**Artigo: Conforto ou acomodação?

O texto que publicamos hoje foi escrito por Nino Albano, experiente consultor na área de TI e de recursos humanos em diversas empresas multinacionais. Mas essas palavras, embora sejam voltadas, originalmente, para o público empresarial, falam de motivação, um conceito que se aplica a todas as profissões, uma palavrinha que deve ser transformada em meta de vida. Nada mais triste do que fazer qualquer coisa, do lazer ao projeto de carreira, sem motivação. Nada pior do que se acomodar a uma situação conveniente e dali nunca sair, jamais alçar vôo ou buscar novos desafios. Mas, segundo Nino, conforto é outra coisa totalmente diferente. A busca por conforto é o que nos move, nos motiva a seguir em frente em todos os momentos, sejam árduos ou aqueles que exigem superação e vontade. Vale a pena conferir:

Conforto ou acomodação?

Nino Albano*

confortoOuço muita gente falar sobre a “zona de conforto” como se ela fosse um dos personagens principais de nossas operações. Dizem que quem se encontra nela, não está disposto a mudar, e já ouvi discursos inflamados sobre a necessidade de sair da zona de conforto para fazer com que as coisas mudem.

Mas eu fico pensando sobre ela e tenho uma percepção diferente de tudo que eu ouço. Inicialmente vamos definir “conforto”. Segundo o Aurélio, é o “estado de quem é confortado” e confortado, por sua vez é o adjetivo para “fortalecido, animado”. Então vem a pergunta: Por que teríamos que sair dessa tal zona, se quando a encontramos estamos bem?

A zona de conforto só poderia ser aplicada ‘a quem já atingiu seus objetivos e agora se apega a melhoria contínua para uma atividade ou ação que se adéqua ‘as suas necessidades e expectativas. Em outras palavras, ninguém deveria sair da zona de conforto. É lá que encontramos o melhor de nosso desempenho.

Agora, o Aurélio também diz que “acomodação” é a “tendência a conformar-se com qualquer situação; conformismo”. E essa sim é a zona perigosa. O que todos tentam nos vender como zona de conforto é um lugar de onde deveríamos sair, quando na realidade ela deveria ser vista como nosso objetivo profissional e de vida. Costumam dizer que quem está nela, não quer mudar. Pois eu digo que todos mudam se o apelo à mudança for agradável, necessário e gerador de oportunidades.

O KCS – Knowledge-Centered Support, metodologia que tem como base o suporte estruturado no conhecimento, diz que cada grupo de interessados em alguma coisa, busca o WIIFM – What in it for me? Ou, o que isso tem de bom para mim? Não se trata de querer levar vantagem em tudo, mas sim saber por que o esforço está sendo aplicado. Se fizer sentido e trouxer retorno para o individuo, para o grupo e para o negócio, a mudança é facilmente executada, pensando na tão sonhada zona de conforto.

relaxMas há aqueles, que não querem mudar, pois não se sentem motivados, não gostam do que fazem e não acreditam que no final existem benefícios para eles. Para esse grupo, as mudanças são as coisas mais chatas e difíceis que existem. Eles estão na “zona de acomodação”. São as pessoas conformadas com o lugar que estão. Elas normalmente têm medo de crescer e se sentem ameaçadas por desafios, por isso dificilmente se sentirão confortáveis com alguma coisa, e rotineiramente reclamam pelos corredores que tudo está errado.

Cabe a nós, responsáveis por centrais de atendimento, identificar os profissionais que estão interessados em conquistar, em realizar e aqueles que se acomodam nas suas rotinas. Dos dois grupos podemos extrair coisas boas, mas de formas diferentes, e com atitudes diferentes. Se não nos atentarmos para esse fato, podemos conduzir nossas equipes a conflitos que podem ser evitados.

De qualquer forma, volto a insistir. “zona de conforto” não é o que todos costumam falar. Pensem nela como objetivo e morram de medo da “zona de acomodação”.

*Nino Albano é Diretor de Planejamento Estratégico do HDI no Brasil.

**Material enviado ao blog através da assessoria de comunicação da HDI.

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Uma conversa séria sobre gravidez

Este post está dividido em duas partes. Na primeira, publicamos um artigo da psicóloga Luciana Leis, especializada em atender casais com problemas de fertilidade. Na segunda, reproduzimos uma matéria com a médica Carolina Ynterian, da Analitic, especialista em reprodução humana. A ideia de colocar este material no ar é atender aquelas mulheres que têm um grande desejo de ser mães e muitas vezes deixam que a ansiedade e frustração as dominem. Respeitando e reconhecendo o fato de que nem toda mulher tem como projeto de vida tornar-se mãe, e só devem mesmo tentar a maternidade aquelas que se sentem preparadas para o desafio, a conversa hoje é direcionada às que acalentam esse desejo e que vêm se preparando para ele, independente dos desafios de se criar filhos no mundo de hoje. Sinceramente, não acredito que fosse mais fácil criá-los em outros períodos da história da humanidade. A questão com a maternidade não é o mundo exterior, mas o que nós vamos ensinar aos nossos filhos para que eles enfrentem o que está aí fora. Confiram:

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Quando o desejo de ser mãe parece não ser possível…

Luciana Leis*

clip_image004A maioria das mulheres cresce cultivando o sonho de ser mãe um dia. Desde muito cedo, brincamos com nossas “filhas-bonecas”, ensaiando o papel que será encenado em algum momento de nossas vidas. No entanto, esse sonho vai sendo deixado de lado para podermos desenvolver outros papéis – sociais, profissionais, familiares –  para o resgatarmos, no futuro, a possibilidade  de realizá-lo, em uma situação mais estável.

Assim, nos prevenimos de uma possível gestação em nossos namoros até encontrarmos um homem que pareça “bom” para estar ao nosso lado e construir uma família. Também evitamos um filho para nos estabilizarmos profissional e financeiramente. Nesse meio tempo, muitas vezes, sem ao menos percebermos, acabamos sendo meio “mães” de nossos amigos, maridos ou até mesmo de nossos pais.

Desta forma, mais cedo ou mais tarde, acabamos tendo um “insight” e percebemos que o sonho de ser mãe, até o momento colocado de lado, deve ser priorizado, já que consideramos que aquele é o melhor momento de nossas vidas para tal.

Porém, o tempo vai passando e a gravidez não acontece, fazendo-nos questionar o que pode estar errado. É muito difícil aceitar nossa falta de controle neste campo da vida, uma vez que, com esforço, conseguimos garantir muitas coisas até ali. É preciso reconhecer nossa impotência para poder garantir a chegada de uma nova vida, afinal, não somos “deuses”.

Faz-se necessário, então, certa flexibilidade interna para irmos em busca de alternativas que nos levem a atingir nosso objetivo. É fato que, na maioria das vezes, acreditamos que teríamos um filho logo que parássemos de usar o método contraceptivo.

No entanto, quando isso não acontece, precisamos encontrar novas possibilidades para chegarmos ao nosso destino. Talvez o caminho mais fácil esteja interditado, o que não significa que todos os caminhos estejam fechados. Então, é essencial cultivar a flexibilidade para buscar a melhor forma de concretizar o sonho de ter um filho.

gravidez14O grande obstáculo desse percurso é vencer o negativismo que essa situação nos coloca e se apegar às possibilidades reais desse sonho vir a acontecer. É comum, devido a sentimentos de insegurança e frustração, nos perdermos em meio a fantasias aterrorizantes, nas quais parece que o desejo nunca será realizado, quer pela via biológica ou pela adoção. Em alguns momentos, é necessário nos afastarmos um pouco do mundo das emoções e colocarmos mais objetividade e racionalidade para enfrentarmos os problemas, já que, se existem formas para resolvermos essa questão, é nelas que devemos nos respaldar.

Lembro-me de uma amiga que, frente ao diagnóstico de infertilidade conjugal, ouviu de seu médico: “Suas chances são muito pequenas de engravidar.” Frente a isso, ela perguntou: “Mas elas existem?”, e ele respondeu: “Sim.”. Essa resposta curta, porém honesta e positiva, foi o dado de realidade em que ela se apegou para enfrentar seus medos até a chegada da filha, hoje, com cinco anos.

A vivência e o reconhecimento de todos os sentimentos que a infertilidade traz em seu bojo são imprescindíveis para lidarmos com ela. No entanto, precisamos também de certa dose de racionalidade para enfrentarmos com determinação esse processo, sem nos perdermos em meio a  medos e inseguranças.

*Luciana Leis é psicóloga, especializada em atender casais com problemas de fertilidade.
>>Confira o blog da especialista, Compartilhando Vivências

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*Infertilidade femininas, causas:

Cerca de 12 milhões de pessoas encontram dificuldade para engravidar em algum momento. As causas mais comuns, que afetam as mulheres e são responsáveis por cerca de 40% dos casos de infertilidade, são:

>>Síndrome dos ovários Policísticos: causada por um desequilíbrio hormonal e excesso de hormônio masculino, provoca irregularidades na menstruação, aumento dos pêlos, ganho de peso e acne. A ovulação também fica muito comprometida, o que dificulta na gravidez. Ressalta-se que a gestação pode ocorrer neste quadro.

endometriose>>Endometriose: Doença que ocorre quando a mucosa que reveste o útero é expelida dentro da cavidade do abdômen ao invés de ser eliminada através do canal vaginal junto com o sangue menstrual e acaba dificultando a concepção.

>>Problemas ovulatórios: Principal causa de infertilidade nas mulheres, geralmente o que ocorre é uma falha na liberação de hormônios, irregularidade no ciclo menstrual ou problema nos ovários. Mediante isso, a ovulação fica prejudicada ou completamente ausente.

>>Alterações da tireóide: Aumento ou diminuição da função da glândula tireóide leva a um desequilíbrio hormonal, o que reflete no funcionamento dos ovários, consequentemente, na produção dos hormônios LH e FSH.

>>Aumento da prolactina: quando há aumento deste hormônio, os ovários não funcionam direito, o problema pode bloquear ou interferir a ovulação.

*Fonte: Dra Carolina Ynterian, bioquimíca e diretora da Analitic.

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Artigo: Dificuldades das mulheres no mercado de trabalho

O mercado é ingrato com as mulheres que optam por serem trabalhadoras e mães. Pelo menos esta é a análise do advogado e professor do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Jurídicas, Marcos Vinicius Poliszezuk, autor do artigo que publicamos abaixo. O texto traz dados do IBGE e da Catho On Line sobre a situação de empregabilidade das brasileiras. Sim, ainda ganhamos menos que os homens, embora isso seja inconstitucional. E ainda somos discriminadas na hora de disputar uma seleção – separadas em: com filhos e sem filhos – embora isso seja ilegal e imoral. O importante de divulgar esse tipo de análise é contribuir para conscientizar as mulheres e os homens sobre a importância de romper antigos tabus. Apesar de todo o avanço tecnológico da pós-modernidade e de toda a revolução dos costumes, o peso da tradição ainda é grande na nossa sociedade. Ainda há quem defenda, nos dias de hoje, que lugar de mulher é em casa lavando, passando, cozinhando e criando os filhos. Sem contar com aqueles que endossam afirmações absurdas como a de que as mulheres que tornam-se lideres e se destacam na profissão, masculinizam-se para competir de igual para igual com os homens! Talvez, diante de estatísticas como as apresentadas no artigo do professor Marcos, realmente existam mulheres que abrem mão da maternidade ou da feminilidade para mostrar que são tão capazes quanto os homens. No entanto, quem foi que disse que ser agressivo no mercado é prerrogativa masculina? E quem disse que a agressividade ou a competitividade não são também características das fêmeas? Onde está escrito que para ser feminina tem de ser mãe? O problema com o preconceito, qualquer que seja ele, é que cria categorias e rotula as pessoas, confinando-as aos estererótipos, sendo que a diversidade é cada vez  mais a norma no mundo, graças a Deus! Eu, particularmente, não quero ser igual, melhor ou pior que nenhum homem.  E espero que nenhum deles queira ser melhor, pior ou igual a mim. Quero respeito nas minhas diferenças.
 
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**Dificuldades das mulheres no mercado de trabalho

*Marcos Vinicius Poliszezuk

Todos são iguais perante a lei. É o que estabelece o artigo 5° da Constituição Federal. No entanto, deparamo-nos com realidades distantes daquela prevista pelo nosso constituinte. Prova disso é o tratamento dispensado às mulheres trabalhadoras, em que a discriminação ainda é notadamente patente.

mulher_trabalhando_01Importante destacar que várias foram as legislações com o intuito de proteger o trabalho da mulher. Prerrogativas e direitos lhe foram assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que dedica um capítulo inteiro de medidas protetivas ao trabalho feminino. A nossa própria Constituição Federal também assegurou salário idêntico ao dos homens, além de outras benesses conferidas em razão da maternidade. Hodiernamente, observa-se que tais medidas são inócuas, uma vez que a própria sociedade desrespeita a legislação. Lei é lei, evidente, mas não somos educados a respeitar a dignidade do trabalho feminino. Isso sem enfocar a dupla jornada cumprida pelas mulheres, ou seja, o trabalho fora e o dentro de casa.

Saliente-se que o Brasil, seguindo a legislação e a tendência mundial, ratificou Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que tratam de forma direta ou indireta da desigualdade de gênero nas relações de trabalho, são elas, a nº 100 (Salário igual para trabalho de igual valor entre o Homem e a Mulher, ratificada em 25/04/1957, com vigência nacional em 25/04/58), a nº 103 (Amparo à Maternidade, ratificada em 18/06/65 e com vigência nacional em 18/06/66); a nº 111 (Discriminação em matéria de emprego e Ocupação, ratificada em 26/11/65, com vigência nacional em 26/11/66); e a de nº 117 (Objetivos e normas básicas da política social, ratificação em 24/03/69 e vigência nacional em 24/03/70).

Todavia, tornar-se mãe, período tido como o ápice da maturidade feminina, é o principal entrave na colocação dessas mulheres no mercado de trabalho. Aí, pouco importa a dupla jornada, a dedicação extrema, o salário defasado e o mister maternal. Infelizmente, o que mais pesa ao empresariado é o aumento do custo para manter essa trabalhadora e o seu filho. A matemática é simples: os empregadores calculam o aumento dos encargos (salário, convênio médico, creche, farmácia, etc.) e, com isso, perde-se o interesse na colaboração dessas candidatas. Além disso, outro empecilho, na visão dos empregadores, é a maior probabilidade de a mulher-mãe ter de ausentar-se do trabalho para cuidar das crianças.

Apesar de toda a mentalidade contrária a contratação de mulheres,  pesquisas revelam que nos últimos anos a inserção da mulher no mercado de trabalho tem sido crescente e visível, assim como o percentual de mulheres em cargos de comando de grandes empresas.

Segundo dados do IBGE, em janeiro de 2008, havia aproximadamente 9,4 milhões de mulheres trabalhando nas seis regiões metropolitanas onde foi realizada a pesquisa: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. Este número significa 43,1% das mulheres. Em 2003 esta proporção era de 40,1%. O que comprova o aumento da representatividade feminina no mercado de trabalho.

Entretanto, elas se encontravam em situação desfavorável à dos homens, pois não chegavam a atingir o percentual de 40% de mulheres trabalhando com carteira de trabalho assinada, sendo que entre os homens esta proporção ficou próxima de 50%. Além disso, o rendimento delas correspondia a 71,3% do rendimento dos homens.

Na visão machista ainda vigente, infelizmente, mulher só é multitarefas dentro de casa
Na visão machista ainda vigente, infelizmente, mulher só é multitarefas dentro de casa

A mesma pesquisa deixou claro que quando o contexto é mercado de trabalho, a maioria dos indicadores apresentados mostrou a mulher em condições menos adequadas que a dos homens. Outro ponto alarmante é a desigualdade na contribuição previdenciária, quando se constatou que mais de um terço das mulheres não contribuem. Isso de uma forma geral e não pontuando mulheres com filhos e menores de quatro anos. Com isso, torna-se mais notável que a dificuldade da mulher no mercado de trabalho existe independente de ser mãe, mas agrava ainda mais com a maternidade.

Neste patamar, já não importa as lutas de tantas Marias (da Penha), de Helenas (de Americana) e de todas aquelas engajadas na promoção da dignidade do trabalho da mulher para valerem os direitos conquistados com duras batalhas, uma vez que, repita-se, somos os primeiros a desrespeitar as leis que nós mesmos criamos.

Talvez por essa razão já não nos impressiona as pesquisas como a recentemente divulgada pela Catho on Line, empresa de recrutamento e seleção, segundo a qual mulheres com filhos de até quatro anos têm mais dificuldades para conseguir emprego. Fomos educados para aceitar essa realidade – diga-se de passagem, ilegal, com normalidade.

*Marcos Vinicius Poliszezuk é sócio-titular do Fortunato, Cunha, Zanão e Poliszezuk Advogados, especialista em Direito Empresarial pela Escola Superior de Advocacia da OAB-SP e em Direito do Trabalho pelo Centro de Extensão Universitária; além de professor do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Jurídicas e integrante da Comissão dos Novos Advogados do Instituto dos Advogados de São Paulo.

**Artigo recebido por email pela assessoria de comunicação de Marcos Poliszezuk.

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Artigo: Que Brasil desejamos para as nossas crianças em 2016?

Recebemos o artigo abaixo da assessoria da Fundação Abrinq, que milita pelos direitos da criança. O texto, escrito pelo presidente da entidade, Synésio Batista da Costa, faz uma análise otimista da escolha do Brasil como sede olímpica em 2016, mas traz também um alerta para que nossos governantes não fiquem deslumbrados com esta conquista a ponto de esquecerem que um desafio como o de montar uma Olimpíada, só é válido, se os milhões investidos se converterem em justiça social, educação e em um futuro real para nossas crianças ainda tão abandonadas e carentes de coisas básicas como saúde e educação. No final de semana que antecede o Dia da Criança, Conversa de Menina divulga o artigo de Synésio e soma esforços na torcida para que sejamos realmente um país campeão em cidadania. Confiram:

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Que Brasil desejamos para as nossas crianças em 2016?

**Synésio Batista da Costa
 
As Olimpíadas do Rio 2016 serão uma nova oportunidade para o Brasil olhar para o futuro. Muitos dos pequenos brasileiros de hoje virão a ser os atletas olímpicos daqui a sete anos. Eles competirão em estádios construídos por operários, muitos deles frutos de uma geração com poucas oportunidades, mas que poderão vivenciar as conquistas de seus filhos.

Do ponto de vista econômico, conseguimos inúmeros avanços, temos hoje uma economia com bases sólidas, a inflação sob controle e parâmetros financeiros de primeiro mundo, atingimos “Investment Grade” (recomendação de investimento), fomos os últimos a entrar na crise e os primeiros a sair dela. Enfim, sopram ventos favoráveis para mudanças estruturais na educação, na saúde e na qualidade de vida, especialmente para as crianças.

Por isso, com a missão de organizar o principal evento esportivo do planeta, e com indicadores econômicos tão positivos, os nossos governantes têm pela frente a chance de serem os operários na construção de uma geração campeã, vitoriosa na formação educacional, com ampla oferta de oportunidades e de um horizonte mais glorioso. Um exemplo de que os jogos poderão trazer avanços é a medida que prevê o ensino de inglês, a partir de 2010, aos adolescentes das escolas municipais cariocas. Muitas outras mudanças e inovações como essa também estão por vir.

Afinal, hoje somos uma das maiores economias do mundo e um dos principais países emergentes ao lado da Rússia, Índia e China (BRIC), também integramos o G20 e, por diversas vezes, somos reconhecidos como liderança na América Latina e no cenário mundial.

Entretanto, em relação à educação, de acordo com um ranking elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que monitora o cumprimento de metas alcançadas pelos países para melhorar o ensino, o Brasil ocupa a 80ª posição em uma lista de 129 países, ficando atrás de nações como Paraguai, Venezuela, Argentina, Kuwait e Azerbaijão.

olimpico 1

Além disso, o Brasil é o 75º colocado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) medida esta que compara a riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade e outros indicadores de 182 países do mundo. Isso se deve ao fato de milhões de crianças brasileiras serem de famílias que vivem abaixo da linha da pobreza, se encontrarem sem vagas em creches, nunca terem ido à escola, frequentarem escolas de péssima qualidade e morrerem por doenças que poderiam ser facilmente evitadas como a diarreia e a desnutrição.

Apesar de termos muitos desafios pela frente, nossa visão é otimista, vemos as Olimpíadas como marco de uma nova nação rumo ao primeiro mundo, não só nos esportes, mas em todos os aspectos. E para que esse objetivo seja atingido, será necessário um investimento de aproximadamente 30 bilhões em obras públicas que também irão beneficiar e inspirar as milhares de crianças que, em 2016, certamente serão 60 milhões* de vencedores.

Nosso desejo é o de sermos protagonistas do futuro do Brasil que terá 100% das crianças matriculadas em creches e escolas de qualidade, livres do trabalho infantil, com registro civil, bem nutridas, protegidas de qualquer forma de violência ou opressão. Enfim, que os nossos futuros campeões tenham todos os seus direitos garantidos e possam se orgulhar por fazerem parte do primeiro país da América do Sul a sediar uma Olimpíada.

Esperamos que em 12 de outubro de 2016 possamos comemorar o cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Que o espírito olímpico vivenciado por aqui traga consigo todo o progresso que exige. Este é o Brasil que desejamos para as nossas crianças daqui a alguns anos.

*(número de crianças e adolescentes, de acordo com a PNAD-IBGE 2007)

**Synésio Batista da Costa é presidente da Fundação Abrinq

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Artigo: O papel da rotina na vida das crianças

Quando somos mais velhos o que mais desejamos é fugir da rotina, pelo menos de vez em quando. Embora reconheçamos que existe necessidade de manter o mínimo de organização na vida diária, a fuga do padrão é a utopia de todo adulto, principalmente porque vivemos presos ao tempo, escravos do relógio. No entanto, segundo os especialistas, há um momento na nossa vida em que a presença ou ausência completa de rotina (hora para comer, tomar banho,estudar, brincar, dormir) é fator crucial para o nosso desenvolvimento: na infância. A psicoterapeuta Blenda Oliveira analisa a importância da rotina na vida das crianças, no artigo que reproduzimos abaixo. Confiram:

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**O papel da rotina na vida das crianças

 Blenda Oliveira*

Bebês e crianças têm necessidade de sentir seu ambiente organizado e previsível. A rotina funciona como uma espécie de moldura que organiza os três grandes domínios na área da saúde: o físico, o psicológico e o social, auxiliando numa maior integração dessas áreas, já que há uma interligação e uma afeta a outra. Bebês e crianças muito pequenas ainda não possuem maturidade neurológica e psicológica para suportar todas as inconstâncias em suas rotinas. Por isso, muitas mudanças externas podem gerar experiências precoces de instabilidade. Não precisamos imprimir mudanças no dia a dia da criança, porque já existe um movimento intenso da natureza em cada uma. Ela por si só vive uma interessante transformação no seu corpo, na sua percepção e na capacidade de se locomover. A rotina prepara a criança e ajuda no desenvolvimento da confiança e perseverança, qualidades imprescindíveis para uma futura autonomia.

Escola e família são uma das parcerias mais produtivas. Se uma escola tem como valor o cumprimento de certas rotinas e a família não compartilha, ou vice-versa, podem ser gerados na criança sentimentos de confusão, dúvidas e desconfiança. A escola, dependendo da sua orientação e da formação do seu corpo docente, tem competência para orientar a melhor maneira com que a família pode dar continuidade ao trabalho. Porém, é importante deixar claro que a escola não é responsável sozinha pelo desenvolvimento das crianças. Enfatizo que o papel da família é intransferível, isso não quer dizer que não seja possível fazer parcerias e receber orientações. As ações serão mais significativas quanto maior for o envolvimento da família.

A rotina é um dos pilares para o desenvolvimento da autonomia das várias áreas do desenvolvimento infantil. Vale lembrar que uma rotina adequada vem acompanhada de afeto e flexibilidade, mas não é preciso usar de rigor em detrimento das vivências de afetividade e espontaneidade entre as crianças e seus cuidadores. Sabemos que disciplinas duras, rigorosas e inflexíveis não necessariamente criam indivíduos comprometidos e autônomos, o mesmo ocorre com rotinas por demais permissivas. Qualquer extremo contribui para o aparecimento na criança, no adolescente e nos futuros adultos, de insegurança, medo e desconfiança quanto à própria capacidade de dar conta da vida. A rotina na medida adequada gera referência à criança. Depois o adolescente vai aprendendo quanto pode, em alguns momentos, modificar aquilo que lhe foi ensinado pelos seus pais e professores.

“Não se educa pela razão, apenas.

Educa-se, principalmente,

pela qualidade do afeto”

Quanto mais os bebês se desenvolvem, maior a conquista da independência e, portanto, mais de olho é preciso estar. Crianças a partir de um ano iniciam movimentos mais autônomos, a marcha fica mais firme, a verbalização é maior e, assim, a curiosidade e a descoberta vão ganhando complexidade. Na realidade, criar rotina para crianças em qualquer fase exige que os adultos também sejam pessoas com uma adequada relação com a rotina. Não existe fácil ou difícil, cada momento requer um tipo de cuidado, assim como cada criança tem seu ritmo de adaptação. Podemos comprovar isso desde o nascimento. Alguns bebês se adaptam mais rapidamente ao ritmo das mamadas, outros demandam maior flexibilidade por parte da mãe.

No caso da berçarista, ele consegue manter uma rotina, desde que exista um bom planejamento e orientações coerentes de quem a contratou. É importante ressaltar que as pessoas escolhidas para a função precisam ter equilíbrio emocional, formação adequada, não só intelectual, mas, e principalmente, formação pessoal. É esse conjunto que mantém uma boa rotina. As berçaristas são pessoas crucias, com ela, além da família, laços afetivos serão construídos, e esses serão o melhor meio de comunicação, por onde informações importantes serão passadas e transformadas em hábitos. Não se educa pela razão, apenas. Educa-se, principalmente, pela qualidade do afeto. A qualidade de vida inicia-se desde a concepção, quando os pais recebem seu filho com prazer, comprometimento, alegria e celebração.

*Blenda Oliveira é coordenadora da Casa Movimento (www.casamovimento.com.br), doutora em psicologia clínica pela PUC-SP, psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo – SBP-SP -, além de psicoterapeuta.

**Conteúdo enviado ao blog através da assessoria de comunicação da Casa Movimento.

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Artigo: O novo Enem revoluciona o Ensino Médio?

Neste final de semana, milhares de estudantes brasileiros farão o Novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que substituirá os vestibulares. Recebemos por email um excelente artigo do doutor em educação pela PUC-SP, João Luís de Almeida Machado. No texto, ele critica o oba oba em torno do Novo Enem como o grande salvador da educação brasileira em crise, mostrando os prós e os contras da nova forma de ingresso nas universidades. Mais do que garantir vaga no ensino superior, o Novo Enem só será realmente revolucionário se levar as escolas públicas e privadas de ensino médio a repensaram conceitos e práticas educacionais. Vale a pena ler o artigo na íntegra e discutir o assunto.

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O novo Enem revoluciona o Ensino Médio?

* João Luís de Almeida Machado

matematicaA grande mídia propaga aos ventos que o Novo Enem, Exame Nacional do Ensino Médio, criado para substituir os vestibulares e que neste primeiro fim de semana de outubro fará sua estréia, constitui uma revolução. Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém, nos diz sábio provérbio popular.

Revoluções por decreto não existem. A própria compreensão do termo revolução, desgastado pelo tempo, é errônea, pois não se configuram, com tais mudanças e reformas previstas com a adoção do Novo Enem, nem mesmo uma esperada virada de mesa na educação brasileira, quanto menos na sociedade, conforme preconizam os preceitos marxistas acerca de tal vocábulo.

É certo que a adoção deste novo modelo de avaliação dos saberes relativos ao Ensino Médio como elemento decisivo para o ingresso dos estudantes em universidades (públicas e particulares), com grande adesão já a partir deste ano, constitui inovação necessária, preconizada e esperada por muitos educadores, entre os quais me incluo. Mas daí a pensar que automaticamente isso acarretará modificações estruturais nas escolas brasileiras, em especial nas redes públicas, é ir além do próprio sonho, saindo dos limites da sensatez e embarcando em autêntica utopia.

Superar a cultura estabelecida nas redes, de base conteudista e tradicionalista, exige muitas outras ações complementares, não apenas a adoção de exames de admissão às universidades com base em provas que exigem mais dos alunos. A forma de preparação desses alunos para esses exames e – em especial – para a vida, demanda a revisão de todo um modo de pensar, agir e realizar em educação que tem décadas de existência no país.

O Novo Enem cria, por certo, demandas que não existiam. Obriga as escolas a repensar suas bases. Exige dos professores uma série de posturas que antes não lhes eram comuns, peculiares. Estipula a necessidade de leitura e atualização constante por parte dos estudantes (e, em contrapartida, pelos educadores com os quais estarão trabalhando). Propõe, através de suas questões, o desenvolvimento do raciocínio, da capacidade de se relacionar, da possibilidade de ir além da mera memorização de fórmulas e dados.

linguaA interdisciplinaridade (ou ao menos a multidisciplinaridade) entra em cena. A necessidade de ir “além dos muros da escola” (título de uma excelente produção do cinema francês sobre educação, premiado em Cannes) com viagens, leituras, filmes, exposições, músicas, poesia, artes plásticas, navegação por sites com conteúdo inteligente e desafiador, entre outras ações, se torna premente e permanente.

É certo que tudo isso é grandioso se analisarmos a realidade e os problemas que envolvem o Ensino Médio público no país, sempre visto como “preparação para o vestibular”. As redes privadas, cientes do fato, já se mexem e, como é possível ler em matérias publicadas na mídia, pretendem implementar linha de ação que busque preparar o seu aluno para esta nova demanda.

Mas ainda assim, tendo essa perspectiva, muitas delas erram no alvo porque assumem essa nova “atitude” de olho nos resultados do Enem, sem ir além de forma proposital, ou seja, sem perceber que a formação ampla, crítica, cidadã, ética, multidisciplinar pretendida é que é o principal objetivo. Continuam preparando mais para uma prova do que para a vida, os relacionamentos, o trabalho, a felicidade.

Ir além da concepção vigente e entender que os saberes não são dissociados é outro desafio. Reunir os conhecimentos em grupos como Ciências Humanas, Matemática e Ciências da Natureza, Códigos e Linguagens (entre os quais se incluem as artes e a educação física) é mudança importante, que traz qualidade à educação. Será uma tarefa das mais árduas. Pensem como vai ser para as redes públicas se até as redes privadas, já conscientes da necessidade de mudança e em movimento quanto a isto, estão tentando acertar e continuam a cometer alguns erros de percurso.

A revolução do Novo Enem só tem sentido e efeito real se as alterações não se limitarem à aplicação desse novo elemento de avaliação. É preciso preparar os professores, equipar as escolas (laboratórios de ciência, bibliotecas, salas de informática, quadras), reformular os materiais didáticos existentes, repensar e aplicar novos currículos nos cursos de licenciatura que já prevejam esta nova forma de pensar o Ensino Médio, expandir os limites da escola com a proposição de ações externas (ida a cinemas, museus, shows, exposições, mostras). Tudo isso demanda muito trabalho, estudo e planejamento.

*João Luís de Almeida Machado é editor do Portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br), doutor em educação pela PUC-SP e autor do livro “Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema” (Editora Intersubjetiva).

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>>Portal A TARDE On Line oferece simulado virtual do ENEM

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Artigo: Sonhos de um profissional

O artigo que reproduzimos hoje foi escrito por Washington Kusabara, consultor empresarial na área de gestão de processos. No texto, ele analisa o papel dos profissionais contemporâneos e das empresas que visam otimização de processos. O interessante é que, embora a primeira vista pareça uma aula de administração, na verdade é uma aula de humanidade, pois empresas são feitas na essência por pessoas e as pessoas, como dizia o poeta, são feitas principalmente de sonhos. Vale a pena conferir:

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Sonhos de um profissional

* Washington Kusabara

O profissional pode ser entendido como uma pessoa em constante aperfeiçoamento. Em um fluxo de fabricação, onde há matéria-prima e produto acabado, o profissional deve ser como o material em processo, já que sempre há o que melhorar ou algum componente a ser acrescentado.

Estipular objetivos significa avançar pequenos passos em direção aos nossos sonhos. Ainda que para alcançar estes objetivos seja preciso passar por alguns “desvios”, ou até mesmo alguns “retrocessos”, o importante é perseverar e cuidar para que haja determinação e não obstinação, que pode nos “cegar” e fazer com que se perca o rumo.

Da mesma forma trabalham as empresas, já que as metas do mundo corporativo são referências circunstanciais que as companhias necessitam para sobreviver, crescer e evoluir. Diante não apenas da concorrência, mas das mudanças inesperadas dos cenários econômicos, a velocidade com que atingem estas metas é fator determinante para o seu êxito.

gestaoO alcance das metas empresariais é sempre fator de celebração e recompensa, mas a análise dos fracassos e sua divulgação, sem “caça às bruxas”, também deveria ser tema importante nas empresas.  Afinal, este tipo de comportamento evitaria muito desperdício de recursos, dinheiro, mão-de-obra e tempo, mas principalmente, evitaria que projetos e ações fossem arruinados e pudessem ter o seu rumo alterado. Mais que estar preparado para as oportunidades, o profissional necessita saber identificar as oportunidades e aceitar seus desafios inerentes. Focar no que é importante, definir um plano de ação e colocá-lo em prática.

Sonhos são como referências a médio e longo prazo, mas sonhar alto demais pode significar frustração e sonhar baixo demais é receita certa para acomodar-se com o “status quo”. Portanto, uma certa dose de desafio é essencial para mantermos acesa a chama que nos guiará na direção dos sonhos.

Os sonhos também podem ser mudados, afinal, crescemos e amadurecemos tanto pessoalmente como profissionalmente. Assim, na medida em que realizamos um sonho, outro deve tomar lugar para manter o nosso norte atualizado. O mesmo vale para os sonhos não realizados, sem esquecer que, se a substituição de sonhos não realizados tornar-se uma constante, tornamo-nos volúveis e vazios, sem rumo aparente.

Novos objetivos devem ser estabelecidos com vistas aos novos sonhos e o aprendizado com erros e acertos será muito bem vindo, o que nos poupará desperdício de tempo e energia.

Para um entendimento maior do assunto em questão, podemos fazer uma analogia dos sonhos de um profissional com as metas de melhoria contínua de uma empresa. Enquanto o profissional precisa se auto-avaliar e entender em que posição ele está quando traça um sonho, em um processo de melhoria contínua é preciso analisar os objetivos da empresa e compreender suas necessidades táticas e estratégicas.

Ao passo que, quando o executivo traça suas prioridades e determina suas ações para alcançar o sonho, a companhia mapeia a cadeia de valor (fluxos de materiais e de informações), identifica, classifica e prioriza suas oportunidades. No caso da empresa, pode-se utilizar uma metodologia de implementação rápida, como o projeto Kaizen da TBM, que leva em conta os princípios fundamentais do Sistema Lean de Manufatura. Já para o profissional, o conhecimento e a utilização dos princípios lean em sua vida pessoal e profissional, pode render resultados muito além das suas expectativas. Sem esquecer que apenas 20% destes princípios são técnicas e metodologias, ou seja, a “inspiração”. Os 80% restantes se referem à ação, mão na massa e mudança cultural (comportamental). Ou seja, a “transpiração”. Boa sorte, inspiração e, sobretudo, muita ação!

*Washington Kusabara é diretor da TBM Consulting, empresa especializada em consultorias de gestão de processos
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**O artigo foi enviado ao blog através da assessoria de comunicação da TBM Consulting.

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Artigo: *É possível evitar gravidez na adolescência

Neste sábado, 26, é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência, uma das mais importantes causas de abandono escolar entre meninas de 15 a 17 anos. Para lembrar a data, o Conversa de Menina publica um artigo assinado por Maria Helena Vilela, diretora do Instituto  Kaplan, ong voltada para educação e estudos sobre sexualidade, que atua principalmente com foco na adolescência. O Instituto criou o programa Vale Sonhar, que tem o objetivo de reduzir o índice de gravidez na adolescência a partir de um curso de capacitação de profissionais em educação. O projeto piloto foi desenvolvido no Vale do Ribeira (SP), onde constatou-se entre 2004 e 2006, uma redução de 91% de casos de gravidez na adolescência em 14 municípios. O Kaplan desenvolve projetos com as Secretarias de Educação dos estados de S.Paulo, Alagoas e Espírito Santo. Confiram o artigo:

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É POSSÍVEL EVITAR GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

*Maria Helena Vilela

gravidez na adolescenciaOs índices de gravidez na adolescência são alarmantes num país como Brasil, em pleno crescimento econômico e com maior participação de pessoas de baixa instrução no mercado consumidor. Pelos dados oficiais do Datasus – Ministério da Saúde – 24% dos bebês nascidos vivos no Brasil em 2005 são filhos de meninas entre 10 a 19 anos. No estudo Juventudes Brasileiras, realizado pela UNESCO, 25% das meninas que engravidam na adolescência abandonam a escola. A evasão escolar é uma das conseqüências imediatas da gravidez na adolescência.

Os pais transferiram para a escola a obrigação de ensinar e discutir educação sexual.  Há 15 anos, o Instituto Kaplan desenvolve metodologias que promovem capacitação de profissionais para explicar como a sexualidade deve ser vivida, sem interromper sonhos. Quando trabalhamos com educação e saúde pública, temos que ter em mente nossa responsabilidade. Descobrimos que, com vontade política e investimento no capital humano, é possível diminuir a gravidez na adolescência.

O Instituto Kaplan, com parceria da Pfizer, elaborou um projeto em 14 municípios do Vale do Ribeira, uma das regiões mais pobres do Estado de S.Paulo. O “Vale Sonhar” conseguiu diminuir 91% o índice de gravidez na adolescência em 14 municípios, por meio de um curso de capacitação em sexualidade para professores das escolas estaduais e educadores do Programa Escola da Família; além de formação da rede comunitária de prevenção de gravidez na adolescência – REGA. A dramatização de situações como: fazer uma viagem ao futuro estando grávida e perceber o adiamento dos sonhos de estudar e fazer uma carreira, foi uma eficaz aliada da informação para conscientizar os adolescentes.

Esse trabalho foi emblemático e as secretarias de educação dos estados de Alagoas, Espírito Santo e São Paulo adotaram o Projeto Vale Sonhar, capacitando seus professores da rede pública, totalmente voltados para o bem estar do adolescente, a diminuição da evasão escolar e a prevenção de saúde. Ganha a sociedade, que terá um adolescente se preparando para o mercado de trabalho e menos crianças na rua ou criadas pelos avós, engrossando estatísticas de país subdesenvolvido.

O Projeto Vale Sonhar tem seus reflexos no comportamento desses jovens, mas impacta positivamente no sistema de saúde, na produção escolar e na possibilidade de formar talentos para o mercado. Os professores ficam motivados porque o resultado se vê na maturidade dos alunos e na perspectiva de vida melhor pelo estudo.

É necessário encarar a gravidez na adolescência como um problema da sociedade! Criar um círculo virtuoso é dever do estado, apoiado pela responsabilidade social de empresas, dos profissionais de ONG´s e OCIP´s, de professores comprometidos com o futuro intelectual da nação, de profissionais de saúde envolvidos e de pais que querem um futuro melhor para seus filhos.

A escola representa o principal espaço de sociabilização de crianças e adolescentes. Isto, associado ao tempo cada vez mais reduzido que os pais ficam com seus filhos, faz da escola uma das principais fontes de aprendizagem da convivência em grupo que podem contribuir para a  saúde e da qualidade de vida de seus alunos.

Cena do filme Juno, que mostra a história de jovem que engravidou aos 16 anos
Cena do filme Juno, que mostra a história de jovem que engravidou aos 16 anos

É preciso entender que os paradigmas da sexualidade mudaram exponencialmente na última década. Os jovens têm acesso a informações com todo tipo de conteúdo pela internet, além da motivação para ter comportamentos sexuais, porque isso é da natureza humana e a nossa sociedade está mais permissiva em relação à sexualidade.

 

Isso exige dos adultos diálogo franco, honesto, sem meias palavras. Com a mãe levando sua filha ao ginecologista, explicando como usar os métodos contraceptivos, esclarecendo que não é inteligente segurar o namorado com uma gravidez e confirmando que a adolescência não é o melhor momento para se ter um filho. É preciso desenvolver a auto-estima nessa garota. O mesmo vale para os meninos: é preciso entender que usar camisinha é um ato de autonomia e controle de sua paternidade. Um filho é bem vindo se planejado e na hora certa.

A escola, através de seus professores capacitados com metodologia eficiente, será a maior aliada dos pais e do Governo para combater e prevenir a gravidez na adolescência. Precisamos desbancar a hipocrisia, olhar para nossos jovens com a perspectiva de fazer uma nação qualificada e com força para fazer o Brasil crescer em inovação, em trabalhos que utilizem nossa capacidade intelectual e não por ser mão-de-obra barata.

Investir nas políticas de educação e saúde, visando os adolescentes, é apostar num país com perspectiva de crescer mais justo, mais igualitário em oportunidades. Um jovem casal pobre, com filho para criar, encarece o estado, rouba os sonhos e diminui a possibilidade de mudar o patamar econômico de uma família.

*Maria Helena Vilela é diretora do Instituto Kaplan

Visite o site da entidade: www.kaplan.org.br

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Artigo: Fundindo passado e futuro

 O Conversa de Menina recebeu um bom artigo sobre educação da professora Débora Vaz, consultora pedagógica de uma escola em Tamboré, estado de São Paulo. No texto, ela analisa a educação atual e a postura das escolas diante das novas tecnologias, da nova conjuntura social, das mudanças de comportamento. Valoriza as lições passadas, mas oferece a perspectiva de olhar o presente e projetar o futuro. Certas lições não devem jamais ser relegadas, enquanto outras precisam ser atualizadas. Para quem gosta do tema educação ou para quem tem filhos em idade escolar, é um ótimo texto de análise. Confiram:

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Fundindo passado e futuro

Débora Vaz*

escola 2A escola que dará aos alunos condições para se tornarem adultos comprometidos com as questões de seu tempo, com a vida profissional e cidadã tem um compromisso com o presente e o futuro, mas também é resultado de um passado de referencias, ganhos e perdas. Uma escola inteligente deve acompanhar o tempo e as transformações históricas. Tem uma discussão interessante a se fazer com a comunidade de educadores e pais que é sobre quais aspectos da educação que não gostaríamos que fossem alterados, porque são princípios atemporais.

Valores como o respeito, cooperação, procedimentos de cuidado com material e organização pessoal não deveriam e nem podem ser substituídos ou abandonados. Mas também deveríamos compreender melhor quais são os aspectos que o tempo e as pesquisas aprimoram, ou seja, sabemos algumas coisas hoje sobre as formas de ensinar e aprender que nossos professores não sabiam quando estudávamos. Não são mudanças geradas por desejos empíricos ou não fundamentadas.

Hoje sabemos coisas que não sabíamos antes. Sabemos, por exemplo, que decorar tabuada é bom se os alunos compreenderem o campo multiplicativo, porque se eles não aprenderem os conceitos de multiplicação, não adianta decorar, pelo contrário, atrapalha porque eles não sabem o uso que tem que fazer disso.

A escola tradicional do passado acreditava que boa parte das aprendizagens acontecia pela memória. Sabemos hoje que uma parte pequena do aprendizado de fato é operada, ou melhor, acontece pela memória. Porém, existem outros tipos de aprendizagens escolares que acontecem quando o aprendiz entra em contato direto com o objeto de conhecimento, é pelo uso freqüente e acompanhado por alguém que saiba e que o oriente que a aprendizagem se dá. Também aprendemos a nos relacionar com o conhecimento de uma determinada área, quando nos relacionamos ou presenciamos pessoas que gostam de fato daquilo que desejam ensinar, que sejam usuárias competentes, os alunos podem dessa forma observarem um ambiente coerente.

escolaE é nesse ambiente que os alunos constroem uma atitude favorável em relação ao ato de conhecer. Uma outra coisa que sabemos é que conceito não se ensina por definição, mas estabelecendo relações de semelhanças e diferenças, comparando, negando, substituindo, observando, verificando, comprovando e analisando. É uma diferença enorme entre a tradicional do passado e algumas boas escola de hoje.

Se essas explicações sobre a aprendizagem e o ensino são fundamentadas e carregam uma lógica potente, por que a escola é tão resistente a trazer para dentro dela esses conhecimentos mais recentes? Por que uma instituição que deveria funcionar para entender melhor o mundo em que vive usa metodologias que, comprovadamente, não funcionam e que pouco ajudam e auxiliam as crianças a viverem e aprenderem melhor? Um exemplo disso é o uso da tecnologia.

Existem escolas que insistem em caligrafia para alunos que têm uma escrita legível, mas não “aquela” letrinha de professor. Ora, esses meninos digitarão. Que insistência é essa com esse modelo de escrita que vem sendo substituído pela escrita digitada?

Essa escola de hoje reconhece que, assim como a tradicional, escrever bem é bom, mas que existem mecanismos de ensino que nós temos hoje que antes não existiam. Pertenço a um grupo de educadores que acredita que devemos debater e refletir sobre COMO usaremos a tecnologia a serviço de melhores aprendizagens, mas não perdemos tempo em debates se a utilizaremos ou não – ela está aí.

A questão é como a escola vai ensinar os alunos a usar onde ela é de fato potente. Um exemplo bom é a norma de escrita. Se eu acho que um bom trabalho com a linguagem é aquele que ensina os alunos a adequarem a escrita ou a fala à situação comunicativa, isso também serve para a tecnologia. Os alunos têm uma gramática de escrita dos intertextos e tudo que eles usam no msn e orkut serve para aquela situação comunicativa, mas não serve para escrever em outras situações.

escola 3Eles precisam então, aprender a adequar a escrita à situação comunicativa. Eu tenho a convicção de que os pais não precisam entender didaticamente as escolhas das escolas, eles precisam compreender o que é fundamental para poder legitimar. Nesse sentido, eu acho importante desenvolver esse discurso que ajuda os pais a compreenderem melhor a escola. É da minha experiência nas situações de atendimento com os pais e também em pesquisas sobre as didáticas de hoje, que fui compreendendo quais eram as dificuldades que os pais tinham e ainda têm para compreenderem a escola atual.

Eu não sei se a escola de antes funcionava tão bem como o nosso saudosismo nos permite acreditar. Vou dar um exemplo: o primeiro índice de insucesso escolar ao final da primeira série do IBGE é de 1956, que apontou que nem 50% dos alunos eram aprovados. Mas por que é que tinha tanta reprovação e a gente não percebia? Primeiro porque o número de alunos que freqüentava a escola era menor, segundo porque as famílias acreditavam que essas crianças não tinham talento e mandavam para a roça ou para outros fazeres que naquela época pudessem prescindir do estudo formal. E, se considerássemos que talvez, a nossa escola – a que estudamos- não tenha de fato sido tão boa e efetiva? Nós somos uma geração de pessoas que, tendo estudado não lê, e tendo estudado tem problemas com a escrita.

O mercado de trabalho está esperando profissionais que convivam com a diversidade, que tenham uma boa relação para transitar entre diferentes situações comunicativas. Se a escola não formar para isso, aí sim eles terão um problema na formação.

*Débora Vaz é diretora pedagógica da Escola Castanheiras, em Tamboré, SP

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Artigo: Os adultos merecem ouvir contos de fadas

A série sobre a II Guerra está chegando ao fim. Resta apenas um post para publicar, aquele que lista filmes e livros para quem tem interesse em aprofundar seus estudos sobre o conflito e suas consequências na contemporaneidade. Mas hoje, ao invés de concluir esse último episódio (no post abaixo vocês encontram os links de todas as reportagens da série), abrimos espaço aqui no blog para publicação de um artigo da jornalista e mestranda em letras, Rossane Lemos. Ela nos traz uma reflexão muito útil sobre a importância dos adultos ouvirem contos de fadas. Confiram, pois vale a pena.

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Os adultos merecem ouvir contos de fadas

Por Rossane Lemos*

loboOs Irmãos Grimm se dedicaram a registrar os contos da forma mais pura possível, recém-saída da boca do povo, em uma linguagem que se assemelha ao vocabulário das crianças. Os editores do livro Kinder – und HausMärchen[1] destacam que os autores:

Se afastaram da tendência de seus contemporâneos, de transformar os contos numa representação (Spiel), na qual se desencadeia um individualismo romântico: eles permanecem  fiéis ao ritmo escutado, que  perceberam na boca dos falantes do povo. Por isso os contos de Grimm têm este tom, da maior intimidade popular; por isso eles (os contos) têm o infantil dentro de si e se deixam contar com tanta naturalidade para as crianças. (GRIMM, vol. II, p. 589)

Entretanto, as histórias se deixam contar não apenas para as crianças. As histórias, os contos maravilhosos, de fadas, da carochinha entre tantos fazem parte da vida da maioria das pessoas: crianças ou adultos; que podem sonhar e entrar na magia dos contos de fadas embalados pela voz doce de alguém que acredita no poder da palavra.

Hans Cristian Andersen falou com as crianças com o coração. Os textos traduziam o sofrimento principalmente destas e reequilibravam as injustiças sociais na esfera do maravilhoso. Mas porque apenas as crianças precisam de palavras cuja essência fale ao coração? Quantos adultos sentem-se tal qual “O patinho feio”, “O soldadinho de chumbo”, “A pequena sereia”?

pinoquioCom o avanço do racionalismo cientificista e tecnológico, os contos de fadas e as narrativas maravilhosas passam a ser vistos como ‘histórias para crianças’. Há um novo maravilhoso a atrair os homens: aquele que eles descobrem não só no próprio real (transformado pela máquina), mas também em si mesmos, ou melhor, no poder da inteligência humana. (COELHO, 2000, p. 119)

Alguns desatentos projetam a ação dos contos na produção de efeitos somente para as crianças, destacando uma face dedicada ao aspecto lúdico da fantasia. Entretanto, ao observar estas narrativas com maior profundidade, pode-se ampliar as possibilidades para uma ação efetiva em todos os públicos. As crianças têm naturalmente um impulso espontâneo que facilita a recepção das histórias por conta de serem menos moldadas pela sociedade materialista – são elas que conseguem aceitar facilmente o aspecto maravilhoso dos contos. Costa (2006, p. 94) refuta a ideia de que histórias são para crianças apenas:

Há, contudo, uma omissão imperdoável nessa crença de que apenas as crianças gostam e devem ouvir histórias. Os adultos recebem com igual prazer, encantamento e curiosidade as histórias adequadas à sua visão de mundo e à sua experiência de vida. Nesse sentido, contar histórias é também um ato de congraçamento, que irmana o público, conquistado pelo desempenho do contador e pela força do texto escolhido.

Bruno Bettelheim afirma que os contos de fadas ajudam a criança na difícil tarefa de encontrar um sentido à vida, e os adultos também. Para o autor “nada é tão enriquecedor e satisfatório para a criança, como para o adulto, do que o conto de fadas folclórico. […] através deles pode-se aprender mais sobre os problemas interiores dos seres humanos”. (1997, p. 13)

Joseph Campbell (2008) acredita que a mitologia desempenha várias funções, sendo que uma delas é, ao mesmo tempo, psicológica e pedagógica. Para ele, o mito precisa ser o companheiro do ser humano em todas as fases da vida, por exemplo, como instrutor das crianças e como preparador para a morte dos idosos.

Em entrevista ao jornal O Globo, do Rio de Janeiro, Couto enfatiza o valor de ouvir histórias e confirma que estas não são somente para crianças:

fada6Uma certa racionalidade nos fez envergonhar deste apetite, atirando as histórias para o domínio da infantilidade. Essa estigmatização da pequena história está presente também na literatura: veja-se a forma como se secundariza o conto em relação ao romance. O advento e a hegemonia da escrita são também responsáveis por essa marginalização da oralidade. (p. 6)

Não é possível apontar ao certo – a sociedade ou o próprio ser humano – o responsável por esse rompimento que rouba dos adultos esta experiência imaginativa e lúdica. Os adultos são levados a abrir mão dos sonhos, atrelando suas vidas na rudeza da rotina e deixando de viver uma essência que, ainda assim, não os abandona. Tornar-se adulto perece ser o reconhecimento de que algumas coisas são impossíveis. Neste sentido “o conto pode manter viva essa chama de familiaridade com o desconhecido, porque lá as experiências inexplicáveis fazem sentido” (MACHADO, 2004, p. 28).

Referências:

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

CAMPBELL, Joseph. Mito e transformação. São Paulo: Ágora, 2008.

COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil. São Paulo: Moderna, 2000.

COSTA, Marta Morais da. Mapa do mundo: crônicas de aprendiz. Belo Horizonte: Leitura, 2006.

COUTO, Mia. O Globo, Rio de Janeiro, 30 jun. 2007. Caderno Prosa & Verso.

GRIMM, die Brüder. Kinder – und HausMärchen. Manesse Verlag. Zürich: Conzett & Huber, s/d. 2 vols.

MACHADO, Regina. Acordais – fundamentos teórico-práticos da arte de contar histórias. São Paulo: DCL, 2004.

Rossane Lemos é jornalista, professora universitária e mestranda em literatura*.

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>>Mil faces de Alice no país da diversidade

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