Os três anos do Museu da Língua Portuguesa

Entrada do Museu
Entrada do Museu

O Museu da Língua Portuguesa está fazendo aniversário hoje. São três anos de informação e muita cultura para a população da capital paulista e seus visitantes. Localizado no edifício histórico da Estação da Luz, na Praça da Luz, o local aposta no diferencial, utilizando tecnologia de ponta e recursos interativos para expor palavras.

O que temos são telas, teclas, sons, imagens, cores… um show de material interativo. Onde está a lógica disso tudo? A própria justificativa da idealização do museu explica: a língua portuguesa, o acervo do museu, é um patrimônio imaterial. Não poderia, portanto, estar aprisionado em redomas de vidro.

O preço para a visita é módico (hoje custa R$ 4) e é possível programar visitações em grupo, bastando fazer uma inscrição prévia por meio do telefone ou e-mail que estão logo no final deste texto. Estudantes com carteirinha ou comprovante de matrícula pagam meia-entrada. Professores da rede pública com holerite e RG, crianças até 10 anos e adultos a partir de 60 anos não pagam ingresso. Vale lembrar que aos sábados a visitação é gratuita.  

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>> Assista à reportagem sobre o museu


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Ao entrar nas instalações do museu, a sensação é que estamos em um espaço vivo. A história da língua portuguesa se  espalha pelas salas, há apresentações em vídeos, monitores interativos e todos podem interagir com as telas, conhecendo um pouco mais da nossa cultura verbal, oral e escrita.

O objetivo é valorizar a língua portuguesa, a diversidade cultural brasileira, apontando a língua como elemento fundamental e fundador da nossa cultura. Paralelamente, há uma série de atividades, como cursos, palestras seminários, apresentações gratuitas, dentre outras.

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>> Veja a apresentação multimídia do Museu da Língua Portuguesa
>> Site oficial, com agenda, dicas e informações úteis
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É um passeio que vale muito à pena para aqueles que estão de passagem pela capital paulista. A gente sai de lá muito mais apaixonado pela língua portuguesa e com uma compreensão infinitamente maior da construção do nosso idioma e de sua importância como elemento firmador de uma cultura e da identidade de um povo.

Projeção de filme sobre a língua
Projeção de filme sobre a língua

São três andares de muita arte. No primeiro, as exposições temporárias. No segundo piso, a grande galeria exibe projeções simultâneas de filmes que valorizam o uso cotidiano da língua, e os totens se dedicam a mostrar as influências e os povos que contribuíram para a formação do nosso português. É lá também que painéis explicam a história da Estação da Luz e jogos eletrônicos possibilitam os visitantes brincarem com a formação das palavras. E no terceiro andar, um auditório onde um filme de dez minutos é exibido sobre as origens da língua portuguesa falada no Brasil.

Se tem um passeio do qual não há como se arrepender, aqui está ele. Vamos valorizar nossa cultura!!!

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Serviço:
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>> Agende suas visitas:
(11) 3326-0775 ou [email protected]
>> Bilheteria:
Terça a domingo, das 10h às 17h.
>> Museu:
Terça a domingo, das 10h às 18h (não abre às segundas-feiras)
Endereço: Praça da Luz, s/nº, Centro – São Paulo – SP
>> Mais informações:
 (11) 3326-0775 ou [email protected]

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Divagando sobre a vida

FelicidadeTem tanta coisa boa que é difícil definir o melhor da vida. Creio que o melhor seja a possibilidade de viver, de fazer escolhas, de construir um caminho, de ter a liberdade de tomar uma curva ou outra, de desistir ou de insistir. O melhor da vida é mesmo viver, com todos os amores e dissabores que há nisso. Algumas escolhas são acertadas, outras se tornam completos desastres. Há o que nos faça feliz, há o que nos faça triste. As contradições é que trazem beleza ao viver, embora esta beleza possa estar coberta de lágrimas e olheiras.

Costumamos associar a beleza ao riso no rosto, à alegria por uma notícia boa… mas há beleza na tristeza também. Uma beleza mascarada por acontecimentos ruins, mas que traz nas suas entrelinhas um aprendizado qualquer, que pode evitar novas lágrimas futuras. Acho que essa é uma maneira bacana, embora supérflua, de encarar a tristeza. É que a tristeza faz parte da vida, integra essa coisa maravilhosa que é seguir em frente, passo-a-passo. Não há como ter uma coisa sem ter outra. Como diriam alguns, é um tempero, um tanto salgado, apimentado demais, mas um tempero.

A vida é recheada de surpresas e talvez não fosse tão legal viver se a previsibilidade fizesse parte do nosso dia-a-dia. Nem todas as suas decisões serão as melhores, mas você não precisa se culpar tanto por isso. Afinal de contas, Felicidadeinúmeras são as vezes que precisamos decidir sem ter qualquer elemento fundamentador. E ainda assim, precisamos decidir. Isso faz parte também. Somos humanos, temos sentimentos, uma personalidade particular que é de cada um. O que é bom pra você, nem sempre é bom pro outro. A sua forma de enxergar o mundo não é a única, nem a melhor, nem a pior. É apenas mais uma.

É difícil conviver, enfrentar a contradição no outro, ter ponto de vista diferente daquele exposto por um alguém. É muito difícil lidar com os fracassos, ver sonhos morrerem, não conseguir realizar projetos. Tanta coisa que pode funcionar mal, que pode dar errado. Mas, por outro lado, há um tanto infinito de coisas que dão certo, que funcionam bem, que nos fazem ficar orgulhosos… É nisso que precisamos concentrar nossas energias. Precisamos olhar mais para o lado, aproveitar melhor as pequenas coisas que podem fazer uma grande diferença. Tem um colorido todo especial ao nosso redor, e simplesmente passamos inertes por ele. É mesmo difícil viver. Mas pode ser bem mais prazeroso do que normalmente pintamos.

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Espiritualidade: Mente sã em um corpo são

Vou pedir licença ao poeta romano Juvenal, para utilizar uma de suas frases mais famosas, dentro do contexto que eu quero construir. “Mens sana in corpore sano” foi escrita como parte integrante Espiritualidadede um texto que tenta explicar o que as pessoas deveriam desejar na vida. Para mim, trata de uma expressão que implicitamente fala de equilíbrio. Equilíbrio entre o corpo, nossa parte física e palpável, e a mente, o lado imaterial, espiritual, de cada um. Estar saudável, então, passa a significar algo além dos resultados positivos nos exames médicos de rotina. Ganha um significado maior, que traduz um estado no qual tanto o corpo quanto a mente trabalham em sintonia.

A palavra espiritualidade tem hoje uma conotação pejorativa. Muitos fazem uma associação equivocada e imediata à religião. É como se o cuidado com a espiritualidade tivesse necessariamente de passar por visitas frequentes a algum templo religioso. Não, necessariamente, na minha compreensão de espiritualidade. Cuidar do corpo é até fácil, nos basta fazer os tais exames periódicos, adotar uma alimentação saudável e construir uma rotina que englobe exercícios físicos constantes. Mas cuidar do nosso lado imaterial não é tão simples assim e vai exigir da gente um esforço maior, uma dedicação ao “eu”.

“O ser humano precisa sempre cuidar e orientar seu desejo
para que ao passar pelos vários objetos de sua realização – é irrenunciável que passe – não perca a
memória bem aventurada do único grande objeto que o faz descansar, o Ser,
o Absoluto, a Realidade fontal, o que se convencionou chamar de Deus.
O Deus que aqui emerge não é simplesmente o Deus das religiões,
mas o Deus da caminhada pessoal, aquela instância de valor supremo,
aquela dimensão sagrada em nós, inegociável e intransferível.
Essas qualificações configuram aquilo que, existencialmente, chamamos de Deus.
”
Leonardo Boff

Falar de espiritualidade exige uma compreensão maior do ser humano, a de que ele é resultado da conjugação de espírito e corpo. Boff alerta para a visão atual, distorcida, de que há uma dualidade entre estes dois vértices. “Perdeu-se a unidade sagrada do ser humano vivo que é a convivência dinâmica de matéria e de espírito entrelaçados e inter-retro-conectados”, é o que ele diz em um de seus textos que tratam da espiritualidade. O que sinto diariamente é que precisamos mesmo entender a importância desta conexão. Hoje estamos mais preocupados com o corpo sarado, o cabelo arrumado, o seio empinado. Esquecemos que nosso interior também precisa de Espiritualidadecuidado, e é muito mais delicado.

Não acho que seja fácil se distanciar deste mundo insano, dos barulhos diários, do tic-tac do relógio, das buzinas dos carros, por exemplo. É complexo. Muito, até. Mas é necessário, e quando conseguirmos perceber isso talvez encontremos uma forma de chegar a este estágio de interiorização, do encontro consigo e com Deus, o Deus maior que não está preso aos alicerces de uma igreja qualquer. Nesse processo, o silêncio é importante, a meditação é importante, a concentração em nossas próprias energias também.  Imprescindível é se afastar da aceleração social, buscar um lugar calmo, tranquilo, sossegado, aquele lugar que transpira paz.

“Por fim o ser humano possui profundidade.
Tem a capacidade de captar o que está além das aparências, daquilo que se vê, se escuta,
se pensa e se ama. Apreende o outro lado das coisas, sua profundidade.
As coisas todas não são apenas coisas. Todas elas possuem
uma terceia margem. São símbolos e metáforas de outra realidade
que as ultrapassa e que elas recordam.
”
Leonardo Boff

Podemos nos esforçar um pouco mais. Podemos aceitar essa complexidade do nosso ser. Podemos, depois disso, buscar a mente sã em um corpo são. É só dedicarmos um pouquinho do nosso tempo àquele momento da consciência que nos ajuda a compreender o sentido e o valor do mundo, que nos ajuda a nos compreender como parte de um todo. Boff fala na necessidade de o homem “experimentar a sua própria profundidade”. Gente, o que eu estou falando aqui é de uma atitude nova. Mas uma atitude em relação a você mesmo. Pode parecer bobagem, exagero, insignificância… mas nós não precisamos deixar apenas parecer, se podemos praticar e tirar as nossas conclusões com relação a isso.

Esse post daqui é um convite. Um convite para que todos nós nos dediquemos um pouco mais ao que os outros não podem ver com os olhos, mas podem sentir com suas almas. A gente pode se despir dos preconceitos e pensar na ideia. Pelo menos pensar na possibilidade de sair dessa loucura em algum momento da sua semana, do mês, e colocar em prática a possibilidade de dedicar estes momentos a cuidar do seu interior. Não tem uma fórmula secreta, porém há iniciativas. Uma oração, uma meditação, alguns momentos dedicados à reflexão… Que tal?

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Pompoarismo: para melhorar o sexo e aumentar o prazer

Se você é daquelas que acredita que vale tudo para dar uma incrementada na relação sexual, não pode deixar de ler esse post até o fim. Porque o pompoarismo, uma técnica oriental muito antiga, tem o propósito de intensificar o prazer e a satisfação sexual tanto seu quanto do seu parceiro. Como isso é possível? Através de alguns exercícios de treinamento do músculo pélvico, que vai intensificar a musculatura vaginal a tal ponto que você será capaz de realizar alguns movimentos e proporcionar um prazer maior ao parceiro.  

Kit básico do pompoarismo, com vibrador, ben-wa e o manual
Kit básico do pompoarismo, com vibrador, ben-wa e o manual

O desenvolvimento da técnica começou lá atrás, na Índia. No século XX, foi utilizada por gueixas japonesas e prostitutas tailandesas para melhorar o resultado do ato sexual e, em seguida, para ganhar dinheiro com apresentações eróticas em que fumavam cigarro e arremessavam objetos com a vagina. No cinema, quem não lembra da cena de “Priscilla, A Rainha do Deserto”, em que uma mulher atira uma bolinha de pingue-pongue na platéia durante um espetáculo erótico? Pois é, ali é um retrato do pompoarismo.

Muita gente se pergunta: como começar? A dica dos especialistas é que, em primeiro lugar, você visite sua ginecologista para ver se está tudo direitinho. Se está tudo ok e você já tem mais de 18 anos, já pode dar início aos exercícios. Os especialistas também ressaltam que pode parecer um pouco difícil no início, mas que é preciso ter persistência . Há duas formas de aprender os movimentos. A primeira, participando de alguns cursos que são oferecidos, ou então comprando os acessórios e o manual e colocando em prática.   

Ben-wa: bolinhas unidas por um cordão, utilizadas nos exercícios
Ben-wa: bolinhas unidas por um cordão, utilizadas nos exercícios

Que acessórios são esses? O ben-wa é um par de pequenas bolinhas unidas por um cordão bem fino. É indicado para treinar os movimentos de sucção, expulsão e fortalecimento dos músculos circunvaginais. Além de melhorar a qualidade do orgasmo, evita o afrouxamento da região pélvica, que perde a firmeza com a idade ou com partos normais sucessivos. Outro aparelhinho indispensável é o vibrador, utilizado para aumentar a intensidade das contrações e o domínio sobre a musculatura vaginal. E o manual, claro, que detalha todo o processo.

Se animou com a ideia de melhorar seu desempenho sexual? Agora é só adquirir um kit e mandar ver nos exercícios. Ah, e se você já praticou, deixa um comentário por aqui. Vai ser bacana dividir as experiências!!!! Agora veja alguns exercícios iniciais que podem ser praticados em casa e saiba onde comprar os kits e dar início ao pompoarismo.

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Comece agora
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Abaixo seguem cinco exercícios retirados de um artigo escrito pelo ginecologista e obstetra Dr. Newton Valdir Bringmann e publicado na Revista Cláudia. A indicação que estes movimentos sejam feitos diariamente, tanto pela manhã quanto pela noite, em três séries de quinze ou vinte repetições para cada um. Ele também esclarece que não são fáceis no início, mas que a prática diária trará resultados em algumas semanas. Aos exercícios, então:

1-) Sente-se em uma cadeira e apóie as mãos nas coxas. Deixe os pés paralelos e distantes 20 centímetros um do outro. Contraia os músculos da vagina como se apertasse algo dentro dela. Conte até três e relaxe. Aumente a contagem gradativamente até chegar a dez.
      Variação: contraia e relaxe os músculos rapidamente. Para acertar o ritmo, imagine que acompanha uma respiração. 

2-) Recoste-se na cama e deixe as pernas separadas e semi-flexionadas. Insira um dos dedos na vagina e tente apertá-lo o mais que puder. Caso não sinta nenhuma pressão insira dois dedos. Volte a se exercitar com um dedo quando a musculatura estiver mais treinada.
      Variação: tente sugar o dedo com a vagina. Conte até três antes de relaxar. 

3-) Deite-se num colchonete e deixe os braços ao longo do corpo. Flexione as pernas. Essa é a posição inicial. Eleve o quadril e o dorso e fique apoiada sobre os ombros e os pés. Ao elevar o quadril, contraia os glúteos. Volte a posição inicial e relaxe os glúteos.
      Variação: Na posição inicial, contraia o ânus em três tempos, sem relaxar: primeiro levemente. Em seguida mais forte e depois com toda a intensidade que conseguir. Fique assim e contraia a vagina como se sugasse alguma coisa com ela. Conte até três e solte os músculos devagar: Primeiro os da vagina, depois os do ânus. 

4-) De pé com as pernas semi-flexionadas, coloque as mãos na cintura e deixe os pés paralelos e distantes 20 ou 30 centímetros um do outro. Mova a pélvis para cima e para frente. Ao fazer isso, contraia a parte interna da vagina. Segure, conte até três e relaxe.
      Variação: Faça um movimento contínuo e circular, como se usasse um bambolê, só que em quatro tempos:
                                   1-) Mova a pélvis para cima e para frente;
                                   2-) Leve o quadril para a esquerda;
                                   3-) Jogue o bumbum para trás;
                                   4-) Leve o quadril para direita. 

Mais exercícios básicos
>> Dicas 01
>> Dicas 02

Para comprar os acessórios
>> Pompoarismo.com
>> Pompoarte
>> Manual para os meninos

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Como combater a dengue

Você tem uma tarefa importantíssima a cumprir a partir de hoje: impedir o acúmulo de água parada. O que isso tem a ver com a dengue? Absolutamente tudo. A reprodução do mosquito aedes aegypti, agente transmissor da doença, acontece nos recipiente de armazenamento de água, tanto nas áreas Campanha contra a denguesombrias, quanto nos locais ensolarados. Se a água é da chuva, da torneira ou do botijão reciclável, não importa. Basta que o líquido esteja acumulado em qualquer lugar para que tenhamos o habitat ideal para os mosquitos se multiplicarem. O que isso significa? Que é muito, muito difícil conseguir conter a proliferação do mosquito, e que precisamos nos unir nesta batalha.

Alguns posts atrás eu falava da questão da educação cidadã, a história da contribuição de cada um com o objetivo de construir uma sociedade melhor para todos. Pois é. Chegou mais um momento de vestirmos a camisa da luta de combate ao mosquisto da dengue. Só para dimensionar os estragos que ele tem feito por aí, das cerca de 50 a 100 milhões de pessoas que são infectadas por ano em mais de 100 países, aproximadamente 550 mil vão parar em um hospital. O dado mais alarmante vem a seguir: segundo levantamento da Organização Mundial de Saúde, 20 mil infectados morrem em consequência da dengue.  Pois é, meninas e meninos. Não estamos falando de pouca gente não.

E o pior é que cada um só vai começar a se preocupar mesmo depois que alguma tragédia acontece na família ou na vizinhança. Até lá permanecemos passivos, assistindo às notícias na tevê. Nós não precisamos deixar acontecer o pior. Nem precisamos sentar de braços cruzados a esperar alguém fazer alguma coisa. Podemos, aliás devemos, nós mesmos, começar a agir neste exato momento, para tentar conter esta epidemia que está instalada em nosso País. Nossa querida Bahia já presenciou 15 mortes nos últimos dias. Precisamos dar um basta nisso, arregaçar as mangas e abraçar esta causa. Não dá para sentar e aguardar. Neste caso, como a reprodução do mosquito é facilitada, uma ação isolada é insuficiente para produzir o efeito desejado.

Mosquito da dengue================
>> O que é a dengue?
>> Como acontece a transmissão?
>> Reconheça os sintomas da dengue
>> Como é o tratamento?
>> Como se prevenir?
>> Saiba como evitar as picadas do mosquito
>> Medidas para eliminar os locais de reprodução do mosquito
>> Veja as perguntas mais frequentes sobre a dengue
>> Conheça o programa nacional de controle da dengue
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Depois de ler todas as informações necessárias para enfrentar este grave problema de saúde pública, é só colocar em prática. Lembremos, no entanto, que praticar apenas não é suficiente. O trabalho de combate à proliferação do mosquito da dengue é um trabalho que exige também uma nova postura, de conscientizar as pessoas que estão ao nosso redor, para que cada uma também dissemine esta ideia. Juntos, ninguém nos vence. A sociedade unida é imbatível. E não será um mosquito tão pequenino que vai nos derrotar. E então? A fim de entrar nessa luta também? E de se fazer a promessa de multiplicar estas informações, mobilizando sua comunidade ? Vamos lá, então!

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Warat: por uma nova filosofia do direito

Luis Alberto Warat

“Amar y participar de un aula es la misma cosa.
Si no se puede crear un clima mágico, lo mejor es desistir
.”
(Luis Alberto Warat)

Ouvi falar em Luis Alberto Warat durante uma aula de hermenêutica jurídica. O professor da disciplina, Clovis, advogado militante da causa dos sem-terra, já tinha conquistado o meu respeito um semestre antes, durante as discussões que provocou quando tentava nos fazer compreender os ensinamentos da filosofia do direito. Para mim, o fato de ele mencionar o nome de Warat já significava muita coisa. Lembro de ter pesquisado um pouco sobre ele na época e de ter desenvolvido uma admiração pelas suas ideias sobre a necessidade de humanizar mais o direito. Mas admiração mesmo nasceu ao vê-lo ali, em minha frente, junto com mais um grupo de dez alunos em círculo, discutir arte, amor e sensibilidade em pleno curso de ciências jurídicas.

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Quer saber quem é Warat?
>> Veja vídeos do professor falando sobre sua história pessoal, formação intelectual e visão do futuro (em espanhol)
>> Acesse o currículo de Warat no CNPQ
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Lembro claramente da primeira pergunta que Warat fez àqueles alunos em início de curso, igualdadeansiosos por respostas a tantas dúvidas. Ele queria saber o que era direito. E por incrível que pareça, ficamos todos calados. Acho que por dois motivos especiais. O primeiro deles, porque quem estava perguntando era ninguém menos que Warat. E havia aquele receio comum de falar alguma coisa precipitadamente. E, segundo, porque o conceito de direito, embora pareça algo tão claro, é motivo de divergência entre os estudiosos mesmo. Alguns acreditam até que nem deve ser considerado ciência, embora eu não compactue com esta visão. Mas o fato é que após os segundos iniciais de silêncio, começamos, aos poucos, arriscar alguns palpites e participar da discussão. E entre um pitaco e outro, um aluno levantou a questão do direito x igualdade.

Claro, pensamos todos naquele momento, o direito precisa incidir de forma igualitária sobre todos. Ou, melhor dizendo, o direto deve tratar de forma igual todos os membros da sociedade. Foi quando Warat nos alertou, em seu espanhol arrastado aos nossos ouvidos atentos: Não. A função do direito não é tratar todos de forma igual. Pelo contrário, deve o direito tratar os desiguais de forma desigual, para que, aí sim, cheguemos perto de uma igualdade material. Não podemos viver diante de uma igualdade formal (aquela que sobrevive apenas nas letras da lei), mas precisamos de uma igualdade substancial (real, na qual os pares brigam judicialmente nas mesmas condições). Bastou para me fazer apreciar o pensamento de Warat e fazer mudar a compreensão que aquela caloura do curso de direito tinha construído até ali, reforçada pouco depois pelos ensinamentos de Hannah Arendt.

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Warat escreveu e você não pode deixar de ler:
>> Amor tomado pelo amor
>> Por quem cantam as sereias
>> A ciência jurídica e os seus dois maridos
>> Os quadrinhos puros do direito
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sensibilidadeEm sequência, uma nova reflexão, desta vez sobre a importância da sensibilidade aos operadores do direito. E eu concordei imediatamente após breves divagações que foram amadurecendo ao longo do curso. Os litígios judiciais são longos, recheados de conflitos. E no meio disso tudo existe uma coisa chamada processo (o meio de solução dos conflitos) e outra chamada procedimento, que são regrinhas que determinam a forma de andar do processo. A questão é que a coisa é tão cheia de detalhes, de prazos, de exigências, de burocracias… que em um determinado momento os operadores do direito esquecem que ali naqueles milhões de páginas amontoadas existem pessoas que precisam de uma resposta justa aos seus problemas. Esquecem que ali naquelas linhas existem sentimentos, expectativas, dores, sofrimento…

“O Amor é expressão de conciliação, de mediação,
frente à segregação do universo, é o anseio do homem
”
(Platão, em O Banquete)

A sensação é que cada uma daquelas pessoas que vai buscar uma prestação jurisdicional do Estado acaba se transformando em mais um número. Só que desta vez, o número do processo. E com tantas normas, tanta questão prática a se resolver, esquecem as pessoas que lidar com problemas de outras pessoas exige mais do que mero conhecimento de regramento jurídico. Exige compreensão, exige sensibilidade e, como pontua Warat, exige amor. Não apenas pela profissão, mas pelo outro, pelas pessoas…  E por isso mesmo é que ele defende uma modificação sistemática no ensino do direito. Não mais nos tornaremos decorebas de códigos, mas, agora, nos tornaremos humanos. É o que mais precisamos nesse momento, nos tornar mais humanos para que consigamos compreender que por trás de cada processo há vida.

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Nossa credibilidade é mérito de vocês!

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Queridos leitores e leitoras, o Conversa de Menina completa nesta terça-feira, seu terceiro mês de vida. Para nós é uma honra muito grande comemorar essa data com todos os que diariamente leem nossas crônicas, reflexões e reportagens. Prometemos não deixar a chama se apagar e continuar em busca de temas que incentivem o debate saudável e a rica troca de experiências. Sabemos que a credibilidade que o Conversa vem adquirindo é mérito de vocês também, que nos acessam, deixam seus comentários, fazem sugestões e divulgam o nosso trabalho. Muita obrigada, vocês todos são um presente nas nossas vidas!

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8 de março, dia da mulher: o que saiu na imprensa?

Dia da MulherA ideia deste post é reunir as principais matérias que foram divulgadas na imprensa neste domingo especial, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Os temas são diversos, mas a proposta é a mesma: homenagear!

A todas as meninas de plantão, um feliz Dia da Mulher!!! Temos muito a comemorar, mas importante mesmo é renovar, neste dia, as forças e a esperança que guiam nossos caminhos em busca de condições melhores de vida, de novas conquistas, do reconhecimento do nosso valor como profissionais.

É isso, meninas! Vamos adiante, sempre com a cabeça erguida, olhando firme pra frente, dando um passo de cada vez, porque temos muita coisa ainda a conquistar. E como já dizia Cazuza, o tempo não para. Beijos a todas e sintam-se fortemente abraçadas nesta data!!! 

>> Pelo mundo
                – Dia da mulher tornou-se internacional após revolução, violência e mortes
               – Veja a lista das 15 mulheres que fazem diferença no mundo
               – Rússia tem 400 profissões proibidas mulheres

               – As iraquianas e as cicatrizes mentais da guerra
               – Fotos: Elas saíram às ruas para protestar
               – A vida secreta das princesas do harém
>> Política e economia:
               – Especialistas defendem leis e mudança cultural para ampliar participação feminina na política
               -Vídeo: Participação nos diversos setores da economia
>> Esportes:
               – A história de quatro mulheres que mudaram o futebol
>> Saúde:
               – Programe seus exames médicos dos 20 aos 50 anos
               – Vídeo: mais de 500 mil mulheres morrem ao ano durante gravidez
>> Comportamento:
               – Barbie, ícone da mulher sempre jovem, chega aos 50
               – Vídeo: Trabalho fora de casa x tarefas domésticas
              
>> Protestos:
               – Passeata rosa na orla do Rio de Janeiro
               – Ato pela legalização do aborto em São Paulo

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Amamente seu filho (e doe o que sobrar!!!)

AmamentaçãoO aleitamento materno é de extrema importância para o bebê. Isso porque o leite materno tem tudo o que o seu filho precisa até ele completar seis meses de vida. É por esta razão que, até lá, ele é suficiente para manter a criança bem nutrida e saudável. A partir daí, sim, serão acrescentados novos alimentos à dieta. E quem vai fazer isso é o pediatra que acompanha a criança. Porque tão importante quanto amamentar é acompanhar a saúde do bebê, com um médico especialista. O período de amamentação varia, mas os médicos falam que até os dois anos de idade a criança pode mamar numa boa. Além do mais, a amamentação traz um série de benefícios tanto para a mamãe, quanto para o filho [veja informações abaixo].

De tão indispensável que é o leite materno, a rede pública de saúde passou a se preocupar com aqueles pequeninos que não conseguem se alimentar diretamente no seio da mãe ou que não têm a mãe para amamentá-los, que são prematuros ou portadores de alguma enfermidade. Um número grande deles está internado em UTIs neonatais, necessitando do leite daquelas mães que produzem uma quantidade superior à necessidade de seu filho. Assim, foram criados os bancos de leite humano, que recebem doações do alimento. Banco de LeiteO Brasil é reconhecido pela OMS como o País que tem a melhor rede de banco de leite humano. Mas, ainda assim, faltam doadoras. Muitas nem sabem que podem doar, outras têm receio de o leite acabar… As dúvidas são muitas.

Na semana da mulher, o Conversa de Menina decidiu incentivar a campanha de doação de leite materno, reunindo aqui as informações necessárias para que você, mamãe em período de amamentação, possa colaborar e fazer este ato de amor e solidariedade. Para facilitar a busca daquelas que ainda não sabem como fazer para se tornar uma doadora, segue logo abaixo uma série de esclarecimentos e links úteis, que vão ajudar a eliminar toda e qualquer dúvida sobre o assunto. Ah, mais um dado bacana é que tem banco de leite que vai buscar a doação na casa da mulher, no horário mais conveniente a ela. É isso, meninas, vamos abraçar essa campanha, e, meninos, alertem suas esposas, namoradas e amigas. Com um pouquinho de leite, a gente pode fazer muito!

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Quem pode doar?*
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>> Para ser doadora de leite materno a mulher deve estar plenamente saudável. Mães portadoras de doenças infecto-contagiosas, como AIDS, não podem nem mesmo amamentar seus próprios filhos com o risco de contaminá-los;
>> A doadora não pode fumar, beber ou tomar medicamentos;
>> Antes da possível coleta, a doadora deve mostrar seu cartão de pré-natal e passar por uma avaliação clínica;
>> Em alguns municípios a coleta pode ser feita em casa; a mãe telefona para o serviço responsável e os profissionais vão até ela recolher o leite;
>> Ao chegar ao banco, o leite passa por um rigoroso controle de qualidade, sendo pasteurizado para eliminar bactérias e vírus.
>> Para saber mais e tirar dúvidas, ligue para o Disque-Saúde: 0800 61 1997.

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Quero ser uma doadora!
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>> Saiba como doar o leite humano
>> Como eu retiro o leite do peito?
>> Aprenda a se preparar, armazenar e transportar o leite
>> Encontre um banco de leite em sua região
>>
Ainda tenho dúvidas!

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Amamentação – dicas e recomendações*
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>> Antes de começar a dar de mamar, lave as mãos.
>> A melhor posição para amamentar é aquela em que você e o seu bebê se sentirem mais confortáveis. Não se apresse, deixe o bebê sentir o prazer e o conforto do contato com seu corpo;
>> Cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar, o que deve ser respeitado. Dei­xe-o mamar até que fique satisfeito. Espere que ele esvazie bem a mama e então ofereça a outra, se ele quiser.
>> O leite do fim da mamada tem mais gordura e por isso mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso;
>> Na primeira mama, o bebê suga com mais força porque está com mais fome e assim esvazia melhor essa mama. Por isso, sempre comece com aquela que terminou a última mamada, para que o bebê tenha a oportuni­dade de esvaziar bem as duas mamas, o que é importante para a mãe ter bastante leite.
>> Se a pegada do bebê no peito não estiver correta, procure corrigi-la. Se o peito estiver muito cheio, tornando a mamada difícil, retire um pouco do leite antes, para ajudar o bebê a mamar. Se não houver melhora, procure ajuda num serviço de saúde.
>> Quando o leite fica empedrado, é preciso esvaziar bem os seios. Não deixe de amamentar, ao contrário, amamente com freqüência, sem ho­rários fixos, inclusive à noite. Retire um pouco de leite antes de dar de mamar, para amolecer a mama e facilitar para o bebê pegar o peito. Se houver piora, procure ajuda num serviço de saúde.
>> Para manter sempre uma boa quantidade de leite, amamente com freqüên­cia, deixando o bebê esvaziar bem o peito na mamada. Não precisa oferecer outro alimento (água, chá, suco ou leite). Se o bebê dorme bem e está ganhando peso, o leite não está sendo pouco.
>> Não existe leite fraco! Todo leite materno é forte e bom, desde que a mamãe sempre cuide de sua própria saúde. Apesar disso, a cor do leite pode variar;
>> Nem todo choro do bebê é sinal de fome. A criança chora quando quer aconche­go, quando tem cólicas ou sente algum desconforto;

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Benefícios da amamentação*
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### Para o bebê:
>> Crianças que mamam têm menos risco de sofrer de doenças respiratórias, infecções urinárias ou diarréias, problemas que podem levar a internações e até a morte. O bebê amamentado corretamente, no futuro terá menos chance de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
### Para a mãe:
>>A mulher que amamenta corre menos risco de contrair câncer de mama e de ovário. Amamentar também ajuda a mulher a voltar ao peso normal mais rápido.

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 Leia também:
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>> Amamentação e alimentação saudável para crianças pequenas
>> Aleitamento x mulheres infectadas pelo HIV – Recomendações
>> Doação de leite humano – Experiência de mulheres doadoras

 

*Fonte: Ministério da Saúde.

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Homens x mulheres: viva às diferenças!

Sim, somos diferentes. E não há por que investirmos nosso tempo tentando ficar iguais. Iguais precisamos ser apenas perante as leis, quando o assunto são os direitos e garantias fundamentais. Em todo o resto somos diferentes e isso é motivo de orgulho. Nós, mulheres, temos órgãos sexuais diversos, podemos carregar em nosso ventre uma vida, menstruamos uma vez por mês. Em regra, somos mais sensíveis, observamos melhor os detalhes, tendemos a amplificar, a potencializar o nosso lado emocional.

homem e mulher

As distinções parecem não findar e extrapolam o campo do “achismo”. A ciência já comprovou e não se cansa de estudar o “dimorfismo do cérebro”. Esta busca pela qualificação das diferenças começou há anos, mais de um século atrás, quando pairava no ar a máxima de que o homem era mais conhecedor do que a mulher. Se achando mais inteligentes, eles começaram a buscar formas de ratificar a teoria. Decidiram pesar os dois cérebros e, de fato, o masculino apresentou gramas a mais. Mas a estrutura masculina tem mesmo um peso superior…

Os primeiros sinais concretos de que nossos cérebros funcionavam de maneira distinta foram identificados lá pelos idos da década de 70. Estudiosos descobriram que as sinapses (contato entre os neurônios, em uma definição bem simplista) eram numericamente diferentes para homens e mulheres. No final do ano passado, cientistas espanhóis divulgaram que o cérebro masculino possuía 30% a mais de conexões entre os neurônios no neocórtex temporal, o que indicava que eles e elas processam de forma diferente as informações relacionadas a eventos sociais e emocionais, por exemplo.

Em Viena, há uns dois anos, a especialista em medicina de gênero norte-americana, Marianne Legato, assinou um artigo na revista “Profil”, no qual defende que os sexos possuem características próprias e que estas interferem diretamente no tratamento que deve ser dispensado ao paciente. homemxmulherRevelou ainda que é preciso investir em estudos mais detalhados sobre o assunto, para que seja possível adaptar os tratamentos clínicos não apenas à condição médica do paciente, mas também a seu gênero.  

E se fizermos mais algumas buscas, acharemos dezenas de pesquisas acadêmicas devotadas a dissecar o que fazem de homens e mulheres seres tão particulares. Elas levam em conta fatores tão peculiares, como o enfrentamento da dor, o processo de luto, a percepção do comportamento paterno, o consumo excessivo do álcool… Isso só para ilustrar alguns exemplos. Aí a gente lê que mulheres funcionam melhor nos trabalhos em equipe; que têm ideias mais interessantes sobre modelos de liderança; que interpretam melhor uma expressão facial… É tanta experiência em andamento pra tentar compreender a coisa que nós, leigos no assunto, acabamos confusos.

Para a gente, então, basta entender que somos diferentes. Que temos necessidades diferentes, que reagimos de forma diversa diante das mais variadas situações. É suficiente. A gente precisa é aceitar que cada um é cada um e que, inclusive dentro de um mesmo sexo, as diferenças entre os indivíduos são incomensuráveis. Nos basta, portanto, aceitar as dissemelhanças no outro, e construir uma relação de convivência harmônica, baseada justamente no respeito a essas diferenças… Nos basta aceitar que somos diferentes e que somos especiais justamente por isso. Às vezes, nos basta muito menos do que imaginamos.

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