Transtorno alimentar

Magreza de Stephanie Naumoska despertou a atenção de profissionais de saúde
Magreza de Stephanie Naumoska despertou a atenção de profissionais de saúde

A discussão sobre os transtornos alimentares voltou a estampar capas de revistas e jornais durante o concurso Miss Universo Austrália, realizado no dia 23 de abril. A aparição de uma das finalistas ao título, a modelo que representa Sydney, Stephanie Naumoska, fez surgir uma série de comentários de nutricionistas e médicos. Isso porque a jovem de 19 anos,  cuja altura é de 1,80m, pesa nada mais que 49kg.  O fato desencadeou reclamações de profissionais de saúde, trazendo uma grande polêmica ao concurso.

Em entrevista a jornais locais, segundo matéria publicada no G1, a nutricionista Melanie McGrice disparou: “Ela poderia ser categorizada como muito abaixo do peso e eu certamente faria uma avaliação em sua dieta para me certificar que ela não tem nenhum distúrbio alimentar. Ela precisa de exames de sangue, análise de dieta e assistência intensa”. Fato é que a notícia nos trouxe de volta a questão sobre os transtornos alimentares. E por esta razão, vamos tratar um pouco deles por aqui, e tentar esclarecer algumas questões básicas.

Para começar, é bom lembrar que o transtorno alimentar é uma perturbação no comportamento alimentar. É possível que os sintomas dos distúrbios permaneçam estáveis por um tempo, até que seja instalada uma crise, que é caracterizada justamente pela exacerbação dos sintomas, associada a problemas psicológicos. Essa crise pode ser desencadeada por fatores diversos, incluindo problemas familiares ou própria consciência da existência do distúrbio. Vamos fazer um breve resumo de três dos principais distúrbios alimentares: anorexia nervosa, bulimia nervosa e comer compulsivo (binge-eating).

Anorexia nervosa – uma particularidade deste problema diz respeito à distorção que o indivíduo produz da própria imagem, a partir do pavor da obesidade e do receio de manter um peso corpóreo mínimo normal. Os fatores sociais são decisivos, porque hoje, principalmente, convivemos com exigências muito específicas do padrão de beleza. Mas precisamos lembrar, meninas, que a questão não é ser magra, mas ser saudável. A ilusão da imagem corporal faz com que a pessoa queira ser cada vez mais magra. Para isso, limitam a ingestão de alimentos e até excedem nos exercícios físicos. É bastante comum a pessoa forçar o vômito, utilizar laxantes ou diuréticos para alcançar o objetivo de se manter magra. Há uma preocupação consciente com a seleção e a ingestão dos alimentos. O diagnóstico é feito com a observação da perda de peso acentuada, aliada aos sintomas psicológicos  (Leia mais sobre a anorexia nervosa).

Bulimia nervosa – é característica dos indivíduos que comem compulsivamente e, em seguida, provocam o vômito para se livrar da culpa. Também adotam dietas rigorosas e excesso de exercícios físicos, na tentativa de “manter a forma”. O bulímico consome rapidamente uma grande quantidade de alimentos, o que é seguido por uma angústia intensa e um sentimento de culpa, o que leva à purgação. Normalmente esta ingestão excessiva de comida é provoca por estresse emocional e o indivíduo, muitas vezes, faz o consumo dos alimentos escondido. Para que seja diagnosticada é preciso que seja uma prática constante a purgação (vômito). É muito comum que a pessoa apresente oscilações constantes no peso corpóreo (Leia mais sobre a bulimia nervosa).

Comer compulsivo – o comer compulsivo é típico das pessoas que possuem obesidade. É o consumo exagerado de alimento com alto teor calórico, sem a indução subsequente ao vômito. Muitos pacientes apresentam quadros de depressão, decorrente, inclusive, das limitações provocadas pelo excesso de peso. Neste caso também não há abuso de laxantes ou diuréticos. (Leia mais sobre o comer compulsivo).

Claro que se preocupar com a forma física é legal e a vaidade pode ser positiva. Mas precisamos ter cuidado até onde estamos dispostos a ir para seguir o padrão de beleza vendido pela mídia. Transtorno alimentar é um problema de sáude. Emagrecer pode ser saudável, mas não por meio de vômitos induzidos, uso de laxantes ou de diuréticos. O emagrecimento saudável exige o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você se enquadra em um dos casos acima, procure um médico. Se você conhece alguém que apresenta algum dos sintomas destacados, recomende um médico, encaminhe. Vamos cuidar da saúde, gente. Não adianta estar magro e doente. Ao invés de qualidade de vida, você vai ganhar é uma série de outros problemas.

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Mais sobre o assunto:
>> Distúrbios da conduta alimentar: anorexia e bulimia nervosas
>> Escalas de avaliação de transtornos alimentares
>> Outros transtornos, aspectos sociais, alterações cerebrais
>> LIVRO: Transtornos alimentares e obesidade
>> Epidemiologia dos transtornos alimentares: estado atual e desenvolvimentos futuros
>> Transtornos alimentares: classificação e diagnóstico
>> Transtornos alimentares em homens: um desafio diagnóstico
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Gripe suína põe mundo em alerta como nos tempos da “influenza espanhola”

Vírus influenza, causador da gripe
Vírus influenza, causador da gripe

Guardadas as devidas proporções, o surto de gripe suína, iniciado no México em março,  e que já alcançou diversos países, tem sido comparado com a epidemia de gripe espanhola do início do século XX. Apesar de, em 1918, não termos a quantidade de tecnologia e nem o avanço médico científico dos dias de hoje, as formas de disseminação do vírus se assemelham. Naquela época, a I Guerra Mundial ajudou a espalhar a Influenza pelo mundo. Hoje, após a globalização, o mundo encolheu e os voos que ligam todos os continentes podem trazer bem mais que roupas e acessórios na bagagem de seus passageiros. Queira Deus que a gripe suína nem de longe seja parecida com a epidemia de gripe espanhola, porque aquela sim foi uma calamidade de proporções inimagináveis até para os padrões atuais.

Aqui em Salvador e no resto do país, do planeta, a luz vermelha está acesa. Fronteiras são vigiadas e o controle sanitário torna-se rigoroso. Nas ruas do México, vemos na TV que as pessoas andam com máscara cirúrgica na cara. Mas ainda continuamos perdendo batalhas e mais batalhas para seres microscópicos como os vírus, justamente porque, tal qual em 1918, ainda vivemos diferenças gritantes no acesso à saúde, ao saneamento básico, a condições dignas de moradia e alimentação. O mundo globalizado ainda é dividido entre privilegiados e despossuídos. Não é à toa que o surto epidêmico começou no mais pobre dos países norte-americanos. Igual a epidemia de ebola, nos anos 90, que saiu da África para o resto do globo. Ou ainda, como a cólera morbus, que vez por outra eclode em algum lugar insalubre do mundo.

Diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares. Governo Federal decidiu criar o Gabinete Permanente de Emergência, para tratar dos assuntos referentes ao surto mundial de gripe suína / Crédito da Foto: Valter Campanato - Agência Brasil
Diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares. Governo Federal decidiu criar o Gabinete Permanente de Emergência, para tratar dos assuntos referentes ao surto mundial de gripe suína / Crédito da Foto: Valter Campanato - Agência Brasil

Prevenção é a palavra de ordem, tanto nesse caso da gripe suína, quanto em qualquer epidemia, como a de dengue, que já nos dá muito trabalho. Lavar as mãos, evitar contato com doentes, higienizar frutas, verduras, não jogar lixo nas ruas, afinal, somos nós que vivemos nessas mesmas ruas. Tudo isso faz parte da consciência cidadã e ajuda muito a diminuir o poder avassalador de um vírus. Mas, ainda assim,  é preciso uma consciência maior dos governos, dos cidadãos na hora de escolher esses governos, dos mais ricos da sociedade. É preciso mais justiça na hora de dividir o bolo de riqueza do mundo, mais justiça na hora de permitir que os hospitais públicos e os postos de saúde de fato cumpram seu papel perante os mais carentes. É preciso mais compromisso da medicina, tanto nas faculdades, que formam os médicos, quanto na hora de exercer a profissão, de avaliar um paciente e dizer algo mais para ele do que simplesmente “você está com virose”.

Perder vidas por causa da gripe na Idade Média, quando não se sabia nem o que era que causava uma gripe, até se entende, mas perder vidas por causa da gripe em tempos de pesquisas milionárias, em laboratórios milionários, é sinônimo de que precisamos mais do que simplesmente lavar as mãos. Faz-se necessário repensar o que estamos afinal fazendo com este planeta que chamamos de lar, o que estamos fazendo uns com os outros.

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Informações úteis sobre a gripe suína:

Abaixo, alguns links retirados do Portal A TARDE On Line; além da história da gripe espanhola, pandemia ocorrida em 1918 e considerada um dos mais graves surtos de gripe da história.

>>Conheça os sintomas da doença em uma infografia explicativa

>>Salvador tem primeiro caso suspeito de gripe suína

>>Secretário de Saúde da Bahia tranquiliza população

>>Vigilância nos aeroportos

>>Médicos dão orientações sobre o surto de gripe suína

>>Tripulação deve observar passageiros em voos internacionais

>>Site Banco da Saúde reúne guia para esclarecer sobre a gripe.  Confira

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HISTÓRIA DA GRIPE*

O advogado Rodrigues Alves foi o 5º presidente do Brasil, governou entre 1902 e 1906. Disputou e venceu nova eleição presidencial em 1919, venceu, mas não governou, porque morreu na epidemia de gripe espanhola
O advogado Rodrigues Alves foi o 5º presidente do Brasil, governou entre 1902 e 1906. Disputou e venceu nova eleição presidencial em 1919, venceu, mas não governou, porque morreu na epidemia de gripe espanhola

A epidemia de gripe espanhola, em 1918, é considerada a pior da história da humanidade. Atingiu quase todo o globo, deixou 20 milhões de mortos e 600 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo. O único país que escapou foi a Austrália, que só registraria alguns casos isolados em 1919. Independente do isolamento da Austrália, nos confins da Oceania, o governo de lá tomou medidas drásticas para impedir a entrada do virus no país. Embora tenha recebido o nome de Influenza, ou gripe espanhola, até hoje não se sabe ao certo onde a epidemia começou. A certeza é de que ela se espalhou tão depressa e fez tantas vítimas graças a I Guerra Mundial. Literalmente, o vírus viajou nas solas dos coturnos das tropas e nos navios de combate.

Surtos de gripe são relatados desde a antiguidade, como o ocorrido em 400 a.C, em Creta. Na Idade Média, alguns historiadores acreditam que a temida peste ocorrida na época da Guerra dos Cem Anos foi uma epidemia de influenza. Nos séculos XVII, XVIII e XIX, a Europa sofreu diversos surtos graves de gripe. Entre 1889 e 1890, Ásia e América também teriam sido afetadas, mas a historiografia moderna é unânime em classificar a pandemia de 1918 como a pior até os dias de hoje.

A influenza chegou por mar ao Brasil e desembarcou nas cidades portuárias mais importantes do país, em setembro de 1918: Santos, Rio de Janeiro, aqui em Salvador e Recife. Desses locais, rapidamente ganhou o resto do território. Em finais de outubro daquele ano, o virus fez estragos comparáveis aos da epidemia de cólera morbus, no recôncavo baiano, em 1859, e já havia se espalhado por todos os estados, alcançando até a Amazônia, onde dizimou tribos indígenas inteiras. O próprio prefeito de São Paulo, Washington Luis foi vítima da doença. A capital industrial do Brasil – já naquela ocasião São Paulo respondia por 40% da produção industrial nacional -, sofreu baixas terriveis na sua população. Oficialmente, foram 66 dias de epidemia e 350 mil pessoas infectadas, o que correspondia a 65% da população da cidade no período.

Destacamento de soldados brasileiros enviado à I Guerra. Acredita-se que os soldados disseminaram o vírus da gripe espanhola, pois foram contaminados nos campos de batalha
Destacamento de soldados brasileiros enviado à I Guerra. Acredita-se que os soldados disseminaram o vírus da gripe espanhola, pois foram contaminados nos campos de batalha

“A epidemia que tão impiedosamente se declarou no Rio, paralysando a vida da cidade, cobrindo-a de luto e de tristeza, e, até, ameaçando-a de fome, parece ter passado como um vendaval malfasejo, carregando vidas e alegrias no seu bojo monstruoso e deixando na sua esteira de sombra a lembrança tragica de um cortejo de dores e de maguas. “

(Trecho de reportagem publicada em 2 de novembro de 1918, na revista Fon Fon – RJ)

Os serviços de vigilância epidemiológica daquele período mostraram-se insuficientes para conter o avanço do vírus tanto em São Paulo, quanto nas demais cidades brasileiras. Os médicos, que não sabiam como tratar a doença, teciam todo tipo de teoria e tentavam combinações das mais esdrúxulas para tratar os pacientes. Em São Paulo chegou-se a catalogar a combinação de 178 substâncias diferentes em um único medicamento! Remédios para malária eram usados indiscriminadamente. Surgiam curandeiros prometendo maravilhas, mas que na maioria das vezes, só ajudavam a debilitar os pacientes ainda mais. Aglomerações públicas eram proibidas. Atletas do Corinthians que sairam para treinar, em outubro de 1918, foram punidos. Jogos e campeonatos eram suspensos. Cabarés e teatros fechados. Também não funcionavam escolas ou repartições públicas. Até a Câmara Municipal paulista fechou, porque os vereadores fugiram de medo da influenza. O índice de homicídios aumentou, porque o medo do contágio, o isolamento obrigatório e o excesso de medicamentos ingeridos, além da própria febre alta e da debilidade dos pacientes, favoreciam as alucinações. Muitos também atribuiam o surto ao castigo divino devido aos pecados da humanidade.

O surto de gripe espanhola em 1918 fez mais mortos do que os fronts da I Guerra
O surto de gripe espanhola em 1918 fez mais mortos do que os fronts da I Guerra

Nas memórias do jornalista e escritor Pedro Nava, a epidemia no Rio de Janeiro ganhou contornos de filme de terror do expressionismo alemão. Bondes e carroças eram usados para transportar centenas de caixões. Era proibido aos familiares acompanharem os mortos até o cemitério. As famílias, isoladas dentro de casa, não sabiam onde os parentes eram enterrados. Igrejas e escolas foram convertidas em hospitais. A população assustada e debilitada, promovia saques aos armazéns em busca de alimentos e remédios. Ainda assim, diante da ineficácia das políticas públicas, foi a união da sociedade civil que manteve o mínimo de ordem em meio ao caos que reinava nas principais metrópoles do país.

Com o fim da I Guerra, a epidemia de gripe foi regridindo no mundo todo. Em finais de novembro, aqui no Brasil, os casos já eram mais isolados e as cidades retomaram suas rotinas. Depois da pandemia, as pesquisas, que já ocorriam desde o século XIX – em 1891 Richard Pfeiffer isolou o bacilo haemophilus influenzae -, foram intensificadas e em 1933, cientistas britânicos anunciaram a descoberta do vírus da gripe. A partir daí, outros virus foram descobertos, todos do grupo myxo-vírus, e vacinas começaram a ser testadas. Na história recente, ocorreram epidemias de influenza em 1946, 57 e 68; além dos surtos de gripe asiática e da gripe do frango, já nos anos 2000. No entanto, nenhuma dessas chegou perto da calamidade registrada em 1918.

*Fonte: A Gripe Espanhola em São Paulo; artigo do professor Cláudio Bertolli Filho (Faculdade de Ciências Humanas da Fundação Valeparaibana de Ensino); in Revista Ciência Hoje, Volume 10, número 58, outubro de 1989. Coleção pessoal da autora deste post.

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Voz para as mulheres

Neste começo de semana, duas notícias importantes para nós mulheres.

A partir de junho, o Governo Federal irá promover encontros de mulheres em sete cidades brasileiras com o objetivo de ouvi-las sobre segurança pública. A intenção é retirar as mulheres da condição apenas de vítimas da violência, direta ou indiretamente, e colocá-las no centro da discussão, aproveitando o olhar feminino sobre a sociedade para repensar o papel das policiais e as ações de combate a criminalidade e a violência.

Participarão das discussões grupos de 30 mulheres das mais variadas classes sociais e profissões, desde profissionais liberais como médicas, até prostitutas, operárias, donas de casa, comerciárias, trabalhadoras domésticas e ex-presidiárias. Os encontros acontecerão em Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Belém (PA) e Porto Alegre (RS). Os resultados das discussões serão levados para o I Encontro Nacional de Segurança Pública, em agosto, em Brasília.

Ouça reportagem completa sobre os debates aqui.

E por falar em trabalhadoras domésticas –  Nesta segunda, 27, é o Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas. Elas aproveitam a data para reinvindicar mudanças na Constituição de 1988. Segundo a carta magna, as domésticas não tem direito ao FGTS e por isso também não recebem a multa de 40% sobre o fundo de garantia, em caso de demissão sem justa causa. Não recebem também o salário família, hora extra, adicional noturno ou seguro desemprego. A Constituição reflete a ideia herdada da escravidão, de que trabalhador doméstico não é um prestador de serviço como os outros. Essa é a mesma lógica que faz com que as donas de casa sejam vistas como pessoas que não fazem nada de importante, que não tem profissão. No entanto, as domésticas prestam um serviço essencial, seja arrumando e limpando a casa, cozinhando ou ainda cuidando dos nossos filhos, gerenciando a nossa casa enquanto nós trabalhamos fora. É uma troca, um serviço, um vínculo de trabalho igualzinho aquele que temos nos nossos empregos e que deve ser estabelecido com o mesmo grau de compromisso e respeito, tanto pela doméstica quanto por seu empregador.

A Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas quer mudar o artigo da Constituição Federal que versa sobre os seus direitos, justamente para que o trabalho delas seja enquadrado na mesma legislação que garante os benefícios dos outros trabalhadores. É justo que a lei mude, porque já não vivemos numa sociedade escravista. Se já era um equivoco e uma arbitrariedade naqueles tempos da colonização, pois nada justifica a exploração da mão-de-obra de outro ser humano, imaginem agora, em pleno século XXI, deixar de reconhecer que as trabalhadoras domésticas são parte integrante da economia! Os direitos da categoria vem sendo conquistados em doses homeopáticas e numa velocidade muito menor do que os direitos de outras categorias, mas está na hora da legislação trabalhista evoluir e contemplar não só essa profissão quanto todas as outras que surgiram nos últimos anos devido aos processos de transformação social.

Leia reportagem sobre a reinvindicação das trabalhadoras domésticas aqui.

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Leia também:

>>Trabalhadores domésticos lutam contra exploração infantil e violência

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Assista o trailer de Domésticas, O filme:

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Morte… e a dor da perda

Morte. A palavra, por si só, já carrega um peso. É a única certeza que temos na vida, a de que todos morreremos um dia. Mas é difícil se preparar para perder alguém. Algumas almas elevadas conseguem lidar bem com as perdas, mas acredito que a grande maioria das pessoas não está pronta para ver arrancado de sua vida alguém que ama. A gente sente uma saudade diferente. É uma saudade amarrada pela certeza de que nunca vai passar. É uma saudade que vai ser eterna. A gente apenas se acostuma a conviver com a ausência, mas não esquecemos, não deixamos de sentir falta… as memórias permanecem, o peito aperta em cada lembrança, e só o tempo mesmo para acalmar o coração…

A compreensão da morte vai depender da crença religiosa de cada um. Cada um interpreta o ato de morrer de uma forma diferente. Para alguns, voltaremos em uma nova encarnação; para outros, ali acaba a vida…. Teorias não faltam para tentar explicar a morte… Mas o fato é que é difícil perder alguém. Para mim, pelo menos. Um vazio parece invadir nosso peito, a sensação de que você não está vivendo aquilo, uma vontade de que seja tudo um sonho, um desespero que a gente não consegue explicar… O descontrole inicial passa, e você cai na real: a pessoa já não está em sua vida, não daquele jeito a que você estava acostumado.

Aquela rotina que vocês cumpriam já não existe. Você sempre espera a pessoa chegar naquela hora de costume, mas ninguém bate à porta… No horário do telefonema, ele simplesmente não toca… Ouvir a voz dando bom-dia, ouvir a voz falando qualquer coisa… As fotos trazem lágrimas, você pensa que podia ter feito tanta coisa mais, pensa que podia ter falado tanto mais, pensa que podia ter feito algo diferente, ainda que não tenha feito nada de errado… Enfrentar a morte é um processo que exige tempo para que consigamos lidar melhor com a situação, com a ausência em si… Eu perdi alguém. E eu nunca havia pensado no quanto dói perder alguém.

Mas a vida segue seu rumo, impiedosa. Os dias continuam passando a cada 24h e o resto de sua vida caminha a passos largos, ainda que você precise dar um tempo de tudo. Só que hoje, não temos tempo nem para o luto. Não que ninguém deva se entregar à dor e lá ficar. Não é isso… A questão é que é impossível exigir que funcionemos como se nada tivesse acontecido. É impossível desvincular o emocional das nossas rotinas diárias. Mas a nossa sociedade apressada não quer saber disso. Não temos mais tempo para chorar. Ou então choraremos a caminho de algum lugar, ou enquanto executamos alguma atividade…

A fase de luto não é fácil. Dói, machuca… nossas lembranças se viram contra nós, porque trazem à tona as imagens que gostaríamos de esquecer. O mundo não para, os segundos correm, o tempo passa… Sinto falta de termos mais tempo pra gente. Sinto falta de termos tempo pra ficar em casa vendo sessão da tarde e comendo pipoca… Porque um dia nós é que vamos morrer… e a perda me fez pensar no quanto é importante se preocupar com o que você anda fazendo da sua vida… Eu queria poder ter mais tempo pra chorar, mas ele, meu tio, tenho certeza de que só ficará feliz quando me vir rindo, lá de cima… Ele sempre ficava feliz quando eu estava bem.

As lágrimas ainda caem, mas o riso já estampa meu rosto, em homenagem a ele, que passava a vida a sorrir… Um dia seremos cada um de nós, deixando esse mundo. Mas enquanto eu tiver nele, escolhi que vou fazer o melhor pra ser feliz e viver. Viver mesmo, dedicando tempo àquilo que me dá prazer, a sentar com meus amigos, a ficar deitada vendo filme… Toda perda nos faz refletir…. Eu quero aproveitar cada momento que eu posso ter ao lado das pessoas que amo. Quero aproveitar cada segundo ao lado delas… Chorarei pela perda de cada um que amo, mas farei brilhar no rosto um riso, por ter podido compartilhar tudo o que foi possível enquanto estavam ao meu lado.

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Livros que podem te ajudar a superar o momento:
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>> Terapia do luto (J. William Worden)
>> Do luto à luta (Glaucia Rezende Tavares)
>> Consolo para quem está de luto (Renold Blank)

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Literatura de qualidade na rede

 

Quem, nos seus devaneios de infância, nunca sonhou em encontrar um manuscrito raro dentro de uma garrafa que veio dar na praia? A ideia de um acervo virtual que disponibiliza toda a rara e antiga produção da humanidade é bem parecida com esse sonho infantil
Quem, nos seus devaneios de infância, nunca sonhou em encontrar um manuscrito raro dentro de uma garrafa que veio dar na praia? A ideia de um acervo virtual que disponibiliza toda a rara e antiga produção da humanidade é bem parecida com esse sonho infantil

 

Boas novidades para amantes da literatura e pesquisadores em geral. Na última terça-feira, dia 21, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) lançou, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial (World Digital Library – WDL). O objetivo é disponibilizar acervo raro como livros, manuscritos, filmes, ilustrações e fotos para estudiosos e curiosos. Até agora, já digitalizaram 1,4 mil documentos  de 32 bibliotecas em 19 países.

Segundo nota divulgada no Portal da Imprensa, o internauta poderá acessar os links com informações completas, fazer download e até converter as peças em PDF. A intenção é fazer com que o grande público tenha acesso às obras raras. O site está em sete idiomas, incluindo o português.

Para saber mais sobre o WDL, leia reportagem publicada na Folha On line.

Outra boa pedida é pesquisar no site Estante Virtual, que reúne sebos de diversos estados. A página, além de trazer dicas de livros que nem sempre são possíveis de encontrar em livrarias comuns, tem ainda uma boa sessão para que os internautas comentem as obras disponiveis que eles já leram. Assim, antes de comprar, você tem acesso a opinião de quem já leu. Muitas vezes, confiamos mais na opinião de pessoas que tem uma realidade mais parecida com a nossa e tem necessidades semelhantes, do que na opinião da crítica especializada. Embora o trabalho dos críticos mereça todo respeito.

Para terminar as dicas, uma reflexão de Eric Schmidt, da Google, enviada para mim por uma amiga, também jornalista e blogueira:

“Ainda acredito que sentar e ler um livro é a melhor forma de aprender alguma coisa. Eu temo que estejamos perdendo isso. Se você pegar qualquer platéia de pessoas em educação, é importante que comecemos pela leitura”.

E é isso mesmo meninas e meninos, nada substitui um bom livro, nem toda tecnologia do mundo. No máximo, google, WDL, Estante Virtual e tantos outros sites vão facilitar a busca por documentos raros e informações, vão ampliar o nosso acesso a acervos que ficam muitas vezes trancados e ao alcance apenas de estudiosos, mas sempre, sempre mesmo que vocês tiverem a chance, leiam a obra impressa e visitem a biblioteca mais próxima da sua casa, lá tem coisas surpreendentes, aposto!

Vejam a entrevista completa de Eric Schmidt aqui neste link.

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Agatha Christie, a rainha do crime

Agatha ChristieMeu fascínio pelos livros policiais começou com a leitura de Agatha Christie. Na época, eu estava com uns 15 anos e fazia curso de inglês na Acbeu. Lá, tinha uma biblioteca vasta. Não apenas livros em inglês, mas diversos outros, muito interessantes, em português, tanto da literatura nacional, quanto internacional. Um dia, em uma das estantes, lá estava Convite para um Homicídio. Eu sempre gostei de histórias com investigações criminais e muito suspense. E na orelha no livro,  o anúncio de que ali poderia conter uma narração interessante me fez locá-lo. Não, eu não sabia quem era Agatha Christie naquele momento, e aquele livro foi o suficiente para me apaixonar pela literatura dela.

Dela, li praticamente tudo. Na época, chegava a ler um livro inteirinho por dia. Devorava as páginas enquanto tentava desvendar as histórias tão bem entrelaçadas. No final da leitura, eu já tinha acreditado que todo mundo podia ter sido o assassino. O tempo me fez compreender melhor a lógica narrativa… em alguns livros cheguei a descobrir, orgulhosa, o final da trama antes mesmo de chegar a ela. Mas na maioria dos casos, uma grande confusão se formava em minha cabeça, criava várias teorias e quando chegava aos capítulos finais, eram surpresas atrás de outras. Certa feita, ela anunciou: “Dentro de alguns anos, só quero ser lembrada como uma boa escritora de casos policiais”. Ela morreu em 1976, aos 85 anos, com o merecido título de “rainha do crime”.

Agatha ChristieReza a lenda que seus pais fizeram um esforço sobrenatural para trasnformá-la em cantora lírica e pianista. E para o nosso agrado, ainda bem que não conseguiram. Ela sempre preferia se dedicar aos contos e poemas. Sua estreia nos livros policiais foi com O Misterioso Caso de Styles, em 1920. De lá para cá, ela já vendeu nada menos que dois bilhões de livros por todo o mundo. Foi a publicação que fez nascer o detetive Hercule Poirot. Ele e a iniciante Miss Jane Marple (que estrela, inclusive, seu último livro, Um Crime Adormecido), foram os dois personagens eternizados pela escritora como as mentes investigativas mais brilhantes do mundo. Ah, e não foi só nos livros que ela brilhou, porque diversas de suas obras acabaram adaptadas para o cinema.

De onde alguém pode tirar tantas ideias criativas e inovadoras? Nem ela mesma respondia. Agatha Christie afirmava que nunca sabia onde as histórias poderiam nascer. Na sua autobiografia, ela conta que andava sempre com uma caneta em mãos. “Repentinamente, uma ideia esplêndida me ocorria”, conta ela em seu livro. Como viajou muito durante a vida e conheceu gente de todo o canto, gênero e estilo, deste universo ela retirava inspiração e referências para escrever seus livros. Em uma passagem, seu neto a descrevia como uma mulher que observava mais do que era observada e que ouvia mais do que falava.

Mas daí a se tornar a rainha do crime é um longo caminho. Mais do que vontade, observação e ouvidos atentos, precisa de muita dedicação, criatividade e um certo dom da escrita. Agatha Christie tinha dezenas de livros de anotações, onde reunia as tais ideias esplêndidas. Além disso, só começava a nova história, só colocava mesmo a trama no papel, quando já tinha em mente cada detalhe bem delineado. Só pra dimensionar, o livro O Inimigo Secreto surgiu de uma conversa em uma casa de chá; Assassinato no Campo de Golfe nasceu de um artigo sobre uma morte misteriosa na França; e uma viagem para assistir à apresentação de uma atriz levou à criação de Treze à Mesa.  É muita imaginação para uma pessoa só! E a gente agradece!

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Algumas curiosidades sobre Agatha Christie:
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>> Seu primeiro livro levou cinco anos para ser publicado e foi rejeitado por seis editoras.
>> Foi a única escritora policial que conseguiu fama e adoração para seus dois personagens (Hercule Poirot e Jane Marple).
>> Quando ela morreu, seu personagem Hercule Poirot ganhou uma página inteira no obituário do The New York Times.
>> Seus escritores favoritos eram Elizabeth Bowen e Graham Greene.
>> Uma de suas grandes paixões na vida era a música, especialmente as óperas de Wagner.
>> Ela escreveu seis romances sob o pseudônimo Mary Westmacott (ela conseguiu manter sua identidade em segredo durante 20 anos).
>> Ela levou 15 anos escrevendo sua autobiografia, entre 1950 e 1965.

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Mais informações:
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>> Site oficial (em inglês)
>> Relação de seus livros com um pequeno resumo de cada (aproveite para escolher por qual deles vai começar a ler)
>> Lista de todos os seus trabalhos (em inglês)

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Exposição celebra chegada de Carybé à Bahia

Carybé em seu estúdio / Crédito: Acervo da família
Carybé em seu estúdio / Crédito: Acervo da família

A magia contida nas linhas de Jubiabá, um dos romances mais famosos de Jorge Amado, foi suficiente para trazer à Bahia o argentino, nascido em Buenos Aires, Hector Julio Paride Bernabó, lá pelos idos de 1938. Você não sabe quem é Hector Bernabó? E se eu chamá-lo pelo apelido que recebeu ainda na infância, quando era escoteiro, Carybé? Mesmo que não conheça a fundo a vida desse artista plástico, escultor, gravador, cenografista, jornalista, diretor de arte, multitalentoso baiano de coração – ele naturalizou-se brasileiro em 1957 e foi agraciado na mesma época com o título de cidadão da Bahia -, com certeza, já viu espalhadas pelas ruas de Salvador, obras que levam sua assinatura. Se for soteropolitano do dendê (carioca é que é da gema), conhece os gradis que cercam o Museu de Arte da Bahia (MAM-BA) ou o Campo Grande (praça 2 de Julho); ou já viu a escultura de uma mulher com o filho enganchado nos quadris, na entrada do shopping Iguatemi; ou ainda, os paineis no Teatro Castro Alves. Se for baiano e seguidor do Candomblé, mais especificamente frequêntador do terreiro do Ilê Axé Opô Afonjá, em São Gonçalo do Retiro, já viu obras do artista e referências a ele no lugar de honra reservado aos obás (ministros) de Xangô da casa. Mesmo que seja turista, ao desembarcar no Aeroporto Internacional da capital baiana, no seu roteiro até a saída, há um painel do artista.

Caribé mostra que é bom também no pandeiro / Crédito: Acervo da família
Caribé mostra que é bom também no pandeiro / Crédito: Acervo da família

Com tanto de Carybé impregnado na cidade, era de se esperar uma homenagem. E vai haver mesmo uma série delas. A partir do dia 24 de abril até 31 de maio, quem é da terra ou de outros cantos do mundo, está convidado para dar uma passadinha no MAM, ali na Ladeira da Av. Contorno, para conferir a exposição Carybé – 70 anos de Bahia. Organizada pelo Instituto Carybé, com patrocínio da iniciativa privada e apoio do governo estadual, a mostra reunirá 200 obras que retratam a pluralidade de temas e técnicas utilizadas pelo artista ao longo da sua trajetória.  Serão pinturas, esculturas, gravuras, paineis, murais, ilustrações de livros (Carybé era um dos principais ilustradores das obras do amigo Jorge Amado), objetos pessoais, os figurinos que criou para cinema, teatro e balé; a exibição de dois filmes (O Cangaceiro, em que assina a direção de arte) e o documentário O capeta Carybé, sobre sua vida. Para completar, seus cadernos de viagem, com esboços e diários de bordo retratando as andanças pela Europa, Oriente e Brasil serão exibidas pela primeira vez.

A garrafa verde - A hora do cão / Crédito: Sérgio Benutti (divulgação)
A garrafa verde - A hora do cão / Crédito: Sérgio Benutti (divulgação)

Também conteúdo inédito da exposição são as pinturas de países da América e o Gabinete de Humor Erótico, essa parte reservada apenas aos maiores de 18 anos, com desenhos e pinturas mais calientes do argentino-baiano. Ficou sem fôlego? Pois nem fique, porque os organizadores do megaevento ainda montaram um passeio cultural chamado Rota Carybé, que consiste em percorrer 19 pontos de Salvador onde existem interferências do artista na área urbana. Alguns desses pontos foram citados ali no começo do post, mas creiam que tem muito mais Carybé na atmosfera da soterópolis.

E as homenagens não se limitam à exposição. Carybé, morto em outubro de 1997, vai virar selo comemorativo dos Correios e Telegráfos. Reconhecendo o valor da obra do artista para a cultura baiana e nacional, o painel do aeroporto será totalmente restaurado através da iniciativa de uma empresa privada. A exemplo do que ocorre no Chile, com as casas onde Pablo Neruda viveu, o Instituto Carybé pretende ainda restaurar a sua antiga residência, no bairro da Boa Vista de Brotas, e transformá-la em um memorial e centro cultural aberto ao público.

Bahia, 1971 / Crédito: Sérgio Benutti (divulgação
Bahia, 1971 / Crédito: Sérgio Benutti (divulgação)

 Reserve espaço na agenda, porque vale a pena:

O quê: Exposição Carybé – 70 anos de Bahia

Onde:  Museu de Arte da Bahia – Ladeira da Av. Contorno, centro de Salvador

Quando: de terça a domingo, das 13h às 19h; sábados, das 13h às 21h

Período: de 24 de abril até 31 de maio

Entrada: gratuita

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Manifesto em favor do “eu te amo”

Dizer eu te amo é importante por diversas razões. A primeira delas, para demonstrar o seu sentimento por alguém, para deixar claro que o que você sente é amor, o Eu te amomais sublime e mais belo dos sentimentos. É importante também para que as pessoas saibam que são amadas por você, para que aquela pessoa em especial tenha conhecimento de que você sente isso tudo por ela e não tem o menor receio ou vergonha de admitir e de espalhar ao mundo. Tenho lido muito ultimamente sobre a banalização do “eu te amo”, sobre o fato de hoje todo mundo dizer eu te amo, sobre a facilidade com que estas palavras têm saído da boca das pessoas. Desculpe-me quem concorda com esta visão, mas eu estou aqui justamente pela razão contrária, em favor, plena, completa e absolutamente, do “eu te amo”.

O mundo precisa mesmo que as pessoas demonstrem mais Eu te amoseus sentimentos, o mundo precisa disso. Alguns vão dizer, “ah, mas agora todo mundo diz eu te amo sem sentir, ficou fácil”. Gente, quando é que foi diferente? Em que momento realmente houve uma valorização generalizada a tal ponto que só os que amavam verdadeiramente diziam esta frase? Honestamente, a sociedade convive com a falsidade desde que é sociedade. Nunca foi diferente. O que eu sinto é que agora as pessoas que amam se sentem mais à vontade para dizer isso ao outro. Agora não temos mais tanto medo da reação alheia, estamos mais corajosos para amar. E aqui não é amor entre homem e mulher, apenas. Aqui estou falando do amor que você sente pela sua família, pelos seus amigos, Eu te amopor alguém especial, porque a gente pode amar um tanto imenso de gente.

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Mais sobre o amor:
>>> O relacionamento de cada um
>>> Ah, o amor… em uma de suas facetas
>>> Tentações perigosas no relacionamento
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O amor é um sentimento lindo, que merece ser anunciado aos quatro cantos. Porque vivemos em um mundo tão violento, tão ganancioso, tão cheio de determinações capitalistas, que sinto mesmo muita falta do amor no dia-a-dia. Por causa disso, eu mesma passei a exercitar o “eu te amo”. Agora, as pessoas que amo sabem disso, com toda a certeza que merecem. Não, eu não digo eu te amo aleatoriamente, a qualquer um que apareça pela frente. Eu digo eu te amo aos que eu amo, àqueles pelos quais eu nutro um sentimento tão grande, tão grande, que alimenta a minha alma a cada nova manhã. Amo intensamente Eu te amoe amo intensamente um monte de gente. Minha família, meus amigos… Amo cada um deles com uma força que não consigo mensurar. Sempre amei, mas hoje eles sabem disso. E faço questão de lembrá-los constantemente para que nunca esqueçam que são amados por mim.

Não, eu não vou defender a tese da banalização do eu te amo. Uma coisa é tratar da banalização do mal, como o fez a filósofa Hannah Arendt. O mal é negativo, traz consequências negativas em qualquer circunstância. A banalização do mal, em momento algum, Eu te amovai servir ao desenvolvimento humano. Mas o amor, gente, o amor é uma das coisas mais lindas que existe no universo. Ele até nos faz sofrer às vezes, nos traz lágrimas aos olhos, mas não deixa de ser um sentimento lindo. Nós merecemos ouvir mais “eu te amo”, porque isso sensibiliza, humaniza, desarma. Nós precisamos mesmo de mais amor no mundo. Não apenas o amor teórico, claro, mas o amor prático, que foge do vocábulo e torna-se ato, fato. Mas falar eu te amo já é um avanço. E eu desejo, verdadeiramente, que cada vez fique mais fácil dizer eu te amo, que cada pessoa diga eu te amo mais vezes. Que cada pessoa ame mais. Quem sabe o excesso do eu te amo anule a banalização, agora sim, do mal?

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Quem disse que mulher não entende de futebol?

Quem disse que mulher não entende de futebol? Muitas não entendem mesmo, é verdade. Mas a coisa vai mudar e agora você vai poder acompanhar os campeonatos, dar palpite nas partidas e compreender todas as regrinhas que norteiam o tal do esporte em que um monte de homem fica correndo atrás de uma bola, tentando de toda forma enfiá-la entre as traves do time adversário. Brincadeiras à parte, este post surgiu de um divertido bate-papo com algumas amigas, que se mostraram tão interessadas em entender o esporte, coisa e tal, que eu decidi escrever sobre ele aqui. Pronto. Agora não há mais desculpas, meninas… aqui vocês encontrarão tudo para, inclusive, discutir com seus parceiros a atuação deste ou daquele jogador contratado recentemente pelo seu time.

campo de futebol

Primeiro, vamos começar pelo “basicão”. A partida é jogada por duas equipes, cada uma com onze atletas em campo, sendo que um deles é o goleiro. Nas partidas oficiais, é possível que cada time efetue três substituições durante os noventa minutos de jogo (dois tempos de 45 minutos, separados por um intervalo de 15 minutos), ou seja, trocar um dos jogadores que está em campo por um dos que estão na reserva. A depender da competição, poderá haver entre três e sete jogadores no banco de reserva. Também o campo em que o esporte é praticado possui especificações. De acordo com as regras oficiais, o campo precisa ter comprimento entre 90m e 120m, e largura entre 45m e 90m. Agora, nas partidas internacionais, a medição é diferente: comprimento entre 100m e 110m e largura entre 64m e 75m.

Até a bola que é usada nas competições tem especificações técnicas, acreditem. A circunferência não pode ser superior a 70cm nem inferior a 68cm. E quanto ao peso, a bola deve ter entre 410g e 450g no início da partida. Além do mais, a bola precisa ser aprovada, o que será indicado pela impressão de um logotipo. É esse selo que vai determinar que a bola passou por avaliação e está de acordo com as exigências técnicas. Ah, e não podemos esquecer da questão da segurança. As regras proíbem que os jogadores levem consigo para o campo objetos considerados perigosos – aí vai da interpretação do juiz, né? E todos os jogadores precisam usar o uniforme (camisa, calção, meião, caneleira e calçado apropriado).

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Animação sobre futebol>>>> Quer experimentar o gerenciamento de um time de futebol? Crie seu time no managerzone ou escolha um dos times brasileiros ou estrangeiros no Brasfoot. Você vai poder contratar, demitir, organizar táticas e tudo mais relacionado ao esporte… Inclusive participar de competições e marcar amistosos.

>>>> Já no Cartola FC, você vai criar seu time, com os jogadores que disputam o Brasileirão Série A. Na brincadeira, os seus atletas vão pontuando conforme a atuação deles no campeonato real. E no final de tudo, você pode até ganhar prêmios.  
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Agora, uma coisa é fato. Escanteio, lateral e impedimento não são sinônimos. A gente brinca com a coisa, mas chega a ser engraçada a nossa “ignorância” do esporte. Mas vamos tentar esclarecer. Um jogador só estará em posição de impedimento quando ele estiver mais próximo da linha de meta adversária do que a bola e o penúltimo adversário (isso porque o último é o goleiro). Mas se ele receber a bola diretamente de um tiro de meta (quando a bola sai de campo e o goleiro vai repor a bola, a partir do chão), de um arremesso lateral (toda vez que a bola é recolocada em campo após sair pelas linhas laterais) ou de um tiro de canto (o conhecido escanteio, quando o time que está na defesa tira a bola de jogo chutando-a para a linha de fundo), aí, não haverá impedimento.

Bem, sei que tudo parece uma confusão só. Um monte de regrinhas, detalhes… Até cansa!!! E confunde mesmo, eu sei. Mas o bacana é que agora você só vai continuar sem entender de futebol se quiser. É só acessar todas as regras do esporte, que são determinadas pela Fifa, a Federação Internacional de Futebol. No Brasil, é a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que coordena tudo relacionado ao esporte, inclusive a organização das competições oficiais e divulgação das regras impostas pela Fifa. Agora é só matar a curiosidade e começar a entender a coisa, ler aqui e ali… Não vai demorar muito e você estará craque!!

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Músicas que falam do universo feminino

Na Idade Média e durante o período renascentista, as canções falavam de belas damas, senhoras dos corações dos cavaleiros. Era uma visão romântica e idealizada da mulher. Lembrei das antigas canções medievais porque vi um vídeo na internet, sobre um grupo de músicos brasileiros que, em pleno século XXI, resgatam a tradição do cancioneiro medieval nas suas letras e na sonoridade. Me fez lembrar também da cantora irlandesa Loreenna Mckennit, de quem sou fã.

Esses músicos cantam o universo feminino, enquanto nós, as autoras deste blog, tentamos revelar um pouco desse complexo mundo. Prometo contar para vocês a história da origem dessas canções de outrora em um outro post. Por enquanto, fiquem com o link do vídeo.

A música e a poesia são dois portais para alcançar a alma feminina, tão delicada, tão forte e tão multipla.

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