Para quem gosta de uma boa ficção baseada em fatos reais – e de onde é que os autores tiram inspiração senão da vida? – três lançamentos chegam às livrarias nesta sexta, 22. Dois dos livros falam de dramas femininos vividos em meio a conflitos políticos e sociais que marcaram o século XX e o terceiro, em memória dos 70 anos do início da II Guerra Mundial, narra a história do confronto pelos olhos de um menino. Confiram:
A chuva antes de cair

A chuva antes de cair, novo romance de Jonathan Coe, consagrado escritor britânico da nova geração e também autor de A casa do sono, conta a história de três gerações de mulheres de uma mesma família, cujos destinos são traçados desde o interior da Inglaterra durante a II Guerra Mundial, passando por Londres, Toronto e o sul da França na virada do novo século. O livro retrata a natureza fugaz do amor e da felicidade e traz uma interessante investigação sobre o legado de caráter passado de uma geração à outra.
À beira da morte, uma mulher de 73 anos decide deixa de herança para uma menina cega, a descrição de 20 fotos do álbum de família que quando reunidas contam a história de uma tragédia do passado que entrelaça três gerações de mulheres.
Ficha técnica:
A chuva antes de cair
Autor: Jonathan Coe
Tradução: Christian Schwartz
Editora Record
256 páginas
Preço sugerido: R$ 29,00
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Lago sem nome
Na autobiografia Lago sem nome, Diane Wei Liang dá seu testemunho dos acontecimentos históricos e pessoais vividos por ela durante o movimento pela democracia que terminou com o massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim, fornecendo um inestimável retrato social e político da China contemporânea. Trata-se do relato de uma jornada pessoal, uma história sobre amor e política, que vai da Revolução Cultural ao cenário definidor do país no fim da década de 1980. A autora Diane Wei Liang, que nasceu em 1966, narra sua vida antes do Massacre de Tiananmen – que completa 20 anos no dia 4 de junho –, quando precisou se mudar para os Estados Unidos. Da infância em um campo de trabalho numa região remota da China e sua ida para a universidade ao engajamento em questões políticas, que mudaram sua vida e a de seus amigos, culminando no terrível massacre de estudantes na Praça da Paz Celestial.
Ficha técnica:
Autora: Diane Wei Liang
Tradução: Ana Quintana
Editora Record
400 páginas
Preço sugerido: R$ 49,00
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O menino de Burma
Biyi Bandele, um dos cinquenta maiores autores da África, apresenta a comovente história de um menino africano tentando sobreviver à II Guerra. No inverno de 1944, a Grande Guerra entra em seu estágio decisivo. Ali Banana, ex-aprendiz de ferreiro, está atrás das linhas inimigas, cruzando a selva de Burma, como soldado da Brigada Thunder. Mas a selva é um lugar traiçoeiro, dominado por atiradores japoneses, emboscadas e doenças. Quando chuvas torrenciais transformam o cenário em uma mortífera armadilha de lama, as baixas se acumulam. Exaustos e longe de casa, os homens se veem cercados…
Burma, hoje Mianmar, se tornou ponto estratégico no cenário do sudeste asiático durante a guerra. A administração britânica ruiu frente ao avanço das tropas japonesas, prisões foram abertas e a capital, evacuada — com exceção dos anglo-burmaneses e indianos que permaneceram em seus postos. Mais de 300 mil pessoas fugiram pelas selvas até a Índia. Biyi Bandele é filho de um veterano da campanha de Burma. E é nas memórias do próprio pai que buscou a inspiração para contar a história da retomada do país.
Ficha técnica:
O menino de Burma
Autor: Biyi Bandele
Tradução: Heloísa Mourão
Editora Record
Preço sugerido: R$ 29,00


Segunda Guerra Mundial: relações internacionais do século 20 (Paulo Gilberto Fagundes Vizentini

O Brasileiro Voador foi publicado originalmente em 2001. No livro, relançado pela Record, o autor Márcio Souza reconta a história de Alberto Santos Dumont, desde a chegada em Paris até o vôo no 14-Bis. O livro acompanha a trajetória do pai da aviação, unindo momentos marcantes a acontecimentos históricos, com narrativa leve e bem-humorada. Ótima leitura para adolescentes e adultos.
Em 1893, o mineiro Alberto Santos Dumont chega a Paris. De francês, tem apenas um sobrenome e alguns parentes. Leitor voraz de Julio Verne na infância, ele renuncia a uma vida confortável como herdeiro de uma fazenda de café em Ribeirão Preto, para conquistar, na Europa, o ar. Financia seu primeiro voo de balão; mais tarde, passa a construir seus próprios dirigíveis. A bordo do No 6, contorna a Torre Eiffel, num episódio que assombra Paris, rendendo-lhe um prêmio de cem mil francos. Seu nome vira manchete de jornais e seu hangar torna-se tão concorrido quanto os ateliês de pintores da época. Ao contrário do irmãos Wright, que realizavam voos isolados, Santos Dumont fazia aparições públicas, atraindo as multidões. Em 1906, o lacônico inventor alça o voo mais alto de sua carreira. Conduzindo um aparelho motorizado mais pesado que o ar, o célebre 14-Bis, torna-se o primeiro homem a voar por seus próprios meios. Apesar da fama, Santos Dumont sentia-se um incompreendido, tanto no Brasil, quanto na França. Ao destruir seus diários, tornou sua vida pessoal ainda mais nebulosa para a posteridade. Os rumos industriais que a aviação tomou não correspondiam exatamente às suas previsões. Desiludido, o inventor morreu em 1932.
Márcio Souza nasceu em Manaus em 1946. Formado em Ciências Sociais pela USP, começou a vida profissional no cinema, como crítico, roteirista e diretor. Tem ainda uma sólida carreira de dramaturgo. Seu primeiro livro foi Galvez Imperador do Acre, de 1976. A carreira como escritor já conta com mais de vinte títulos, entre eles Mad Maria (livro que deu origem à minissérie da TV Globo).


SIDARTA PARA JOVENS

Meu fascínio pelos livros policiais começou com a leitura de Agatha Christie. Na época, eu estava com uns 15 anos e fazia curso de inglês na Acbeu. Lá, tinha uma biblioteca vasta. Não apenas livros em inglês, mas diversos outros, muito interessantes, em português, tanto da literatura nacional, quanto internacional. Um dia, em uma das estantes, lá estava
Reza a lenda que seus pais fizeram um esforço sobrenatural para trasnformá-la em cantora lírica e pianista. E para o nosso agrado, ainda bem que não conseguiram. Ela sempre preferia se dedicar aos contos e poemas. Sua estreia nos livros policiais foi com
O livro conta a história de uma comunidade que vive à sombra de um imenso baobá. A árvore é o reservatório de água da aldeia em tempos de seca e a proteção da comunidade contra o terrível dragão devorador de crianças Nguma Monene. Um dia, Mafuane, uma mulher que queria muito ter filhos, reza embaixo do baobá para ter um bebê. Nasce Ilunga, uma criança minúscula, que cabia na palma da mão da sua mãe, mas era bastante forte. Certa feita, o terrível dragão ataca e rouba as crianças da aldeia, junto com elas, o pequeno Ilunga. Apesar do seu tamanho, ele demonstra que é capaz de grandes feitos…
Essa é a história de Guadalupe e Diego, amigos de infância que crescem e se casam.
Cauã vive numa aldeia no meio da floresta dos tucanos. Todos em sua aldeia vivem felizes e só matam os animais para seu próprio sustento. Mas, os caçadores aparecem para matar milhares de animais com armas de fogo e Cauã não entende o porquê, pois aquela matança poderia alimentar seu povo por um ano; além disso, a cada dia a quantidade de animais diminui. Incomodado, Cauã pergunta ao pajé porque os caçadores matam tantos bichos e o Pajé explica que o homem branco não queria a caça, mas a riqueza que a caça trazia com a venda de sua pele. Indignado com essa situação, Cauã pensa numa forma de ajudar a floresta…
A Vila do Poço Encantado tem um reservatório de água limpa cuidado por um gênio generoso. Na vila, vivem os irmãos Kiri e Arun, filhos da lavadeira Sovann. Tudo vai bem na aldeia, as crianças adoram cantar e seu canto atrai reis e rainhas, até que um dia algumas pessoas da cidade começam a ficar doentes. A doença se espalha e cada dia mais e mais homens, mulheres e crianças adoecem. As ervas e os remédios disponíveis não conseguem curá-los. Arun, o filho da lavadeira Sovann também fica doente. Até que o gênio descobre que o povo está enterrando lixo perto do poço…
Mahura mora na roça, numa casa de barro vermelho. Seu divertimento predileto é andar pela estrada de terra e visitar os sítios vizinhos para brincar com as outras crianças.
A narrativa mostra como Radija, estimulada pelas histórias contadas pelos mercadores de tapetes, desperta o desejo de ser livre em uma sociedade que valoriza os homens em detrimento das mulheres. Ela quer partir com as caravanas e viajar pelo mundo, mas seu pai não deixa porque ela é uma menina, até que Radija consegue mostrar o valor das mulheres na sociedade…
Essa é a história de Severino, um rapaz que resolveu sair pelo mundo em busca de sua sorte. Sua especialidade é fazer e manipular mamulengos. Ele aprendeu com o pai, que por sua vez aprendeu com o avô, que aprendeu com o bisavô, que aprendeu com o tataravô. Desse modo, faz parte de uma linhagem de bonequeiros, que criam mamulengos e interpretam histórias cheias de encanto e humor. Severino não sabe ler, o que o impede até de se defender de algumas ciladas. Mas, no Reino das Terras Altas, ele muda o seu destino…
“Satiko e o vulcão” narra à história de Satiko que está grávida de sete meses e vive em uma aldeia às margens do lago de águas claras, aos pés do grande vulcão em uma pequena casa com o pai, senhor Sho, a mãe e o marido. Um dia, o pai de Satiko diz que o vulcão vai entrar em erupção e por isso todos precisam se mudar da aldeia. Mas, ninguém acredita nele. Então, o senhor Sho prepara embarcações de madeira para que todos possam fugir quando o vulcão entrar em erupção e depois da fuga, todos partem numa grande jornada em busca de outro lugar para morar…

sociais de sua época, através de seus escritos sobre, por exemplo, os regimes totalitários, a política e o conceito de liberdade. Ela foi uma verdadeira cientista política, uma mulher que se empenhou nos estudos críticos e conseguiu transformar o pensamento ocidental.
propaganda no território não totalitário. Ela consegue, com maestria, explicar como a manipulação do terror e do medo são indispensáveis para a manutenção destes tipos de governo, e arremata com uma análise detalhada do estado de solidão dos indivíduos enquanto condição determinante para o domínio absoluto do Estado totalitário.
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