Implicações legais da traição virtual

O texto publicado abaixo trata da traição virtual e suas implicações judiciais. O conceito de fidelidade conjugal na nossa sociedade ainda é muito pautado em uma cultura machista e patriarcalista, incluindo a existência de um “direito natural” do homem ser infiel e uma “obrigação moral e social” da mulher ser casta. Em outros posts aqui no blog (veja os links mais abaixo) já escrevemos sobre a origem histórica do adultério e sobre o conceito social e antropológico para infidelidade. Nossa intenção ao publicar o material – que tem como fonte a advogada Juliana Marcondes Vianna – não é fazer juízo de valor sobre o que é e o que não é traição, ou ditar regras sobre como os casais devem pautar sua vida afetiva. A intenção é esclarecer um fato de acordo com o que dizem as leis atualmente em vigência no Brasil. Para quem tem dúvidas sobre se a paquera virtual é motivo para divórcio ou não, Juliana esclarece os detalhes. Confiram:

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traicao virtual

*Infidelidade na era da internet
Traição virtual pode representar a quebra do dever de fidelidade e justificar o pedido de separação judicial

A internet, uma das principais invenções tecnológicas do século 20, contribuiu diretamente para o grande avanço nos processos de comunicação e, também, para o acesso à informação. Mas ao mesmo tempo que “diminuiu” as distâncias globais e aproximou pessoas de diversas partes do mundo, a internet facilitou, no âmbito das relações conjugais, a traição. Segundo o Art. 1566 do Código Civil Brasileiro, a troca de mensagens virtuais que revelem um envolvimento amoroso com terceiro evidencia a quebra do dever de fidelidade.

De acordo com a advogada Juliana Marcondes Vianna, associada ao Escritório Katzwinkel e Advogados Associados, a fidelidade remete à lealdade de um dos cônjuges para com o outro e o descumprimento deste dever ocorre, genericamente, de duas formas: por meio da conjunção carnal de um dos cônjuges com um terceiro (adultério) ou de atos que não revelem, a primeira vista, a existência de contato físico, mas que demonstrem a intenção de um comprometimento amoroso fora da sociedade conjugal (quase-adultério). “O simples descumprimento do dever de fidelidade, seja pelo adultério ou pelo quase-adultério, é suficiente para embasar um pedido de separação judicial litigiosa, conforme regulamenta o Art. 1572 do Código Civil”, explica.

foto imprensa
Juliana Marcondes Filho, advogada esclarece sobre infidelidade virtual

A infidelidade virtual pode ser comprovada pelas cópias de e-mails e mensagens em sites de relacionamento que estejam gravadas e disponíveis em um computador que seja de uso comum da família e que não exija senha de uso pessoal para o acesso das informações. “Se o computador é de uso pessoal de um dos cônjuges e se para acessar as mensagens se faz necessária a inserção de senha, é preciso que o outro cônjuge autorize o acesso, sob pena de estar configurado ofensa à garantia constitucional da intimidade e vida privada e a prova ser invalidada. Seguindo estas regulamentações, a apresentação desse material em Juízo é legal e válida”, completa a especialista.

Consequências da traição

Segundo a advogada Juliana Marcondes Vianna, após a comprovação da infidelidade de um dos cônjuges em um pedido de separação judicial litigiosa, os Art. 1578 e 1704 do Código Civil estabelecem que o cônjuge traidor pode perder o direito de uma o sobrenome do outro e se precisar, receberá pensão alimentícia apenas em valor indispensável para sua sobrevivência, isso se não tiver aptidão para o trabalho e nem parentes em condições de auxiliá-lo. Além disso, ela explica que as referidas consequências da traição são analisadas pelo Judiciário independentemente da aferição da culpa do cônjuge traidor pela separação. “O entendimento de grande parte dos tribunais brasileiros e da doutrina contemporânea de direito de família é no sentido de não declarar a culpa na separação. A idéia é que discutir a culpa nestes casos significa abrir espaço para um debate inócuo, desconsiderando que o rompimento da relação é resultado de uma sucessão de acontecimentos e desencontros próprios do convívio e das fragilidades pessoais de cada cônjuge”, detalha.

Apesar dos cuidados ao tratar da possível culpa, nos casos em que a infidelidade não foi apenas causa da ruptura do casamento, mas também, motivo de aniquilação da honra do cônjuge ofendido, que implique para ele em dificuldades e abalos psíquicos consideráveis, será possível a reparação pelo dano moral sofrido. “O cônjuge traidor não será declarado culpado pelo fim do casamento e nem sofrerá sanções específicas na separação por seu comportamento. No entanto, isto não quer dizer que quem sofre com a traição deva amargurá-la para sempre. Se o dano sofrido foi substancial, sua reparação, no âmbito da responsabilidade civil, pode ser avaliada”, finaliza Juliana Marcondes Vianna.

*Material encaminhado ao blog pela Lide Multimidia, empresa de comunicação.

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Outros posts sobre adultério, traição e infidelidade:

>>De onde vem a família moderna

>>Traição, infidelidade e afins

>>Histórias da infidelidade humana

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Como manter seu casamento para sempre?

Dia desses recebi uma mensagem perguntando como a gente sabe que encontrou alguém para a vida toda. A gente não sabe. Respondi dizendo que podemos até querer que dure para sempre, e essa vontade é capaz de nos fazer tentar novamente sempre que as coisas não caminharem bem. Ainda assim, não significa eternidade. amorPorque sempre é um tempo longo demais quando os personagens da história somos nós, seres humanos, tão cheios de contradições. Bem, comecei falando sobre isso devido a uma matéria que li estes dias. O tema, um estudo a respeito dos fatores que determinam a longevidade de um casamento.

O resultado da pesquisa da Universidade Nacional Australiana é que o amor não basta para manter um casal unido por muito tempo. Nenhuma novidade, não é? Ou alguém chegou a achar que isso era verdade absoluta? A meu ver, o amor pode até alimentar, pode fazer você querer muito estar ao lado de alguém, mas se não houver outros sentimentos, outros pontos importantes, você acaba distante daquele que ama. Não fosse assim, as pessoas não terminavam relacionamentos com aqueles que amam. Segundo o estudo, exercem papel importante na duração da relação fatores como idade dos parceiros, relacionamentos anteriores e até o fato de um fumar e o outro não.

Foram analisados 2.500 casais, entre os anos de 2001 e 2007, entre casados oficialmente ou que apenas moravam juntos. Uma das conclusões do estudo “O que o amor tem a ver com isso” foi que um marido pelo menos nove anos mais velho que a mulher tem duas vezes mais chances de se divorciar, assim como os homens que se casaram antes dos 25 anos de idade. Eu já me sinto um pouco incomodada quando as relações humanas são encaixadas em perfis próprios. Eu acho esquisito rotular relações humanas, criar parâmetros pré-determinados. O que mais há nas relações humanas são as exceções. Justamente porque é difícil mapear o comportamento. Movido por uma forte emoção, ninguém sabe do que é capaz. Mas vamos adiante.

amorOutro dado levantado pela pesquisa é que 20% dos casais que tiveram filhos antes da união acabaram separados. Casar por causa dos filhos não é uma sábia decisão, se a motivação para o casamento é apenas essa. Mas, ainda assim, é preciso pensar que 80% dos casais continuaram juntos. O que eu pergunto é: até quando, não é? Até quando as relações entre estes casais se manterão estáveis como na época da pesquisa? Daqui a um ano, sabe-se lá se os casais que estavam juntos e felizes ainda manterão esse status. Eu continuo reticente com relação a essas pesquisas. Para mim, é tentar calcular o incalculável. É buscar razões para o que não se explica por amostragem.

Seguindo com os dados da pesquisa, outro fator determinante para o divórcio é a discordância sobre ter ou não ter filhos. Se um quer, e o outro, não, a possibilidade de se divorciar cresce. Ah, e se o parceiro já havia passado por um divórcio anterior, mais chances de enfrentar uma nova separação. E o dinheiro, esse influencia também. Quando a grana acaba, acaba também o casamento.

Meu incômodo aumenta a cada nova exposição. Pergunto-me qual é mesmo o fundamento de estudos como este. Todo casal terá problemas, óbvio. São duas pessoas diferentes, com criações diferentes, tentando viver sob um mesmo teto. Não tem como ser perfeito. Em algum momento estas diferenças se sobressairão. Imagino que o importante seja viver essa relação enquanto ela valer à pena, enquanto for motivo de alegria. Se vai durar para sempre, não importa. Que dure o que tiver de durar. É preciso compreender isso. Se durar para sempre, ótimo. Se durar dois meses, ótimo também. Amor de casalO que não compreendo é essa busca incessante por fórmulas da eternidade.

Não sou psicóloga, não entendo o funcionamento da mente humana. O que sei sobre o assunto é devido a uma leitura rasteira sobre o tema. Mas tenho minhas crenças e apostas. Embora não tenha durado para sempre, de alguma forma toda relação teve seu bom momento, caso contrário você não teria estado ao lado daquele alguém. Portanto, minha gente, vamos esquecer essas equações inexatas que se espalham por aí. Se você quer que uma relação dure para sempre, tente contornar as diferenças. Mas se não durar para sempre, tudo bem. Aceite o fim e siga em frente. Quem sabe você não encontre outro alguém com quem queira viver o resto da vida?

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Temos religiões diferentes. E agora?

judaismo

*Texto e reflexões de Andreia Santana

Esta semana uma cena me chamou atenção na novela Caras & Bocas, exibida no horário das 19 horas pela Rede Globo. O personagem Benjamim, judeu ortodoxo, sugeriu à Tatiana, sua namorada na trama, que se convertesse à religião dele para que a moça seja aceita por sua família. No horário das 21h, a novela Caminho das Índias dá exemplos diários das dificuldades vividas pela personagem Camila, brasileira, para de adaptar aos costumes e religião da família do marido Ravi, indiano. Exageros da ficção à parte, o envolvimento de pessoas de religiões e culturas diferentes faz parte do contexto social tanto pelo fato de sermos seres gregários, que buscam sempre um grupo onde se encaixar; quanto porque com a globalização, com a internet, as fronteiras que separavam uma cultura da outra foram dissolvidas e reconfiguradas.

cristianismoO ser humano necessita relacionar-se na essência. Parece chavão, mas a verdade é que nenhum de nós pode viver sozinho. O diálogo, a comunicação, o interesse, a curiosidade pelo que é diferente está na maioria de nós. Só os muito intolerantes não admitem que precisam conhecer e entender o outro. Só os preconceituosos não aceitam o diferente e não buscam aprender com essas diferenças. E existe uma quantidade de intolerância e preconceito suficientes no mundo para provocar uma série de problemas. Vide as guerras e atentados que explodem de um lado a outro do globo.

A cena entre Benjamim e a namorada me chamou tanta atenção na novela porque fiquei pensando até que ponto alguém tem o direito de pedir a outra pessoa que altere seu modo de vida para ser aceito em determinado grupo. Também penso até que ponto alguém deve ceder e alterar suas crenças por amor. Me perguntei porque Tatiana não poderia ser aceita pela família do namorado mesmo sem ser judia ortodoxa. Nem torço pelos dois personagens e nem gosto muito de Tatiana, acho uma personagem cabecinha oca, como muitas que existem nas novelas. Mas, a situação vivida por ela pode muito bem ser a situação de qualquer rapaz ou moça.

islamismoCasais de religiões diferentes devem tentar converter um ao outro? Minha opinião é não, porque a escolha religiosa de alguém tem de ser algo ditado por uma necessidade pessoal e não por conveniência. A opção por esta ou aquela religião, ou até a opção por não ter nenhuma religião deve ser respeitada.

Acredito que deva ser difícil para um casal de religiões diferentes, ou em que um é religioso e o outro ateu, negociar a convivência. Mas negociação e diálogo são a base de qualquer relacionamento. Então, que os acertos com relação aos credos de cada um sejam estabelecidos no início do relacionamento, sem preconceitos e sem intolerância.

oxossiSe o marido é evangélico e se sente bem na sua crença e se a esposa é católica e se sente bem assim, por que tentar mudar? O ideal é que um respeite a religião do outro. Se é preciso acompanhar o marido até sua congregacão evangélica, porque não fazer isso de forma respeitosa. Não é preciso se envolver no culto, ou tomar parte dele. Se a esposa católica quer ir a missa e o marido é de outra crença, há duas opções. Ir com ela e respeitar aquele momento, sem necessariamente precisar tomar parte dele; ou deixá-la ir sozinha, respeitando esse momento que ela precisa para manifestar sua comunhão com Deus ou com a divindidade que ela cultua.

As pessoas falam tanto em liberdade de expressão, mas por que tentar alterar o credo de um namorado ou namorada? Isso não seria ferir a liberdade de expressão e justo da pessoa que dizemos amar? É preciso que ela mude por pressões familiares? Em pleno século XXI, as pessoas ainda sucumbem a esse tipo de coisa ao invés de tentar ser aceito da forma que é? Por que vai ser inconveniente levar uma namorada não evangélica, ou não católica, ou não budista a um evento da sua igreja? Sinceramente não consigo entender que alguém diga que ama outra pessoa, mas com ressalvas: “Eu te amo, mas você precisa se converter antes ao meu credo para ser aceita na minha comunidade”. Não consigo ver esse tipo de coisa como amor. Para mim, amor pressupõe compreensão e aceitação, independente de credo, cor, posição social.

hinduismoLógico que vai precisar haver muita maturidade no relacionamento para que um entenda o credo do outro e aceite que, em um determinado momento, o seu par precisará cumprir os seus ritos religiosos, isso no caso daqueles que seguem todos os preceitos de sua religião. Também não sou ingênua a ponto de achar que ao escolher o caminho da não conversão, a pessoa vai ser recebida de braços abertos logo de primeira. Infelizmente não, o caminho do desafio às normas vigentes é sempre pedregoso. Mas é possível percorrer um caminho assim de forma serena, sem partir para a agressão, desde que haja o mínimo de predisposição em tentar entender o outro, o que é diferente.

AnkPor que não aceitar? Por que impor regras como o tamanho do cumprimento da saia da namorada? Ou preceitos que não faziam parte da realidade dela ou dele antes de se conhecerem? Sinceramente, creio que forçar alguém a aparentar o que não sente, a ser como não é de fato, seja ainda mais árduo do que tentar fazer com que a família e a comunidade aceitem aquele membro que é diferente, mas que respeita as crenças dos outros. Ele é evangélico, mas ela não é. Ou vice-versa. Mas desde que haja respeito de um com o outro e respeito próprio, que mal há nela usar batom ou um vestido acima dos joelhos porque se sente bem assim? Ou que mal há nele gostar de festas e de pular Carnaval mesmo que a religião dela não permita?

As pessoas não gostam do que dá trabalho. E dá trabalho conviver com alguém de credo diferente porque as cobranças dos outros são muitas e exercem grande pressão. Mas será que um casal que permite que as pressões externas afetem o relacionamento construiu uma base sólida para este relacionamento?

BudaDesde que haja respeito, cooperação e a intenção de conversar sobre o que incomoda, colocando as cartas na mesa, creio que seja possível a convivência inter-religiosa numa família. E conheço exemplos que dão muito certo. Uma amiga, por exemplo, é espírita, o esposo é ateu, a mãe é evangélica e uma das irmãs é filha-de-santo de um Terreiro de Candomblé. Todos se dão bem, todos se respeitam e nenhum deles tenta converter o outro ou faz comentários intolerantes e ofensivos a outras religiões. Para mim, esse é o verdadeiro sentido de se ter uma crença.

CrucifixoFanatismo não tem relação com religião. E eu, particularmente, quero distância das pessoas fanáticas. Acredito que quem segue uma crença busca por algum tipo de equilíbrio, por paz interior, elevação espiritual. Não consigo encaixar o fanatismo nem em equilibrio, nem em paz interior e muito menos em elevação espiritual. Para mim, não existem eleitos, visto que, se existe um Deus que todas as religiões fazem questão de dizer que é a expressão da suprema bondade, a suprema bondade para mim não implica em escolher um povo ou um credo em detrimento de todos os outros.

Não sou especialista em religião, nunca estudei teologia e muito menos tenho a receita para os relacionamentos amorosos perfeitos. Aos que vivem uma relação inter-religiosa, só posso imaginar o que vocês passam e de que forma resolvem seus conflitos, mas não sei como é na prática. No entanto, acredito no diálogo, na tolerância e na negociação como bases para se resolver qualquer problema.

Minha intenção com este post é dividir com os religiosos e os não-religiosos, ideias que me ocorreram após ver uma cena de novela, que na minha opinião, configura-se em desrespeito às individualidades. Um casal é sempre um conjunto, mas jamais podemos esquecer que antes de ser conjunto, cada parte envolvida na relação é um indivíduo único, que merece respeito como tal.

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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Dicas literárias para o Dia dos Namorados

O amor está no ar e também nas estantes. Aproveitando a proximidade do Dia dos Namorados, Conversa de Menina recomenda dois lançamentos literários recentes para quem gosta do estilo “livros que dão bons conselhos”.  Um deles é Alfabetização Afetiva, de Lousanne Arnoldi de Lucca e publicado pela editora Vida & Consciência. O outro tem o sugestivo título de Ou casa ou vaza, de Alison James, publicado pela BestSeller. Confira mais detalhes sobre as obras:

Para as românticas, que gostam de avaliar emoções e discutir sentimentos:

alfabetização afetivaA obra Alfabetização Afetiva, de Lousanne Arnoldi de Lucca, fala do despreparo para gerenciar o nosso mundo interior e nos ensina a lidar com nossos sentimentos, emoções, culpas e frustrações e a entender o mundo da afetividade.

Mesmo num mundo marcado pelas grandes revoluções tecnológicas e pela modernidade, a maior dificuldade do homem ainda é o seu relacionamento com suas emoções e sentimentos, que ora são suaves e harmoniosos e ora são avassaladores e desestabilizantes. Como entender o mundo da afetividade? Como encontrar o ponto de equilíbrio para que possamos viver em harmonia conosco e com as outras pessoas? A escritora Lousanne Arnoldi de Lucca, pós-graduada em psicopedagogia, se propõe a discutir o tema em Alfabetização Afetiva.

A obra aborda temas como o certo e errado, defesas e resistências, vitimismo, medo, amor e amor próprio, liberdade, sexualidade, culpa, preocupações, raiva, orgulho, solidão, tristeza, depressão, êxito, fracasso, alegria, humor, prazer e todos os sentimentos que fazem parte dos relacionamentos. A autora propõe ainda questionamentos que ajudam o leitor a se autodescobrir e a detectar possibilidades de mudanças para uma vida melhor. De acordo com a escritora, temos que aprender a lidar com nossos conflitos e conceitos de forma afetuosa, pois a força da imposição não conserta nem educa, só produz medo e revolta.

Serviço:

Alfabetização Afetiva

Autora: Lousanne  Arnoldi de Lucca

191 páginas

Editora Vida & Consciência

Preço sugerido: R$ 26,00

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Para as práticas, manual ensina a decidir o jogo quando está em zero a zero:

ou casa ou vazaQue príncipes encantados não existem você já sabe. Mas como ter certeza de que é hora de se casar? Você está saindo com o cara com quem gostaria de morar e dividir sua vida? Ou é melhor voltar à vida de solteira porque antes só do que mal acompanhada? Alison James, autora de As 10 mulheres que você vai ser antes dos 35 e Eu tinha saudades dele, mas estou melhorando, ensina com humor e leveza a encarar a realidade. Ou seja, só temos duas opções meninas: mergulhar no relacionamento com segurança ou terminar e assumir a solterice. Pelo menos é o que defende a autora no livro Ou casa ou vaza.

Você acha que está em um relacionamento estável e feliz. Mas será que ele é mesmo o cara certo? O próximo passo é casar? E será que depois do casamento sua vida vai mudar da maneira que você espera? E o mais importante: você está preparada para construir a vida a dois que sempre sonhou? Casar não é apenas produzir um evento. É a maior decisão com conseqüências significativas que você pode tomar. Como saber se o cara com quem você está saindo é o homem da sua vida? Ele vai ser um bom pai? Vocês têm valores parecidos? Você está tendo menos do que merece? A autora promete responder essas questões.

Alison James se baseou em diversas situações verídicas para ilustrar os fatos que devem ser levados em conta na hora de decidir se o namoro deve virar casamento ou se é melhor aproveitar a solteirice sem medo de ser feliz. Desde a infância as meninas aprendem a sonhar com o casamento. Esperam conhecer o homem perfeito, uma paixão à primeira vista e viver um eterno romance. Mas se decepcionam, pois descobrem que essa pode não ser sua realidade. A autora trata de situações vividas por casais que acabaram de se conhecer, casais que estão juntos há muitos anos e situações vividas por solteiros convictos. A ideia é ensinar os leitores a serem realistas no relacionamento,  mas sem perder o romantismo.

Serviço:

Ou casa ou vaza

Autora: Alison James

Tradução de Cláudia Costa Guimarães

Ed. BestSeller / Grupo Editorial Record

288 páginas

Preço sugerido: R$ 19,90

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O que dar de presente no Dia dos Namorados?

Mais um dia dos namorados. Eu admito que é difícil ter boas ideias todos os anos. Mas ainda que não tenhamos uma carta na manga, pode ser que alguém tenha e divulgue. Claro que copiar algumas boas ideias para montar um presente bacana e criativo pro namorado não é crime.

Se você está pensando na tragédia que sempre foi nas aulas de educação artística e está quase entrando em depressão só de pensar que não tem o menor dom de fazer qualquer coisa que preste com as próprias mãos, calma. A boa ideia pode ser um site que venda coisas legais. Já pensou? Que maravilha?

Pensando nesta fase desesperadora da nossa vida, em que todos os presentes já foram dados ou recebidos, o Conversa de Menina decidiu vasculhar a rede em busca de algumas dicas legais para amenizar a sua procura sem fim e facilitar sua vida nesse 12 de junho.

>> FOTOLIVRO: o que acha de reunir as melhores fotos digitais de vocês dois, criar poemas lindíssimos que representem a história de amor de vocês e preparar um livrinho recheado de imagens e emoções? Se você gostou da opção, há uma série de sites na internet que oferecem este serviço. Daí que basta você baixar um programinha que o site vai disponibilizar, montar as fotos do jeito que preferir, e enviar o arquivo.Em pouco tempo você receberá o álbum em casa. É uma ótimo oportunidade de reviver o relacionamento, reunir o que foi bom num presentinho delicado e lindo!

>> QUEBRA-CABEÇA PERSONALIZADO: outra surpresa bacana é você pegar aquela foto linda de vocês e transformar em um quebra-cabeças de 100, 200, 520 ou até 1800 peças… Que tal? Depois vocês ainda vão curtir o momento de montar o joguinho a dois, na maior diversão. E, depois de montado, pode ainda colar as peças e mandar colocar em um quadro. Depois, pendura na parede e pronto!!! É uma forma de eternizar não apenas o momento da foto, mas da brincadeira toda. Vários sites, como o da Uau brinquedos, fazem o quebra-cabeça pra você, que só precisa enviar a foto e pagar, claro.

>> CESTA PERSONALIZADA: você pode escolher um tema e montar uma cestinha toda especial. Pode ser uma cesta de café da manhã, ou uma cesta com presentinhos diversos, ainda uma cesta com produtos de beleza e, por que não, uma cesta erótica recheada de apetrechos bacanas para dar uma alavancada na vida sexual de vocês. O bom é que você tem duas opções: vasculhar na internet e mandar enviar aquela cesta que você achou o máximo, ou procurar apenas ideias na rede e adaptar ao gosto do seu amor.

>> RELÓGIO-RECADOS: outra coisa bacana que achei navegando pela rede foi esse relógio que serve também como um porta-recados. É que você pode escrever nele com caneta esferográfica (que já vem acompanhando o relógio) e depois apagar, sempre renovando os recadinhos. Além das declarações de amor, você pode também deixar um aviso sobre o horário do médico, do jantar… É só dar uma olhada no site Vitória Presentes. Além deste, tem outras opções também.

>> CAÇA AO TESOURO: essa ideia é trabalhosa, mas é bem legal. Você pode deixar recadinhos espalhados pela casa, sendo que um recadinho vai levá-lo a outro, até que ele ache o presente final. Ah, e com o presente final, uma cartinha linda com um convite irrecusável para te encontrar mais tarde em algum lugar… Que tal?

>> CARICATURA: e o que acha de mandar fazer uma caricatura de uma foto do seu amor? Ou sua, ou de vocês dois… Pode ser também da turma de melhores amigos dele. É um presente diferente e que, com certeza, não vai ter quem não goste da brincadeira. Dá uma olhadinha na sugestão do site Imagenes.

>> URSINHOS PERSONALIZADOS – Você escolhe o bichinho, a roupinha, os acessórios, monta a sua pelúcia e pronto. Para quem gosta de colecionar os bichinhos (e não tem alergia, lógico), esse pode ser um presentão. É só dar uma passadinha no site da Happy Town.

>> ESTOJO MINIATURA DE CACHAÇAS:  a ideia não é transformá-lo em um alcoólatra, claro que não. Mas se ele gosta de colecionar garrafas de bebidas, por exemplo, esse presentinho é um mimo. Acompanha um copinho de degustação. Veja lá.

>> IDEIAS DE INTERNAUTAS: nas minhas buscas, acabei achando uma série de comentários de internautas, uns dando dicas a outros. Há umas sugestões bem interessantes. É só entrar na página e ler os comentários. Pode surgir uma surpresinha bem bacana dali.

>> CONVENCIONAIS: quem disse que dar aquele presentinho mais convencional está fora de moda? Nada disso, gente. Um perfume, uma roupinha bonita, uma joia, um livro, CD, DVD… nada disso é de se jogar fora. Afinal de contas você que conhece o gosto do seu amor, e o importante é apenas fazer uma surpresinha bem bonita nesta data.

E se o tempo está apertado e você ja decidiu que vai dar mesmo uma cestinha de café da manhã ou flores, mas não vai ter tempo de escolher pessoalmente, aqui vão algumas dicas de sites com arranjos bacanas e kits interessantes para você não perder tempo, mas conseguir impressionar seu amor:

>>Baú com com champanhe, taça, bombons e fores – R$ 45,00
>>Arranjo com rosas brancas – R$ 60,96
>>Rosas importadas + bombons de chocolate – R$ 69,19
>>Cesta para o Dia dos Namorados – R$ 70,00
>>Cesta de café com pelúcia coração – R$ 75,00
>>Pelúcia branca + rosas importadas vermelhas – R$ 79,20
>>Cesta tropicália de frutas – R$ 144,00
>>Ursinhos com espumante e taças – R$ 158,00
>>Kit café – R$ 160,00
>>Cesta erótica – R$ 250,00
>>Cesta caliente erótica – R$ 324,00
>>Cesta feminina relax para o banho – R$ 240,00
>>Cesta gourmet de queijos e vinho importado – R$ 279,00
>>Monte a sua cesta – R$ variado

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Livro ensina como falar com as meninas

Vocês devem lembrar de alguns programas de TV mostrando um garoto na faixa dos nove, 10 anos de idade, dando dicas para um homem adulto de como “chegar junto” e conquistar as garotas. O livro que inspirou toda essa precocidade, do americano Alec Greven, foi lançado ano passado nos Estados Unidos e virou febre mundial entre meninos, principalmente aqueles garotos mais velhos, que já passaram dos 20. A editora Record lança no Brasil Como Falar com Meninas e o nosso blog, que tem a intenção de desvendar o universo feminino, não poderia deixar de comentar o assunto.

Como Falar com meninas entrou nas listas dos mais vendidos dos EUA e fez de seu autor uma celebridade-mirim, com entrevistas no programa Ellen DeGeneres, na CNN, perfil na revista Time e tudo o mais.  O livro, ilustrado, traz dicas de sedução para meninos de todas as idades.

Alec no programa de entrevistas de Ellen DeGeneres
Alec no programa de entrevistas de Ellen DeGeneres

O autor, Alec Greven, tem apenas 9 anos, mas demonstra que é atento observador do comportamento feminino. As dicas, embora se apliquem ao universo escola-playgroud, onde o menino gravita, podem ser transpostas para os relacionamentos de gente grande. Quem sabe assim, com a lógica simples das crianças fique mais fácil para os homens entenderem afinal “o que as mulheres querem”.

O livro é um guia, com conselhos simples e eficientes, além de observações sobre as “coisas da vida”. O autor precoce mata uma charada que atormenta marmanjos há gerações: “as meninas vencem a maior parte das discussões”. Simples assim. Portanto, nem pense em sustentar briga com a sua namorada, no quesito argumentação ela é imbatível.

Uma curiosidade: Como falar com meninas nasceu de um trabalho escolar escrito quando Alec ainda tinha 8 anos. Fez tanto sucesso entre alunos e pais no colégio onde o menino estuda, no Colorado, que acabou tornando-se um livro. Nesse “manual” do bom conquistador, não espere dicas para ganhar todas as gatas e formar um harém. O autor é sensível e não escreveu um guia de “galinhagem”. A publicação é antes de mais nada um libelo a amizade e respeito ao outro. Misturando dicas como a roupa certa para encontrar a menina, que tipo de assunto abordar, o que dizem os gestos corporais, com doses divertidas de inocência infantil, o livro acaba mostrando que o jogo do amor é bem menos complicado do que nós adultos acreditamos.

Quem é Alec Greven?

Alec é uma gracinha, não é?
Alec é uma gracinha, não é?

O guri que escreveu Como falar com meninas está na quarta série. Ele adora ler e escrever. Atualmente, vive em Castle Rock, no Colorado, com sua família.

Para quem não tem vergonha de seguir dicas de um menino:

* “A maior parte das meninas não gosta de caras exibidos. Uma coisa que você não pode fazer é ser o palhaço da classe. Palhaços da classe atrapalham a aula toda.”

*  “Se você gosta de uma menina, penteie o cabelo (…). Não precisa se esforçar muito, apenas tente parecer meio limpo.”

*  “Controle sua hiperatividade (se precisar, coma menos doce)”

Serviço:

como falar com meninasComo falar com meninas

Autor: Alec Greven

Editora Record

48 páginas

Preço sugerido: R$ 19,90

Nas livrarias a partir desta sexta, dia 05

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Homenagem aos meus amigos

O que há de mais precioso na amizade? Fiquei algumas horas a pensar nisso e não consegui encontrar uma resposta. Tudo na amizade é precioso, absolutamente tudo. Amigo que é amigo de verdade vira parte da família. Costumo falar que, em alguns casos, vira mais família do que a própria. AmizadeA cumplicidade, a alegria, as trocas, a confiança, as discussões, os alertas, os momentos felizes, os tristes, os risos, os choros… Posso enumerar uma série de fatos e todos eles, de todas as formas, terão um significado especial quando os seus agentes são declaradamente amigos.

Amigo que é amigo ama incondicionalmente. Ama tanto que chora junto, sofre junto. Vibra junto com cada vitória. É que cada vitória dele, cada conquista, é nossa também. Amigo que é amigo não ri junto, gargalha. Porque aqueles momentos de felicidade são tão plenos, tão intensos e tão maravilhosos que rir é pouco. É preciso uma demonstração maior, mais vibrante, mais intensa. Precisa mesmo é gargalhar, para que o mundo saiba que ali, entre aqueles risos espalhafatosos e cintilantes tem um amor incomensurável, que não se consegue medir por estes sistemas de medidas que estão ao nosso alcance.

Amizade 2Nossos amigos são tão diferentes uns dos outros, não é? Nossa!!! Agora estou aqui pensando em cada um deles e é incrível como conseguimos construir laços tão fortes com pessoas tão diferentes. A resposta é fácil, é o amor. É o amor que nos une. O amor e alguma coisa a mais que não consigo encontrar uma palavra em nosso vocabulário que a descreva. É simplesmente uma coisa a mais. Essas diferenças, no entanto, são tão insignificantes, porque aprendemos a conviver com elas, a respeitá-las. E ao invés de atrapalharem a relação, elas apenas se complementam. Nas nossas diferenças nos tornamos seres completos. É como me sinto ao lado deles, um ser completo.

Temos amigos de vários tipos, para todas as ocasiões. Uns adoram festas, shows, chegar em casa de madrugada. Há os que não trocam o teatro e  o cinema por nada nesse mundo. Há aqueles que adoram “comer água” e há os que abandonaram a bebida alcoólica ou nunca nem tocaram nela. AmizadeHá os que são mais tímidos, mais sensíveis. Há os destemidos, que topam tudo e acham que viver é a coisa mais fácil do mundo. Há os que sofrem mais, os que choram mais. Há os que sofrem menos, riem mais. Há aqueles que te abraçam, te beijam e dizem eu te amo. Há aqueles que ali, discretos como são, falam o mesmo eu te amo em silêncio, nos gestos habituais, no olhar de gratidão.

Alguns estão ao nosso lado todo dia, outros estão apenas em nossos corações todo dia. Uns moram ali, pertinho, outros lá bem longe. Com alguns falamos mais, com outros conversamos menos. Não é isso que vai determinar a importância que cada um deles tem em nossa vida. Porque perto ou longe todos têm a mesma relevância. Uns são mais compreensivos, outros são mais exigentes, e todos têm defeitos. Nossos amigos são os melhores do mundo, mas são seres humanos como qualquer outro. Eles podem ter defeitos pequenos, ou defeitos imensos. Isso não importa, porque eles com certeza têm qualidades que fazem de qualquer defeito algo contornável.

O bom de ter amigos é aquela sensação maravilhosa de ter alguém com quem dividir o universo. AmizadeA gente pensa assim: não estou só. E não está mesmo. Os amigos são companheiros para a vida toda. A gente constrói uma amizade aqui e leva pra lá, pra frente, pro futuro. Os anos vão passando, a gente vai crescendo, amadurecendo, envelhecendo, e eles estão ali, passando por tudo isso com a gente. A conversa até muda com o tempo, mas as lembranças, estas serão sempre eternas… Em cada encontro, a gente vai rir com a mesma intensidade lembrando das aventuras de antigamente, lembrando das farras, das curtições. É como se o tempo tivesse parado ali, naquele momento, porque estávamos juntos. E ele para mesmo, como um retrato que fica armazenado em nosso coração.

Esse texto singelo é apenas para agradecer. Agradecer a todos os meus amigos pela existência de cada um deles em minha vida. Agradecer pelas broncas, que fizeram de mim uma pessoa melhor. Agradecer pelos conselhos, que reduziram meus erros pela metade. Agradecer pelos risos, que conservam em mim a juventude. É tanta coisa para agradecer, tanta. Pela presença, mesmo quando desapareço com a loucura do dia-a-dia. Pelos risos, que me fazem perceber o quanto o mundo pode ser belo em meio às tragédias. E, mais que qualquer coisa, agradeço por poder chamá-los de amigos. É um texto para dizer o quanto amo cada um de vocês. Um amor tão grande… Sim eu sou uma felizarda!

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O relacionamento de cada um

Você gosta de dormir no quentinho e ele adora aquele frio intenso e seco provocado pelo ar condicionado no máximo. Você não abre mão das músicas para embalarem o sono e ele não consegue dormir sem o barulho da televisão ligada. As diferenças são muitas e tudo conspira para que a relação não dê certo. O convívio fica cada dia mais difícil e em algum momento você aceita a ideia de que não tem mais jeito.

Mas pode ter um jeito: descobrir uma forma de lidar com as diferenças o mais rápido possível, antes que as tais divergências cheguem a incomodar a ponto de você preferir a distância, ainda que ame incondicionalmente o outro. Amor de casalPorque às vezes decidimos abrir mão de alguém que amamos por questões diversas. E para que isso não aconteça, você pode buscar uma maneira especial de viver junto, minimizando os tais atritos de convivência.

Uma reportagem com Wanderléia (a Ternurinha da Jovem Guarda) me fez refletir sobre isso. Uma das perguntas feitas à cantora questionava seu casamento com o produtor Lallo Califórnia. A curiosidade era justamente porque a cantora vive há 28 anos com o marido, mas em casas separadas. Pois é. No texto, ela explica que tentaram se separar várias vezes, mas sempre acabavam reatando.

O amor falou mais alto que as briguinhas e a “incompatibilidade de gênios”. E eles encontraram um jeito diferente de ficar juntos. Na entrevista, ela acha uma justificativa para levar adiante a sua relação, que se traduz mais ou menos assim: se depois de tanto tempo juntos, vocês ainda têm muito assunto a conversar, isso é um sinal de que devem mesmo ficar juntos.

Amor polêmico – Mais polêmica foi a história de amor vivida por Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir. O casal se conheceu na Sorbonne, em 1929, e manteve uma relação que perdurou por 50 anos. Até aí tudo bem, não fosse a opção de adotar um estilo curioso: a chamada relação aberta. Viviam juntos, mas não deixaram de experimentar outras possibilidades. Amantes de um lado e do outro, a dupla seguiu unida por décadas.

São apenas dois exemplos de casais que romperam com o tradicional, que quebraram o paradigma do conceito de relacionamento e encontraram uma forma de prolongar a relação que talvez tivesse tudo para dar errado. Alguns vão questionar a decisão das duas duplas. E é mesmo preciso ter uma visão crítica sobre tudo. Mas o que eu diria é que cada um sabe o caminho de sua própria felicidade.

E você não precisa adotar o jeitinho da Wanderléia ou de Beauvoir. O que você deve fazer é pensar em alternativas, tentar encontrar o seu modo de fazer com que sua relação seja duradoura pelo tempo que acha que vale a pena. Não precisam viver separados, tampouco aceitarem a relação aberta. Essas foram opções que funcionaram com outras pessoas e podem nem funcionar com você. O que precisa é descobrir o que pode dar certo no seu caso.

O que ler?
Livro de SartreLIVRO: Jean-Paul Sartre & Simone de Beauvoir – A arte da excepcional busca pela felicidade
AUTOR: Walter Van Rossun

Para o Amor dar certoLIVRO: Para o Amor dar Certo
AUTORES: Christiane Blank e Renold Blank

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Ação e reação

Terceira lei de Newton - ação e reaçãoTudo é a forma de agir e tudo é a forma de reagir. Observar o comportamento humano nos permite tirar uma série de conclusões e nos permite, inclusive, compreender o que pode dar certo e o que pode dar errado. Por que estou falando disso agora? Porque cheguei à conclusão que uma boa parte das discussões poderiam ser evitadas se as atitudes fossem bem pensadas.

É meninas e meninos, a terceira lei de Newton não se aplica apenas à física. Com a devida adaptação, você vai perceber que ela tem tudo a ver com a nossa atuação diária com o outro, seja na vida pessoal, profissional… Já dizia ele que quando um corpo X exerce uma força sobre um corpo Y, simultaneamente o corpo Y exerce uma força sobre o corpo X de intensidade e direção igual, mas em sentido oposto.

Mãos dadasVocê não vai receber carinho se retrucou com agressividade e violência. Você não pode exigir atenção de alguém com quem você não se importa. Como prenunciou Newton, a força da reação tem sentido oposto, ou seja, vai diretamente contra você, que agiu primeiro. Portanto, se você aguarda sinceridade de alguém, haja com sinceridade primeiro. Se está em busca de carinho e atenção, é o que deve dispensar.

Claro que há momentos em que a lei não terá efeito imediato. Haverá épocas em que o efeito só será sentido horas, dias, semanas depois. A vida é assim. O imediatismo não dita suas regras e, em muitos casos, precisamos investir a longo prazo. Precisamos acreditar nos frutos futuros que nossas atitudes podem render. E se cada um fizer sua parte, talvez estejamos no caminho certo para construir um mundo melhor.

E se você acreditou nestas palavras, colocou em prática, mas acha que não funcionou, não desanime. Toda mudança requer um certo tempo. E o tempo é o senhor de tudo! Ele sempre nos traz respostas!

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Ah, o amor… em uma de suas facetas

Eu te amoNossa vida está repleta de conceitos, de definições. Para tudo temos uma explicação, qualquer que seja. Para tudo temos uma justificativa. Os argumentos, estes nunca nos faltam, por mais absurdos que sejam. Mas viver não seria tão magnífico se pudéssemos resumir em tão pouco nossa existência. Por isso nasceu o amor. Para contradizer, confundir, embaralhar. O amor tem razões próprias. Razões que fogem da nossa compreensão. Razões que ousamos dizer entender.

“E ele era o senhor de si, até que conheceu o amor”. É assim. Mesmo. Nestes termos. Somos senhores de nós mesmos até conhecermos o amor. Entregamos o posto de senhor a ele. Entregamos de bom grado. Nem sentimos que o estamos fazendo. Entregamos porque o amor é assim. Ele preenche cada centímetro do corpo e da alma. Ele nos alimenta. De uma alegria e felicidade plenas. De uma sensação gostosa. Gostosa de gosto. É quando tudo vale a pena só por gostar de gostar de quem gosta de nós.

Ama, apenas, quem sente. Não o amor, em si, porque talvez, em si, não exista amor. O amor é um conjunto. Um amontoado. Uma mixagem de coisas. De sentimentos que, somente juntos, transformam-se em amor. Não ama quem desconfia. Não ama quem desafia. Não ama quem ameaça. Não ama quem não respeita. Não ama quem trancafia. Não ama quem é desonesto, nem quem não nos deixa respirar. Não ama quem não se entrega, não ama quem não se esforça, não ama quem não se expõe.

O amor não é. O amor “são”. São todas estas manifestações, vezes correlatas, vezes desconhecidas, outras incômodas. Assim. O amor é um horizonte. Passamos a vida acreditando que um dia o alcançaremos, mas ele mantém-se distante, para que nunca percamos a vontade de persegui-lo. Ele está ali. A todo instante, ali, nunca aqui. Para que não cansemos dele. Para que não nos acomodemos por termos dissecado suas entranhas. Para que descubramos uma nova faceta, um novo vértice a cada tentativa.

AmorEle flui. Transforma. Metamorfoseia. Ele é o desconhecido. É o tudo. A síntese, tão difícil de ser feita. O amor não é traduzível, mas traduz. Uma fase, uma etapa, uma experiência, uma vida. Amar é sentir; antes de qualquer verbo, amar é sentir. O disparar dos batimentos cardíacos. O nervosismo inerente, descontrolador. A vontade de tocar. Encostar nem que seja o dedo mindinho na pele do outro. Observar, sorrir um sorriso espontâneo. O sorriso da presença. Um sorriso apaziguador.

O temor sufoca o amor. O medo e o desespero asfixiam, aprisionam. Amar é libertar. Em essência, amar é deixar livre, permitir voar. Correr riscos. Arriscado, sim, amar é arriscar. Saborosos, intensos, descabidos, sufocantes riscos. O voo pode ser longo e sem volta. Ainda assim, amar é deixar voar. É permitir a escolha. O amor não faz exigências; dá possibilidades. A escolha, esta caberá a cada um de nós.

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