contexto histórico

Não dá mais para se iludir com o pensamento de que o poder público vai resolver todos os nossos problemas. Já não há mais espaço para o Estado de bem-estar social, aquele em que o próprio Estado funciona como promotor e regulamentador de toda a vida social e econômica da sociedade, garantindo toda a sorte de serviços públicos e de segurança. Depois da grande depressão, em 1929, fazia sentido a política intervencionista de Roosevelt implantada nos Estados Unidos. Naquela época, o discurso de que “o indivíduo tinha direito, desde o nascimento até sua morte, de um conjunto de bens e serviços que deveria ser prestado pelo Estado”, nascia como uma resposta, a luz no fim do túnel, para encerrar uma fase de altos índices de desemprego e caos social.

Só que o contexto histórico faz surgir novas necessidades. E foi o que aconteceu entre as décadas de 60 e 70, com os movimentos estudantis norte-americanos questionando os valores que haviam sido estabelecidos. Foi a fertilização do terreno para a instalação do neoliberalismo. O que fortaleceu esta nova estrutura? Muitos fatores, como a guerra do Vietnã, a revolução sexual… A crise do petróleo foi a gota d´água para fazer ruir as bases do Welfare State. Desenvolvida em Chicago, a teoria neoliberal encontrou terreno no Chile, quando irrompeu o golpe militar de Pinochet, derrubando Allende. Em seguida, foi a vez de Margaret Thatcher aplicar os ideais no Estado inglês e de Ronald Reagan fazer o mesmo nos Estados Unidos. E na década de 90, a implantação do neoliberalismo chega por aqui, brotando de economistas como Pedro Malan, Lara Resende e Gustavo Franco, inspirados nas teses de Milton Friedman.

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Cidadania 3Voltando à questão do papel do Estado, é inevitável chegar à conclusão de que o Estado do Bem-Estar Social faliu. Financeiramente, então, por razões diversas que não vamos discutir aqui agora, não há mais como o poder público financiar todas estas necessidades. Agora a nova resposta à ordem econômica e social instalada é chamada de Estado Subsidiário, regido por princípios que interligam a liberdade econômica e os interesses da sociedade. Ou seja, agora, há uma redistribuição de responsabilidades a órgãos privados, ONGs, sociedade civil, e o Estado se queda na função de fiscalizador e regulador da atividade exercida pelo particular. E, neste caso, estamos nós inseridos nesse “particular”, não tenha dúvidas.

Chegamos a um momento em que é indispensável, eu diria fundamental, assumirmos esta condição de responsáveis pela melhoria da situação da coletividade. E, enquanto indivíduos, nos cabe uma série de novas obrigações, de transformação de mentalidade e atitude pró-ativa. Não apenas na questão da preocupação com a limpeza da cidade e do meio ambiente. Nossa interferência em todos os demais setores, como saúde e educação, poderá ser crucial para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária no futuro, inclusive. Porém, tudo começa pelo que nos é mais fácil e simples de assimilar, em nosso caso, as tais pequenas atitudes. Começa no disseminar do conhecimento, na compreensão das nossas necessidades e, mais que tudo, de nossa nova função social, tão cheia de encargos.

E começa, também, com a prática destas novas atitudes. Se estamos em busca de um tipo de sociedade, por que não colaborarmos para construi-la? Muitos vão optar pelo caminho mais fácil: transmitir a obrigação para terceiros e passar o resto da vida culpando sempre “os outros” pelo nosso fracasso social. Mas você pode optar pelo caminho mais útil e ajudar no processo, abrindo espaço para que nossas futuras gerações vivam com mais dignidade. A escolha é de cada um. Faça a sua.

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Para se aprofundar:
>> A falência do Estado do Bem-Estar Social e a instituição das Parcerias Público-Privadas: Uma análise da Lei nº 11.079/2004
>> Educação e direiros humanos – A experiência de Caxias do Sul (sobre educação cidadã)
>> A liberdade econômica e o interesse público como novos paradigmas do Estado
>> Rede de educação cidadã

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Legalização do aborto: a favor ou contra?

GrávidaA legalização do aborto é um tema que rende debates intermináveis. Os argumentos favoráveis e os contrários se multiplicam, mas não sinto que estejamos perto de chegar a um consenso sobre o assunto. A proposta aqui não é defender uma corrente, mas promover mais ferramentas ao debate, discutindo os freqüentes argumentos que são defendidos por aqueles que levantam a bandeira e por aqueles que repudiam a prática.

Há quem se posicione do lado da legalização alegando que a saúde da mulher será preservada caso ela tenha meios legais de impedir a gravidez. Hoje, sem o apoio da sociedade, os abortos são realizados de forma clandestina, colocando em risco a vida de milhares de mulheres. Mas será que a legalização vai interromper as práticas clandestinas em uma sociedade em que a balança que divide o moral do legal pode sempre pender para um lado em detrimento do outro?

Dignidade da pessoa humana
Para impedir a legalização, nasceu a justificativa do atentado à dignidade da pessoa humana. Aqui precisamos rememorar toda a discussão legal sobre o momento em que há vida. Juridicamente, a Constituição Federal do Brasil determina que o direito à vida é inviolável. O texto do Código Civil assegura os direitos do nascituro desde a concepção. E no artigo 4º do Pacto de São José está dito que a vida do ser humano deve ser preservada desde o zigoto. Assim, seria imoral tirar a vida do feto.

Início da vida 
Mas, aí eu pergunto, a partir de que momento há vida? Com base em que crenças devemos nos apoiar para definir este tempo exato? Se eu seguir os dogmas religiosos, a resposta seria que há vida desde o encontro entre o espermatozóide e o óvulo. Posso eu, no entanto, questionar este prazo com o argumento de que a fertilização é um processo que leva horas e que é difícil compreender em que momento é atribuída alma ao feto. Quem tem razão? E qual seria mesmo o conceito de razão que estamos adotando para encontrar a resposta certa? E há resposta certa?

Dona do próprio corpo 
O próximo argumento que vou levantar é um dos mais comuns. Nós mulheres somos favoráveis ao aborto, porque somos donas do nosso próprio corpo, porque precisamos ter o direito de decidir se queremos e quando queremos ter filhos. Mas aqui deixamos de lado qualquer discussão moral. Simplesmente ignoramos toda e qualquer discussão a respeito para nos limitarmos à nossa vontade, ao nosso querer. E se adotamos esta teoria estaríamos, então, nos mostrando favoráveis ao aborto no último mês de gravidez, por exemplo. E aí?

Questão social 
Como disse, as defesas e ataques são variados e não paramos por aí. Precisamos mencionar a questão social. Se não for legalizado, as pessoas que não possuem condição financeira continuarão se submetendo a condições precárias para interromper uma gestação. Mas, sejamos bem honestos, quem é que está ligando para este lado da questão? Será que estão mesmo preocupados com as mulheres de baixa renda? Honestamente, não consigo visualizar esta preocupação. Não mesmo.

Vítimas de abuso 
Podemos, ainda, conceder este direito a apenas algumas mulheres, àquelas vítimas de abuso sexual. Se o ato criminoso gerasse uma criança, teria então a mulher o direito de interromper a gestação. Afinal, seria a criança fruto de um ato violento, o que poderia provocar uma verdadeira repulsa por parte da mãe, dentre tantos outros problemas que a psicologia e a psiquiatria devem explicar. Porém, se defendemos que há alma e que a vida é um direito indisponível, não seria este um crime, também? Um homicídio?

FetoSe eu seguir com as linhas de argumentação, com certeza não vou parar por aqui. Creio que este já seja um conteúdo substancial para nos fazer analisar a questão. O que podemos perceber é que são muitas variáveis em jogo. Podemos até seguir um pensamento, mas não podemos ignorar outras formas de pensar o mesmo assunto. Tampouco podemos nos achar donos da razão, palavra tão relativa. O aborto é um assunto delicado, assim como também é delicada a discussão sobre a manutenção de uma gravidez indesejada.

O que eu acho importante sobre a discussão em torno da legalização do aborto é que essa discussão seja imposta com o propósito de esclarecer, de munir a sociedade de informações relevantes, para que a decisão sobre a descriminalização seja consciente. Os embates entre os argumentos religiosos, feministas, moralistas ou legalistas, por exemplo, não podem, a meu ver, ignorar fatores mais concretos, como os relacionados à saúde da mulher e à educação.

Alguém aí tem ouvido falar se abortos contínuos podem fazer mal à mulher? Os debates mais frequentes têm mencionado os riscos que uma mulher pode correr ao se submeter a um procedimento como esse? E as políticas públicas direcionadas ao esclarecimento, por onde andam? Eu não ouvi muito sobre isso. O que tenho visto são defesas de opiniões, muitas parciais, baseadas em crenças específicas. E o que venho defender aqui não é a legalização ou a não legalização da prática.

Este texto aqui é apenas para defender o acesso à informação, para que a construção de nossas opiniões seja baseada em fundamentos e não no que pensamos ser o melhor. É isso, meninas, a melhor forma de nos proteger é adquirindo conhecimento.

Mais sobre o assunto:
Livros:

1. Nos Limites da Vida – Aborto, Clonagem Humana e Eutanásia Sob a Perspectiva dos Direitos (Daniel Sarmento)
2. Aborto: um direito ou um crime? (Maria Tereza Verardo)
3. Sim ou não ao aborto? (Jose Gea Escolano)

Artigos na web:
1. Aborto: a quem interessa?
2. Argumentos sobre o aborto
3. Aspectos éticos das práticas abortivas clandestinas
4. Aborto: discursos filosóficos
5. A Questão do Aborto na América Latina – Os Números da Clandestinidade
6. O aborto em outros países

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Cinco vezes Nicolas Cage

nicolas-cage_blog1O ator americano Nicolas Cage, 45, surpreende pela capacidade de intercalar ótimas atuações com bombas do tipo Motoqueiro Fantasma (2007, Mark Steven Johnson) e ainda assim manter a reputação intocada. Ele não tem o rosto de bom partido do Tom Cruise, mas tem charme de sobra para angariar legiões de fãs. Com uma vida pessoal atribulada desde a infância, Cage – que é sobrinho de ninguém menos que Frances Ford Coppola, embora tenha adotado o sobrenome de um herói dos quadrinhos na carreira – já declarou certa vez que decidiu atuar para ter um meio de descarregar todas as suas frustrações e medos sem precisar de analista. Seus personagens, na maioria das vezes, são tipos esquisitos e outsiders, daqueles que deixam um travo na boca e a sensação mista de fascínio e pavor. Conversa de Menina destaca cinco atuações memoráveis de Nicolas Cage. Fiquem à vontade para concordar, discordar e, principalmente, montar sua própria lista dos melhores filmes do ator:

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Coração Selvagem – 1990
Direção: David Linch
Sinopse: Dois jovens namorados, Sailor (Nicolas Cage) e Lula (Laura Dern – a musa número um de David Linch), fogem da perseguição da mãe dela, numa viagem pelo sul dos Estados Unidos. Ele tem fixação por Elvis Presley, enquanto Lula tem obsessão por O Mágico de Oz.
Atuação de Nicolas Cage: Quando gravou Coração Selvagem, o ator já havia chamado a atenção do público, dos críticos e dos diretores de cinema por suas atuações em Feitiço da Lua (1987) e O Beijo do Vampiro (1988). Mas este filme trouxe reconhecimento e fez o ator figurar naquelas listas que Hollywood tanto adora: Cage foi considerado o melhor ator de sua geração. No filme, mostra também que sabe cantar, já que soltou a voz em todos os números em que Sailor aparece interpretando sucessos do rei do rock.

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Despedida em Las Vegas – 1995
Direção: Mike Figgis
Sinopse: O roteirista de cinema Ben Sanderson (Nicolas Cage) perde a família, os amigos e o emprego por causa do alcoolismo e decide se mudar para Las Vegas, onde deseja realizar o plano de beber até morrer. Lá, conhece Sera (Elisabeth Shue), uma prostituta que se apaixona por ele. Os dois vão morar juntos, embora Sera saiba que Ben não vai largar a bebida e que seu fim está próximo.
Atuação de Nicolas Cage: Nicolas Cage, que está magistral no filme, ganhou o oscar de melhor ator por este papel, que ele viveu intensamente. Chegou ao ponto de filmar-se bêbado, para estudar os próprios movimentos. A perda completa de referências afetivas, da noção de certo e errado, da capacidade de julgamento estão estampadas no rosto do ator. Ele vive cada passo da degradação moral e física de Ben Sanderson.

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Adaptação – 2002
Direção: Spike Jonze
Roteiro: Charlie Kaufman (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, Quero Ser John Malkovitch e Confissões de uma mente perigosa)
Sinopse: Charlie Kaufman (Nicolas Cage) é um roteirista às voltas com a adaptação de um livro chamado O ladrão de Orquídeas. Sem inspiração, ele decide investigar a autora, uma jornalista vivida por Meryl Streep, e o processo criativo do livro. Enquanto isso, o irmão gêmio de Charlie, que é um bon vivant, escreve um roteiro que faz relativo sucesso.
Atuação de Nicolas Cage: O ator interpreta tanto o roteirista Charlie Kaufman quanto seu irmão gêmeo (que aliás é fictício). Enquanto o roteirista é desengonçado, recluso, um tipo esquisito e sem carisma, o irmão é justamente o oposto: charmoso, leve e totalmente irresponsável. Cage passeia entre os dois personagens e troca de pele como quem veste um casaco. Ora é o sisudo e deprimido Kaufman e na cena seguinte o inconsequente gêmeo. Os diálogos entre os dois são impagáveis.

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Os Vigaristas – 2003
Direção: Ridley Scott
Sinopse: Dois trapaceiros, Roy (Nicolas Cage) e Frank (Sam Rockwell) estão planejando um lucrativo golpe, até que a filha desconhecida de Roy aparece e muda os planos da dupla.
Atuação de Nicolas Cage: Roy é um ladrão experiente mas totalmente paranóico. Nicolas Cage coloca para fora todas aquelas fobias e excentricidades que caracterizam quem sofre de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), inclusive dando a dose certa de comédia para as manias mais esdrúxulas e de drama para os medos paralisantes.

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Senhor das Armas – 2005
Direção: Andrew Niccol
Sinopse: Yuri Orlov (Nicolas Cage) conta a sua história em flashbacks, mostrando como se tornou de um filho de imigrantes russos miseráveis a um próspero comerciante de armas e como seu império ruiu por uma sequencia de erros que ele mesmo cometeu.
Atuação de Nicolas Cage: O ator vive com perfeição, um amoral comerciante de armas que apesar de saber todo o mal que causa, inclusive à própria vida, continua no negócio. Yuri perde a família, o irmão morto por traficantes de armas (antes ele já havia viciado o irmão em cocaína ao decidir “celebrar” o pagamento de um lote de fuzis vendidos na Colômbia). Com frieza calculada, em uma cena memorável, Yuri explica ao policial porque não vai ficar preso, já que os interesses dos traficantes de armas também são interesses do governo americano.

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Internet segura: controle o acesso dos filhos

O Dia Mundial da Internet Segura é celebrado nesta terça-feira, 10. A data é uma iniciativa da Insafe, que tem o objetivo de “promover o uso ético e seguro da Internet e outras tecnologias, por meio da difusão de informações, recursos e guias de boas práticas”. Este ano, 65 países estão envolvidos no projeto. E é em homenagem à data que o Conversa de Menina decidiu explorar o tema do controle do acesso das crianças à informação na internet.

Vivemos a era da tecnologia. A sensação é que temos o mundo em nossas mãos. O conceito de distância ficou tão relativo, assim como também o controle da informação. Aliás, o controle do acesso a ela. E o que fazer quando o problema é controlar o tipo de informação que chega ao conhecimento dos filhos? Com a internet ao alcance de todos, é mesmo difícil monitorar tudo aquilo a que uma criança tem acesso.

Nos resta, então, usar dos mecanismos que esta mesma tecnologia nos coloca às mãos para, pelo menos, acompanhar o que nossos filhos estão fazendo quando entram em conexão com o tal mundo virtual. Filhos na internetClaro que navegar é muito importante para a gurizada, mas cabe aos adultos direcionar os caminhos a percorrer na rede. É uma forma de preservar a infância e a imaginação inerente a esta fase da vida. E não é mesmo fácil.

Você pode tomar algumas precauções mais simples, como evitar colocar o computador no quarto da criança. Em lugar de maior circulação, será mais fácil ficar de olho no que eles estão acessando. Também é essencial delimitar horários de uso, para que a internet seja apenas uma atividade de lazer e educação e não a única. Outra coisa é mostrar sites bacanas, fazer pesquisas e atividades em conjunto também.

Se você é usuário do Windows Vista, você pode criar uma conta específica e habilitar a ferramenta “Controle dos Pais”, o que vai possibilitar que você determine os sites a que o seu filho terá acesso, os jogos, e limite o tempo de uso do computador. No final você terá inclusive relatórios dos sites visitados. O ruim é que esta opção só é válida para quem utiliza o Internet Explorer. Em outros navegadores, como o Mozilla, não é possível fazer isso.  

No msn, habilite a gravação dos históricos das conversas. Depois é só dar uma vasculhada nos papos do filhote. Ou você pode ser mais cuidadoso ainda e optar por gerenciar os contatos que o filho adiciona no windows live messenger, spaces e hotmail pelo Windows Live OneCare —Proteção para a Família. Nesta segunda opção, ao invés de rastrear as conversas, você vai ajudar a criança a definir quem ele/ela pode ou não adicionar no msn.

 

Dicas de programas que os pais podem utilizar

Chat Controller – Limita o uso dos comunicadores instantâneos. Possibilita o bloqueio a programas e a determinação de horários de uso do computador.

Crawler Parental – Permite filtrar o conteúdo acessado pelo computador, o acesso a determinados programas e pastas, limitar o tempo, proibir instalação de malwares e impedir a navegação por sites falsos. É gratuito.

CyberPatrol – Usado para delimitar o tempo de uso e bloquear o acesso a certos sites para diferentes usuários. É possível bloquear o download de games, músicas, vídeos e imagens. Custa U$ 39,95.

CyberSitter – Ajuda a definir horários de acesso, sites proibidos e bloquear comunicadores instantâneos e downloads. Envia um código especial para o site acessado informando que o usuário tem restrições de acesso a conteúdos (tecnologia V-Token). Pode restringir apenas algumas funções de sites (ex: impedir a criação de perfis em sites de relacionamento, e permitir a navegação por páginas de outras pessoas). Monitora o que é digitado em e-mails. Custa U$ 39,95.

Desktop Mágico – Bloqueia sites e monitora atividades no PC. Possui um navegador desenvolvido para as crianças, onde os pais informam quais os sites permitidos para navegar. Tem um anti-spam que permite o envio e recebimento de e-mails apenas por contatos aprovados anteriormente. Traz ainda jogos educativos e infantis. Custa R$ 6,90 por mês.

Free Parental Control – Controla, remove e deleta material impróprio ou adulto do computador. Remove cookies, cache e históricos de URLs. É gratuito.

Msn Manager – Estabelece regras de utilização, monitora o uso, permiti ou bloqueia contatos, envio e recebimento de arquivos e imagens e nomes de exibição. Gera relatórios e libera conversas por horários.

NetFilter – Veta o acesso a páginas relacionadas à pornografia, pedofilia, drogas, violência etc. Registra sites visitados, bloqueia envio e recepção de e-mails e portas de comunicação. Possui controle de permissão de acesso por dia da semana e horário. Custa R$ 45,00.

Ti Monitor – Permite o acesso às conversas que usuários do computador mantiveram pelo MSN e chats, aos downloads e sites visitados. Grava teclas digitadas e copia a tela do computador em tempo real. Gera relatórios de conteúdos de sites, programas e pastas acessados. Custa R$ 40,00.

Web Blocker – Permite bloquear o acesso a mensageiros instantâneos, impede o download de conteúdos e sites, do acesso a sites de chat, pornografia ou comunidades virtuais. Restringe o uso por horário, palavras-chave, modo e conteúdo do download. Custa R$ 40,00.

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Saiba mais:
>> Dia Mundial da Internet Segura é celebrado nesta terça-feira (matéria do A TARDE On Line)
>> Site da ONG Safernet
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Dicas para programar a viagem ao exterior – parte 3

Continuando a série de posts dedicados às dicas para ajudá-los a organizar a viagem para outro País, seguem abaixo mais algumas sugestões.

Dúvidas antes de viajar=================
Leia também:
>> Dicas para programar a viagem ao exterior – parte 1

>> Dicas para programar a viagem ao exterior – parte 2
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==== COMPRAS ====
O fato de estar negociando em uma moeda diferente pode destruir a sua vida financeira, portanto nunca deixe de fazer as conversões em reais, para saber exatamente quanto você está pagando pelo produto ou serviço. E tenha em mente que as comprinhas feitas em cartões de créditos terão seu valor convertido para reais pela taxa do dia do pagamento da fatura. Assim, se o dólar estiver mais barato quando você pagar, ótimo. Mas se o dólar estiver mais caro, a despesa terá um acréscimo.

==== SAÚDE ====
Eu aconselho que você faça um seguro de saúde internacional antes de colocar os pés no avião. Claro que ninguém quer que aconteça alguma coisa durante a viagem, porém prevenir é bem melhor que remediar. Há empresas que fazem seguros e você pode procurar uma delas, como a Mondial Assistance. Além disso, há países que exigem que o visitante tenha o tal seguro. É importante pesquisar sobre isso também.

==== SAQUES NO EXTERIOR ====
Para que não haja surpresas desagradáveis, verifique com antecedência as taxas cobradas para os saques feitos em outros países. O Banco do Brasil tem agências espalhadas pelo mundo e se você é correntista, poderá sacar a moeda local na agência do País. Também é possível efetuar saques nos caixas 24h que funcionam associados ao seu cartão de crédito internacional. Mas não pense que você vai pagar apenas o que sacou. Eles cobram taxas que não são nada doces. Cheque isso para saber exatamente quanto está pagando por aquele saque.

==== TÁXIS ====
Antes de pegar o táxi, confirme a direção você quer seguir. A depender do local onde esteja, pegar táxi do lado errado pode custar um dinheirinho bom. Tem locais em que o retorno é tão distante que apenas atravessando a rua você poderia fazer uma boa economia. Um mapa em mãos sempre ajuda. E perguntar também não custa nada.

==== SAÍDA DO METRÔ ====
Quando for sair da estação do metrô, procure saber qual é a saída mais próxima do local para onde você está indo. Isso vai ajudar na otimização do tempo. Normalmente, há várias saídas na estação do metrô, e cada uma vai dar em uma rua diferente. Para não errar, veja no mapa da própria estação ou no mapinha que você vai carregar para todos os cantos. Quanto mais tempo economizar, mais tempo terá para aplicar nas atividades que te interessam. E sair pelo lado errado pode despender um gasto de tempo desnecessário.

==== CONVERSÃO DE MOEDAS ====
Ande sempre com uma calculadora na bolsa. Sempre. Vai ajudar a fazer as tais conversões de moeda com mais facilidade.

==== CONTROLE DE GASTOS ====
Junto com a calculadora, leve um bloco de anotações e uma caneta. É imprenscindível que você faça anotações de todos os seus gastos. Além de você manter total controle dos custos da sua viagem, vai ajudar muito quando você precisar organizar um segundo passeio. É o que vai te dar uma noção das despesas, incluindo as que você não estava esperando (como a compra daquele remedinho para combater uma inflamação na garganta).

 

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