
Quem tem filhos pequenos vai apreciar essa dica. A escritora Roberta Palermo criou um manual de instruções para ajudar mães e babás, tanto do ponto de vista do relacionamento justo entre empregadora e colaboradora, quanto com informações sobre adaptação da babá à rotina familiar, conhecimento da legislação trabalhista para os dois lados, além das orientações sobre como lidar com conflitos.

Para a autora, a babá é hoje uma das profissionais mais importantes na vida das famílias. A relação entre mãe e babá, no entanto, nem sempre é equilibrada e harmoniosa. Muitas dúvidas permeiam o relacionamento, da falta de informações básicas sobre os direitos da babá até o que realmente deve ser delegado a ela. Para esclarecer o papel de cada uma, Roberta Palermo, que é terapeuta de família, idealizou o livro Babá/Mãe – Manual de instruções, lançamento da Mescla Editorial. A obra traz orientações tanto para a mãe quanto para a babá. Entrelaçados, os dois guias orientam e oferecem dicas essenciais que visam a educação e o bem-estar da criança.
Resultado de um trabalho de dois anos, incluindo uma longa pesquisa para a monografia da terapeuta e a experiência adquirida no curso de formação para babás que ela coordena há cinco anos, o livro esclarece dúvidas e aborda questões para aproximar mãe e babá.

A obra é dividida em duas partes, contemplando os dois lados. O “Guia para a babá” traz dicas eficazes para que as babás exerçam o seu trabalho de maneira produtiva e alegre. Entre os temas abordados estão os benefícios e as dificuldades da profissão; a melhor maneira de se adaptar à rotina da nova família; o que fazer quando não se concorda com as regras estabelecidas pela mãe da criança; e como transmitir aos pais segurança e responsabilidade.
Já no “Guia para a mãe”, a autora mostra o papel da babá na educação da criança, destacando o que as mães podem – e o que não podem – esperar e cobrar dela. O guia reúne dicas práticas para encontrar uma boa babá, ajudá-la a se adaptar ao trabalho, à rotina da casa e à família e mostra que a babá deve ser uma parceira da família nos cuidados com a criança.

A autora aborda também aspectos importantes da legislação trabalhista.
O prefácio da obra é assinado pelo pediatra Eduardo Juan Troster, médico coordenador do CTI Pediátrico do Hospital Albert Einstein.
Ficha técnica:
Babá / Mãe – Manual de instruções – Guia para a mãe / Guia para a babá
Autora: Roberta Palermo
Editora: Mescla Editorial
Preço sugerido: R$ 33,90
160 páginas
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Visite o site da editora www.mescla.com.br
Visite também o site da autora: www.robertapalermo.com.br

Câncer – Direito e Cidadania
Meninas, longe de mim querer que vocês virem “amélias” como aquelas de antigamente, que esquentavam a barriga no fogão e esfriavam no tanque, mas eu, particularmente, adoro cozinhar. Como sempre têm aqueles que mal sabem diferenciar uma frigideira de uma panela de arroz e há ainda os que nem sequer fritam um ovo, sempre surgem aqueles manuaizinhos de culinária que são literalmente uma “mão na colher”. Na medida do possível e do tempo corrido, adoro testar receitas. O lançamento mais recente na área é uma coleção em quatro volumes da Larousse do Brasil, chamada Cozinha Passo a Passo, escrita pela americana Keda Black, que aprendeu a cozinhar com a avó. Vó é o canal quando se trata de aprender a cozinhar de forma gostosa e simples e passo a passo é o método, porque aprender a cozinhar exige uma certa dose de paciência digna de alquimista. A coleção da Larousse tem ao todo quatro títulos: Pratos Básicos, Confeitaria, Chocolate e Cozinha Italiana. O primeiro já está nas livrarias, Pratos Básicos, que é para quem não sabe cozinhar nada, nem água fervida para dissolver nescafé, começar a experimentar a coisa pelo começo mesmo, fazendo receitinhas simples como molhos, um franguinho assado bem tenro, um arroz soltinho e coisas assim, cotidianas e deliciosas.
Cozinha Passo a Passo – Pratos Básicos
Maternidade Interrompida
O escritor Caio Fernando Abreu, citado no post abaixo sobre o
História Ilustrada do Vestuário

Estava hoje em um consultório médico e comecei a folhear uma revista. Era de maio deste ano, mas o tema da reportagem de capa, o abuso sexual contra crianças e adolescentes, continua muito recente e recorrente, para a vergonha deste país. Diariamente, basta abrir as páginas policiais dos jornais para se deparar ao menos com uma nota do tipo: “padrasto é preso por abusar de enteada” ou “pai estupra a filha”. É doloroso para quem tem filhos pequenos pensar que existem crianças que não encontram abrigo e proteção dentro de casa, que são traídas por aqueles em quem deviam confiar. Sim, porque o abusador na grande maioria dos casos é alguém muito próximo da criança. O pai, ou irmãos, primos mais velhos, tios, padrastos, vizinhos, amigos da família que se aproveitam da proximidade e da confiança que as crianças têm neles para violentá-las. E a pedofilia na internet? Cresce assustadoramente e as pessoas simplesmente acham que clicando em outros sites se livram do problema. Sem contar que, nos casos em que a violência resulta em gravidez, muitas vezes de meninas de nove, dez anos de idade, se discute mais se é cristão ou moralmente correto um aborto do que o fato de que uma criança foi molestada, estuprada e ainda corre risco de vida.
frequencia, que não podem, não devem ser empurrados para baixo do tapete. Cabe a nós, cidadãos, cobrarmos para que a lei seja mais rígida na hora de punir o abusador e o estado mais responsável para acolher a vítima. Não basta apenas garantir que o nosso filho navegue em páginas seguras, isso é imprescindível, mas somente quando começarmos a nos preocupar também com os filhos dos outros vamos ser uma sociedade evoluída. O acolhimento é fundamental para reconstruir o emocional dilacerado de quem sofre abuso. Pensem nas marcas que essas crianças irão carregar pelo resto da vida e no que elas podem se transformar devido a esse trauma. Muito tem se falado do tema abuso ultimamente, devido as excentricidades do cantor Michael Jackson, morto em junho passado. O comportamento do artista ao longo da vida sempre foi associado aos maus-tratos e abusos sofridos na infância. Mas, vamos olhar, por minuto que seja, para vida real e não para o faz-de-conta da vida de um astro pop. Vamos esquecer um pouco as notícias dos tabloides ingleses ou americanos e pensar no drama de uma criança que mora aqui mesmo no Brasil, no nosso Estado, que pode até ser nossa vizinha de porta. Vamos pensar na humilhação que essas crianças sofrem, na dor que carregam para o resto da vida, na falta de confiança em si mesmas e nos seus semelhantes, no fato de que, quando uma criança é ferida e cresce traumatizada, a esperança do que ela poderia vir a ser e a esperança do que nós, como sociedade, poderíamos vir a ser, morre. Que Michael Jackson descanse em paz, mas que todos nós, cidadãos, não tenhamos descanso na campanha contra a violência!
Cicatrizes – Relatos de Violência Sexual
Geralmente, a história da colonização só é contada pela ótica masculina, principalmente porque nas origens do nosso país, boa parte das mulheres que aqui chegaram vieram por obrigação: ou porque seguiam os maridos, militares portugueses, donatários ou sesmeiros com a tarefa de povoar a colônia e dela extrair riquezas para Portugal, ou eram órfãs mandadas para o país pela Coroa, para se tornarem esposas dos primeiros colonos.
As outras mulheres que já viviam aqui quando da chegada dos portugueses, eram as indigenas. Boa parte delas foi estuprada e transformada em escrava. A partir de meados do século XVI, com o início do tráfico negreiro para o Brasil, as africanas também teriam o mesmo destino. A violência porém, embora caísse com muito mais força sobre as índias e negras, não deixava de atingir as mulheres brancas, que enfrentavam desde os riscos da travessia do Atlântico (o que também acontecia com as africanas confinadas nos navios negreiros), até o casamento forçado e a violência doméstica. Inclusive, as sinhás – segundo Gilberto Freire detalha em Casa Grande & Senzala – costumavam se vingar dos maus-tratos sofridos dos maridos, nas escravas com as quais os senhores costumavam deitar. Além da violência sexual por parte dos donos dos engenhos, as mucamas sofriam também castigos físicos impostos pelas senhoras ressentidas. É de se imaginar onde estaria a solidariedade feminina naquele período? A resposta é que estava soterrada sob camadas de ódio racial. A solidariedade existia, mas entre os grupos étnicos, com raras excessões.
Vida de Mulheres
Se você anda pensando em receber a visita da cegonha, vale a pena dar uma lida antes no livro Coisas que ninguém conta sobre a chegada do bebê, um divertido e realista guia de maternidade para marinheiras de primeira viagem, de autoria da educadora e advogada Gabriela Orsi, lançado este mês pela editora Palavra & Prece.
Gabriela Cancilieri Orsi, paulista de Piracicaba, é casada e mãe de uma filha. Formada em magistério, trabalhou durante anos na educação de crianças na Rede Salesiana de Ensino. Em 1999 graduou-se em Direito e é pós-graduanda em Direito Comercial. Foi agraciada com certificado pela Universidade de Missouri, reconhecido pelo departamento de Justiça Criminal dos EUA, e participou da formação da primeira Associação de Estudos Forenses da América Latina, em Córdoba, Argentina.
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