Amy, a filha Emily e o gato Pumpking, personagens da vida da escritora
Semana passada li o livro “As Poderosas Rainhas”, de Amy Dickinson, para fazer uma nota que será publicada no Jornal A TARDE desta quarta-feira, 13. O título caiu em minhas mãos por acaso. Confesso, na hora não pensei que a publicação poderia tratar do universo feminino. Ela foi retirada de uma estante cheia de outras obras e me foi entregue. Apenas peguei o livro e guardei, sem nem mesmo ler a orelha para saber do que se tratava. Tive uma grata surpresa ao descobrir que o volume era a autobiografia da autora, uma jornalista que assina uma coluna sobre aconselhamento familiar, publicada em uma série de jornais pelo mundo e lida por cerca de 22 milhões de pessoas por dia, de acordo com as estimativas.
O que o livro tem de especial? Para mim, o fato de tratar da história de uma mulher que enfrentou uma série de dificuldades emocionais, mas conseguiu superar os traumas e vencer na vida. Não é um livro de autoajuda. É um livro que traz uma história de vida. Amy renunciou à profissão para seguir a carreira de esposa e mãe. Repentinamente, seu casamento se desfaz e ela se vê no mundo sozinha e com uma filha pra criar. Decide, então, voltar à cidade natal, sem perspectiva de como recomeçar. Não há muitos planos, nem ideias. Mas há uma família unida e uma filha que precisa ser criada. São doze capítulos da história de Amy, que vai desde sua infância com a família na fazenda à volta por cima, quando conquista o trabalho dos seus sonhos e o reconhecimento profissional.
O texto é gostoso, leve e muito bem escrito. As palavras são carregadas de emoção, mas sem apelo. A sensação é que você está sentada em algum lugar, batendo papo com uma amiga. No final das contas, não deixa de ser uma lição de vida. Aliás, o livro de Amy chega a ser um incentivo. Tantas vezes deixamos de acreditar, e isso é normal. Tentamos dar um rumo à vida, e às vezes ela segue outro. Mas isso não significa que não podemos recomeçar. Significa apenas que precisamos recomeçar. E uma das coisas mais bacanas na leitura é acompanhar todo o processo de superação, que contou com a participação ativa de uma série de mulheres, as mulheres da família dela, as que ela chama carinhosamente de “poderosas rainhas”.
A história é de Amy Dickinson, mas poderia ser a história de qualquer uma de nós, mulheres, que muitas vezes ficamos diante de situações complicadas, desacreditadas, sem esperanças. Amy consegue narrar sua história sem se colocar como vítima. Ela é, naquelas linhas, apenas uma mulher em busca de um lugar ao sol.
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>> As Poderosas Rainhas
>> Amy Dickinson
>> 208 páginas | R$ 34,90
>> Acesse o site do livro
Um assunto caro para nós mulheres, as dietas, é o tema de capa da edição de maio da revista Superinteressante (visite o site). A reportagem, muito bem escrita pela jornalista Claudia Carmello, desmistifica as dietas milagrosas e traz informações surpreendentes sobre o aumento da obesidade no mundo e sobre como nós nos iludimos ao acreditar na indústria dos alimentos dietéticos.
O embasamento para a matéria é uma pesquisa realizada por dois anos na Universidade de Harvard, cujos resultados foram recentemente divulgados no New England Journal of Medicine.
A pesquisa estudou 811 pessoas divididas em quatro grupos, cada grupo seguiu uma dieta diferente: alguns eliminando as proteínas do cardápio, outros eliminando os carboidratos e teve até quem comeu de tudo, com moderação. O resultado, pasmem, é que após os dois anos, todos haviam perdido exatamente o mesmo peso: quatro quilos. Dois anos para perder quatro quilos! Dois anos se privando de tudo o que mais gosta, para perder quatro quilos!
A reportagem detalha a pesquisa e traz argumentos muito convincentes que provam algo de que sempre desconfiei, perder peso é mais questão de disciplina, motivação e força de vontade do que de fórmulas milagrosas. Outro mito que eles derrubam é de que atividade física emagrece. Na verdade, ajuda a manter o peso equilibrado – porque músculos consomem mais calorias que gordura – e faz bem para o coração, evitando que você enfarte aos 40, mas ficar horas suando na esteira não vai deixar ninguém com o corpo da Gisele Bündchen. Isso também é cientificamente comprovado.
Já a indústria da dieta, essa vai muito bem, obrigado, e só nos EUA fatura mais de US$ 58 bilhões por ano. Tudo isso à custa da nossa obssessão em ser magros, mesmo quando a genética no máximo vai permitir que sejamos gordinhos saudáveis. A leitura da matéria na íntegra, infelizmente não está disponível em versão on line, vale muito a pena. Conversa de Menina, recomenda!
Dia das Mães é todo dia. Pelo menos o dia da minha mãe eu comemoro diariamente, agradecendo sempre por ter sido abençoada em merecer uma mãe tão maravilhosa. Minha mãe é única e eu garanto que é a melhor do mundo. Assim como cada um de vocês deve achar a própria mãe a melhor do mundo, a minha é a melhor do mundo na opinião dos três filhos dela e de um monte de amigos dos três filhos.
Enquanto vários dos meus amigos achavam um saco dar satisfações, eu fazia questão de ligar diariamente para ela quando estava viajando, por exemplo. Muitos dos meus amigos reclamavam, porque suas mães pegavam no pé, marcavam em cima, e eu adorava todos os telefonemas da minha. Tanto que já avisava a quem estivesse do lado que se meu celular tocasse no meio da madrugada, era ela. E eu nunca fiz uma cara feia em atender.
Não sei como são as relações entre mães e filhos. Como eu ainda não sou mãe, o que eu conheço é a relação entre eu e minha mãe. Passei a adolescência ouvindo as pessoas da minha idade brigarem pela independência, sonharem com o dia em que deixariam a casa de seus pais. Eu, honestamente, nunca tive esse sonho. Aliás, o que eu queria mesmo era ficar ali com eles dois, meus pais, o máximo de tempo possível, aproveitando esse presente que ganhei.
Lá em casa, somos todos grudados na saia da minha mãe (no melhor sentido que essa expressão possa adquirir). Tanto que hoje, estamos os irmãos com 33, 31 e 27 anos, mas todos ali, bem perto dela. Eu já fui uma filha rebelde. Quando criança, ouço meus pais contarem as tantas vezes que “fiquei de mal” com minha mãe. E eu era uma menina difícil. Ela colocava meu café e eu jogava fora, pedindo pra meu pai fazer a mesma coisa de novo. Imaginem?
Hoje a gente ri das histórias. E eu agradeço pela paciência dela, pelas atitudes rigorosas e pelas broncas. Engraçado que eu consigo perceber claramente o quanto a presença de minha mãe em minha vida faz diferença. Ela foi quem mais me ensinou a ser humana, a ser menos agressiva, a ser mais compreensiva, mais paciente, mas solidária. Literalmente, minha mãe tem-me ensinado diariamente a ser uma pessoa melhor.
Eu não devo ser a melhor filha do mundo. Tenho um milhão e meio de defeitos. Mas passei a vida me esforçando para não decepcionar. Queria ser motivo de orgulho, queria fazê-los sorrir de satisfação, queria conquistar um monte de coisas só para vê-los vibrar a cada vitória. Aos poucos aprendi que meus pais se contentavam com muito menos. Percebi que meu sorriso os fazia sorrir, que minha felicidade era o motivo maior da satisfação deles.
Eu falo dos meus pais o tempo inteiro. Quem convive comigo sabe o quanto eu falo sobre eles. Penso às vezes que devo ter sido uma pessoa muita bacana numa dessas encarnações anteriores, para merecer uma família como a minha. Eu não sei se conseguirei um dia retribuir toda a dedicação, carinho, atenção, amor e devoção que eles têm por mim. Mas eu sei que quero aproveitar cada segundo ao lado deles.
Mãe, eu sei que você já sabe, e agora é o mundo que vai saber também o quanto eu te amo. Nossa, não consigo imaginar ninguém melhor do que você nesse papel, não te trocaria por ninguém mais e tenho um orgulho infinito de ter você como minha mãe. Talvez eu não fale tanto que te amo, talvez eu não dê tantos beijos e tantos abraços quantos a senhora gostaria, mas quero que nunca esqueça, nunca, que você, junto com meu pai, são o motivo maior da minha felicidade.
Esse texto é uma homenagem, claro, e uma carta pública de agradecimento. Obrigada por cada dia, por cada riso, por cada história, por cada bronca. Obrigada pelo cuidado, pela preocupação, pelas interferências, pelas opiniões. Obrigada pelo apoio, por comemorar minhas conquistas, pelo esforço contínuo em me mostrar o melhor caminho. Obrigada pela compreensão e pelos perdões.
O que eu queria era que você ficasse pra sementinha. Mas como você mesma me diz que um dia não a terei mais por perto, mudei o meu querer. O que quero agora é poder aproveitar cada momento ao lado de vocês e me dedicar agora a fazê-los sorrir o tanto mais que eu puder. O que quero, hoje, é dar motivos, todos os possíveis, para vocês se orgulharem da pessoa que colocaram no mundo. E que tenham a certeza, plena, completa e irrestrita, do quanto os amo pra sempre.
Ah, e se tiver mesmo outras encarnações lá na frente, terei o maior prazer em voltar ao mundo novamente como filha de vocês. É um presente que nada do que eu faça será realmente capaz de agradecer. Feliz dias das mães!!!!!!
Santo Amaro da Purificação é uma das cidades mais místicas do recôncavo baiano. E não digo isso porque é terra de Caetano Veloso e Maria Bethânia. Aliás, os dois grandes artistas são o que são porque nasceram e se criaram num caldo cultural que mistura a religiosidade afro-brasileira, tradições católicas, cultura popular e história de resistência. Pois a cidade, localizada a 72 quômetros de Salvador, estará em evidência nos próximos dias. Aqui na capital, de hoje até domingo, o Conjunto Cultural da Caixa (Rua Carlos Gomes – Centro) apresenta o espetáculo teatral Besouro Cordão de Ouro, sobre a vida de um dos capoeiristas mais famosos de Santo Amaro, um homem tão peculiar que se não houvesse testemunhas jurando que ele existiu, passaria facilmente por lenda e das boas, daquelas de ouvir ao pé da fogueira. Além disso, de 13 a 17 de maio, a cidade do recôncavo celebra os 120 anos do Bembé do Mercado, festa criada em 1889 para comemorar a abolição da escravatura. Abaixo, informações sobre o espetáculo e a história do Bembé:
Besouro Cordão de Ouro
Cena do espetáculo Besouro Cordão de Ouro
Manoel Henrique Pereira, apelidado Besouro Cordão de Ouro, nasceu em Santo Amaro no final do século XIX. Ficou famoso graças ao talento nas rodas de capoeira tanto na cidade natal quanto no Cais Dourado, em Salvador, onde desembarcava dos saveiros que cruzavam a baía de Todos os Santos, em busca de um bom desafio. Sua fama de valente o transformou em lenda viva. Sendo que o romance Mar Morto, de Jorge Amado, ajudou a consolidar a fama do lutador. Além de capoeirista, Besouro também era poeta, boêmio, tocador de violão dos mais afamados e compositor de chulas e sambas-de-roda.
O espetáculo Besouro Cordão de Ouro, que aporta em Salvador neste fim de semana, é produzido por um grupo carioca, sob direção de João das Neves. O texto, as músicas e letras das canções entoadas na peça são de autoria de Paulo César Pinheiro. A história de Besouro, também chamado Mangangá nas rodas de capoeira, é contada a partir dos atores que interpretam outros mestres famosos do ínicio do século XX como Bimba, Pastinha, Budião, Dora das Sete Portas e a mítica Rosa Palmeirão, também personagem de Mar Morto e que, diz a lenda, foi criada por Jorge Amado a partir de Maria Doze Homens, uma capoeirista valente do Cais Dourado, que derrubava qualquer um que se interpunha em seu caminho, fosse macho ou fêmea. Maria Doze Homens, por sua vez, é confundida na memória da cultura popular baiana com Maria Felipa de Oliveira, uma mulher que, na Guerra da Independência da Bahia, em 1823, teria liderado outras mulheres na guerrilha contra os portugueses. Prometo contar a história dela aqui no blog, em outra ocasião.
SERVIÇO:
Espetáculo: Besouro Cordão-de-Ouro
Onde: Espaço Caixa Cultural
Rua Carlos Gomes, 57 – Centro – Tel: 3421-4200
Quando: 8 a 10 de maio, às 20h
Ingresso: Um quilo de alimento não-perecível, trocados pelo ingresso a partir das 14h do dia do espetáculo
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Bembé do Mercado
Caetano deve participar de mesa redonda durante o Bembé
A origem do Bembé do Mercado remonta ao dia 13 de maio de 1889, no aniversário de um ano da abolição. Na ocasião, os terreiros de Candomblé de Santo Amaro e região se reuniram para fazer uma festa de três dias e três noites, tocando para os orixás e em memória aos antepassados que pereceram na luta pela liberdade. Durante anos, o Bembé foi erroneamente associado a uma homenagem à princesa Isabel, mas a festa de fato, marcava a resistência dos adeptos do Candomblé às perseguições a sua religião e também era uma forma de mostrar que existia um contingente negro que havia saído das senzalas, mas ainda não havia alcançado lugar de direito na sociedade. Mesmo com as perseguições o Bembé continuou acontecendo. Em alguns anos, limitava-se aos terreiros, em outros, acontecia na praça do mercado municipal da cidade. A partir do final dos anos 90, houve empenho de lideranças negras e religiosos do Candomblé, além de apoio de universidades e políticos, para que o Bembé fosse revitalizado. A palavra Bembé é uma corruptela de Candomblé.
Este ano, cerca de 30 terreiros irão se unir para realizar a festa dos 120 anos do Bembé, de 13 a 17 de maio, na praça do mercado. Além dos rituais religiosos, ocorrerão também apresentações de maculelê, capoeira, samba de roda e a encenação do Nego Fugido, folguedo que tem origem no distrito santoamarense de Acupe e representa a fuga de escravos das fazendas de açúcar da região e a implacável caçada empreendida pelos capitães do mato e feitores na tentativa de recapturá-los.
A festa de 2009 renderá homenagens ao escultor e museólogo Emanoel Araújo e a sambista santoamarense Edith do Prato, morta no início do ano. A programação prevê também uma mesa redonda, que deve ocorrer na quarta-feira, 13, na abertura do evento, sobre cultura popular, reunindo o Ministro da Cultura Juca Ferreira, o cantor Caetano Veloso e a folclorista Maria Mutti; além de um show de J. Velloso e Ulisses Castro.
Como chegar: Saindo de Salvador, pegar a BR-324. São 59 quilômetros até o entroncamento da BA-026, em direção a Santo Amaro, e mais 13 quilômetros até a sede do município.
Dois lançamentos chegam às livrarias agora em maio para atender aos públicos adolescente e infantil em idade pré-escolar. Conversa de Menina segue firme na campanha de incentivo à leitura e ajuda a divulgar as novidades. Confira:
Sidarta para Jovens
O escritor e jornalista carioca, Bruno Pacheco, autor de Histórias para se ver por outro lado e Três fábulas budistas para crianças, é praticante dos ensinamentos do Budismo há 15 anos. Através da própria experiência, ele conta para os adolescentes a vida do príncipe Sidarta Gautama, o Buda. Com linguagem de fácil compreensão, o autor revela como um príncipe indiano descobriu o caminho da paz e da compreensão universal através da iluminação espiritual. Parece papo zen, mas o bacana do texto é que a vida de Buda foi uma verdadeira aventura. Há 2.500 anos, ele deixou tudo para trás, seu palácio e seu reino, riquezas e jóias, e passou anos viajando e descobrindo o mundo, para depois aplicar os ensinamentos que adquiriu na busca da felicidade. Quem de nós, em qualquer idade, não quer ser feliz? No mundo de hoje, em que valores como solidariedade estão esquecidos, é leitura inspiradora também para os adultos.
Os três livrinhos da coleção são indicados para crianças a partir dos cinco anos. Através das aventuras do Gato Xadrez, a autora Bia Villela ensina sobre amizade, o tempo, os sentidos e dá dicas de alimentação saudável. Conteúdos que as crianças irão estudar quando forem mais velhas, como geometria, também são introduzidos de forma lúdica.
Gato Xadrez no Jardim Geométrico – Em seu passio pelo jardim geométrico, o gato xadrez faz novos amigos e descobre muitas brincadeiras interessantes para compartilhar em grupo. O livro apresenta as formas geométricas para as crianças e aborda as relações de curiosidade e descobertas do univerno infantil.
Gato Xadrez no Jardim das Delícias – Dessa vez, o gatinho conhece um jardim onde acontece uma feira muito animada e colorida, cheia de coisas gostosas para ele provar. O livro aborda o ato de comer como um momento de grande diversão, ajudando as crianças a explorar a riqueza e o sabor dos alimentos.
Gato Xadrez no Jardim no Relógio – No terceiro volume da série, o Gato Xadrez é convidado a passear em um lugar engraçado, onde existe horário para tudo. Através dessa história, a autora ajuda as crianças a compreender a importância da organização e de saber administrar o tempo para que ele renda tanto para brincar quanto para estudar, dormir, comer e etc.
Gente, esse post vai pela curiosidade do assunto. É que está aberta a votação para a eleição do cão mais feio do mundo. Pois é. É isso mesmo. O site da feira de Sonoma-Marin, em Petaluma, no estado da Califórnia (EUA), deu início à 21ª edição do concurso, que vai premiar o vencedor com US$ 1 mil e mais um troféu. O cãozinho mais feio do mundo será conhecido no dia 26 de junho. São sete concorrentes, e vocês podem conhecê-los e votar no site da feira.
O crestado chinês Gus, vencedor de 2008
Em 2008, o grande campeão da disputa foi o cão cristado chinês Gus. Vocês devem estar se perguntando o que levou o público a escolhê-lo. Pois é, meu povo, os jurados levaram em conta as três patas, a falta de dentes e a ausência de pelos do bichinho. Mas Gus não vai poder defender o título este ano. É que ele não conseguiu vencer o câncer de pele contra o qual lutava e morreu em novembro do ano passado.
Elwood, mistura de cristado chinês e chihuahua, venceu em 2007
Agora é só entrar no site, analisar as características dos cãozinhos em disputa e votar. Pelo menos o dono do vencedor vai poder investir a grana que ganhar no concurso para melhorar a aparência do cãozinho ou, quem sabe, piorar,não é? Afinal, em 2010 terá uma nova edição da disputa e o que as pessoas não farão com seus bichinhos para ganhar US$ 1 mil. E o mais importante de tudo, leve a brincadeira na esportiva, porque os cãozinhos são amados por seus donos e bem tratados também. Eles também não passam por nenhum tipo de tortura, só não são lá tão bonitos assim!!!
O Dia das Mães, no próximo domingo, é considerado uma das datas mais importantes do comércio. Essa é também a terceira época mais importante do ano para venda de produtos da toillete feminina, as outras são Dia dos Namorados e Natal. Com tanto apelo comercial, propagandas, outdoors, não tem como um blog feminino fugir do Dia das Mães, até porque blogueiras, leitoras e leitores, óbvio, têm mãe. De alguma forma, a gente sempre tenta homenageá-las, nem que seja com uma rosa, nem que seja dizendo “eu te amo”. Claro que, a intenção é estender a homenagem ao ano todo. Ninguém deixa de ser ou ter mãe após o segundo domingo de maio. Mesmo para as mães que já se foram, fica a lembrança, que é eterna.
Essa época do ano, para os jornalistas é um tormento. As caixas de email pipocam com releases-anúncio. As assessorias de imprensa se esmeram para convencer você a fazer todo tipo de matéria de comportamento. Algumas realmente são muito boas e valem a pena, outras levam à reflexões que podem perdurar para além da data festiva; existem ainda as que são bobagens completas e o destino é o filtro anti-spam ou a lixeira mesmo.
O papel do jornalista é o de porteiro, selecionar o que vale a pena daquilo que não vale, quem entra e quem não entra. O grande saque da coisa é fazer isso sem preconceitos, pensando em todo tipo de leitor: “a quem isso pode interessar, mesmo que não me interesse?” Escrevemos para os outros e não para nós mesmos.
O Dia das Mães é um bom pretexto para abordar certos assuntos, principalmente os que tem relação com a vaidade feminina. Algumas matérias são divertidas de fazer e de ler. Gosto dos textos de comportamento, principalmente aqueles que tem consistência, que vão além do achismo.
Os emails que chegam às redações superam em criatividade e alguns entram no meu rol de curiosidades favoritas. Como a lista abaixo, enviada pela assessoria de uma importadora de perfumes. Não tenho intenção de divulgar a importadora, porque essas marcas da lista são vendidas em qualquer loja especializada de shopping. Sou fascinada por perfumes e prometo um post sobre a história da perfumaria e outras curiosidades do gênero.
A lista em questão me chamou atenção porque na tentativa de convencer o leitor a investir, e caro, em marcas famosas da perfumaria mundial, essas fragrâncias foram associadas a países e estados de espirito das mães globalizadas. Precisava dividir a listinha. Mas se você não tem dinheiro para dar nenhum desses perfumes para a sua mãe, não fique triste, eu também não tenho. Uma coisa que a experiência me ensinou é que o que faz diferença para a mãe da gente é o carinho, que pode ser demonstrado com gestos simples, como fazer um almoço para ela ou dar um telefonema só para lembrá-la o quanto ela é especial. O resto, não passa da tentativa de fazer a economia girar com o consumo e curiosidades divertidas para matar o tempo.
SAIBA QUE TIPO DE PERFUME COMBINA COM A MÃE DE CADA PAÍS:
Brasil – Mãe alegre
Perfume: Euphoria Blossom by Calvin Klein
África do Sul – Mãe sorridente
Perfume: Davidoff Cool Water Woman
Alemanha – Mãe realizadora
Perfume: Boss Femme
Austrália – Mãe conectada com o mundo
Perfume: Femme de Montblanc
Bélgica – Mãe sensual
Perfume: Jennifer Lopez Deseo
Canadá – Mãe inteligente
Perfume: Gucci by Gucci EDT
Argentina – Mãe idealizadora
Perfume: Jennifer Lopez Live Platinum
Espanha – Mãe coruja
Perfume: Eternity by Calvin Klein
Portugal – Mãe protetora
Perfume: Davidoff Echo Woman
Inglaterra – Mãe sorridente
Perfume: Marc Jacobs Woman
Líbano – Mãe perseverante
Perfume: Narciso Rodriguez For Her Eau de Parfum
Noruega – Mãe sensível
Perfume: Escada Sentiment
Suécia – Mãe charmosa
Perfume: Lacoste Dream of Pink
Japão – Mãe persistente
Perfume: A Drop of Cloud de Issey Miyake
Bichos de estimação são ótimos para ajudar no desenvolvimento da afetividade e responsabilidade em crianças e para fazer companhia aos adultos, diz o senso comum e comprova a ciência. Há cerca de dez anos, hospitais no Brasil experimentam a Pet Terapia, uso de animais como tratamento alternativo de doenças. Não se trata de fazer experiências com os coitados dos bichos, mas de fazer com que pacientes internados em clínicas e hospitais, principalmente as crianças, durante tratamentos longos, tenham nos bichinhos (cães na maioria dos casos) além de conforto, uma forma de desviar o foco do problema. Brincando com os animais, cuidando deles, o paciente esquece os incômodos do tratamento.
Lembrei desse tema porque recebi a dica de um livro escrito por uma autora infanto-juvenil, Helena Gomes, e lançado no início deste ano, com um título muito sugestivo: Nanquim – Memórias de um Cachorro da Pet Terapia. O personagem da historinha é inspirado num cão-terapeuta real, um labrador chamado Nanquim, que a autora conheceu em 2004, durante uma feira de saúde em Santos – SP. Fiquei curiosa para ler e para saber mais sobre Pet Terapia.
Nanquim, personagem de "Memórias de um Cachorro de Pet Terapia", também é um labrador como o animal de estimação do filme Marley e eu
Na obra, Helena Gomes – professora universitária, jornalista e autora de diversas obras infanto-juvenis lançadas pela Rocco, inclusive tem livros dela que foram escolhidos pelo governo federal para fazer parte do programa de distribuição de livros para bibliotecas públicas -, dá voz a um cãozinho muito inteligente e meio metido a besta, mas que adora ajudar todo mundo. O labrador Nanquim relembra seu tempo de pet-terapeuta, quando ” trabalhava” em um hospital infantil. Muito humor e uma historinha comovente, além de bem didática, aguarda quem se aventurar pelas 48 páginas do livrinho. Para saber mais, veja abaixo as informações da obra e o site da editora Paulinas, responsável pela publicação.
Pesquisando a Pet Terapia, descobri que não é de hoje que os bichos ocupam posição de destaque no coração de seus donos. O estouro de bilheteria do filme Marley e Eu, de 2008, inspirado em fatos reais da vida de um jornalista americano e seu labrador hiperativo, é prova de que tudo o que envolve bichos, ainda mais os cães, comove e enternece. Juntar cães e crianças com certeza bate recordes no medidor de fofura. Foi justamente esse o grande saque dos inventores da Pet Terapia, técnica usada primeiro nos EUA e Austrália, trazida para o Brasil há uma década. Eles perceberam que levar bichos para dentro do hospital – claro que não é qualquer bicho, ninguém quer uma infestação de zoonoses – ajudava muito na recuperação dos doentes.
De olho nos benefícios da Pet Terapia para baixar custos em contas hospitalares, uma seguradora australiana descobriu que em uma unidade de saúde de Sidney, os pacientes que recebiam a tarefa de cuidar de um bicho de estimação durante a internação, saiam do hospital dois dias antes e consumiam menos remédios do que aqueles que enfrentavam uma internação convencional.
Em 2000, uma pesquisa feita nos EUA mostrou que 57% dos dois mil entrevistados na ocasião, escolheriam o seu cachorro, em detrimento de qualquer outro membro da família, caso estivessem num navio prestes a naufragar e só pudessem salvar uma vida. Isso não é prova de que os americanos são malucos, é prova de que animais de estimação ocupam bem mais espaço nas nossas vidas do que um cantinho no quintal ou na área de serviço. Na mesma ocasião, a revista Aids Care, publicação médica norte-americana, revelou que portadores de HIV que tinham bichos de estimação estavam menos propensos a sofrer de depressão do que aqueles que viviam sozinhos. No próprio tratamento da depressão, os animais são grandes aliados de seus donos.
Aqui no Brasil, as experiências com pet-terapeutas são feitas em asilos, creches e unidades de saúde como o Hospital da Criança em SP e o Hospital Geral de Santos, há pelo menos dez anos.
Pesquisa da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, realizada no Hospital Infantil Cândido Fontoura, envolvendo 330 crianças internadas, mostrou a redução do estresse e a melhoria do sono entre aquelas que recebiam visitam frequentes de cães-terapeutas.
Mas, volto a repetir, não é simplesmente levar qualquer cachorro para dentro do hospital que vai resolver o problema. Os cães terapeutas são animais saudáveis, que passam por avaliação física e psicológica; também são vacinados e treinados para a função. Os animais precisam ainda ser calmos, dóceis e disciplinados; além de ter acompanhamento veterinário. Inclusive, um especialista da área acompanha as sessões de pet terapia nos hospitais.
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Para ler:
Memórias de um Cachorro da Pet Terapia
Autora: Helena Gomes
Ilustrações: Semíramis Paterno
Editora: Paulinas – www.paulinas.org.br Ano: 2009
Páginas: 48
Preço: R$ 22,80
Pais de Madeleine divulgam cartaz com a projeção computadorizada de como a menina estaria hoje
Hoje, 3 de maio de 2009, completa dois anos o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann. Ela estava na companhia da família em um hotel em Algarve, Portugal. Segundo os pais da garota, ao retornarem de um restaurante próximo, onde foram jantar, por volta das 22h, perceberam que a menina havia desaparecido.
De lá para cá, nenhuma pista. A polícia portuguesa encontrou sangue no quarto da menina e chegou a cogitar a possibilidade de ela ter sido morta no cômodo. Mas sem corpo, como afirmar o crime? O caso ganhou repercussão mundial e os pais dela, o casal de médicos Gerry e Katie McCann, foram incluídos no rol de suspeitos.
Os investigadores portugueses concentraram seus trabalhos em duas hipóteses: os pais teriam escondido uma morte acidental da garota, ou ela teria sido raptada por pedófilos. Sem qualquer avanço nas diligências e sem provas conclusivas, o caso foi encerrado no dia 12 de julho de 2008.
Os pais da garotinha (que estava prestes a completar quatro anos, quando desapareceu) divulgaram um cartaz, que traz uma projeção computadorizada de como ela estaria fisicamente hoje. E nesta segunda, 4, irá ao ar, nos Estados Unidos, a entrevista que o casal concedeu à apresentadora Oprah Winfrey.
O Programa Habitacional do Governo Federal, Minha Casa, Minha Vida, abrirá inscrições em Salvador a partir desta segunda-feira, dia 04. A iniciativa é do Governo Estadual, que pretende gerar um cadastro único para conhecer a demanda por moradia social (para a população de baixa renda) na capital e interior. Até aí, é a mesma informação divulgada largamente há um mês em todo país. Cada estado irá fazer um cadastro, organizar a implantação do programa federal de acordo com sua realidade. Mas o que chamou minha atenção nesta iniciativa, tanto como jornalista, quanto como mulher, é uma condicionante que os autores do projeto colocaram para o registro dos imóveis. Para os mutuários até três salários mínimos, os financiamentos das casas populares só serão permitidos em nome da mulher, da chefe da família. Essa cláusula está na cartilha do programa, elaborada pela Caixa Econômica Federal e que os interessandos podem baixar em pdf nos links abaixo.
Vocês podem estar pensando: o que isso tem demais? Já que, boa parte das pessoas da nossa geração está acostumada a ver mulheres na posição de comando central dos núcleos familiares. Na verdade, na antiguidade foi assim, ainda existem sociedades africanas que funcionam como matriarcados, o próprio Candomblé é um matriarcado. No entanto, durante séculos, houve uma suscessiva desvalorização da figura feminina na sociedade. Nos dias de hoje, um programa federal que reconhece nas mulheres o perfil adequado para assumir um compromisso tão importante quanto o financiamento da casa própria é um resgate, o pagamento de uma dívida histórica, principalmente porque nessa faixa de renda, até três salários mínimos, concentra-se a maior parte da população feminina pobre e negra. Trata-se de um resgate duplo de cidadania.
Nenhuma de nós, atualmente, precisa ser a Mulher Maravilha, a guerreira amazona da série de TV dos anos 70; mas a figura de uma heroína até que simboliza muitas chefes de família.
Com certeza, no seu bairro, ou na sua casa, existe uma mulher que assume a chefia da família. Seja a sua própria mãe, ou você mesma ou até a empregada doméstica que te presta serviços. Mesmo que não seja na sua casa, você, no seu ciclo de relações, conhece ao menos uma família que funciona dessa forma. Em todas as esferas da sociedade, em todas as faixas de renda, as mulheres, cada vez com mais frequência, retomam o comando financeiro e administrativo de suas famílias. Seja porque optaram por criar os filhos sozinhas, ou porque são separadas e detém a guarda das crianças, ou são viúvas, ou ainda porque os pais abandonaram o lar. Em última instância, porque é moda ser multitarefas (mãe, profissional, mulher, bem resolvida, independente e tudo mais). De qualquer forma, é uma reconquista meninas. O lançamento deste programa, nestes termos, colocando as mulheres como protagonistas, para mim é um alento. Uma prova de que estamos evoluindo e reparando os desmandos passados com relação a importância do feminino na construção social.
Mais responsáveis, mais estáveis
A decisão do Governo Federal em colocar a mulher como titular do financiamento imobiliário no programa Minha Casa, Minha Vida, não é mera benevolência e ultrapassa até o resgate de uma dívida histórica. Na prática, além de reconhecer o lugar de importância da mulher na sociedade, equiparadando-a aos homens em relação a direitos e deveres, essa decisão é sensata e evita prejuízos. Apesar da fama de consumistas e gastadeiras, as mulheres são mais responsáveis na hora de honrar dívidas como financiamentos e contas mensais. Segundo pesquisa da Fecomercio-SP, em 2007, usando dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres, embora ainda ganhem até 39,8% menos que os homens (em números absolutos significa que se ele ganha R$ 1.300, a renda dela não ultrapassa R$ 930), elas são mais preocupadas com questões que envolvem moradia, alimentação, educação dos filhos, sendo mais equilibradas no orçamento doméstico. Logo, para uma família de baixa renda, com ganhos até três salários mínimos, colocar a mulher como titular do financiamento significa uma garantia maior de pagamento das prestações.
O próprio IBGE, também em 2007 (estes são os dados mais recentes), através da SIS (Síntese de Indicadores Sociais) mostra que entre 1996 e 2006, período portanto de 10 anos, o número de mulheres chefes de família no Brasil teve aumento de 79%, pulando de 10,3 para 18,5 milhões. A faixa etária dessas mulheres também é um dado interessante: entre 25 e 39 anos (faixa onde se encontram a maioria das mães solteiras) ou acima dos 60 anos (viúvas ou aposentadas que ajudam filhos e netos). No quesito rendimentos, a SIS mostra ainda que 31% das famílias chefiadas por mulheres em 2007, tinham renda de R$ 175,00 (metado do salário mínimo na época).
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