
Neste sábado, dia 01 de agosto, comemora-se o Dia Mundial da Amamentação. Como uma mãe que amamentou o filho por dois anos e três meses (A Organização Mundial de Saúde – OMS recomenda que os bebês mamem até os 24 meses, sendo que nos seis primeiros meses de vida devem apenas mamar, sem necessidade de outros alimentos), recomendo a prática. É uma prova de amor com o bebê e consigo mesma. Amamentar ajuda no desenvolvimento físico e mental da criança – é cientificamente comprovado que bebês que mamam no peito têm menos chances de contrair doenças e também tem um grande desenvolvimento intelectual – e é benéfico para a mãe, pois ajuda a diminuir o inchaço pós-gravidez, previne câncer de mama e, apesar de nunca ter lido nada sobre isso em nenhum lugar, acredito, por experiência própria, que ajuda a tornar a mulher muito mais bonita. Eu achava a minha pele radiante quando estava amamentando e nos olhos havia um brilho especial. Me sentia incrivelmente bem, sedutora, capaz de conquistar o mundo e atribuo isso a autoestima elevada proporcionada por um gesto de afeto e cumplicidade tão perfeita com o meu bebê. Detalhe: o bebê agora é um rapazinho de 11 anos que está quase da minha altura, sendo que não sou pequena, tenho um 1m70! Com amigas comprovei a mesma teoria. As que engordaram bastante, perderam peso mais depressa enquanto amamentavam. Sem contar na beleza da pele, luminosa, macia como um pêssego…
Para ajudar na conscientização da importância de amamentar, Conversa de Menina publica um artigo de autoria do pediatra Moises Chencinski, que ressalta a importância da amamentação para o recém-nascido. Confiram:
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*Amamentar – muito além de nutrir

Quando eu me formei em 1979, a orientação alimentar que era dada em consultas de puericultura incluía a introdução do suco com um mês de vida, a papa de frutas aos dois meses, o almoço aos três e o jantar aos quatro meses.
Após 30 anos, por uma série incontável de razões, a sociedade deve buscar dar condições para o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida e prolongado até os 2 anos como forma de promoção à saúde, propiciando o crescimento e desenvolvimento saudáveis de nossas crianças. Fatores relacionados à criança, à mãe, à família, à sociedade, à economia, entre outros, justificam essa transformação.
Mesmo cientes de todas as vantagens, no Brasil, de uma forma geral, ainda estamos muito aquém desse padrão. A média estimada atual do aleitamento materno exclusivo é de cerca de 3 meses e no total, até cerca de 6 meses. Esses números não são nada animadores.
Por outro lado, essa estatística nos mostra que podemos ainda trabalhar muito e temos muito a fazer para transformar essa realidade.
Informação: esse é apenas o começo desse caminho.
Não podemos assumir que todos saibam o óbvio. Precisamos informar. E essa é uma missão não apenas de médicos e profissionais de saúde. Todos somos responsáveis.
A família, a escola, os profissionais de saúde, a mídia, os órgãos governamentais são parte integrante dessa rede pró-aleitamento. Cada um tem seu papel a cumprir: informar, fiscalizar, propiciar condições econômicas, sociais, emocionais para que o bebê possa usufruir do leite materno, permitindo que ele cresça e se desenvolva dentro da totalidade de seu potencial.
Algumas informações básicas, fundamentais, óbvias:
– O leite materno é o alimento completo para o bebê até o sexto mês de vida, sem necessidade de introdução de água, chás, sucos, frutas, papinhas salgadas, fornecendo à criança todos os nutrientes necessários, em quantidades suficientes, na proporção e biodisponibilidade adequadas. Nem a mais e nem a menos.
– Nos primeiros dias de vida, o leite materno (colostro) pode aparecer em menor quantidade, é mais concentrado e é importantíssimo e fundamental na proteção do recém nascido.
– É muito importante que o bebê mame até esvaziar a mama, porque o leite do fim da mamada tem mais gordura, mata mais a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso. Após terminar o primeiro seio, ofereça o segundo seio para que ele mame o quanto for necessário até se saciar.
– Não há leite forte ou leite fraco. Existe muito leite ou pouco leite. E o pouco leite pode e deve ser estimulado, aumentando a freqüência das mamadas, oferecendo á mãe uma alimentação adequada, hidratação e condições de vida saudáveis que favoreçam a continuidade do aleitamento.
– O leite materno oferece proteção contra doenças diarréicas e respiratórias (anticorpos), contra alergia alimentar (cada vez mais comum, sendo o principal responsável, no Brasil, o leite de vaca), contra doenças de adultos cada vez mais comuns na infância (obesidade, problemas de triglicérides e colesterol).
– Evitar mamadeiras e chupetas que podem interferir na amamentação e não são apropriados para favorecer o desenvolvimento facial adequado das crianças, dificultando, assim, muitas vezes, o desenvolvimento sadio da respiração e da fala.
– A mamãe também se beneficia nesse processo, pois amamentar favorece a volta mais rápida do útero ao seu tamanho normal, diminuindo o sangramento pós-parto, prevenindo quadros de anemia (isso sem contar a perda mais rápida do peso acumulado durante a gestação). Além disso, o vínculo mamãe-bebê-papai se fortalece.
Muito mais pode e deve ser dito sobre o aleitamento materno. Mas, para concluir, quero aproveitar a informação da campanha do Ministério da Saúde, referente à Semana Mundial de Amamentação: Amamentar é muito mais do que alimentar a criança e, em situações de emergência, torna-se ainda mais importante, pois o bebê fica vulnerável a infecções intestinais e respiratórias. Dar o peito é muito mais que oferecer o melhor alimento que existe. É dar saúde, carinho e proteção, tão importantes em momentos difíceis como nas situações de emergência.
*Moises Chencinski é pediatra.
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Lembrete:
A Semana Mundial da Amamentação é de 1 a 7 de agosto. Se você acaba de ter um bebê, não deixe de amamentá-lo. Se você tem leite demais e seu bebê não dá conta, procure um banco de leite aí na sua cidade e doe leite para aqueles bebês que estão em hospitais.
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Leia também:
A reportagem que reproduzimos abaixo foi enviada ao blog pela equipe do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral. Como o fim de semana está chegando e diversas pessoas usam esse tempo de folga para praticar exercícios, às vezes, sem o devido acompanhamento especializado, fica o alerta para evitar problemas futuros. Nos links, vocês encontram uma reportagem sobre
A corrida é um dos esportes mais procurados por quem quer ficar com o corpo em forma e melhorar o condicionamento físico. Praticada por atletas experientes e principalmente por amadores, o exercício precisa ser bem orientado para não causar prejuízos à saúde, como uma possível hérnia de disco.
Em julho de 2002, embarquei para a Espanha – a trabalho -, sem falar uma sílaba em espanhol, confiando cegamente que o inglês iria me safar e disposta a, nos intervalos do trabalho, me jogar nas ruas de Madrid para conhecer a cidade por dentro. Aprendi algumas lições boas e outras dolorosas. Os espanhois, com exceção dos funcionários do hotel e claro, do local onde ocorreria a coletiva de imprensa que eu fui cobrir, se recusam a falar em inglês. Ou você se comunica com eles, na lingua deles, ou esqueça. Após alguns micos de marinheira de primeira viagem, um assalto – sim, na Europa também tem assalto se alguém ainda duvida disso – voltei para casa disposta a aprender espanhol e a aprender a viajar feito gente grande. Uma lição boa porém, eu tiro dessa pequena aventura, nada se compara a conhecer um lugar, uma cultura, do que fazer trajetos inteiros a pé, entrando e saindo de ruas, perguntando para as pessoas como é que se chega em tal lugar, interagindo, sentindo-se parte da paisagem. Tomando os devidos cuidados para evitar roubadas, como ir esbarrar sem querer na parte barra pesada que todas as cidades mundiais possuem, por mais ricas e civilizadas que sejam a desigualdade existe, vale muito a pena viajar fora dos esquemões de agências e excursões pré-programadas. Claro que, quando a gente não tem a menor noção de nada, vale sim viajar com agência, até porque, eles resolvem lindamente toda aquela parte chata da burocracia. Existem também, lógico, pacotes de viagem que cabem no nosso bolso, a possibilidade de pagar em parcelas, o atendimento especializado em caso de contratempos. Enfim, não tenho nada contra ao trabalho dos agentes de viagem. Mas, tendo a chance, tente sair do “roteirão para turista ver” e descubra algumas boas surpresas por conta própria. Para servir de norte aos perdidos por natureza, no mercado existem muitos bons guias de viagem. Você não precisa necessariamente frequentar todos os locais sugeridos no guia, até porque, essa é a opinião dos editores, dos jornalistas que fizeram o trajeto para escrever aquele livro. Mas, um guia pode ser um bom ponto de partida. Nesses tempos de interatividade em alta, vale ainda visitar sites em que viajantes descompromissados – ou seja, gente que viaja por lazer e não como jornalista de um guia – têm a dizer sobre os destinos. Nada mais reconfortante do que abrir um site sobre um hotel ou restaurante numa cidade desconhecida e ver os comentários de gente que já se hospedou no hotel ou já comeu no restaurante postou sobre a estrutura, o serviço. Opinião de gente comum, que tem, na maioria das vezes, gostos e realidades parecidos com os nossos. Viajar sem pesquisa não dá, até já escrevemos sobre isso no blog, mas, guardadas as devidas proporções da segurança pessoal, existe um pouco de charme no imprevisto, existe um encanto nas surpresas e nas descobertas que não estavam previstas no script. Acredito que essa é a grande delícia de aventurar-se em outras terras.
Os guias Londres, Nova York, Paris e Roma, da editora Publifolha, trazem os principais roteiros para o viajante explorar cada cidade a pé. São pequenos trajetos detalhados com o que cada local tem de mais interessante para se conhecer em pequenas ou médias caminhadas de 2 a 4 km no máximo. Para quem está disposto a se aventurar na descoberta dos “segredos” de cada cidade visitada, pode ser um bom ponto de partida dar uma olhada nos guias.
Londres – As ruas da capital britânica são impregnadas de história, e a melhor maneira de saber o que elas têm a oferecer é percorrê-las a pé, de maneira fácil e criativ. O guia mostra ao turista 24 passeios que reúnem atrações como Westminster, Covent Garden e Mayfair, além de detalhar as curiosidades dos edifícios mais famosos de Oxford Street e Piccadilly.
Nova York – De todas as cidades dos EUA, Nova York é a melhor para se ver caminhando. Foi projetada para se andar por ela. A planta de Manhattan, com ruas em grade que vão de um rio ao outro, foi criada para que tudo o que é importante ficasse a uma distância boa de percorrer de qualquer lugar. Os passeios desse guia localizam as principais ruas, atrações e bairros, como Soho, Tribeca e Upper East Side, ensinando também o viajante a caminhar pelos pontos mais conhecidos do Central Park e de Little Italy. Ajuda ainda descobrir os lugares mais inusitados, como o alternativo West Village e o subúrbio Brooklyn Heights.
Paris – Os parisienses chamam sua capital de “cidade das cem vilas”, porque cada bairro tem sua própria personalidade, e sua cota de história. O guia explora 24 diferentes quartiers (bairros) de Paris, mostrando os monumentos mais famosos da cidade, e visitando também alguns locais curiosos, como Quartier Latin, Marais, Madeleine e Montmartre. O guia ensina ainda como percorrer as origens da cidade, passeando pelas margens do rio Sena, caminhando na Pont Neuf até a Conciergerie.
Roma – Roma é uma metrópole única, onde o antigo e o moderno convivem lado a lado. Ao começar a explorar a cidade, é útil ter algum conhecimento do sistema de transportes pois existem apenas duas linhas de metrô. O guia exibe 24 passeios temáticos, destacando lugares como a cidade do Vaticano, o bairro Borgo, passando pelo coração da Cidade Antiga até o tranquilo monte Aventino. Mostra também como andar pelas ruas e becos de pedra do bairro do Trastevere e descobrir locais para se comer e fazer uma pausa para um gelato.

Maternidade Interrompida
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