
A discussão sobre os transtornos alimentares voltou a estampar capas de revistas e jornais durante o concurso Miss Universo Austrália, realizado no dia 23 de abril. A aparição de uma das finalistas ao título, a modelo que representa Sydney, Stephanie Naumoska, fez surgir uma série de comentários de nutricionistas e médicos. Isso porque a jovem de 19 anos, cuja altura é de 1,80m, pesa nada mais que 49kg. O fato desencadeou reclamações de profissionais de saúde, trazendo uma grande polêmica ao concurso.
Em entrevista a jornais locais, segundo matéria publicada no G1, a nutricionista Melanie McGrice disparou: “Ela poderia ser categorizada como muito abaixo do peso e eu certamente faria uma avaliação em sua dieta para me certificar que ela não tem nenhum distúrbio alimentar. Ela precisa de exames de sangue, análise de dieta e assistência intensa”. Fato é que a notícia nos trouxe de volta a questão sobre os transtornos alimentares. E por esta razão, vamos tratar um pouco deles por aqui, e tentar esclarecer algumas questões básicas.
Para começar, é bom lembrar que o transtorno alimentar é uma perturbação no comportamento alimentar. É possível que os sintomas dos distúrbios permaneçam estáveis por um tempo, até que seja instalada uma crise, que é caracterizada justamente pela exacerbação dos sintomas, associada a problemas psicológicos. Essa crise pode ser desencadeada por fatores diversos, incluindo problemas familiares ou própria consciência da existência do distúrbio. Vamos fazer um breve resumo de três dos principais distúrbios alimentares: anorexia nervosa, bulimia nervosa e comer compulsivo (binge-eating).
Anorexia nervosa – uma particularidade deste problema diz respeito à distorção que o indivíduo produz da própria imagem, a partir do pavor da obesidade e do receio de manter um peso corpóreo mínimo normal. Os fatores sociais são decisivos, porque hoje, principalmente, convivemos com exigências muito específicas do padrão de beleza. Mas precisamos lembrar, meninas, que a questão não é ser magra, mas ser saudável. A ilusão da imagem corporal faz com que a pessoa queira ser cada vez mais magra. Para isso, limitam a ingestão de alimentos e até excedem nos exercícios físicos. É bastante comum a pessoa forçar o vômito, utilizar laxantes ou diuréticos para alcançar o objetivo de se manter magra. Há uma preocupação consciente com a seleção e a ingestão dos alimentos. O diagnóstico é feito com a observação da perda de peso acentuada, aliada aos sintomas psicológicos (Leia mais sobre a anorexia nervosa).
Bulimia nervosa – é característica dos indivíduos que comem compulsivamente e, em seguida, provocam o vômito para se livrar da culpa. Também adotam dietas rigorosas e excesso de exercícios físicos, na tentativa de “manter a forma”. O bulímico consome rapidamente uma grande quantidade de alimentos, o que é seguido por uma angústia intensa e um sentimento de culpa, o que leva à purgação. Normalmente esta ingestão excessiva de comida é provoca por estresse emocional e o indivíduo, muitas vezes, faz o consumo dos alimentos escondido. Para que seja diagnosticada é preciso que seja uma prática constante a purgação (vômito). É muito comum que a pessoa apresente oscilações constantes no peso corpóreo (Leia mais sobre a bulimia nervosa).
Comer compulsivo – o comer compulsivo é típico das pessoas que possuem obesidade. É o consumo exagerado de alimento com alto teor calórico, sem a indução subsequente ao vômito. Muitos pacientes apresentam quadros de depressão, decorrente, inclusive, das limitações provocadas pelo excesso de peso. Neste caso também não há abuso de laxantes ou diuréticos. (Leia mais sobre o comer compulsivo).
Claro que se preocupar com a forma física é legal e a vaidade pode ser positiva. Mas precisamos ter cuidado até onde estamos dispostos a ir para seguir o padrão de beleza vendido pela mídia. Transtorno alimentar é um problema de sáude. Emagrecer pode ser saudável, mas não por meio de vômitos induzidos, uso de laxantes ou de diuréticos. O emagrecimento saudável exige o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você se enquadra em um dos casos acima, procure um médico. Se você conhece alguém que apresenta algum dos sintomas destacados, recomende um médico, encaminhe. Vamos cuidar da saúde, gente. Não adianta estar magro e doente. Ao invés de qualidade de vida, você vai ganhar é uma série de outros problemas.
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Mais sobre o assunto:
>> Distúrbios da conduta alimentar: anorexia e bulimia nervosas
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>> Epidemiologia dos transtornos alimentares: estado atual e desenvolvimentos futuros
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>> Transtornos alimentares em homens: um desafio diagnóstico
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Meu fascínio pelos livros policiais começou com a leitura de Agatha Christie. Na época, eu estava com uns 15 anos e fazia curso de inglês na Acbeu. Lá, tinha uma biblioteca vasta. Não apenas livros em inglês, mas diversos outros, muito interessantes, em português, tanto da literatura nacional, quanto internacional. Um dia, em uma das estantes, lá estava
Reza a lenda que seus pais fizeram um esforço sobrenatural para trasnformá-la em cantora lírica e pianista. E para o nosso agrado, ainda bem que não conseguiram. Ela sempre preferia se dedicar aos contos e poemas. Sua estreia nos livros policiais foi com 



mais sublime e mais belo dos sentimentos. É importante também para que as pessoas saibam que são amadas por você, para que aquela pessoa em especial tenha conhecimento de que você sente isso tudo por ela e não tem o menor receio ou vergonha de admitir e de espalhar ao mundo. Tenho lido muito ultimamente sobre a banalização do “eu te amo”, sobre o fato de hoje todo mundo dizer eu te amo, sobre a facilidade com que estas palavras têm saído da boca das pessoas. Desculpe-me quem concorda com esta visão, mas eu estou aqui justamente pela razão contrária, em favor, plena, completa e absolutamente, do “eu te amo”.
seus sentimentos, o mundo precisa disso. Alguns vão dizer, “ah, mas agora todo mundo diz eu te amo sem sentir, ficou fácil”. Gente, quando é que foi diferente? Em que momento realmente houve uma valorização generalizada a tal ponto que só os que amavam verdadeiramente diziam esta frase? Honestamente, a sociedade convive com a falsidade desde que é sociedade. Nunca foi diferente. O que eu sinto é que agora as pessoas que amam se sentem mais à vontade para dizer isso ao outro. Agora não temos mais tanto medo da reação alheia, estamos mais corajosos para amar. E aqui não é amor entre homem e mulher, apenas. Aqui estou falando do amor que você sente pela sua família, pelos seus amigos,
por alguém especial, porque a gente pode amar um tanto imenso de gente.
e amo intensamente um monte de gente. Minha família, meus amigos… Amo cada um deles com uma força que não consigo mensurar. Sempre amei, mas hoje eles sabem disso. E faço questão de lembrá-los constantemente para que nunca esqueçam que são amados por mim.
vai servir ao desenvolvimento humano. Mas o amor, gente, o amor é uma das coisas mais lindas que existe no universo. Ele até nos faz sofrer às vezes, nos traz lágrimas aos olhos, mas não deixa de ser um sentimento lindo. Nós merecemos ouvir mais “eu te amo”, porque isso sensibiliza, humaniza, desarma. Nós precisamos mesmo de mais amor no mundo. Não apenas o amor teórico, claro, mas o amor prático, que foge do vocábulo e torna-se ato, fato. Mas falar eu te amo já é um avanço. E eu desejo, verdadeiramente, que cada vez fique mais fácil dizer eu te amo, que cada pessoa diga eu te amo mais vezes. Que cada pessoa ame mais. Quem sabe o excesso do eu te amo anule a banalização, agora sim, do mal?

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