Feira de Saúde e homenagem às mulheres do Axé

Painelque cerca a Praça de Oxum, na Casa Branca, de autoria do artista plástico baiano Bel Borba / Crédito: Secretaria de Cultura da Bahia
Painel que cerca a Praça de Oxum, na Casa Branca, de autoria do artista plástico baiano Bel Borba / Crédito: Secretaria de Cultura da Bahia

Neste sábado, 26, das 9h às 17h, acontece a VII Feira de Saúde da Casa Branca, na praça de Oxum – Terreiro da Casa Branca, Engenho Velho da Federação. Ao longo do dia, diversos serviços serão prestados à comunidade do bairro, como medição da pressão arterial e glicemia. No mesmo dia, às 17h, após a feira, acontece uma homenagem a sete mulheres ligadas ao Candomblé na Bahia: Mãe Tatá, Mãe Stela de Oxóssi, Mãe Raidalva, Makota Valdina, Ekedy Sinha, Ekedy Lurdinha Siqueira e Alaide do Feijão; além do lançamento da Rede de Mulheres de Terreiros da Bahia.

Estandes montados pela Secretaria Municipal de Saúde reunirão informações sobre prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis, a exemplo de DST/Aids, orientações sobre saúde bucal e saúde da mulher. Haverá também vacinação de cães e gatos e programa de prevenção às zoonoses.

Na abertura da feira de saúde, o ogan Arielson da Conceição e a Ekedy Sinha, ambos da Casa Branca, darão as boas-vindas aos participantes. Depois, a professora de enfermagem da UFBA, Luiza Huber, ministrará aula pública sobre exercícios de respiração e alongamento. A partir das 11 horas será realizada uma gincana com as crianças e jovens com o tema “saúde ambiental”. As tarefas estarão relacionadas a atitudes sustentáveis no uso dos recursos naturais.

Para completar, os estudantes de Nutrição da UFBA farão, a partir das 12 horas, uma oficina sobre Alimentação e Nutrição, explicando o valor dos alimentos e como podem ser melhor utilizados. Já ás 14 horas, será realizada uma mesa redonda com o tema: “O diálogo pelas águas, a saúde das mulheres e as políticas para a população negra”. Uma das presenças confirmadas é a de Gersoney Brandão, chefe do escritório de coordenação de ajuda humanitária da Missão da ONU no Sri Lanka, país localizado no Sul da Ásia. 

A Feira será encerrada com as premiações da gincana e apresentações culturais.

Serviço:
 O quê: VII Feira de Saúde da Casa Branca

Quando: sábado, dia 26

Horário: das 9 às 17 horas

Onde: Praça de Oxum da Casa  Branca, na Av. Vasco da Gama, 463

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Terreiro da Casa Branca

Casa brancaO Terreiro da Casa Branca (Ilê Axé Iyá Nassô Oká, em iorubá) é considerado o Candomblé mais antigo do Brasil por alguns historiadores da religão de matriz africana. Outros defendem que é a primeira casa de Candomblé nagô (iorubá) de Salvador. Sua origem remonta ao Candomblé da Barroquinha, fundado há cerca de 300 anos, por três princesas africanas que vieram para a Bahia na condição de escravas, durante o tráfico negreiro colonial. Do Terreiro da Casa Branca, sairam as ialorixás que mais tarde fundariam os Terreiros do Gantois, celebrizado por Dorival Caymmi na canção Oração à Mãe Menininha, e Ilê Axé Opô Afonjá, fundado por mãe Aninha, uma das sacerdotizas do Candomblé que lutou pela liberdade de culto da religão afrobrasileira, chegando a se encontrar com Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, para negociar o fim das perseguições policiais aos terreiros. A Casa Branca também é o primeiro monumento negro considerado patrimônio histórico do Brasil, desde 1984. A casa é ainda tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional desde 1986.

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>>Leia sobre as mães de Santo da Bahia, em texto da jornalista e doutora em História Agnes Mariano.

>>Saiba mais sobre a feira na Casa Branca, Candomblé e outras importantes questões sobre afrodescendência e afrobrasilidade no blog da jornalista Cleidiana Ramos.

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Uma conversa sobre Hepatite B

Meninas e meninos, recebemos o alerta abaixo do Grupo Otimismo, que reúne pacientes e familiares dos portadores de Hepatite B. Trata-se de um assunto muito importante e de uma tentativa de acabar com o preconceito e os tabus em torno da doença, que não ajudam em nada no tratamento dos portadores, além de uma tentativa da sociedade civil organizada em cobrar do poder público que cumpra seu papel no desenvolvimento de políticas de saúde inclusivas e justas. Confiram:

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Hepatite B – Um problema de políticas públicas de saúde

Vírus da Hepatite B
Vírus da Hepatite B

Falar da hepatite B sem colocar números assustadores é tarefa impossível. Um terço da população mundial, dois bilhões de pessoas, já teve contato com o vírus B, sendo que 350 milhões estão doentes, infectados cronicamente com uma doença traiçoeira por ser silenciosa e que lentamente leva a cirrose ou ao câncer do fígado.  Estima a Organização Mundial da saúde que mais de 1 milhão de pessoas morrem a cada ano por causas diretamente relacionadas à hepatite B.

No Brasil a situação também é dramática.  O Ministério da Saúde estima que aproximadamente dois milhões de brasileiros estejam infectados cronicamente, o que representa um número três vezes maior que os infectados com HIV/AIDS, duas doenças muito parecidas já que ambas são de fácil transmissão sexual e os tratamentos não conseguem a cura, somente o controle da sua progressão, evitando ainda a transmissão a outros indivíduos.

Mas, diferentemente da AIDS, na hepatite B existem dois graves problemas.  Noventa e cinco por cento dos doentes ainda não foram diagnosticados, os quais perambulam no Brasil evoluindo para a perda total da sua saúde, transmitindo a doença e, pior ainda, se diagnosticados enfrentam o problema de poucos locais especializados no tratamento e de medicamentos caros ainda não disponibilizados no sistema único de saúde.

mapa_hepatite_b

Existem várias opções de tratamento aprovadas pela ANVISA para comercialização no Brasil, mas a Portaria que regulamenta o tratamento pelo SUS foi emitida no ano de 2002, não incluindo os quatro autorizados nos últimos sete anos.  Quem pode pagar R$. 800,00 por mês por tempo indeterminado é tratado corretamente. Quem depende do SUS não pode dispor de medicamentos realmente efetivos no controle da doença.  Temos assim cidadãos de primeira e de segunda classe em dissonância com a Constituição Federal.

Segundo Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, é grande a pressão da sociedade civil e das sociedades médicas nos últimos três anos para a publicação de uma portaria atualizada, recebendo inúmeras promessas nunca cumpridas. O ministro da saúde José Gomes Temporão afirmou que a mesma será publicada agora em setembro.

Varaldo não perde a esperança, mas espera não se sentir desiludido com mais uma promessa, afirmando que não é possível continuar perdendo tempo, já que durante a leitura desta matéria pelo menos duas pessoas infectadas com hepatite B acabam de falecer no mundo, inclusive no Brasil.

Contato:

Carlos Varaldo
Presidente do Grupo Otimismo
Rio de Janeiro (21) 4063.4567 – São Paulo (11) 3522.3154
[email protected]
Visite o site do grupo: www.hepato.com

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>>Saiba mais sobre a Hepatite B

>>Mais informações sobre Hepatite B no blog de Drauzio Varella

>>Orientações sobre Hepatite no site da Anvisa

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Guia esclarece direitos de pacientes com câncer

A autora, Antonieta Barbosa
A autora, Antonieta Barbosa

A dica de leitura de hoje é voltada para pacientes com câncer e/ou seus amigos e familiares. Trata-se do livro Câncer – Direito e Cidadania, escrito pela advogada Antonieta Barbosa, ela mesma uma ex-paciente de câncer de mama que viveu toda a burocracia do estado na busca do reconhecimento de seus direitos ao tratamento. O livro está na 12ª edição e visa conscientizar os doentes de seus direitos, estimulando-os a exigir o cumprimento das leis e a resgatar sua cidadania. Os pacientes desconhecem, por exemplo, que têm direitos assegurados por lei. A obra esclarece, além de toda dificuldade da doença, os caminhos legais, as repartições dos órgãos públicos e toda documentação necessária para benefícios, como:

– saque total do FGTS, PIS/PASEP para pacientes e dependentes;

– licença remunerada;

– aposentadoria por invalidez;

– auxílio-doença;

– financiamento de imóvel;

– isenção de IPI, ICMS e IPVA na compra de automóvel com câmbio automático e direção hidráulica;

– liberação do rodízio;

– passagem livre no transporte público (São Paulo e Rio de Janeiro);

– renda mensal vitalícia;

– isenção de IR sobre aposentadoria, reforma e pensão;

– assistência farmacêutica (medicamentos gratuitos pelo SUS);

– preferência no julgamento de ações na justiça;

– cirurgia plástica reconstrutora de mamas.

Por sua importância, a obra tem sido referenciada em petições iniciais e até em decisões judiciais proferidas por juízes nos tribunais do país.

Sobre o câncer – Segundo os últimos dados do INCA – Instituto Nacional de Câncer – em 2008, a estimativa era de 466.730 novos casos de câncer no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que esse número chegue a um milhão, se considerado os casos não notificados.

Ficha Técnica

direitoCâncer – Direito e Cidadania

Autor: Antonieta Barbosa

Pág.: 400

Preço sugerido: R$ 44,90

Editora: Arx

Acesse aqui o site da advogada Antonieta Barbosa

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Em defesa do consumidor

Defesa do ConsumidorTodos somos consumidores de bem e serviços. Pouco pensamos sobre o assunto, mas a qualidade de consumidor é inerente à sobrevivência humana. E, como tais, precisamos de respeito. Um dos grandes problemas da humanidade, a meu ver, é a ignorância. Desconhecedores dos nossos direitos, acabamos deixando tudo “pra lá”, quando deveríamos lutar em cada situação que nos afeta de forma prejudicial. Pois bem, o Brasil tem um código de leis de proteção ao consumidor. Mas poucos o conhecem. A linguagem jurídica não ajuda, e a ignorância tira de nós a ânsia pelo saber.

Se cada um de nós brigássemos por nossos direitos, talvez a situação começasse a mudar. Mas somos também passivos, excessivamente pacíficos. Não queremos “nos estressar” com a lentidão judiciária. E, com isso, favorecemos o desrespeito a nós mesmos. Abrimos mão dos nossos direitos o tempo inteiro. Claro que a razão maior é o desconhecimento. Não conhecemos estes direitos, como então lutaremos por eles? Eu sempre defendi que o ser humano precisa ser curioso, precisa buscar informações, precisa querer esclarecer. O advento da internet ajudou bastante. Hoje o conhecimento está bem mais acessível, embora de forma desordenada e com a credibilidade estremecida.

>> Lista dos órgãos de defesa do consumidor no Estado da Bahia
>> Código de Defesa do Consumidor
>> Onde obter mais informações:
                      – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
                      – Portal do Consumidor
                      – Pro Teste: Associação Brasileira de Defesa do Consumidor 
                      – Nunca mais.Net: Olhando pelo Consumidor
                      – Ministério da Justiça – Direito do Consumidor

Mas isso não é justificativa para nos mantermos ignorantes. Precisamos brigar por nossos direitos, precisamos exigir um tratamento respeitoso, afinal, por via direta ou indireta, pagamos por tudo o que consumimos. Basta dizer que, de regra, toda situação de consumo que te traz um prejuízo ou um “estresse” pode ter, por trás, a violação de um direito. E se violou o seu direito, você precisa exigir reparação. Vocês imaginam por que as grandes prestadores de serviços violam nossos direitos o tempo inteiro? Simplesmente porque não lutamos por eles. Aí, no balanço deles, vale à pena continuar atuando desta forma.

De que forma poderia valer à pena? São tão poucas as ações judiciais, que ao colocar na balança, o prejuízo no bolso das grandes empresas é muito pequeno. Imagina se nós triplicamos este prejuízo, todos acionando o Judiciário em busca do nosso direito? Logicamente, as empresas mudariam o comportamento diante do consumidor. Estamos vivendo uma fase de exploração e descontentamento muito grande. Para um povo acomodado com é o brasileiro, é difícil uma mobilização coletiva. Mas podemos, cada um de nós, ficar mais vigilantes e mais atuantes diante dos nossos direitos. Pra começar, que tal dar uma olhada no Código de Defesa do Consumidor?

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Feira divulga sabedorias femininas

Aquele doce de tacho com o fio do açúcar no ponto exato. O trançado de fita ou sisal que vira tapete. Um bibelô em papel marchê,  as formas de cultivar a terra sem usar agrotóxicos, aquele xarope de agrião que cura qualquer tipo de tosse, uma cantiga, uma história…se for enumerar cada um dos conhecimentos que as mulheres “da roça” detém, precisarei de outros tantos posts só para publicar a lista. Muitas vezes, acreditamos que conhecimento é só aquele adquirido na escola, numa universidade. Mas existem práticas que passam de geração para geração, apenas através da experiência. Pensando em valorizar estas experiências que transcendem a educação formal, acontece em Salvador, neste final de semana, de 21 a 23, das 9h às 22h, no Jardim dos Namorados – orla, a I Feira Estadual de Economia Feminista e Solidária da Bahia.

Ao todo, 133 grupos produtivos de mulheres rurais e urbanas, oriundos de 50 municípios localizados no semi-árido, região do sisal, Irecê, Rio  São Francisco e Chapada Diamantina, vão expor os sabores do campo. Barracas com hortaliças orgânicas, derivados lácteos (requeijão, queijo caseiro – humm, que delícia!), compotas, doces, frutas beneficiadas, bebidas e comidas típicas, além de  artesanato em sisal e capim-dourado são algumas das atrações do evento.

Outras duas capitais já receberam a Feira Estadual da Economia Feminista e Solidária: Recife – PE, em junho de 2008, e Natal – RN, entre outubro e novembro do mesmo ano. Até 2010, serão realizadas feiras em mais quatro estados. Todas são resultado das ações do Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais (POPMR)

Além de  dar visibilidade às atividades econômicas das mulheres participantes, as feiras configuram-se em rica troca de experiências produtivas e debates sobre organização do trabalho, economia solidária e desigualdade de gênero, entre outros temas. A capacitação profissional, inclusive com a realização de oficinas, também integra a programação das feiras estaduais.

A iniciativa é do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais (MMTR/BA), Movimento de Organização Comunitária (MOC), Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag/BA) e da Rede de Produtoras da Bahia, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) , Incra e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab/BA)

Serviço:
O quê: I Feira Estadual da Economia Feminista e Solidária da Bahia
Onde: Jardim dos Namorados (Pituba), em Salvador
Quando: de 21 a 23 de agosto, das 9h às 22h
A visitação é gratuita e o valor arrecadado com a venda dos produtos, além de ajudar no orçamento doméstico dessas mulheres – boa parte delas chefes de família – também possibilita que as associações rurais ampliem os cursos para outras mulheres, gerando assim uma rede cidadã.

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Brasil ganha primeira rede social acessível do mundo

Conversa de Menina abre espaço para divulgar o Acesse, primeira rede social acessível do mundo. Leiam o material que chegou até nós e ajudem a espalhar a novidade, vamos incentivar a iniciativa e tornar a web acessível!

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Instituto Superar e ALE lançam a primeira rede social totalmente acessível do mundo

Nesta quinta, 13, o Acesse (www.acesse.org.br), primeiro site de relacionamento do mundo criado para ser totalmente acessível, entra no ar.  Assim como as outras redes sociais já existentes, o Acesse tem como objetivo ajudar seus membros a criar novas amizades e estreitar relacionamentos, promovendo a socialização e a troca de experiência entre os participantes.

O diferencial e pioneirismo do Acesse estão mesmo na acessibilidade, tornando suas ferramentas e páginas disponíveis a um maior número de usuários e beneficiando não só os deficientes como também as pessoas idosas, usuários de tecnologia assistiva (ponteira de cabeça, teclado expandido, impressora em braile etc) e de acesso móvel, através de navegadores alternativos (DOSVOX, Safari, Firefox).

Segundo a ONU, a web hoje ultrapassa a TV e jornais como a mídia mais consumida no mundo. Já as redes sociais contam com 300 milhões de usuários em todo planeta e 90% dos usuários de internet no Brasil estão conectados a um site de relacionamento, segundo o Google Brasil. Com base nessas informações, o Acesse foi desenvolvido para permitir a inclusão de pessoas com necessidades especiais a essas redes sociais, que hoje ditam tendências, comportamentos e são usadas como ferramenta de marketing.
 
ATLETAS PARAOLÍMPICOS

A criação do Acesse favorece deficientes que atuam em diversos setores da sociedade, mas para uma categoria em especial, a dos atletas paraolímpicos, a rede se configura em chances de comunicação com outros atletas mundo afora. “Vai ser muito bom ter um site como o Acesse. Agora será muito mais fácil manter contato com os meus amigos e com o pessoal do mundo esportivo. Estávamos impedidos de usufruir desses sites, dependíamos dos outros e me sentia excluído”, afirma o atleta cego Lucas Prado, corredor da equipe ALE de Atletismo, também patrocinado pela Unimed, Loterias Caixa e Amaggi.

Os deficientes visuais como Lucas navegarão facilmente pelo Acesse por meio de programas de transcrição de conteúdo desenvolvidos para a web. São softwares como o Jaws e o DOSVOX e que são capazes de ler o texto que está na tela.

“A gente tem a preocupação de que o Acesse seja para todo e qualquer usuário de internet, mas, inovadoramente, ele permite e facilita o relacionamento entre pessoas com deficiências sensoriais e físicas. Por isso, ele também é uma comunidade para atletas paraolímpicos e simpatizantes que acreditam no esporte como uma forma de integração social”, conta Marcos Malafaia, presidente do Instituto Superar.

Desde maio deste ano, o Superar conta com o patrocínio institucional da ALE. A companhia se uniu ao Instituto e criou uma equipe de atletismo com os melhores velocistas cegos do mundo. “Além do apoio constante ao Superar, também estamos investindo em várias ações em parceria, como essa nova rede social, que promete ser um marco no Brasil”, comenta Jucelino Sousa, vice-presidente da ALE. 
  
 
Instituto Superar 

O Instituto Superar é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo principal de fomentar o esporte paraolímpico em busca de performance técnica e resultados, além de visibilidade e reconhecimento da sociedade, promovendo o desenvolvimento da pessoa com deficiência por meio do esporte adaptado, da educação, agindo como um provedor de recursos com nítida ação de inclusão social.

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Mulheres de Salvador se mobilizam contra violência

Cerca de 700 moradoras de comunidades de Salvador que sofrem com os altos índices de violência irão atuar em prol do Programa Território da Paz, lançado nesta quarta-feira, 29, na capital baiana, pelos governos federal e estadual. O Território da Paz faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Salvador é a oitava capital do país a receber o projeto.

Dentre as ações do programa para combater a violência, está o Projeto Mulheres da Paz, capitaneado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), e no qual atuarão 700 moradoras de comunidades vulneráveis da Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Todas terão como desafio ajudar na prevenção e enfrentamento às violências que envolvem crianças e jovens em risco social. As mulheres serão capacitadas sobre a rede socioassistencial, relações sociais, direitos humanos, cidadania e mediação de conflitos. Serão treinadas para serem um dos principais grupos sociais coadjuvantes do Pronasci, programa que defende a participação social e a prevenção como caminhos para a redução da violência no país.

O Território da Paz prevê também o pagamento de uma bolsa auxilio no valor de R$ 190 para as integrantes do grupo, durante um ano.

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Violência contra crianças em foco

violencia contra criançaO Dia da Criança é só em outubro, mas o mês de junho tem importantes datas para a proteção dos direitos da infância. No próximo dia 04, é o Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão. No dia 12, é o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. Paralelo a essas duas datas, uma psicóloga brasileira acaba de lançar um livro em que discute o fenônemo de bullying nas escolas. Para quem não sabe o que é, bullying é a violência psicológica, geralmente praticada pelos próprios colegas, que perseguem, humilham, agridem verbalmente e às vezes até fisicamente, um outro coleguinha, praticando a intimidação, com consequências desastrosas para a autoestima da vítima.

Michael Moore discute a fixação americana por armas e o bullying nas escolas em Tiros em Columbine
Michael Moore discute a fixação americana por armas e o bullying nas escolas em Tiros em Columbine

A psicopedagoga Carmen de Paula escreveu o livro Bullying nas Escolas a partir de uma triste experiência pessoal. Seu filho foi vítima de violência por três anos. Muita gente já deve ter ouvido falar do fenômeno através de documentários sobre as escolas norte-americanas, onde o problema é recorrente, ou em reportagens que mostram desfechos trágicos para situações de maus-tratos, atitudes agressivas, intimidação, opressão e humilhação tanto entre crianças pequenas, quanto entre os jovens. Tiros em Columbine, o filme premiado de Michael Moore, que fala sobre um crime ocorrido em uma escola americana e cujas causas podem ter profunda ligação com o bullying, é um exemplo. Por trás das agressões, muitas vezes, esconde-se a intolerância, seja religiosa, segregação social, ou racismo, misoginia e homofobia.

bullyingO livro de Carmen define e descreve a incidência do bullying nas escolas de Ensino Fundamental e ajuda a identificar as ações necessárias para que pais e profissionais reajam com eficácia nesses casos.  A publicação foi baseada no trabalho de pós-graduação da autora. E o fenômeno é mais comum do que a gente pensa. Pesquisa realizada em 2008 em seis estados brasileiros aponta que 70% de 12 mil alunos consultados afirmaram ter sido vítimas de violência escolar. O problema é que tem gente que ainda acha que isso “é coisa de criança”. Por pensar assim, às vezes pais e professores demoram para identificar a ocorrência do fenômeno.

No livro, a autora alerta para alguns sintomas de que a criança está sendo vítima de agressão no ambiente escolar tais como falta de interesse de ir para a escola, nunca ser chamado para a casa de colegas, não convidar colegas para vir em casa, baixo rendimento, não querer falar da escola em casa, tristeza profunda, agressividade quando se fala da escola, complexo de inferioridade, chegar em casa com machucados e não contar o motivo.

Para ler e saber mais:

Bullying nas Escolas

Autora: Carmen de Paula

Editora: Pajú

Páginas: 95

Preço: R$20,00

Livros falam de outras formas de agressão

Aproveitando a proximidade do 4 de junho, Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão, a Edições SM lança alguns títulos que ajudam a conscientizar contra o problema.

Em Diferentes somos todos, a brasileira Alina Perlman retrata a exclusão social, a qual também pode ser considerada uma forma de violência. O livro conta a história de Carminha, que ganha uma bolsa de estudos para frequentar uma escola de pessoas mais ricas. Mas se sente excluída, pois mora na periferia. Esse sentimento irá mudar quando encontra Laura e descobre que tem algo em comum com a amiga: ambas têm irmãos com Síndrome de Down. Juntas, elas resolvem batalhar pela inclusão das crianças e resgatam valores importantes como companheirismo e respeito pelos outros.

Com linguagem poética e ilustrações delicadas que revelam o abismo entre os sonhos da infância e a violência das guerras, Nenhum peixe aonde ir, da canadense Marie-Francine Hébert, conta a história de uma menina e de sua família, que são obrigados a fugir de casa num dia ensolarado. Pode o inimigo ser alguém de quem gostamos? O que levar quando é preciso fugir? Deixar para trás o peixe a quem se prometeu o mais belo universo? A leitura é indicada para crianças a partir dos 10 anos e ajuda a entender os conflitos que agitam muitas partes do mundo e que chegam para a maioria em cenas nos telejornais.

Meninas eram proibidas de frequentar a escola no Afeganistão dominado pelos radicais talibãs
Meninas eram proibidas de frequentar a escola no Afeganistão dominado pelos radicais talibãs

Nakusha, a indesejável: mulheres oprimidas na Ásia, da francesa Laurence Binet, é outra boa indicação. O livro traz dois depoimentos ficcionais sobre meninas que são perseguidas simplesmente por terem nascido mulheres. No primeiro, Nakusha vive na Índia como uma verdadeira escrava, submetida às vontades do pai. No segundo, Latifa, que vive no Afeganistão, vê sua liberdade roubada pela guerra civil e pelo fanatismo religioso.

Ja Crianças feridas: uma mina, uma vida amputada, da francesa Reine-Marguerite Bayle, traz dois relatos ficcionais sobre crianças que sofreram mutilações decorrentes de minas explosivas enterradas durante períodos de conflito armado. A primeira narrativa se passa no Camboja, Ásia, e a outra em Moçambique, África. Por meio dos relatos, a autora discute com sutileza um tema forte e atual: como a guerra continua destruindo vidas mesmo depois de encerrada.

Para saber mais sobre estes e outros títulos, visite o site da Edições SM

Campanha contra o trabalho infantil

trabalho infantilO Congresso Nacional lança nesta quarta, dia 03, a campanha “Com Educação nossas crianças aprendem a escrever um novo presente, sem trabalho infantil”. Encabeçada pelo Fórum Nacional de Proteção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).

A iniciativa conta com o apoio da Agência de Notícia dos Direitos da Infância (ANDI), Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança, Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Plenarinho, da Câmara dos Deputados.

12 de Junho – Desde 2002, a Organização Internacional do Trabalho escolheu o 12 de junho como o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, data em que foi lido relatório sobre o tema na Conferência do Trabalho que ocorre anualmente em Genebra (Suíça). No Brasil, a data foi decretada como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil pela lei 11.542 de 2007, sancionada pelo presidente Lula.

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Voz para as mulheres

Neste começo de semana, duas notícias importantes para nós mulheres.

A partir de junho, o Governo Federal irá promover encontros de mulheres em sete cidades brasileiras com o objetivo de ouvi-las sobre segurança pública. A intenção é retirar as mulheres da condição apenas de vítimas da violência, direta ou indiretamente, e colocá-las no centro da discussão, aproveitando o olhar feminino sobre a sociedade para repensar o papel das policiais e as ações de combate a criminalidade e a violência.

Participarão das discussões grupos de 30 mulheres das mais variadas classes sociais e profissões, desde profissionais liberais como médicas, até prostitutas, operárias, donas de casa, comerciárias, trabalhadoras domésticas e ex-presidiárias. Os encontros acontecerão em Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Belém (PA) e Porto Alegre (RS). Os resultados das discussões serão levados para o I Encontro Nacional de Segurança Pública, em agosto, em Brasília.

Ouça reportagem completa sobre os debates aqui.

E por falar em trabalhadoras domésticas –  Nesta segunda, 27, é o Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas. Elas aproveitam a data para reinvindicar mudanças na Constituição de 1988. Segundo a carta magna, as domésticas não tem direito ao FGTS e por isso também não recebem a multa de 40% sobre o fundo de garantia, em caso de demissão sem justa causa. Não recebem também o salário família, hora extra, adicional noturno ou seguro desemprego. A Constituição reflete a ideia herdada da escravidão, de que trabalhador doméstico não é um prestador de serviço como os outros. Essa é a mesma lógica que faz com que as donas de casa sejam vistas como pessoas que não fazem nada de importante, que não tem profissão. No entanto, as domésticas prestam um serviço essencial, seja arrumando e limpando a casa, cozinhando ou ainda cuidando dos nossos filhos, gerenciando a nossa casa enquanto nós trabalhamos fora. É uma troca, um serviço, um vínculo de trabalho igualzinho aquele que temos nos nossos empregos e que deve ser estabelecido com o mesmo grau de compromisso e respeito, tanto pela doméstica quanto por seu empregador.

A Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas quer mudar o artigo da Constituição Federal que versa sobre os seus direitos, justamente para que o trabalho delas seja enquadrado na mesma legislação que garante os benefícios dos outros trabalhadores. É justo que a lei mude, porque já não vivemos numa sociedade escravista. Se já era um equivoco e uma arbitrariedade naqueles tempos da colonização, pois nada justifica a exploração da mão-de-obra de outro ser humano, imaginem agora, em pleno século XXI, deixar de reconhecer que as trabalhadoras domésticas são parte integrante da economia! Os direitos da categoria vem sendo conquistados em doses homeopáticas e numa velocidade muito menor do que os direitos de outras categorias, mas está na hora da legislação trabalhista evoluir e contemplar não só essa profissão quanto todas as outras que surgiram nos últimos anos devido aos processos de transformação social.

Leia reportagem sobre a reinvindicação das trabalhadoras domésticas aqui.

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Leia também:

>>Trabalhadores domésticos lutam contra exploração infantil e violência

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Assista o trailer de Domésticas, O filme:

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